RELEVÂNCIA DO USO DE MICRONUTRIENTES NO TRATAMENTO DE SEMENTES DA CULTURA DA SOJA

RELEVANCE OF MICRONUTRIENT USE IN SOYBEAN SEED TREATMENT

RELEVANCIA DEL USO DE MICRONUTRIENTES EN EL TRATAMIENTO DE SEMILLAS DEL CULTIVO DE SOJA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202511102336


Emili Monique Aparecida dos Santos
Orientador: Prof. Dr. Thiarles Cristian Aparecido Tonon


RESUMO

O presente trabalho aborda a relevância do uso de micronutrientes no tratamento de sementes da cultura da soja (Glycine max (L.) Merrill), destacando sua influência no vigor inicial, na fixação biológica de nitrogênio (FBN) e na produtividade da cultura. Por meio de uma revisão bibliográfica sistemática, foram analisadas publicações científicas nacionais e internacionais entre 2010 e 2025, visando compreender as funções fisiológicas de micronutrientes como molibdênio (Mo), cobalto (Co), zinco (Zn), boro (B) e manganês (Mn). Os resultados apontam que o tratamento de sementes (TS) com micronutrientes melhora a germinação, o crescimento radicular e a eficiência da simbiose com Bradyrhizobium, reduzindo a dependência de fertilizantes nitrogenados e promovendo a sustentabilidade agrícola. Tecnologias inovadoras, como o uso de nanopartículas e agentes quelantes, têm potencializado a absorção e a estabilidade dos nutrientes. Conclui-se que o uso racional de micronutrientes no tratamento de sementes é uma estratégia eficaz e sustentável para o aumento da produtividade e a preservação ambiental na sojicultura moderna.

Palavras-chave: Micronutrientes; Tratamento de sementes; Fixação biológica de nitrogênio.

ABSTRACT:

This study addresses the relevance of micronutrient use in soybean (Glycine max (L.) Merrill) seed treatment, highlighting its impact on seed vigor, biological nitrogen fixation (BNF), and crop productivity. Through a systematic literature review, national and international studies published between 2010 and 2025 were analyzed to understand the physiological functions of micronutrients such as molybdenum (Mo), cobalt (Co), zinc (Zn), boron (B), and manganese (Mn). The findings indicate that seed treatment (ST) with micronutrients enhances germination, root development, and Bradyrhizobium symbiosis efficiency, reducing dependence on nitrogen fertilizers and promoting sustainable agriculture. Innovative technologies, including nanoparticle formulations and chelating agents, have increased nutrient absorption and stability. It is concluded that the rational use of micronutrients in seed treatment represents an effective and sustainable strategy for improving productivity and environmental preservation in modern soybean farming.

Keywords:  Micronutrients; Seed treatment; Biological nitrogen fixation.

RESUMEN:

El presente estudio aborda la relevancia del uso de micronutrientes en el tratamiento de semillas del cultivo de soja (Glycine max (L.) Merrill), destacando su influencia en el vigor inicial, la fijación biológica de nitrógeno (FBN) y la productividad del cultivo. Mediante una revisión bibliográfica sistemática, se analizaron investigaciones nacionales e internacionales publicadas entre 2010 y 2025, con el objetivo de comprender las funciones fisiológicas de micronutrientes como molibdeno (Mo), cobalto (Co), zinc (Zn), boro (B) y manganeso (Mn). Los resultados muestran que el tratamiento de semillas (TS) con micronutrientes mejora la germinación, el desarrollo radicular y la eficiencia de la simbiosis con Bradyrhizobium, reduciendo la dependencia de fertilizantes nitrogenados y fomentando la sostenibilidad agrícola. Las tecnologías innovadoras, como el uso de nanopartículas y agentes quelantes, han incrementado la absorción y estabilidad de los nutrientes. Se concluye que el uso racional de micronutrientes en el tratamiento de semillas constituye una estrategia eficaz y sostenible para aumentar la productividad y preservar el medio ambiente en la sojicultura moderna.

Palabras clave: Micronutrientes; Tratamiento de semillas; Fijación biológica de nitrógeno.

1 INTRODUÇÃO

A soja (Glycine max (L.) Merrill) é uma das culturas agrícolas de maior relevância econômica e social em escala global. Além de ser uma das principais fontes de proteína vegetal e óleo comestível, a soja possui papel estratégico na produção de biocombustíveis, rações animais e diversos subprodutos industriais. No Brasil, a cultura assume posição de destaque absoluto na agropecuária nacional, sendo responsável por significativa parcela das exportações agrícolas e pela geração de renda em diversos estados, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Sul e Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), o país figura entre os maiores produtores e exportadores mundiais de soja, respondendo por mais de 35% da oferta global do grão.

Diante desse cenário, a busca por práticas de manejo nutricional mais eficientes, sustentáveis e tecnicamente embasadas tem se tornado uma prioridade entre pesquisadores e produtores. A intensificação agrícola e a expansão de áreas de cultivo para solos de baixa fertilidade natural — como os Latossolos e Argissolos típicos do Cerrado brasileiro — impõem desafios adicionais à manutenção da produtividade e da qualidade das plantas. Assim, o manejo adequado de micronutrientes desempenha papel fundamental para garantir o pleno desenvolvimento da cultura e o aproveitamento máximo do seu potencial genético.

Os micronutrientes, embora requeridos em quantidades muito pequenas pelas plantas, exercem funções fisiológicas e bioquímicas essenciais. Elementos como molibdênio (Mo), cobalto (Co), zinco (Zn), boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe) e manganês (Mn) participam de processos metabólicos cruciais, incluindo a ativação enzimática, a fotossíntese, a respiração celular e, de modo particular, a fixação biológica de nitrogênio (FBN) — processo vital na cultura da soja. O molibdênio, por exemplo, é componente indispensável da enzima nitrogenase, responsável pela conversão do nitrogênio atmosférico em formas assimiláveis pelas plantas. Já o cobalto está diretamente relacionado à sobrevivência e atividade simbiótica das bactérias do gênero Bradyrhizobium, que habitam os nódulos radiculares.

Por sua vez, o zinco atua na síntese de auxinas e no alongamento celular, enquanto o boro participa da formação da parede celular e da germinação do grão de pólen. O ferro e o manganês, por outro lado, são cofatores de diversas enzimas envolvidas na fotossíntese e na redução de nitratos. Assim, a deficiência de qualquer desses elementos pode resultar em prejuízos severos, como redução do crescimento radicular, clorose foliar, atraso na nodulação e queda na produtividade. Em muitos casos, a carência de micronutrientes manifesta-se de forma silenciosa, sem sintomas visíveis imediatos — fenômeno conhecido como “fome oculta” —, que pode comprometer o desempenho da lavoura de maneira significativa.

Nos últimos anos, o tratamento de sementes (TS) com micronutrientes tem se consolidado como uma alternativa técnica promissora para corrigir essas deficiências e promover maior vigor inicial às plantas. O TS consiste na aplicação direta e controlada de nutrientes, inoculantes e defensivos sobre a superfície da semente, antes da semeadura. Essa técnica permite uma disponibilização localizada e imediata dos nutrientes durante a germinação, favorecendo a emergência rápida e uniforme das plântulas. Além disso, o tratamento contribui para reduzir a dependência de adubações de cobertura e aumentar a eficiência da utilização dos insumos, atendendo aos princípios da agricultura sustentável e de precisão.

Entre as vantagens agronômicas do tratamento de sementes com micronutrientes, destacam-se o aumento da taxa de germinação, a formação de raízes mais vigorosas, a melhoria no desenvolvimento inicial e o fortalecimento da simbiose com bactérias fixadoras de nitrogênio. Em solos tropicais, onde a disponibilidade natural de Mo e Co é frequentemente baixa, a adoção do TS tem mostrado resultados expressivos, com incrementos significativos de produtividade e estabilidade da lavoura.

No entanto, a eficiência dessa prática depende de vários fatores inter-relacionados. Um dos principais desafios está na compatibilidade entre os micronutrientes e os demais produtos utilizados nas sementes, como fungicidas, inseticidas e inoculantes. Determinados micronutrientes podem reagir quimicamente com compostos presentes nesses produtos, reduzindo a viabilidade dos microrganismos inoculados ou alterando a disponibilidade dos elementos aplicados. Além disso, a definição da dose ideal e da fonte de cada micronutriente requer conhecimento aprofundado das condições locais — tipo de solo, pH, teor de matéria orgânica, histórico de adubação e características genéticas da cultivar utilizada.

Nos últimos anos, pesquisas têm se concentrado no desenvolvimento de novas tecnologias de formulação, visando aumentar a eficiência e a estabilidade dos micronutrientes aplicados via TS. Entre as inovações mais promissoras, destacam-se o uso de nanopartículas metálicas, capazes de liberar os elementos de forma controlada e prolongada, e os agentes quelantes, que evitam a precipitação e a fixação dos micronutrientes no solo, mantendo-os disponíveis por mais tempo para as plantas. Além disso, estudos vêm explorando a sinergia entre micronutrientes e bioestimulantes, como aminoácidos e extratos de algas, que podem potencializar o metabolismo vegetal e melhorar a resistência das plantas a estresses bióticos e abióticos.

Do ponto de vista ambiental e econômico, o tratamento de sementes representa uma estratégia de baixo impacto e alta eficiência, uma vez que reduz o desperdício de insumos e evita a aplicação excessiva de fertilizantes no solo, contribuindo para a preservação da qualidade da água e para a mitigação de impactos ambientais negativos. Em um contexto de crescente demanda global por alimentos e de necessidade de práticas agrícolas mais sustentáveis, essa tecnologia se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente aqueles relacionados à segurança alimentar, à eficiência no uso de recursos e à redução da poluição ambiental.

Diante de todos esses aspectos, este estudo tem como objetivo compreender, a partir da literatura científica disponível, a eficácia e as condições ideais para o uso de micronutrientes no tratamento de sementes da cultura da soja, com foco na melhoria do vigor inicial, na otimização da fixação biológica de nitrogênio e no aumento da produtividade. Para alcançar esse objetivo, foi conduzida uma revisão bibliográfica sistemática, com base em artigos científicos publicados em bases de dados como SciELO, Google Acadêmico e Periódicos CAPES, além de livros técnicos e dissertações sobre manejo nutricional e fisiologia vegetal.

Com a análise das evidências recentes, espera-se contribuir para o avanço do conhecimento científico e prático sobre o tema, destacando os fatores determinantes para o sucesso da técnica e apontando direções para futuras pesquisas. Em especial, torna-se essencial investigar os efeitos combinados de diferentes micronutrientes aplicados simultaneamente, bem como a interação com bioinsumos e reguladores de crescimento. A disseminação dessas informações pode orientar produtores rurais, técnicos agrícolas e formuladores de políticas públicas na adoção de práticas mais sustentáveis, eficientes e economicamente viáveis para o cultivo da soja no Brasil e no mundo.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

O presente trabalho foi desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica de caráter sistemático, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações científicas já publicadas sobre o uso de micronutrientes no tratamento de sementes da cultura da soja (Glycine max (L.) Merrill). Essa abordagem metodológica foi escolhida por permitir uma compreensão ampla, crítica e integrada dos avanços, desafios e resultados observados em diferentes contextos de pesquisa, tanto em estudos nacionais quanto internacionais. A revisão sistemática constitui um método de investigação essencial para a síntese do conhecimento científico, pois possibilita identificar lacunas de pesquisa, reunir evidências empíricas e discutir as implicações teóricas e práticas de um determinado tema, garantindo assim a consistência e a relevância do estudo.

A pesquisa bibliográfica foi conduzida entre os meses de fevereiro e setembro de 2025, abrangendo uma ampla gama de publicações disponíveis em bases acadêmicas reconhecidas, como Periódicos CAPES, SciELO (Scientific Electronic Library Online) e Google Acadêmico, além de fontes institucionais como o repositório do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e os bancos de dados de universidades de referência na área de ciências agrárias, incluindo a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade de São Paulo (USP/ESALQ) e a Universidade Federal de Lavras (UFLA). Também foram consultadas teses, dissertações, relatórios técnicos e livros especializados sobre nutrição mineral de plantas, fisiologia vegetal, microbiologia do solo e tecnologia de sementes. Essa diversidade de fontes garantiu uma abordagem abrangente e multidisciplinar, fundamental para o entendimento das complexas interações entre micronutrientes, solo, semente e planta.

Para orientar a busca e ampliar o alcance dos resultados, foram definidos descritores (palavras-chave) em português e inglês, contemplando os principais termos relacionados ao tema: micronutrientes, soja, tratamento de sementes, molibdênio, cobalto, zinco, boro, vigor da plântula e fixação biológica de nitrogênio, bem como suas equivalentes em inglês — micronutrients, soybean, seed treatment, molybdenum, cobalt, zinc, boron, seed vigor, nitrogen fixation. A aplicação de operadores booleanos (AND, OR e NOT) possibilitou cruzar diferentes combinações de termos e refinar a pesquisa, resultando em uma seleção mais precisa e representativa de estudos pertinentes ao objeto de investigação.

Durante o processo de triagem, foram estabelecidos critérios rigorosos de inclusão e exclusão para garantir a confiabilidade e a relevância científica das fontes utilizadas. Foram incluídos artigos e documentos publicados entre 2010 e 2025, período considerado adequado para abarcar as evoluções mais recentes no manejo de micronutrientes e nas tecnologias de tratamento de sementes. Além disso, somente foram selecionados estudos que apresentassem dados experimentais, análises comparativas ou revisões técnicas relacionadas aos efeitos de micronutrientes sobre o vigor inicial, a germinação, a fixação biológica de nitrogênio e a produtividade da soja. Foram excluídos trabalhos sem relação direta com a cultura da soja, materiais duplicados entre as bases de dados, estudos com informações incompletas ou inconsistentes e publicações que abordassem exclusivamente outras culturas agrícolas, como milho, feijão, trigo ou algodão. Essa etapa foi executada de forma manual e minuciosa, com a leitura dos títulos, resumos e palavras-chave, seguida da análise integral dos textos selecionados, o que assegurou a qualidade e a pertinência das fontes incluídas na revisão.

A análise dos dados obtidos foi realizada de maneira descritiva e comparativa, buscando integrar informações e identificar tendências, convergências e divergências entre os resultados apresentados pelos diferentes autores. As informações foram organizadas em eixos temáticos que refletissem os principais aspectos do tema estudado, incluindo as funções fisiológicas dos micronutrientes na cultura da soja, as tecnologias e métodos de aplicação em sementes, as interações entre micronutrientes, inoculantes e outros insumos, e os avanços recentes envolvendo o uso de nanopartículas, agentes quelantes e bioestimulantes. Essa sistematização permitiu compreender as relações entre os fatores fisiológicos e agronômicos que influenciam o desempenho da soja, além de evidenciar as condições que determinam o sucesso ou o fracasso do uso de micronutrientes no tratamento de sementes.

A etapa de coleta e organização das informações foi conduzida de forma estruturada e documentada. Cada publicação selecionada foi registrada em uma planilha eletrônica contendo dados como autores, ano de publicação, país de origem, tipo de experimento, micronutrientes avaliados, doses aplicadas, métodos de aplicação, variáveis analisadas e principais conclusões. Esse procedimento permitiu comparar resultados entre diferentes experimentos e regiões, possibilitando uma análise mais precisa das respostas da cultura da soja em distintos contextos edafoclimáticos e sistemas de manejo. Tal abordagem proporcionou uma visão abrangente do estado atual do conhecimento, ao mesmo tempo em que revelou lacunas de pesquisa ainda não exploradas de forma consistente pela comunidade científica.

Além da busca pela sistematização de dados, a metodologia também se fundamentou na análise crítica das informações obtidas, com o intuito de discutir não apenas os resultados positivos relatados na literatura, mas também as limitações e controvérsias encontradas entre os estudos. Em muitos casos, as divergências observadas entre diferentes autores puderam ser atribuídas a variações nas condições ambientais, diferenças de formulações, interações químicas entre micronutrientes e inoculantes, e até mesmo a fatores genéticos das cultivares utilizadas. Assim, a revisão bibliográfica não se restringiu à simples descrição dos resultados, mas buscou compreender de forma aprofundada as causas e implicações dessas divergências, oferecendo uma interpretação mais completa do fenômeno estudado.

A metodologia adotada assegura que o presente trabalho seja construído sobre bases científicas sólidas e confiáveis, conferindo-lhe validade acadêmica e rigor técnico. A natureza sistemática e integrativa da revisão permite reunir conhecimento disperso, comparar abordagens distintas e propor caminhos para futuras investigações. Dessa forma, esta pesquisa contribui não apenas para a consolidação do conhecimento sobre o uso de micronutrientes no tratamento de sementes da soja, mas também para a formulação de estratégias mais eficientes de manejo nutricional, orientadas por princípios de sustentabilidade, economia de insumos e aumento da produtividade agrícola. Em síntese, a metodologia aqui descrita sustenta o propósito central deste estudo: compreender, com base em evidências científicas robustas, os mecanismos, as potencialidades e as limitações do uso de micronutrientes na cultura da soja, fornecendo subsídios teóricos e práticos para o avanço da agricultura moderna no Brasil e no mundo.

3 REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 Fixação Biológica de Nitrogênio

A soja (Glycine max (L.) Merrill) ocupa posição estratégica no cenário agroalimentar mundial e desempenha papel central na economia agroindustrial brasileira, consolidando-se como uma das principais commodities agrícolas do país. A expansão da cultura da soja está diretamente associada ao desenvolvimento de tecnologias de manejo que visam elevar a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas. Nesse contexto, a nutrição mineral destaca-se como um dos fatores mais determinantes para o desempenho da cultura, influenciando desde a germinação até a produtividade final. A soja, diferentemente de muitas outras espécies cultivadas, possui a capacidade singular de realizar a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), processo natural e ambientalmente sustentável que lhe confere elevada autonomia quanto à necessidade de adubação nitrogenada (Ventura et al., 2017).

A FBN é um processo simbiótico realizado pela associação entre as raízes da soja e bactérias do gênero Bradyrhizobium, que colonizam o sistema radicular e formam estruturas especializadas chamadas nódulos. Dentro desses nódulos ocorre a conversão do nitrogênio atmosférico (N₂), que é quimicamente inerte e indisponível para as plantas, em amônia (NH₃), forma assimilável que é posteriormente incorporada a aminoácidos, proteínas e outros compostos nitrogenados essenciais ao metabolismo vegetal. Essa relação simbiótica representa um dos mecanismos biológicos mais eficientes para o suprimento de nitrogênio às plantas, reduzindo significativamente a necessidade de fertilizantes sintéticos e, consequentemente, os custos de produção e os impactos ambientais relacionados à emissão de gases de efeito estufa e à contaminação de recursos hídricos.

O sucesso da FBN, entretanto, depende de um conjunto de fatores fisiológicos, microbiológicos e nutricionais. Entre os elementos essenciais para o funcionamento eficiente desse processo, destacam-se os micronutrientes, que atuam como cofatores enzimáticos e reguladores de reações metabólicas fundamentais. O molibdênio (Mo) e o cobalto (Co) são considerados os micronutrientes mais diretamente envolvidos na fixação de nitrogênio. O molibdênio é componente estrutural da enzima nitrogenase, responsável pela quebra da ligação tripla do N₂ e pela conversão desse gás em amônia. Sua deficiência resulta em redução drástica da atividade enzimática e, portanto, da eficiência da fixação. Já o cobalto, embora não seja requerido em grandes quantidades, desempenha papel essencial na síntese da vitamina B₁₂ (cobalamina), indispensável ao metabolismo bacteriano, e na produção de leghemoglobina, proteína que regula a concentração de oxigênio dentro dos nódulos. Essa regulação é vital, pois a nitrogenase é extremamente sensível à presença de oxigênio, o que torna a leghemoglobina um fator determinante para o equilíbrio entre respiração bacteriana e manutenção da atividade fixadora (Hungria et al., 2007).

Além do Mo e do Co, outros micronutrientes exercem funções complementares e igualmente importantes no desempenho fisiológico da planta e na manutenção da simbiose. O zinco (Zn), por exemplo, é um dos micronutrientes mais demandados pela soja, participando de diversos processos metabólicos, como a síntese de auxinas (hormônios de crescimento), a formação de enzimas antioxidantes e a manutenção da integridade das membranas celulares. A deficiência de zinco compromete o crescimento radicular e a expansão foliar, afetando diretamente a absorção de água e nutrientes e, por consequência, a formação e a funcionalidade dos nódulos. O boro (B), por sua vez, está associado à divisão celular, alongamento de tecidos, formação de paredes celulares e desenvolvimento reprodutivo, além de favorecer o transporte de açúcares e a integridade das estruturas reprodutivas. Sua falta pode ocasionar má formação de vagens, abortamento floral e menor pegamento de grãos, fatores que comprometem o rendimento final da cultura (Malavolta et al., 1997; Prado, 2008).

Nos solos tropicais brasileiros, predominantemente ácidos e de baixa fertilidade natural, a disponibilidade de micronutrientes como Mo, Co, Zn e B é frequentemente limitada, tanto pela baixa concentração total desses elementos quanto pela fixação química em formas não disponíveis para as plantas. Esse cenário propicia o surgimento da chamada “fome oculta”, condição em que as deficiências nutricionais não se manifestam visualmente, mas comprometem o crescimento, o metabolismo e a produtividade da cultura (Lana et al., 2009). Dessa forma, a simples análise visual das plantas não é suficiente para identificar desequilíbrios nutricionais, tornando imprescindível o uso de diagnósticos laboratoriais e estratégias preventivas de manejo.

Entre as práticas modernas de manejo nutricional, o tratamento de sementes (TS) com micronutrientes vem se consolidando como uma das alternativas mais eficazes para suprir as exigências da planta desde os estágios iniciais do ciclo. O TS consiste na aplicação controlada dos nutrientes diretamente sobre a semente antes da semeadura, o que permite uma absorção localizada e imediata dos elementos essenciais durante a germinação e o estabelecimento da plântula. Essa técnica proporciona maior vigor inicial, melhor desenvolvimento radicular e maior uniformidade do estande, fatores determinantes para o sucesso da lavoura. Além disso, o fornecimento antecipado de micronutrientes como Mo e Co por meio do tratamento de sementes favorece diretamente a formação precoce dos nódulos e o início eficiente da fixação biológica de nitrogênio, reduzindo o intervalo entre a emergência e o estabelecimento da simbiose com o Bradyrhizobium (Souza et al., 2014).

Nos últimos anos, avanços tecnológicos têm aprimorado a eficiência do tratamento de sementes. O desenvolvimento de formulações de liberação lenta, o uso de agentes quelantes que estabilizam os micronutrientes e impedem sua precipitação no solo, e a incorporação de nanopartículas metálicas têm se mostrado alternativas promissoras para aumentar a biodisponibilidade dos elementos e prolongar seu efeito no campo (Rubin et al., 2018; Teixeira et al., 2021). Tais inovações reduzem perdas por lixiviação e adsorção, além de minimizar incompatibilidades químicas entre micronutrientes, inoculantes e defensivos utilizados no tratamento de sementes.

O emprego dessas tecnologias está intimamente ligado ao conceito de nutrição de precisão, que busca otimizar o uso dos insumos agrícolas, ajustando doses e fontes de nutrientes de acordo com as características do solo, as condições climáticas e as exigências específicas das cultivares de soja. Essa abordagem permite aumentar a eficiência da Fixação Biológica de Nitrogênio, melhorar o aproveitamento dos recursos nutricionais e reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados de origem industrial. Em um contexto de crescente demanda global por alimentos e de necessidade de sistemas produtivos mais sustentáveis, a adoção de práticas baseadas na nutrição equilibrada e no tratamento de sementes com micronutrientes representa não apenas um avanço tecnológico, mas também um compromisso com a sustentabilidade e a competitividade da agricultura brasileira.

Assim, a Fixação Biológica de Nitrogênio, aliada a um manejo nutricional de precisão, constitui um dos pilares fundamentais para a manutenção da produtividade e da sustentabilidade na cultura da soja. Quando devidamente manejada, essa interação entre planta, microrganismo e ambiente traduz-se em benefícios agronômicos, econômicos e ecológicos, contribuindo para uma agricultura mais eficiente, resiliente e ambientalmente responsável.

3.2 Micronutrientes essenciais

Os micronutrientes são elementos essenciais ao metabolismo vegetal, requeridos em quantidades muito menores que os macronutrientes, mas cuja importância fisiológica é igualmente crítica. Mesmo em concentrações traço, esses elementos desempenham papéis indispensáveis como cofatores enzimáticos, ativadores metabólicos e reguladores de processos bioquímicos vitais. A deficiência de um único micronutriente pode comprometer múltiplas vias metabólicas, afetando o crescimento, a fotossíntese, a respiração, a formação de estruturas reprodutivas e, em última instância, a produtividade das plantas. A ausência de sintomas visuais evidentes em estágios iniciais de deficiência, fenômeno conhecido como fome oculta, constitui um desafio agronômico relevante, uma vez que as perdas de produtividade podem ocorrer de forma silenciosa, mesmo em lavouras que aparentam bom desenvolvimento vegetativo (Lana et al., 2009).

Na cultura da soja (Glycine max), o papel dos micronutrientes assume destaque especial devido à complexidade metabólica da espécie e à sua dependência da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) como principal fonte de nitrogênio assimilável. A soja é uma das culturas mais exigentes em termos de equilíbrio nutricional, e a eficiência da FBN depende diretamente da disponibilidade adequada de determinados elementos, como Molibdênio (Mo), Cobalto (Co), Zinco (Zn), Boro (B), Manganês (Mn), Cobre (Cu) e Ferro (Fe). Esses elementos, embora necessários em pequenas quantidades, são cruciais para o funcionamento das enzimas envolvidas na assimilação do nitrogênio, no transporte de elétrons, na formação de proteínas e na regulação do metabolismo energético da planta e das bactérias simbiontes do gênero Bradyrhizobium (Hungria et al., 2007; Malavolta et al., 1997).

O Molibdênio (Mo) é talvez o micronutriente mais importante para a FBN, pois integra a estrutura da nitrogenase, enzima responsável pela redução do nitrogênio atmosférico (N₂) a amônia (NH₃). A deficiência de Mo limita a atividade dessa enzima, reduzindo a taxa de fixação e levando a sintomas de deficiência de nitrogênio, como clorose generalizada nas folhas mais velhas. O Cobalto (Co), embora necessário em quantidades mínimas, é fundamental para a síntese da vitamina B₁₂ e para a produção de leghemoglobina, pigmento que regula o fluxo de oxigênio dentro dos nódulos, garantindo que a nitrogenase opere em condições ideais. Sem Co, os nódulos tornam-se menos ativos, a simbiose é enfraquecida e a planta depende mais do nitrogênio mineral presente no solo, o que reduz a sustentabilidade do sistema produtivo (Prado, 2008; Santos et al., 2020).

Além desses, o Zinco (Zn) e o Boro (B) exercem funções igualmente determinantes na fisiologia da soja. O Zn atua como componente de mais de 300 enzimas, participando da síntese de triptofano — precursor do hormônio de crescimento auxina (AIA) —, além de regular a integridade das membranas e o metabolismo de carboidratos e proteínas. Plantas com deficiência de Zn apresentam crescimento reduzido, internódios encurtados e menor formação de nódulos funcionais, o que afeta tanto o desenvolvimento vegetativo quanto a eficiência da FBN. O Boro, por outro lado, é essencial para o alongamento celular, a formação da parede celular e a integridade estrutural dos tecidos meristemáticos. Sua deficiência afeta a divisão celular, o crescimento das raízes e o transporte de açúcares, interferindo diretamente na nutrição dos nódulos e na formação de flores e vagens (Ferreira et al., 2022).

Micronutrientes como Manganês (Mn), Cobre (Cu) e Ferro (Fe) também são importantes para o desempenho da FBN e para o metabolismo da planta como um todo. O Mn participa da fotólise da água durante a fotossíntese, garantindo a produção de energia necessária para as reações metabólicas, enquanto o Cu e o Fe estão envolvidos no transporte de elétrons nas reações de oxirredução e na formação de proteínas como citocromos e ferredoxinas. Deficiências desses elementos reduzem a eficiência fotossintética e o metabolismo energético, comprometendo a assimilação do nitrogênio e o crescimento das plantas (Vieira et al., 2023).

Em solos tropicais e subtropicais, como os predominantes no Brasil, a disponibilidade de micronutrientes é naturalmente limitada devido ao intemperismo intenso, à acidez elevada e à baixa capacidade de troca catiônica de muitos solos arenosos. Nessas condições, elementos como Mo, Co e Zn são facilmente imobilizados ou lixiviados, dificultando sua absorção pelas raízes. Assim, mesmo em áreas com histórico de correção e adubação, é comum observar a ocorrência de deficiências nutricionais subclínicas, responsáveis por reduções expressivas de produtividade. Essa limitação reforça a importância do manejo nutricional de precisão, que busca equilibrar a oferta de nutrientes de acordo com a exigência da cultura e as características químicas e físicas do solo (Rubin et al., 2018; Teixeira et al., 2021).

Uma das estratégias mais eficazes para o fornecimento de micronutrientes essenciais à soja tem sido o tratamento de sementes, prática que garante o suprimento imediato de nutrientes durante a germinação e o estabelecimento das plântulas. O aporte inicial de elementos como Mo e Co por meio do tratamento de sementes estimula a nodulação precoce e o início da FBN, enquanto a aplicação de Zn e B favorece o desenvolvimento radicular e o crescimento uniforme das plantas. Com o avanço tecnológico, surgiram formulações de micronutrientes de liberação controlada, nanoparticuladas ou quelatadas, que aumentam a eficiência de absorção e reduzem as perdas por volatilização e fixação no solo. Esses avanços representam um marco na agricultura moderna, permitindo o uso racional dos insumos e a maximização da eficiência fisiológica das plantas (Silva et al., 2024).

Portanto, a função dos micronutrientes na cultura da soja transcende a simples correção de deficiências nutricionais. Eles são elementos-chave na simbiose rizóbio–planta, na formação e funcionamento dos nódulos fixadores de nitrogênio, na eficiência fotossintética e no desempenho fisiológico das plantas ao longo de todo o ciclo produtivo. O manejo equilibrado desses elementos é essencial para assegurar altos rendimentos, reduzir a dependência de adubos nitrogenados sintéticos e promover sistemas agrícolas mais sustentáveis e resilientes. A compreensão aprofundada da dinâmica dos micronutrientes no solo e na planta, aliada ao uso de tecnologias de precisão, representa um dos caminhos mais promissores para o fortalecimento da competitividade da agricultura brasileira e para a consolidação da soja como cultura símbolo da eficiência biológica e da sustentabilidade produtiva.

Tabela 1 – Micronutrientes

MicronutrienteFunção fisiológicaEfeito agronômicoRelevância para FBN
Molibdênio (Mo)Cofator da nitrogenaseFacilita a fixação de N₂Alta
Cobalto (Co)Síntese de leghemoglobinaRegula oxigênio nos nódulosAlta
Zinco (Zn)Enzimas, hormônios, divisão celularDesenvolvimento radicular, crescimentoMédia
Boro (B)Formação de parede celular, flores e vagensPolinização, enchimento de vagensMédia

Fonte: Autores, 2025.

O Molibdênio é componente da enzima nitrogenase, responsável por converter N₂ em amônia, enquanto o Cobalto é essencial para a produção de leghemoglobina, que mantém níveis adequados de oxigênio nos nódulos, permitindo o funcionamento das bactérias fixadoras (Hungria et al., 2007). O Zinco e o Boro participam da divisão celular, síntese de hormônios vegetais, formação de estruturas reprodutivas e resistência a estresses ambientais (Malavolta et al., 1997; Prado, 2008).

O tratamento de sementes com micronutrientes possibilita aplicação direta e localizada, favorecendo a rápida absorção pela plântula, o crescimento radicular e a tolerância a condições adversas. Estudos indicam que a resposta agronômica depende de fatores como tipo de solo, histórico de manejo, variedade de soja e compatibilidade com fungicidas, inseticidas e inoculantes (Souza et al., 2014; Teixeira et al., 2021). Embora Hungria et al. (2007) e Teixeira et al. (2021) relatem ganhos significativos com Mo e Co, Pessoa et al. (2008) não observaram resposta em solos com fertilidade elevada, evidenciando que a eficiência agronômica é fortemente dependente do contexto edáfico.

Novas tecnologias, como nanopartículas e agentes quelantes, têm ampliado a solubilidade e a disponibilidade dos micronutrientes, reduzindo perdas e aumentando a eficiência do tratamento (Rubin et al., 2018). Assim, o manejo estratégico de micronutrientes se alinha aos princípios da agricultura sustentável, promovendo lavouras mais vigorosas e produtivas, com melhor aproveitamento dos recursos naturais.

Síntese conectiva: O conhecimento fisiológico e bioquímico sobre os micronutrientes fundamenta o uso do tratamento de sementes como ferramenta de otimização da FBN e da produtividade da soja, servindo como base teórica para as análises experimentais e propostas de manejo apresentadas posteriormente.

3.3 Desafios e Inovações Tecnológicas no Uso de Micronutrientes

O manejo eficiente de micronutrientes na cultura da soja constitui um dos maiores desafios da agricultura moderna, especialmente em países tropicais como o Brasil, onde a variabilidade dos solos, as condições climáticas e a intensa exploração agrícola impõem sérias limitações à disponibilidade desses elementos. Embora exigidos em pequenas quantidades, os micronutrientes são fundamentais para a expressão do potencial produtivo da cultura, influenciando diretamente o metabolismo das plantas, o desenvolvimento radicular, a nodulação e, consequentemente, a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN). No entanto, garantir a adequada biodisponibilidade desses nutrientes ao longo do ciclo da cultura ainda é uma tarefa complexa, que depende de fatores químicos, físicos e biológicos do solo, bem como da interação entre diferentes insumos agrícolas.

Entre as principais limitações observadas no manejo de micronutrientes estão a baixa solubilidade de certos elementos em condições de pH desfavorável, a fixação em formas não assimiláveis e a competição iônica com outros nutrientes presentes na solução do solo. Solos altamente intemperizados, como os Latossolos e Argissolos predominantes nas regiões produtoras de soja do Brasil, tendem a apresentar altos teores de óxidos de ferro e alumínio, que adsorvem fortemente micronutrientes como o zinco (Zn), o cobre (Cu) e o molibdênio (Mo), reduzindo sua mobilidade e disponibilidade para as plantas. Além disso, a variabilidade espacial das propriedades químicas e físicas do solo dificulta a uniformidade da aplicação e absorção dos nutrientes, tornando o manejo mais complexo e exigindo o uso de ferramentas de agricultura de precisão para otimizar o uso dos insumos e reduzir perdas (Teixeira et al., 2021; Ferreira et al., 2023).

Nesse contexto, a nanotecnologia tem se consolidado como uma das principais inovações voltadas para a melhoria da nutrição mineral de plantas. O uso de nanopartículas de micronutrientes vem sendo amplamente estudado devido às suas propriedades físico-químicas singulares, que conferem maior área superficial e reatividade, promovendo solubilidade aumentada, liberação controlada e melhor absorção tanto pelas raízes quanto pelas folhas. Essas características permitem que os nutrientes sejam disponibilizados de forma gradual, reduzindo as perdas por lixiviação, volatilização ou fixação no solo e aumentando a eficiência de uso. No caso da soja, as nanopartículas de molibdênio, zinco e boro têm se mostrado promissoras no estímulo ao crescimento inicial das plantas, no fortalecimento do sistema radicular e na otimização da FBN, especialmente nas fases iniciais de desenvolvimento, quando a planta é mais sensível à deficiência nutricional (Silva et al., 2024; Kumar et al., 2022).

As nanofertilizantes, além de aumentarem a eficiência agronômica, também trazem benefícios ambientais expressivos. Por apresentarem maior eficiência de uso, permitem reduzir a quantidade total de insumos aplicados, minimizando o risco de contaminação do solo e da água. Além disso, sua liberação controlada e interação seletiva com os tecidos vegetais reduzem a necessidade de reaplicações frequentes, o que se traduz em menor consumo de combustível e menor emissão de gases de efeito estufa durante as operações agrícolas. Essa abordagem está alinhada com os princípios da agricultura sustentável e da economia circular, que visam otimizar o uso de recursos e reduzir os impactos ambientais da produção agrícola (Embrapa, 2023; Souza et al., 2024).

Paralelamente aos avanços nanotecnológicos, o desenvolvimento e a utilização de biofertilizantes vêm ganhando destaque como alternativa complementar e ambientalmente responsável. Esses produtos combinam nutrientes minerais com microrganismos benéficos, como bactérias promotoras de crescimento e fungos micorrízicos, que atuam sinergicamente para melhorar a absorção de nutrientes, estimular o crescimento radicular e aumentar a tolerância das plantas a estresses bióticos e abióticos. No caso da soja, os biofertilizantes podem potencializar a atividade de bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação simbiótica do nitrogênio, além de favorecer o equilíbrio microbiológico do solo. Dessa forma, além de fornecer micronutrientes essenciais como molibdênio, cobalto e zinco, os biofertilizantes atuam indiretamente na promoção da FBN e no fortalecimento fisiológico das plantas (Embrapa, 2023; Oliveira et al., 2022).

Contudo, a compatibilidade entre micronutrientes e inoculantes é um ponto crítico nesse tipo de manejo. Determinados micronutrientes, como o cobre e o zinco, quando aplicados em doses elevadas ou em formulações inadequadas, podem exercer efeito tóxico sobre os microrganismos inoculantes, reduzindo sua viabilidade e comprometendo a simbiose rizóbio-planta. Por isso, estudos recentes têm se concentrado em identificar formas químicas mais estáveis e veículos de aplicação compatíveis, capazes de permitir o fornecimento de nutrientes sem prejudicar os organismos benéficos. A utilização de agentes quelantes, como EDTA, DTPA e compostos orgânicos naturais, tem se mostrado eficaz nesse sentido, pois esses compostos formam complexos solúveis que mantêm os micronutrientes disponíveis e biologicamente seguros para os inoculantes (Ferreira et al., 2022; Santos et al., 2023).

A pesquisa científica contemporânea tem buscado desenvolver estratégias integradas de manejo, combinando o uso de biofertilizantes, nanopartículas e aditivos quelantes com práticas de tratamento de sementes, adubação foliar e monitoramento de solo e planta em tempo real. Essa abordagem, conhecida como manejo nutricional de precisão, tem o objetivo de maximizar a eficiência do uso de micronutrientes e reduzir as perdas no sistema produtivo. A integração entre as diferentes formas de aplicação (solo, semente e foliar) permite corrigir deficiências de maneira mais direcionada e oportuna, evitando tanto o desperdício de insumos quanto os efeitos negativos do excesso de nutrientes (Teixeira et al., 2021; Silva et al., 2024).

Estudos conduzidos pela Embrapa Soja (2023) e por universidades federais brasileiras indicam que o uso de tecnologias combinadas, como tratamento de sementes com nanopartículas de molibdênio associado a inoculantes de Bradyrhizobium e adubação foliar com zinco quelatado, pode aumentar em até 25% a eficiência da fixação biológica e elevar significativamente a produtividade da soja, especialmente em áreas de alta exigência nutricional. Esses resultados reforçam o potencial das tecnologias emergentes na superação das limitações históricas da nutrição mineral da cultura e na promoção de sistemas agrícolas mais resilientes e autossuficientes em nitrogênio.

Além dos aspectos fisiológicos e agronômicos, é importante considerar o impacto econômico e ambiental das inovações no manejo de micronutrientes. A redução do uso de fertilizantes convencionais e da dependência de insumos importados contribui para a sustentabilidade econômica do produtor rural, ao mesmo tempo em que diminui a pegada de carbono associada à produção agrícola. O uso racional de micronutrientes também ajuda a preservar a fertilidade natural do solo e a reduzir a poluição de corpos d’água, em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente os ODS 2 (fome zero e agricultura sustentável) e ODS 12 (consumo e produção responsáveis).

Adicionalmente, a digitalização do campo e o uso de ferramentas de agricultura digital vêm revolucionando a forma como o manejo nutricional é realizado. Sensores de solo, drones, imagens de satélite e algoritmos de inteligência artificial permitem o monitoramento em tempo real da condição nutricional das plantas, possibilitando ajustes rápidos e precisos na aplicação de micronutrientes. A integração dessas tecnologias com bancos de dados georreferenciados e modelos de previsão climática cria um cenário em que a tomada de decisão agronômica se torna cada vez mais científica, personalizada e sustentável (Costa et al., 2024).

Portanto, os avanços tecnológicos no manejo de micronutrientes representam não apenas uma resposta aos desafios agronômicos contemporâneos, mas também uma oportunidade de consolidar uma nova agricultura, pautada pela eficiência, pela sustentabilidade e pela inovação científica. A integração entre nanotecnologia, biotecnologia, agricultura digital e práticas de manejo de precisão abre caminho para um sistema produtivo mais equilibrado e adaptável às condições climáticas e ambientais do futuro. Dessa forma, o uso racional e estratégico de micronutrientes na soja não deve ser visto apenas como uma ferramenta de aumento de produtividade, mas como um pilar de transformação da agricultura moderna, capaz de promover equilíbrio ecológico, segurança alimentar e competitividade global para o agronegócio brasileiro.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 

A aplicação de micronutrientes via tratamento de sementes tem sido amplamente estudada na soja, demonstrando impacto direto no desempenho inicial das plântulas, vigor das sementes, tolerância ao estresse e, em muitos casos, na produtividade final. Estudos recentes mostram que a prática pode aumentar o índice de velocidade de germinação (IVG) em até 20 % quando aplicados Mo e Co, em comparação com sementes não tratadas (Souza et al., 2014).

O desenvolvimento inicial das plântulas também é favorecido, com aumento médio de 15–25 % no comprimento radicular e massa seca aos 15 dias após a emergência quando aplicados Zn e B (Teixeira et al., 2021). Esses resultados indicam maior capacidade de absorção de água e nutrientes e melhor resistência a estresses ambientais. Além disso, estudos apontam que o tratamento de sementes contribui para manutenção do crescimento sob déficit hídrico moderado, graças à ativação de mecanismos antioxidantes e fortalecimento das paredes celulares (Rubin et al., 2018).

Quanto à produtividade, pesquisas de campo indicam que lavouras com sementes tratadas podem apresentar incremento médio de 10–12 % na produção final, refletido em maior número de vagens por planta e maior massa de grãos (Hungria et al., 2007). No entanto, como demonstrado por estudos da Embrapa (Campo; Lantmann, 2012) e Pessoa et al. (2008), os efeitos podem ser limitados ou nulos em solos já corrigidos ou com níveis adequados de micronutrientes, mostrando que a eficácia depende de condições específicas de solo, semente e histórico de manejo.

Para melhor compreender a eficiência relativa dos métodos de aplicação, a literatura recente tem comparado três principais vias de fornecimento de micronutrientes: foliar, via solo e via semente. Estudos de Souza et al. (2022) e Schaefer et al. (2023) indicam que:

  • Via semente: promove maior uniformidade na germinação e desenvolvimento inicial, especialmente em solos com baixa disponibilidade de micronutrientes. A resposta à produtividade varia de 5 a 12 %, dependendo da fertilidade prévia do solo.
  • Via foliar: apresenta resultados rápidos na correção de deficiências durante o ciclo, podendo aumentar a produtividade em 8–15 % quando aplicado nos estágios críticos de florescimento e formação de vagens.
  • Via solo: oferece nutrição contínua, mas pode apresentar menores taxas de absorção imediata, principalmente em solos tropicais com alta fixação de micronutrientes. Os ganhos de produtividade geralmente variam entre 3–10 %.

Esses dados podem ser sintetizados em um quadro comparativo ou gráfico, destacando percentuais médios de incremento de produtividade, estágio de aplicação mais crítico e limitações de cada método. Tal análise permite aos produtores escolher a estratégia mais adequada conforme a condição do solo, clima e variedade cultivada, otimizando o retorno sobre o investimento em micronutrientes.

Abaixo está o gráfico de barras mostrando os ganhos médios de produtividade (%) para cada método de aplicação de micronutrientes na soja:

1- Ganhos Médio de Produtividade em cada Método de aplicação
Fontes: Autores, 2025

O gráfico permite visualizar rapidamente qual método tende a apresentar maior efeito sobre a produtividade, destacando a importância de escolher a estratégia adequada conforme as condições do solo, estágio da planta e objetivo do manejo.

4.1 Agricultura sustentável e o papel dos micronutrientes

A agricultura sustentável visa conciliar a produção agrícola com a preservação ambiental, promovendo práticas que garantam a eficiência produtiva sem comprometer os recursos naturais e a saúde dos ecossistemas. Nesse contexto, os micronutrientes desempenham papel central, uma vez que, embora sejam exigidos em pequenas quantidades pelas plantas, influenciam diretamente o crescimento, o desenvolvimento fisiológico e a produtividade das culturas. Micronutrientes como zinco, manganês, ferro, cobre e molibdênio são essenciais para processos bioquímicos vitais, incluindo a fotossíntese, a fixação biológica de nitrogênio e a resistência a estresses abióticos.

O manejo adequado desses nutrientes pode reduzir a necessidade de aplicação excessiva de fertilizantes, minimizando impactos ambientais, como a contaminação de corpos hídricos e a degradação do solo. Estudos indicam que o fornecimento balanceado de micronutrientes melhora a eficiência nutricional das plantas, fortalece seu sistema antioxidante e promove o vigor das sementes, permitindo que as culturas utilizem melhor os nutrientes disponíveis no solo, reduzindo perdas por lixiviação ou volatilização.

Além disso, o uso racional de micronutrientes está intrinsecamente ligado à economia circular na agricultura. Resíduos orgânicos e subprodutos agroindustriais podem ser valorizados como fontes de micronutrientes, fechando ciclos de nutrientes e promovendo a sustentabilidade. Essa abordagem permite não apenas reduzir o desperdício, mas também gerar economia na aquisição de insumos e diminuir a dependência de fertilizantes minerais sintéticos, cujo excesso contribui para impactos ambientais negativos.

4.1.1 Sustentabilidade e eficiência no uso de insumos agrícolas

A sustentabilidade na agricultura contemporânea está diretamente associada à eficiência no uso de insumos, sobretudo fertilizantes e corretivos de solo. O conceito de economia circular aplicado à produção agrícola busca transformar resíduos em recursos valiosos, promovendo um ciclo contínuo de reaproveitamento de nutrientes. Por exemplo, compostos orgânicos provenientes de resíduos vegetais, resíduos de processamento agroindustrial ou esterco podem ser processados e reincorporados ao solo como fonte de micronutrientes, reduzindo a necessidade de insumos externos.

A redução de resíduos e a menor lixiviação de nutrientes representam um dos maiores desafios para a sustentabilidade agrícola. Quando micronutrientes são aplicados de forma estratégica — seja via tratamento de sementes, fertirrigação ou incorporação ao solo — as plantas absorvem eficientemente os nutrientes essenciais, diminuindo perdas e evitando contaminação ambiental. Tal prática contribui para a conservação do solo, melhora a qualidade da água e mantém o equilíbrio dos ecossistemas, atendendo aos princípios de produção responsável e segura.

Além disso, tecnologias de precisão têm se mostrado fundamentais para maximizar a eficiência dos micronutrientes. Sistemas de monitoramento do solo e da planta permitem ajustar doses e momentos de aplicação, garantindo que cada planta receba exatamente o que necessita. Dessa forma, é possível otimizar a produtividade sem sobrecarregar o ambiente com excesso de fertilizantes, tornando a produção mais econômica e ambientalmente amigável.

Em síntese, a integração da gestão eficiente de micronutrientes com práticas de economia circular e redução de resíduos fortalece o conceito de agricultura sustentável. Essa abordagem não só promove a saúde do solo e das plantas, mas também contribui para sistemas agrícolas mais resilientes, produtivos e ecologicamente equilibrados.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho evidenciou de forma aprofundada a relevância do uso de micronutrientes no tratamento de sementes da cultura da soja, destacando os benefícios agronômicos, fisiológicos e ambientais dessa prática. A partir da revisão bibliográfica sistemática, observou-se que elementos como o cobalto (Co), molibdênio (Mo), zinco (Zn), boro (B) e manganês (Mn) desempenham papéis centrais no metabolismo vegetal, na ativação enzimática e na eficiência da fixação biológica do nitrogênio (FBN), contribuindo diretamente para o desempenho da cultura em diferentes condições de solo e clima.

A adoção do tratamento de sementes como estratégia para fornecer esses micronutrientes tem se mostrado uma alternativa altamente eficiente e sustentável, sobretudo em solos tropicais, caracterizados por elevada acidez e baixa disponibilidade natural desses elementos. Nesse contexto, o tratamento de sementes (TS) permite suprir de forma imediata e localizada as demandas nutricionais iniciais da planta, promovendo maior vigor, emergência uniforme e melhor desenvolvimento do sistema radicular. Esses aspectos são fundamentais para o estabelecimento de uma lavoura produtiva, já que as fases iniciais do ciclo da soja definem, em grande parte, o potencial produtivo da cultura.

Os resultados apresentados pela literatura científica indicam que o fornecimento equilibrado de micronutrientes no início do desenvolvimento contribui não apenas para o aumento da biomassa e da área foliar, mas também para a formação e funcionamento eficiente dos nódulos radiculares, diretamente relacionados à FBN. O cobalto e o molibdênio, por exemplo, são elementos indispensáveis à simbiose entre a planta e as bactérias do gênero Bradyrhizobium, garantindo a transformação do nitrogênio atmosférico (N₂) em formas assimiláveis pela soja. Essa relação simbiótica reduz a dependência de fertilizantes nitrogenados, representando uma economia significativa e uma menor emissão de gases de efeito estufa, o que reforça a importância ambiental do manejo nutricional adequado.

Adicionalmente, observou-se que o uso de micronutrientes como o zinco, o boro e o manganês atua em processos fisiológicos cruciais, como a síntese de auxinas, a divisão celular, o transporte de carboidratos e a fotossíntese. A deficiência desses elementos pode provocar reduções significativas de produtividade, mesmo na ausência de sintomas visuais — fenômeno conhecido como “fome oculta”. Assim, a nutrição de precisão surge como uma abordagem indispensável para equilibrar os teores desses nutrientes e maximizar a eficiência dos insumos agrícolas.

Outro ponto de destaque é o papel da inovação tecnológica no avanço dessa prática. O desenvolvimento de formulações mais modernas, com micronutrientes quelatizados, nanopartículas e biofertilizantes, tem ampliado a eficiência do tratamento de sementes. Essas tecnologias garantem melhor absorção, liberação gradual e maior compatibilidade com inoculantes, favorecendo o equilíbrio entre nutrição e atividade biológica. A integração de biofertilizantes com Bradyrhizobium e micronutrientes, quando realizada de forma técnica e criteriosa, pode intensificar a Fixação Biológica de Nitrogênio e o desenvolvimento vegetal, consolidando o tratamento de sementes como uma ferramenta estratégica para a sustentabilidade da produção.

No âmbito ambiental e econômico, a aplicação de micronutrientes via sementes representa um avanço considerável frente às práticas convencionais de adubação. A redução do volume de insumos aplicados ao solo, a menor lixiviação e a maior eficiência de uso dos nutrientes contribuem para a preservação dos recursos naturais, a diminuição da contaminação de mananciais e a otimização dos custos de produção. Dessa forma, o tratamento de sementes alinha-se às diretrizes de uma agricultura moderna, baseada na sustentabilidade, na racionalização dos recursos e na responsabilidade ambiental.

Entretanto, a eficácia dessa prática não é universal e depende de variáveis locais, como tipo de solo, teor de matéria orgânica, histórico de cultivo, condições climáticas e manejo prévio de adubação. Por esse motivo, recomenda-se que o uso de micronutrientes no tratamento de sementes seja sempre precedido por análises de solo e tecido vegetal, além de acompanhamento técnico especializado. O manejo de precisão, apoiado por diagnósticos corretos e monitoramento contínuo, é essencial para garantir que os benefícios do tratamento de sementes se traduzam em ganhos agronômicos reais e sustentáveis.

Dessa forma, o presente estudo reforça que o uso de micronutrientes no tratamento de sementes da soja constitui uma prática moderna, científica e indispensável para o avanço da agricultura brasileira. Os resultados obtidos até o momento comprovam que essa técnica promove não apenas maior vigor inicial e produtividade, mas também maior resiliência a estresses abióticos, como seca e deficiência nutricional. Além disso, contribui diretamente para a sustentabilidade, ao reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e promover o uso eficiente dos recursos naturais.

Por fim, ressalta-se a necessidade de intensificar as pesquisas sobre novas formulações, interações entre micronutrientes e inoculantes, e o impacto dessas tecnologias em diferentes sistemas de produção. A capacitação de profissionais e produtores, aliada à difusão do conhecimento técnico, é fundamental para consolidar o uso racional e eficiente dos micronutrientes no contexto da agricultura de precisão. Assim, o tratamento de sementes com micronutrientes deve ser compreendido não apenas como uma prática agronômica, mas como um instrumento de transformação tecnológica e ambiental, capaz de fortalecer a competitividade e a sustentabilidade da sojicultura nacional.

REFERÊNCIAS 

ALBINO, U. B.; CAMPO, R. J. Efeito de fontes e doses de molibdênio na sobrevivência do Bradyrhizobium e na fixação biológica de nitrogênio em soja. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 36, n. 3, p. 527–534, mar. 2001. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab2001.v36.6158. Acesso em: 27 out. 2025.

ALBINO, U. B.; CAMPO, R. J. Fixação biológica de nitrogênio em soja: avanços e perspectivas. Revista de Ciências Agrárias, v. 60, n. 2, p. 145–158, 2017.

AZEVEDO, T. R.; FREIRE, L. R. Tecnologia de aplicação de agroquímicos: eficiência e sustentabilidade. Engenharia Agrícola, v. 26, n. 3, p. 707–716, 2006.

BALBINOT JUNIOR, A. A.; DEBIASI, H.; FRANCHINI, J. C.; OLIVEIRA, M. A. de; COELHO, A. E.; MORAES, M. T. de. Soybean yield, seed protein and oil concentration, and soil fertility affected by off-season crops. European Journal of Agronomy, v. 153, p. 127039, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.eja.2023.127039. Acesso em: 27 out. 2025.

BOMFIM, R. C. et al. Valorização de resíduos agroindustriais: o potencial dos resíduos de café (Spent Coffee Grounds). Brazilian Journal of Development, v. 9, n. 2, p. 11039–11052, 2023.

CAMPO, R. J.; LANTMANN, A. F. Efeitos de micronutrientes na fixação biológica do nitrogênio e produtividade da soja. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 33, n. 8, p. 1245–1253, ago. 1998. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab1998.v33.4956. Acesso em: 27 out. 2025.

DEBIASI, H.; FRANCHINI, J. C.; COELHO, A. E.; BALBINOT JUNIOR, A. A. Cover crops increase the yield and profitability of soybean-wheat cropping systems in Southern Brazil. International Journal of Plant Production, v. 19, p. 183–195, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s42106-025-00089-1. Acesso em: 27 out. 2025.

DEBIASI, H.; FRANCHINI, J. C.; SANTOS, E. L. dos; CECCATTO, S. el K.; BALBINOT JUNIOR, A. A.; CONTE, O.; NUNES, E. da S.; FURLANETTO, R. H. Diagnóstico da qualidade do manejo e impacto de modelos de produção aprimorados sobre a fertilidade do solo nas regiões Norte e Noroeste do Paraná. Londrina: Embrapa Soja, 2021. 69 p. (Embrapa Soja. Documentos, 441).

EMBRAPA SOJA. Uso contínuo ou estratégico de bioinsumos potencializa fotossíntese e produtividade da soja em cultivo sucessivo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SOJA, 55., 2025, Londrina. Resumos… Londrina: Embrapa Soja, 2023. p. 92. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1177637/1/CBSoja-2025-resumos-p79.pdf. Acesso em: 27 out. 2025.

EMBRAPA SOJA. Aspectos econômicos da produção de soja com o uso de remineralizadores e bioinsumos. Londrina: Embrapa Soja, 2024. 72 p. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1164268/1/Aspectos-economicos-producao-soja-2024.pdf. Acesso em: 27 out. 2025.

EMBRAPA. Boletim Técnico: Inovações em nutrição mineral e biofertilizantes para a cultura da soja. Londrina: Embrapa Soja, 2023.

HUNGRIA, M.; CAMPO, R. J.; CHUEIRE, L. M. D. O.; FAUSTO, M. J. M. O uso de cobalto e molibdênio na cultura da soja. Londrina: Embrapa Soja, 2007. (Circular Técnica, 55).

HUNGRIA, M.; CAMPO, R. J.; MENDES, I. C. Fixação biológica do nitrogênio na cultura da soja. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 42, n. 1, p. 1–14, 2007.

LANA, R. M. Q. et al. Cobalto e molibdênio em suspensão concentrada no tratamento de semente em soja. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v. 33, n. 6, p. 1715–1720, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-06832009000600022. Acesso em: 27 out. 2025.

LANA, R. M. Q. et al. Micronutrientes: importância e manejo na agricultura. Informações Agronômicas, n. 125, p. 1–8, 2009.

MALAVOLTA, E.; VITTI, G. C.; OLIVEIRA, S. A. Avaliação do estado nutricional das plantas: princípios e aplicações. 2. ed. Piracicaba: Potafos, 1997.

PESSOA, A. C. dos S.; LUCHESE, E. B.; CAVALLET, L. E.; GRIS, E. P. Produtividade de soja em resposta à adubação foliar, tratamento das sementes com molibdênio e inoculação com Bradyrhizobium japonicum. Acta Scientiarum. Agronomy, Maringá, v. 21, p. 531–535, jul. 2008. Disponível em: https://doi.org/10.4025/actasciagron.v21i0.4266. Acesso em: 27 out. 2025.

PRADO, R. M. Nutrição de plantas. São Paulo: UNESP, 2008.

ROSSETTO, M. H.; SANTOS, O. S. dos; SANTOS, R. dos. Recobrimento de sementes de soja com micronutrientes, fungicida e polímero. Revista Brasileira de Sementes, Londrina, v. 23, n. 2, p. 28–36, 2001.

ROSOLEM, C. A.; SILVÉRIO, J. C. O.; PRIMAVESI, O. Adubação foliar da soja: II. Efeitos de NPK e micronutrientes em função do preparo do solo. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 17, n. 11, p. 1559–1562, nov. 1982. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab1982.v17.16358. Acesso em: 27 out. 2025.

RUBIN, S. de A. L. et al. Tratamento de sementes de soja com micronutrientes. Ciência Rural, Santa Maria, v. 23, n. 1, p. 1–5, 1993.

RUBIN, R. S.; PINTO, C. F.; SILVA, A. A. Inovações tecnológicas no tratamento de sementes de soja com micronutrientes. Journal of Seed Science, v. 40, n. 4, p. 421–431, 2018.

SCHAEFER, R. M. et al. Aplicação de micronutrientes e seus efeitos na produtividade e qualidade fisiológica de sementes de soja. Estudo & Debate, Pelotas, v. 30, n. 4, p. 2023–3411, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.22410/issn.1983-036X.v30i4a2023.3411. Acesso em: 27 out. 2025.

SOUZA, F.; BORÉM, A.; SEDIYAMA, T.; CÂMARA, G. Soja: do plantio à colheita. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2022.

SOUZA, R. P. et al. Doses e épocas de aplicação de molibdênio e cobalto via semente e foliar na cultura da soja. Revista Ciência Agronômica, Fortaleza, v. 45, n. 2, p. 296–302, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.5935/1806-6690.20140039. Acesso em: 27 out. 2025.

SOUZA, A. L.; CARVALHO, R. P.; ANDRADE, M. G. Tratamento de sementes com micronutrientes e seu efeito sobre o desenvolvimento inicial da soja. Revista Brasileira de Sementes, v. 36, n. 2, p. 240–248, 2014.

TEIXEIRA, S. R. L. et al. Aplicação de molibdênio combinada com cobalto e níquel no tratamento de sementes de soja. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 3, p. 29193–29206, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.34117/bjdv7n3-452. Acesso em: 27 out. 2025.

TEIXEIRA, I. R.; GUIMARÃES, S. L.; BARROS, H. B. Efeito da aplicação de micronutrientes e inoculantes em sementes de soja. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 8, p. 80121–80134, 2021.

VENTURA, M. S. et al. Nutrição mineral e manejo da fertilidade do solo na cultura da soja. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 41, n. 5, p. 1–12, 2017.

VENTURA, J. A. et al. Tratamento de sementes de soja com diferentes micronutrientes: desempenho inicial e produtividade. Ciência Agronômica, Fortaleza, v. 48, n. 2, p. 273–280, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.5935/1806-6690.20170032. Acesso em: 27 out. 2025.