EXPERIENCE REPORT ON INORGANIC FUNCTIONS: ACIDS AND BASES IN SCIENCE CLASSES FOR ADULT EDUCATION STUDENTS: TEACHING AND LEARNING IN PRACTICE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601081130
Nazilda do Carmo Pereira Martins1
Rosilda do Socorro Ferreira Vaz2
RESUMO
Este artigo apresenta um relato de experiência sobre o ensino das funções inorgânicas ácido-base em aulas de Ciências, desenvolvido com estudantes da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI), 4ª totalidade, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Josino Viana, no dia 25 de outubro de 2025. A intervenção pedagógica foi estruturada em duas etapas: abordagem teórico-conceitual contextualizada e realização de experimentação investigativa com materiais do cotidiano, utilizando extrato de repolho roxo como indicador natural de pH, além de soluções como vinagre, detergente de louças, bicarbonato de sódio, refrigerante e água do bebedouro escolar. Os resultados apontam que a atividade experimental favoreceu a ressignificação dos conhecimentos prévios dos educandos, ampliando a compreensão conceitual sobre ácidos e bases, além de promover maior engajamento, motivação, participação colaborativa e desenvolvimento de habilidades procedimentais e atitudinais. A discussão fundamenta-se em autores que defendem a experimentação como prática de alfabetização científica significativa na Educação Básica e na EJA, destacando sua viabilidade em contextos com recursos limitados. Conclui-se que estratégias experimentais contextualizadas potencializam a aprendizagem científica em turmas de EJA, contribuindo para o protagonismo discente, a autonomia do aprender e a consolidação de conceitos químicos essenciais. Como contribuições à prática docente, recomenda-se a integração sistemática da experimentação com o cotidiano, a adoção de ciclos investigativos guiados, o registro multimodal das observações e o uso de avaliações formativas dialogadas.
Palavras-chave: EJA. Ciências. Funções inorgânicas. Ácidos e bases. Experimentação; Alfabetização científica.
ABSTRACT
This article presents an experience report on teaching inorganic acid-base functions in Science classes, developed with students from the Youth, Adult and Elderly Education program (EJAI), 4th total, at the Josino Viana Municipal Elementary School, on October 25, 2025. The pedagogical intervention was structured in two stages: a contextualized theoretical-conceptual approach and investigative experimentation with everyday materials, using red cabbage extract as a natural pH indicator, as well as solutions such as vinegar, dish soap, sodium bicarbonate, soda, and water from the school drinking fountain. The results indicate that the experimental activity favored the re-signification of the students’ prior knowledge, expanding their conceptual understanding of acids and bases, in addition to promoting greater engagement, motivation, collaborative participation, and the development of procedural and attitudinal skills. The discussion is based on authors who advocate experimentation as a meaningful scientific literacy practice in Basic Education and EJA, highlighting its viability in contexts with limited resources. It is concluded that contextualized experimental strategies enhance scientific learning in adult education classes, contributing to student protagonism, learning autonomy, and the consolidation of essential chemical concepts. As contributions to teaching practice, the systematic integration of experimentation with daily life, the adoption of guided investigative cycles, multimodal recording of observations, and the use of dialogical formative assessments are recommended.
Keywords: Adult Education; Science teaching; Inorganic functions; Acids and bases; Experimentation; Scientific literacy.
1. INTRODUÇÃO
A Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) apresenta particularidades que exigem práticas de ensino contextualizadas, dialógicas e significativas, considerando a diversidade de vivências e a necessidade de integração entre teoria e prática (Gonçalves, 2020). Nesse contexto, o uso da experimentação nas aulas de Ciências ou Química configura-se como uma estratégia potente para a construção do conhecimento científico, especialmente ao possibilitar a articulação dos conteúdos com situações do cotidiano dos educandos (Marques; Gonçalves, 2012).
Com a finalidade de estimular a aprendizagem por meio de experimentos no componente curricular Ciências, realizou-se, no dia 25 de outubro de 2025, uma experiência pedagógica sobre funções inorgânicas com ênfase em ácidos e bases presentes no dia a dia, utilizando materiais acessíveis, como extrato de repolho roxo, detergentes, refrigerante, bicarbonato de sódio, vinagre e água do bebedouro. A atividade foi desenvolvida na turma da 4ª totalidade da EJA da Escola Municipal de Ensino Fundamental Josino Viana, situada na cidade de Belém.
A escolha por experimentos com insumos do cotidiano dialoga com a defesa de que a alfabetização científica na EJAI deve promover aprendizagens que não se limitem ao campo conceitual, mas que fortaleçam habilidades procedimentais, reflexivas e atitudinais (Freire, 1996; Gonçalves, 2020).
Segundo Gonçalves e Marques (2012), a utilização de atividades experimentais no ensino de Ciências ou Química tem sido amplamente recomendada por pesquisadores, educadores e documentos curriculares, pois possibilita ensinar não apenas saberes conceituais, mas também aspectos procedimentais e atitudinais essenciais à formação da Educação Básica (Gonçalves; Marques, 2012; Brasil, 2018).
Essa abordagem é reafirmada por autores como Hodson (1988), ao apontar que a experimentação favorece a aprendizagem científica quando permite ao aluno observar, testar hipóteses e produzir inferências próprias, e por Carvalho (2013), que defende o experimento como caminho para o desenvolvimento da investigação escolar e do protagonismo discente. Na EJA, tais práticas tornam-se ainda mais relevantes, pois favorecem a autonomia, a problematização e o engajamento crítico dos sujeitos no processo educativo (Marques; Gonçalves, 2012; Freire, 1996).
Entende-se que atividades lúdicas e experimentais contribuem para a assimilação efetiva dos conteúdos, despertando interesse e ampliando a motivação para aprender (Kishimoto, 2011; Gonçalves, 2020). Frente a isso, desenvolveu-se uma proposta pedagógica destinada a trabalhar conceitos químicos a partir das funções inorgânicas – especialmente ácidos e bases em uma perspectiva contextualizada e experimental. A prática buscou promover a compreensão dos conceitos científicos de maneira integrada às vivências dos educandos, incentivando o interesse pela pesquisa escolar e pelo aprendizado investigativo, bem como a conexão entre os conhecimentos teóricos e a ação prática em sala de aula (Carvalho, 2013; Gonçalves; Marques, 2012).
A investigação escolar, quando mediada pela experimentação, proporciona aos estudantes de EJAI a oportunidade de ressignificar o conteúdo científico e relacioná-lo a fenômenos que permeiam suas rotinas, fortalecendo aprendizagens aplicáveis e socialmente situadas (Gonçalves, 2020; Chassot, 2003). Assim, o relato apresentado neste artigo tem como objetivo geral analisar as experiências vivenciadas pelos alunos da 4ª totalidade da EJA da Escola Municipal Josino Viana, na cidade de Belém, no processo de ensino e aprendizagem das funções inorgânicas ácidos e bases, por intermédio da experimentação como prática pedagógica investigativa e contextualizada.
2. METODOLOGIA
O presente relato de experiência originou-se de uma intervenção pedagógica desenvolvida com estudantes da 4ª totalidade da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) da Escola Municipal de Ensino Fundamental Josino Viana. A atividade foi conduzida pela professora de Ciências da referida instituição, configurando-se como uma prática de ensino mediada pela experimentação em sala de aula.
Os participantes da pesquisa foram alunos regularmente matriculados na modalidade EJAI 4ª totalidade, equivalente ao 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, que compõem uma turma multisseriada, característica comum em contextos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A intervenção ocorreu no espaço formal da sala de aula, estando organizada em duas etapas complementares.
Na primeira etapa, realizou-se a abordagem teórico-conceitual do objeto do conhecimento funções inorgânicas, contemplando os quatro grupos centrais da Química: ácidos, bases, óxidos e sais. Os conteúdos foram trabalhados de forma dialogada e contextualizada, a partir de exemplos encontrados no cotidiano dos educandos. No ensino sobre ácidos, discutiu-se que substâncias como o ácido cítrico e o ácido acético compartilham características sensoriais, como o sabor azedo, presente em alimentos como limão e vinagre, respectivamente. Também foi enfatizado que nem todos os ácidos podem ser experimentados diretamente em razão de riscos toxicológicos, sendo citados compostos de uso industrial ou automotivo, como o ácido sulfúrico, que integra as baterias de veículos e apresenta propriedades corrosivas que exigem manuseio seguro (Gonçalves; Marques, 2012).
Em seguida, ao tratar das bases, explicou-se que diversas substâncias alcalinas utilizadas na rotina doméstica apresentam propriedades adstringentes ou cáusticas, podendo provocar irritação em contato direto. Foram mencionados como exemplos o sabão em pó, o creme dental, os detergentes e a soda cáustica, conhecida comercialmente como hidróxido de sódio, presente em produtos de limpeza e desobstrução de encanamentos. Essa fase buscou promover a compreensão das propriedades gerais e da classificação dessas funções químicas, de forma significativa e conectada às experiências prévias da turma (Chassot, 2003; Freire, 1996).
A segunda etapa consistiu na organização, preparação e execução dos experimentos didáticos. Nessa fase, foram utilizados materiais de fácil acesso e baixo custo, visando evidenciar o caráter ácido-base das substâncias analisadas. Os insumos empregados foram: (I) extrato aquoso de repolho roxo, utilizado como indicador natural de pH; (II) detergente de louças; (III) bicarbonato de sódio; (IV) vinagre; e (V) a água proveniente do bebedouro da escola. Também foi usado o refrigerante Coca‑Cola como referência de solução com caráter ácido, por conter componentes que interferem no pH (Carvalho, 2013).
Todos os estudantes participaram ativamente da prática experimental, desde a manipulação dos materiais até a observação e interpretação das mudanças de coloração do indicador natural, o que possibilitou inferências sobre a acidez ou alcalinidade das soluções testadas. A participação coletiva contribuiu para o engajamento da turma, que relatou entusiasmo durante a atividade, principalmente por se tratar de sua primeira experiência com experimentos de investigação científica em sala de aula, aspecto que reforça a relevância das práticas experimentais no ensino de Ciências para EJA (Hodson, 1988; Gonçalves; Marques, 2012).
O registro das percepções dos alunos ocorreu por meio de observação participante e diálogos informais mediados em sala, instrumentos adequados para relatos de experiência pedagógica, permitindo analisar o envolvimento, o interesse e a compreensão conceitual construída pelos sujeitos durante a intervenção (Gil, 2008).
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A intervenção pedagógica desenvolvida na 4ª totalidade da EJAI do Escola Municipal de Ensino Fundamental Josino Viana evidenciou impactos positivos no processo de ensino e aprendizagem ao promover a aproximação entre os conceitos de química e situações vivenciadas no cotidiano dos estudantes.
Durante a etapa teórica, observou-se inicialmente que parte da turma apresentava concepções espontâneas e pouco sistematizadas sobre o que seriam ácidos e bases, frequentemente associando “ácido” apenas a substâncias perigosas e “base” a qualquer produto de limpeza. Essa percepção inicial é comum na EJAI, conforme aponta Chassot (2003), ao destacar que os saberes prévios dos estudantes constituem ponto de partida, mas necessitam ser problematizados para a construção do conhecimento científico.
Após a mediação conceitual dialogada, notou-se uma ampliação da compreensão, especialmente quando os conceitos foram associados a exemplos concretos: o ácido cítrico no limão e o ácido acético no vinagre, relacionados ao sabor azedo, e o hidróxido de sódio, associado ao caráter alcalino e corrosivo de produtos como a soda cáustica. A contextualização contribuiu para a ressignificação desses conhecimentos, corroborando Gonçalves; Marques (2012), que defendem a experimentação e o diálogo com produtos do dia a dia como instrumentos para construção significativa do conhecimento científico.
Na etapa experimental, a utilização do extrato de repolho roxo como indicador natural de pH possibilitou visualizar concretamente a natureza ácido-base das soluções testadas. O uso do refrigerante Coca-Cola resultou em coloração característica de meio ácido, enquanto o bicarbonato de sódio levou o indicador a tonalidade compatível com meio básico. A água coletada do bebedouro manteve tonalidade próxima ao pH neutro, o que impulsionou discussões e inferências na sala de aula sobre a presença dessas funções químicas em alimentos e produtos domésticos. A figura 1 e 2 ilustra a etapa experimental realizada pelos alunos da EJAI.
Figura 1-2– etapa experimental realizada pelos alunos da EJAI

Fonte: Elaborado pelo(a) autor(a), 2025.
A participação ativa dos estudantes na manipulação, observação e interpretação do experimento refletiu maior engajamento da turma em comparação às aulas tradicionais expositivas. Os educandos relataram interesse elevado na prática, demonstrando surpresa com o fato de substâncias comuns, como vinagre ou detergente, carregarem classificações químicas específicas. Tal entusiasmo dialoga com Hodson (1988), ao afirmar que a experimentação favorece o aprendizado quando coloca o estudante na posição de investigador e não apenas de receptor de informações. Ademais, a atividade fortaleceu atitudes de cooperação e protagonismo, elementos atitudinais essenciais para a EJA em uma perspectiva emancipatória (Freire, 1996).
Do ponto de vista cognitivo, as discussões mediadas após o experimento demonstraram indícios de aprendizagem conceitual significativa. Os estudantes passaram a diferenciar ácidos e bases a partir de propriedades específicas (ex: sabor azedo x adstringente/cáustico), efeitos em pH e comportamento com indicadores, sendo capazes de mencionar corretamente as categorias de algumas substâncias testadas. Esse avanço reforça a importância de práticas investigativas na EJAI, pois, além de facilitar a assimilação dos conteúdos, estimulam o pensamento crítico e a curiosidade científica (Carvalho, 2013).
Outro resultado relevante refere-se à valorização da experimentação como prática pedagógica possível mesmo em contextos escolares com recursos limitados. A adoção de materiais de baixo custo e fácil obtenção revelou aos educandos que a Ciência pode ser construída a partir da observação e análise do mundo ao redor, contribuindo assim para o fortalecimento da alfabetização científica e da autonomia no aprender (Chassot, 2003; Gonçalves; Marques, 2012).
Os achados indicam que a intervenção experimental potencializou o aprendizado ao conectar a teoria às vivências concretas dos estudantes, permitindo a construção ativa do conhecimento e favorecendo a compreensão das funções inorgânicas ácido-base na prática. Essa experiência reforça a necessidade de incorporação sistemática da experimentação nas aulas de Ciências da EJAI, como caminho para aprendizagens críticas, significativas e socialmente referenciadas (Freire, 1996; Carvalho, 2013; Gonçalves; Marques, 2012).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A experiência pedagógica desenvolvida na 4ª totalidade da Educação de Jovens, Adultos e Idosos da instituição investigada demonstrou que a experimentação em sala de aula é um caminho profícuo para potencializar a alfabetização científica, especialmente quando organizada em uma perspectiva contextualizada, dialógica e participativa.
No decorrer da intervenção, foi possível perceber que os estudantes da EJAI trazem consigo repertórios construídos na vivência social e que tais conhecimentos, quando mobilizados como ponto de partida para novos aprendizados, tornam-se instrumentos de engajamento e significação curricular. Entretanto, a prática também evidenciou que esses saberes prévios, embora valiosos, frequentemente apresentam generalizações e lacunas conceituais que necessitam ser problematizadas a partir da mediação docente, de modo a favorecer a transição do senso comum para interpretações científicas mais sistematizadas.
A utilização de materiais acessíveis como o extrato de repolho roxo como indicador de pH e soluções do cotidiano como vinagre, detergente e Coca-Cola corroborou o entendimento de que a investigação científica escolar pode ser construída mesmo em contextos com limitações de recursos, desde que o professor atue como mediador intencional da curiosidade, da observação e da inferência. Além de promover aprendizagem conceitual sobre ácidos e bases, a intervenção possibilitou o desenvolvimento de habilidades procedimentais, como levantamento de hipóteses, manipulação de materiais, registro das observações e associação dos fenômenos químicos aos usos sociais das substâncias, além de atitudes de cooperação, diálogo e protagonismo discente.
Diante desses achados, confirma-se que práticas experimentais promovem impacto na motivação e na retenção de conteúdos em turmas de EJAI, pois o aluno não apenas ouve definições, mas observa mudanças, atribui explicações e questiona a realidade com base na evidência sensível e socialmente situada. Percebeu-se que o entusiasmo relatado pelos estudantes não foi um elemento superficial, mas um marcador de ruptura com aulas exclusivamente expositivas, abrindo espaço para o ensino investigativo que atribui sentido ao conteúdo escolar, condição essencial para a EJAI, cuja aprendizagem precisa dialogar com a vida e com a função social da Ciência na resolução de problemas reais.
A partir dessa reflexão, apresentam-se contribuições práticas para o trabalho docente em Ciências ou Química na EJAI, pautadas na experiência vivenciada como a integração sistemática da experimentação com o cotidiano dos alunos. Recomenda-se que experimentos didáticos utilizem recursos presentes na realidade local e nas rotinas dos estudantes, valorizando indicadores naturais, alimentos e produtos domésticos que permitam a visualização de fenômenos científicos concretos. Tal escolha fortalece a identificação do educando com o conteúdo e reduz barreiras logísticas para implementação da prática.
Além disso, estratégias lúdicas para fortalecimento conceitual. Constatou-se que a ludicidade favorece a participação e a motivação, especialmente quando associada à investigação. Diante disso, recomenda-se o uso de jogos de classificação, gamificação simples, desafios em grupos e uso de indicadores de cor como recurso didático visual permanente nas aulas, criando um ambiente de aprendizagem mais dinâmico. Jogos como os quizzes do Kahoot, podem auxiliar na revisão conceitual de forma competitiva leve e colaborativa.
No processo de avaliação optar por avaliação formativa e dialogada das aprendizagens (Hoffmann, 1993). Sugere-se que o professor incorpore momentos de avaliação formativa por meio de rodas de conversa, questões-guia, produção de pequenos mapas explicativos ou resolução oral de situações-problema que envolvam pH e classificação de substâncias, com feedback imediato. Essa prática facilita o acompanhamento do desenvolvimento da turma e respeita a natureza da aprendizagem adulta, baseada na troca, no sentido social e na experiência concreta (Freire, 1996).
Dessa forma, a estratégia adotada promoveu avanços na compreensão dos conceitos de acidez, alcalinidade e classificação das substâncias químicas, ao mesmo tempo em que fortaleceu o interesse dos estudantes pelo aprendizado científico mediado pela prática. Defende-se, portanto, que a experimentação contextualizada com materiais de baixo custo deve fazer parte do repertório metodológico do professor de Ciências na EJAI, como ação viável, significativa e formadora, capaz de integrar saber, fazer e ser, três dimensões indissociáveis na aprendizagem científica emancipatória dos sujeitos da Educação Básica.
REFERÊNCIAS
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1Docente do ensino Fundamental e EJA – SEMEC – Belém, Docente do ensino médio SEDUC – PA, Especialista em Metodológicas ativas e TDICs na educação pela Universidade Pitágoras Unopar 2021; especialista em Educação e Gestão ambiental 2019 pelo instituto Esperança de ensino superior; graduada em Ciências Biológicas pela UFPA 1995. E-mail: nazildapmartins@yahoo.com.br
2Docente dos anos iniciais do ensino fundamental da SEMEC/Abaetetuba. Mestre em Educação, pelo Programa de Pós-graduação – Mestrado em Educação e Cultura PPGEDUC, anos (2017) Especialista em Psicopedagogia -pela Faculdade Ipiranga, graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará (2012), graduação em História pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI. e-mail: rosildaferreiravaz@gmail.com.br
