RELATIONSHIP BETWEEN EMOTIONAL ASPECTS AND ACADEMIC PERFORMANCE OF STUDENTS WITH DEVELOPMENTAL DYSLEXIA: A BIBLIOGRAPHIC MAPPING
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202508201154
Leonarda Carvalho de Macedo1, Maria Cristina Delmondes Nascimento2, Robismar Alencar da Silva3 , Kelma dos Santos Passos Oliveira4, Cátia Valéria dos Santos Passos Brito5, Kerhle Delmondes Santos Coelho6, Mara Carlota Pereira Gomes7, Jeová Rodrigues Silva8
RESUMO
A dislexia do desenvolvimento (DD) impacta desempenho escolar e a saúde emocional dos indivíduos afetados, envolvendo influências cognitivas, genéticas e ambientais, acarretando dificuldades na aprendizagem da leitura, prejudicando tanto a decodificação quanto a compreensão textual e a produção escrita. Este estudo investigou a relação entre autoestima e baixo desempenho escolar em estudantes com dislexia, analisando como fatores emocionais e sociais influenciam sua aprendizagem e ajustamento psicossocial. O objetivo foi compreender os impactos da dislexia na autoestima e no bem-estar emocional, destacando a necessidade de intervenções pedagógicas e psicológicas eficazes. Realizou-se um mapeamento integrativo bibliográfico, por meio da busca sistemática de publicações científicas nas bases de dados PubMed, Scopus e Europe PMC. Os seguintes descritores para busca foram utilizados na língua inglesa: “Education AND Students AND Developmental Dyslexia AND Anxiety AND Reading Development Difficulty AND Self-esteem AND School”. Após a triagem, nove estudos publicados entre 2010 a 2020. Os resultados apontaram que estudantes com dislexia frequentemente enfrentam frustrações acadêmicas, insegurança e dificuldades nas relações interpessoais, o que contribui para o desenvolvimento de ansiedade e baixa autoestima. A presença de sentimento de rejeição, humilhação e medo em atividades públicas foi identificada como um fator preditivo de problemas comportamentais e de aprendizagem. Além disso, verificou-se que um ambiente escolar inclusivo e o fortalecimento de competências emocionais são essenciais para melhorar a qualidade de vida desses estudantes. Conclui-se que a dislexia exige abordagens interdisciplinares que integrem psicologia e educação, promovendo estratégias pedagógicas adaptadas e suporte psicológico. A revisão destaca a necessidade de ampliar pesquisas no contexto brasileiro, visando a formulação de políticas educacionais mais eficazes.
Palavras-chave: Autoestima. Desempenho escolar. Ansiedade. Educação inclusiva.
ABSTRACT
Developmental dyslexia (DC) impacts school performance and the emotional health of affected individuals, involving cognitive, genetic and environmental influences, causing difficulties in learning to read, impairing both decoding and textual comprehension and written production. This study investigated the relationship between self-esteem and poor school performance in students with dyslexia, analyzing how emotional and social factors influence their learning and psychosocial adjustment. The objective was to understand the impacts of dyslexia on self-esteem and emotional well-being, highlighting the need for effective pedagogical and psychological interventions. An integrative bibliographic mapping was carried out through a systematic search of scientific publications in the PubMed, Scopus and Europe PMC databases. The descriptors used in English were: “Education AND Students AND Developmental Dyslexia AND Anxiety AND Reading Development Difficulty AND Self-esteem AND School”. After screening, nine studies published between 2010 and 2020. The results showed that students with dyslexia often face academic frustrations, insecurity and difficulties in interpersonal relationships, which contributes to the development of anxiety and low self-esteem. The presence of feelings of rejection, humiliation, and fear in public activities was identified as a predictive factor of behavioral and learning problems. In addition, it was found that an inclusive school environment and the strengthening of emotional skills are essential to improve the quality of life of these students. It is concluded that dyslexia require interdisciplinary approaches that integrate psychology and education, promoting adapted pedagogical strategies and psychological support. The review highlights the need to expand research in the Brazilian context, aiming at the formulation of more effective educational policies.
Keywords: Self-esteem. School performance. Anxiety. inclusive education.
1 INTRODUÇÃO
O termo “dislexia” tem origem no grego, onde dis significa dificuldade e lexia refere-se a palavras. A dislexia caracteriza-se como uma dificuldade persistente na leitura, soletração e escrita, envolvendo desafios no reconhecimento e processamento de letras e palavras, tanto na forma falada quanto escrita. Essa condição, impacta diretamente o aprendizado e pode interferir na aquisição da linguagem escrita, comprometendo o desempenho acadêmico dos indivíduos afetados (DORIN, 1982).
No contexto da dislexia, a dislexia do desenvolvimento (DD) foi reconhecida pela Federação Mundial de Neurologia (FMN) em 1968, sendo descrita como um transtorno caracterizado por dificuldades na aprendizagem da leitura Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), trata-se do distúrbio mais prevalente em ambientes escolares, afetando entre 5% e 17% da população mundial (BRASIL, 2008; LIMA, AZONI, & CIASCA 2013; SOUZA, SILVA & COUTINHO, 2019).
Além disso, a DD é definida como um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizado pela dificuldade na identificação precisa e fluente das palavras, bem como na ortografia e decodificação linguística. Essas limitações decorrem, principalmente, de déficits no processamento fonológico da linguagem, muitas vezes desproporcionais em relação a outras habilidades cognitivas (MOOJEN et al., 2016). Os impactos secundários deste transtorno incluem dificuldades na compreensão leitora e uma menor exposição a textos, o que pode comprometer o desenvolvimento do vocabulário e do conhecimento prévio. Ademais estudantes com dislexia enfrentam obstáculos na leitura e na escrita, embora nem sempre apresentem déficits na oralidade (FREIRE, 2011; ROMERO, ALONSO & ROMERO, 2020).
Do ponto de vista neurobiológico, a DD está associada a disfunções em áreas cerebrais responsáveis pela percepção e produção da fala, resultando em padrões atípicos de processamento motor e linguístico (DIAS, 2009; FONSECA 2016). Esse comprometimento reflete-se na dificuldade do cérebro disléxico em diferenciar e processar determinados estímulos, tornando o aprendizado mais desafiador. Apesar de ser uma condição persistente, intervenções adequadas podem promover melhorias significativas (ROMERO, ALONSO & ROMERO, 2020).
Para compreender os desafios enfrentados por estudantes com dislexia, é essencial definir o conceito de baixo desempenho escolar. O termo refere-se a resultados acadêmicos inferiores ao esperado para a idade, habilidades e potencial do indivíduo. No caso de estudantes disléxicos, o rendimento insatisfatório está frequentemente associado a consequências psicossociais relevantes, incluindo ansiedade, baixa autoestima, comportamento agressivo e dificuldades nas interações sociais (RODRIGUES & CIASCA, 2016; ZUPPARDO et al., 2020).
No contexto escolar, os sintomas da dislexia do desenvolvimento são frequentemente mal interpretados por educadores e colegas. Muitas vezes, as dificuldades de aprendizagem são confundidas com falta de atenção, desinteresse, descuido ou até mesmo preguiça. Essa percepção equivocada pode levar a um diagnóstico tardio ou a intervenções inadequadas, agravando o impacto da dislexia no desempenho escolar e no bem-estar emocional dos estudantes (SILVA, 2021).
No cenário da dislexia, a ansiedade, exerce um impacto no desempenho acadêmico, pois compromete a eficiência do sistema de processamento de informações. Níveis elevados de ansiedade durante a leitura interferem na memória fonológica de curto prazo, prejudicando a manipulação do material verbal e, consequentemente, a aprendizagem da linguagem. Esse efeito sobrecarrega a memória de trabalho e compromete processos essenciais, como a aquisição de novos vocábulos, a produção textual e a compreensão leitora (CABUSSU, 2009; ARAÚJO, 2017).
Outro fator relevante é a autoestima, pode ser determinante para o sucesso ou fracasso escolar. A autopercepção negativa dos estudantes com dislexia tende a reforçar um ciclo de dificuldades, agravando a ansiedade e reduzindo sua motivação para o aprendizado. Assim, compreender as relações entre autoestima, ansiedade e desempenho acadêmico é essencial para a formulação de estratégias que promovam um ambiente mais inclusivo e favorável ao desenvolvimento desses estudantes (ROCHA et al., 2009; VASQUÉZ et al., 2017; PEREIRA, 2021).
Com base no exposto, o presente estudo parte da concepção de que a dislexia do desenvolvimento não representa uma impossibilidade de aprendizado, mas sim uma dificuldade que pode ser mitigada por meio de intervenções adequadas. Dessa forma, busca-se analisar a relação entre o baixo desempenho escolar e os aspectos emocionais, com ênfase na influência da ansiedade e da autoestima em estudantes disléxicos. Ao reunir evidências científicas, esta pesquisa poderá contribui para o aprofundamento do conhecimento na área, abordando diferentes instrumentos de avaliação, estratégias de intervenção e fatores de risco associados à dislexia do desenvolvimento. O objetivo é fornecer embasamento para a formulação de abordagens educacionais e psicopedagógicas que favoreçam tanto o aprendizado quanto a saúde emocional desses estudantes. Diante disso, o estudo se orienta pela seguinte questão norteadora: “De que forma a ansiedade e a autoestima impactam o desempenho escolar de estudantes com dislexia do desenvolvimento, e quais estratégias de intervenção psicopedagógicas podem ser adotadas para promover tanto o aprendizado quanto o bem-estar emocional desses indivíduos?”
2 METODOLOGIA
O estudo se configura como um mapeamento integrativo bibliográfico, com o objetivo de sintetizar e analisar criticamente o conhecimento científico produzido sobre a relação entre o baixo desempenho escolar, ansiedade e autoestima em estudantes com dislexia do desenvolvimento. Para isso, seguiu-se um protocolo composto pelas seguintes etapas: definição da temática, questão de pesquisa e objetivos; estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão; seleção e categorização dos estudos; avaliação crítica das publicações; interpretação dos achados; e síntese dos resultados.
O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados PubMed (https://PubMed.ncbi.nlm.nih.gov/), Scopus (https://www.Scopus.com/home. Uri) e Europe PMC (https://europepmc.org/), considerando publicações entre 2010 e 2020. Para a busca, utilizaram-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e Medical Subject Headings (MeSH), combinados por operadores booleanos com os seguintes “Education AND Students AND Developmental Dyslexia AND Anxiety AND Reading Development Difficulty AND Selfesteem AND School”.
Quanto aos critérios de inclusão foram considerados estudos empíricos, publicados em português, inglês ou espanhol, abordando estudantes com DD em todas as esferas de ensino básico. Quanto aos critérios de exclusão considerou-se estudos fora do escopo, estudos de revisão artigos duplicados, teses, dissertações, livros, literatura cinzenta, ou fora do período delimitado. As referências foram gerenciadas através do software Zotero®, organizados em estudos selecionados para leitura integral e excluídos após triagem de título e resumo.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Inicialmente foram obtidos 95 artigos na PubMed e 56 Europe PMC, totalizando 151 estudos, no entanto foram removidos 90, remanescendo 61 estudos, selecionados para leitura geral de títulos e resumos, no entanto 52 estudos foram excluídos nos critérios de elegibilidade pois não contemplavam o direcionamento do estudo, na síntese de incluídos apenas 9 estudos (com 7 estudos no PubMed e 2 no Europe PMC), a base Scopus não apresentou resultados (Figura 1).
Figura 1 – Representação do Fluxo de Triagem e seleção dos estudos incluídos em síntese.

Os artigos analisados foram publicados apresentaram suas publicações 2010 e 2020, com maior concentração nos anos de 2014 (A e D), 2016 (B e G) e 2017 (F e I) (dois estudos em cada ano respectivamente). Dentre as séries notadas observou-se que ensino fundamental predominou como foco de pesquisa (nove estudos), enquanto apenas um artigo abordou o ensino médio (ESCOLAR LLAMAZARES, 2019). Quanto à origem das publicações, quatro estudos são da Itália, dois da Espanha e um de cada um dos seguintes países: Alemanha, Irã, e Brasil. Foram escassos estudos nacionais que relacionassem a ansiedade, autoestima e baixo desempenho escolar em estudantes com dislexia, evidenciando uma lacuna na literatura nacional (Tabela 1).
Tabela 1 – Mapeamento dos principais estudos envolvendo a relação da ansiedade e autoestima no desempenho de estudantes com dislexia do desenvolvimento.

Os estudos analisados apresentam como ponto comum a investigação dos aspectos emocionais e psicológicos de crianças com dificuldades de aprendizagem, especialmente dislexia e dificuldades em matemática. A maioria das pesquisas focou em variáveis como ansiedade, autoestima e bem-estar escolar, além das relações entre pais e filhos e os impactos do fracasso acadêmico. Quanto à amostra, houve variação significativa no número de participantes, desde estudos com um único indivíduo até pesquisas com centenas de estudantes. A maioria incluiu crianças com dislexia ou dificuldades de aprendizagem, frequentemente comparadas a grupos controle sem tais dificuldades. Estudos com amostras menores (estudos C, I e) enfatizaram análises detalhadas de casos, enquanto pesquisas com amostras amplas (estudo F) permitiram uma visão mais abrangente sobre os fatores emocionais e acadêmicos na população estudada (Tabela 2).
Tabela 2 – Objeto de estudo e mapeamento amostral envolvendo a relação da ansiedade e autoestima no desempenho de estudantes com dislexia do desenvolvimento.

A maioria dos estudos analisados (67%, n = 6) adotou um delineamento quantitativo do tipo caso-controle, sugerindo um foco predominante na comparação entre grupos com e sem a variável de interesse. Outros delineamentos foram menos frequentes, com 11,1%, (n = 1) dos estudos sendo qualitativos (estudo de caso) e englobando abordagens quantitativas diversas, como quase-experimental, correlacional e transversal descritivo. Apesar do predomínio dos estudos caso-controle, há uma diversidade metodológica na investigação do tema (Figura 2).
Figura 2 – Representação da Natureza dos estudos obtidos na síntese bibliográfica

As pesquisas qualitativas têm como objetivo central a compreensão dos significados atribuídos pelos indivíduos a determinados fenômenos, enfatizando a subjetividade na análise e interpretação dos dados. Nessa abordagem, as informações são representadas por percepções, sentimentos e experiências, não sendo traduzíveis em valores numéricos. Além disso, a pesquisa qualitativa possibilita a reformulação contínua das perguntas ao longo do estudo, permitindo a exploração aprofundada de aspectos inicialmente não evidentes ou conscientes (BUENO, 2018).
Por outro lado, as pesquisas quantitativas, conforme destacado por Cervi & Hedler (2009, p. 2), visam à mensuração de quantidades e à quantificação de qualidades. A adoção dessa abordagem deve ser orientada pela natureza do objeto de estudo, buscando fornecer dados objetivos e mensuráveis para fundamentar análises estatísticas e comparações empíricas. Dessa forma, enquanto a pesquisa qualitativa privilegia a compreensão subjetiva e contextual dos fenômenos, a pesquisa quantitativa se concentra na obtenção de dados quantificáveis, contribuindo para a formulação de generalizações e padrões estatísticos.
Todos os estudos selecionados foram analisados integralmente para extração de dados. Os estudos A, G e I mostram que crianças com dificuldades de aprendizagem, especialmente dislexia, apresentam níveis mais altos de ansiedade e autoestima mais baixa em comparação com crianças sem dificuldades. O estudo D confirma que crianças com dificuldades escolares tendem a ter mais ansiedade do que aquelas sem dificuldades.
Enquanto o estudo G indica que crianças com dislexia apresentam um perfil de ansiedade mais elevado do que as sem dificuldades. (Tabela 3).
Tabela 3 – Ferramentas utilizadas nos estudos e principais resultados obtidos diante a relação da ansiedade e autoestima no desempenho de estudantes com dislexia do desenvolvimento.


A relação entre ansiedade e baixo desempenho escolar em estudantes com dislexia tem sido amplamente investigada na literatura. O estudo de Escolar-Llamazares & Serrano-Pintado (C) evidenciou a eficácia da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) como intervenção para a ansiedade associada à leitura em público. A pesquisa foi conduzida, com frequência de uma a duas vezes por semana, e cada sessão teve duração aproximada de 60 minutos. Os autores identificaram que a ansiedade em situações de leitura em sala de aula é um fator determinante para o baixo desempenho acadêmico dos estudantes com dificuldades de aprendizagem, destacando que aproximadamente 20% desses estudantes desenvolvem transtornos ansiosos ao ler. Essa ansiedade manifesta-se por meio de comportamentos de evitação, avaliações negativas de si mesmos, preocupações com reações somáticas e o receio de exposição ao ridículo perante colegas (estudo C).
O estudo de Alesi, Rappo & Pepi (A) reforça a relação entre ansiedade e dificuldades de aprendizagem, demonstrando que estudantes classificados nos grupos de distúrbio de aprendizagem da matemática (DAM) e distúrbio específico de aprendizagem (DEA) apresentam níveis elevados de ansiedade em comparação aos seus pares com desenvolvimento típico. Fatores como a dificuldade em leitura, o medo de cometer erros e a baixa confiança em suas habilidades contribuem para o agravamento da ansiedade, resultando em sentimentos de fracasso, comportamento de esquiva e impactos negativos no bem-estar emocional e acadêmico dos estudantes (A).
Ainda no contexto da ansiedade escolar, Fernandes et al. (D) investigaram a relação entre estratégias de aprendizagem e desempenho acadêmico, concluindo que estudantes com dificuldades de aprendizagem demonstram maior propensão ao desenvolvimento de ansiedade, especialmente em relação ao medo excessivo e sintomas fisiológicos durante avaliações acadêmicas. Os dados indicam que as interações sociais, em especial com professores e colegas, são fatores preditivos da insegurança e do temor desses estudantes em ambiente escolar (D).
A perspectiva trazida pelo estudo A e D é corroborado através do trabalho de Nelson & Harwood, (2011) que destacam que altos níveis de ansiedade exercem um impacto no desempenho acadêmico, principalmente devido à interferência no sistema de processamento de informações. Durante a leitura, a ansiedade elevada compromete a memória de curto prazo fonológica (phonological loop), prejudicando a manipulação do material verbal, que é essencial para o processamento da linguagem. Esse comprometimento exige a realização de ensaios articulatórios adicionais, os quais sobrecarregam a memória de trabalho e reduzem sua eficiência. Como consequência, há uma limitação no aprendizado de novas palavras, bem como dificuldades na produção e compreensão da linguagem, afetando diretamente o desempenho escolar e o desenvolvimento cognitivo dos estudantes (NELSON & HARWOOD, 2011).
Os transtornos de ansiedade são caracterizados por padrões de resposta exacerbada a estímulos estressores de intensidade moderada, sendo mais frequentes em indivíduos com predisposição neurobiológica, o que os torna mais suscetíveis a reações ansiosas. A ansiedade patológica distingue-se pela sua severidade e persistência, manifestando-se, muitas vezes, em resposta a eventos neutros. Além disso, exerce uma resposta no funcionamento e desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes, interferindo em sua adaptação acadêmica, social e emocional (SERRA, 1989).
Adicionalmente, a influência da dinâmica familiar na manifestação de ansiedade em estudantes com dislexia foi analisada por Bonifacci et al. (B), que identificaram escores semelhantes de ansiedade entre pais e filhos. Os resultados sugerem que relações parentais socioafetivas representativos no desenvolvimento emocional dos estudantes, sendo a autoestima um dos principais preditores de sintomas ansiosos. Ademais, a participação ativa das mães na vida escolar dos filhos é um elemento relevante no processo de intervenção e avaliação acadêmica (B).
A família e a escola são essenciais no processo de ensino e aprendizagem da criança com dislexia, sendo responsáveis pelo reconhecimento e aceitação do diagnóstico. Esse suporte é fundamental para auxiliar a criança a compreender sua condição e desenvolver estratégias para superar os desafios que, muitas vezes, podem parecer intimidadoras. A colaboração entre família e escola é imprescindível para a promoção de uma educação inclusiva e adaptada às necessidades do estudante disléxico. A adoção de práticas pedagógicas dinâmicas e personalizadas, aliada ao apoio emocional, contribui significativamente para o desenvolvimento acadêmico e psicossocial da criança, proporcionando um ambiente de aprendizagem mais eficaz e acolhedor (SILVA, 2021).
Outro estudo representativo, conduzido por Haddadian et al. (E), avaliou os efeitos da TCC por meio de técnicas de autoinstrução em um grupo experimental de estudantes com dislexia. Durante 12 sessões, observou-se uma redução nos níveis de ansiedade, bem como uma melhora significativa no desempenho em leitura. A pesquisa destacou que o medo de errar, o baixo domínio da leitura e o estresse associado ao desempenho acadêmico são preditores de ansiedade nesses estudantes. O uso de estratégias baseadas na TCC mostrou-se uma abordagem eficaz para minimizar esses impactos e promover maior autoconfiança (E).
Dessa forma, os estudos analisados reforçam a relação entre ansiedade e desempenho acadêmico em estudantes com dislexia, destacando que intervenções baseadas na TCC, suporte parental e estratégias adaptativas de aprendizagem podem contribuir significativamente para a redução dos sintomas ansiosos e para a melhoria do rendimento escolar desses estudantes.
Em relação aos estudos analisados que destacam a interação entre autoestima e desempenho acadêmico em estudantes com dislexia, foi evidenciando que dificuldades na aprendizagem impactam o bem-estar emocional desses indivíduos. O estudo conduzido por Morente et al. (Estudo F) enfatizou que experiências de baixo desempenho escolar frequentemente resultam em frustração, insegurança e sentimentos de inferioridade entre estudantes com dislexia. A dificuldade em realizar tarefas acadêmicas percebidas como simples para seus pares pode gerar raiva e um declínio progressivo na autoestima. Ademais, a pesquisa reforça que fatores como autoestima e o clima social da sala de aula são preditores psicológicos cruciais no desenvolvimento da ansiedade entre esses estudantes, sugerindo que intervenções voltadas para o fortalecimento das competências emocionais podem promover bem-estar e melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.
De acordo com os estudos de Gonçalves & Crenitte (2014), muitos professores apresentam uma formação inicial e continuada insuficiente no que se refere aos transtornos de aprendizagem. Essa lacuna no conhecimento docente evidencia a necessidade de investigar o nível de compreensão dos educadores sobre esses transtornos, a fim de subsidiar futuras orientações e capacitações. A qualificação adequada dos professores é essencial para que possam identificar e intervir de maneira eficaz, adotando práticas pedagógicas que favoreçam o aprendizado dos estudantes com dificuldades. Dessa forma, ao ampliar o conhecimento docente sobre os transtornos de aprendizagem, é possível proporcionar um suporte mais adequado aos alunos, promovendo inclusão educacional e melhores condições para o desenvolvimento acadêmico e psicossocial (ALMEIDA et al., 2021).
No contexto da relação entre autoestima e dificuldades acadêmicas, Novita (Estudo G) identificou que estudantes com e sem dislexia podem apresentar perfis semelhantes de autoestima e ansiedade em termos gerais. No entanto, os estudantes com dislexia demonstraram maior propensão a experiências estressantes, incluindo medo e inibição na leitura em público, além de dificuldades na interação social. Esses fatores são determinantes na autopercepção desses estudantes e podem intensificar a presença de transtornos emocionais associados ao desempenho escolar.
Os achados de Zuppardo et al. (Estudo H) sugerem que estudantes com dislexia apresentam níveis mais elevados de dificuldades emocionais e comportamentais em comparação aos seus colegas sem dificuldades de leitura e escrita. A interação entre autoestima reduzida e dificuldades acadêmicas resulta em maior vulnerabilidade a transtornos emocionais, aumentando a propensão ao isolamento social e ao desenvolvimento de comportamentos externalizantes. Dessa forma, os estudos revisados reforçam a importância de estratégias educacionais e psicológicas que promovam um ambiente escolar mais inclusivo e favorável ao desenvolvimento emocional e acadêmico desses estudantes.
De acordo com Schunk (1990), alunos que têm confiança em suas capacidades de aprendizagem e cultivam um sentimento de competência tendem a demonstrar maior interesse e motivação para as atividades escolares. Essa atitude favorece a obtenção de bons resultados acadêmicos, reforçando a percepção positiva sobre suas próprias habilidades e mantendo níveis elevados de autoestima. Por outro lado, aqueles que enfrentam dificuldades escolares podem vivenciar o efeito oposto, a menos que desenvolvam estratégias para minimizar o impacto negativo dos resultados e preservar sua autoestima em níveis adequados.
Os resultados obtidos por Zuppardo, Serrano & Pirrone (Estudo I) corroboram essas evidências, demonstrando que estudantes com dislexia frequentemente enfrentam desafios no relacionamento interpessoal, familiar e social, acompanhados de um sentimento persistente de desamparo em razão do baixo desempenho acadêmico. Essa dinâmica pode contribuir para o desenvolvimento de comportamentos agressivos em sala de aula, além de impactar diretamente a autoestima desses estudantes, tornando-os mais vulneráveis a problemas de ordem psicopatológica, como ansiedade e transtornos de personalidade. O estudo ainda aponta que estudantes com dislexia têm maior probabilidade de apresentar traços internalizantes de ansiedade, caracterizados por sentimento de rejeição, humilhação e medo de exposição pública, o que agrava ainda mais sua autoimagem negativa.
O baixo rendimento escolar de crianças com dislexia impacta profundamente muitas famílias, que observam seus filhos dedicarem até três vezes mais tempo do que os colegas para realizar as tarefas, passarem longas horas se preparando para provas e abrirem mão do lazer para frequentar sessões com o fonoaudiólogo. Como consequência, grande parte da infância dessas crianças é consumida pelos estudos, sem resultados satisfatórios, o que frequentemente leva a problemas de autoestima e frustração (VASQUÉZ et al., 2017).
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os estudos analisados demonstram que a dislexia do desenvolvimento (DD) tem impactos profundos na trajetória acadêmica e psicossocial dos indivíduos, especialmente devido à forma como são percebidos e tratados pela sociedade. A associação entre dificuldades escolares e estigmatização contribui para o desenvolvimento de baixa autoestima, insegurança e altos níveis de ansiedade, frequentemente agravados pela ausência de suporte educacional e psicológico adequado. Nesse sentido, a promoção de um ambiente escolar inclusivo, com práticas pedagógicas adaptadas, pode minimizar os efeitos negativos da dislexia no desempenho acadêmico e no bem-estar emocional.
Diante disso, ressalta-se a importância de um diálogo mais estreito entre a Psicologia e a Educação, favorecendo intervenções que contemplem tanto o desenvolvimento de competências socioemocionais quanto estratégias de ensino diferenciadas para estudantes com dislexia. O fortalecimento da autoestima, a construção de um ambiente de aprendizado acolhedor e a implementação de abordagens pedagógicas inclusivas são medidas fundamentais para reduzir a ansiedade e potencializar o desempenho acadêmico desses indivíduos. Além disso, a assistência psicopedagógica e o apoio familiar desempenham um papel essencial na mitigação dos desafios enfrentados pelos estudantes disléxicos.
Esta revisão destaca a necessidade de mais pesquisas no contexto brasileiro, visto que há uma escassez de estudos nacionais que explorem a relação entre dislexia, autoestima e ansiedade em profundidade. O acesso a dados atualizados sobre a prevalência da dislexia e o impacto de diferentes estratégias de intervenção é fundamental para a formulação de políticas educacionais mais eficazes. Assim, recomenda-se a ampliação de investigações que subsidiem práticas baseadas em evidências, permitindo o desenvolvimento de estratégias educacionais e psicológicas que favoreçam a inclusão e o sucesso acadêmico de estudantes com dislexia.
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1Mestranda. Universidade Federal do Vale do São Francisco. Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido (PPGDiDeS). Petrolina, PE. Brasil. E-mail: leovalho2008@hotmail.com
2Graduada em Engenharia Agronômica (Faciagra). Discente do Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido da Universidade Federal do Vale do São Francisco (PPGDiDeS/UNIVASF) Campus Petrolina. E-mail: professoracristinadel@gmail.com
3Graduado em Letras – Português/Inglês (UPE). Discente do Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido da Universidade Federal do Vale do São Francisco (PPGDiDeS/UNIVASF) Campus Petrolina. E-mail: robismaralencar@outlook.com
4Graduada em Ciências Biológicas (FFPP/UPE). Discente do Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido da Universidade Federal do Vale do São Francisco (PPGDiDeS/UNIVASF) Campus Petrolina. E-mail: kelmapassosoliveira@gmail.com
5Graduada em Ciências Biológicas (UPE). Mestra em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT/UNIVASF) Campus Juazeiro. E-mail: catia.valeria@univasf.edu.br
6Graduada em Administração (FACEN) e Pedagogia (UNINTER). Discente do Mestrado no Programa de PósGraduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido da Universidade Federal do Vale do São Francisco (PPGDiDeS/UNIVASF) Campus Petrolina. E-mail: kerhlecoelho@gmail.com
7Graduada em Administração (FACAPE). Discente do Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido da Universidade Federal do Vale do São Francisco (PPGDiDeS/UNIVASF) Campus Petrolina. E-mail: mara.carlota@univasf.edu.br
8Graduado em Ciências Sociais (UFRPE/UNIVASF). Discente do Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido da Universidade Federal do Vale do São Francisco (PPGDiDeS/UNIVASF) Campus Petrolina. E-mail: jeorec2067@gmail.com
