PSICOPEDAGOGO: SUA IMPORTÂNCIA NA INSTITUIÇÃO ESCOLAR

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511091454


Maria Madalena Ramos1; Carolina Angélica Magalhães De Souza2; Marcilene Resplande de Paula2; Vanusa Oliveira Jardim2; Scheila de Jesus Bastos2; Juliana Sousa Ribeiro Freitas2; Edna Cardoso de Andrade Abreu2; Renatha Malena Tavares Passos2; Marrietti Oliveira de Sousa2; Rosilene Carrijo dos Santos Campos2


RESUMO

Cada vez mais se faz necessário inserir o psicopedagogo na instituição escolar, já que seu papel é identificar e analisar os fatores que favorecem, intervém ou prejudicam uma boa aprendizagem. Trata-se, portanto, de um profissional que procura envolver a equipe escolar, ajudando-a a ampliar o olhar em torno do aluno e das circunstâncias de produção do conhecimento, auxiliando na superação dos obstáculos que se interpõem ao pleno domínio das ferramentas necessárias ao seu cotidiano e sua aprendizagem. Este artigo tem por objetivo discutir sobre a importância do papel do psicopedagogo no interior das instituições escolares, atuando diretamente com os docentes e a família. Para a realização dessa pesquisa procedeu-se uma revisão bibliográfica referente à temática proposta com o objetivo de coletar e selecionar as questões mais evidentes acerca desse assunto. Numa pesquisa qualitativa, utilizou-se como instrumento básico para a coleta de dados, a execução de um plano de intervenção psicopedagógico que foi desenvolvido em uma escola da rede pública em Barra do Garças-MT, em uma turma do 2ºCiclo/1ª Ano, tendo como foco uma aluna com dificuldades na aprendizagem.

Palavras-chaves: Escola – Família – Docentes – Práticas – Psicopedagogo

ABSTRACT

Increasingly it is necessary to enter the educational psychologist in the school, as their role is to identify and analyze the factors that favor intervenes or hinder good learning. It is, therefore, a professional who seeks to involve school staff, helping to broaden perspectives around the student and the circumstances of knowledge production, assisting in overcoming the obstacles that stand in the full possession of the necessary tools to their daily lives and their learning. This article aims to discuss the importance of the role of the educational psychologist within educational institutions, working directly with teachers and family. To carry out this research conducted a literature review concerning the proposed theme for the purpose of collecting and screening the most obvious questions on this subject. In qualitative research, was used as a basic data collection instrument, the implementation of a plan of psycho-pedagogical approach that was developed in a public school in Barra do Garças MT, in a class of 2nd cycle / 1st Year, having focus a student with learning difficulties.

Keywords: Education – Family – Teachers – Practice –

INTRODUÇÃO

A Psicopedagogia constitui-se, a princípio, em uma composição de dois saberes – psicologia e pedagogia – que vai muito além da simples junção dessas duas palavras. Isto significa que é muito mais complexa do que a simples aglomeração de dois vocábulos, visto que visa a identificar a complexidade inerente ao que produz o saber e o não saber. O psicopedagogo escolar, por sua vez, tem a função de observar e avaliar qual a verdadeira necessidade da escola e atender aos seus anseios, bem como buscar respostas e alternativas à questão do aprender.

A escola por sua vez é a grande responsável pela formação do ser humano. O Psicopedagogo atua na instituição escolar como caráter preventivo no sentido de procurar apontar as principais habilidades e competências para ampliar formulações teóricas sobre a aprendizagem e soluções dos problemas.

Este trabalho tem como objetivo discutir acerca do papel do psicopedagogo no interior das instituições escolares, atuando diretamente com os docentes e a família. O olhar do psicopedagogo se constrói na busca permanente da reflexão teórica e através das vivências e pesquisas cotidianas abertas aos novos paradigmas que apontam para a transdisciplinaridade e a complexidade. Em decorrência do grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem e de outros desafios que envolvem a família e a escola a intervenção psicopedagógica, atualmente, vem ganhando espaço nas instituições de ensino.

O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Com a chegada da Família Real no Brasil, a família passou a ter papel primordial na educação e desenvolvimento do país. O modelo dos colonizadores europeus se impôs como modelo social da família. Assim, a família era vista como um agrupamento da sociedade que através dos seus valores formavam-se cidadãos de bem e por meio da educação se teria o desenvolvimento sociocultural. Hoje em dia não existe um padrão para a família brasileira. São vários tipos de formação familiar coexistindo em nossa sociedade, tendo cada uma delas suas características e assim deixam-se de lado os antigos padrões. As famílias consideradas como tradicionais ainda se faz presente na sociedade, porém, nos dias atuais, a família tem se constituído das mais diferentes maneiras: pais separados, chefiadas por mulheres, chefiadas por homens sem a companheira ou homossexuais.

A primeira vivência do ser humano acontece em família, independentemente de sua vontade ou da constituição desta. É a família que lhe dá nome e sobrenome, que determina sua estratificação social, que lhe concede o biótipo específico de sua raça, e que o faz sentir, ou não, membro aceito pela mesma. Portanto, a família é o primeiro espaço para a formação psíquica, moral, social e espiritual da criança. (SOUZA, 2012)

Com essas mudanças na instituição familiar surgem-se os conflitos e fracassos escolares das crianças, que por sua vez ficam como joguetes nas mãos de seus familiares. Para que esse fracasso escolar não ocorra e necessário que os pais se façam presentes no desenvolvimento de seus filhos.

A comunicação entre pais e filhos, o diálogo, as vivências de atitude, de amor e respeito, os valores, as regras sociais são de suma importância para a formação da personalidade, do caráter, como também na aprendizagem, condição para crescimento pessoal e profissional. (SOUZA, 2013).

Em pleno século XXI, o fracasso escolar não pode ser atribuído apenas à criança, pois esta faz parte de um contexto social que envolve a família e a escola. A família por sua vez é responsável pelo desenvolvimento psicológico e social de seus filhos e os pais por sua vez devem interagir com a escola, questionando, sugerindo e promovendo discussão ampliadora de comunicação com os educadores onde se busca encontrar as necessidades dos educandos.

A parceria entre familiares e as instituições de ensino seja a educação formal ou a técnica, é concretizada quando ambos estão unidos em um único objetivo, formar cidadãos conscientes da sociedade em que habitam, com valores éticos e morais e com uma perspectiva de um futuro promissor. SOUZA (2012).

A família não é a única responsável pela socialização da criança, mas é a privilegiada, pois esse é o primeiro grupo responsável por essa socialização. Prado, (1981) afirma que “É preciso distinguir as expectativas sociais em relação à família, como também aquelas que ela própria preencha em relação aos elementos mais indefesos da sociedade: criança e deficientes em todas as idades”.

É na família que acontecem as primeiras aprendizagens, se estendendo a comunidade em que mora e a comunidade escolar. Quando a criança chega à aprendizagem escolar, os pais têm que manter uma relação presente com a instituição escolar.

Logo, deve haver um estreitamento das relações entre família e escola em busca de uma qualificação com mais qualidade, evitando uma confusa transferência de responsabilidades entre ambas as partes para alcançar um bom desenvolvimento saudável dos educandos (SOUZA, 2012).

Como se sabe a base de tudo é a família, e é por ela que o sujeito vai se estruturando, adquirindo laços afetivos e começa o seu desenvolvimento cognitivo emocional. Diferente do que pensam os pais que isso acontece na escola, é a partir daí que surgem os conflitos entre escola e família, quando os pais atribuem somente à escola o fracasso escolar de seu filho, deixando de lado a sua participação nessa educação.

É na escola que alguns comportamentos e problemas são detectados. Assim cabe à escola sinalizar a família sobre o que está ocorrendo. Mas muitos pais se sentem ofendidos quando são solicitados na escola para serem alertados sobre o possível problema de seu filho. De acordo com Sampaio,

Muitos pais se chateiam, chegando mesmo a retirar a criança da escola. A criança vai para outra instituição de ensino, mas lá acontece a mesmo a coisa, o que leva, muitas vezes, a uma nova recolocação da criança, perpetuando-se a situação (2011, p.76).

Assim, o resultado dessa situação é um agravamento no emocional-afetivo da criança quanto ao seu processo ensino-aprendizagem, pois quando ela começa a se adaptar à nova escola tem que deixá-la.

A família tem o dever de proporcionar um ambiente em que a criança supere suas dificuldades, pois muitos alegam não ter condições de pagar tratamento, entretanto em muitas instituições de ensino tem o psicopedagogo para atender essa criança. De acordo com Sampaio (2011) “… Em muitos casos, observamos a resistência dos pais em dar continuidade ao tratamento, porque tratar a criança significa mexer na estrutura familiar.”

É muito comum os pais omitirem fatos importantes no começo, mas no decorrer do tratamento vão sendo revelados. Quando um sintoma aparece, as famílias o omitem, pois se assumi-lo significa investigar algo que não querem que seja revelado.

Assim, surge a superproteção, onde os pais não permitem que as crianças desenvolvam sua aprendizagem sozinha, porém há casos em que os pais ignoram a situação e a criança ao mesmo tempo. Sampaio (2011, p. 82) afirma que “Não é difícil observar que muitas crianças superprotegidas possuem falta de limites e, consequentemente, um mau rendimento escolar.”

A falta de afetividade também é um dos motivos para os fracassos escolares, uma família que não tem um vínculo afetivo será mais difícil superar as dificuldades de aprendizagem da criança.

Com isso gera-se uma insegurança da família em relação à escola, gerando um conflito grande dentro da criança. Pois, hoje as práticas construtivistas nas escolas deixam os pais com medo, gerando uma ansiedade, pois estes devem ter estudado em escolas tradicionais. De acordo com Sampaio (2011, p. 87), “Esta ansiedade é passada para seus filhos que se tornam também ansiosos e angustiados.”

Segundo Prado (1981 p.13) “A família influencia positivamente quando transmite afetividade, apoio e solidariedade e negativamente quando impõe normas através de leis, dos usos e dos costumes.” Assim, a família deve acolher a criança em seu seio proporcionando uma segurança que o deixe caminha com as próprias pernas, alcançando e superando suas dificuldades.

A PRÁTICA PEDAGÓGICA NUMA PERSPECTIVA PSICOPEDAGÓGICA

A Psicopedagogia é um campo de estudo que se baseia no conhecimento de diversas áreas como a Pedagogia, a Psicologia, a Psicanálise, a Filosofia, a Sociologia, entre outras buscando formas de torna-se uma área específica com um objeto de estudo definido o seu surgimento deu se devido à necessidade de solucionar ou pelo menos ameniza as dificuldades no processo ensino-aprendizagem do indivíduo.

Como a instituição escolar é um ambiente em que o processo de aprendizagem se faz bastante presente e apresenta grandes desafios a serem superados a atuação de um psicopedagogo é de grande importância. Diante disso percebe- se que a Psicopedagogia tem ganhado um maior espaço inclusive para atuar em instituições escolares, pois esse profissional tem muito a contribuir com a prevenção e solução de muitos problemas existentes na educação (MARQUES, 2013).

Assim, a prática docente numa perspectiva psicopedagógica tem o dever de levar em consideração o grupo, ou seja, um atendimento coletivo, este para perceber o problema que interfere na coletividade. Pois para o atendimento individual cabe ao psicopedagogo clinico. O psicopedagogo institucional atuará de forma preventiva, assim, ele desenvolverá ações que “evitem” problemas na aprendizagem.

A atuação do psicopedagogo vem sendo vista como uma ação de intervenção e o docente por sua vez, que possua uma formação também em Psicopedagogia e mesmo sem atuar nessa função passa a promover uma interdisciplinaridade dos conhecimentos em suas experiências possibilitando um olhar psicopedagógico em sua prática diária em sala de aula.

De acordo com Marques (2013),

Dessa maneira é notável que a Psicopedagogia Institucional tem como objetivo prevenir problemas na aprendizagem, e o mesmo, se dará de forma articulada, ou seja, a pessoa juntamente com o grupo compreenderá que o indivíduo aprende com as experiências coletivas e interativas vivenciadas no cotidiano escolar e que erros e acertos fazem parte da construção dessa aprendizagem.

No processo de ensino-aprendizagem cada criança tem uma forma e um tempo diferente de aprender. Nesse momento cabe ao professor observar e avaliar cada aluno no seu individual e a partir desse momento junto com o psicopedagogo criar meios de para melhor aplicação dos conteúdos para cada aluno dentro das suas dificuldades.

Cabe ao professor propiciar um ambiente que favoreça a aprendizagem, e que também seja trabalhada a autoestima, o respeito, a valorização e acima de tudo a confiança do aluno.

Sobre este assunto, Alícia Fernández, sinaliza que ser ensinaste significa abrir um espaço para aprender. Espaço objetivo e subjetivo em que se realizam dois trabalhos simultâneos: a construção de conhecimentos e a construção de si mesmo, como sujeito criativo e pensante. Assim, o ensinar e o aprender estão ligados e em hipótese alguma podem ser trabalhados separadamente.

A participação do professor, por inteiro, (corpo, organismo, inteligência e desejo) nessa relação, na sala de aula, no processo ensino-aprendizagem demanda a participação dos alunos também por inteiro. O organismo, transversalidade pela inteligência e o desejo, irá se mostrando em um corpo, e é deste modo que intervém na aprendizagem, já corporizado. (FERNÁNDEZ, 1990, p.62).

Nesta perspectiva, refletir sobre a importância do direito de aprender e da necessidade de um psicopedagogo na instituição escolar é algo essencial no planejamento escolar, isto é, para que os professores e toda comunidade escolar possam pensar na busca por parcerias e até mesmo na regulamentação de um psicopedagogo qualificado na unidade escolar.

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DO PLANO DE INTERVENÇÃO

Para a realização do plano de intervenção psicopedagógica, em um primeiro momento foi realizada uma entrevista com a Coordenadora Pedagógica, Diretora e a professora da Instituição de Ensino ora em estudo. Em um segundo momento procedeu- se com a observação da aluna em sala de aula para posteriormente dar início às atividades.

A execução do plano de intervenção foi desenvolvida na turma do 2ºCiclo/1ª Ano, tendo como foco a aluna V. que apresentava dificuldades na aprendizagem da Matemática. O plano foi desenvolvido juntamente com seus colegas, pois o papel da psicopedagogia institucional é apontar formas de interagir toda a turma.

As atividades dirigidas contaram com a utilização de jogos que foram realizados de maneira satisfatória pela criança que participou ativamente de todos os jogos que incluíram a memória, percepção visual, concentração e atenção.

É uma aluna assídua que demonstra interesse pelo estudo, porém, realiza somente as atividades mais simples e a todo o momento da aplicação do plano necessitou da atenção e auxílio da professora. Observa-se que a criança não conta com o acompanhamento dos pais. Há dificuldades, que podem ser superadas, a partir da utilização de metodologias apropriadas uma vez que brincando a criança também aprende.

Assim o aluno que não é estimulado a desenvolver suas habilidades, fica acostumado a receber deixando de lado sua iniciativa de explorar o ambiente e a capacidade de aprender. Para o educador desenvolver um bom trabalho, esse deve saber o que pretende ensinar, diagnosticar o que os alunos sabem e pensam sobre o tema de estudo. A escola tem um papel de promover o respeito mútuo, reconhecendo e respeitando as diversidades de seus alunos.

Em suma, acreditamos que todo saber é fruto de uma vivência adquirida por nós como indivíduos participantes de uma realidade social. Desta forma, o aluno ao chegar à escola já tem a sua história, o seu universo de conhecimentos que deve ser resgatado, valorizado e ampliado.

Frente ao que se constata na observação da execução do plano de intervenção, vale enfatizar a necessidade da intervenção do psicopedagogo nos processos de aprendizagem dos alunos no sentido de auxiliar os educadores a aprofundarem seus conhecimentos sobre as teorias do ensino e aprendizagem e as recentes contribuições de diversas áreas do conhecimento, redefinindo-as e sintetizando-as numa ação educativa.

Segundo Bossa (2000) a presença de um psicopedagogo no contexto escolar é essencial, ou seja, ele tem muito que fazer na escola.

[…] O psicopedagogo atua intervindo como mediador entre o sujeito e sua história traumática. […] O profissional deve tomar ciência do problema de aprendizagem e interpretá-lo para a devida intervenção. Com essa atitude, o Psicopedagogo auxiliará o sujeito a reelaborar sua história de vida, reconstruindo fatos que estavam fragmentados, e a retomar o percurso normal de sua aprendizagem. (…) Enfim, analisa a dinâmica institucional como todos os profissionais nela inseridos, detectando os possíveis problemas e intervindo para que a instituição se reestruture. (PORTO, 2007, p. 109)

O psicopedagogo tem o grande desafio de orientar os docentes quanto as suas práticas de ensino, promovendo meios de interação de todos os alunos inclusive o com dificuldade de aprendizagem e propiciar trocas de vivencias.

De acordo com Marques (2013),

Devemos tomar consciência que o tipo de trabalho que vem sendo desenvolvido nas escolas requer posturas atualizadas, sendo necessário que o professor deixe de ser um transmissor de conhecimentos e torne-se um indivíduo que interage, estimula, propõe, desafia, se coloca a disposição, participa, envolve-se não só com o que acontece na sala de aula, mas com o que acontece em volta. Além dessas mudanças que o professor deve fazer, também é necessário tomar consciência que se tornar uma pessoa aberta, disponível e solicita para aceitar modificações em sua prática é o primeiro passo para que o psicopedagogo institucional inicie seu trabalho buscando relacionar a suas ações com a do professor.

O professor acatando essa mudança estará facilitando no processo de prevenção, que a psicopedagogia tem como principal proposta do ato de pôr em prática seu trabalho.

Assim, se faz necessário lembrar-se da importância de se mudar os métodos, quando não está dando certo. Neste momento o professor precisa da ajuda do psicopedagogo, para direcioná-lo na melhor metodologia a ser utilizada.

CONTRIBUIÇÃO DO PSICOPEDAGOGO NO PLANEJAMENTO ESCOLAR

O Projeto de Lei 10891 “autoriza o poder Executivo a implantar assistência psicológica e psicopedagogia em todos os estabelecimentos de ensino básico público, com o objetivo de diagnosticar e prevenir problemas de aprendizagem”.

O Psicopedagogo, por sua vez, tem a função de observar e avaliar qual a verdadeira necessidade da escola e atender aos seus anseios. A escola e considerada a responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho do Psicopedagogo na instituição escolar tem um caráter preventivo no sentido de proporcionar competências e habilidades para solução dos problemas. O psicopedagogo pode atuar tanto na Saúde como na Educação, já que o seu saber visa compreender as variadas dimensões da aprendizagem humana.

Diante do fracasso escolar, as escolas estão cada vez mais preocupadas com as dificuldades de aprendizagem dos alunos, sem saber mais o que fazer com as crianças que não aprendem de acordo com o processo considerado normal e não possuem uma política de intervenção capaz de contribuir para a superação dos problemas de aprendizagem.

O psicopedagogo institucional é profissional qualificado, que está apto a trabalhar na área da educação, dando apoio aos professores e a outros profissionais da instituição escolar para suprir as dificuldades do processo ensino-aprendizagem, bem como para prevenção dos problemas de aprendizagem. O psicopedagogo por sua vez está apto para auxiliar os educadores realizando atendimentos pedagógicos individualizados, contribuindo para a compreensão de problemas na sala de aula, auxiliando o professor em alternativas de ação e ver como as demais técnicas podem intervir, bem como participando do diagnóstico dos distúrbios de aprendizagem e do atendimento a um pequeno grupo de alunos.

O psicopedagogo frente a um problema atuará partindo de uma investigação sobre a vida escolar e familiar do estudante. Por meio de diálogos com os pais, professores e principalmente o próprio aluno. Buscando visualizar o problema existente. Onde devera orienta-lo da melhor forma através de material pedagógico, entrevistas, provas projetivas. Para que suas dificuldades de aprendizagem sejam sanadas, para que adquira resultados positivos no final do processo.

A instituição escolar não deve enxergar o psicopedagogo como uma ameaça, tendo em vista que ele não está ali para apontar os erros, pelo contrário está para proporcionar um suporte a mais, para sanar as dificuldades de aprendizagem. A escola é crucial participante desse processo de aprendizagem que inclui o sujeito no seu mundo sociocultural. E ela é a grande preocupação da psicopedagogia em seu compromisso de ação preventiva. Pois, cada sujeito tem uma história pessoal, da qual fazem parte várias histórias: a familiar, a escolar e outras, as quais, articuladas, se condicionam mutuamente.

Segundo Bossa (2000),

… cabe ao psicopedagogo perceber eventuais perturbações no processo aprendizagem, participar da dinâmica da comunidade educativa, favorecendo a integração, promovendo orientações metodológicas de acordo com as características e particularidades dos indivíduos do grupo, realizando processos de orientação. Já que no caráter assistencial, o psicopedagogo participa de equipes responsáveis pela elaboração de planos e projetos no contexto teórico/prático das políticas educacionais, fazendo com que os professores, diretores e coordenadores possam repensar o papel da escola frente a sua docência e às necessidades individuais de aprendizagem da criança ou, da própria ensinagem.

O psicopedagogo em hipótese alguma nunca deve confundir “intervir” com “interferir”. No intervir a intenção é de ajudar a pensar para se alcançar a resposta. Já o interferir está centrado na manipulação da ação do outro.

Assim, a intervenção do psicopedagogo tem que está regada do seu saber, da sua criatividade, da sua perspicácia, para que tenha condições de adaptar o trabalho a que se propõe, de acordo com as necessidades e possibilidades do contexto educacional em que está atuando.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O psicopedagogo é um profissional importante na instituição escolar, pois este estimula o desenvolvimento das relações interpessoais, o estabelecimento de vínculos, a utilização de métodos de ensino compatíveis com as mais recentes concepções a respeito desse processo.

O psicopedagogo ao intervir junto à família deve levar em conta que a família é o primeiro vínculo da criança e é responsável por grande parte da sua educação e da sua aprendizagem. É por meio dessa aprendizagem que a criança é inserida no mundo cultural, simbólico e começa a construir seus conhecimentos, seus saberes. A escola e o meio social também têm a sua responsabilidade no que se refere ao fracasso escolar. Assim, a intervenção psicopedagogia busca incluir os pais no processo intermediário de reuniões, possibilitando o acompanhamento do trabalho realizado junto aos professores. Assegurando uma maior compreensão os pais passam a ocupar um novo contexto do trabalho, deixando o papel de espectadores e assumindo o de parceiro.

Em suma, o psicopedagogo é um profissional preparado, e tem o papel de direcionar o professor e a família para uma postura de ajuda buscando identificar a melhor forma de solucionar o problema e criar estratégias que irão ajudar o aluno a se posicionar de uma forma positiva perante a aprendizagem. O psicopedagogo não só contribuirá para o desenvolvimento da criança, como também contribuirá com a evolução de um mundo que melhore as condições de vida da maioria da humanidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BOSSA, Nádia A. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

FERNANDES, Alícia. A inteligência Aprisionada. Porto Alegre: Artmed, 1990.

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MARQUES, Anna Paula Costa. A prática docente sob uma perspectiva psicopedagógica. Disponível em http://midia.unit.br/enfope/2013/GT8/A_PRATICA_DOCENTE_SOB_UMA_PERSPECTIVA_PSICOPEDAGOGICA.pdf Acesso em 20 de novembro de 2013.

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PORTO, Olívia– Psicopedagogia Institucional: Teoria, prática e assessoramento psicopedagógico – Rio de Janeiro: Wak Ed., 2006.

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SAMPAIO, Simaia. Dificuldades de aprendizagem: O psicopedagogia na relação sujeito, família e escola. RJ, 2009.

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SOARES, Matheus; SENA, Clério Cezar Batista. A contribuição do psicopedagogo no contexto escolar. Disponível em  http://www.abpp.com.br/artigos/126.pdf Acesso em 20 de novembro de 2013

SOUZA, Jacqueline Pereira de. A importância da família no processo de desenvolvimento da aprendizagem da criança. Disponível em http://www.apeoc.org.br/extra/artigos_cientificos/A_IMPORTANCIA_DA_FAMILIA_NO_PROCESSO_DE_DESENVOLVIMENTO_DA_APRENDIZAGEM_DA_CRIANCA.pdf


1Licenciada  em Pedagogia – UNOPAR. . Especializada em   Psicopedagogia em Educação Infantil- FAVED. Email –madalena23bg@hotmail.com

2Licenciada em Pedagogia – UNIFAN. Especializada em Psicopedagogia – UNIVAR. Email – caou2529@hotmail.com.

2Licenciada em Pedagogia -UNICATHEDRAL. Especializada em Psicopedagogia UNICATHEDRAL. Email – resplandedepaula@gmail.com

2Licenciada em Pedagogia – UNICATHEDRAL. Especializada em Psicopedagogia– FAVENI. Email – vanusaoliveirajardim@gmail.com.

2Licenciada em Pedagogia – UNICATHEDRAL. Especializada em  Educação Especial Com Ênfase Em Libras – FACIPAN. Email – scheiladebastos@gmail.com.

2Licenciada em Pedagogia e Educação Profissional e Tecnológica – IFGO. Especializada em Educação Infantil – Anos iniciais e Psicopedagogia – FAVENI. Email – jufreitassousa1@gamil.com.

2Licenciada em Normal Superior– UNICATHEDRAL. Especializada em Educação Infantil – UNIVAR. Email – ednacardoso15@gmail.com.

2Graduada em Recursos Humanos – Faculdade Sensu. Especializada em Gestão em Segurança Pública e Privada – Faculdade Sensu. Licenciada em Pedagogia – FACULDADE SENSU. Acadêmica em Direito– UNIVAR. Email-renathamalena16@gmail.com.

2Licenciada em Pedagogia – CRUZEIRO DO SUL..  Especializada em   Psicopedagogia – FACIPAN.  Email – marriettioliveiradesousa@gmail.com

2Licenciada em Pedagogia – LUTERANA DO BRASIL.  Especializada em  Educação Inclusiva, Especial e Política  De Inclusão -CÂNDIDO MENDES. Email – rosecarrijo2010@hotmail.com