REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510130932
Marcos Guimarães dos Santos
Resumo
A pedagogia tradicional tem sido objeto de inúmeras críticas, não obstante, percebemos sua longevidade e aplicação em todos os níveis de ensino. Nesse artigo, será explorado elementos que tem, a nosso ver, assegurado essa longevidade: o legado dos conhecimentos historicamente construídos pela sociedade. Um legado que deve ser apropriado pelas gerações mais jovens, sendo a pedagogia tradicional um canal privilegiado desse processo, tanto no Brasil como em outros países. Não se advogou, ou teve-se a pretensão de realizar uma defesa inconteste de suas deficiências, mas, de explicitar, que possui elementos positivos que devem ser relevados e reconhecidos no processo de ensino.
Palavras-chaves: ensino – pedagogia tradicional – conhecimento.
Summary
Traditional pedagogy has been the object of numerous criticisms, however, we perceive its longevity and application at all levels of education. In this article, elements will be explored that have, in our view, ensured this longevity: the legacy of knowledge historically constructed by society. A legacy that must be appropriated by younger generations, with traditional pedagogy being a privileged channel in this process, both in Brazil and in other countries. There was no advocacy, or the pretense of carrying out an uncontested defense of its deficiencies, but of making explicit that it has positive elements that must be revealed and recognized in the teaching process.
Keywords: teaching – traditional pedagogy – knowledge.
Introdução
A premissa básica desse artigo é o ensino tradicional, num viés em que não se circunscreva a ficar refém de pré-conceitos estabelecidos de forma deletéria acerca do mesmo. Busca-se olhar essa forma de ensino além das críticas, da imposição das certezas de cegueiras conceituais nas quais a discordância é fadada como ignorância. Logo, é um texto que incide sobre espelhar aspectos relevantes sobre essa forma de legar as gerações mais jovens o conhecimento construído, elaborado e reelaborado ao longo da história.
Não é um trabalho que visa trazer à tona “vilanias” do ensino tradicional, até porque estas existem na literatura educacional de forma abundante, porém, como num processo de relativização, destacar elementos desse ensino que emerjam aspectos positivos do mesmo. O saber não transita entre o branco e o negro, existindo nuances que implicam num olhar que, nesse caso, indicam que o ensino tradicional é presente na prática docente, indiferente ao nível de ensino, do básico ao superior. Ressalta-se também, que não é um texto de análise histórico/pedagógica sobre as origens da pedagogia tradicional e seus expoentes.
Autores como Libâneo, Snyders, Leão, são requisitados na elaboração de argumentos que evidenciem que uma pedagogia tradicional não se insere absolutamente na esfera do nefasto. Pelo contrário, existem méritos nessa forma de ensinar que surgiu como motivação de propiciar a todos os membros de uma sociedade o acesso ao saber. O horizonte dessa forma de ensino era o de imbuir nas jovens gerações o conhecimento construído pelas sociedades humanas ao longo de sua história.
Acredita-se que num momento histórico em que existam inúmeras teorias pedagógicas que assinalam ser o melhor caminho a ser seguido na construção de um conhecimento significativo, até mesmo libertador, ou um conhecimento que leve o aprender a fazer, resgatar no sentido de uma reflexão sobre pilares básicos do ensino tradicional é de extrema relevância. Sempre se tem a consciência de que essa reflexão ocorre no contexto do pluralismo de ideias, ou no que tange a Constituição Federal num pluralismo político, que nada mais é do que a liberdade de expressar vieses diferentes sobre um mesmo assunto.
Logo, independente do passar do tempo, o ensino tradicional continua presente nas escolas do Brasil e do mundo. É uma forma de ensinar que possui uma resiliência às inovações teóricas que surgem com grande festivo no meio acadêmico. Expor elementos dessa resiliência é o fio condutor desse artigo.
Imbricações entre tradicional e a prática educativa
O que é tradicional? Segundo o dicionário Houaiss “pertencente ou relativo a tradição; transmitido por tradição”, sendo que tradição é “herança cultural passada oralmente através das gerações; conjunto dos valores morais, espirituais, etc, transmissão de geração em geração (HOUAISS, p.918, 2011). O tradicional se vincula ao passado como elemento constitutivo do presente, é uma forma de agir, de ser influenciado por valores que se lastreiam e referenciam pela história, determinando um caminho de acesso ao que se construiu social e culturalmente.
No contexto da educação existem classificações sobre o tipo de ensino que é desenvolvido, que se materializa nas relações entre aprendizes e aqueles que instruem, ou seja, entre alunos e professores, entre elas temos a educação tradicional. Essa educação é como uma pioneira, a primeira a sistematizar um modo de ensinar que nos remete a estruturação entre quem ensina -professor-, aquele que aprende -aluno-, e o que se aprende. Nesse sentido, como bem argumenta Libâneo (2005):
Aos que se ocupam da educação escolar, das escolas, da aprendizagem dos estudantes, é requerido que façam opções pedagógicas, ou seja, assumam um posicionamento sobre objetivos e modos de promover o desenvolvimento e a aprendizagem de sujeitos inseridos em contextos socioculturais e institucionais concretos. (LIBÂNEO, 2005, p.01)
Sendo assim, opções pedagógicas devem definir especificamente uma realidade de ensino que implica nas relações de apropriação do conhecimento escolar. A educação tradicional é uma dessas práticas. Mas, o que vem a ser essa educação?
O termo tradicional refere-se aqui a concepções pedagógicas formuladas e sistematizadas do século XIII à segunda metade do século XIX. A pedagogia tradicional inclui concepções de educação onde prepondera a ação de um agente externo na formação do aluno, o primado do objeto de conhecimento, a transmissão do saber constituído na tradição, o ensino como impressão de imagens ora propiciada pela linguagem ora pela observação sensorial (LIBÂNEO apud Not, 1990, p.01).
De forma geral, podemos perceber que a tradição é o fio condutor da transmissão do conhecimento, o que corrobora a ligação entre tradição e ensino tradicional. Um ensino que prima pela valorização do conhecimento historicamente construído que é legado às gerações mais jovens pela ação do professor, que se coloca como elemento deflagrador entre o conhecimento e o aluno.
Independente da inserção histórica dos preâmbulos do ensino tradicional e da evolução da sociedade à luz desse contexto, é notável que esse ensino surgiu no bojo de uma intencionalidade de sujeito inserido na vida em sociedade. É um processo de ensino cujo mérito é o da inserção do homem, que se torna sujeito para uma vida que se coadune com as necessidades da sociedade a qual faz parte. Libâneo (2005), aponta que o ensino tradicional integra a pedagogia moderna, em que:
Penso ser acertado dizer que as teorias modernas da educação são aquelas gestadas em plena modernidade, quando a idéia de uma formação geral para todos toma lugar na reflexão pedagógica. Comênio lança em 1657 o lema do “ensinar tudo a todos” e, não por acaso, é considerado o arauto da educação moderna. (LIBÂNEO, 2005, p.05)
O “ensinar para todos” não é por si elemento democratizador do acesso ao conhecimento histórico? O ensino tradicional traz imbricado esse lema, abarcar todos que vivem numa sociedade num processo de formação, tendo em vista que é esse conhecimento que permeia as atividades sociais, sejam produtivas ou não, logo, necessário para aqueles que vivem em sociedade não estarem a margem de sua estrutura, ou seja, serem excluídos socialmente.
Tendo em vista que o ensino tradicional faz parte da pedagogia moderna, o mesmo tem intrinsecamente elementos dessa pedagogia. Quais seriam esses elementos? Libâneo (2005), aponta alguns elementos constitutivos dessa pedagogia.
+Acentuação do poder da razão, isto é, da atividade racional, científica, tecnológica, enquanto objeto de conhecimento que leva as pessoas a pensarem com autonomia e objetividade contra todas as formas de ignorância e arbitrariedade
+Conhecimentos e modos de ação, deduzidos de uma cultura universal objetiva, precisam ser comunicados às novas gerações e recriados em função da continuidade dessa cultura.
+Os seres humanos possuem uma natureza humana básica, postulando-se a partir daí direitos básicos universais
+ Os educadores são representantes legítimos dessa cultura e cabe-lhes ajudar os alunos a internalizarem valores universais, tais como racionalidade, autoconsciência, autonomia, liberdade, seja pela intervenção pedagógica direta seja pelo esclarecimento de valores em âmbito pessoal. (LIBÂNEO, 2005, p.06)
Sobre o pensar com autonomia, tendo o conhecimento científico como instrumento balizador do ato de pensar, um conhecimento que tem levado ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Vale ressaltar ainda que, pensar com autonomia conduz a uma vivência que livra o indivíduo da prisão dos dogmas, das cegueiras conceituais. Ademais, uma cultura universal é uma cultura construída ao longo da história humana, que pela tradição é repassado às jovens gerações, numa perspectiva de continuidade, em que os conhecimentos ancestrais se colocam como base para novos conhecimentos.
Como bem afirma Libâneo (2005), sobre direitos universais, no ensino tradicional esse direito é o direito a aprender o conhecimento histórico, um conhecimento que via tradição, o aluno tem acesso nas escolas. No ensino tradicional existe a primazia, o reconhecimento que o saber deve ser democrático, não se negando as oportunidades que todos os alunos se apropriem do mesmo.
Um ensino que preza pela tradição, que se alicerça na transmissão do conhecimento de geração para geração, a figura do professor, como elemento pertencente a uma geração anterior é valorizado. Numa pedagogia moderna a qual o ensino tradicional se insere, como bem destacou Libâneo (2005), a ação dos professores via transmissão do conhecimento histórico, propicia uma mudança pessoal, de mentalidade, de formas de pensar, em que autonomia, liberdade e racionalidade são materializados, emergidos na vida dos alunos.
Snyders (1977), considera que o ensino tradicional, se visto sem as certezas de um desenho que o expressa como algo caricatural, implica numa apropriação por parte do aluno de um conhecimento que não tem um fim em si mesmo, porém, que se constitui como elemento que possibilita ao aluno expandir esse conhecimento, não o limitando a algo vago. Pode-se entender que esse ensino induz a construção da ciência, da tecnologia, das transformações ocorridas na sociedade.
Um ensino tradicional tem especificidades que o tornam identificável, sendo que uma dessas é a forma como ocorre a relação entre conhecimento e aluno. Saviane (1991), destaca que essa forma de ensinar com suas origens históricas em séculos há muito idos, ainda influenciam o fazer da ciência moderna.
(…) se estruturou através de um método pedagógico, que é o método expositivo, que todos conhecem, todos passaram por ele, e muitos estão passando ainda, cuja matriz teórica pode ser identificada nos cinco passos formais de Herbart. Esses passos, que são o passo da preparação, o da apresentação, da comparação e assimilação, da generalização e da aplicação, correspondem ao método científico indutivo, tal como fora formulado por Bacon, método que podemos esquematizar em três momentos fundamentais: a observação, a generalização e a confirmação. Trata-se, portanto, daquele mesmo método formulado no interior do movimento filosófico do empirismo, que foi a base do desenvolvimento da ciência moderna. (Saviani, 1991. p.55)
Nesse sentido, possui elementos estruturais embasadores da ciência moderna, e fazer ciência é possibilitar o caminhar em novas jornadas do conhecimento. Não se faz ciência, com mentes acomodadas, com mera inserção de conteúdos na estrutura mental. O fazer ciência implica, a partir de uma dada realidade analisada descortinar novas possibilidades, aplicar o que se aprendeu como elemento que projeta novos conhecimentos. O ensino tradicional, por essa configuração tem possibilitado ao longo do tempo a materialização dessa realidade.
Ademais, é importante ressaltar sobre a relação professor/aluno/conhecimento, em que comumente é atrelado a pedagogia tradicional como algo limitador a capacidade do aluno tomar iniciativa. Porém, Titone (1966), argumento sobre o papel do professor nesse contexto, sendo que expressa uma compreensão diferente:
“es preciso hablar de una relaction entre maestro y escolar; relaction que resulta incliminable, uma vez concedido que el aluno no puede ensenarse a sí mesmo, y por ello tiene necessidad deotro que actúe competente e intencionalmente sobre él para hacerde adquirir la ciência”. (TITONE, 1966, p.18)1
Essa é uma das características do papel do professor na pedagogia tradicional, sua intencionalidade nas relações entre conhecimento e aluno, uma vez que ninguém ensina a si mesmo. O papel do professor tem relevância nessa forma de ensino, não sendo coadjuvante nesse contexto, mas, como catalisador entre aquele que busca o conhecimento e esse conhecimento. Não há, como aponta Titone (1966), nesse processo uma relação de subjugação do “maestro” para o “escolar”, mas, sim, de uma relação em que se crie pontes para a materialização desse ensino.
Na busca pela adequação, sempre provisória, de um processo de ensino que se diferencia do tradicional, mudanças conceituais surgiram, estabelecendo novas formas de ser e agir, idealizadas como mais adequadas, que estabeleceram diretrizes para a ação docente, o papel do conhecimento e abordagens mais promissoras de ensino ao aluno. No entanto, essa nova escola, que rompe com uma das premissas básicas do ensino tradicional tem levado a uma realidade desabonadora para os alunos notadamente das escolas públicas:
A escola constituída sob o princípio do conhecimento estaria dando lugar a uma escola orientada pelo princípio da socialidade. O termo “socialidade” está sendo adotado aqui para ressaltar que a escola organizada em ciclos se situa como um tempo/espaço destinado à convivência dos alunos, à experiência da socialidade, distinguindo-se dos conceitos de socialização e de desenvolvimento da sociabilidade tratados pela sociologia e psicologia. (LIBÂNEO, 2012, p. 17,)
O conhecimento, que pela tradição é um legado a ser apossado pelas jovens gerações, foi posto como elemento de “pano de fundo” no processo educativo. O professor, tem como papel o de “acolhedor”, e nesse sentido,
Constata-se, assim, que, com apoio em premissas pedagógicas humanistas por trás das quais estão critérios econômicos, formulou-se uma escola de respeito às diferenças sociais e culturais, às diferenças psicológicas de ritmo de aprendizagem, de flexibilização das práticas de avaliação escolar – tudo em nome da educação inclusiva. Não é que tais aspectos não devessem ser considerados; o problema está na distorção dos objetivos da escola, ou seja, a função de socialização passa a ter apenas o sentido de convivência, de compartilhamento cultural, de práticas de valores sociais, em detrimento do acesso à cultura e à ciência acumuladas pela humanidade. Não por acaso, o termo igualdade (direitos iguais para todos) é substituído por equidade (direitos subordinados à diferença). (LIBÂNEO,2012, p.23)
A socialização preconizada pelo ensino tradicional é o acesso do aluno ao conhecimento. O conhecimento formal, o conhecimento elaborado ao longo da história do homem, sendo que, esse conhecimento em nome de novas formas de ensinar e de ver as relações professor/aluno/escola, acaba por ser relegado a elemento secundário. Entende-se que na essência o ensino tradicional não explicita esse alijamento, pelo contrário, entende ser o conhecimento formal elemento de preparação e inserção na vida em sociedade.
Não por menos, acerca do ensino tradicional, Snyders (1977), já acertadamente apontava sobre o mesmo no decorrer do tempo.
Assistimos ao nascimento da escola que chamaremos, pois, tradicional, tal como vai efetivamente funcionar durante vários séculos; e talvez sejamos levados a considerar, nela, valores que não podem, pura e simplesmente, ser tratados, com desprezo, coisa que de modo algum implicará que se apresentem como definitivos, que recusem adaptação às novas épocas e, até, transmutação profunda. (SNYDERS, p.306,1977)
Em tempos presentes, de uma sociedade imagética, é comum que a figura do professor seja substituída por algoritmos que processam imagens e sons num computador ou celular, porém, o conhecimento, indiferente a forma como se materializa na vida do aluno, é o conhecimento histórico. Como bem vislumbrou Snyders (1977), houve de fato uma transmutação dos espaços e meios em que se tem acesso ao conhecimento formal, porém, indiferente a essas mudanças, persiste a relação entre um aprendiz, o conhecimento e um agente externo que se coloca entre ambos.
Leão apud Saviani (1999), ressalta que o ensino tradicional tem ampla aceitação e é praticado em escolas de todo o mundo, ressalta-se que em escolas privadas em que se afirma ser ali preparados os futuros governantes da sociedade. Não se substitui o conhecimento pelo acolhimento.
De acordo com Saviani (1991), o método tradicional continua sendo o mais utilizado pelos sistemas de ensino, principalmente os destinados aos filhos das classes populares. Ao nosso ver, porém, uma análise da escola privada destinada às classes privilegiadas da sociedade chegaria à conclusão de que o ensino tradicional continua a ser o mais utilizado. As escolas mais conceituadas do mundo, entre elas, as inglesas e as suíças, são as mais tradicionais possíveis, até por serem mesmo muito antigas. (p.194)
A guisa de conclusão, Leão (1999), inspira à reflexão sobre os paradoxos da permanência da escola tradicional em nossos dias, não obstante ao rol de críticas a qual foi submetida.
Mas o que interessa analisar sobre a escola tradicional é que ela continua existindo de modo semelhante ao que foi no seu início. Isso nos intriga e nos desafia. Afinal, não somos nós mesmos produtos dessa escola tão criticada? A aprendizagem escolar nessa escola tão tradicional dependeu dos bons professores ou de nossos interesses pessoais? (LEÃO, 1999, p.189)
Não há como menosprezar o papel do ensino tradicional, um ensino fundado no conhecimento clássico, no papel do professor como aquele que ensina, tendo em vista sua formação, que implica conhecimento pedagógico e conhecimentos específicos da disciplina que atua; e, do aluno como sujeito aprendente.
Considerações finais
A pedagogia tradicional é retratada de forma geral com severas críticas a sua metodologia de ensino, suas relações entre aquele que ensina, aquele que aprende e suas relações com o conhecimento. Não se buscou advogar uma defesa enfática dessa forma de ensino nesse artigo, porém, resgatar elementos positivos dessa pedagógica haja vista sua longevidade.
Dessa forma, verificou-se que o ensino decorrente da pedagogia tradicional, o ensino tradicional, com sua ênfase na universalização do ensino, da apropriação do conhecimento histórico, se coaduna com elementos de uma sociedade que oportuniza aos alunos meios para serem inseridos na vida social: o próprio conhecimento. Numa sociedade que respira e transpira ciência e tecnologia, um dos pilares fundamentais para fazer parte efetiva nessa sociedade é o conhecimento.
Num mundo em constante transformação, em que a figura de ser cidadão agrega sempre novos elementos, a pedagogia tradicional mantém uma solidez na sua tarefa de educar: transmitir conhecimentos históricos. Sem nuances etimológicas (educar escolarmente), é essa ação que diferencia o ato de ensinar no processo tradicional: aquisição dos conhecimentos historicamente construídos.
1É preciso falar da relação entre professor e aluno; relação que é inescapável, uma vez que se reconhece que o aluno não pode ensinar sozinho e, portanto, precisa de outro que atue sobre ele com competência e intencionalidade para fazê-lo adquirir ciência.
Referencial Bibliográfico
Houaiss, Antônio (organizador). Dicionário Houaiss conciso. Moderna, 2011.
Leão, Denise Maria Maciel. Paradigmas contemporâneos de educação: escola tradicional e escola construtivista. Psicóloga, mestre e aluna especial do Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira – FACED – UFC; Cadernos de Pesquisa, nº 107, p. 187 a 206, julho/1999
LIBÂNEO, José Carlos. Educação na era do conhecimento em rede e transdisciplinaridade. São Paulo: Alínea, 2005.
___________________. O dualismo perverso da escola pública brasileira: escola do conhecimento para os ricos, escola do acolhimento social para os pobres. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 38, n. 1, p. 13-28, 2012
___________________. Fundamentos teóricos e práticos do trabalho docente: estudo introdutório sobre pedagogia e didática. (Tese de doutorado, 1990).
SAVIANI, D. Escola e democracia. 24. ed. São Paulo: Cortez, 1991.
SNYDERS, Georges. História da Pedagogia (Tratado das Ciências Pedagógicas, vol.2). São Paulo, Cia Ed. Nacional/EDUSP, 1977.
TITONE Renzo. La docencia. In: Metodologia didáctica, p.15-22. (Teams).
