OS DESAFIOS DA GESTÃO DE EMPRESAS FAMILIARES 

THE CHALLENGES OF MANAGING FAMILY BUSINESSES 

REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/ch102025110537


Gustavo Kipper De Oliveira1
Rafael Telch Flores2


RESUMO: Este trabalho apresenta uma revisão de literatura sobre os desafios enfrentados  pelas empresas familiares, considerando aspectos como sucessão, conflitos interpessoais,  resistência à profissionalização e especificidades da governança corporativa em  organizações com vínculos afetivos. A pesquisa, de caráter qualitativo e exploratório,  baseia-se na análise de publicações acadêmicas nacionais e internacionais sobre a  temática. A revisão mostra que muitos obstáculos decorrem da sobreposição entre as  dimensões familiar e empresarial, o que gera dificuldades na tomada de decisões, conflitos  de autoridade, ausência de planejamento sucessório e resistência à adoção de práticas de  gestão profissional. Também se observam problemas ligados ao favoritismo entre membros  da família, que comprometem a objetividade nos processos de liderança. Por outro lado, a  literatura indica que a implantação de modelos de governança, a definição de papéis, a  capacitação dos sucessores e o uso de lideranças situacionais podem reduzir esses  conflitos. O estudo contribui ao estruturar o conhecimento sobre empresas familiares e  oferecer contribuições para gestores interessados em conciliar tradição e  profissionalização, favorecendo a continuidade e a adaptação dessas organizações em um  mercado em transformação. 

PALAVRAS-CHAVE: Empresa familiar. Gestão. Sucessão. 

ABSTRACT: This paper presents a literature review on the challenges faced by family  businesses, considering aspects such as succession, interpersonal conflicts, resistance to  professionalization, and the specificities of corporate governance in organizations with  affective ties. The qualitative and exploratory research is based on the analysis of national  and international academic publications on the subject. The review shows that many  obstacles stem from the overlap between the family and business dimensions, which  generates difficulties in decision-making, authority conflicts, lack of succession planning,  and resistance to the adoption of professional management practices. Problems related to  favoritism among family members are also observed, compromising objectivity in leadership  processes. On the other hand, the literature indicates that the implementation of governance  models, the definition of roles, the training of successors, and the use of situational  leadership can reduce these conflicts. This study contributes by structuring knowledge about  family businesses and offering insights for managers interested in reconciling tradition and  professionalization, thus promoting the continuity and adaptation of these organizations in  a transforming market. 

KEYWORDS: Family business. Management. Succession.

INTRODUÇÃO: A gestão de empresas familiares apresenta particularidades em relação a  outros tipos de organizações empresariais devido a um conjunto de características próprias,  que vão desde a sobreposição de laços afetivos às práticas de gestão até a resistência à  profissionalização. Esse tipo de negócio enfrenta questões específicas relacionadas à  sucessão, à manutenção de boas relações interpessoais e à necessidade de separar as  dimensões emocional e profissional (Brito; Ongaratto; Bueno, 2022). 

As empresas familiares desempenham papel relevante na economia, representando uma  parcela significativa das organizações ativas em diversos setores. No Brasil, cerca de 90%  das empresas possuem perfil familiar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia  e Estatística (IBGE). Essas organizações empregam aproximadamente 75% da força de  trabalho nacional e respondem por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB).  Entretanto, também estão sujeitas a maiores riscos de descontinuidade em comparação às  empresas não familiares, especialmente em razão da resistência à inovação e da ausência  de planejamento estruturado — fatores que podem comprometer seu desempenho (Freitas;  Barth, 2010). 

Segundo Freitas e Barth (2010), nas empresas familiares tanto a propriedade quanto o  processo decisório costumam concentrar-se nas mãos de indivíduos com vínculos afetivos  próximos. Essa característica reforça a identidade organizacional, mas pode comprometer  a objetividade e a clareza na tomada de decisões, uma vez que os limites entre o pessoal  e o profissional tendem a se confundir, gerando conflitos internos e impactos negativos  sobre a eficiência administrativa. 

Outro aspecto recorrente na literatura refere-se à tradição transmitida ao longo das  gerações, que, embora fortaleça os valores organizacionais, pode se mostrar insuficiente  diante das exigências de um mercado competitivo e dinâmico. Para assegurar sua  continuidade, as empresas familiares precisam reconhecer seus pontos fortes e suas  fragilidades, de modo a reduzir vulnerabilidades e potencializar suas capacidades. 

Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre os  principais desafios enfrentados pelas empresas familiares, com ênfase nas temáticas de  sucessão, governança corporativa, profissionalização da gestão e os impactos das relações  familiares sobre o desempenho organizacional. Pretende-se reunir e analisar criticamente  estudos acadêmicos que tratam da sobrevivência, evolução e modernização desse modelo  de empresa, bem como identificar contribuições teóricas e práticas que auxiliem no  aprimoramento de sua gestão.  

A relevância do tema justifica-se tanto pela importância econômica e social das empresas  familiares quanto pela complexidade de suas dinâmicas internas, o que as torna um campo  fértil para investigação científica e proposição de soluções práticas. 

As empresas familiares possuem papel crucial na economia mundial, especialmente em  países em desenvolvimento, como o Brasil, onde grande parte das organizações tem  origem em pequenos empreendimentos de base familiar. No entanto, a administração  dessas empresas enfrenta desafios distintos em comparação com as empresas não  familiares, pois as questões familiares estão fortemente ligadas às decisões empresariais. 

A expansão e a longevidade das empresas familiares estão relacionadas a fatores como a  profissionalização da gestão, a governança corporativa e a transição de liderança entre  gerações. Quando esses componentes não são planejados e geridos adequadamente,  podem comprometer a continuidade e a competitividade do negócio. Segundo Sigrist,  Sobral Filho e Santos (2022), a ausência de planejamento sucessório, a dificuldade em  separar os papéis familiares dos administrativos e a resistência à mudança comprometem  a sustentabilidade das empresas ao longo das gerações. 

Dessa forma, este estudo busca analisar os principais desafios da gestão em empresas  familiares, enfatizando as práticas de governança corporativa, os processos de sucessão e  os efeitos da profissionalização sobre a manutenção e o crescimento dessas organizações. 

Além disso, procura identificar estratégias e práticas de gestão que possam ser  aprimoradas para fortalecer a continuidade e a competitividade das empresas familiares. As empresas familiares enfrentam diversos desafios que afetam tanto suas relações  internas quanto sua capacidade de sobrevivência no mercado. A interdependência entre  interesses familiares e empresariais constitui uma característica distintiva desse modelo organizacional, mas também gera dificuldades na tomada de decisões estratégicas e no  planejamento de longo prazo. 

Entre os obstáculos mais recorrentes apontados pela literatura estão a sucessão, a  profissionalização da gestão, o equilíbrio entre inovação e tradição e a gestão de conflitos.  A sucessão é frequentemente mencionada como um dos maiores desafios, pois a transição  de liderança entre gerações envolve não apenas a escolha de um sucessor qualificado,  mas também o alinhamento das expectativas familiares e a preservação do legado  organizacional. A ausência de um plano sucessório estruturado, somada à falta de preparo  dos herdeiros, compromete a continuidade e a estabilidade do negócio (Sigrist; Sobral Filho;  Santos, 2022). 

Outro aspecto amplamente discutido refere-se à profissionalização da gestão. A resistência  à contratação de gestores externos e a centralização das decisões em membros da família  podem limitar a adoção de práticas administrativas modernas. Conforme Federhen (2023),  essa resistência constitui um dos principais entraves ao crescimento sustentável das  empresas familiares, reforçando a necessidade de abertura a mudanças estruturais e à  adoção de práticas gerenciais mais técnicas. 

O equilíbrio entre inovação e tradição também se apresenta como um desafio. Embora os  valores herdados de gerações anteriores fortaleçam a identidade e diferenciem a  organização, a manutenção de práticas excessivamente tradicionais pode dificultar a  adaptação às transformações do ambiente de negócios. A literatura destaca a importância  de integrar novas tecnologias e abordagens sem comprometer a essência cultural da  empresa. 

Além disso, as empresas familiares frequentemente enfrentam conflitos interpessoais e  falhas de comunicação decorrentes da proximidade emocional entre seus membros. A  ausência de mecanismos formais de governança e de canais de comunicação  transparentes pode intensificar mal-entendidos e comprometer o desempenho  organizacional. 

Diante desse contexto, surge a questão central que orienta esta pesquisa: Quais são os principais desafios identificados pela literatura na administração de empresas  familiares e quais estratégias têm sido propostas para superá-los? 

O objetivo geral é realizar uma revisão de literatura sobre os principais desafios enfrentados  pelas empresas familiares, com foco nos conceitos centrais: sucessão, profissionalização  da gestão, equilíbrio entre inovação e tradição e gestão de conflitos, analisando como esses fatores impactam a continuidade e o desempenho organizacional. 

Os objetivos específicos são: levantar, por meio de uma revisão bibliográfica, os principais  desafios relatados pela literatura sobre a gestão de empresas familiares; investigar como  esses desafios se manifestam na prática, relacionando-os às questões de sucessão,  profissionalização, inovação e conflitos; pesquisar sobre gestão de sucesso na empresa  familiar. 

O estudo sobre os desafios da gestão em empresas familiares emerge diante do papel  estratégico e crescente que esse tipo de organização desempenha na economia global. De  acordo com o Instituto Global de Empresas Familiares (INEF, 2020), as empresas familiares  representam aproximadamente 70% dos negócios em operação no mundo, contribuindo  significativamente para o emprego formal e para o Produto Interno Bruto (PIB) de diversos  países. No contexto brasileiro, sua relevância é ainda mais expressiva, uma vez que  constituem a base de grande parte das micro, pequenas e médias empresas, configurando se como importantes agentes de desenvolvimento econômico e social.

Apesar de sua relevância, as empresas familiares enfrentam desafios específicos que  ameaçam sua continuidade e crescimento, especialmente relacionados à sucessão, à  governança corporativa, à resistência à profissionalização da gestão e à manutenção do  equilíbrio entre tradição e inovação. Tais fatores tornam-se ainda mais complexos devido à  sobreposição entre as dimensões familiar e organizacional, o que tende a gerar conflitos de  interesse e dificuldades na tomada de decisão. 

A questão da governança corporativa é um aspecto central nesse contexto, pois a dinâmica  das relações familiares influencia diretamente a cultura organizacional e o ambiente de  trabalho. Conforme destacam Coelho e Faria (2021), a sobreposição entre vínculos de  parentesco e relações profissionais pode ocasionar desentendimentos organizacionais,  afetando a motivação e o engajamento dos colaboradores, além de comprometer o clima  organizacional e a eficiência administrativa. 

Outro ponto crítico refere-se à sucessão empresarial. A falta de planejamento estruturado  e de preparo adequado dos sucessores é um dos principais fatores de descontinuidade das  empresas familiares. Segundo Coelho e Faria (2021), a ausência de um processo  sucessório formalizado — aliado à dificuldade em separar as relações pessoais das  profissionais — torna o processo sucessório mais delicado e propenso a conflitos. Essa  lacuna impacta diretamente a continuidade e a sustentabilidade dos negócios, exigindo  ações preventivas e políticas de gestão claras. 

Adicionalmente, observa-se a resistência à mudança e à inovação como outro desafio  recorrente. Muitas empresas familiares mantêm práticas e valores transmitidos de geração  em geração, o que pode gerar rigidez organizacional e dificultar a adaptação às  transformações do mercado contemporâneo. Essa resistência, conforme argumentam  Sigrist, Sobral Filho e Santos (2022), limita o crescimento e a competitividade, pois impede  a incorporação de novas tecnologias, métodos de gestão e estratégias de modernização. 

Portanto, torna-se essencial que as empresas familiares invistam na profissionalização da  gestão, adotando práticas administrativas fundamentadas em critérios técnicos e  estratégicos, sem perder de vista os valores e a identidade familiar que as caracterizam. O  desafio está em equilibrar tradição e inovação, preservando os vínculos afetivos, mas  assegurando a racionalidade e a eficiência na gestão. 

Este estudo justifica-se, assim, por sua contribuição teórica e prática. Do ponto de vista  acadêmico, busca ampliar o debate sobre os processos de gestão e sucessão em  empresas familiares, identificando lacunas e avanços na literatura recente. Do ponto de  vista prático, pretende oferecer subsídios gerenciais que auxiliem empresários e gestores  na implementação de modelos de governança e de sucessão mais eficazes, favorecendo  a sustentabilidade e a longevidade dessas organizações em um ambiente de negócios cada  vez mais competitivo e dinâmico. 

BASE TEÓRICA: 

2.1 A EMPRESAS FAMILIARES E SUA RELEVÂNCIA ECONÔMICA: Este tipo de  organização caracteriza-se por ser controlada por sócios pertencentes a uma família, e  geralmente o controle societário é transferido entre gerações. Ainda que o controle possa  estar nas mãos de um único proprietário, o fator determinante é o vínculo familiar dos  gestores e sua sucessão ao longo do tempo Silva; Valdisser (2017). Em geral, esse tipo de  organização está fortemente ligado à história familiar, onde o fundador se dedica  intensamente ao negócio, com o objetivo de que a continuidade do negócio seja  assegurada por seus descendentes ou por outros membros da família. 

A empresa é caracterizada como familiar quando preenche um ou mais dos seguintes  critérios:  

a) a família fundadora e/ou seus sucessores controlam a maior parte do capital social Silva;  Valdisser (2017);

b) os laços familiares orientam os processos de sucessão nos postos de liderança Silva;  Valdisser (2017); 

c) os membros da família ocupam cargos de destaque na administração, como a direção  ou o conselho administrativo Silva; Valdisser (2017); 

d) os valores e convicções da empresa estão fortemente alinhados com os da família  proprietária Silva; Valdisser (2017); 

e) as ações dos membros da família influenciam diretamente a dinâmica da empresa,  independentemente de estarem formalmente envolvidos Silva; Valdisser, (2017). Embora muitas vezes vinculadas à ideia de má gestão, as empresas familiares têm um  papel crucial na economia, predominando tanto no âmbito nacional quanto internacional.  Geralmente, são administrados por sócios proprietários que fazem parte de uma ou mais  famílias, geralmente fundadores ou herdeiros diretos e têm um impacto direto na gestão  dos negócios.  

A maioria dessas organizações é micro ou pequena empresa, representando um papel  relevante na economia do Brasil, desempenhando um papel significativo na criação de  empregos, no fortalecimento do mercado interno e no estímulo ao setor financeiro do país  Lima (2017). 

Na empresa de direção familiar os membros da família mantém somente o controle sobre  a propriedade, onde apenas alguns familiares trabalham na empresa ocupando cargos de  responsabilidade, os demais estão vinculados a empresa como acionistas passivos. Numa  empresa familiar de investimento os membros da família controlam exclusivamente as  decisões de investimentos, tendo como objetivo manter uma maior liberdade de atuação  sem a vinculação excessiva dos membros com determinado negócio da família.  (Philadelpho, 2006) 

Segundo Schuman; Stutz e Ward (2011), para o entendimento do sistema da empresa  familiar deve-se recorrer ao clássico modelo dos três círculos, sendo que cada círculo  representa um âmbito. O primeiro círculo remete à família, o segundo à propriedade e o  terceiro à gestão. 

Figura 1: O modelo clássico dos três círculos da empresa familiar 

Fonte: Schuman; Stutz e Ward (2011). 

2.2 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO DE UMA EMPRESA FAMILIAR: A empresa familiar tem  estágios num ciclo de vida bem determinados, nos quais todos (família, empresa e membros) têm  desafios a serem vencidos (Tondo, 2008). Na Tabela 1 são apresentados os estágios de evolução de  uma empresa familiar ao longo de duas gerações.

Tabela 1: Estágios de evolução da empresa familiar 

Fonte: Ward (2001 apud TONDO, 2008, p. 78) 

Pode-se observar como mudam os desafios de acordo com a idade das pessoas envolvidas na  organização e a idade do negócio, observando-se claramente cada fase bem determinada, num  primeiro momento se tem a necessidade de um crescimento rápido o que demanda tempo e  consequentemente dinheiro, em seguida vem a fase da maturidade onde a empresa alcança uma certa  estabilidade, após esta fase, são necessárias novas estratégias e reinvestimentos para se manter no  mercado. 

2.3 CARACTERÍSTICAS DAS EMPRESAS FAMILIARES: De acordo com Moreira Jr e Bortoli  Neto (2011), as empresas familiares têm algumas características peculiares, que são as seguintes:  Decisões emocionais que estão mais presentes pelo fato de haver relações afetivas  familiares entre os integrantes da empresa, que não devem interferir diretamente nas  decisões principais que venham a prejudicar a empresa; 

• Dificuldades na descentralização – como em sua origem, o fundador de uma  empresa familiar não tinha com quem compartilhar suas ideias e dúvidas com  relação à tomada de decisões e decidia tudo sozinho, com a incorporação de  familiares com ideias divergentes pode gerar conflitos. O ideal é buscar o equilíbrio  entre os anseios dos mais jovens com a experiência do mais velho; 

• Lealdade e dedicação como critérios de recursos humanos – a confiabilidade e o  reconhecimento não podem alicerçar-se apenas no critério de mais maturidade na  empresa; quando as avaliações e promoções privilegiam somente os mais antigos,  precisa fazer uma reflexão; a empresa necessita de colaboradores antigos e leais,  porém competentes, o que ocorre muitas vezes é que quando a empresa é pequena  e sem muitos recursos, os colaboradores atraídos para o trabalho são em geral  menos qualificados e acabam ganhando a confiança do fundador, com o passar dos  anos passam a ter salários mais altos e não se qualificam dando espaço para  contratação de outros profissionais para suprir a necessidade de um mercado cada  vez mais competitivo;  

• Confiança mútua – é uma característica muito presente em empresas familiares,  quando a confiança é perdida as coisas podem degringolar; o que ocorre com  frequência é a colocação de familiares em cargos de confiança, muitas vezes, sem  competência para exercer tal posto.

2.4 DESAFIOS DE SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES: De acordo com Centurion  (2011) pesquisas apontam que um dos maiores desafios nas empresas familiares reside  na transição de poder, particularmente quando é passado de uma geração para outra. Este  procedimento requer um planejamento meticuloso e deve ser iniciado antecipadamente,  garantindo que a próxima geração esteja apta a assumir a direção da organização. 

No Brasil, informações indicam que a longevidade média das empresas não familiares é de  12 anos, enquanto, nas empresas familiares, é de apenas nove anos. Apenas 30% dessas  organizações passam para a segunda geração e, ainda mais preocupante, somente 5%  chegam à terceira geração (Oliveira, 2010). Esses dados demonstram que a maioria das  empresas familiares não persiste após a morte de seus criadores.  

As razões para esse cenário são variadas, mas a principal é a ausência de capacitação  para desempenhar o papel do gestor. Por isso, é fundamental investir em conhecimento,  cursos e/ou capacitações para que os sucessores estejam aptos a liderar a organização.  Oliveira (2010) reforça esse ponto de vista ao afirmar que as empresas familiares  desempenham um papel crucial no futuro da economia nacional. Assim, é necessário que  os sucessores e/ou executivos responsáveis por essas empresas sejam devidamente  preparados para assumir tais responsabilidades. 

2.5 PROFISSIONALIZAÇÃO DA GESTÃO: A profissionalização da gestão em empresas  familiares exige atenção especial devido à complexidade das relações de trabalho,  marcadas por vínculos pessoais e históricos compartilhados, que influenciam diretamente  a administração e a tomada de decisões (Silva; Valdisser, 2017). Nesse contexto, a  liderança vai além da função formal do gestor, envolvendo todos os membros da  organização. Um líder profissional deve inspirar confiança, promover o sentimento de  pertencimento e assegurar que o desempenho da empresa seja guiado por planejamento,  organização, controle e metas bem definidas (Silva; Valdisser, 2017). 

A existência de um líder forte, combinada com uma estrutura organizacional claramente  definida, cria um ambiente propício à resolução de problemas e à tomada de decisões  fundamentadas. Em um ambiente profissional, os colaboradores se sentem motivados a  contribuir, expressar suas ideias e desenvolver suas habilidades, fortalecendo o  desempenho da organização (Silva; Valdisser, 2017). 

2.6 INOVAÇÃO VERSUS TRADIÇÃO: As organizações familiares frequentemente  enfrentam o dilema entre manter tradições enraizadas e adotar práticas inovadoras.  Embora os valores herdados ao longo das gerações fortaleçam a identidade organizacional,  podem se mostrar insuficientes diante de mercados cada vez mais competitivos. 

Toda inovação começa com um objetivo, independentemente do tamanho da empresa,  portanto, é fundamental manter o foco e contar com uma equipe de gestão competente,  definindo metas claras. De acordo com Manual de Oslo (1997), a inovação também destaca  a necessidade de mudança e a busca por competitividade nas organizações que a  implementam, a inovação envolve a introdução de um produto (bem ou serviço) inédito ou  significativamente aprimorado, além de processos de produção, novos métodos de  marketing ou abordagens organizacionais, tanto nas operações internas quanto na  estruturação do ambiente de trabalho e nas relações externas, resultando em maior  competitividade no mercado. 

O êxito do empreendimento familiar depende do avanço das informações e do  conhecimento, que são elementos essenciais para a tomada de decisões para o benefício  da empresa. Conforme Spinola (2013), a Gestão da Informação visa tornar eficiente o uso  dos recursos informacionais em qualquer contexto, contribuindo para o progresso  organizacional por meio do suporte a atividades como a tomada de decisões.

2.7 CONFLITOS, COMUNICAÇÃO E GOVERNANÇA: Nas empresas familiares, a  influência direta da família na administração se manifesta pela participação ativa de seus  membros, com o objetivo de preservar o controle do negócio nas mãos da própria família  ao longo das gerações. Isso inclui a integração dos herdeiros na estrutura corporativa, o  que fortalece a ligação com o empreendimento, mas também pode gerar desafios  administrativos quando não há uma gestão profissional estruturada.  

A fundação da empresa, geralmente ligada ao sonho e ao compromisso do fundador, cria  uma visão que precisa ser preservada. No entanto, à medida que o negócio cresce, surgem  necessidades de adaptação nos métodos de gestão, especialmente durante a transição  para a próxima geração, que nem sempre ocorre de forma natural ou harmoniosa. Conflitos  entre herdeiros e discordâncias sobre liderança são frequentes neste processo, exigindo  planejamento e estratégias eficazes para assegurar a continuidade do negócio (Lima,  2017). 

2.8 A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS TEORIAS SOBRE OS CONFLITOS:  O conflito existe no local do trabalho e mesmo sendo conhecido não é um assunto pacífico  de aceitação com facilidade, pois muitas organizações tentam escondê-lo com receio de  comprometerem sua imagem, chamando para si a responsabilidade como se fosse uma  falha estrutural, até mesmo a perda do controle sobre seus colaboradores. Normalmente,  tem-se a ideia de que o conflito não deva existir, porque revela a inexistência de  solidariedade, de espírito de colaboração entre a os membros da equipe e é por isso que muitas organizações não admitem a existência de conflitos, pois os classificam como  situação negativa. (Ribeiro, 2011) 

Nos estudos realizados por Elton Mayo (apud Mcintyre, 2007), o conflito tinha conotação  negativa, de presença indesejável, porque a sua existência comprovava que faltava  organização e competências sociais à empresa.  

Tal visão negativa da presença do conflito só foi superada após a metade do século XX,  sendo completamente saudável e positiva uma organização que possua níveis manejáveis  de conflito, como sinônimo de gestão efetiva e eficaz.  

2.8 A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS TEORIAS SOBRE OS CONFLITOS: O conflito existe  no local do trabalho e mesmo sendo conhecido não é um assunto pacífico de aceitação  com facilidade, pois muitas organizações tentam escondê-lo com receio de comprometerem  sua imagem, chamando para si a responsabilidade como se fosse uma falha estrutural, até  mesmo a perda do controle sobre seus colaboradores. Normalmente, tem-se a ideia de que  o conflito não deva existir, porque revela a inexistência de solidariedade, de espírito de  colaboração entre a os membros da equipe e é por isso que muitas organizações não  admitem a existência de conflitos, pois os classificam como situação negativa. (Ribeiro,  2011) 

Nos estudos realizados por Elton Mayo (apud Mcintyre, 2007), o conflito tinha conotação  negativa, de presença indesejável, porque a sua existência comprovava que faltava  organização e competências sociais à empresa.  

Tal visão negativa da presença do conflito só foi superada após a metade do século XX,  sendo completamente saudável e positiva uma organização que possua níveis manejáveis  de conflito, como sinônimo de gestão efetiva e eficaz.  

2.10 RECURSOS DE COMPETÊNCIA: Ao buscar a definição de Gestão por  Competências, devemos antes definir Gestão que “é o ato de gerir, administrar, organizar,  planear e liderar um projeto, pessoas de uma equipe ou uma organização”, segundo Freitas  e Freitas (2010) e Competência, cujo conceito sustenta-se sobre uma tríade conhecida  como CHA (Conhecimento, Habilidade, Atitude), constituída pelos conhecimentos, pelas 

habilidades e pelas atitudes que cada indivíduo possui. Enquanto o conhecimento refere se à formação acadêmica e ao conhecimento teórico, as habilidades conectam-se ao  conhecimento empírico, ou seja, aquele acumulado com a vivência cotidiana; as atitudes  representam tanto as emoções, quanto os valores e sentimentos dos indivíduos, ou seja, o  comportamento humano. (MENDES, 2014) 

2.10.1 Nova Cultura Organizacional: A cultura organizacional teve que ser modificada  com relação à gestão de pessoas nessa última década, pois as empresas necessitam de  pessoas intraempreendedoras ao invés de obedientes; a filosofia das empresas deixou de  privilegiar o controle passando a valorizar o desenvolvimento e requisitam “o aumento na  participação das pessoas no sucesso do negócio ou da empresa, através de processos de  agregação de valor como base para a mensuração do desempenho profissional”, segundo  Freitas (2007).  

Neste novo contexto, valoriza-se o capital humano para atingir as metas estabelecidas que  correspondem aos resultados organizacionais. “Ao se reconhecer as pessoas, suas  competências e seu cabedal intelectual, a organização moderna cumpre uma missão  primordial, que é a preservação da principal fonte de suas vantagens competitivas  sustentáveis”. (SANT’ANNA apud BRAGA, 2010, p. 19) 

2.10.2 Serviços: A segunda metade do século XX foi marcada por “crescentes  participações do setor de serviços no produto e no emprego das economias em geral”,  segundo Silva; De Negri; Kubota (2006), fato que gerou desconforto sob o ponto de vista  dos especialistas em economia, que tratam do setor de serviços como inferior  hierarquicamente devido ao potencial inovador menor frente ao setor industrial.  

2.10.2.1 Setor de serviços na Economia: Max Weber (apud GUIMARÃES, 2007)  apresenta os fundamentos da organização burocrática como um modelo organizacional  estático apropriado para conjunturas sociais e técnicas estabilizadas o que possibilitaria  planejamento estratégico de longo prazo e decisões centralizadas. 

Segundo Kotler (2000), tanto a elaboração quanto a execução de estratégias cria um futuro  fundamentado no conhecimento com vistas a estabelecer a região geográfica e o modo de  aumentar ações para melhorar performances. 

O controle das atividades das pessoas é baseado nas responsabilidades definidas pelo  cargo ocupado e realizado pelo superior hierárquico imediato. “Na verdade essas metas  ficam, amiúde, acima do esperado nos sistemas gerenciais eficientes ou abaixo do previsto  em empresas mal administradas”. (ANSOFF apud CARVALHO, 2000)  

2.11 Qualidade: Em 2011, a estimativa era que 50% das companhias brasileiras  desconheciam a norma ISO 10015. Tal situação deve-se ao fato de não se obrigatória a  certificação e os contratos e as concorrências não exigirem esse diferencial competitivo.  Milioni (apud SANTOS, 2011) afirma que as empresas nacionais têm uma pequena e  muitas vezes nem tem compreensão sobre a ISO 10015, porém as empresas que aderiram  demonstram que “são corporações em sintonia com a modernidade na área de gestão de  pessoas e que assumem um papel estratégico da maior importância dentro do país, no qual  a educação é a única saída para seus problemas atuais e futuros”, complementa o autor. 

3 METODOLOGIA: A presente pesquisa é classificada como básica, uma vez que tem  como finalidade ampliar o conhecimento teórico sobre os desafios enfrentados na gestão  de empresas familiares, especialmente no que se refere aos processos de sucessão,  governança e profissionalização da administração, sem a pretensão de aplicação prática  imediata dos resultados (Appolinário, 2011).

A seleção do material bibliográfico obedeceu a critérios de relevância temática, consistência  teórica e atualidade, com prioridade para obras publicadas entre 2004 e 2025, de modo a  contemplar as contribuições mais recentes sobre gestão familiar, sucessão, governança e  profissionalização administrativa. 

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS: Os principais desafios enfrentados pelas  empresas familiares estão relacionados à sucessão familiar, à resistência à  profissionalização e à sobreposição entre vínculos afetivos e decisões empresariais (Brito;  Ongaratto; Bueno, 2022). 

Ao longo dos anos, a gestão da empresa familiar deixou de ser baseada apenas na  experiência e passou a demandar competências técnicas e estratégicas para garantir a  sobrevivência no mercado competitivo. Nesse contexto, elementos como a sucessão  planejada, a definição de papéis e a implementação de práticas de governança tornam-se  fundamentais. 

A sucessão, especialmente, é percebida como um momento delicado. Embora exista o  desejo de continuidade do negócio por parte da família, a falta de preparo dos sucessores  e a ausência de planejamento estruturado colocam em risco o futuro da organização.  Segundo Harvey (2014), os processos decisórios concentrados podem intensificar  desigualdades internas e gerar conflitos. Na prática, observou-se que as decisões são  muitas vezes tomadas com base em vínculos emocionais, o que pode comprometer a  objetividade e o desempenho da gestão. 

De forma semelhante ao uso simbólico da natureza nos discursos como exemplificado por  Beck e Cunha (2017), também se observa que, nas empresas familiares, os valores  tradicionais são “vendidos” como diferenciais competitivos, mesmo que nem sempre  correspondam à prática. Frases como “aqui todo mundo é tratado como família” ou “nosso  negócio é passado de geração em geração” carregam uma simbologia que valoriza o  pertencimento, mas também pode ocultar a falta de critérios objetivos para promoção,  divisão de tarefas e avaliação de desempenho. 

A permanência de familiares em cargos estratégicos não é sempre acompanhada de  capacitação técnica. Essa prática, apesar de reforçar os vínculos familiares, pode prejudicar  a modernização da empresa, tal como apontado por Henrique (2006), quando destaca que  a lógica emocional tende a se sobrepor à racionalidade econômica. 

4.1 Principais desafios da gestão de empresas familiares segundo a literatura: A  revisão bibliográfica permitiu identificar que os principais desafios enfrentados pelas  empresas familiares estão relacionados à sobreposição entre laços afetivos e  responsabilidades empresariais, à ausência de planejamento sucessório e à dificuldade em  adotar práticas de gestão profissional. Segundo Lodi (1998), a mistura entre família e  empresa é uma característica natural desse tipo de organização, mas, quando não gerida  adequadamente, torna-se uma fonte de conflitos e decisões subjetivas. Gersick et al. (2006)  complementam que a estrutura tripla — família, propriedade e gestão — cria tensões  inevitáveis que precisam ser equilibradas para garantir a longevidade do negócio. 

Além disso, autores como Bernhoeft e Gallo (2003) destacam que a resistência à mudança  e o apego às tradições familiares limitam a inovação e a competitividade. Essa constatação  reforça que o sucesso das empresas familiares depende da capacidade de seus líderes em  conciliar os valores afetivos herdados com práticas de gestão orientadas para resultados e  profissionalização. Assim, a literatura evidencia que a sustentabilidade dessas empresas  está diretamente ligada à adoção de estratégias administrativas modernas e à clareza na  definição de papéis e responsabilidades entre os membros familiares. 

4.2 Manifestação prática dos desafios: sucessão, profissionalização, inovação e  conflitos

A análise prática desses desafios mostrou que, nas empresas familiares, o processo  sucessório ainda é uma das questões mais críticas. De acordo com Oliveira (2006), muitos  fundadores têm dificuldade em delegar poder, o que gera insegurança e desmotivação nas  novas gerações. Essa resistência impede a continuidade natural do negócio e pode resultar  em rupturas internas. Em contrapartida, Leach (2017) defende que o planejamento  sucessório deve ser tratado como um processo estratégico de longo prazo, no qual os 

herdeiros são gradualmente preparados para assumir funções de liderança. Outro ponto relevante identificado é a profissionalização da gestão. Silva e Souza (2019)  observam que a ausência de critérios técnicos na seleção de cargos e decisões baseadas  em vínculos afetivos enfraquecem a estrutura organizacional. Nos resultados analisados,  percebe-se que a inserção de gestores externos e o uso de indicadores de desempenho  contribuem para um ambiente mais equilibrado e transparente. 

A inovação também aparece como um desafio importante. Segundo Bork (2016), muitas  empresas familiares resistem à adoção de novas tecnologias e modelos de negócio,  priorizando a manutenção das práticas tradicionais. Essa postura conservadora limita o  crescimento e a competitividade em mercados dinâmicos. Por fim, os conflitos interpessoais  — frequentemente originados por disputas de poder, divergências geracionais e falta de  comunicação — foram apontados como um dos fatores que mais comprometem a harmonia  e a eficiência organizacional. 

4.3 Elementos de uma gestão de sucesso em empresas familiares: A literatura e as  evidências práticas convergem ao apontar que as empresas familiares de sucesso são  aquelas que conseguem alinhar tradição e modernidade. Conforme Bernhoeft e Gallo  (2003), o segredo da longevidade está em equilibrar os valores familiares — como  confiança, lealdade e solidariedade — com práticas de gestão baseadas em meritocracia e  planejamento estratégico. Empresas bem-sucedidas, segundo Silva (2021), são aquelas  que implantam estruturas de governança corporativa, como conselhos consultivos e  familiares, para separar claramente as dimensões da família e da empresa. 

Além disso, a comunicação transparente e a definição de regras formais para o ingresso e  a atuação de familiares no negócio contribuem para a estabilidade interna e a redução de  conflitos. A combinação de inovação, capacitação profissional e sucessão planejada  mostrou-se um diferencial competitivo, permitindo a perpetuação do empreendimento ao  longo das gerações. Assim, os resultados discutidos indicam que a gestão de sucesso em  empresas familiares depende, sobretudo, da capacidade de adaptação às transformações  do mercado sem perder de vista os valores que deram origem ao negócio. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS: O presente estudo buscou analisar os desafios e  particularidades das empresas familiares, destacando sua relevância econômica, as  características intrínsecas, os processos de sucessão, a profissionalização da gestão, a  inovação frente à tradição e a gestão de conflitos. A partir das análises realizadas, é  possível consolidar algumas reflexões importantes para compreender a complexidade e a  dinâmica dessas organizações. 

Constatou-se que essas organizações desempenham papel significativo no cenário  econômico, contribuindo para a geração de empregos, preservação de valores  institucionais e fortalecimento da economia local e nacional. Entretanto, a gestão dessas  empresas requer atenção especial devido à sobreposição entre interesses familiares e  empresariais, demandando equilíbrio entre decisões estratégicas e afetividade. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

APPOLINÁRIO, Fabio. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção  do conhecimento científico. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2011. 

BECK, Ceres Grehs; CUNHA, Luis Henrique Hermínio. Luxos ‘verdes’ e muros  invisíveis: a iconização da natureza no mercado imobiliário em João Pessoa (PB). Raízes, João Pessoa, v. 37, n. 2, p. 33-52, jul./dez. 2017. Disponível em:  https://raizes.revistas.ufcg.edu.br/index.php/raizes/article/view/67. Acesso em: 09 jul.  2025. 

BERNHOEFT, R.; GALLO, M. Governança corporativa em empresas familiares. São  Paulo: Negócio Editora, 2003. 

BORK, D. Family business: the essentials. New York: Routledge, 2016. 

BRAGA, W.O.A. O Modelo de Gestão de Desempenho em Implantação na  Hidrelétrica Itaipu. Universidad Tres Fronteras, 2010. 116 p. 

BRITO, Thiago Silva; ONGARATTO, Jhonata; BUENO, Miriam Pinheiro. Challenges and  methods in managing the family business. Research, Society and Development, [S.  l.], v. 11, n. 3, p. e3011326267, 2022. DOI: 10.33448/rsd-v11i3.26267. Disponível em:  https://rsdjournal.org/rsd/article/view/26267. Acesso em: 18 out. 2025. 

CARVALHO, Marco Antonio de Brito. Administração estratégica como norteadora de  excelência organizacional pública. V Congreso Internacional del CLAD sobre la  Reforma del Estado y de la Administración Pública, Santo Domingo, Rep. Dominicana, 24  – 27 Oct. 2000.  

CENTURION, J. A.; VIANA, J. J. S. Empresa familiar, suas vantagens, desvantagens e  desafios: o caso da empresa Recuperadora Bras Soldas Ltda. Dourados:  Universidade Federal da Grande Dourados, 2011. Disponível em:  http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos07/1162_1162_gestao%20de%20empresas%20f amiliares.pdf. Acesso em: 25 set. 2025. 

FEDERHEN, Vinício L. Desafios da gestão em empresas familiares prestadoras de  serviços no município de Lajeado – RS. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso – Univates, Lajeado, 2023. Disponível em:  https://www.univates.br/bduserver/api/core/bitstreams/4afc87de-5fe2-4a92-8a78- 3029435e3c12/content. Acesso em: 25 set. 2025. 

FREITAS, Ernani Cesar de; BARTH, Mauricio. De pai para filho: a complexidade e os  desafios da gestão das empresas familiares. Revista de Administração da  Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, v. 5, n. 3, p. 549-568, 2012.  Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=273424930011. Acesso em: 25 set.  2025. 

FREITAS, Maurício; FREITAS, Danilo. Gestão por Competências. Monografia  (Graduação em Administração de Empresas) – Faculdade de Economia, Administração,  Atuária, Contabilidade e Secretariado, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2010.  

FREITAS, P.L.C. Alinhamento Estratégico entre os planos de Tecnologia da  Informação e os Planos de Negócio: uma análise dos fatores Influenciadores. Dissertação (Mestrado em Administração). Santa Maria/RS: Universidade Federal de  Santa Maria, 2007. 80 p. 

GERSICK, K. E. et al. Generation to generation: life cycles of the family business.  Boston: Harvard Business School Press, 2006. 

GUIMARÃES, Sebastião. Definição das Necessidades de Treinamento. Artigos.com.  21/07/2007. Disponível em:  <http://www.artigos.com/artigos/sociais/administracao/treinamento/definicao-das necessidades-de-treinamento-1957/artigo/>. Acesso em: 19 Out. 2025.  

KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 10ª Edição, 7ª reimpressão. Tradução  BazánTecnologia e Lingüística; revisão técnica Arão Sapiro. São Paulo: Prentice Hall,  2000. 

LEACH, P. Family businesses: the essentials. London: Profile Books, 2017. 

LIMA, Wefton R. C. Os desafios da gestão de empresas familiares: um estudo na loja  Vira e Mexe. 2017. Disponível em:  http://repositorio.aee.edu.br/bitstream/aee/8356/1/TCC%20WEFTON.pdf. Acesso em: 25  set. 2025. 

LODI, J. B. Empresas familiares: administração & sucessão. São Paulo: Pioneira,  1998. 

MANUAL DE OSLO. Proposta de diretrizes e interpretações de dados sobre  inovação tecnológica. Brasília: Finep, 2004. Disponível em:  http://www.finep.gov.br/images/a-finep/biblioteca/manual_de_oslo.pdf. Acesso em: 25 set.  2025. 

McINTYRE, S. E. Como as pessoas gerem o conflito nas organizações: Estratégias  individuais negociais. Análise Psicológica, 2007, 2(XXV), 295-305. 

MOREIRA JR, A. L.; BORTOLI NETO, A. Empresa Familiar: um sonho realizado. São  Paulo: Saraiva, 2011. 

OLIVEIRA, D. P. R. Empresa familiar: como fortalecer o empreendimento e otimizar  o processo sucessório. 2010. 

OLIVEIRA, D. P. R. Empresa familiar: como fortalecer o empreendimento e otimizar  o processo sucessório. São Paulo: Atlas, 2006. 

PHILADELPHO, P. B. G. Avaliação de Desempenho como Instrumento de Gestão em  uma Empresa Familiar. Dissertação (Mestrado Psicologia). Goiânia/GO: Universidade  Católica de Goiás, 2006. 

RIBEIRO, S. Planos de igualdade nas empresas: romper os estereótipos e criar  benefícios. 2011. Disponível em: http://www.hrportugal.pt/2011/08/03/planos-de igualdade-nas-empresas-romper-os-estereotipos-e-criar-beneficios/. Acesso em: 12 set.  2025. 

SANT’ANNA, Fernando Alves Carneiro de. O processo de sucessão familiar:  dificuldades e perspectivas. Brasília: UniCEUB, 2012. Disponível em:  https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/123456789/1057/3/20751055.pdf. Acesso em:  25 set. 2025.

SANTOS. A.S.G. Gestão de Competência Técnica na Manutenção Industrial da  Refinaria Landulpho Alves (RLAM). Salvador: UFBA, 2006. 105 p. 

SCHUMAN, A.; STUTZ, S.; WARD, J. L. A empresa familiar como paradoxo. Porto  Alegre: Bookman, 2011. 

SIGRIST, V. C.; SOBRAL FILHO, L. H.; SANTOS, M. A. F. Os desafios da gestão de  empresas familiares. 2022. 

SILVA, E.M.; SANTOS, F.C.A. Análise do alinhamento da estratégia de produção com  a estratégia competitiva na indústria moveleira. Prod. v. 15 n. 2 São Paulo maio/ago.  2005. pp. 286-299. 

SILVA, J. C. Governança corporativa em empresas familiares: desafios e  perspectivas. Revista Brasileira de Gestão e Negócios, v. 23, n. 2, p. 52–67, 2021. 

SILVA, M. R.; SOUZA, A. L. Profissionalização e governança em empresas familiares  brasileiras. Revista de Administração Contemporânea, v. 23, n. 4, p. 595–610, 2019. 

SILVA, Tayná F. M.; VALDISSER, Cassio R. Gestão de empresa familiar: o caso da  empresa Castelo dos Pães Ltda. 2017. 

SPINOLA, Leandro Henrique O. Gestão da informação: conceitos, aplicabilidade,  desafios e perspectivas da área ótica do bibliotecário. 2013. Disponível em:  https://bdm.unb.br/bitstream/10483/7102/1/2013_LeandroHenriquedeOliveiraSpinola.pdf.  Acesso em: 25 set. 2025. 

TONDO, C. Desenvolvendo a empresa familiar e a família empresária. Porto Alegre:  Sulina, 2008.


1Acadêmico de Administração pela Faculdade Educacional de Medianeira – UDC Medianeira. E-mail:  gustavokipperdeoliveira@gmail.com
2Professor Doutor Rafael Telch Flores do Curso de Administração da Faculdade Educacional de Medianeira  – UDC Medianeira. E-mail: rafael.flores@unioeste.br