O PAPEL INTERVENTOR DO PSICÓLOGO NO ATENDIMENTO A CRIANÇAS COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510251915


Emanuel Romariz Martins Jardim
Emília Belandi Lacerda
Me. Fernanda Borges Trindade


RESUMO

O artigo analisa o papel interventor do psicólogo no atendimento a crianças com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) por meio de uma revisão sistemática descritiva da literatura em português, publicada entre 2020 e 2025. As buscas foram realizadas em SciELO, PePSIC, LILACS e Google Acadêmico. Após triagem e aplicação dos critérios de elegibilidade, seis estudos compuseram a amostra final (Morawska; Sanders, 2020; Mendonça; Piske; Stoltz, 2020; Oliveira; Piske; Fleith, 2021; Faria da Silva, 2024; Miranda-Galvão; Lima; Castro, 2024; Nakano; Almeida; Toledo, 2025). A análise de conteúdo identificou quatro categorias: (1) dimensões socioemocionais e mediação do psicólogo escolar; (2) intervenções psicológicas baseadas em evidências; (3) formação e atuação profissional do psicólogo; e (4) identificação e avaliação como pré-requisito interventivo. A síntese indica que intervenções eficazes combinam escuta clínica, mediação institucional e enriquecimento pedagógico, com monitoramento contínuo e articulação escola–família. Evidenciam-se lacunas de formação continuada e de protocolos institucionalizados, recomendando-se diretrizes para qualificar a prática psicológica no contexto da educação inclusiva brasileira.

Palavras-chave: Altas habilidades. Superdotação. Psicologia escolar. Intervenção psicológica. Desenvolvimento socioemocional.

ABSTRACT

This article analyzes the psychologist’s intervention role in attending children with High Abilities/Giftedness (HA/G) through a descriptive systematic review of Portuguese-language literature published between 2020 and 2025. Searches were conducted in SciELO, PePSIC, LILACS, and Google Scholar. After screening and eligibility, six studies formed the final sample (Morawska & Sanders, 2020; Mendonça, Piske & Stoltz, 2020; Oliveira, Piske & Fleith, 2021; Faria da Silva, 2024; Miranda-Galvão, Lima & Castro, 2024; Nakano, Almeida & Toledo, 2025). Content analysis yielded four categories: (1) socio-emotional dimensions and school psychologist mediation; (2) evidence-based psychological interventions; (3) training and professional practice; and (4) identification and assessment as prerequisites for intervention. Findings indicate that effective practices integrate clinical listening, institutional mediation, and pedagogical enrichment, with continuous monitoring and school–family collaboration. Gaps remain in continuous training and institutional protocols, and guidelines are proposed to qualify psychological practice in Brazil’s inclusive education context.

Keywords: Giftedness. High abilities. School psychology. Psychological intervention. Socio-emotional development.

INTRODUÇÃO

A educação de crianças com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) tem avançado no plano normativo no Brasil, mas ainda apresenta descompassos entre a legislação e a prática escolar. O Censo Escolar 2023 registrou 38.019 estudantes com AH/SD na educação básica, número superior aos anos anteriores, porém ainda subestimado diante das projeções de prevalência na população estudantil (BRASIL, 2023). Tal quadro decorre, em parte, de fragilidades na identificação, insuficiência de protocolos institucionais e lacunas formativas de profissionais que atuam na interface entre Psicologia e Educação.

Do ponto de vista legal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB assegura o atendimento educacional especializado aos estudantes público-alvo da educação especial, incluindo aqueles com altas habilidades (BRASIL, 1996). A Resolução CNE/CEB nº 02/2001 detalha princípios e diretrizes para identificação, atendimento e acompanhamento, enquanto a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva reforça a integração escolar e a valorização da diversidade (BRASIL, 2001; BRASIL, 2008). Apesar desse arcabouço, as redes de ensino ainda enfrentam assimetria de recursos e ausência de fluxos consolidados para identificação e acompanhamento psicológico qualificado.

Nesse contexto, a Psicologia Escolar e Educacional assume papel estratégico ao articular dimensões cognitivas, socioemocionais e institucionais do desenvolvimento infantil. A tradição nacional, especialmente em ALENCAR e FLEITH (2001; 2020), sustenta que o desenvolvimento do potencial requer oportunidades diferenciadas e ambientes emocionalmente sustentadores, implicando a atuação do psicólogo como mediador entre estudante, família e escola. Em paralelo, BENELLI (2023) problematiza a prática clínica em chave ampliada, evidenciando a necessidade de intervenções contextualizadas e eticamente orientadas, o que converge com demandas do cotidiano escolar brasileiro.

Diante dessas condições, torna-se essencial sistematizar as evidências recentes sobre a atuação interventiva do psicólogo com crianças com AH/SD. Este artigo apresenta uma revisão sistemática descritiva, em língua portuguesa, do período 2020–2025, contemplando seis estudos que abordam: (a) dimensões socioemocionais e mediação do psicólogo escolar; (b) intervenções psicológicas baseadas em evidências; (c) formação e atuação profissional; e (d) identificação e avaliação como pré-requisito do cuidado (MORAWSKA; SANDERS, 2020; MENDONÇA; PISKE; STOLTZ, 2020; OLIVEIRA; PISKE; FLEITH, 2021; FARIA DA SILVA, 2024; MIRANDA-GALVÃO; LIMA; CASTRO, 2024; NAKANO; ALMEIDA; TOLEDO, 2025). 

O objetivo é analisar criticamente como o psicólogo tem desenvolvido seu papel interventor com crianças superdotadas, identificando convergências, lacunas e diretrizes para qualificar a prática no âmbito da educação inclusiva.

METODOLOGIA

O presente estudo configura-se como uma revisão sistemática descritiva da literatura, de abordagem qualitativa e exploratória, fundamentada nos princípios da análise de conteúdo de Bardin (2011). Esse delineamento visa identificar, reunir e sintetizar criticamente as evidências disponíveis sobre o papel interventor do psicólogo no atendimento a crianças com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), possibilitando uma visão abrangente das práticas e lacunas existentes no campo.

A busca dos estudos foi realizada entre março e junho de 2025, nas bases SciELO Brasil, PePSIC, LILACS e Google Acadêmico, restringindo-se a publicações em língua portuguesa, com acesso integral gratuito e avaliação por pares. Foram utilizados os descritores: altas habilidades, superdotação, crianças superdotadas, intervenção psicológica, psicologia escolar e desenvolvimento socioemocional. A combinação dos descritores foi refinada com o uso dos operadores booleanos AND e OR.

Foram incluídos artigos que atendessem aos seguintes critérios:

a) publicados entre 2020 e 2025;

b) escritos exclusivamente em português;

c) disponíveis em texto completo;

d) revisados por pares;

e) com relação direta à atuação ou intervenção do psicólogo com crianças superdotadas, no contexto escolar ou clínico.

Foram excluídos trabalhos duplicados, revisões integrativas, ensaios teóricos sem interface com a prática psicológica e produções em outros idiomas. Após as etapas de identificação, triagem e elegibilidade, 68 estudos foram inicialmente localizados; desses, 24 foram lidos integralmente, e 6 atenderam plenamente aos critérios, compondo a amostra final da revisão.

Os dados foram extraídos por meio de leitura analítica dos artigos incluídos, registrando-se: autor, ano, tipo de estudo, objetivos, principais resultados e contribuições para a psicologia. As informações foram sintetizadas no Quadro 1, permitindo a visualização comparativa das evidências.

A partir da análise de conteúdo proposta por Bardin (2011), foram identificadas quatro categorias temáticas centrais que estruturaram a discussão dos resultados:

Dimensões socioemocionais e mediação do psicólogo escolar;

Intervenções psicológicas baseadas em evidências;

Formação e atuação profissional do psicólogo frente às AH/SD;

Identificação e avaliação como pré-requisito interventivo.

Por tratar-se de uma pesquisa bibliográfica, sem coleta de dados com seres humanos, o estudo dispensa apreciação por Comitê de Ética, conforme a Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde.
Foram respeitados os princípios da integridade científica, garantindo a fidelidade às fontes, a citação adequada dos autores e a transparência metodológica no processo de análise.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

A análise qualitativa dos seis artigos incluídos nesta revisão sistemática descritiva evidencia um panorama consistente sobre a atuação interventiva do psicólogo com crianças com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) no contexto brasileiro. A partir da leitura sistemática e categorização dos estudos, emergiram quatro categorias temáticas principais, que expressam convergências entre as produções e suas implicações para a prática psicológica:

(1) dimensões socioemocionais e mediação do psicólogo escolar;

(2) intervenções psicológicas baseadas em evidências;

(3) formação e atuação profissional do psicólogo frente às AH/SD; e

(4) identificação e avaliação como pré-requisito interventivo.

3.1 Dimensões socioemocionais e mediação do psicólogo escolar

A literatura recente demonstra que o desenvolvimento das crianças com AH/SD não se restringe ao aspecto cognitivo, mas envolve necessidades socioemocionais específicas, cuja compreensão e acompanhamento são essenciais à sua adaptação escolar e ao bem-estar psicológico.

Em estudo de intervenção, Morawska e Sanders (2020) evidenciaram que programas de habilidades sociais aplicados por psicólogos escolares promoveram melhorias na empatia, cooperação e autorregulação, quando integrados à participação da família e da escola.

De modo complementar, Mendonça, Piske e Stoltz (2020) constataram que discrepâncias entre as percepções de pais e professores afetam diretamente a autoimagem das crianças superdotadas, gerando perfeccionismo, retraimento e ansiedade.

Esses achados reforçam a necessidade de o psicólogo escolar atuar como mediador entre contextos, articulando escuta clínica, orientação parental e sensibilização docente.

No mesmo sentido, Oliveira, Piske e Fleith (2021) demonstram que dificuldades de socialização e comportamento nas crianças com altas habilidades estão frequentemente relacionadas à ausência de desafios adequados e ao ambiente emocionalmente pouco responsivo. A intervenção psicológica, portanto, deve ir além da testagem ou da orientação pontual, promovendo espaços seguros para expressão emocional e práticas de mediação empática.

Essa compreensão converge com os fundamentos de Alencar e Fleith (2020), que afirmam ser indispensável oferecer ambientes educacionais afetivos, estimulantes e personalizados, de modo que o talento possa florescer como expressão integral da pessoa.

3.2 Intervenções psicológicas baseadas em evidências

A segunda categoria evidencia que as intervenções eficazes com crianças superdotadas combinam abordagens cognitivas, socioemocionais e contextuais.
O estudo de Morawska e Sanders (2020) demonstra que o treino de habilidades sociais gera resultados positivos quando é acompanhado por monitoramento contínuo e feedback sistemático.

Já Oliveira, Piske e Fleith (2021) destacam que as intervenções grupais e psicoeducacionais reduzem comportamentos desadaptativos quando o conteúdo das atividades está alinhado ao nível de desafio intelectual da criança.
Esses autores enfatizam que o vínculo interpessoal e a comunicação efetiva entre psicólogo, escola e família são variáveis preditoras de sucesso interventivo.

Em Miranda-Galvão, Lima e Castro (2024), observa-se que a escuta clínica e o trabalho em parceria com a equipe pedagógica favorecem o engajamento e o bem-estar do aluno. O psicólogo, neste contexto, atua não apenas como terapeuta, mas como articulador institucional, promovendo a integração entre emoção, cognição e convivência escolar.

Essas práticas refletem uma compreensão ampliada da intervenção psicológica, que inclui dimensões educacionais, sociais e afetivas, e reafirmam o compromisso da Psicologia com a formação integral do sujeito.

3.3 Formação e atuação profissional do psicólogo frente às AH/SD

A terceira categoria aponta a formação profissional como um dos maiores desafios para a consolidação de práticas interventivas consistentes.

A revisão de Faria da Silva (2024) demonstra a escassez de estudos empíricos e a falta de capacitação sistemática sobre o tema nos cursos de Psicologia, evidenciando a necessidade de formação continuada e de protocolos unificados de atendimento.

De forma complementar, Miranda-Galvão, Lima e Castro (2024) reforçam que a efetividade da atuação psicológica depende de práticas colaborativas e interdisciplinares, com ênfase na reflexão ética e institucional. A atuação do psicólogo deve incluir não apenas o apoio individual ao estudante, mas também a orientação docente, a construção de fluxos institucionais e a capacitação das equipes escolares.

Essas constatações dialogam com Benelli (2023), que defende uma clínica ampliada, capaz de integrar o sujeito ao contexto social e educacional. No campo das AH/SD, essa perspectiva se concretiza quando o psicólogo adota uma postura crítica, colaborativa e propositiva, articulando teoria e prática para transformar as condições institucionais de desenvolvimento.

3.4 Identificação e avaliação como pré-requisito interventivo

A quarta categoria demonstra que a identificação precoce e contextualizada é condição essencial para o sucesso das intervenções psicológicas. Nakano, Almeida e Toledo (2025) sistematizaram procedimentos técnicos para a avaliação das altas habilidades, como entrevistas clínicas e pedagógicas, observação sistemática e uso de instrumentos psicométricos válidos, enfatizando a triangulação de dados.

Essa abordagem amplia o papel do psicólogo, que passa a atuar não apenas como avaliador, mas como intérprete do potencial humano em contexto.

Os achados de Mendonça, Piske e Stoltz (2020) complementam essa discussão ao mostrarem que rotulações indevidas e comunicações pouco sensíveis durante o processo de identificação podem gerar sofrimento emocional e desmotivação.

Assim, a avaliação deve ser processual e colaborativa, voltada à compreensão das singularidades e ao planejamento conjunto de estratégias interventivas.
Faria da Silva (2024) também alerta que a subnotificação de alunos superdotados decorre da ausência de padronização e da falta de cooperação entre psicologia e pedagogia — aspectos que requerem políticas institucionais de acompanhamento.

3.5 Síntese integradora dos achados

De modo geral, os estudos analisados indicam que o psicólogo desempenha papel fundamental na promoção do desenvolvimento integral das crianças com AH/SD, atuando como mediador socioemocional, articulador institucional e facilitador de vínculos.

As práticas mais eficazes são aquelas que conciliam escuta clínica, apoio emocional e estratégias pedagógicas de enriquecimento, favorecendo a autorregulação, a autoestima e o engajamento escolar.

Por outro lado, persistem lacunas na formação profissional, ausência de protocolos padronizados e escassez de pesquisas empíricas longitudinais, o que limita a consolidação de práticas sustentáveis e replicáveis.

Recomenda-se que futuras investigações ampliem a base empírica nacional e explorem modelos integrados de intervenção psicológica, capazes de articular escola, família e políticas públicas.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta revisão sistemática descritiva teve como objetivo analisar o papel interventor do psicólogo com crianças com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), a partir de produções científicas nacionais publicadas entre 2020 e 2025. O corpus da pesquisa, composto por seis artigos em língua portuguesa, permitiu identificar tendências convergentes na literatura e lacunas significativas no campo da Psicologia Escolar e Educacional.

Os resultados indicaram que o desenvolvimento socioemocional é um componente central no trabalho psicológico com crianças superdotadas. Intervenções baseadas em habilidades sociais, escuta clínica e mediação institucional mostraram-se eficazes na redução de conflitos interpessoais e na promoção do bem-estar psicológico (MORAWSKA; SANDERS, 2020; MENDONÇA; PISKE; STOLTZ, 2020; OLIVEIRA; PISKE; FLEITH, 2021). Tais práticas consolidam a figura do psicólogo como mediador entre escola, família e aluno, capaz de promover ambientes educacionais afetivos e desafiadores.

Verificou-se, ainda, que a formação profissional dos psicólogos permanece insuficiente quanto ao tema das AH/SD. Estudos recentes evidenciam a necessidade de capacitação continuada, protocolos padronizados e articulação interdisciplinar entre Psicologia e Educação (FARIA DA SILVA, 2024; MIRANDA-GALVÃO; LIMA; CASTRO, 2024). A ausência de uma cultura institucional voltada à identificação e ao acompanhamento das altas habilidades compromete a eficácia das ações interventivas e perpetua a subnotificação dos casos.

Outro aspecto de destaque refere-se à avaliação psicológica como processo contínuo, não restrito à identificação inicial. Nakano, Almeida e Toledo (2025) demonstram que a triangulação entre observações, entrevistas e instrumentos psicométricos é fundamental para garantir diagnósticos precisos e planos de intervenção personalizados. A avaliação, quando compreendida como etapa integrada à intervenção, contribui para fortalecer o vínculo com o aluno e aumentar a efetividade do acompanhamento.

De modo geral, as evidências apontam que o psicólogo é agente essencial na construção de contextos escolares inclusivos, atuando tanto na prevenção do sofrimento emocional quanto na potencialização das capacidades cognitivas e criativas. A prática interventiva, quando embasada em evidências e sensível às singularidades das crianças, favorece o equilíbrio entre desempenho, afetividade e sentido de pertencimento — elementos que caracterizam o desenvolvimento integral defendido por Alencar e Fleith (2020).

Conclui-se que fortalecer o papel interventor do psicólogo frente às AH/SD requer:

(a) formação teórico-prática sólida e continuada;

(b) criação de fluxos institucionais de identificação e acompanhamento;

(c) aproximação efetiva entre psicologia escolar, clínica e gestão educacional; e

(d) produção científica ampliada, com foco em evidências nacionais e metodologias replicáveis.

Tais diretrizes visam consolidar uma Psicologia que reconheça a diversidade do potencial humano e atue de forma ética, colaborativa e transformadora, contribuindo para que o talento, a sensibilidade e a criatividade das crianças superdotadas encontrem espaços reais de expressão e desenvolvimento.

REFERÊNCIAS

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BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

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