O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202510312044


Ana Paula Pereira De Souza; Clarinda Figueredo Dos Santos; Débora De Souza Oliveira; Elinei Santos Da Luz Pereira; Marrietti Oliveira De Sousa; Nair Pereira Da Silva Costa; Rosimeire Ribeiro Dos Anjos; Telma Ferreira Novaes


RESUMO

O presente trabalho tem visa verificar se há nas escolas os espaços adequados relacionados ao lúdico, utilizado como facilitador da aprendizagem em sala de aula. É de suma importância o uso do lúdico na sala de aula, pois se percebe que os jogos pedagógicos desenvolvem um raciocínio lógico e melhoram a comunicação. Deve-se oferecer as histórias infantis como instrumento para sensibilidade da consciência e formação de valores. É por meio das histórias que começam escrever seus próprios textos. A criança desde a Educação Infantil deve aprender a ler o mundo e conhecer seu espaço geográfico e sua história. Essa expectativa inclui o acesso e o uso de jogos educativos em ambiente adaptado às dimensões da criança e ao desenvolvimento da autonomia infantil. Quanto ao papel do professor partindo-se dessas bases teóricas, é também comum esperar que ele oriente e estimule o aluno à aprendizagem, criando um clima positivo de aceitação e afeto na sala de aula, um ambiente para as crianças socializarem-se umas com as outras e para que, desse modo, lhe seja viabilizado um trabalho pedagógico centrado na atividade da criança e na interação entre elas. Conseqüentemente, espera-se que seja nesse espaço que se ofereça a possibilidade da criança fazer ligações entre as oportunidades de aprendizagem que surgem com experiências já vividas em outros contextos. A escola infantil ou classes de educação infantil tornam-se lugares onde os interesses e as necessidades, assim como, o tempo próprio de cada criança para a construção dos seus conceitos, são percebidos, valorizados e instigados. Todo o conhecimento, seja físico, lógico- matemático ou social, é uma construção resultante das ações da criança. Assim igualmente a Matemática deve priorizar a construção do conceito através da experimentação ativa da criança, para uma posterior formalização desses conceitos por meio da linguagem dos sinais operatórios. O processo de aquisição da leitura e escrita através da literatura infantil é lúdica e motivante para os pequenos, que viajam pelas histórias e descobrem (compreendem) o universo da leitura e escrita.

Palavras chaves: Lúdico, jogos, histórias, Matemática.

INTRODUÇÃO

O lúdico tem sua origem na palavra latina Ludos que quer dizer jogos. É uma forma de divertimento, pois, o lúdico faz parte das atividades humanas, descansando as pessoas e ao mesmo tempo reforçando a sua aprendizagem de forma prazerosa.

A ação educativa em sala de aula torna-se um instrumento legítimo para reiterar os valores defendidos no desenvolvimento do homem e consequentemente da sociedade em todos os momentos históricos de quem aprende.

O professor interessado em promover mudanças, poderá encontrar na proposta do lúdico importante metodologia, que contribuirá para diminuir os altos índices do fracasso escolar e da evasão. O lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida escolar. Assim, na idade infantil, busca-se uma finalidade que é essencialmente pedagógica. A criança naturalmente, apresenta uma resistência à escola e ao ensino, porque acima de tudo ela é um ser lúdico, e assim deve ser o processo ensino aprendizagem. A alegria na escola é necessária, mas como possível haver alegria em sala de aula, se a escola não buscar ser prazerosa?

O lúdico deve ser utilizado em todas as disciplinas, pois é uma maneira do qual o professor lança mão para que seus alunos possam aprender brincando como já fazem naturalmente em suas vidas. Podemos ensinar matemáticas através dos jogos e brincadeiras, assim como na leitura e na escrita. A alfabetização é um estagio muito importante do aprendizado, pois podemos estimular o gosto da leitura e da escrita com contação de histórias infantis. Essencialmente, com conteúdos diversificados, encontra-se na ludicidade um mecanismo perfeito para que a criança aprenda com prazer.

Este Trabalho de Conclusão de Curso, (T.C.C.) visa verificar se há nas escolas os espaços adequados relacionados ao lúdico, utilizado como facilitador da aprendizagem em sala de aula. Constituído de três capítulos, é uma pesquisa bibliográfica e de campo que aborda no seu 1º capítulo: “A eficiência dos jogos infantis na aprendizagem da Matemática”, tornando a disciplina um agradável processo de ensino-aprendizagem. No 2º capítulo: “A contribuição das histórias infantis na alfabetização”, que voltado às histórias infantis, usa-as para que a criança adquira o hábito de ler e escrever com alegria. . O 3º capítulo intitula-se: “As atividades lúdicas no ensino de Estudos Sociais”, mostrando que esta disciplina pode ser uma aventura inestimável para os educandos e seus educadores.

CAPITULO – I

1. A EFICIÊNCIA DOS JOGOS INFANTIS NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA

Segundo é Lopes (2000) é de fundamental importância o uso do lúdico na sala de aula, mas não devem ser negligenciadas as brincadeiras das crianças. Conhecendo, que as atividades lúdicas só são eficazes se forem desempenhadas simultaneamente nas funções de distrais e instruir. Percebe-se que os jogos matemáticos nas crianças desenvolvem um raciocínio lógico e melhoram a sua comunicação. Desta forma estão se socializando e aprendendo os conteúdos significativamente. A aprendizagem do educando é preocupação constante para a escola, ela pode e deve se empenhar e interagir no sentido de trazer e oportunizar os jogos educativos na sala de aula, incentivando um aprendizado matemático mais eficiente aos alunos que tem dificuldade com a disciplina. Assim, desenvolver-se-ão habilidades essenciais para o desenvolvimento das crianças no processo ensino- aprendizagem.

Encontram-se inúmeros jogos matemáticos, os quais despertam na criança um bom nível de conhecimento, sendo de fundamental importância para a educação de qualidade com excelente desenvolvimento emocional e cognitivo, permitindo a construção do interagir: perder e ganhar. Estes jogos representam um universo lúdico muito rico a ser vivenciado principalmente na Educação Infantil (LOPES, 2000).

Para tanto, é necessário que os educadores tenham conhecimento e compreensão do domínio desses jogos, para melhor aplicá-los e terem um bom retorno. Objetivando sempre o desenvolvimento das capacidades intelectuais, comportamentais e atitudinais da criança. E quando à prática é trabalhada com o lúdico, os educadores são conduzidos a pensar em mudanças que sejam significativas para o contexto educacional, dando ênfase ao desenvolvimento cognitivo e o amadurecimento do ser humano como um todo, a partir da ludicidade.

De acordo com Lopes (2000), entende-se que o universo lúdico faz parte fundamentalmente da construção social da criança, elaborando valores que a sociedade lhe apresenta como importantes e indispensáveis para seu convívio social. Portanto, com a introdução dos jogos matemáticos como recurso pedagógico, a criança aprende e torna-se equilibrado o seu entendimento e compreensão de regras, as regras são de suma importância para a vida em sociedade, despertando também o companheirismo.

Tizuco (1999) defende que com a aquisição do conhecimento físico, a criança terá elementos para estabelecer relações e desenvolver seu raciocínio lógico matemático que é importante para o desenvolvimento da capacidade de ler, escrever e cantar. Observa-se que para adquirir conceitos como números é necessário que o aluno exercite a ação mental sobre o objeto do conhecimento.

Ainda para Tizuco (1999) no desenvolvimento do raciocínio lógico matemático, o mediador deve organizar jogos voltados para classificação, seriação, sequência, espaço, tempo e medidas. A introdução de jogos como recurso didático nas aulas de matemática é tido como possibilidade para diminuir os bloqueios apresentados por alguns alunos, a respeito da aprendizagem de matemática. Segundo Brandão (1997), a matemática é mais que uma simples área do conhecimento, geralmente, é um modo de pensar, e quanto mais cedo for trabalhada com as crianças de 4 a 6 anos, mais cedo elas obterão bases sólidas para um aprendizado.

Todo conhecimento, seja físico, lógico-matemático ou social, é uma construção resultante das ações da criança. Assim igualmente a matemática deve priorizar a construção do conceito através da experimentação ativa da criança.

Os jogos, por sua vez, sempre integraram uma forma de atividade do ser humano, tanto no sentido de diverti e de educar ao mesmo tempo. Os relacionamentos entre jogos e a educação são antigos, pois os gregos e os romanos já falavam sobre a importância do jogo para desenvolver aptidões de pensamentos e atitudes nas crianças. A importância dos jogos no ensino da matemática vem sendo observada a algum tempo, sendo bastante questionada a sua eficiência para a aprendizagem tanto no adquirir de um conceito quanto no exercício de operações mentais. As crianças de 4 a 6 anos ao fazerem uso do jogo demonstram vários tipos de comportamentos, como agir por tentativas, por cálculos antecipados, por atitudes intuitivas e arriscadas. Mas o importante é que o próprio jogo facilita a evolução destes procedimentos. Ao fazer o uso do jogo em sala de aula o aluno concentra-se nas atividades de observação, relacionamento, comparação, levantamento de hipóteses e argumentação. O ensino da matemática na Educação Infantil deve priorizar o avanço do conhecimento das crianças diante de situações que significam a aprendizagem. No caso da inclusão do jogo educativo como ferramenta para o ensino de conceitos básicos na matemática, percebe que ele também acaba favorecendo a aquisição de habilidades e a evolução dos estágios de desenvolvimento do raciocínio lógico, do conhecimento físico, da linguagem e da motricidade das crianças beneficiadas com seu uso (BRANDÃO, 1997).

Para Brogere (2004) o caráter lúdico envolvido nos jogos igualmente auxiliar para que os alunos pensem com certo entusiasmo na matemática, pois o jogo liga-se ao sonho, a imaginação, ao pensamento e ao simbolismo. O ser humano como ser simbólico, constrói-se através do coletivo e sua capacidade de pensar está unida a capacidade de sonhar, imaginar e jogar com a realidade. Neste sentido, o uso do jogo na matemática para criança na Educação Infantil pode diminuir a prevenção negativa criada pelo imaginário coletivo em relação à matemática na escola.

Ensinar através de jogos é um bom começo para o professor desenvolver aulas mais interessantes, descontraídas e dinâmicas, podendo competir em igualdade de condições com os inúmeros recursos que o aluno tem acesso fora da escola, despertando ou estimulando sua vontade de freqüentar assiduamente a sala de aula e incentivando seu envolvimento no processo ensino aprendizagem, já que aprende e se divertem ao mesmo tempo (BROGERE, 2004).

De acordo com Lopes (2000), é de suma importância para a criança de Educação Infantil que o professor trabalhe conceitos matemáticos, de forma lúdica de modo que a criança concretize o desenvolver seu raciocínio lógico. É importante que o docente estimule e proporcione diferentes maneiras de “brincar” com a matemática, com isso ocorrerá a assimilação entre pensamento e ação. As situações problema para melhor exploração das atividades lúdicas, podem ocorrer por meio de uma intervenção oral com questionamento ou pedido de justificativas de uma jogada que esta acontecendo uma remontagem de um momento do jogo, ou ainda, uma situação gráfica. No trabalho com alunos, é interessante propor, sempre que possível e adequado à idade, diferentes possibilidades de análises, aprendendo novos obstáculos a serem superados.

1.1 – EXEMPLOS DE JOGOS EDUCATIVOS NA MATEMÁTICA

1.1.a – JOGO DO MICO

Aplicação: Clínica e escola

Faixa etária: Pré-escolar

Objetivos

  • Identificação (a criança irá identificar os animais e seus pares correspondentes, macho e fêmea)
  • Classificação (animais e animais de uma fazenda)
  • Exercitar a coordenação motora fina (pintando, recortando e, durante o jogo, distribuindo cartas e retirando-as da mão do companheiro)
  • Regras e limites
  • Exercício de ganhar e perder (controle das emoções)
  • Exercício de linguagem durante a sensibilização
  • Conceitos matemáticos de divisão e pareamento

    Este é um joguinho muito simples, tanto ma sai confecção quanto no ato de jogar. Constitui- se de um baralho com pares de animais e um único macaco, que é o azarão da história sobre animais como sensibilização e elemento motivador para a tarefa, da qual a criança poderá participar ajudando a construí-la.

    Exemplo de história:

    Numa fazenda muito grande, certo dia apareceu a galinha correndo e cocoricando muito. Cocoricava tanto que todos os bichos correram para saber o que estava acontecendo. Quem adivinha o nome dela?

    Como a galinha (…) não parava de cocoricar e ninguém conseguia entender nada, o porco, como se chamava ele? Ficou muito irritado e começou a grunhir com ela:

    • Ronc, Ronc, dona galinha! Cororique devagar para podermos entender!

    Então ela se acalmou e cocoricou mais devagar.

    • Vocês sabem quem vai se casar?
    • O sapo Regino com a sapa Eugênia, e vai ter uma festança para toda a bicharada da Fazenda da Vovó Lurdoca!
    • Há! há! há! Riram todos os bichos!
    • Mas só serão convidados casais de bichos da fazenda. Vocês me ajudam a fazer os convites? Não podemos esquecer ninguém!

      A partir daí, as crianças relaciona, todos os casais de bichos de uma fazenda, até que sobra o macaco, que não tem par e por isso não será convidado e, muito bravo, vai à festa para acabar com ela.

      Material

      • Papel-cartão cortado em retângulos de 7x5cm
      • Carimbos de animais
      • Figuras de animais de fazenda xerocopiadas
      • Lápis de cor
      • Canetas hidrográficas

        Estratégia

        No lado liso dos cartões devem ser carimbadas ou coladas as figuras de animais que já foram relacionados pelas crianças. Essas figuras têm de aparecer aos pares e as crianças deverão colocar as diferenças entre macho e fêmea com detalhes que elas escolherão, como laço na cabeça ou vestido para identificar as fêmeas, gravata ou cachimbo para os machos.

        O jogo

          • Número de participantes: de 2 a 4.
          • Inicia-se o jogo embaralhando-se as cartas e dividindo-as entre os participantes.
          • Cada jogador deverá na sua vez e em ordem determinada, retirar do leque de cartas do jogador posicionado à sua direita uma das cartas, e assim sucessivamente. Quando alguém forma um par, retira-o do seu leque e o coloca sobre a mesa, virando com as figuras para cima. Perde o jogo aquele que ficar com o macaco no final.

            1.1 .b – JOGO DA MEMÓRIA

            Aplicação: Clínica e escolar

            Faixa etária: Este jogo, de fácil confecção, pode ser aplicado em diferentes faixas etárias, modificando-se apenas o grau de dificuldade, o uso de material adequado e o numero de peças.

            Objetivos

            Para pré-escolares:

            • Trabalhar a coordenação motora fina
            • Trabalhar atenção e concentração
            • Desenvolvimento da criatividade
            • Conceito matemático: o pareamento
            • Aceitação de regras e limites
            • Socialização no jogo (ganhar e perder)
            • Trabalhar a ansiedade

            Para idade escolar:

            • Podem ser trabalhados conteúdos de: matemática, estudos sociais, ciências, inglês,
            • Língua portuguesa, música e educação artística, escolhendo-se temas apropriados a cada disciplina e adaptando-se ao conteúdo proposto para fins de memorização.
            • Trabalhar atenção e concentração
            • Desenvolvimento da criatividade
            • Aceitação de regras e limites
            • Trabalhar a memória
            • Em situação de clínica, trabalhar a ansiedade
            • Trabalhar estratégia, planejamento e antecipação

                Material

                • Retângulos de 6 X 4 cm – para pré-escolares deverão estar prontos; para a criança em
                • Fase escolar poderá ser pedido que calcule, risque e recorte as peças, em papel-cartão
                • Réguas – diferentes tipos de réguas fornecerão mais recursos
                • Tesoura
                • Lápis de cor
                • Canetas hidrográficas

                  Estratégia

                  Consiste na montagem de pares de figuras diferentes. De acordo com a faixa etária, aumenta- se o nível de dificuldades com aumento do número de cartões, a complexidade das figuras e a proposta escolhida como tema do jogo.

                  Exemplos:

                  Para pré-escolares

                  Oferece-se o material, que deverá ser trabalhado em duplas. As crianças poderão desenhar o que quiserem, desde que todos os desenhos tenham um par de pareamento; em seguida pede-se que as crianças distribuam os 20 cartões, sendo metade para cada um. Em situação de clínica, a dupla é a criança e o terapeuta, podendo-se deixar para concluir o trabalho em outra sessão para trabalhar com a ansiedade infantil.

                  Para a fase escolar

                  As crianças deverão trabalhar em duplas, poderão planejar o tamanho dos cartões, dividir a folha de papel-cartão marcando, riscando e recortando os cartões no tamanho desejado.

                  Com um tema previamente escolhido, por exemplo, para trabalhar estudos sociais, pode-se fazer cartões com estados e capitais, ou simplesmente podem ser escritos os nomes, sem desenhos. Neste caso, o uso de canetinhas hidrográficas é excelente

                  Para a aplicação no estudo da língua inglesa

                  Podem-se desenhar as figuras e no seu par correspondente nomeá-las em inglês. Este é um excelente material para memorização.

                  O jogo

                  Depois de prontos, todos os cartões serão colocados com a parte desenhada voltada para baixo, num arranjo feito em colunas para facilitar a memorização. Cada jogador deverá levantar dois cartões, olhá-los e recolocá-los no seu lugar. Assim é feito até que alguém consiga levantar um par, e então este jogador retira as peças do jogo e as mantém em seu poder, quando são retirados da mesa todos os cartões, contando-se então o número de cartões de cada participante. Vence o jogo quem conseguir o maior número de cartões.

                  1.1.c – JOGOS COM CUBOS

                  Aplicação: Pré-escola e clínica
                  Faixa etária: Pré-escolares

                  Os cubos oferecem-nos uma enorme variedade de aplicações desde a sua montagem. Os cálculos e as dobras nos levam a atingir muitos objetivos. Darei aqui uma forma simples de confecção de cubos e exemplos de algumas explicações em jogos nos quais podemos utilizá-los. A partir daí, o educador pode criar ou adaptar diferentes formas de trabalhar com cubos.

                  Objetivos

                  • Trabalhar os conceitos matemáticos
                  • Desenvolver o raciocínio lógico-matemático
                  • Trabalhar memória seqüencial auditiva e visual
                  • Desenvolver a coordenação motora fina
                  • Alfabetização
                  • Fixação de diferentes conteúdos
                  • Trabalhar com diferentes bases
                  • Exercitar gramática
                  • Desenvolver a cooperação
                  • Desenvolver a competição

                  Montagem do Cubo

                      Material

                      • Papel-cartão
                      • Tesoura
                      • Cola
                      • Régua
                      • Canetas hidrográficas
                      • Lápis de cor
                      • Moldes de figuras e de numerais

                        No molde de um cubo, as medidas devem variar com o tipo de jogo que se pretenda fazer.

                        Uma vez riscado e recortado, basta dobrar e colar.

                        Na matemática

                        O ideal é criar situações-problemas nas quais a criança precise buscar soluções, desenvolvendo assim a capacidade de raciocínio lógico e vivenciando emocionalmente situações em que tenha a necessidade de buscar saídas, o que a exercita para situações de vida.

                        Trabalhando o dobro

                        Jogo que pode ser feito para a segunda série, constitui-se de 15 cubos. Dispõe-se 1 cubo, ao seu lado empilham-se 2 cubos e depois 4 cubos. Pergunta-se como deverá ser o próximo arranjo, com os cubos restantes. A criança deverá empilhar 8 cubos e concluir que em cada arranjo usou-se o dobro de cubos da pilha anterior. O problema pode ser resolvido em duplas, e a dupla que conseguir resolver primeiro ganha pontos em um jogo de competição entre as duplas.

                        Uma variação pode ser feita para números pares e ímpares, formando uma série crescente ou decrescente.

                        Para o aprendizado do conceito numérico

                        Para crianças que estão aprendendo o conceito numérico, pode-se trabalhar com os cubos formando dados com bolinhas e dados com os numerais correspondentes. Cada criança joga um dado diferente, contam-se as bolinhas comprando-as aos numerais. Quem tirar o numero maior ganha uma ficha colorida. Marcando-se o tempo, ao seu final, ganhará quem tiver maior número de fichas.

                        Seqüências

                        Trabalhando com, seqüências, pinta-se cada face dos cubos de uma cor e pede-se que a criança copie a seqüência e depois faça uma diferente. O número de cubos pode variar entre 5 e 10, aumentando-se a dificuldade. Em duplas, ensina-se às crianças as regras do jogo: um de cada vez deverá montar os cubos numa fila com um segredo e o outro deverá descobri-lo. Ganha um ponto quem descobre o segredo do outro.

                        Adição

                        Cada face dos cubos deverá conter vários números diferentes. As crianças em duplas ou trios deverão jogar seus dados e somar os números. Quem der primeiro o resultado receberá uma ficha colorida. Ganhará o jogo quem tiver o maior número de fichas ao final de um tempo estipulado.

                        Subtração

                        O mesmo procedimento do jogo da adição, com a diferença de que ganha uma ficha quem calcular a subtração primeiro.

                        Multiplicação com diferentes bases

                        Os dados deverão conter numerais diferentes em suas faces. Pode ser jogado com 2 ou 3

                        dados, de acordo com o nível de aprendizado em que a classe se encontre. Cada criança joga os dados os dados e efetua mentalmente a multiplicação de seus números. Quem tiver o resultado correto primeiro ganha uma ficha vermelha, irá trocá-las por 1 azul, e assim sucessivamente, até que se esgote o tempo determinado para o jogo. A base pode ser estipulada pela professora de acordo com o conteúdo que deseja trabalhar.

                        1.1.d- BARALHOS

                        Aplicação: Clínica e escolar
                        Faixa etária: Escolar e pré-escolar

                        Os baralhos oferecem uma grande diversidade de jogos com os quais podemos atingir muitos objetivos psicopedagógicos, e estes poderão ser ampliados a partir de sua preparação e confecção. Podemos utilizar principalmente para os conteúdos de matemática, em diferentes fases.

                        Objetivos

                        • Introdução dos conceitos numéricos
                        • Trabalhar relações
                        • Desenvolver o raciocínio lógico
                        • Trabalhar operações matemáticas
                        • Trabalhar relações espaciais
                        • Exercícios de coordenação motora fina
                        • Trabalhar cálculo mental
                        • Trabalhar regras e limites
                        • Trabalhar retas e área do retângulo

                          Material

                          • Cartolina de cor clara
                          • Lápis de cor
                          • Canetas hidrográficas
                          • Cola
                          • Tesoura
                          • Revistas velhas
                          • Régua de formas geométricas

                            Estratégia

                            Com crianças de terceira e quarta séries, pode-se trabalhar a área do retângulo para que dividam a cartolina formando as cartas. Para os menores deve ser dada a cartolina riscada para que eles cortem, e os pré-escolares receberão as cartas já cortadas. Um dos lados da carta deverá ter uma estampa que a criança escolherá, mas precisará ser igual para todas as cartas.

                            Os números poderão ser recortados de revistas e colados. Com a régua a criança desenhará e pintará pequenas figuras relativas ao numeral de cada carta.

                            O baralho pode ser feito com quantas cartas quiser, dependendo do jogo.

                            Para os pré-escolares, pode ser feito com os numerais até 10 e o jogo pode ser rouba-monte.

                            Para os maiores, aumenta-se o nível de dificuldade e joga-se:

                            • Porco ou Rouba-monte
                            • Sete-e-meio
                            • Ganha o maior

                              É possível também a elaboração de novos jogos, em que se podem criar as regras com as crianças e determinar o tipo de baralho que é necessário para o novo jogo.

                              Existem muitas maneiras de desenvolvimento da criatividade, ligada ao ambiente, às relações interpessoais, às experiências vividas, aos aspectos cognitivos e outros uma das maneiras de se trabalhar o desenvolvimento da criatividade e a utilização de jogos e brincadeiras, exaltando os aspectos lúdicos que podem estar presente nessas atividades SCHWARTZ (2004).

                              CAPITULO – II

                              2. A CONTRIBUIÇÃO DAS HISTÓRIAS INFANTIS NA ALFABETIZAÇÃO

                              Neste contexto trabalharemos a visão do professor no que se refere a possibilidade de letramento e alfabetização através de histórias infantis. A partir destas pode-se propiciar de forma lúdica e prazerosa da construção do processo do ensino / aprendizagem.

                              O Professor tem que ser, antes de tudo, um leitor. Um professor que não leia, jamais trabalhará bem com a leitura. Ele precisa ler muito, gostar de ler e fazer com que os pequenos leiam; precisa ler para eles, ler com eles e saber ouvir a leitura deles. Cadernos da TV Escola – Viagem de Leitura (ROCCO, 1996).

                              Segundo Cagliari (1998), os atos de ler e escrever se fazem essenciais em uma sociedade na qual a escrita é necessária e que nos faz significar mais, em alguns momentos, logo precisamos buscar caminhos mais efetivos para o processo de alfabetização das crianças, um processo que nos desafia enquanto educadores especialmente quanto ao ensino da língua especialmente quanto ao ensino da língua escrita. Analisando sobre as necessidades inerentes a nossa ação compreendemos que cabe a nos professores alfabetizadores a redimensionar a forma de educar, visando novas metodologias e repensando nossas atividades profissionais.

                              A contação de histórias do âmbito da sala de aula é um dos recursos que estão ao alcance do professor para que possa auxiliar os alunos a se aproximarem do mundo, da leitora e da escrita.

                              Ao pensar a alfabetização no contexto escolar necessitamos direcionar nosso olhar para as abordagens teóricas que procuram explicar atualmente, a dimensão da alfabetização e do letramento. Entende-se que alfabetização é o processo pelo qual adquirimos domínio de um código e das competências habilitadas de utilizá-lo para ler e escrever.

                              Buscando entender a alfabetização devemos repensar o uso dos contos de fadas e historias infantis, pois desde que o homem adquiriu a fala as historias infantis e os contos são utilizados como forma de levar as crianças a adquirirem conhecimento.

                              Os contos de fada pertencem ao gênero literário mais rico do imaginário popular, pois em qualquer sociedade esses contos servem como soluções para os problemas anteriores do ser humano. Ou seja, a fantasia ajuda a formar a personalidade e por isso não pode faltar a educação. Assim a criança aumenta seu repertorio de conhecimento sobre o mundo e transfere para os personagens seus principais dramas. Alem disso foram e são utilizados para levar as crianças a adquirirem os padrões sociais. Os contos de historias infantis serviram para divertir e também instruir (CAGLIARI, 1998).

                              O tempo e os narradores de historias vão se transformando e se distinguindo dos narradores tradicionais, no entanto a magia “Era uma vez…” não perde amplitude imaginaria que exerce sobre as crianças. A aprendizagem da criança esta fundamentada na leitura na maior e mais significativa conseqüência do processo de escolarização. Ao oferecer subsídio os interessados na leitura e na formação de leitores acredita-se que o desenvolvimento do processo torna possível o planejamento de ensino adequados, contribuindo as bases para uma atividade cognitiva, pois a leitura é um ato social – entre dois sujeitos, leitor e autor – que interagem entre si, obedecendo a objetivos e necessidades socialmente determinados.

                              De acordo com Cagliari (1998), os vários níveis de conhecimentos, que entram em jogo durante a leitura são: importância do conhecimento prévio do leitor, pois ler o mundo é o primeiro passo para querer saber a mundo, Se respeitarmos que existe um sujeito que aprende e não é passivo diante dos conteúdos escolares, este lê mesmo antes da apresentação formal da escrita, quando o assunto é leitura, indagamos se esta vem sendo trabalhada dentro de um processo lúdico e prazeroso no ambiente escolar. É nesse sentido que a leitura e alfabetização passa a ser elemento de preocupação para os educadores. O papel do professor, portanto, é conhecer a criança e aprofundar seus conhecimentos referentes a questão de leitura. Não existe método para motivar alguém a ler, o que conta é a motivação que o professor utiliza para despertar o estimulo a leitura. O professor que ousar, ter criatividade, ter coragem de inovar e mudar precisa transformar a sala de aula em um ambiente dinâmico, atraente e capaz de promover de forma mais eficiente possível a aprendizagem da leitura e da escrita. Alfabetizar uma criança é colocá-la em contato com o mundo da escrita e da leitura para que ela possa apropriar-se de significados construir conhecimentos e se construir como sujeito.

                              A leitura o poder de fazer o aluno entrar no texto e viajar no mundo da fantasia. E neste meio, precisamos focar a contribuição das historias no processo de aquisição da leitura.

                              É importante que as crianças possam visualizar o livro, são sob tudo as gravuras que inicialmente exercem maior atração e só aos poucos o conteúdo da historia vai se tornando mais saliente para eles. Para adquirir a atenção das crianças é necessário ler de forma literal, clara e agradável. O educador deve manter-se aberto as perguntas das crianças e incentivá-las a troca de comentários sobre o texto lido, pois não se trata simplesmente de ensinar-lhes um conto a um vocabulário, mas sim de partilhar com eles uma mesma historia. É importante, que a historia não se transforme num ritual didático sem interesses delas. Ao transformar a leitura de historias numa atividade pedagógica, somos forçados a nos preocupar com a qualidade da leitura que estamos fazendo para a criança. A escolha dos livros deve, portanto nortear-se por alguns princípios básicos que garantam a eficácia do trabalho pedagógico. Se o objetivo é oferecer, através da leitura de um livro oportunidade de contato significativo com diferentes modelos de textos escritos, o importante é que a escolha tenha atributos formais que garantam a sua qualidade na escolha do texto, deve-se, pois observar a qualidade da criação, a estruturação da narrativa e a sua adequação ás convenções do português escrito com isso estaremos garantindo para a criança uma oportunidade plena de contato com o uso real da escrita (ROCCO, 1996).

                              Entendemos a alfabetização como um processo mais amplo, contínuo de interação e de compreensão e utilização do código escrito tanto na leitura como na escrita.

                              Percebe-se que o contar historia, pode ser um instrumento pedagógico extremamente relevante durante o período de alfabetização propriamente dito, aqui concebida como um período em que se inicia para a criança um treino mais sistemático das correspondências como o som e a grafia através de palavras geradas para o ato de ler.

                              Conduzidas nessa perspectiva surge o professor contador de historias que no processo de alfabetização é figura importante para o êxito escolar da criança. Salientando que a leitura, não pode ser vista apenas como uma decifração ou codificação, mas devem provocar emoções e entretenimento.

                              Segundo Rocco (1996), na busca de um meio para despertar no aluno o gosto pela leitura é necessário tornar no espaço escolar um encontro da criança e o texto literário, mediado pela figura do educador. As praticas pedagógicas devem construir bases para atividade cognitiva, tomando a leitura como fator preponderante nesse processo. Pois é através da leitura que o aluno vai concentrar seus esforços e entrar em contato com o mundo da escrita, momento em que vai apropriando-se de significados e construindo seus conhecimentos. Isso ocorre, porque a leitura permite sonhar, enfrentar medos e o mais importante, ela permite o acesso ao mundo cultural.

                              Como as histórias infantis surgem no contexto escolar, como um incentivo à leitura, e é no ato de ouvir histórias que está quase sempre presente nas nossas vidas, o professor. Dentre outras habilidades, deve ele desenvolver a de contador de histórias, ajudando a entrarem no mundo da fantasia, as crianças.

                              É essencial que o educador se perceba como elemento mediador no processo de alfabetização e ao buscar uma atividade pedagógica, como a literatura, passe a ser um instrumento eficaz desde que na escolha do texto sejam observados: qualidades de criação, estruturação da narrativa e sua adequação às convenções do português escrito. Com isso estamos oportunizando as crianças um contato pleno com o uso real da escrita.

                              Conclui-se que esta relação entre literatura e alfabetização está cada vez mais próxima e deve melhorar. Para tanto, devemos atentar para o fato de que as histórias infantis não devem ser usada somente com intenção pedagógica didática ou de incentivar o habito de leitura, apesar de estes serem motivos justificáveis. Mas para isso, a literatura deve dar espaço para o imaginário e a fantasia da criança, não só no ato da leitura mas também no da escrita. A intencionalidade da atuação de um professor com intuito de promover a alfabetização no ambiente escolar, usufruindo da literatura infantil, deveria ser de forma a disponibilizar o lúdico e o significativo para os alunos através da história infantil. Isto sem no entanto, usá-la como artifício ou simples pretexto para ensinar ortografia ou gramática. Para que os educadores vejam a escola como um local agradável, alegre e prazeroso, deve-se oferecer as histórias infantis como instrumentos para a sensibilização da consciência, e para expansão da capacidade e interesse de analisar o mundo. Assim, mesmo antes da criança prender a ler, deve-se incitá-la a ouvir histórias e manusear livros (ROCCO, 1996).

                              O professor trabalha histórias infantis, mas, sempre com um objetivo. Exemplo: A história Os Três Porquinhos, ela pode ser trabalhada os valores humanos (DISNEY, 2006).

                              OS TRÊS PORQUINHOS

                              Era uma vez três porquinhos que viviam na floresta. Os três irmãos se chamavam Heitor, Cícero e Prático. Heitor e Cícero só queriam saber de brincar e de se divertir. Eles passavam o dia todo cantando e dançando. Prático também gostava de brincadeiras. Mas ele sabia que era preciso ficar bem alerta, pois o Lobo Mau vivia perto dali.

                              De tanto falar, Prático conseguiu convencer seus dois irmãos a construir suas casas, pois era perigoso viver solto pela floresta.

                              Heitor decidiu fazer sua casa de palha, pois era mais rápido e mais fácil. Assim, em pouco tempo ele já estava livre do trabalho e pronto para voltar às brincadeiras.

                              Cícero também não gostava muito de trabalhar. O porquinho resolveu, então, fazer uma casa com galhos e gravetos que encontrou perto da floresta. A casa não ficou lá muito firme. Na verdade, parecia que ia cair a qualquer momento! Mas Cícero não estava nem um pouco preocupado e saiu correndo para brincar com Heitor.

                              Prático era o mais responsável dos três porquinhos. Ele decidiu construir uma casa firme e segura, com tijolo e cimento, pois sabia que o Lobo Mau podia atacá-lo de surpresa.

                              Enquanto trabalhava duro, Prático apenas ouvia Heitor e Cícero cantarolando pela floresta. – Quem tem medo do Lobo Mau, Lobo Mau, Lobo Mau…

                              De repente, o Lobo Mau pulou de trás de uma árvore e começou a correr atrás dos dois porquinhos. Heitor entrou depressa na sua casa de palha.

                              – Abra a porta! – gritou Lobo Mau. – Se não abrir, eu vou soprar, soprar e a casinha de palha vai voar.

                              E assim ele fez; soprou forte e a casinha de palha foi pelos ares. Morrendo de medo, Heitor saiu em disparada e se escondeu na casa de Cícero.

                              – Abram esta porta, ou eu vou soprar e soprar, tão forte, que a casa vai desabar!        – gritou o Lobo Mau ao chegar à casa de Cícero.

                              Novamente, os porquinhos não abriram a porta, e o Lobo Mau, com um sopro muito forte, fez desmoronar a casinha de madeira.

                              Cícero e Heitor ficaram apavorados e correram para a casa de Prático.

                              Lobo Mau continuou a perseguição e bateu à porta da casa de Prático, ameaçando os porquinhos. Como, a casa era de tijolos, não adiantou soprar e soprar. O malvado ficou até sem fôlego, e a casa permaneceu firme.

                              Desta vez parecia que os três porquinhos haviam se safado. Foi então que o lobo teve uma idéia: subir até o telhado e entrar na casa pela chaminé.

                              Mas os três porquinhos ouviram o barulho no telhado e agiram rápido. Ao descer pela chaminé, o lobo caiu num pote cheio de água fervente e correu para a floresta, todo queimado. E, finalmente, os três porquinhos se livraram do Lobo Mau.

                              Após as entrevistas feitas a alguns professores da Educação Infantil, pode-se verificar como são importantes as histórias infantis na alfabetização. A primeira pergunta feita foi em relação a visão da contribuição que o educando tem das histórias infantis na alfabetização: “As histórias infantis são de suma importância na alfabetização, porque desenvolvem o imaginário, e o faz de conta que tanto contribui com a elaboração do conhecimento sistematizado nas séries/anos posteriores de escolarização”;”Ajuda no desenvolvimento de imaginação, fantasia, criatividade e construção das regras e normas de vida adulta. Ajuda na aquisição do sistema de escrita quando utilizo as histórias como ponto de partida para o desenvolvimento e compreensão de diferentes gêneros: contos, fabulas, listas, etc. Ajuda no desenvolvimento do gosto pela leitura, inicialmente aleatória de imagens, depois de palavras e textos. Ajuda na compreensão do texto: início, meio, fim; seqüência de idéias, personagens, contexto…”; “O professor deve oferecer oportunidades de contato com diferentes modelos de histórias infantis (contos de fadas, contos maravilhosos, poemas, fábulas…), contextualizando a língua escrita através de seus usos, para que a criança possa fazer descobertas no processo de alfabetização. As histórias infantis conduzem as crianças ao mundo da escrita, uma vez que tratam de conteúdos do interesse da criança e através desse conteúdo pode-se despertar a atenção da criança para as características sintático-semânticas da língua escrita e para as relações existente entre a forma linguística e a representação gráfica.” A pergunta seguinte se há reconhecimento quanto a contribuição dos jogos infantis na aprendizagem da Matemática: “Respondendo as perguntas dois e três, acredito que em todas as disciplinas o jogo e o lúdico são importantes para estimular o aluno a serem pensadores, questionadores e não repetidores de informação. Se o jogo é concebido como toda e qualquer atividade que impõe desafios, que apresenta uma situação de impasse em que venha a se desenvolver uma solução, possibilitará que o aluno veja o erro de forma positiva e o faça buscar estratégias para vencer, tornando-se assim, ativo no seu processo de desenvolvimento. Além disso, o jogo tem a função socializadora e psicológica, pois a criança desenvolve hábitos de convivência e aprende a controlar seus impulsos. O professor que aplica jogos na sala de aula está aliando o prazer e a descontração aos conteúdos teóricos que se deseja trabalhar. Em matemática já existem muitos livros com jogos para serem aplicadores, mas nas outras disciplinas isso não acontece. Assim, devemos, nós professores criar nossos jogos para se trabalhar conteúdos de Língua Portuguesa, Estudos Sociais, Ciências etc.”; “Percebo maior interesse da criança além dela aprender sem imposição, mas com uma atividade que faz parte do cotidiano. Por meio dos jogos a criança apreende conteúdos matemáticos como a contagem e a adição de quantidades entre outros, sem perceber.” “De forma lúdica os jogos ajudam, através das brincadeiras, a apropriação dos conceitos matemáticos. Quando a criança manipula, brinca com objetos e com os outros, tem mais facilidade de desenvolver as capacidades necessárias para compreender as operações geométricas e outros conceitos matemáticos.” A última pergunta resgata a opinião do professor quanto a contribuição das atividades lúdicas no ensino de Estudos Sociais: “Ajudam no desenvolvimento dos aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais na criança. Nas interações, vai construindo conceitos elementares para a alfabetização cartográfica e sócio-temporal.” “As atividades lúdicas no ensino de Estudos Sociais contribuem na medida que elas envolvam conhecimentos das Ciências Sociais de um modo geral, principalmente por meio das brincadeiras de roda que podem ser destacada a parte folclórica, cultura…”

                              Para Maria Thereza Rocco (1996) os contos de Fadas, os contos Maravilhosos encantam, comovem e educam indiretamente. Devem, pois, ter presença constante nos trabalhos escolares, principalmente nos anos iniciais.

                              CAPITULO – III

                              3. ESTUDOS SOCIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

                              Segundo Callai (2002) é de fundamental importância a criança aprender a ler o mundo e conhecer seu espaço geográfico e sua história desde os anos iniciais. Para tanto deve-se inserir o ensino de Estudos Sociais na Educação Infantil, pois esta área possibilita à criança um crescimento social. O ensino de Estudos Sociais faz com que a criança aprende analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo. Fazer com que a criança entenda que um local é sempre cheio de histórias, partindo do lugar, considerando a realidade concreta do espaço vivido, é no cotidiano da própria vivência, que as crianças vão descobrindo o mundo individual e social.

                              É um desafio que enfrentam os educadores e educandos seja nos amplos horizontes da vida que devem acontecer momento da noção de espaço partindo da família, da escola para a localidade e deverá ser ampliada e abordada como partes de um amplo espaço bem como as diversidades sócio-culturais.

                              O professor deverá organizar atividades que possibilitam adquirir conhecimento dos aspectos geográficos, históricos, culturais de suas competências e habilidades.

                              Os conteúdos são trabalhados num espaço de tempo perceptível próximo para a criança tornando o estudo atraente e com todas as condições do ser real e útil, buscando na própria realidade do aluno entender com uso, o aluno poderá chegar á compreensão, é o resultado do processo de construção do espaço na sociedade.

                              Pensando assim a área sócio-histórica contribui para o desenvolvimento do raciocínio infantil, numa abertura de horizontes, através do pensamento analítico e critico do espaço social.

                              Os conteúdos de Estudo Sociais deverão iniciar-se pelo conhecimento e compreensão dos fatos locais regionais e desenvolver no aluno a percepção com relação ao contexto sócio-econômico cultural do país essas habilidades são adquiridas a partir das atividades feitas para desenvolver a lateralidade, a orientação, o sentido de referência da sua localização, além do entendimento de distância e de tamanho essas habilidades podem ser exercitadas procurando-se alcançar o seu domínio. Mas para nós educadores não é só fazer nossos alunos a terem domínio. E sim que capacitem a viver em sociedade, aprender a pensar e reconhecer o espaço, que pode ser neutro, mas um espaço no sentido de se apropriar das capacidades que permitirão compreender o mundo, reconhecer a força do lugar em que vive. Aprender para viver, aprendendo a buscar transformações capaz de tornar o espaço mais justo, desenvolver na criança o exercício da cidadania (CALLAI, 2002).

                              Portanto por meio das aulas de geografia na Educação Infantil usando o lúdico podemos encontrar uma maneira prazerosa de ensinar a observar, descrever comparar, fazer síntese são habilidades no cotidiano da criança.

                              Vejamos alguns exemplos segundo Guillen (2001) de como trabalhar aulas prazerosas de Geografia, Historia e Ciências.

                              MODELO DE FICHA

                              Procure selecionar alguns fatos e conceitos que considere importante desenvolver, de acordo com a série em que está trabalhando e com seu planejamento.

                              Você pode distribuir uma ficha (de acordo com o modelo acima) para os alunos completarem. Dependendo da série, prepare a ficha com alguns campos já preenchidos; os exemplos facilitam a tarefa.

                              Antes de começar a viagem, peça para registrarem na ficha, na primeira coluna, tudo o que acham que irão ver pelo caminho.

                              Exibição do programa

                              Comece a passar a fita, dando pausas para comentar as cenas, responder a perguntas e dar tempo para que os alunos façam seus registros.

                              Pare a exibição após uns 20 minutos, e discuta com os alunos o que foi visto, dando tempo para que façam seus registros na ficha. Retome depois o vídeo.

                              Após a exibição

                              Organize a classe em pequenos grupos, para que os alunos comparem seus registros na primeira e segunda colunas, discutindo as diferenças entre o que imaginavam e o que observaram de fato. Em seguida abra a discussão, para que todos os grupos exponham suas conclusões.

                              Mantenha-se atento a argumentos, hipóteses e comentários dos alunos. Muitos conceitos podem vir à tona e cabe a você definir o que será melhor desenvolver.

                              Por exemplo, se quiser trabalhar o ciclo da água, em Ciências, poderá:

                              • Comentar as chuvas: por que chove muito na região?;
                              • Desenvolver atividades de medida de temperatura e de umidade relativa do ar na sala de aula, no pátio, no jardim ou no quintal de casa e comparar com as publicações dos principais jornais da cidade;
                              • Trabalhar o significado do clima úmido e quente.

                              Esta atividade foi extraída do livro: Vendo e Aprendendo. Tv Escola (PIRES, 2009).

                              AMARELINHA

                              Brincadeira não só de meninas, a Amarelinha, também conhecida como “Pular amarelinha”, é uma brincadeira que estimula a criança a ter noções de espaço e dos números, trabalhando a ordem das casas numéricas do número um ao número dez, além de estimular à habilidade do equilíbrio, pois as crianças nas áreas que não existem associações de casas, ou seja, nos quadrados 1 – 4 -7- 10, as crianças apenas podem colocar um pé, e nas demais com casas juntas 2 e 3 -5 e 6-8 e 9 e Céu podem e devem colocar os dois pés.

                              Para brincar de Amarelinha é preciso riscar o chão com um giz, carvão, pedaço de tijolo ou algo que possa riscar o chão.

                              CONQUISTA

                              Utilize este jogo para simular conquistas de tropos e territórios. Certamente, a atividade será assimilada com facilidade pelos alunos, pois utiliza algumas regras básicas de um jogo conhecido por quase todos: a queimada ou caçador. Nesta versão, a quadra ou espaço amplo devem ser divididos em quatro partes (você pode utilizar cordas para fazer a separação, pois estas facilitarão na hora de ampliar e reduzir territórios). Identifique as crianças com coletes coloridos ou uma fita de

                              cetim amarrada no braço.

                              Regras do jogo

                              Cada equipe terá um rei, representado por uma bola que ficará na ponta de seu território, sobre um cone. Os estudantes deverão protegê-lo do ataque dos inimigos, pois, se ele for derrubado, o território será conquistado. Observe a ilustração da disposição da quadra:

                              Os alunos ficarão em seu território e tentarão derrubar o rei e, ao mesmo tempo, ganhar novos soldados, “queimando-os” com a bola. Quando alguém for queimado, vai para o território adversário, onde vai permanecer até que alguém o queime novamente, e assim sucessivamente.

                              Quando algum rei (bola que está no cone) for derrubado, automaticamente a equipe que o atacou ficará com seu território e com sua tropa, que se tornará aliada. Para isso, deverão remover a corda na parte que for necessária para a inclusão do novo espaço. Por exemplo, a equipe azul derruba o rei da equipe amarela; assim, os integrantes retiram a corda de separação destes dois territórios, que agora passa a ser um único, pertencente à equipe azul.

                              Após a realização da brincadeira, discuta a figura do rei e sua importância, como a população procura defendê-lo etc

                              CONSIDERAÇÕES FINAIS

                              A educação possui instrumentos legítimos para reiterar os valores defendidos no desenvolvimento do homem e da sociedade em todos os momentos históricos. O mais importante destes instrumentos é a ludicidade. Assim, ela aparece como a atividade criadora do processo ensino aprendizagem no que tange as dificuldades que sempre aparecem neste setor.

                              A criança precisa ser alfabetizada, mas antes de tudo a professora deve ministrar suas aulas usando de meios prazerosos, pois não se ensina ou não se aprende só a ler e a escrever. Aprende- se uma forma de linguagem, uma forma de interação, uma atividade, que só é conseguido através da utilização as histórias infantis e jogos pedagógicos. É a partir da Educação Infantil que se constrói um bom alicerce.

                              Sendo assim, o enfoque deste trabalho foi mostrar a importância da utilização das histórias e dos jogos se seus benefícios às crianças.

                              REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

                              BRANDÃO, Heliana. O livro dos jogos e das brincadeiras: para todas idades. Belo Horizonte: Leitura, 1997.

                              BROGERE, Gilles. Brinquedo e cultura. 5 ed. São Paulo: Cortez, 2004, v. 43. DISNEY, Walt. Os três porquinhos. 76543 ed., São Paulo: Melhoramentos Ltda, 2006.

                              CALLAI, Helena Copetti. O Ensino em Estudo Sociais. 2 ed. Rio Grande do Sul, RS: Unijuí, 2002.

                              CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o ba-be-bi-bo-bu. Pensamento e ação no magistério. São Paulo: Scipione, 1998.

                              GUILLEN, Isabel. 500 Anos Um novo mundo na TV. Brasília: MEC. Secretaria de Educação a Distância, 2001.

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