O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NA CONCENTRAÇÃO E NO DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO: NOTIFICAÇÕES, MULTITAREFA E SEUS EFEITOS NO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512071238


Darcilena das Graças Mielke de Paula1
Áida Dominato Gonçalves2
Maria Lúcia de Oliveira Perozzo3
Odete Aparecida Sperandio4
Rozineide Iraci Pereira da Silva5


RESUMO: O uso intenso de redes sociais e de dispositivos digitais passou a fazer parte da rotina de crianças e adolescentes, inclusive em momentos que deveriam ser dedicados ao estudo. Esse cenário tem levantado dúvidas sobre possíveis prejuízos à concentração, às funções cognitivas e ao rendimento escolar, principalmente no ensino fundamental e médio. Este artigo, de caráter bibliográfico, analisa estudos nacionais e internacionais que discutem o impacto das notificações constantes e da multitarefa midiática sobre atenção, memória de trabalho, compreensão de leitura e desempenho acadêmico. Também são abordadas consequências emocionais, como alterações de sono, ansiedade e estresse, e discutidas propostas de intervenção no contexto escolar e familiar. Os resultados apontam que, embora as tecnologias digitais possam ser usadas de forma pedagógica, o uso excessivo e sem mediação tende a comprometer o aprendizado e o bem-estar dos estudantes, sobretudo quando associado a múltiplas tarefas ao mesmo tempo.

Palavras-chave: Redes sociais. Concentração. Multitarefa. Rendimento acadêmico. Ensino fundamental e médio.

ABSTRACT: The intensive use of social media and digital devices has become part of children’s and adolescents’ daily routine, even during periods that should be devoted to study. This situation raises questions about possible damage to concentration, cognitive functions, and school performance, especially in elementary and high school. This literature review examines national and international studies that discuss the impact of constant notifications and media multitasking on attention, working memory, reading comprehension, and academic achievement. Emotional consequences such as sleep disturbances, anxiety, and stress are also addressed, as well as intervention strategies in school and family contexts. The findings indicate that, although digital technologies have educational potential, excessive and unregulated use tends to undermine students’ learning and well-being, particularly when combined with multitasking behaviors.

Keywords: Social media. Concentration. Multitasking. Academic performance. Elementary and high school.

1. INTRODUÇÃO

Nas últimas duas décadas, celulares, tablets e computadores deixaram de ser equipamentos restritos ao universo adulto e passaram a fazer parte do cotidiano de crianças e adolescentes. No contexto escolar brasileiro, esse movimento é bastante visível: estudantes do ensino fundamental e médio costumam chegar às aulas acompanhados de seus dispositivos, conectados a redes sociais e aplicativos de mensagens durante grande parte do dia. Ao mesmo tempo, professores e famílias relatam aumento de distração, dificuldades de atenção e queda na qualidade dos estudos (RAMALHO, 2022; MAY et al., 2018).

Entre os fenômenos mais discutidos nesse cenário está o chamado media multitasking, isto é, o hábito de realizar várias atividades mediadas por telas ao mesmo tempo, como assistir a vídeos, trocar mensagens em redes sociais e tentar estudar simultaneamente. Pesquisas internacionais e nacionais vêm mostrando que esse tipo de comportamento está relacionado a prejuízos em funções cognitivas importantes para a aprendizagem, incluindo atenção sustentada, memória de trabalho e controle inibitório (MARTÍN-PERPIÑÁ et al., 2019; MAY et al., 2018).

Outro aspecto frequentemente citado na literatura são as notificações constantes de aplicativos. Alertas sonoros e visuais interrompem leituras, exercícios e explicações em sala de aula, fragmentando o tempo de concentração. Estudos apontam que tais interrupções podem reduzir a compreensão de textos, aumentar o tempo necessário para concluir tarefas e favorecer a procrastinação (HAVERKAMP et al., 2024; RAMALHO, 2022).

No Brasil, dados recentes ilustram a dimensão do problema. Segundo levantamento noticiado pela Agência Brasil, aproximadamente 65% dos estudantes afirmaram se distrair com celulares ou outros dispositivos digitais durante aulas de matemática (AGÊNCIA BRASIL, 2023). Paralelamente, cresce o debate sobre o papel dos dispositivos móveis nos resultados de avaliações nacionais e internacionais, o que motivou, inclusive, discussões no âmbito do Ministério da Educação sobre a restrição do uso de celulares em escolas públicas (MEC, 2025).

Além das questões cognitivas e acadêmicas, o uso intenso de redes sociais também tem sido associado a alterações emocionais, como ansiedade, irritabilidade e problemas de sono, sobretudo entre adolescentes (PRIMO et al., 2020; LEE, 2019; TRIBUNA DO NORTE, 2025). Tais fatores podem reforçar as dificuldades de concentração e de organização dos estudos, criando um ciclo de prejuízos para o desempenho escolar.

A família e a escola ocupam posição central na mediação desse processo. Estudos indicam que estudantes que recebem orientações claras quanto a horários de estudo, limites para uso de redes sociais e organização do tempo apresentam melhor desempenho acadêmico e maior capacidade de focalizar as tarefas (SILVA; ALMEIDA, 2021; RAMALHO, 2022). No entanto, ainda existe pouca sistematização de práticas concretas voltadas especificamente ao enfrentamento das distrações digitais nas diferentes faixas etárias do ensino básico.

Diante desse contexto, este artigo tem como objetivo discutir o impacto do uso excessivo de redes sociais, das notificações constantes e da multitarefa midiática na concentração e no desenvolvimento acadêmico de estudantes do ensino fundamental e médio. Busca-se, a partir de uma revisão de literatura, sintetizar evidências sobre efeitos cognitivos e emocionais, identificar lacunas de pesquisa no cenário brasileiro e apresentar estratégias de mitigação que podem ser adotadas nas escolas e famílias.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Notificações, distrações e concentração

Notificações de redes sociais e aplicativos de mensagens funcionam como chamadas permanentes à atenção do estudante. Mesmo quando o aluno não interrompe imediatamente a atividade para o celular, o simples aviso sonoro ou luminoso já tende a quebrar o foco e a criar curiosidade, o que pode afetar a continuidade do raciocínio.

No estudo de Haverkamp et. (2024), que analisou o processamento e a compreensão integrada de textos em situações de media multitasking, observou-se que alunos que alternavam entre a leitura e o uso de mídias digitais apresentaram pior compreensão global do material em comparação aos que realizavam a leitura de forma contínua. As interrupções frequentes prejudicaram tanto a construção de sentido quanto a integração de informações do texto.

Outro trabalho, centrado na validação da Media Multitasking Scale com adolescentes portugueses, indicou que dimensões como “Multitasking with Media and Non-Media” e “Concentration Without Multitasking” se relacionam com indicadores de saúde mental (CAMPOS et al., 2025). Jovens com maior capacidade de se concentrar sem alternar entre múltiplas tarefas relataram menos problemas emocionais, sugerindo que o manejo das distrações digitais não afeta apenas o desempenho escolar, mas também o bem-estar psicológico.

Esses resultados dialogam com a experiência cotidiana de professores, que frequentemente observam estudantes interrompendo exercícios ou explicações para visualizar mensagens e notificações. Mesmo quando as interrupções parecem breves, a retomada da linha de raciocínio costuma demandar tempo, o que se acumula ao longo da aula e reduz o aproveitamento do conteúdo.

2.2 Multitarefa midiática e seus efeitos cognitivos

A multitarefa midiática, isto é, o uso simultâneo de diferentes meios digitais durante a realização de uma tarefa principal, tem sido objeto de numerosos estudos na área da Psicologia Cognitiva e da Educação. Em vez de realizar de fato duas ou mais tarefas ao mesmo tempo, o cérebro alterna o foco rapidamente entre elas, processo conhecido como task switching. Cada mudança exige recursos mentais, o que aumenta o esforço e tende a comprometer o desempenho (OPHIR et al., 2009; BAILER, 2016).

Haverkamp et al. (2024) constataram que estudantes que se envolviam em multitarefa digital durante a leitura apresentaram redução não apenas na velocidade, mas também na compreensão global do texto. A presença de tarefas concorrentes, como checar redes sociais ou mensagens, dificultou a manutenção de uma linha de raciocínio contínua, essencial para consolidar a aprendizagem.

Revisões de literatura, como a de Chen e Yan (2016) e a de May e Elder (2018), apontam que o comportamento multitarefa em sala de aula costuma estar negativamente associado ao desempenho acadêmico. O efeito é mais evidente em atividades que demandam leitura profunda, análise crítica ou resolução de problemas complexos. O uso simultâneo de múltiplas mídias distrai o estudante, reduz sua capacidade de processar informações de forma elaborada e pode favorecer estilos de estudo mais superficiais.

Bailer (2016), em revisão focada em estudos comportamentais e de neuroimagem, reforça que a multitarefa intensa está relacionada a alterações em redes cerebrais vinculadas à atenção e ao controle executivo. Ainda que haja variações individuais, o padrão geral indica que, para a maioria dos estudantes, tentar estudar enquanto se acompanha redes sociais resulta em perda de eficiência cognitiva.

2.3 Consequências acadêmicas e emocionais

Os efeitos do uso excessivo de redes sociais e da multitarefa midiática não se restringem ao campo cognitivo. Diversos estudos apontam impactos emocionais e comportamentais associados à hiperconectividade. Entre eles, destacam-se alterações de sono, aumento de ansiedade, irritabilidade e sensação de sobrecarga (LEE, 2019; PRIMO et al., 2020; TRIBUNA DO NORTE, 2025).

Reportagem da Tribuna do Norte (2025) reúne relatos de profissionais de saúde que associam uso excessivo de redes a sintomas como dificuldade para dormir, isolamento social e queda no rendimento escolar de crianças e adolescentes. O hábito de permanecer conectado até tarde da noite, respondendo mensagens ou consumindo vídeos, compromete a qualidade do sono e, por consequência, a disposição para as atividades escolares no dia seguinte.

Paralelamente, o Ministério da Educação (MEC, 2025) tem discutido políticas de restrição do uso de celulares nas escolas, justamente com o argumento de que o uso irrestrito de dispositivos móveis prejudica a aprendizagem. A própria necessidade de formulação de tais normas já indica um reconhecimento institucional de que as distrações digitais tornaram-se um obstáculo relevante no ambiente escolar.

A literatura também sugere que os efeitos variam conforme a idade e o nível de maturidade. Estudantes do ensino fundamental, especialmente nos anos iniciais, possuem menor desenvolvimento de habilidades de autorregulação e, portanto, tendem a ser mais suscetíveis às distrações e aos impulsos de verificar notificações constantemente. Já alunos do ensino médio, embora teoricamente mais capazes de gerenciar o próprio tempo, também podem ser fortemente afetados pelo excesso de estímulos digitais, o que se manifesta em procrastinação, atrasos em trabalhos e dificuldade de organizar rotinas de estudo (SILVA; ALMEIDA, 2021; MARTÍN-PERPIÑÁ et al., 2019).

Essas evidências reforçam a necessidade de olhar para o tema não apenas sob a perspectiva do uso “correto” da tecnologia, mas também considerando aspectos emocionais, hábitos de sono e padrões de comportamento, que estão diretamente relacionados ao rendimento escolar.

2.4 Impactos observados no ensino fundamental e médio e lacunas de pesquisa

Embora o tema seja cada vez mais discutido, ainda há carência de estudos que mensurem de forma direta o impacto de notificações e da multitarefa digital sobre o desempenho de estudantes brasileiros do ensino fundamental e médio. Grande parte das pesquisas nacionais sobre rendimento escolar concentra-se em variáveis socioeconômicas, formação de professores e infraestrutura das escolas.

O estudo de Maia, Bueno e Sato (2021), por exemplo, utilizou métodos de ciência de dados para analisar o desempenho em diferentes ciclos escolares, relacionando-o a fatores como estrutura física, características da gestão e condições socioeconômicas. 

No entanto, o trabalho não avaliou especificamente o papel das redes sociais, do tempo de tela ou das interrupções por notificações em sala de aula, o que mostra uma lacuna relevante na produção científica nacional.

Outro ponto a destacar é que muitos estudos utilizam questionários de autorrelato ou abordagens predominantemente qualitativas. Tais procedimentos são importantes para compreender percepções e relatos subjetivos, mas ainda existem poucos trabalhos que realizem medições diretas de concentração, tempo de tarefa ou produtividade acadêmica em função do uso simultâneo de redes sociais e outras mídias digitais, especialmente com crianças do ensino fundamental.

Essas ausências dificultam a elaboração de políticas educacionais baseadas em dados específicos da realidade brasileira. 

Faltam, por exemplo, pesquisas que comparem grupos de estudantes submetidos a diferentes níveis de restrição de celulares em sala, ou que monitorem, de forma longitudinal, o impacto da adoção de programas de educação digital crítica em escolas públicas.

Diante disso, a literatura internacional acaba servindo como principal referência para a compreensão dos efeitos da multitarefa midiática e das notificações em contexto escolar, mas ainda é necessário verificar em que medida tais resultados se aplicam ao cenário brasileiro.

3. ESTRATÉGIAS DE MITIGAÇÃO

Considerando os impactos negativos descritos, diversos autores e órgãos educacionais têm sugerido estratégias para reduzir os efeitos das redes sociais e das notificações na concentração e no desempenho acadêmico. As propostas envolvem tanto mudanças institucionais quanto ações no âmbito familiar e individual.

Uma primeira frente diz respeito às políticas escolares de uso de dispositivos móveis. Escolas podem definir regras claras sobre o porte e o uso de celulares durante o horário de aula, estabelecendo momentos específicos em que o aparelho pode ser utilizado com finalidade pedagógica e períodos em que deve permanecer guardado. Medidas como proibir o acesso a redes sociais em sala ou exigir que os aparelhos fiquem em armários durante as aulas são exemplos de intervenções possíveis (MEC, 2025).

Outra estratégia envolve a educação digital e o desenvolvimento de habilidades de autorregulação. Em vez de apenas proibir o uso de dispositivos, a escola pode incorporar, em seu currículo, momentos de reflexão sobre o tempo de tela, o impacto das notificações na atenção e o uso responsável das redes sociais. Atividades como registrar, durante uma semana, o tempo gasto em determinados aplicativos e depois discutir os resultados em grupo podem ajudar os estudantes a tomar consciência de seus hábitos (RAMALHO, 2022; SILVA; ALMEIDA, 2021).

Também é recomendável incentivar períodos de estudo focado, tanto na escola quanto em casa. Estratégias simples, como orientar o estudante a deixar o celular fora do alcance durante a realização de tarefas, usar aplicativos que bloqueiam notificações por um tempo determinado ou adotar técnicas de estudo com pausas programadas (por exemplo, método Pomodoro), podem contribuir para a diminuição da multitarefa digital. Junco (2015) descreve que a realização de atividades acadêmicas sem interrupções frequentes tende a aumentar a retenção de informações e a qualidade do desempenho.

Além das ações voltadas diretamente ao estudante, é importante que famílias e escolas mantenham diálogo constante sobre o tema. Reuniões, oficinas e orientações específicas podem ajudar pais e responsáveis a estabelecer rotinas domésticas mais favoráveis ao estudo, como horários definidos para uso de redes sociais, criação de ambientes silenciosos para leitura e acompanhamento mais próximo de tarefas escolares.

Por fim, a literatura destaca a importância de pesquisas e avaliações contínuas das medidas adotadas. A implementação de políticas de restrição de celulares ou de programas de educação digital deve ser acompanhada por estudos que investiguem seus efeitos concretos sobre o comportamento e o rendimento dos estudantes, permitindo ajustes e aperfeiçoamentos ao longo do tempo.

4. CONCLUSÃO

A revisão de literatura aqui apresentada mostra que o uso intenso de redes sociais, aliado às notificações constantes e à prática de multitarefa digital, pode prejudicar a concentração, as funções cognitivas e o desempenho escolar de estudantes do ensino fundamental e médio (BAILER, 2016; HAVERKAMP et al., 2024; MAY et al., 2018). As interrupções frequentes fragmentam a atenção, dificultam a construção de uma compreensão mais profunda dos conteúdos e favorecem hábitos de estudo marcados por superficialidade e procrastinação.

Além dos aspectos cognitivos, diversos trabalhos apontam para consequências emocionais relevantes. Alterações de sono, maior ansiedade, irritabilidade e sensação de sobrecarga aparecem com frequência em pesquisas que investigam o uso excessivo de redes sociais entre adolescentes (LEE, 2019; PRIMO et al., 2020; TRIBUNA DO NORTE, 2025). Esses fatores, por sua vez, acabam reforçando as dificuldades de concentração e de organização da rotina escolar.

Apesar do número crescente de estudos internacionais, ainda é reduzido o volume de pesquisas brasileiras que mensuram de forma direta e sistemática o impacto das notificações e da multitarefa digital sobre estudantes do ensino fundamental e médio. Predominam análises que relacionam rendimento escolar a fatores socioeconômicos e estruturais, sem isolar o papel específico do uso de redes sociais e dispositivos móveis (MAIA; BUENO; SATO, 2021). Essa lacuna limita a formulação de políticas públicas e intervenções pedagógicas mais ajustadas à realidade nacional.

Diante desse quadro, torna-se necessário articular ações em diferentes níveis. No âmbito escolar, políticas claras de uso de dispositivos móveis podem reduzir distrações em sala de aula, ao mesmo tempo em que programas de educação digital ajudam os estudantes a entender e gerenciar melhor seus hábitos de conexão. No contexto familiar, práticas como estabelecer horários de estudo sem celular, supervisionar o tempo de tela e conversar sobre os efeitos da hiperconectividade podem contribuir para a construção de rotinas mais saudáveis.

Também se torna urgente fomentar pesquisas longitudinais e experimentais em escolas brasileiras, capazes de avaliar o impacto de intervenções específicas e de identificar quais faixas etárias são mais vulneráveis aos efeitos das distrações digitais. Estudos desse tipo podem subsidiar políticas públicas mais precisas e apoiar professores e gestores na tomada de decisões.

Em síntese, o desafio não é simplesmente afastar as tecnologias do ambiente escolar, mas aprender a integrá-las de modo crítico e equilibrado. Quando usadas sem critério e sem acompanhamento, redes sociais e notificações tendem a comprometer a concentração e o rendimento escolar. Por outro lado, com orientação adequada, é possível aproveitar o potencial pedagógico das mídias digitais, minimizando seus riscos e contribuindo para o desenvolvimento acadêmico e emocional de crianças e adolescentes.

REFERÊNCIAS

AGÊNCIA BRASIL. Pesquisa mostra avanço em sala de aula com proibição de celulares. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2023-12/pisa-uso-excessivo-de-dispositivo-digital-afeta-desempenho-de-alunos. Acesso em: 25 set. 2025.

BAILER, C. Estudos comportamentais e de neuroimagem sobre multitarefa: uma revisão de literatura. Alfa, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/alfa/a/HpxbHNnkQfzLy7myp7gcBLm/?lang=en. Acesso em: 23 set. 2025.

CAMPOS, L. et al. Media Multitasking Scale: Validation Study with Portuguese Adolescents. Social Sciences,. 14, n. 3, 2025. Disponível em: https://www.mdpi.com/2076-0760/14/3/187. Acesso em: 23 set. 2025.

CHEN, Q.; YAN, Z. A systematic review of media multitasking in educational contexts: trends, gaps and antecedents. Educational Psychology Review, 2016.

HAVERKAMP, Y. E. et al. Effects of media multitasking on the processing and integrated understanding of the documents. 2024. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0361476X2400016X. Acesso em: 23 set. 2025.

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RAMALHO, J. N. C. Impacto das redes sociais na produtividade dos estudantes. 2022. Disponível em: https://repositorio.iscteiul.pt/bitstream/10071/27381/1/master_jose_canhao_ramalho.pdf. Acesso em: 25 set. 2025.

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1Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Christian Business School, licenciada em Letras e especialização em letras: Português e Literatura. E-mail: darcilenamielke02@gmail.com
2Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Christian Business School, licenciada em Geografia e especialização em Estudo da Geografia no Contexto Amazônico. E-mail: aidadominato@gmail.com
3Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Christian Business School, licenciada em Pedagogia e especialização em Educação infantil e Alfabetização. E-mail: mlpjpro@hotmail.com
4Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Christian Business School, licenciada em História e especialização em História Contemporânea. E-mail: odetesperandio@gmail.com
5PHD, doutora em Ciências da Educação, especialista em escrita avançada, psicopedagoga, pedagoga, professora e orientadora no curso de Mestrado e Doutorado em Ciências da Educação pela Universidade Christian Business School, E-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com