PARESTESIA DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR APÓS EXODONTIA DE TERCEIROS MOLARES

PARESTHESIA OF THE INFERIOR ALVEOLAR NERVE AFTER THIRD MOLAR EXODONTIA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202512071344


André Medeiros Carvalho1; Gabriel Martins Damasceno Ribeiro1; Gabriel Roberth Ferrante Tassinari1; Júlia Almeida Araújo1; Laura Figueiredo Coelho Campos1; Lucas Gonçalves Gomes1; Siddhartha Lopes de Fialho2


RESUMO

O Nervo Alveolar Inferior, que constitui uma ramificação da divisão mandibular do nervo trigêmeo, desempenha um papel primordial na anestesia local na região mandibular para intervenções odontológicas, principalmente na exodontia dos terceiros molares inferiores. O objetivo deste estudo é revisar a literatura para evidenciar a importância do conhecimento anatômico e técnico na prevenção e no manejo da parestesia do nervo alveolar inferior. A intervenção nessa região pode provocar alterações na sensibilidade da estrutura anatômica adjacente, sendo esta complicação caracterizada pela alteração sensorial nos ramos afetados do nervo trigêmeo, com ênfase no ramo mandibular. A parestesia do nervo alveolar inferior é uma condição que pode afetar pacientes submetidos à cirurgia de exodontia dos terceiros molares, pode trazer um considerável grau de desconforto e incômodo ao paciente, que relata, algumas vezes, ausência de sensibilidade em determinada região, assim como outros sintomas: formigamento, dormência, sensibilidade alterada ao frio ou ao calor, “fisgada” e coceira. Apesar da falta de um protocolo padronizado para o tratamento das parestesias na Odontologia, a conduta mais adotada envolve o uso combinado de vitaminas do complexo B (B1, B6 e B12) com laserterapia de baixa intensidade, embora ainda não haja consenso sobre o manejo ideal das lesões neurais. Conclui-se que a atuação cuidadosa do cirurgião-dentista, desde o diagnóstico até o plano terapêutico individualizado, é essencial para evitar iatrogenias e assegurar a recuperação funcional e sensorial do paciente.

Palavras-chave: Parestesia, Trauma Neural, Terceiro Molar.

ABSTRACT

The inferior alveolar nerve, a branch of the mandibular division of the trigeminal nerve, plays a crucial role in local anesthesia in the mandibular region for dental procedures, particularly in the extraction of lower third molars. The aim of this study is to review the literature to highlight the importance of anatomical and technical knowledge in the prevention and management of inferior alveolar nerve paresthesia. Intervention in this region can cause alterations in the sensitivity of adjacent anatomical structures, a complication characterized by sensory changes in the affected branches of the trigeminal nerve, with emphasis on the mandibular branch. Inferior alveolar nerve paresthesia is a condition that can affect patients undergoing third molar extraction surgery, causing considerable discomfort and inconvenience. Patients sometimes report a lack of sensation in a specific area, as well as other symptoms such as tingling, numbness, altered sensitivity to cold or heat, “stabbing” sensations, and itching. Despite the lack of a standardized protocol for the treatment of paresthesia in dentistry, the most commonly adopted approach involves the combined use of B-complex vitamins (B1, B6, and B12) with low-intensity laser therapy, although there is still no consensus on the ideal management of neural lesions. It is concluded that the careful intervention of the dentist, from diagnosis to individualized treatment planning, is essential to avoid iatrogenic effects and ensure the patient’s functional and sensory recovery.

Key-words: Paresthesia, Neural Trauma, Third Molar.

1 INTRODUÇÃO

A exodontia dos terceiros molares inferiores é reconhecida como um dos procedimentos mais recorrentes na rotina da clínica odontológica. As indicações para esta intervenção são variadas, englobando desde a presença de cáries e pericoronarites, até necessidades ortodônticas ou estratégias de prevenção de patologias.

Contudo, apesar de sua frequência, a cirurgia de terceiros molares carrega consigo o risco de complicações pós-operatórias. Dentre elas, a parestesia do nervo alveolar inferior é uma disfunção neuronal significativa, impulsionada pela íntima relação anatômica existente entre o canal mandibular e as raízes dos terceiros molares inferiores, o que eleva a probabilidade de injúria nervosa. A literatura estima que esta condição neurossensorial se manifeste em 0,5% a 8% dos casos de remoção cirúrgica de terceiros molares inferiores (Benevides et al., 2018).

Conforme apresentado por Almeida et al. (2024), a parestesia é definida como uma lesão nos nervos sensitivos causada por algum tipo de trauma, culminando na interrupção da transmissão dos impulsos nervosos e, consequentemente, na alteração da sensibilidade na região afetada. Os pacientes frequentemente relatam uma gama de desconfortos, como formigamento, dormência, dor, “fisgadas” e alterações na percepção de temperatura (frio ou calor). A duração desses sintomas está diretamente ligada ao grau de agressão sofrida pelo nervo, podendo ser transitória ou se tornar permanente.

É amplamente aceito que a cirurgia do terceiro molar inferior é responsável pela maioria das lesões que acometem tanto o nervo alveolar inferior quanto o nervo lingual. As injúrias podem ser causadas em diversas etapas do procedimento, incluindo falhas na injeção da anestesia local, manipulação inadequada da incisão ou do retalho, uso de alta rotação para osteotomia ou odontosecção sem o devido cuidado, trauma durante a elevação dentária, curetagem profunda do alvéolo com exposição neuro vascular, remoção de folículo dentário contendo tecido nervoso ou o uso de medicamentos no local da extração (Wiedtheuper et al., 2024).

A prevenção de lesões iatrogênicas ao nervo alveolar inferior exige um planejamento pré-operatório minucioso e a capacitação do profissional. Considerando a frequência crescente das exodontias, o cirurgião-dentista deve se valer de exames de imagem, como a radiografia panorâmica e, se possível, a tomografia computadorizada para avaliar a proximidade anatômica do nervo e, assim, realizar procedimentos mais seguros (Bezerra et al., 2021).

Diante deste panorama, o objetivo deste estudo é realizar uma revisão da literatura abrangente para destacar a importância do conhecimento anatômico e técnico na prevenção e no tratamento da parestesia do nervo alveolar inferior, especificamente em cirurgias de terceiros molares inferiores.

2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 PARESTESIA DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR.

2.1.1 Parestesia e classificações das lesões nervosas associadas.

A exodontia de terceiros molares é um procedimento corriqueiro na prática odontológica, todavia, apresenta riscos inerentes, particularmente relacionados à parestesia do nervo alveolar inferior (NAI). Portanto, é crucial que os profissionais de Odontologia reconheçam os perigos potenciais vinculados à extração de terceiros molares, de modo a implementar ações preventivas para diminuir a incidência dessa complicação (Caldas et al. 2024).

A parestesia, quando causada por iatrogenias, provoca mudanças na sensibilidade, que se manifestam de forma contínua ou em ocorrências atípicas como dormência, sensação de queimação, pontadas, coceira, formigamento, ou percepção alterada de frio ou calor. A área afetada por essas sensações compreende o vermelho do lábio, os tecidos do mento (tanto internos quanto externos à boca) e a gengiva vestibular que se estende do primeiro pré-molar até os molares da mandíbula. Esta condição pode ter uma duração média de seis meses, ou evoluir para um quadro permanente. A proximidade do dente com o canal mandibular é um fator que aumenta a probabilidade de desenvolver parestesia pós- operatória na mandíbula, seja ela transitória ou definitiva. O uso de exames de imagem, como a radiografia e a tomografia computadorizada, é crucial para auxiliar na visualização dessas alterações anatômicas, permitindo ao profissional definir o planejamento mais adequado a fim de prevenir a lesão do nervo alveolar inferior (Silva, 2022).

Tal lesão neurossensorial pode ser causada por diversos fatores, sejam eles locais ou sistêmicos, e é caracterizada pela sensação de dormência, queimação, pontadas ou pela perda da sensibilidade local. Essas manifestações estão relacionadas a diferentes alterações da sensibilidade decorrentes de lesões nervosas, entre as quais se destacam: a anestesia, que corresponde à perda completa da sensação, frequentemente induzida por medicamentos comumente utilizados em consultórios odontológicos como lidocaína, prilocaína, articaína e mepivacaína sendo o sentido normalizado após o término do tempo de ação do anestésico, que depende da quantidade injetada durante o procedimento; a parestesia, caracterizada por sensações anormais como formigamento ou dormência, geralmente sem dor; a disestesia, definida como uma alteração sensorial de caráter doloroso ou desconfortável, descrita como queimação ou dor espontânea, mesmo na ausência de estímulo externo; a alodinia, que corresponde à percepção de dor frente a estímulos que normalmente não seriam dolorosos; e, por fim, a hiperestesia, caracterizada pelo aumento da sensibilidade dolorosa em resposta a estímulos aplicados (Araí, 2022).

O grau de injúria sofrido pelos nervos pode ser classificado em três níveis principais, conforme detalhado por Benevides et al. (2018): a neuropraxia é uma lesão branda do nervo onde não ocorre a perda da função autonômica nem da sensibilidade; a axonotmese representa uma injúria por compressão que pode causar a interrupção da continuidade dos axônios sem danos significativo ao estroma do nervo, resultando contudo, na perda da função; e, por fim, a neurotmese constitui o trauma tecidual mais grave, envolvendo a ruptura parcial ou completa do axônio, o que culmina na perda funcional total.

A literatura especializada distingue as causas da parestesia em relação ao momento da intervenção cirúrgica de terceiros molares inferiores. As parestesias imediatas são aquelas que surgem no decorrer do procedimento, e são atribuídas a falhas técnicas como a colocação inadequada da incisão, a aplicação de tensão excessiva durante o rebatimento do retalho, o uso de uma técnica incorreta na odontosecção, a aplicação de grande pressão na luxação e curetagem na direção do nervo alveolar inferior. Em contrapartida, as parestesias não imediatas, também chamadas de tardias, tendem a se manifestar alguns dias após a cirurgia. Os motivos principais para estas manifestações tardias incluem a compressão do nervo alveolar inferior provocada por edema ou pelo coágulo sanguíneo, a pressão exercida por pequenos fragmentos ósseos que sobraram da luxação, ou a compressão resultante da reorganização da rede de fibras do coágulo durante o processo de cicatrização (Silva et al, 2022).

2.1.2 Etiologia e incidência relacionadas à parestesia do nervo alveolar inferior.

Segundo Sousa (2025), a intervenção de exodontia de terceiros molares figura entre os procedimentos mais prevalentes na clínica odontológica, abrangendo cerca de 90% das cirurgias programadas executadas pelos cirurgiões-dentistas. A causa da parestesia frequentemente deriva de falhas mecânicas, originadas por traumas, estiramento ou compressão do nervo. Esta condição neurológica é classificada como a quarta complicação mais frequente resultante de procedimentos odontológicos, sendo menos comum apenas que a alveolite, infecção e sangramento (Anjos et al., 2023).

As causas de uma parestesia do nervo são classificadas em cinco categorias principais: mecânicas, patológicas, físicas, químicas ou microbiológicas. A causa mecânica está ligada ao trauma, estiramento ou compressão do nervo, podendo provocar a ruptura total ou parcial de suas fibras, o que é acompanhado por danos teciduais circundantes, bem como a ocorrência de hematomas, hemorragias e edemas. Já a etiologia patológica decorre do surgimento de um tumor cujo crescimento acentuado exerce compressão sobre os nervos da região, resultando em danos às fibras sensitivas e consequente prejuízo sensorial. A origem física envolve o uso de temperaturas extremas, seja o excesso de calor (como o gerado na osteotomia com instrumentos rotatórios sob inadequada refrigeração das brocas) ou o excesso de frio (que pode ocorrer durante a crioterapia). As formas químicas provêm da aplicação de medicamentos ou outras substâncias, como os anestésicos locais. Ademais, a causa microbiológica advém de uma infecção que se desenvolve em decorrência de necrose pulpar ou de uma lesão periapical que se propaga para a área adjacente ao canal mandibular (Rosa et al., 2007).

2.1.3 Prevenção da parestesia.

A obtenção de um histórico médico detalhado, aliada a um planejamento cirúrgico criterioso e adaptado às exigências do paciente, são elementos que colaboram para o bom andamento do procedimento e asseguram um pós-operatório mais tranquilo. Dada a grande demanda pela extração de terceiros molares, é imprescindível que o cirurgião- dentista possua proficiência no manejo das principais complicações que podem surgir no pós-operatório. Nesse contexto, o profissional deve estar ciente de que a ocorrência da parestesia pode estar associada tanto a um planejamento cirúrgico ineficaz quanto à aplicação de uma técnica inadequada para a situação clínica específica (Silva et al., 2022). As táticas preventivas para evitar a parestesia do nervo alveolar inferior após a extração de terceiros molares inferiores são cruciais, conforme enfatizado por Caldas et al. (2024). Essas estratégias incluem a realização de uma avaliação pré-operatória detalhada de todos os fatores de risco, como a maneira pela qual o dente está retido (classificação da retenção dentária), a proximidade que o terceiro molar apresenta com o canal mandibular, e a identificação de quaisquer condições sistêmicas ou locais que possam elevar a probabilidade de lesão neural. Por essa razão, a utilização de exames de imagem apropriados, notavelmente a Tomografia Computadorizada (TC), é essencial para reconhecer os sinais radiográficos que indicam um risco iminente de dano ao nervo alveolar inferior.

Em cirurgias de extração dentária consideradas complexas, a literatura aponta diversas estratégias principais para a prevenção de lesões nervosas. Entre essas táticas, destacam-se a coronectomia, o planejamento pré-operatório que integra o uso de tomografia computadorizada (TC) e radiografia panorâmica, além de algumas metodologias consideradas inovadoras, como o uso do piezotome (técnica cirúrgica com piezocirurgia) e procedimentos com retalhos modificados (Gouveia et al., 2023).

A parestesia do nervo alveolar inferior não costuma ser uma condição definitiva na maioria dos casos, e a sua recuperação funcional ocorre geralmente em um período que varia entre quatro e seis meses. Este prognóstico favorável é atribuído à proteção que o nervo recebe por estar resguardado dentro de um canal ósseo na mandíbula. No entanto, em algumas situações, o tempo de recuperação pode ser mais prolongado ou a lesão pode se tornar permanente. A permanência da parestesia está associada à possibilidade de aprisionamento de espículas ósseas ou fragmentos radiculares dentro do canal mandibular (Bezerra, 2021).

2.1.4 Radiografia Panorâmica e Tomografia Computadorizada.

A radiografia panorâmica é um dos exames requeridos na tentativa de visualizar a proximidade entre o canal mandibular e o elemento dentário. Contudo, é importante reconhecer que essa modalidade de imagem pode apresentar distorções. Apesar dessa limitação, as imagens fornecidas pela radiografia panorâmica permitem a observação e análise de diversos fatores, como: a modificação anatômica das raízes, a presença de ápices bífidos, as interrupções na cortical protetora do canal mandibular, o estreitamento ou os desvios do canal mandibular. A identificação desses elementos é crucial, pois eles podem indicar uma maior probabilidade de compressão do nervo alveolar inferior. Assim, a análise minuciosa desses elementos contribui para um diagnóstico mais preciso, essencial para a realização de uma cirurgia segura (Silva et al., 2022).

Nos casos em que a radiografia panorâmica se mostra insuficiente para uma avaliação precisa da relação entre o terceiro molar e o nervo alveolar inferior, torna-se indispensável o uso de imagens tridimensionais devido a proximidade íntima entre essas estruturas anatômicas possui uma influência direta no planejamento cirúrgico pré- operatório. A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), nesse contexto, é um exame fundamental por permitir a visualização da relação entre os terceiros molares e as estruturas ósseas em reconstruções multiplanares, exibindo uma resolução espacial de excelência, sendo reconhecida como o exame padrão ouro. Dessa forma, a tomografia computadorizada fornece dados extremamente precisos que auxiliam o cirurgião-dentista a avaliar e a estabelecer o risco cirúrgico de lesão neurossensorial antes da cirurgia, o que possibilita a modificação da técnica operatória para minimizar a ocorrência de complicações pós-operatórias (Vieira et al., 2020).

2.1.5 Coronectomia.

De acordo com Oliveira e Moraes (2023), quando a avaliação por exames de imagem revela uma relação muito próxima entre os terceiros molares e o nervo alveolar inferior, a remoção total do dente não deve ser a conduta prioritária, uma vez que essa abordagem aumenta consideravelmente o perigo de lesão neural. Nestas circunstâncias, a coronectomia apresenta-se como uma opção de prevenção cirúrgica. Esta técnica atua preservando as raízes que estão em contato direto com o canal mandibular, o que, por sua vez, minimiza a chance de ocorrência de danos iatrogênicos ao nervo alveolar inferior.

A coronectomia, que também é referida como odontectomia parcial intencional, é uma técnica cirúrgica que exige a remoção da porção coronária do dente, geralmente de 1 a 2 mm abaixo da junção cemento-esmalte. Existem dois aspectos cruciais nessa técnica: é fundamental não deixar remanescente de esmalte no fragmento dental que será mantido (sepultado), e esse fragmento deve estar situado, no mínimo, 3mm apicalmente à crista óssea alveolar. Para que a técnica seja bem-sucedida, é vital que as raízes remanescentes possuam tecido pulpar sadio, estejam livres de inflamações, e que o osso circundante esteja igualmente saudável. Por essa razão, a odontectomia parcial intencional é contraindicada em situações como cáries que apresentem risco de envolvimento pulpar, comprometimentos periapicais, mobilidade dentária, ou na presença de tumores e doenças sistêmicas (Silveira et al., 2022).

2.1.6 Piezocirurgia em exodontias de terceiros molares.

O dispositivo piezelétrico difere significativamente das micro serras e dos instrumentos rotativos tradicionais, pois tem a capacidade de transformar a energia de uma corrente elétrica em ondas ultrassônicas. Isso é realizado por meio de um transdutor, que está conectado a uma peça de mão onde são acoplados tanto bisturis quanto pontas de corte (Asfora et al., 2022).

A principal superioridade da piezocirurgia reside em sua característica de corte seletivo. Em contraste com as micro-serras e os instrumentos rotativos tradicionais, o piezotome atua cortando unicamente o tecido mineralizado, o que lhe confere a capacidade de minimizar os danos aos tecidos moles circundantes, como nervos e vasos sanguíneos. Outros benefícios importantes incluem a redução do superaquecimento devido ao efeito de cavitação gerado pelo dispositivo, e a garantia de uma melhor visibilidade cirúrgica em função do menor sangramento (Filho et al., 2021).

Apesar de seus benefícios, a piezocirurgia apresenta algumas limitações importantes, como as pontas ativas do sistema que estão sujeitas a um desgaste prematuro, o que, por sua vez, implica custos elevados para a utilização contínua do sistema piezoelétrico, devido à necessidade de substituições frequentes. Outra desvantagem observada é o aquecimento significativo do equipamento, o que torna obrigatória a irrigação contínua e, em certos momentos, exige a inclusão de pausas para que o calor seja dissipado, resultando, consequentemente, no prolongamento do tempo operatório. Entretanto, mesmo com esses desafios, as vantagens do sistema piezoelétrico são consideradas superiores às suas desvantagens, o que permite ao cirurgião-dentista alcançar um sucesso cada vez maior em seus procedimentos (Crestani et al., 2022).

2.2 TRATAMENTO DA LESÃO NERVOSA.

2.2.1 Diagnóstico clínico.

Para que se possa estabelecer uma proposta de tratamento apropriada para um paciente que apresenta parestesia, é imprescindível realizar um diagnóstico rigoroso. Esse processo exige uma anamnese minuciosa, na qual o histórico médico do paciente é detalhadamente investigado. Além disso, é necessário conduzir um exame clínico detalhado, abrangendo as áreas intra oral e extra oral. Durante este exame, o paciente deve ser questionado sobre o período de início dos sintomas, se houve qualquer evolução da condição desde então, e a utilização de testes neurossensoriais e questionários de dor é fundamental para a avaliação (Almeida et al., 2024).

Na eventualidade de uma lesão nervosa, é responsabilidade do cirurgião-dentista acalmar o paciente, fornecendo a informação de que a maioria esmagadora dos danos (cerca de 96%) tende a se normalizar de forma espontânea. Entretanto, se a condição não demonstrar melhoria no prazo de três meses, há uma probabilidade maior de que a lesão se estabeleça como permanente. Por isso, o acompanhamento deve ser realizado por meio de testes sensoriais objetivos, com o monitoramento sendo feito em intervalos semanais, depois mensais e, subsequentemente, bi ou trimestralmente. É crucial instruir os pacientes a adotarem medidas de cautela, como ter cuidado ao barbear, durante a higiene oral, na ingestão de bebidas quentes e comida, e a evitar morder a mucosa jugal (Santos, 2015).

O teste nociceptivo engloba a avaliação de estímulos de dor e térmicos. Primeiramente, deve-se demarcar a fronteira entre a região com sensibilidade normal e a área afetada, utilizando-se um pincel para auxiliar nessa delimitação. Em seguida, a técnica é iniciada: com o auxílio de uma agulha estéril, são realizadas picadas rápidas. A resposta esperada do paciente diante desse estímulo é a percepção de dor, e não apenas de pressão. Ademais, a discriminação térmica pode ser verificada: para a percepção do frio, utiliza-se um aplicador de algodão que é pulverizado com cloreto de etila. Já para a avaliação da percepção de calor, pode-se empregar guta-percha aquecida (Castro et al., 2015).

2.2.2 Tratamento medicamentoso.

O tratamento medicamentoso para a lesão neural é baseado na administração da vitamina B1, combinada com estricnina, em uma dosagem de um miligrama por ampola. Esse protocolo é aplicado por meio de injeções intramusculares durante um período de 12 dias. A ação dessa medicação é auxiliar no metabolismo dos carboidratos, especificamente favorecendo a descarboxilação do alfa-cetoácido, o que tem um impacto positivo na condução nervosa e na neurotransmissão, resultando em uma aceleração da recuperação sensorial. Além desse esquema, o tratamento pode ser complementado com a utilização conjunta de outras vitaminas pertencentes ao complexo B, incluindo as vitaminas B2, B6 e B12 (Anjos et al., 2023).

Segundo Benevides et al. (2018), apesar da ausência de um protocolo rigorosamente padronizado para o manejo das lesões neurais, a conduta de tratamento mais amplamente aceita pela maioria dos especialistas consiste no uso combinado de vitaminas do complexo B (incluindo B1, B6 e B12) com a laserterapia de baixa intensidade. Este protocolo é empregado na tentativa de reverter a lesão neural que surge após a extração de terceiros molares inferiores, contribuindo, dessa forma, para a recuperação funcional e o bem-estar do paciente.

2.2.3   Laserterapia e fotobiomodulação.

Dentre as opções de tratamento documentadas na literatura, a aplicação de laser de baixa intensidade na região lesionada tem demonstrado resultados altamente satisfatórios. Um protocolo de tratamento comum envolve a utilização do laser três vezes por semana, com um período total de aplicação variando entre uma a oito semanas. O mecanismo de ação da laserterapia é atribuído à sua capacidade de induzir a reparação do tecido danificado, estimulando a formação de novas fibras colágenas e facilitando a reestruturação dos tecidos vascularizados. Assim, esse tratamento auxilia na diminuição do edema local e na redução dos processos inflamatórios (Cavalcanti, 2023).

Dessa forma, os lasers de baixa potência são indicados por estimular o metabolismo celular, aumentar a microcirculação local e acelerar a cicatrização, visando o retorno ao equilíbrio fisiológico, sendo o laser infravermelho (com comprimento de onda de 780nm) o mais indicado por seu maior poder de penetração (Benevides et al., 2018).

A eficácia da laserterapia de baixa potência está diretamente ligada a diversos fatores que é necessário ajustar cuidadosamente, incluindo a potência, o comprimento de onda, a dose e o tempo de aplicação no tecido. É, portanto, crucial conhecer os parâmetros de cada equipamento, visto que suas diferenças inerentes influenciam o sucesso do tratamento. A densidade de energia do dispositivo, medida em J/cm², deve ser calibrada conforme o objetivo terapêutico: para buscar um efeito analgésico, geralmente são utilizadas doses na faixa de 2 a 4 J/cm²; para promover regeneração tecidual, o parâmetro recomendado varia entre 3 a 6 J/cm²; para alcançar efeitos circulatórios ou anti- inflamatórios, a laserterapia de baixa potencia é tipicamente empregada entre 1 a 3 J/cm²; e, para um efeito estimulador geral, preconiza-se o uso de doses menores que 8 J/cm². Durante a irradiação, quando o feixe de luz incide sobre a área a ser tratada, parte dele é refletida e o restante penetra no tecido, resultando na estimulação de átomos e moléculas das células, um processo que ocorre sem elevar significativamente a temperatura tecidual (Anjos et al., 2023).

2.2.4 Eletroestimulação.

A eletroestimulação nervosa transcutânea (TENS) é apresentada como um recurso adicional, sendo uma técnica que emprega correntes elétricas aplicadas na região lesionada. O objetivo dessa aplicação é estimular os nervos, promover a redução da percepção dolorosa e favorecer a recuperação funcional. O mecanismo da eletroestimulação se fundamenta na ativação de fibras aferentes que competem diretamente com os estímulos de dor, o que acarreta um bloqueio parcial da transmissão da sensação álgica. Desse modo, a técnica estimula a liberação de substâncias analgésicas endógenas, como as encefalinas e as endorfinas, desempenhando um papel na modulação das vias inibitórias descendentes (Silva et al., 2025).

A quantidade total de sessões deste tratamento é variável. É importante ressaltar que se trata de uma abordagem alternativa que apresenta poucos ou nenhum efeito colateral. A frequência com que as sessões são administradas está diretamente relacionada à duração de cada aplicação: enquanto as sessões consideradas de média ou longa duração exigem intervalos mais espaçados, a modalidade de curto prazo pode ser realizada duas vezes no mesmo dia (Castro et al., 2015).

2.2.5 Acupuntura.

A acupuntura é reconhecida como uma técnica ancestral que integra a medicina tradicional chinesa (MTC). No entanto, seu estudo e uso no Ocidente só tiveram início de forma mais aprofundada a partir da década de 1970. Esse método terapêutico é capaz de ativar a função imune, além de apresentar efeitos miorrelaxantes, anti-inflamatórios, ansiolíticos e analgésicos. É crucial ressaltar que, apesar dessas capacidades, a acupuntura funciona como um método complementar e não deve ser vista como um substituto para os demais tratamentos convencionais empregados na Odontologia para a parestesia (Almeida et al., 2024).

De acordo com Castro (2015), a dor é interpretada, sob a ótica da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), como sendo gerada por uma estagnação (bloqueio no fluxo) do Qi (energia) e/ou do Xue (sangue) nos meridianos correspondentes. Essa estagnação pode ser desencadeada por um fator etiológico de natureza local, sistêmica ou uma combinação de ambos. Desse modo, a parestesia é caracterizada como um impedimento na transmissão do Qi e do Xue na área inervada pelo meridiano. Tal bloqueio resulta em uma deficiência dessas substâncias na região afetada, manifestando-se clinicamente pelas sensações características de formigamento e peso.

3 DISCUSSÃO

Conforme demonstrado por Sousa (2025), a exodontia dos terceiros molares inferiores é um dos procedimentos mais frequentes na clínica odontológica e constitui cerca de 90% dos procedimentos cirúrgicos programados realizados por cirurgiões dentistas. Como apresentado por Benevides (2018), essa intervenção é responsável pela maioria das lesões que ocorrem no nervo alveolar inferior. Estima-se que essa complicação ocorra entre 0,5% a 8% em cirurgia de remoção de terceiros molares inferiores.

A etiologia é multifatorial, mas a principal causa reside na proximidade anatômica do nervo alveolar inferior com os terceiros molares inferiores. Rosa et al. (2007) forneceram um detalhamento, classificando as causas em mecânicas (trauma, compressão ou estiramento, podendo ter ruptura total ou parcial das fibras nervosas), físicas (excesso de calor, como na osteotomia sob inadequada refrigeração, ou frio), químicas (aplicação de medicamentos, como anestésicos locais) ou microbiológicas (infecção advinda de necrose pulpar).

A lesão neural pode ser classificada, segundo Benevides et al. (2018), como neuropraxia (lesão branda), axonotmese (lesão pressórica com perda de função) ou neurotmese (trauma grave com ruptura parcial ou completa do axônio).

Silva et al. (2022) apontaram as causas em relação ao tempo cirúrgico, distinguindo parestesias imediatas (relacionadas à incisão, rebatimento do retalho, técnica de odontosecção incorreta) e não imediatas/tardias (causadas pela compressão do nervo por edema, coágulo sanguíneo ou pequenos fragmentos ósseos).

Embora Benevides et al. (2018) e Rosa et al. (2007) compararam modelos de classificação essenciais para o diagnóstico do dano e da origem, Silva et al. (2022) forneceram informações mais diretamente aplicáveis à revisão e correção da técnica cirúrgica do operador, ao correlacionar falhas específicas com o momento da lesão. Anjos et al. (2023) complementaram, indicando que a parestesia é a quarta complicação mais comum após procedimentos odontológicos, atrás apenas da alveolite, infecção e sangramento.

Com relação à prevenção, os autores convergem que o conhecimento anatômico e o planejamento pré-operatório minucioso são fundamentais para reduzir o risco de iatrogenias e lesões permanentes. Caldas et al. (2024) destacaram a importância de uma avaliação pré-operatória minuciosa dos fatores de risco, como a classificação da retenção dentária e a proximidade do terceiro molar com o canal mandibular. A probabilidade de parestesia permanente ou provisória está intrinsecamente ligada à proximidade do elemento dental com o canal mandibular.

Para o diagnóstico, a literatura compara a utilização de diferentes exames de imagem: enquanto a radiografia panorâmica é necessária para observar modificações anatômicas das raízes e estreitamento do canal mandibular, ela pode apresentar distorções. Em contrapartida, Vieira et al. (2020) estabeleceram a tomografia computadorizada (TC) como o exame padrão ouro, pois é considerada superior à panorâmica por fornecer informações minuciosas e individualizadas nos planos coronal, axial e sagital, permitindo a visualização precisa da relação íntima entre as raízes e o canal mandibular.

No planejamento cirúrgico, a literatura aponta técnicas modificadas. Gouveia et al. (2023) incluíram a coronectomia e a piezocirurgia entre as principais formas de prevenção de lesões nervosas. Oliveira e Moraes (2023) e Silveira et al. (2022) concordaram que a coronectomia é a alternativa cirúrgica preventiva indicada quando os exames de imagem evidenciam a íntima relação com o nervo alveolar inferior. Esta técnica reduz o risco de lesão iatrogênica ao preservar as raízes em contato com o canal mandibular. Silveira et al. (2022) detalharam a técnica, que consiste na remoção da porção coronária 1 a 2 mm abaixo da junção cemento-esmalte, mas alertam que ela é contraindicada em casos de cárie com risco de envolvimento pulpar ou comprometimentos periapicais.

Quanto à piezocirurgia, Filho et al. (2021) discutiram a vantagem do corte seletivo do dispositivo piezelétrico, que corta apenas tecido mineralizado, reduzindo danos aos tecidos moles adjacentes, como nervos e vasos sanguíneos, em comparação com instrumentos rotatórios convencionais. Contudo, quanto à praticidade, Crestani et al. (2022) apontaram limitações como o desgaste precoce das pontas, o custo elevado e o prolongamento do tempo operatório, devido à necessidade de irrigação contínua e pausas para dissipar o calor gerado pelo aparelho.

A respeito do tratamento e prognóstico, há um dado crucial fornecido por Santos (2015): cerca de 96% dos danos se normalizam espontaneamente, com a recuperação ocorrendo geralmente entre 4 e 6 meses. No entanto, se não houver melhora no prazo de 3 meses, a lesão tem maior probabilidade de ser permanente, enfatizando a necessidade de monitoramento por testes sensoriais objetivos. Apesar da ausência de um protocolo rigorosamente padronizado para o manejo das lesões neurais, Benevides et al. (2018) mostraram que a conduta mais adotada é o uso combinado de vitaminas do complexo B (B1, B6 e B12) com laserterapia de baixa intensidade. Anjos et al. (2023) enfatizaram o tratamento medicamentoso, indicando especificamente o uso de vitamina B1 associada à estricnina, administrada em 12 dias de injeções intramusculares, o que contribui para o metabolismo dos carboidratos, agindo na condução e neurotransmissão para acelerar a recuperação sensorial.

A laserterapia tem mostrado resultados amplamente satisfatórios, de acordo com Cavalcanti (2023), pois induz a reparação do tecido lesionado, promove a formação de novas fibras colágenas e reduz o edema e a inflamação. Benevides et al. (2018) especificaram o uso do laser infravermelho com comprimento de onda de 780nm por possuir o maior grau de penetração.

A eletroestimulação nervosa transcutânea (TENS) é um recurso auxiliar no manejo das lesões neurais. Conforme destacado por Silva et al. (2025), a técnica aplica correntes elétricas com o objetivo de reduzir a percepção dolorosa e promover a recuperação funcional. O mecanismo central da eletroestimulação envolve a ativação de fibras aferentes que geram um bloqueio parcial da dor, além de estimular a modulação das vias inibitórias descendentes pela liberação de encefalinas e endorfinas. Por sua vez, Castro et al. (2015) a classificaram como uma abordagem alternativa com a grande vantagem de apresentar poucos ou nenhum efeito colateral. A frequência do tratamento é adaptável à duração da sessão, permitindo que a modalidade de curto prazo possa ser administrada até duas vezes no mesmo dia.

Por fim, a acupuntura é mencionada como um método complementar, com funções miorrelaxantes, anti-inflamatórias e analgésicas, conforme apresentado por Almeida et al. (2024). Por conseguinte, Castro et al. (2015) ofereceram a perspectiva da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que vê a parestesia como um bloqueio na transmissão de Qi (energia) e Xue (sangue), o que gera a sensação de formigamento e peso.

Dessa forma, os estudos revisados reforçam que a parestesia do nervo alveolar inferior é uma condição multifatorial, cuja prevenção depende de uma atuação criteriosa e minuciosa do cirurgião-dentista, desde o diagnóstico até a execução cirúrgica. A capacitação técnica, o uso de métodos diagnósticos avançados e o planejamento terapêutico individualizado constituem fatores fundamentais para reduzir a incidência de iatrogenias e garantir o restabelecimento funcional e sensorial do paciente.

4 CONCLUSÕES

De acordo com a literatura entregue, conclui-se que:

  • A parestesia do nervo alveolar inferior é uma complicação relevante nas exodontias de terceiros molares inferiores, e sua etiologia é multifatorial, sendo a proximidade das raízes com o canal mandibular o principal fator predisponente.
  • A atuação cuidadosa do cirurgião-dentista, desde o diagnóstico até o plano terapêutico individualizado, é essencial para evitar iatrogenias e assegurar a recuperação funcional e sensorial do paciente.
  • A prevenção é a melhor estratégia, e envolve planejamento cirúrgico preciso e uso de exames de imagem, principalmente a tomografia computadorizada, além de técnicas como coronectomia e piezocirurgia, que reduzem o risco de dano neurossensorial.
  • Os principais tratamentos envolvem o uso combinado de laserterapia de baixa intensidade e vitaminas do complexo B como formas mais utilizadas para estimular a regeneração neural. Métodos complementares, como acupuntura, podem auxiliar, apesar da menor padronização científica.

REFERÊNCIAS

Almeida, D. E. de O. et al. Tratamentos de parestesia do nervo alveolar inferior após exodontias de terceiros molares impactados. Research, Society and Development, v. 13, n. 9, e7713946889, 2024.

Anjos, J., et al. Laser de baixa potência como tratamento alternativo para parestesia do Nervo Alveolar Inferior. Rev. Brasileira De Saúde Funcional, v. 11, n. 1, 2023.

Araí, C. A. de A. Diagnóstico de parestesia do nervo alveolar inferior: relato de caso. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Odontologia) – Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, Araçatuba, 2022.

Asfora, M. L. K. et al. Avaliação sobre a técnica da piezocirurgia na extração de terceiros molares. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, e539111335796, 2022.

Benevides, R. R., et al. Parestesia do nervo alveolar inferior após exodontia de terceiros molares inferiores: da prevenção ao tratamento. Full Dentistry in Science, v. 9, n. 35, p. 66–71, jan. 2018.

Bezerra, Q. H. Q. dos R.; et al. Parestesia do Nervo Alveolar Inferior associado à cirurgia de terceiro molar. E-Acadêmica, v. 2, n. 3, p. e162373, 2021.

Caldas, Weslanny Katarine Lima et al. Parestesia do Nervo Alveolar Inferior após Exodontia de Terceiros Molares: Avaliação, Prevenção e Manejo. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 10, p. 2582–2590, 2024.

Castro, A. L. F. de; et al. Tratamento da parestesia do nervo alveolar inferior e lingual no pós-operatório de 3º molar: revisão de literatura. Revista CROMG, Belo Horizonte, v. 16, n. 2, p. 34-42, jul./dez. 2015.

Cavalcanti, I. S. et al. Parestesia do nervo alveolar inferior como resultado da cirurgia de terceiro molar: incidência e fatores de risco. E-Acadêmica, v. 4, n. 2, p. e1542469, 2023.

Crestani, I.; et al. Uso da piezoeletricidade na Odontologia: revisão de literatura. Revista de Ciências da Saúde – REVIVA, v. 1, n. 2, p. 1–12, 2022.

Gouveia, A. M. et al. Manejo e prevenção das lesões nervosas em pacientes submetidos às exodontias complicadas: revisão integrativa da literatura. In: ODONTOLOGIA E INTEGRALIDADE DO CUIDADO: formação, relatos e práticas contemporâneas em pesquisa, vol. X. Santa Cruz do Capibaribe: Editora Científica Digital, 2023.

Filho, M. J. S. F. et al. Comparação de técnicas cirúrgicas convencionais com a piezocirurgia: revisão de literatura. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 2, p. 16963-16974, fev. 2021.

Oliveira, B. N. K.; Moraes, R. B. Coronectomia em terceiros molares inferiores na prevenção de parestesia: relato de caso. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research – BJSCR, v. 41, n. 1, p. 48–53, dez. 2022 – fev. 2023.

Rosa, F. M. da; et al. Parestesia dos nervos alveolar inferior e lingual pós-cirurgia de terceiros molares. RGO – Revista Gaúcha de Odontologia, Porto Alegre, v. 55, n. 3, p. 291–295, jul./set. 2007.

Santos, A. S. F. dos.; Prevenção, diagnóstico e tratamento das complicações pós-extração dentária. 2015. 97 f. Dissertação (Mestrado em Medicina Dentária) — Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, Lisboa, 2015.

Silva, A. da; et al. Parestesia do nervo alveolar inferior relacionado à exodontia de terceiros molares inferiores: revisão de literatura. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 4, p. 14349–14357, jul./ago. 2023.

Silva, I. C. A. da; et al. Parestesia do nervo alveolar inferior e sua relação com a cirurgia de terceiro molar. Research, Society and Development, v. 11, n. 12, p. e141111235202, 2022.

Silva, Y. C. S.; et al. Parestesia após exodontia de terceiro molar inferior. Research, Society and Development, v. 14, n. 10, e165141049860, 2025.

Silveira, K. G. da; et al. Coronectomia de terceiros molares mandibulares como alternativa para prevenção do nervo alveolar inferior. Research, Society and Development, v. 11, n. 5, e18511528016, 2022.

Sousa, R. da C. L. de; et al. Complicações pós exodontia de terceiros molares: parestesia – uma revisão de literatura. Revista Interciência – IMES Catanduva, Catanduva, v. 1, n. 14, p. 48–57, jan. 2025.

Vieira, F. P. et al. Influência de diferentes exames por imagem no planejamento cirúrgico de terceiros molares inferiores: uma revisão de literatura. HU Revista, v. 46, p. 1–8, 2020.

Wiedtheuper, É. E. et al. Parestesia do nervo lingual após exodontia de terceiro molar mandibular: relato de caso clínico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 10, p. 2382-2392, 2024.


1 Acadêmicos do 8º Período do Curso de Odontologia da UNIVALE; E-mail: gabrieltassinari20@hotmail.com
2 Especialista em Ortodontia pela Funorte, Especialista em Docência do Ensino Superior pela Univale, Especialista em Endodontia pela Univale.