NÍVEL DE CONHECIMIENTO SOBRE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS ENTRE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO EM ALTO-BOLIVIA I-2025

LEVEL OF KNOWLEDGE ABOUT CONTRACEPTIVE METHODS AMONG SECONDARY SCHOOL STUDENTS IN ALTO BOLIVIA I-2025 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511120701


Cañazaca Larico Mayda Lizeth1
Mamani Ochoa Ana Isabel2
Lopez Tito Yeny Judith3
Rodríguez Blanco Yunaida4
Ayala Ala Aldo Rubén5


RESUMO: Informar os alunos sobre métodos contraceptivos no ensino médio é importante tanto para o seu conhecimento quanto para o seu autoempoderamento. Assim, nosso trabalho se baseia na análise do nível de conhecimento desses adolescentes do ensino médio. Este estudo descritivo, quantitativo e transversal foi realizado entre fevereiro e agosto de 2025. O conhecimento de alunos do ensino médio, neste caso, do 5º ao 6º ano, com idades entre 16 e 19 anos, foi avaliado na Escola San José “Fé y Alegría”, em El Alto (Bolívia).

Onde foram obtidos como participantes 271 alunos, dos quais 134 eram homens e 137 mulheres, onde primeiro foram feitas perguntas prévias sobre seus conhecimentos sobre métodos contraceptivos, após o que começaram as palestras sobre métodos contraceptivos, nas quais foi explicado durante sessões específicas, e no final dessas palestras as perguntas que foram dadas antes de iniciar as palestras foram feitas novamente para avaliar a mudança no conhecimento, resultando em 73% dos alunos adolescentes não obtiveram informações sobre métodos contraceptivos e apenas 27% dos alunos sabiam sobre eles, no entanto, após a realização das sessões das palestras dadas, 71% dos alunos já sabiam sobre métodos contraceptivos, obtendo uma mudança de 44%, o que destaca a importância dos alunos adquirirem conhecimento sobre métodos contraceptivos.

PALAVRAS-CHAVE: Estudantes, Métodos contraceptivos, Educação sexual, conhecimento, adolescentes, Bolívia.

ABSTRACT: Informing students about contraceptive methods at secondary schools is important both for their knowledge and for self-empowerment. Thus, our work is based on examining the level of knowledge of these secondary school adolescents. This descriptive, quantitative, cross-sectional study was conducted in February-August 2025. The knowledge of secondary school students, in this case, from 5th to 6th grade, aged 16 to 19, was assessed at the San Jose “Fe y Alegría” School in El Alto (Bolivia).

Where 271 students were obtained as participants, of which 134 were men and 137 women, where first previous questions were asked about their knowledge of contraceptive methods, after which talks on contraceptive methods began, in which it was explained during specific sessions, and at the end of these talks the questions that were given before starting the talks were asked again to evaluate the change in knowledge, resulting in 73% of adolescent students did not obtain information about contraceptive methods and only 27% of students knew about them, however, after carrying out the sessions of the talks given, 71% of the students already knew about contraceptive methods, obtaining a change of 44%, which highlights the importance of students acquiring knowledge of contraceptive methods.

KEYWORDS: Students, Contraceptive Methods, Sexual Education, Knowledge, Adolescents, Bolivia.

INTRODUÇÃO 

A adolescência representa um período de mudanças físicas, emocionais e sociais significativas. Durante essa fase, muitos adolescentes começam a fazer escolhas significativas sobre suas vidas sexual e reprodutiva, mas frequentemente o fazem sem informações adequadas para se protegerem efetivamente. A significativa falta de informação sobre os diferentes métodos contraceptivos pode levar a consequências graves, como gravidez indesejada, evasão escolar e riscos à saúde, o que constitui um desafio tanto pessoal quanto coletivo (Pérez-Blanco, 2020). 

Diversos estudos realizados na América Latina demonstraram que, apesar dos diversos programas de educação sexual e campanhas de informação, muitos adolescentes ainda desconhecem como os métodos contraceptivos funcionam ou os utilizam de forma incorreta. Essa circunstância é influenciada por fatores culturais, familiares e educacionais, que restringem a capacidade dos jovens de fazer escolhas responsáveis  e seguras em relação à sua saúde sexual (Silva Muñoz, 2021).

Da mesma forma, o ambiente socioeconômico desempenha um papel crucial na obtenção de informações e também no acesso aos serviços de saúde. Em comunidades mais desfavorecidas, como em várias regiões da Bolívia, os jovens enfrentam sérios obstáculos para obter educação sexual abrangente ou acessar métodos contraceptivos seguros. Isso contribui para o aumento das desigualdades sociais e para as repercussões negativas associadas à falta de educação sexual (Pérez-Blanco, 2020). 

Pesquisas recentes destacam que a educação sexual abrangente não apenas aumenta o conhecimento, mas também contribui positivamente para o desenvolvimento de valores, a prevenção de comportamentos de risco e o fortalecimento da autonomia dos adolescentes. Quando os jovens recebem informações precisas, confiáveis e relevantes, tendem a se preocupar mais consigo mesmos e a fazer escolhas mais responsáveis. Da mesma forma, a educação adequada sobre o uso de contraceptivos ajuda a prevenir gravidezes não planejadas e promove o bem-estar físico e emocional dos estudantes (Alvear Ortiz et al., 2025).

Nesse contexto, é essencial compreender o nível de informação disponível para jovens de 16 a 19 anos nas escolas da cidade de El Alto, um local conhecido por sua diversidade cultural, desigualdade social e alta população jovem. Analisar esse nível de conhecimento ajudará a identificar lacunas de informação, criar abordagens educacionais mais eficazes e promover a prevenção de problemas de saúde relacionados à falta de educação sexual (Cordero Campo, 2025). 

Assim, o objetivo deste estudo é estabelecer o nível de conhecimento de estudantes de 16 a 19 anos sobre métodos contraceptivos em uma escola de ensino médio em El Alto, Bolívia. Essas informações visam fornecer evidências valiosas para a implementação de ações futuras para melhorar a educação sexual e a saúde reprodutiva entre os jovens (Gutiérrez Zuirreta, 2025).

REVISÃO DA LITERATURA

EDUCAÇÃO SEXUAL PARA ADOLESCENTES

O bem-estar físico, emocional e social associado à sexualidade é considerado parte da saúde sexual, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso implica ter uma perspectiva positiva e respeitosa sobre a sexualidade e as relações sexuais, bem como a capacidade de vivenciar experiências sexuais prazerosas e seguras, sem qualquer forma de constrangimento, exclusão ou agressão. Também é descrito como parte essencial do ser humano, especialmente devido às transformações biológicas e culturais que ocorrem durante a adolescência. Os adolescentes frequentemente estão fisicamente prontos para iniciar sua vida sexual; no entanto, podem não ter a preparação mental e teórica necessária para iniciá-la com mais segurança. (Sanz-Martos, 2024) 

Em particular, a população jovem, entre 15 e 25 anos, representa a faixa etária que requer atenção especial para vivenciar a sexualidade livre de perigos, gravidezes ou abortos não planejados ou contração de infecções sexualmente transmissíveis. (Kumi-Kyereme, 2021)

A atividade sexual em idade precoce ou durante a adolescência representa um desafio para a saúde pública devido às suas repercussões na saúde, na educação e nas dinâmicas familiares, econômicas e sociais. A gravidez não planejada representa um risco considerável para adolescentes. Globalmente, 59% das gestações terminam em parto, enquanto 41% resultam em abortos, sendo 14% destes abortos espontâneos. Aproximadamente 15% dos abortos em todo o mundo, estimados em quase 2 milhões, ocorrem em mulheres entre 15 e 19 anos. Por esse motivo, é essencial implementar políticas e iniciativas para prevenir relações sexuais em idade precoce, promover a educação e abordar as normas socioculturais com o objetivo de melhorar a saúde reprodutiva e sexual. De acordo com um estudo de 2016 do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), cerca de metade das adolescentes pesquisadas não tinha conhecimento de métodos contraceptivos, o que é alarmante. (Durán, 2020)

ÂMBITO NA BOLÍVIA

Na Bolívia, a assistência à saúde reprodutiva e sua implementação são inadequadas em lares, comunidades e órgãos governamentais, apesar do progresso significativo nos serviços de saúde. Esses resultados são escassos e os desafios são significativos, visto que algumas ações básicas apresentam aumentos pouco promissores na cobertura, provavelmente devido à persistência de consideráveis barreiras geográficas, culturais e econômicas que têm sido debatidas, mas não adequadamente consideradas. Isso justifica a necessidade de pesquisar e adotar o planejamento familiar e o uso de contraceptivos como política, promovendo a educação sexual integral como componente central, além de melhorar e priorizar o acesso a métodos contraceptivos. (Durán, 2020)

Estima-se que 222 milhões de mulheres em países de baixa renda não utilizem métodos contraceptivos devido a restrições de acesso ou acesso a serviços de planejamento familiar, medo, barreiras de gênero, reações adversas, oposição religiosa ou cultural e falha do método (Machado-Duque, 2023). Em contraste, de acordo com estudos anteriores, as infecções sexualmente transmissíveis são comuns entre pessoas entre 15 e 25 anos de idade; estima-se também que haja 11 milhões de gestações indesejadas em todo o mundo (Saúde, 2022).

IMPORTÂNCIA DOS MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS

A maneira eficaz de prevenir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis ou o resultado de uma gravidez não planejada é usar métodos contraceptivos adequadamente. (Organização Mundial da Saúde, 2023). Os jovens, devido às suas características e ao fato de a sexualidade ser um assunto tabu, podem se envolver em práticas sexuais de risco, onde métodos contraceptivos não são utilizados ou são aplicados de forma inadequada. (Sanz-Martos, 2024). Além disso, (Machado-Duque, 2023) apesar da ampla gama de métodos contraceptivos hormonais disponíveis, os contraceptivos orais são os mais comumente prescritos em todo o mundo.

Também é importante mencionar que cada paciente recebe orientação médica individualizada sobre o método contraceptivo mais adequado ao se consultar sobre planejamento familiar. Por esse motivo, é essencial que a equipe médica realize um exame físico detalhado e anamnese para identificar condições médicas como diabetes mellitus, dislipidemia, hipertensão arterial, obesidade e tabagismo. Atenção especial também deve ser dada ao uso de certos medicamentos que podem aumentar o risco de tromboembolismo venoso, problemas cardiovasculares prévios ou mesmo a falha da eficácia contraceptiva de alguns desses medicamentos, que pode ser afetada por certas comorbidades ou interações medicamentosas. (Machado-Duque, 2023)

Pesquisas realizadas em outros países sobre treinamento em sexualidade demonstraram efeitos favoráveis, não apenas na aceitação de métodos contraceptivos, mas também na diminuição de gravidezes na adolescência, na redução do número de parceiros sexuais, no atraso no início da atividade sexual e na menor incidência de infecções sexualmente transmissíveis, entre outros achados. (Durán, 2020)

Por outro lado, (Calderón León, 2020) também menciona que a informação sobre educação sexual fornecida aos jovens é limitada e ineficaz. Portanto, é essencial basear a educação sexual em uma abordagem que considere aspectos biológicos, psicológicos e sociais, incluindo conhecimento, emoções e sentimentos. Assim, ao criar programas de educação sexual, desenvolveremos adolescentes responsáveis, capazes de tomar decisões independentes, recebendo educação personalizada em saúde sexual e reprodutiva que atenda às suas necessidades e não às expectativas de seus pais.

METODOLOGIA

Aspecto ético 

Para a realização deste trabalho, foram elaboradas cartas de consentimento informado para os participantes, alunos do centro educacional, onde assinaram a carta confirmando sua participação, dando início assim ao trabalho.

Tipo de pesquisa

A pesquisa deste projeto é descritiva, quantitativa e transversal, realizada em uma instituição educacional onde se iniciou primeiramente com um Pré-teste sobre o conhecimento prévio dos métodos contraceptivos, continuando com palestras sobre métodos contraceptivos para alunos do colégio educacional San Jose “Fe y Alegría” na adolescência, nas quais ao final das palestras foram feitas novamente as perguntas que foram feitas anteriormente, nos fornecendo assim dados numéricos, gráficos e descritivos por meio dessas perguntas validadas, onde se buscou avaliar o conhecimento dos alunos do ensino médio do colégio educacional San Jose “Fe y Alegría”, o que destaca o valor da aquisição de conhecimento sobre métodos contraceptivos para alunos do ensino médio, idade de maior desenvolvimento neste caso entre 16 e 19 anos.

Delimitações de tempo e espaço

A pesquisa sobre o conhecimento dos adolescentes foi realizada de fevereiro a agosto de 2025. Durante esse período, foram realizadas palestras educativas sobre métodos contraceptivos. Perguntas pré e pós-palestra foram feitas inicialmente a alunos do 5º e 6º ano do ensino médio, com idades entre 16 e 19 anos, da cidade de El Alto (Bolívia). Essas perguntas foram avaliadas antes e depois das palestras, o que nos ajudou a avaliar as mudanças no conhecimento dos adolescentes. 

Além disso, buscamos como fontes de informação diversos artigos de diversos periódicos e bases de dados, sendo as mais utilizadas a PUBMED, a SCIELO, a ELSEVIER, o Google Acadêmico e a Biblioteca Cochrane, que nos auxiliaram em nossa pesquisa.

RESULTADOS 

Foi realizado um estudo com adolescentes que serviu de base para este relatório, no total, foram entrevistados 271 alunos, dos quais 134 (49,4%) eram do sexo masculino e 137 (50,6%) do sexo feminino, a média de idade foi de (18 anos), indicando que um número menor de participantes está na fase intermediária da adolescência, aproximadamente entre 16 e 19 anos, esta fase é caracterizada por importantes mudanças físicas, sociais e emocionais, onde se consolidam aspectos-chave do desenvolvimento como identidade pessoal, autonomia, maturidade cognitiva e integração social.

Da amostra, 32 adolescentes (12%) tinham 16 anos, representando o grupo mais jovem; 203 alunos (75%) tinham 17 anos, concentrando a maioria; 28 (10%) tinham 18 anos e 8 (3%) tinham 19 anos, representando os segmentos mais velhos da faixa avaliada, foi aplicado um questionário baseado no tema do estudo, cujo resultado demonstrou um aumento na porcentagem média de acertos, passando de 25,0% nas questões anteriores para 28,25% nas questões subsequentes, representando uma melhora de 3,25 pontos percentuais após a intervenção educativa, adicionalmente, cada questão do questionário apresentou uma melhora individual nas questões subsequentes, validando a eficácia da palestra para aumentar o conhecimento e corrigir equívocos, esta análise mostra que esta intervenção educativa teve um impacto positivo na compreensão do assunto entre os adolescentes avaliados.

TABELA 1

GRÁFICO 1

Descrição: O gráfico demonstra uma melhora geral no conhecimento dos alunos após a intervenção educativa, P1, relacionado aos métodos contraceptivos, já apresentava alto domínio antes da palestra e mostrou reforço no pós-teste, em P2, sobre acesso aos serviços de saúde, observa-se um aumento mais acentuado, indicando melhor compreensão dos canais de atendimento disponíveis, por outro lado, em P3 a P6 relacionados às ISTs, uso de preservativo, mitos e riscos da gravidez na adolescência, partiram de percentuais baixos, mas registraram avanços importantes, refletindo a correção de conceitos errôneos e a aquisição de informações-chave, P7 também apresentou melhora moderada, evidenciando maior conscientização e responsabilidade, considerando a saúde sexual e reprodutiva

Nível de conhecimento sobre todos os métodos contraceptivos em estudantes de 16 a 19 anos 

TABELA 2

Resultados e Análise

Com base nas tabelas, é apresentada a distribuição do grau de compreensão sobre planejamento familiar por idade e sexo, tanto a avaliação inicial quanto a final se concentram na faixa etária de 16 a 19 anos, nas questões anteriores, observou-se que o grupo de pessoas de 17 anos é o mais representativo, com 82,2% das (mulheres), 80% dos (homens). Isso indica que essa faixa etária possuía o maior conhecimento prévio sobre o tema, porém, no pós-teste observa-se uma leve diminuição na participação desse grupo, que passou a representar 87% das mulheres e 85% dos homens, isso sugere que a estratégia educacional conseguiu atingir outras faixas etárias, alcançando uma distribuição mais equilibrada do conhecimento, de fato, observa-se um aumento considerável na participação das faixas etárias de 16 e 19 anos, tanto em mulheres quanto em homens, por exemplo, o percentual de mulheres de 18 anos aumentou de 5,5% para 8%, enquanto o de homens de 18 anos passou de 6% para 8,5%.

Isso mostra que a ação realizada gerou uma mudança positiva na aquisição de conhecimento nesses grupos, outro achado relevante é que as mulheres obtiveram resultados superiores aos homens em ambas as avaliações, antes e depois da intervenção, isso sugere que a palestra educativa teve um efeito maior no aprendizado dos alunos, o que pode ser devido a fatores como maior motivação ou interesse pelo assunto, de forma geral, os dados indicam que a palestra educativa alcançou uma melhor distribuição do conhecimento sobre planejamento familiar entre as diversas categorias de idade e sexo, com aumento significativo na participação das faixas etárias de 16 e 19 anos, principalmente em relação às mulheres, isso demonstra a eficácia da intervenção e fornece informações valiosas para futuras estratégias educacionais nesta área.

DISCUSSÃO 

No início desta pesquisa, uma preocupação se tornou evidente: pouco mais de um quarto dos estudantes relatou ter conhecimento sobre educação sexual e contracepção. Essa informação indica que, embora o tema seja comumente discutido nos anos finais do ensino médio na Bolívia, muitos jovens ainda carecem das informações necessárias para fazer escolhas responsáveis  sobre suas vidas sexuais e reprodutivas (Pérez-Blanco, 2020).

No entanto, os resultados após a formação educacional oferecida aos alunos foram positivos. O aumento nos níveis de compreensão, que passou de 27% para 67%, demonstra que os ambientes de ensino e conversação são altamente eficazes. Essa mudança demonstra que os adolescentes estão prontos e capazes de aprender quando recebem informações claras, acessíveis e imparciais (Silva Muñoz, 2021). Esses resultados são consistentes com outras pesquisas, que indicam que incentivar o diálogo aberto sobre sexualidade não apenas aumenta o conhecimento, mas também fortalece a confiança pessoal e a capacidade de tomada de decisão dos jovens (Alvear Ortiz et al., 2025).

No entanto, ainda há um desafio significativo: aproximadamente um terço dos alunos não conseguiu compreender totalmente os tópicos abordados. Isso ressalta que uma única intervenção não é suficiente; a educação em sexualidade deve ser contínua, adaptada à idade e ao contexto cultural dos jovens e gradualmente fortalecida. Diversos estudos indicam que a educação sexual abrangente não apenas fornece informações, mas também promove valores, responsabilidade e prevenção de riscos a longo prazo (Cordero Campo, 2025).

O conhecimento adquirido durante esta pesquisa enfatiza a importância de alocar recursos para a educação em sexualidade como um recurso fundamental para a saúde e o bem-estar futuros dos jovens. O ensino sobre métodos contraceptivos durante esse período não se concentra apenas na prevenção da gravidez precoce, mas também busca promover o desenvolvimento integral, que inclui o bem-estar físico, emocional e social dos jovens (Gutiérrez Zuirreta, 2025).

Como grupo de pesquisa, sugerimos a realização regular de oficinas abrangentes de educação sexual em instituições de ensino, conduzidas por especialistas na área. Essas instituições devem integrar informações científicas atualizadas sobre métodos contraceptivos com atividades participativas, discussões abertas e conselhos práticos. Isso fortaleceria a independência dos jovens e ajudaria a reduzir os riscos associados a gestações inesperadas e comportamentos que podem prejudicar sua saúde física, emocional e social.

CONCLUSÃO

Os achados desta pesquisa indicam que a palestra educativa sobre planejamento familiar teve impacto positivo no escore de compreensão dos jovens, destacando que o grupo de 17 anos era o mais representativo antes da intervenção, concentrando em torno de 75% dos alunos participantes, porém, após a palestra, observou-se uma distribuição mais equilibrada, com aumento da participação das faixas etárias de 16 e 18 anos, principalmente no caso das (mulheres), este achado sugere que a estratégia educativa implementada conseguiu atingir um público mais diverso, alcançando uma melhor distribuição do conhecimento entre as diferentes faixas etárias, além disso, ficou evidente que as mulheres apresentaram um desempenho superior aos homens, tanto na avaliação inicial quanto na final, o que sugere que as atividades educativas,  teve maior impacto na aprendizagem dos alunos, portanto, os dados mostram que o treinamento gerou resultados benéficos, refletidos no aumento dos percentuais de participação nas diversas faixas etárias e sexo, isso mostra a eficácia das estratégias aplicadas e sublinha a importância de criar programas educacionais ajustados às necessidades e características particulares desta população adolescente, como recomendação prática, sugere-se a implementação de oficinas contínuas e periódicas de educação sexual nas unidades educacionais, estas oficinas devem incorporar atividades participativas, como dramatizações, debates e oficinas práticas, bem como materiais didáticos acessíveis e adaptados às características da população adolescente, desta forma, será possível reforçar os conhecimentos adquiridos e manter um impacto sustentado ao longo do tempo, promovendo uma educação integral.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

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2. Calderón León, R. A. (18 de fevereiro de 2020). Impacto de fatores socioculturais na saúde reprodutiva de mulheres na Universidade de Guayaquil. Disponível em MEDISAN: http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1029-30192020000100101&ln g=es&tlng=es.

3. Cordero Campo, C. C. (2025). La educación sexual integral en la adolescencia: Un análisis de su impacto y eficacia en la formación de los jóvenes

4. Durán, F. E. (19 de diciembre de 2020). Factores asociados al uso de métodos anticonceptivos modernos en mujeres y hombres Bolivia 2003-2008 . Obtenido de Revista Ciencia, Tecnología e Innovación: https://revistas.usfx.bo/index.php/rcti/article/view/392/357

5. Gutiérrez Zuirreta, B. N. (2025). Los adolescentes y la educación en el uso de métodos anticonceptivos.

6. Kumi-Kyereme, A. (07 de enero de 2021). Sexual and reproductive health services utilisation amongst in-school young people with disabilities in Ghana. Obtenido de https://ajod.org/index.php/ajod/article/view/671/1525

7. Machado-Duque, M. E.-A. (2023). Patrones de uso de anticonceptivos hormonales en una población de Colombia. Obtenido de Revista Salud Uninorte: https://doi.org/10.14482/sun.39.01.124.566

8. Organización Mundial de la Salud. (2023). Embarazo adolescente. Obtenido de https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/adolescent-pregnancy

9. Pérez-Blanco, A. (2020). Nivel de conocimiento sobre los métodos anticonceptivos y salud reproductiva en estudiantes adolescentes en un medio rural.

10. Sanz-Martos, S. L.-M.-G.-D.-N. (abril de 2024). Predictor variables of contraceptive method use in young people: A systematic review. Obtenido de Atencion primaria, 56(4), 102773.: https://doi.org/10.1016/j.aprim.2023.102773

11. Silva Muñoz, J. E. (2021). Utilización de los métodos anticonceptivos en estudiantes universitarios.

12. Health, T. L. (junio de 2022). Youth STIs: an epidemic fuelled by shame. Obtenido de The Lancet. Child & adolescent health: https://doi.org/10.1016/S2352-4642(22)00128-6


1maydacanazaca@gmail.com 
Orcid: https://orcid.org/0009-0006-7921-4299
Afiliação: Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Campus
Acadêmico El Alto. Universidade Privada Franz Tamayo (UNIFRANZ). La Paz, Bolívia. 

2anaisabelmamaniochoa4648@gmail.com 
Orcid: https://orcid.org/0009-0004-8723-3436
Afiliação: Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Campus
Acadêmico El Alto. Universidade Privada Franz Tamayo (UNIFRANZ). La Paz, Bolívia. 

3yenylopez997@gmail.com 
Orcid: https://orcid.org/0000-0001-6852-9830
Afiliação: Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Campus
Acadêmico El Alto. Universidade Privada Franz Tamayo (UNIFRANZ). La Paz, Bolívia. 

4ryunaida@gmail.com
Orcid: https://orcid.org/0009-0005-9295-9466
Afiliação: Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Campus
Acadêmico El Alto. Universidade Privada Franz Tamayo (UNIFRANZ). La Paz, Bolívia. 

5dr.aldoayala@gmail.com 
Orcid: https://orcid.org/0009-0001-3435-2771
Afiliação: Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências da Saúde, Campus
Acadêmico El Alto. Universidade Privada Franz Tamayo (UNIFRANZ). La Paz, Bolívia.