INTELLIGENCE TECHNOLOGY UNIVERSITIES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511160825
Lucimara Francisco Prado1
Renata Mirella Farina2
Fabiana Florian3
Resumo:
O presente trabalho tem como objetivo analisar o uso da Inteligência Artificial (IA) no contexto acadêmico, destacando sua aplicação em universidades e instituições de ensino superior. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, abordando os principais conceitos, a evolução histórica da IA e seu impacto nas práticas educacionais. Observa-se que essa tecnologia tem se tornado uma aliada importante no processo de ensino e aprendizagem, oferecendo suporte a estudantes, professores e pesquisadores em diversas atividades. Entre suas principais aplicações estão os sistemas tutoriais inteligentes, chatbots de atendimento, ferramentas de correção automática e assistentes virtuais de pesquisa. Além disso, o estudo discute os benefícios e desafios que envolvem o uso ético e responsável dessas ferramentas, bem como suas implicações para o futuro da educação. Conclui-se que a integração da Inteligência Artificial nas universidades representa um avanço significativo, promovendo inovação, eficiência e novas possibilidades pedagógicas no ambiente acadêmico.
Palavras-chave: Inteligência artificial, Tecnologia, Universidades, Desafios Éticos, Personalização
Abstract:
This paper aims to analyze the use of Artificial Intelligence (AI) in the academic context, highlighting its application in universities and higher education institutions. The research was developed through a literature review, addressing the main concepts, the historical evolution of AI, and its impact on educational practices. It is observed that this technology has become an important ally in the teaching and learning process, offering support to students, teachers, and researchers in various activities. Among its main applications are intelligent tutorial systems, customer service chatbots, automatic correction tools, and virtual research assistants. Furthermore, the study discusses the benefits and challenges involved in the ethical and responsible use of these tools, as well as their implications for the future of education. It concludes that the integration of Artificial Intelligence in universities represents a significant advance, promoting innovation, efficiency, and new pedagogical possibilities in the academic environment.
Key-words: Artificial intelligence, Technology, Universities, Ethical Challenges, Personalization
1 INTRODUÇÃO
A Inteligência Artificial também conhecida como IA é a tecnologia que permite computadores e máquinas a simularem a capacidade de resolução e problemas da cognição humana. Com a rápida evolução das tecnologias dos dias atuais, fica cada vez mais incerto de qual a inovação ganhará o lugar. Há três níveis da IA: Inteligência Artificial Estreita (ANI), Inteligência Artificial Geral (AGI) e Superinteligência Artificial (ASI). A ANI é a única que está sendo usada no cotidiano, pois as outras duas estão sendo feitas pesquisas de estudo para sair do papel. Assistentes digitais é uma ferramenta imprevisível e que está em grande destaque no dia a dia e precisamos conscientizar o uso de forma responsável e complementar de um modo como auxílio, e não podemos substituir o ensino e as pesquisas tradicionais de qual as Universidades e docentes podem proporcionar ao estudante acadêmico.
Assistentes inteligentes e sistemas preditivos auxiliam na identificação de dificuldades dos estudantes e na melhoria do desempenho acadêmico. E a preocupação é, até onde as Universidades estão se conscientizando com o uso excessivo dos estudantes com os chatbots, e até onde a permissão é concedida, sabendo que os chatbots respondem a todos os tipos de perguntas, inclusive a elaboração de estudo científico. (PERES,2024).
O objetivo deste trabalho é apresentar o contexto da Inteligência Artificial (IA) no meio acadêmico, e como questão de pesquisa: Com o avanço acelerado da Inteligência Artificial (IA) e sua incorporação nas universidades, observa-se um crescente uso de assistentes digitais e chatbots por parte de estudantes e docentes. Embora essas ferramentas tenham surgido com o propósito de facilitar o acesso à informação, otimizar processos e apoiar o aprendizado, sua utilização excessiva tem levantado preocupações sobre possíveis impactos negativos na formação acadêmica. Surge, então, a questão: até que ponto o uso constante da Inteligência Artificial pode comprometer o desenvolvimento do pensamento crítico, a autonomia intelectual e as competências cognitivas dos estudantes? Além disso, quais são os limites éticos e pedagógicos que as instituições de ensino devem considerar para garantir que a IA permaneça como uma ferramenta de apoio, e não como um substituto das capacidades humanas essenciais à aprendizagem? A hipótese é que apesar do potencial da Inteligência Artificial em otimizar o ensino, facilitar a gestão acadêmica e fornece suporte aos estudantes, seu uso indiscriminado e excessivo pode gerar dependência tecnológica, prejudicar a autonomia intelectual e limitar o desenvolvimento do pensamento crítico, tornando a aprendizagem menos efetiva e comprometendo a formação integral dos alunos. (ALBANO,2025).
A crítica, por exigir o exercício constante da dúvida, não cabe nesse limite. O fato de a rapidez e eficiência dos mecanismos de busca permitirem à máquina dar respostas aceitáveis, muito boas ou até excelentes não lhe permite, entretanto, fazer boas perguntas. Assim, as perguntas permanecem da inteira responsabilidade do usuário. (ALBANO,2025, p.3)
Questões pautadas, relevantes e qual é o impacto da presença massiva do IA no meio acadêmico sendo que atualmente existe uma dificuldade de identificar o uso e a formação de textos acadêmicos.
Apesar do domínio da IA, a participação humana e o pensamento crítico continuam sendo de grande importância para garantir a formação acadêmica completa.
A abordagem qualitativa, e com a perspectiva é compreender os desafios do uso de IA no meio acadêmico e propor ética, discrição e responsabilidade ao seu uso identificando conceitos éticos, regulamentações e estudos anteriores sobre o tema.
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Esta seção apresenta uma análise teórica e conceitual acerca da Inteligência Artificial (IA) e de como ela tem sido progressivamente integrada ao meio acadêmico, modificando de maneira profunda as formas de ensino, aprendizagem e produção científica. A evolução tecnológica e a expansão do acesso à internet possibilitaram que ferramentas de IA passassem a desempenhar papel fundamental no cotidiano de estudantes, professores e pesquisadores, influenciando diretamente os métodos de ensino e as práticas pedagógicas.
Diversos estudos apontam que o uso de assistentes digitais, plataformas de aprendizado automatizadas e chatbots pode otimizar processos educacionais, facilitar a personalização do ensino e ampliar o acesso à informação (IBM BRASIL, 2025). No entanto, também se destacam discussões sobre os riscos relacionados à ética, privacidade de dados, dependência tecnológica e à substituição parcial de habilidades cognitivas humanas. Assim, esta seção busca explorar as principais discussões sobre o impacto da IA na educação superior, abordando seus benefícios, desafios e as regulamentações necessárias para um uso responsável dessa tecnologia no ambiente acadêmico.
2.1 Classificação da Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial pode ser compreendida por meio de três níveis principais: Inteligência Artificial Estreita (ANI), Inteligência Artificial Geral (AGI) e Superinteligência Artificial (ASI) (KOVACS, 2025).
A ANI, também conhecida como IA fraca, refere-se a sistemas projetados para executar tarefas específicas, sem consciência ou entendimento do contexto. Ela está amplamente presente no cotidiano acadêmico, sendo aplicada em ferramentas como assistentes virtuais, sistemas de recomendação, corretores automáticos de texto e plataformas educacionais inteligentes. Exemplos incluem sistemas como o ChatGPT, Google Gemini e assistentes educacionais personalizados, que ajudam estudantes em pesquisas e revisões textuais.
Já a AGI, ou IA geral, representa um estágio mais avançado, no qual a máquina seria capaz de compreender, aprender e aplicar o conhecimento de forma semelhante ao ser humano. Apesar de amplamente discutida na literatura científica, essa forma de IA ainda se encontra em fase de estudo e experimentação.
Por fim, a ASI, ou superinteligência artificial, é uma projeção teórica de um sistema cuja capacidade cognitiva ultrapassaria a inteligência humana em praticamente todos os domínios. Embora ainda hipotética, a ASI levanta preocupações éticas e filosóficas sobre o papel do ser humano no futuro tecnológico (RUSSELL; NORVIG, 2023).
2.2 Benefícios da Inteligência Artificial no Ensino Superior
A inserção da IA no ensino superior tem proporcionado benefícios significativos, especialmente no que diz respeito à personalização do aprendizado e à eficiência na gestão acadêmica. Ferramentas de IA são capazes de analisar dados de desempenho dos estudantes, identificando lacunas no aprendizado e sugerindo materiais ou atividades adequadas ao perfil de cada aluno. Isso possibilita um ensino mais inclusivo e adaptativo, capaz de atender às diferentes necessidades cognitivas e ritmos de aprendizagem (SCIELO BRASIL, 2025).
Além disso, plataformas baseadas em IA oferecem feedbacks instantâneos, favorecendo o aprendizado contínuo e autônomo. Universidades de diferentes países têm implementado sistemas preditivos que monitoram o engajamento dos estudantes e detectam sinais precoces de evasão, permitindo que sejam realizadas intervenções pedagógicas antes que o aluno abandone o curso (ALBANO, 2025).
A IA também tem sido usada para otimizar processos administrativos, como gestão de notas, controle de frequência e suporte acadêmico, liberando mais tempo para que docentes se dediquem a atividades de pesquisa e orientação. Por outro lado, o uso responsável dessas tecnologias requer capacitação docente e políticas institucionais claras para garantir a integridade do processo educativo.
2.3 Desafios e Impactos Negativos
Apesar de seus benefícios, a implementação da Inteligência Artificial no meio acadêmico traz desafios expressivos. Um dos principais é o risco de dependência tecnológica, que pode comprometer o desenvolvimento de habilidades críticas e analíticas dos estudantes. O uso indiscriminado de ferramentas como chatbots e geradores automáticos de texto, por exemplo, tem gerado debates sobre autoria, originalidade e plágio acadêmico, dificultando a distinção entre o conhecimento produzido pelo aluno e o conteúdo gerado pela máquina (A TERRA É REDONDA, 2025).
Outro ponto de preocupação refere-se à substituição parcial do raciocínio humano por respostas automatizadas, o que pode enfraquecer a autonomia intelectual e a capacidade de reflexão. Além disso, há questões éticas relacionadas à privacidade e ao uso de dados pessoais, já que muitos sistemas de IA coletam informações sensíveis sobre o comportamento e desempenho dos usuários (PERES, 2024).
Portanto, a introdução da IA na educação deve vir acompanhada de políticas claras sobre transparência algorítmica e segurança digital, além de estratégias pedagógicas que mantenham o protagonismo do estudante no processo de aprendizagem.
2.4 Regulações e Diretrizes para o Uso da IA na Educação
Com o avanço da IA, as instituições de ensino superior têm reconhecido a necessidade de regulamentar e orientar o uso ético dessas tecnologias. Universidades e órgãos educacionais começaram a desenvolver códigos de condutae políticas institucionais que visam garantir que a IA seja utilizada como ferramenta de apoio ao aprendizado, e não como substituta do esforço intelectual humano (SCIELO BRASIL, 2025).
Essas regulamentações buscam assegurar que o uso da IA respeite princípios como transparência, responsabilidade e equidade, evitando discriminação algorítmica e garantindo que a avaliação acadêmica continue valorizando o pensamento crítico. Em alguns países, como Reino Unido e Austrália, já existem diretrizes específicas para o uso de IA generativa em contextos educacionais, incentivando boas práticas e a ética digital (OECD, 2024).
No Brasil, esse debate tem se intensificado em 2025, à medida que universidades públicas e privadas começam a discutir normas internas sobre o uso de chatbots e geradores automáticos de conteúdo em atividades acadêmicas. Essas medidas visam equilibrar o aproveitamento das inovações tecnológicas com a preservação dos valores humanos que sustentam a educação.
Assim, a crescente presença da Inteligência Artificial no meio acadêmico exige um debate contínuo e aprofundado sobre seu uso adequado. Embora a IA ofereça avanços e oportunidades significativas para o processo educativo, é essencial que sua aplicação seja pautada pela ética, pela transparência e pelo fortalecimento do pensamento humano, garantindo uma formação integral, crítica e responsável para os estudantes do século XXI.
3. ATUAÇÃO DA IA NO AMBIENTE EDUCACIONAL
3.1 Abordagem metodológica e etapas desenvolvidas
Este estudo adota uma abordagem qualitativa, voltada à compreensão crítica sobre a utilização da Inteligência Artificial no ambiente universitário. A revisão bibliográfica permitiu mapear os principais conceitos, aplicações e desafios associados ao uso de assistentes digitais no ensino superior, com foco especial nos riscos éticos e pedagógicos apontados por autores contemporâneos.
3.2 Conceitos fundamentais e aplicações da IA
Foram identificadas três categorias principais de Inteligência Artificial: ANI (Inteligência Artificial Estreita), AGI (Inteligência Artificial Geral) e ASI (Superinteligência Artificial). Segundo Kovacs, a ANI é a mais comum no contexto acadêmico, presente em ferramentas como chatbots, corretores automáticos e sistemas de recomendação.
Fontes como a IBM foram essenciais para compreender o funcionamento técnico da IA e suas aplicações no ensino, como a personalização da aprendizagem e o uso de sistemas preditivos. No entanto, diversos estudos alertam para o risco de uma utilização inadequada dessas tecnologias, que pode comprometer a autonomia dos estudantes e reduzir sua capacidade de pensamento crítico.
3.3 Impactos éticos e pedagógicos
Análises de publicações da SciELO Brasil demonstram que ferramentas como o ChatGPT vêm sendo utilizadas não apenas como apoio, mas também como substitutos na produção acadêmica, o que levanta preocupações sobre autoria, originalidade e desenvolvimento intelectual.
O estudo de Martins, Lima e Oliveira, na revista Transinformação, reforça essas preocupações, apontando que o uso descontrolado da IA pode gerar superficialidade argumentativa e dependência cognitiva.
A UNESCO propõe diretrizes internacionais para o uso ético da IA recomendando que a educação preserve o julgamento humano, a responsabilidade e a ética. Destaca-se a importância de normativas institucionais que orientem o uso da IA como complemento e não substituição ao esforço intelectual dos estudantes.
Moraes e Santos, na Revista Rease, ressaltam os desafios institucionais enfrentados pelas universidades, como a formação de professores e a delimitação de regras claras sobre o uso da IA no processo de ensino-aprendizagem.
3.4 Exemplos de práticas institucionais no uso da IA
Universidades brasileiras e estrangeiras já implementam estratégias para lidar com o uso crescente da IA no meio acadêmico. Essas ações vão desde a criação de normas internas até programas de capacitação para docentes.
Segundo Moraes e Santos, algumas instituições no Brasil formaram comissões pedagógicas dedicadas a estabelecer diretrizes sobre o uso ético de assistentes digitais, em parceria com núcleos de tecnologia educacional.
A Universidade de Helsinque, conforme relatório da UNESCO, tornou obrigatório o ensino de ética em IA preparando os alunos para o uso crítico e consciente da tecnologia.
Estudos da SciELO Brasil mostram que algumas instituições estão testando softwares de verificação de autoria baseada em IA, sobretudo em programas de pós-graduação, onde há maior rigor em relação à originalidade e profundidade dos trabalhos.
Além disso, conforme Martins, Lima e Oliveira, universidades públicas brasileiras têm instituído códigos de conduta que exigem a citação explícita de produções assistidas por IA promovendo a integridade e a transparência acadêmica.
3.5 Síntese do Desenvolvimento
A análise realizada nesta seção certifica que a Inteligência Artificial ao mesmo tempo em que oferece avanços significativos para o ensino superior como personalização do aprendizado, detecção precoce de dificuldades acadêmicas e otimização de processos institucionais também impõe desafios éticos e pedagógicos que não podem ser ignorados. Os exemplos de práticas institucionais mostraram que universidades no Brasil e no exterior, já buscam equilibrar inovação tecnológica com responsabilidade acadêmica, seja por meio de regulamentações, capacitação docente ou implementação de políticas de transparência. Tais ações revelam que o papel da IA deve ser de apoio ao desenvolvimento do estudante sem substituir o esforço intelectual, a autonomia e a construção crítica do conhecimento. Dessa forma, o desenvolvimento da pesquisa permite compreender que a presença da IA nas universidades precisa ser acompanhada por estratégias institucionais sólidas e alinhadas a valores éticos. Isso reforça a necessidade de normativas claras e de uma cultura de uso responsável da tecnologia, garantindo que os benefícios sejam potencializados sem comprometer a qualidade da formação acadêmica.
4 RESULTADOS
4.1 Benefícios e Desafios do Uso da IA nas Universidades
A análise dos estudos revisados evidencia que a Inteligência Artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta estratégica no ambiente universitário, atuando de forma expressiva em diferentes áreas do processo educacional. Sua aplicação tem proporcionado melhorias no acompanhamento do desempenho discente, na personalização das práticas pedagógicas e na automatização de processos administrativos, gerando maior eficiência e agilidade nas rotinas acadêmicas.
No entanto, os resultados também apontam para desafios significativos, principalmente relacionados à ética e à formação crítica dos estudantes. Observa-se que o uso excessivo de assistentes digitais e chatbots, como o ChatGPT e outros sistemas de IA generativa, pode provocar uma dependência cognitiva, prejudicando o desenvolvimento da autonomia intelectual e o raciocínio analítico. Essa constatação reforça a importância da intervenção docente e da mediação humana como elementos indispensáveis no processo de ensino-aprendizagem.
As universidades que já implantaram políticas de uso ético e responsável da IA têm obtido resultados mais equilibrados, demonstrando que a regulamentação e a orientação pedagógica são fatores determinantes para o aproveitamento positivo dessas tecnologias. Além disso, instituições que promovem a capacitação docente e a conscientização discente sobre o uso crítico da IA relatam melhorias na qualidade da produção acadêmica e na integridade das práticas educativas.
Em síntese, os resultados indicam que o impacto da IA no ensino superior é duplo: ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades pedagógicas e administrativas, exige um novo olhar sobre a ética, a formação intelectual e o papel humano no ambiente acadêmico. O equilíbrio entre inovação tecnológica e valores educacionais se apresenta como o principal desafio das instituições de ensino no cenário contemporâneo.
5. CONCLUSÃO
5.1 Reflexões sobre o Futuro da Educação com a Inteligência Artificial
Conclui-se que a integração da Inteligência Artificial no contexto acadêmico representa um marco importante na modernização das práticas educacionais, trazendo benefícios notáveis à gestão, à pesquisa e ao processo de ensino e aprendizagem. Contudo, essa integração requer prudência, ética e uma compreensão crítica sobre seus limites e implicações.
A pesquisa demonstrou que, embora as ferramentas de IA possam otimizar o aprendizado e facilitar o acesso à informação, seu uso inadequado pode comprometer o desenvolvimento de competências essenciais, como o pensamento crítico, a criatividade e a autonomia intelectual. Assim, o papel da IA deve ser compreendido como complementar ao esforço humano, e não como substituto das capacidades cognitivas e reflexivas do estudante.
O estudo reforça a necessidade de que as instituições de ensino superior adotem políticas claras e transparentes sobre o uso da Inteligência Artificial, assegurando que seu emprego esteja alinhado a princípios éticos e pedagógicos. Recomenda-se, portanto, a criação de programas de formação continuada para professores e estudantes, que abordem o uso responsável da IA e incentivem a reflexão sobre seu impacto na produção do conhecimento.
Por fim, conclui-se que o futuro da educação superior depende do equilíbrio entre a tecnologia e a humanização do ensino. A Inteligência Artificial deve ser vista como uma aliada do processo educativo, desde que utilizada com discernimento, propósito e compromisso com a formação integral do ser humano crítica, ética e consciente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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STRYKER, C.;IBM Brasil. O que é a Inteligência Artificial (IA)? https://www.ibm.com/br-pt/topics/artificial-intelligence. Acesso em: 25.mar.2025
1Graduando do Curso de Sistema de Informação da Universidade de Araraquara- UNIARA. Araraquara-SP. E-mail: lufrancisco2007@gmail.com
2Orientador. Docente do Curso de Sistema de Informação da Universidade de Araraquara- UNIARA. Araraquara-SP. E-mail: rmfarina@uniara.edu.br
3Coorientador. Docente do Curso de Sistema de Informação da Universidade de Araraquara- UNIARA. Araraquara-SP. E-mail: fflorian@uniara.edu.br
