EPIDEMIOLOGY OF DIABETES MELLITUS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511160903
Ana Flávia Nunes de Siqueira Arouca
Orientadora: Prof.ª Lisie Tocci Justo
Resumo
O Diabetes Mellitus (DM) é uma das principais causas de morbimortalidade entre as doenças crônicas não transmissíveis. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o DM afetava 537 milhões de pessoas e foi responsável por 6,7 milhões de óbitos em 2021. Estima-se que, até 2040, possa atingir 642 milhões de indivíduos, reduzindo a expectativa de vida global. O presente estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico dos óbitos por DM em Rio Claro/SP, Brasil, entre 2010 e 2022. Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo e transversal, que utilizou dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos os casos em que o DM (CID-10: E101–E109; E111–E119; E126; E135; E140–E149) foi a causa básica de morte. As variáveis analisadas incluíram fatores sociodemográficos, local e condições do óbito e assistência médica, sendo os dados processados no software IBM SPSS versão 27. No período analisado, foram registrados 812 óbitos, com maior prevalência entre indivíduos do sexo feminino, de cor/raça branca, baixa escolaridade e DM não especificado. Os resultados reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à prevenção e ao manejo do DM em todos os níveis de atenção, visando à promoção da saúde e à redução de complicações e iatrogenias durante o tratamento.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus; Epidemiologia; Mortalidade; Saúde Pública; Brasil.
1 INTRODUÇÃO
O Diabetes Mellitus (DM) é considerado um dos principais problemas de saúde pública mundial, devido à sua elevada prevalência e às complicações crônicas associadas. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), em 2021 o DM afetava mais de 537 milhões de pessoas, sendo responsável por 6,7 milhões de mortes. No Brasil, a prevalência tem aumentado de forma significativa nas últimas décadas, refletindo mudanças no estilo de vida, envelhecimento populacional e aumento da obesidade.
O estudo justifica-se pela necessidade de compreender o perfil dos óbitos por DM em nível municipal, permitindo a identificação de grupos mais vulneráveis e subsidiando ações preventivas. Assim, este trabalho tem como objetivo descrever o perfil epidemiológico de indivíduos que morreram por DM em Rio Claro/SP entre 2010 e 2022.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
A literatura evidencia que o DM é um fator determinante de morbimortalidade e um desafio para os sistemas de saúde. Segundo a IDF (2021), projeta-se que 642 milhões de pessoas possam ser acometidas até 2040, especialmente em países em desenvolvimento. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam o DM como uma das dez principais causas de morte. Pesquisas apontam maior vulnerabilidade entre idosos, mulheres e indivíduos de baixa escolaridade, reforçando a necessidade de políticas públicas específicas voltadas à equidade e prevenção.
3 METODOLOGIA
Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo e transversal, realizado a partir de dados secundários obtidos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS), no período de 2010 a 2022. Foram incluídos os óbitos em que o DM (CID-10: E101–E109; E111–E119; E126; E135; E140–E149) foi registrado como causa básica de morte. As variáveis analisadas compreenderam sexo, raça/cor, escolaridade, estado civil, local de ocorrência e condições do óbito. A análise descritiva foi conduzida no software IBM SPSS versão 27, com apresentação dos resultados em tabelas e gráficos.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Durante o período estudado, foram registrados 812 óbitos por DM em Rio Claro/SP. A maioria dos casos ocorreu entre indivíduos do sexo feminino (54,3%), de raça/cor branca (84,2%) e com baixa escolaridade (40%). A maior parte dos óbitos ocorreu em ambiente hospitalar (42,1%) e o tipo de DM mais prevalente foi o não especificado (68,2%). Esses achados corroboram estudos prévios que associam o baixo nível de escolaridade e o acesso limitado aos serviços de saúde a piores desfechos clínicos. Destaca-se a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento adequado e da educação em saúde como estratégias de redução da mortalidade associada ao DM.
5 CONCLUSÃO / CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que houve predominância de óbitos por DM entre mulheres brancas, com baixa escolaridade e diagnóstico não especificado. Os resultados evidenciam desigualdades no acesso à saúde e reforçam a necessidade de ações públicas voltadas à prevenção, rastreamento e manejo adequado do DM. Recomenda-se o fortalecimento das políticas intersetoriais, com foco em educação em saúde, promoção de hábitos saudáveis e capacitação de profissionais, a fim de reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida da população afetada.
REFERÊNCIAS
ALKHATANI, A.; ANDERSON, P.; BAYSAN, A. The impact of sociodemographic determinants and diabetes type-2 on oral health outcomes: An analytical crosssectional study. Clinical Experimental Dental Research, v.10, n.1, p.e846, 2024. DOI: 10.1002/cre2.846. PMID: 38345485; PMCID: PMC1082913.
INTERNATIONAL DIABETES FEDERATION. IDF Diabetes Atlas, 10th edition. Brussels: Belgium, 2021. Disponível em: https://www.diabetesatlas.org
