REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511212046
Igor Martins Silva
João Victor Terra Piedade Silva
Rafael Medeiros Carvalho
Orientador: Alcino Mendes.
RESUMO
A brucelose bovina é uma enfermidade infectocontagiosa de caráter zoonótico, causada principalmente pela Brucella abortus, que acomete bovinos e bubalinos, resultando em expressivos prejuízos sanitários, reprodutivos e econômicos. A doença provoca abortos, natimortalidade, infertilidade e descarte precoce de matrizes, reduzindo a produtividade dos rebanhos e impactando a rentabilidade das propriedades rurais. O presente trabalho tem como objetivo analisar os impactos econômicos e zootécnicos da brucelose no sistema de cria bovino, abordando suas formas de transmissão, métodos de diagnóstico, prevenção e controle. Foram consideradas as diretrizes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal – PNCEBT e dados de órgãos oficiais, como MAPA e EMBRAPA. Constatou-se que a adoção de medidas sanitárias adequadas, como vacinação obrigatória, testagem periódica e descarte de animais positivos, é essencial para minimizar as perdas produtivas e econômicas, contribuindo para a sustentabilidade e a biosseguridade da pecuária nacional.
Palavras-chave: Impacto econômico; manejo sanitário; sistema de cria.
ABSTRACT
Bovine brucellosis is a contagious zoonotic disease mainly caused by Brucella abortus, affecting cattle and buffaloes and leading to significant sanitary, reproductive, and economic losses. The disease causes abortions, stillbirths, infertility, and premature culling of breeding females, reducing herd productivity and profitability in livestock systems. This study aims to analyze the economic and zootechnical impacts of brucellosis within the cow-calf production system, addressing its transmission routes, diagnostic methods, prevention, and control strategies. The analysis was based on the guidelines of the National Program for the Control and Eradication of Brucellosis and Animal Tuberculosis – PNCEBT and official data from MAPA and EMBRAPA. The findings highlight that proper sanitary management—such as mandatory vaccination, periodic testing, and the culling of infected animals—is essential to minimize productive and financial losses, thus promoting herd health, biosecurity, and the sustainability of Brazilian livestock production.
Keywords: Economic impact; sanitary management; cow-calf system.
1. INTRODUÇÃO
A brucelose bovina é uma das doenças infectocontagiosas mais importantes da pecuária mundial, tanto pelo seu caráter zoonótico quanto pelos impactos negativos que causa na produtividade e na economia agropecuária. Causada pela Brucella abortus, bactéria intracelular facultativa que acomete principalmente o sistema reprodutivo, a enfermidade gera consequências severas como abortos, infertilidade, retenção de placenta e queda na produção de leite, representando uma das principais causas de prejuízos na bovinocultura de corte e de leite no Brasil.
Além dos danos diretos ao rebanho, a brucelose interfere no desempenho zootécnico e na eficiência reprodutiva das fêmeas, comprometendo a reposição de matrizes e o equilíbrio do sistema de cria. Em regiões com elevada prevalência, as perdas econômicas se tornam expressivas, refletindo na redução do número de bezerros desmamados, no aumento dos custos de reposição e na diminuição da rentabilidade da atividade pecuária.
O Brasil, por ser um dos maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo, mantém programas sanitários rigorosos para o controle dessa enfermidade. Entre eles, destaca-se o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal – PNCEBT, instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, que estabelece normas de vacinação, diagnóstico e eliminação de animais infectados.
Diante disso, compreender o impacto econômico e sanitário da brucelose no sistema de cria é essencial para fundamentar estratégias de manejo preventivo, fortalecer políticas públicas e promover a sustentabilidade da pecuária nacional. Este trabalho tem como objetivo principal analisar os efeitos da brucelose bovina sobre a produtividade e a economia do sistema de cria, abordando seus aspectos epidemiológicos, clínicos e reprodutivos, bem como as medidas de controle preconizadas pelos órgãos oficiais de defesa agropecuária.
2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1. DEFINIÇÃO
A brucelose é uma doença infecciosa de caráter zoonótico, causada por bactérias do gênero Brucella são cocobacilos Gram-negativos, imóveis, aeróbios e intracelulares facultativos, que acomete uma ampla variedade de espécies, incluindo bovinos e bubalinos, comprometendo especialmente o sistema reprodutivo. (POSTER, 2013).
As bactérias são classificadas como microrganismos aeróbios, pertencem à classe Proteobacteria. Apresentam uma temperatura de multiplicação entre 20°C e 40°C, com 37°C sendo ideal, e um pH ideal que varia de 6,6 a 7,4. Este gênero inclui dez espécies distintas, classificadas principalmente com base em variações na patogenicidade, preferência de hospedeiro e características bioquímicas e antigênicas. Testes como sorotipagem, tipificação de fagos e requisitos de CO2 são usados para diferenciar as espécies. As espécies mais relevantes do gênero incluem B. melitensis, B. abortus, B. suis, B. neotomae, B. ovis e B. canis. (SOLA, 2014).
A Brucella abortus é a principal espécie envolvida em bovinos, as principais ocorrências em animais trazem sinais clínicos como abortos, partos antecipados, infertilidade e contribuem de maneira significativa para uma queda notável na produção. (COSTA et al., 2023).
B. abortus é uma bactéria com alto potencial para causar danos biológicos. Importante para a saúde pública, pelos prejuízos econômicos e zootécnicos que provoca. Trata-se de uma zoonose fortemente associada aos produtos derivados de animais. (SCHMITT, 2017).
2.2. EPIDEMIOLOGIA
Sua transmissão ocorre, por via oral, quando os animais ingerem água, pastagens ou alimentos contaminados com secreções uterinas, placentas, fetos ou líquidos amnióticos de animais infectados. Fatores ambientais como umidade, sombra e temperatura favorecem a sobrevivência da bactéria. A bactéria é sensível a agentes desinfetantes como hipoclorito de sódio, cresol e formol, sendo indispensável o uso correto desses produtos na limpeza das instalações. (NUNES et al., 2020).
As principais manifestações clínicas nos rebanhos incluem abortos no terço final da gestação, nascimento de bezerros fracos, retenção de placenta, infertilidade temporária ou permanente e orquite em machos. Além disso, fêmeas aparentemente saudáveis podem continuar eliminando a bactéria por meio do leite ou secreções, constituindo fonte de infecção para outros animais por longos períodos. (CAL, 2014).
Uma pesquisa, utilizando a cepa da doença, buscando avaliar um método de detecção de B. abortus determinação da sobrevivência da bactéria em alimentos, várias matrizes foram contaminadas por diferentes concentrações de bactérias. Após a contaminação, a recuperação foi mais significativa em água e leite, alcançando mais de 96% e 93% respectivamente (Figura 1). Concluiu-se a persistência por até 132 dias em leite e sangue. Permanece até 28 dias em água e menos de 21 dias em purê de maçã e conteúdo estomacal. Mantendo sua viabilidade por meses em condições de frio, sendo sensível à luz solar e ao processo de pasteurização. (KADEN, 2018).

Figura 1 Recuperação obtida por cultivo. Diponivel em: https://bmcinfectdis.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12879-018-3134-5. Acessado em: 13 de out de 2025.
2.3. PATOGENIA
A patogenicidade da B. abortus está intimamente ligada aos mecanismos que facilitam sua invasão, sobrevivência e multiplicação intracelular nas células do hospedeiro, protegendo-as da ação do sistema imunológico. A principal porta de entrada em bovinos é a mucosa oral, e as bactérias são fagocitadas principalmente por macrófagos, onde se multiplicam e podem persistir por semanas ou meses. Os órgãos de predileção são aqueles que fornecem elementos essenciais para o seu metabolismo, como o eritritol, encontrado no útero, tecidos mamários, sistema osteoarticular e órgãos do sistema reprodutor. (CARDOSO, 2016).
Em bovinos, a quantidade de eritritol varia gradualmente ao longo da gestação, alcançando níveis máximos perto do parto, o que aumenta a possibilidade de infecção e proliferação dos microrganismos. O descolamento dos cotilédones é consequência do avanço do processo inflamatório, o que compromete a circulação materno-fetal e dificulta ou até impede a transferência de nutrientes e oxigênio da mãe para o feto. Isso pode causar danos que vão desde o nascimento de bezerros subdesenvolvidos até o aborto. Como resultado, os abortos se tornam raros, o que faz surgir outras manifestações da doença, como retenção de placenta, corrimento vaginal, nascimento de bezerros fracos, endometrite e mastite. (ALVES et al., 2011).
Nos machos, pode ocorrer orquite, resultando em um aumento do volume dos testículos de forma unilateral ou bilateral. Isso também pode afetar os epidídimos, ampolas e vesículas seminais. Podendo resultar em subfertilidade, infertilidade ou esterilidade. (CAL et al., 2014).
No sistema locomotor, os microrganismos do gênero Brucella se estabelecem nas articulações ósseas, provocando artrites, espondilites e bursites. As bursites cervicais são lesões inflamatórias resultantes de infecção hematógena. A presença de bursite é frequentemente relacionada à infecção brucélica por diversos autores, considerando a alta taxa de isolamento e identificação do agente em vários casos, bem como a presença de títulos de anticorpos aglutinantes compatíveis com a enfermidade. (VIANA et al., 2010).
2.4. DIAGNÓSTICO
Fêmeas com mais de 24 meses e machos de todas as idades devem ser testados. Em casos positivos, animais devem ser retestados de 30 a 60 dias para confirmação do diagnóstico, os animais confirmados devem ser identificados com a letra “P” na face direita, isolados do rebanho e destinados ao abate sanitário no prazo máximo de 30 dias. (MAPA, 2018).
O diagnóstico da brucelose baseia-se em testes sorológicos padronizados, sendo os mais utilizados no Brasil o Teste do Antígeno Acidificado Tamponado – AAT e o Teste do Anel no Leite – TAL. A confirmação é feita por exames como a Soroaglutinação Lenta – SAL e o 2–Mercaptoetanol – 2-ME. (RECUERO et al., 2025).
O Antígeno Acidificado Tamponado – AAT é o teste de triagem mais importante para brucelose bovina. É um teste de aglutinação rápida usado para identificar a presença de anticorpos contra B. abortus no soro sanguíneo. O objetivo é identificar o maior número possível de animais infectados, podendo apresentar menor especificidade em relação aos testes confirmatórios. As amostras positivas são encaminhadas para os testes confirmatórios. (MAPA, 2018).
O Teste do Anel no Leite – TAL é uma análise de triagem realizada em amostras de leite para detectar anticorpos e monitorar a condição sanitária de rebanhos leiteiros. Possui alta sensibilidade para detectar rebanhos contaminados. (MAPA, 2018).
A Soroaglutinação Lenta – SAL é um teste confirmatório realizado em soro, frequentemente analisado em conjunto com o 2-Mercaptoetanol – 2-ME. Este último é empregado para distinguir a classe de anticorpos. As imunoglobulinas da classe IgM são inativadas pelo 2-ME, o que possibilita a detecção da IgG. (MAPA, 2018).
O protocolo do Progama Nacional De Controle E Erradicação De Brucelose E Tuberculose – PNCEBT busca aumentar a precisão do diagnóstico e reduzir a ocorrência de falsos-positivos combina SAL e 2-ME. (MAPA, 2018).
A Fixação de Complemento – FC é outro exame confirmatório estabelecido pelo PNCEBT, também executado em laboratório, identifica tanto IgG quanto IgM. Embora seja considerado um dos testes mais robustos, sua aplicação é mais restrita no Brasil em razão da menor quantidade de laboratórios que o realizam. (MAPA, 2018).
Todos os exames são conduzidos em laboratórios certificados pelo MAPA..
2.5. VACINAS
O Programa Nacional De Controle E Erradicação Da Brucelose E Tuberculose – PNCEBT, foi instituído pelo MAPA em 10 de Janeiro de 2001, com o objetivo de reduzir a prevalência da brucelose e da tuberculose no território nacional. O programa estabelece diretrizes para diagnóstico, vacinação, e eliminação de animais infectados. As medidas incluem vacinar bezerras contra a brucelose entre os 3 e 8 meses de idade com a vacina B19, além de exigir exames negativos para trânsito interestadual. A emissão de Guia de Trânsito Animal – GTA, para o trânsito de bovinos, está sujeita à comprovação da vacinação contra brucelose. (AGRODEFESA, 2018).
Foi determinado um prazo até dezembro de 2003 para que cada Estado implementasse em todo o seu território a exigência de vacinar bezerras contra brucelose. Até dezembro de 2010, esperava-se que pelo menos 80% das fêmeas fossem vacinadas entre os 3 e 8 meses de idade. (CARDOSO, 2016). Em 2024, a média nacional de cobertura vacinal foi de cerca de 62,35%. Há uma considerável diversidade regional, com percentuais variando entre 5,4% e 90% (Figura 2).

Figura 2 Índice de vacinação contra brucelose 2024. Diponivel em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saudeanimal/programas-de-saude-animal/pncebt/vacinacao-contra-brucelosel. Acessado: 13 de out de 2025.
A cepa da vacina B19 é formada por uma amostra lisa atenuada do bactéria, enquanto a RB51 usa uma amostra rugosa atenuada. A vacina contra brucelose empregada é formada pela estirpe B19 de Brucella abortus. Portanto, ela se multiplica por um período de tempo limitado no organismo do animal que foi vacinado. Se essa vacinação for feita entre 3 e 8 meses de idade, as fêmeas ainda não estão em fase reprodutiva, e os fatores que incentivam a multiplicação da bactéria são mínimos. Porém, haverá incentivo ao fortalecimento da imunidade celular sem a continuidade da imunidade humoral, pois o antígeno da vacina tende a ser removido do corpo à medida que a imunidade celular se intensifica. (AGRODEFESA, 2018).
Ambas devem ser aplicadas exclusivamente por médicos veterinários cadastrados, com a devida identificação dos animais vacinados conforme exigido pelo PNCEBT. (EMBRAPA, 2020). Animais vacinados são marcados com ferro candente ou nitrogênio líquido, usando o último número do ano para B19 ( Figura 2), e usando a letra “V” para RB51 ( Figura 3).

Figura 3 Bezerra Vacinada com B19. Diponivel em: https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/noticias/2022/vacinacao-contra-bruceloseentra-na-reta-final,1699.html. Acessado: 13 de out de 2025.

Figura 4 Bezerra Vacinada com RB51. Diponivel em:odiademarilia.com.br/. Acessado:13 de out de 2025.
Após uma infecção ou vacinação, a primeira classe de anticorpos que o sistema imunológico produz é a IgM, que pode persistir após a vacinação com B19 ou serem inespecíficos.Como parte da resposta imune mais madura e específica, a IgG aparece posteriormente, anticorpos de resposta mais tardia e persistente, geralmente associados à infecção crônica. (ABBAS, 2019).
Em bovinos imunizados com a cepa B19 de Brucella abortus, nota-se, de início, uma resposta de anticorpos IgM, que aparece de forma rápida após a vacinação, podendo, entretanto, persistir ou apresentar-se de maneira inespecífica. Em seguida, a resposta imunológica se desloca para a produção de anticorpos IgG, que aumentam de forma mais gradual e têm uma duração mais longa. Isso faz com que a presença de IgG seja um indicativo mais forte de exposição prolongada ou infecção crônica. (SHOME, 2025). A estripe da RB51 é uma amostra rugosa, por isso não induz as mesmas respostas anti-LPS, detectadas por testes sorológicos convencionais. Isso permite que animais vacinados muitas vezes permaneçam soronegativos nesses testes. Estudos clássicos mostram ausência ou níveis muito baixos de IgM dirigidos ao antígeno após vacinação com RB51, porque o alvo principal desses testes é o O antígeno LPS, que é pouco/ausente em RB51. Logo, não há o pico típico de IgM que se observa em infecções por cepas lisas. (GODFROID, 2010).
Especificamente no estado de Goiás, os índices vacinais vem apresentando uma cobertura significativa (Figura 5), mostrando um índice de 64,1% em 2022, mantendo uma ótima média linear. Essa alta taxa de vacinação é fundamental para o controle da brucelose em bovinos, contribuindo para a segurança do rebanho e do consumo de produtos de origem animal.

Figura 5 – Evolução vacinal no estado de Goiás. Dísponivel em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/pncebt/ndicedevacinaodebezerrasbovinasebubalinascontrabrucelose2.pdf. Acessado em: 19 out. 2025.
Os índices de vacinação são indicadores significativos que demonstram a cobertura vacinal de uma população animal, desempenhando um papel crucial no controle e erradicação de doenças como a brucelose. Uma elevada taxa de vacinação sugere que uma grande parte do rebanho foi imunizada. No Brasil, o PNCEBT monitora esses índices vacinais em todo o território nacional. Esses dados são utilizados para avaliar o sucesso das campanhas de vacinação e identificar áreas que precisam de maior atenção. (BRASIL, 2022).
Não há tratamento eficaz para a brucelose bovina. Por se tratar de uma zoonose de importância em saúde pública e de uma infecção crônica, os animais positivos devem ser descartados sanitariamente por médicos veterinários do serviço oficial, possuindo regularização pelo Ministério da agricultura, pecuário e abastecimento – MAPA, estando em dias com o Conselho regional de Medicina Veterinária – CRMV. Assim, a principal abordagem é a prevenção por meio da vacinação, testagens regulares e controle sanitário rigoroso. (OLIVEIRA, 2017).
2.6. SISTEMA DE CRIA BOVINO
Se tratando de criação de bovinos, ele se resumo em três tipos de sistemas de produção, sendo eles: extensivo, intensivo e semi-intensivo. Devem levar em consideração, ao se definir um sistema de produção: aspectos sociais, econômicos e culturais, o sistema extensivo caracteriza-se por: utilização dos recursos naturais, sem ou com planejamento alimentar ou sanitário, controle de produção e reprodutivos inadequados ou inexistentes, instalações inadequadas, muitas vezes somente o curral de manejo; pastos constituídos de plantas nativa; a utilização de suplementos alimentares é quase inexistente. (MOREIRA, 2016).
O sistema semi-intensivo tem menos aproveitamento dos pastos naturais e exige mais instalações, mais trabalho, sendo destinado a um tipo de gado mais aperfeiçoado. Em geral, os animais são mantidos no estábulo durante algumas horas, para receberem ração e outros alimentos e, após, são soltos em piquetes com boa pastagem e água. O sistema intensivo esse sistema em relação aos outros, se caracteriza principalmente pelo emprego de maior capital e mais trabalho em relação à área. A alimentação básica constitui-se de forrageiras e complementos à base de rações e concentrados. O sistema consiste na formação de pastagens artificiais devidamente adubadas e irrigados. Tanto na melhoria, de alimentação, que são, associando pasto mais suplementação ou confinamento. (ABASTECIMENTO, 2025).
Na bovinocultura de corte, o ciclo produtivo é geralmente dividido em três etapas: cria, recria e engorda (Figura 6). A fase de cria abrange a produção de bezerros desde o nascimento até o desmame, que ocorre geralmente entre 6 e 10 meses de idade. Essa etapa é crucial para a eficiência reprodutiva e para o início do crescimento. Posteriormente, a fase de recria se estende do desmame até o momento em que os animais são encaminhados para engorda ou reprodução, com o objetivo principal de promover o ganho de estrutura corporal e peso adequado. Por fim, a fase de engorda tem como objetivo a terminação dos animais, com foco no aumento do peso, na deposição de gordura e na melhoria da qualidade da carcaça, preparandoos para o abate. (BARBOSA, 2010).

Figura 6 Conheça as diferenças entre cria, recria e engorda. Diponivel em: https://premix.com.br/blog/cria-recria-e-engorda. Acessado em:23 de out de 2025.
O sistema de cria abrange um conjunto de práticas que vai desde a concepção até o desmame dos bezerros. Prioriza a reprodução e produção, podendo utilizar de técnicas especializadas como o uso de biotecnologias reprodutivas como a Inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e a Transferência de embrião em tempo fixo (TETF), para gerar bezerros de alta qualidade. (EMBRAPA, 2021).
Os protocolos de IATF podem ser baseados em hormônio liberador de gonadotrofina – GnRH e prostaglandina – PGF₂α ou em combinação de estradiol – E2 + progesterona – P4. Protocolos consagrados incluem o dispositivo intravaginal com liberação lenta de P4 e 2mg de benzoato de estradiol no início do protocolo (D0), seguinda da retirada do dispositivo e aplicação de 1mg de cipionato de estradiol – CE, junto com 300 UI de gonadotrofina coriônica equina – EcG e 2 ml de prostaglandina(D8) (CONSENTINI, 2021), representação do protocolo (Figura 7). Após o D8, com 48 horas é realizado a inseminação artificial, que se resume na deposição mecânica do sêmen no trato reprodutivo da fêmea, utilizando palhetas que contém 0,25 ml por dose.

Figura 7 Protocolo para IATF. Diponivel em: https://blog.jetbov.com/2022/10/03/desmistificando-a-iatf-inseminacao-artificial-em-tempo-fixo. Acessado em:23 de out de 2025.
A estação de monta se resume em delimitar o tempo de cada manejo dentro da propriedade, planejando assim o período de cobertura, desmame, maternidade além de trazer um controle zootécnico detalhado e individualizado do rebanho, alinhando com precisão a venda estratégica de animais descartes e improdutivos sinalizando uma reposição de animais. Essa prática permite melhorar a eficiência reprodutiva, gerar lotes de bezerros mais homogêneos e alinhar o calendário de manejo aos períodos mais favoráveis de forragem. (PECUÁRIA DE ALTA PERFORMANCE, 2023).
Neste sistema, o foco está no número e qualidade de bezerros desmamados, porque eles formarão a proxima geração de matrizes e reprodutores para atingir essa meta, é essencial criar uma estação de monta bem organizada e ajustada às particularidades da propriedade, a fim de maximizar a eficácia reprodutiva do rebanho. (REHAGRO, 2025).
2.7. OBJETIVO DO SISTEMA DE CRIA BOVINO
A pecuária de corte no Brasil opera de maneira cíclica: em certos momentos, há a retenção de fêmeas para a produção de bezerros, o que diminui a oferta para abate e faz os preços da arroba subirem em outros momentos, ocorre o descarte em massa de matrizes, aumentando a oferta de animais para abate e fazendo os preços caírem. Esse processo é chamado de ciclo pecuário. (Figura 8). (RENESTO, 2022).

Figura 8 Ciclo pecuário. Diponivel em: https://premix.com.br/blog/cria-recria-e-engorda. Acessado em:23 de out de 2025.
O principal propósito do sistema de cria é garantir a produção de um bezerro saudável e de boa qualidade por vaca a cada ano. Esse resultado é obtido por meio de um manejo reprodutivo eficiente das matrizes, da oferta de pastagens e suplementação nutricional adequadas, além da busca por elevadas taxas de prenhez, nascimento e desmame.O sistema compreende todas as etapas desde a concepção até o desmame dos bezerros, que normalmente acontece entre 7 e 8 meses de idade aproximadamente 180 a 240 quilos por animal desmamado, o objetivo principal desse sistema é assegurar que cada vaca produza um bezerro por ano. (REHAGRO, 2025).
Após o desmame, o destino dos bezerros varia de acordo com o sexo e o potencial produtivo de cada animal. Os machos, em sua maioria, são comercializados ou encaminhados para o sistema de recria, onde continuam o desenvolvimento até atingirem o peso ideal para o abate ou para a fase de engorda. Já as fêmeas passam por um processo criterioso de seleção, no qual são avaliadas características como desempenho ponderal, conformação corporal, rusticidade e genealogia. Aquelas que apresentam melhor desempenho zootécnico são destinadas à recria de fêmeas de reposição, etapa fundamental para garantir a renovação e a melhoria genética do rebanho. Essa seleção tem como objetivo principal manter um plantel produtivo, fértil e adaptado às condições ambientais e ao sistema de produção da fazenda. (COMPRERURAL, 2025).
Durante a recria, tanto machos quanto fêmeas devem receber manejo nutricional e sanitário adequados, assegurando um crescimento equilibrado e o desenvolvimento das estruturas corporais e reprodutivas. No caso das fêmeas, essa fase prepara os animais a reprodução, contribuindo para a continuidade e a eficiência do sistema de cria. (CARNEIRO, 2016).
O chamado ciclo pecuário baseado em variações como a retenção de fêmeas, abate e oferta de animais, impacta diretamente todos os sistemas, dura cerca de 5 a 7 anos, (Figura 9), quando há fase de retenção de fêmeas para recomposição de rebanho, os preços de bezerros sobem; quando fêmeas são descartadas em massa, preços tendem a cair, assim todo o sistema de produção depende da cria, sendo fundamental manter uma produtividade e eficiência, garantindo que o ciclo não pare e siga normalmente ano após ano. (REHAGRO, 2025).

Figura 9 Fases cria, recria e engorda. Diponivel em: old.cnpgc.embrapa.br/eventos/2000/dcnelore/apostila2. Acessado em:23 de out de 2025
2.8. PANAMORA ECONÔMICO DOS SISTEMAS DE CRIAÇÃO BOVINO
A bovinocultura de corte no Brasil desempenha um papel fundamental: de acordo com um relatório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, os sistemas de produção de carne bovina geram mais de 3 bilhões de dólares em exportações somente nas regiões do Cerrado, Amazônia e Pantanal. O Brasil continua sendo um dos principais produtores e exportadores de carne bovina, o que afeta diretamente os sistemas de produção. (EMBRAPA, 2011).
De acordo com informações da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ, em maio de 2025, os custos operacionais do sistema de cria subiram aproximadamente 11,8% em um ano, ao passo que nos sistemas de recria e engorda o crescimento foi de 33,1%. Ainda assim, os preços dos bezerros e bois gordos aumentaram de forma mais significativa, melhorando as margens. (CEPEA, 2025).
A Figura 10 mostra a variação dos custos de produção na bovinocultura de corte no Brasil. Ao longo de 2021, houve um aumento significativo nos custos operacionais totais, refletindo o aumento dos preços de insumos, suplementos minerais, combustíveis e mão de obra. Esses fatores estão diretamente ligados ao aumento geral dos preços no setor agropecuário brasileiro. O aumento dos custos da cria afeta diretamente o valor do bezerro e, por consequência, toda a cadeia produtiva. Essa etapa é marcada por uma menor habilidade de diluir os custos fixos e uma maior dependência da eficiência reprodutiva e nutricional das matrizes. Dessa forma, a taxa de prenhez, o índice de desmame e o peso do bezerro, juntamente com a implementação de práticas eficazes de manejo reprodutivo e sanitário, estão diretamente relacionados ao desempenho econômico dos criatórios. (FARMNEWS, 2021).
O crescimento dos custos em 2021 aconteceu durante um período de expansão no ciclo pecuário, com uma valorização significativa da arroba e do bezerro. Essa combinação gerou margens positivas, apesar da grande variação regional e de produtividade. A análise destaca que o êxito econômico do sistema de cria depende de planejamento estratégico, gestão de custos e investimento em tecnologias de reprodução e alimentação. (CONAB, 2025).

Figura 10 Custo da Cria 2021. Diponivel em: https://www.farmnews.com.br/custos/custo–cria2021–2/ em:23 de out de 2025.
Há uma tendência crescente em relação ao aumento da adoção do confinamento, integração lavoura-pecuária-floresta -ILPF e sistemas silvipastoris, que prometem maior produtividade, uso mais eficiente da terra e, em muitos casos, melhores resultados econômicos. Um estudo recente comparou sistemas tradicionais com silvopastoril e descobriu que os silvopastoris ofereceram melhor rentabilidade a longo prazo. (OLIVEIRA, 2018).
Apesar das melhorias, ainda há o desafio de elevados custos, dependência de preços globais e variações na oferta. A lucratividade está atrelada ao peso no abate, à conversão alimentar e à eficiência da pastagem. A alteração prevista para 2026 no ciclo pecuário pode intensificar a pressão e diminuir as margens. (CONAB, 2025).
A análise econômica dos sistemas de criação ajuda a entender a importância do controle sanitário como um fator de rentabilidade. A produtividade é um aspecto delicado nos sistemas de criação, podendo ser comprometida por doenças como a brucelose. Em ciclos pecuários favoráveis, uma criação produtiva e saudável permite aumentar a quantidade de bezerros desmamados e diminuir o descarte de fêmeas. No ciclo negativo, o crescimento dos gastos agravam a rentabilidade, que se encontra sob pressão. Investir em manejo contra a brucelose envolve a competitividade econômica no sistema de bovinocultura de corte. (BARBOSA, 2010).
2.9. INCIDENCIA DE BRUCELOSE
A brucelose em bovinos mostra grandes variações conforme as regiões, na última pesquisa soroepidológica, realizada entre 2016 e 2017, foi classificada como risco no estado de Goiás. Neste estudo, verificou-se que cerca de 18,7% das propriedades analisadas tinham focos da doença, e aproximadamente 3,9% dos animais testados reagiram ao exame. Ele também observou que a taxa de vacinação contra a doença é de 41% e que, para melhorar o combate à doença, esse número deve ultrapassar os 80%. O Estado está na categoria D na escala de risco de A a E, com E sendo o nível mais alto (Figura 10). Santa Catarina é o único estado a obter a “classificação A” quanto à incidência de brucelose em bovinos e bubalinos, com cerca de 0,9% de rebanhos contaminados.(AGRODEFESA, 2024).

Figura 11 — Prevalência de focos da brucelose bovina nas UF. Dísponivel em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-desaude-animal/pncebt/controle-e-erradicacao-da-brucelose-e-tuberculose-pncebt. Acessado em: 27 out. 2025.
Historicamente, a brucelose tem afetado a América Latina tanto em animais quanto em pessoas, apresentando uma distribuição desigual entre os países e entre as espécies animais. Revisões e estudos regionais indicam que, embora haja programas de controle em vigor, a doença continua presente em diversos países, com variações significativas entre as localidades. Lucero et al. relatam a presença constante de Brucella em vários países da América Latina e destacam deficiências na vigilância. (OMS, 2020).
A emissão de Guia de Transporte Animal – GTA, para o trânsito de bovinos ou bubalinos, independentemente da finalidade, está sujeita à comprovação da vacinação obrigatória contra brucelose no estabelecimento de origem dos animais. Fêmeas em idade de vacinação contra brucelose devem estar imunizadas ao serem transacionadas. (MAPA, 2018).
Para o trânsito interestadual de bovinos e bubalinos destinados à reprodução, é necessário apresentar resultados negativos. Para o trânsito interestadual de bovinos e bubalinos com destino a estados considerados de muito baixo risco (ou risco desprezível para brucelose ou tuberculose, é imprescindível a apresentação de resultados negativos aos testes de diagnóstico para brucelose para todas as finalidades, exceto abate imediato. (MAPA, 2018).
A brucelose continua sendo uma zoonose de relevância mundial, com distribuição desigual, mostrando regiões com programas de controle estabelecidos, ao passo que algumas áreas das Américas seguem reportando alta incidência e subnotificação considerável. No cenário latino-americano e brasileiro, a doença continua sendo um desafio endêmico em diversas unidades federativas. Revisões históricas indicam que, mesmo com medidas de controle, existe uma grande variabilidade regional, com focos persistentes em áreas de difícil acesso e com cobertura vacinal desigual. (MAPA, 2024).
2.10. IMPACTO ECONOMICO NA PERDA DE ANIMAIS
As perdas em rebanhos bovinos se manifestam de diversas maneiras: mortalidade direta, abortos, mortalidade perinatal, redução da produção relacionada ao peso no desmame, ganho de peso na recria e engorda, infertilidade temporária ou permanente, além dos custos com tratamento e prevenção. Essas perdas afetam não apenas a receita, mas também os custos, impactando, assim, a margem operacional do produtor. (KAPPES, 2023).
Modelos econômicos indicam que mesmo pequenas mudanças na prevalência de uma doença podem resultar em grandes efeitos agregados. No estudo brasileiro sobre brucelose, estimou-se que um aumento de 1 ponto percentual na prevalência poderia impactar significativamente o custo econômico do país, variando de dezenas a centenas de milhões de reais, conforme o modelo e os parâmetros utilizados. Isso demonstra que até mesmo reduções modestas na prevalência podem resultar em benefícios econômicos significativos. (SANTOS, 2013).
Os danos financeiros causados por doenças na bovinocultura de corte podem ser classificados em custos diretos e custos indiretos. Os custos diretos incluem gastos imediatos com tratamento, medicamentos e vacinas, assistência veterinária, descarte ou abate de animais doentes e reposição de matrizes, além das perdas na produção, como diminuição do ganho de peso e da produção de leite. Por outro lado, os custos indiretos estão ligados a efeitos de longo prazo, como atrasos no ciclo produtivo, animais levando mais tempo para atingir o peso de abate, redução da eficiência alimentar, imobilização de capital, barreiras comerciais e consequências no bem-estar animal e na administração da fazenda. A pesquisa de KAPPES et al. indica que, quando analisados em períodos mais extensos, os custos indiretos geralmente superam os diretos. Isso torna o controle sanitário fundamental para a viabilidade econômica da pecuária.
A mortalidade e os abortos reduzem o número de animais disponíveis para venda e aumentam a demanda por reposição, o que pressiona a margem bruta. Doenças que comprometem a fertilidade, como a brucelose, diminuem a taxa de desmame, um indicador crucial do sistema de cria que geralmente é convertido diretamente em receita por hectare e por matriz. Estudos econômicos de fazendas indicam que melhorias sanitárias geralmente se pagam a curto e médio prazo, devido à diminuição de perdas e ao aumento das taxas de desmame. (FERREIRA, 2023).
2.11. LEVANTAMENTO DE PREJUÍZOS PELA BRUCELOSE
A brucelose bovina, além de representar prejuízos diretos à produção agropecuária, também exerce impacto significativo nas cadeias econômicas associadas. A redução na produtividade leiteira, o descarte precoce de matrizes e a restrição ao comércio de animais e produtos de origem animal elevam os custos de produção e diminuem a rentabilidade da pecuária nacional. (POESTER, 2013).
Estudos apontam que propriedades infectadas com brucelose podem ter até 25% de redução na produtividade anual, com perdas indiretas relacionadas ao aumento da mão de obra, custos veterinários e cumprimento das exigências sanitárias (GARCIA-CARRILLO, 2015). Além disso, há implicações no comércio internacional, uma vez que muitos países importadores exigem certificação sanitária que comprove a ausência da doença no rebanho.
A brucelose é uma doença crônica, com distribuição mundial, mais prevalente em países emergentes, no Brasil, é considerada endêmica, e as perdas financeiras são provocadas pelos abortos, resultando em uma diminuição de 15% na produção de bezerros, o que um aumento no intervalo entre partos, passando de 11,5 para 20 meses, resultando em uma redução de 25% na produção de carne e leite e por problemas relacionados à reprodução, além da desvalorização comercial das propriedades e seus respectivos animais tidos como infectados. (CARDOSO, 2016).
De acordo com Santos em 2013, uma variação de 1% na prevalência da doença, estima-se um custo de aproximadamente 155 milhões de reais. Considerando que o Brasil é o maior exportador mundial de carne, de acordo com a Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas – SIRE, as vendas externas de carne correspondem a 52,6% do valor total das exportações, influenciando a economia brasileira. O que representa uma parcela significativa do Produto Interno Bruto – PIB.
As perdas financeiras estão associadas a índices zootecnicos, o que causa uma queda na produtividade. Isso também gera dificuldades no comércio global de produtos de origem animal e pode resultar em danos à indústria, como a reprovação de carne e leite e a desvalorização desses produtos. Em 2013, foi divulgado que o custo econômico total da brucelose no Brasil era de R$ 1,005 bilhão. Para cada elevação de 1% na prevalência, estima-se um acréscimo no prejuízo de R$ 174,70 milhões, considerando o custo da brucelose em bovinos no país. Para rebanhos de leite, a perda por cada fêmea infectada com mais de 24 meses foi estimada em R$ 473,50, enquanto para rebanhos de corte foi de R$ 255,20. (EMBRAPA, 2018).
A análise econômica realizada por Marcelo Barros teve como objetivo quantificar os ganhos financeiros resultantes da prevenção de perdas zootécnicas associadas à brucelose, incluindo abortos, mortalidade perinatal e substituição de matrizes. Os cálculos foram feitos com base em valores de mercado e custos de produção, considerando o Real e o Dólar Americano, com uma taxa de câmbio fixa de 5,20 reais para 1 dólar.
O valor dos abortos e da mortalidade perinatal evitados, medido pelo custo de criação de um bezerro e novilha, foi o principal componente do benefício. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária – IMEA informou que o custo de criação foi determinado em R$ 186,99 por animal. O valor de mercado dos animais de reposição serviu como base para o cálculo do ganho, com R$ 933,92 para uma novilha Nelore e R$ 1.027,71 para um bezerro Nelore. Considerando uma taxa de 50% para nascimentos de machos e fêmeas, estabeleceu-se um custo médio evitado de R$ 978,42 por animal. (BARROS, 2018).
A diminuição na demanda por substituição de vacas, que acontece quando matrizes que abortam são eliminadas, também causou um efeito econômico. Estimouse que 15% das vacas infectadas que sofreram aborto seriam sacrificadas e substituídas. O custo de reposição apresentou variações consideráveis entre os sistemas. No sistema de reposição de vaca de corte, o valor foi de R$ 1.908,22, inferior ao valor de abate da carcaça, que foi de R$ 1.993,54. Isso gerou um benefício financeiro líquido de R$ 85,12 por animal para o criador. A reposição da vaca leiteira resultou em uma perda significativa de R$ 2.425,98 por animal no momento da substituição, devido ao alto valor médio de mercado das matrizes leiteiras, que é de R$ 4.414,92. (BARROS, 2018).
Os valores estimados para o custo médio de bezerros e a diferença no custo de reposição de vacas foram multiplicados pelos valores absolutos dos benefícios zootécnicos, levando em conta os limites do intervalo de confiança. Além disso, para diminuir a mortalidade de vacas, o benefício financeiro evitado correspondeu apenas ao custo total de reposição do animal, uma vez que a morte não gera valor de carcaça para compensação. Essa abordagem possibilitou a transformação dos resultados zootécnicos da prevenção de doenças em métricas econômicas evidentes, apontando onde o controle sanitário gera maior rentabilidade ou diminuição de perdas para o produtor. (BARROS, 2018).
3. MATERIAL E MÉTODOS
Este estudo é classificado como uma pesquisa exploratória, conduzida por meio de revisão bibliográfica. O objetivo foi identificar e avaliar os efeitos econômicos mais significativos da brucelose no sistema de cria.
Várias publicações científicas foram consultadas em bases de dados nacionais, seguindo os critérios estabelecidos. Como período de publicação, idioma, assunto e tipo de documento, como artigos científicos, dissertações, teses e documentos oficiais.
A pesquisa para a realização do trabalho foi conduzida por meio de combinações de palavras-chave: Brucelose bovina, efeitos econômicos da brucelose, zoonose, pecuária de corte, sistema de criação.
Após a definição inicial, os artigos foram submetidos a uma leitura que explorou e analisou vários conteúdos, fornecendo material suficiente para a elaboração deste trabalho.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A análise dos impactos econômicos da brucelose bovina demonstra que a doença representa uma das principais causas de perdas produtivas e financeiras nos sistemas de cria. De acordo com Barros (2018), as perdas diretas estão relacionadas à redução das taxas de prenhez, aumento dos casos de aborto e descarte precoce de matrizes, enquanto as perdas indiretas abrangem custos com reposição, testagens, vacinação e restrições comerciais.
Os dados teóricos indicam que a brucelose pode reduzir em até 25% a produtividade anual das propriedades afetadas. (GARCIA-CARRILLO, 2015). Além disso, o intervalo entre partos aumenta de 11,5 para até 20 meses, resultando em uma queda de aproximadamente 15% na produção de bezerros e 25% na produção de carne e leite (CARDOSO, 2016).
No contexto econômico, estudos realizados por Barros (2018) apontam que o custo médio nacional da brucelose bovina é estimado em R$ 1,005 bilhão anuais, e que cada aumento de 1% na prevalência pode gerar prejuízo adicional de R$ 174,7 milhões. Esse impacto é mais severo no sistema de cria, devido à dependência direta da eficiência reprodutiva das matrizes.
No sistema de cria bovino, essas perdas comprometem a sustentabilidade do ciclo produtivo, impactando diretamente o número de bezerros desmamados e a taxa de reposição de matrizes. O CEPEA (2025) destaca que o aumento dos custos de produção principalmente de insumos e suplementação mineral aliado às perdas sanitárias, afeta a rentabilidade. Com base em estimativas do Instituto MatoGrossense de Economia Agropecuária – IMEA, o custo médio de perda potencial de R$ 978,42 por animal afetado. Em vacas leiteiras, a reposição chega a R$ 4.414,92, representando perda líquida de R$ 2.425,98 por animal (BARROS, 2018).
Por outro lado, propriedades que adotam o manejo sanitário preventivo conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose – PNCEBT apresentam maior estabilidade produtiva e econômica (MAPA, 2024).
Esses resultados reforçam que o controle sanitário da brucelose não é apenas uma medida de saúde animal, mas uma estratégia econômica essencial para o equilíbrio financeiro e produtivo das propriedades. A integração entre ações de vigilância sanitária, capacitação técnica e educação rural é determinante para o sucesso do controle e a melhoria dos índices reprodutivos.
5. CONCLUSÕES
A brucelose bovina permanece como um desafio de grande relevânciasanitária e econômica para a pecuária nacional. A doença compromete a eficiência reprodutiva, reduz a taxa de natalidade e aumenta o descarte de matrizes, impactando diretamente a produção e a rentabilidade do sistema de cria.
Com base na literatura analisada, observa-se que a brucelose gera perdas expressivas em produtividade e valor de mercado, refletindo-se em custos anuais superiores a um bilhão de reais para o setor pecuário brasileiro. Essas perdas evidenciam a necessidade de intensificação das ações de vigilância e prevenção.
O fortalecimento do PNCEBT, aliado à conscientização dos produtores e à atuação dos médicos-veterinários, é fundamental para o controle efetivo da enfermidade. Medidas como vacinação obrigatória, testagens regulares, biosseguridade nas propriedades e abate sanitário dos positivos são pilares indispensáveis para reduzir a prevalência da doença.
Conclui-se que o impacto da brucelose transcende os aspectos sanitários, representando um problema econômico e social que afeta a competitividade e a sustentabilidade da pecuária brasileira. Investir em programas de controle e em educação sanitária é investir na segurança alimentar, na saúde pública e na manutenção da eficiência produtiva dos rebanhos nacionais.
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