REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511101200
Diego Duarte Roque1
Nândri Cândida Strassburger2
RESUMO:
A escassez de mão de obra qualificada tem se tornado um desafio cada vez mais evidente no cenário econômico atual, resultado do desequilíbrio entre a necessidade de habilidades específicas e a oferta disponível de trabalhadores com essas competências. Esse fator não é diferente no segmento hoteleiro, onde a escassez não se limita ao Brasil, mas configura-se como um desafio global. O objetivo do presente trabalho é analisar as causas da escassez de mão de obra nos meios de hospedagem da cidade de Foz do Iguaçu. A partir dessas considerações, considera-se importante pesquisar esse tema pela necessidade de compreender as causas e consequências da escassez de mão de obra a partir da percepção dos gestores, proprietários e representantes sindicais do setor. A metodologia utilizou a abordagem qualitativa-quantitativa, caracterizada como descritiva, além de utilizar a técnica de pesquisa bibliográfica. O universo foi os meios de hospedagem de Foz do Iguaçu, essa população é composta por 136 meios de hospedagem. Desses, 16 concordaram em participar. O instrumento de coleta de dados foi um questionário aplicado para quatro categorias, consideradas essenciais: 1) presidente do sindicato dos hoteleiros, 2) proprietário, 3) gestor de recursos humanos, e 4) gerente geral. Os resultados apontam que a falta de qualificação profissional é o principal fator associado à escassez de trabalhadores, reforçada por salários pouco competitivos, condições de trabalho desafiadoras e alta rotatividade. Esses elementos, combinados, dificultam a atração e a retenção de profissionais, comprometendo tanto a eficiência operacional quanto a qualidade dos serviços prestados aos hóspedes. Além disso, os processos de recrutamento também refletem transformações no comportamento organizacional, com destaque para o uso das redes sociais e o recrutamento por indicações internas, substituindo gradualmente os métodos tradicionais.
Palavras-Chave: meios de hospedagem; escassez de mão de obra; condições de trabalho
ABSTRACT
The shortage of qualified labor has become an increasingly evident challenge in the contemporary economic context, resulting from the imbalance between the demand for professionals with specific skills and the available supply in the labor market. This phenomenon is also notably present in the hospitality sector, representing a global concern that is not limited to the Brazilian context. The objective of this study is to analyze the causes of labor shortages in lodging establishments in the city of Foz do Iguaçu. The choice of this topic is justified by the need to understand the causes and consequences of this issue from the perspective of managers, owners, and union representatives within the sector. The research adopts a qualitative-quantitative, descriptive approach, and employs bibliographic research techniques. The study universe consists of lodging establishments in Foz do Iguaçu, totaling 136, of which 16 agreed to participate. Data collection was conducted through a questionnaire applied to four key categories: (1) president of the hotel workers’ union, (2) owner, (3) human resources manager, and (4) general manager. The results indicate that the lack of professional qualification is the main factor associated with the labor shortage, exacerbated by low competitiveness in wages, challenging working conditions, and high turnover rates. These combined factors hinder the attraction and retention of professionals, compromising both operational efficiency and the quality of services provided to guests. Furthermore, recruitment processes have been undergoing transformations, with increasing emphasis on the use of social networks and internal referrals, gradually replacing traditional recruitment methods.
Keywords: lodging establishments; labor shortage; working conditions
INTRODUÇÃO
Fernandes (2017) menciona que a escassez de mão de obra qualificada tem se tornado um desafio cada vez mais evidente no cenário econômico atual, resultado do desequilíbrio entre a necessidade de habilidades específicas e a oferta disponível de trabalhadores com essas competências.
Segundo Dias (2011) no setor hoteleiro brasileiro não é diferente, essa escassez afeta diretamente a qualidade dos serviços, a competitividade das empresas e a experiência dos hóspedes. Nesse sentido, ele ressalta que o setor de serviços depende fortemente do capital humano, e a falta de profissionais capacitados compromete a excelência operacional e o desenvolvimento sustentável da hotelaria.
Nesse contexto Baum (2007) entende que a hotelaria enfrenta uma alta rotatividade de pessoal e dificuldade na atração e retenção de talentos. Segundo ele, isso ocorre devido à percepção dos indivíduos em relação a baixa valorização profissional, jornadas exaustivas e salários pouco atrativos. Além disso, conforme aponta Castelli (2014), o crescimento do turismo no Brasil não tem sido acompanhado pela formação adequada de mão de obra, criando um descompasso entre demanda e oferta de profissionais qualificados.
Ao abordar o cenário atual desse segmento no Brasil, Nogales (2025) alerta que após a pandemia do Covid 19, a situação se agravou de forma generalizada, pois muitos profissionais da hotelaria foram demitidos, e na retomada da atividade, simplesmente abandonaram o setor e não voltaram. De acordo com ele, os motivos são claros: a maioria dos profissionais migraram para áreas onde há melhor remuneração, carga horária mais equilibrada, benefícios reais e maior reconhecimento.
Ao mencionar o cenário europeu Peralta (2025) cita um estudo da Randstad Research, centro de estudos e análises emprego na economia e o seu impacto nas empresas, que mostra que, em dezembro de 2024, a remuneração média no setor de hotelaria europeu alcançou €1.198, representando um aumento anual de 6,9% e mensal de 7,4%. O estudo considera que esta evolução positiva dos salários se deve ao esforço que o setor está a fazer para atrair e reter profissionais, num cenário de escassez de mão-de-obra.
Nogales (2025) destaca que a escassez de mão de obra na hotelaria não se limita ao Brasil, configurando-se como um desafio global, e, ele cita exemplos: nos Estados Unidos, o setor ainda mantém cerca de 300 mil vagas abertas desde o auge da pandemia; no Reino Unido, os hotéis enfrentam um déficit de quase 20% em seu quadro funcional, comprometendo as operações; na França, há aproximadamente 100 mil vagas não preenchidas e dificuldade em atrair jovens para a área; na Alemanha, mais de 30% dos profissionais deixaram o setor durante a pandemia e ainda não foram substituídos; na Espanha, referência mundial em turismo, estima-se um déficit de 50 mil trabalhadores durante a alta temporada; e no Japão, projeta-se uma crise futura impulsionada pelo envelhecimento populacional e pela baixa adesão dos jovens à hotelaria.
A partir dessas considerações, considera-se importante pesquisar esse tema pela necessidade de compreender as causas e consequências da escassez de mão de obra a partir da percepção dos gestores, proprietários e representantes sindicais do setor. A análise dessa problemática contribui para o avanço do conhecimento científico na área da gestão hoteleira, oferecendo subsídios para a formulação de estratégias de capacitação, valorização de seus colaboradores, elementos indispensáveis ao fortalecimento competitivo e à qualidade dos serviços hoteleiros.
O objetivo geral do presente trabalho é analisar as causas da escassez de mão de obra nos meios de hospedagem da cidade de Foz do Iguaçu, Pr. Para alcançar esse propósito, destacam-se. como objetivos específicos: Identificar os meios de hospedagem do município de Foz do Iguaçu; fazer um levantamento da percepção dos gestores e proprietários dos meios de hospedagem e do presidente do sindicato hoteleiro o STTHFI (Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade de Foz do Iguaçu) sobre as causas da escassez de mão de obra nos meios de hospedagem do município; e analisar os impactos que a escassez de mão de obra exerce no segmento hoteleiro.
Portanto, em vista destes argumentos, o estudo buscou responder a seguinte questão: Qual é a percepção dos gestores e proprietários hoteleiros sobre as causas da escassez de mão de obra nos meios de hospedagem na cidade de Foz do Iguaçu?
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
CARACTERIZAÇÃO DO SETOR HOTELEIRO
Para os autores Castelli (2014) e Dreher et al (2013) o setor hoteleiro configura-se como um dos pilares fundamentais da atividade turística, sendo responsável por prover serviços de hospedagem, alimentação, lazer e, cada vez mais, experiências diferenciadas aos viajantes.
Ao abordar os impactos que a cadeia hoteleira exerce no mercado brasileiro, dados da Fundação Getúlio Vargas (2016) mencionam que essa atividade apresenta relevância econômica significativa, tanto pelo volume de empregos gerados, quanto pela sua capacidade de fomentar o desenvolvimento regional e dinamizar economias locais.
De acordo com dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil – FOHB (2023) sobre o relatório anual de desempenho do setor, o país conta com mais de 10 mil meios de hospedagens formais, entre hotéis, pousadas e resorts, distribuídos de maneira não uniforme entre as regiões. Ainda segundo o relatório, os grandes centros urbanos concentram os empreendimentos de maior porte, frequentemente vinculados a redes hoteleiras nacionais e internacionais, enquanto as regiões turísticas abrigam uma maior diversidade de categorias, com destaque para estabelecimentos independentes e de gestão familiar.
Nesse contexto, Janini (2025) ressalta que a pandemia acelerou transformações comportamentais que já estavam em andamento. De acordo com uma pesquisa da McKinsey & Company, aproximadamente 40% dos trabalhadores em todo o mundo estão pensando em trocar de emprego nos próximos seis meses, motivados por aspectos como a procura por propósito, bem-estar e crescimento pessoal. Esse aspecto é ainda mais acentuado entre os jovens da Geração Z e Millennials, que já é específico mais da metade da força de trabalho.
Para a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH (2024), a pandemia de COVID-19 afetou severamente o setor, com redução drástica da demanda de hóspedes e fechamento temporário de algumas unidades. No entanto, segundo dados do panorama nacional do setor hoteleiro, apontam para uma retomada gradual, com a taxa média de ocupação nacional girando em torno de 58% em 2024.
Nesse cenário, Nogales (2025) enfatiza que a escassez de mão de obra na hotelaria deixou de ser um problema pontual e de fácil solução por meio de contratações rápidas. Trata-se, agora, de um desafio estrutural que compromete a operação dos estabelecimentos, impacta negativamente a qualidade dos serviços e interfere diretamente na experiência do hóspede.
Para Baum, (2007), no contexto mercadológico da hotelaria, observa-se um movimento crescente de profissionalização da gestão, com foco na adoção de tecnologias, na sustentabilidade operacional e na valorização da experiência do cliente. Entretanto, Janini, (2024) alerta que a escassez de mão de obra qualificada tem se consolidado como um dos principais gargalos do setor, que impacta negativamente a eficiência operacional e, como consequência, a qualidade dos serviços prestados.
O setor hoteleiro de Foz do Iguaçu é marcado pela diversidade estrutural e funcional, pois dispõe de meios de hospedagem que incluem: hostels, pousadas, hotéis e resorts. Segundo informações do Observatório do Turismo de Foz do Iguaçu (2024), além do turismo de lazer, o município também se destaca como polo de eventos e turismo de compras. Seus dados indicam que a taxa média de ocupação hoteleira em 2024 ultrapassou os 60% durante os períodos de alta temporada, evidenciando a recuperação do setor no pós-pandemia.
Conforme dados da Secretaria Municipal de Turismo (2023) Foz do Iguaçu, está localizado no extremo oeste do Paraná, faz parte da Tríplice Fronteira entre Paraguai e Argentina. O município destaca-se por ser um dos principais destinos turísticos do Brasil, com reconhecimento nacional e internacional. Dentre seus atrativos, destacam-se as Cataratas do Iguaçu, uma das sete maravilhas naturais do mundo, e, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, maior usina de geração de energia do mundo. Para atender seus visitantes, o município dispõe de uma rede hoteleira considerada a quarta maior do país em número de leitos, com mais de 30 mil unidades habitacionais.
Assim como ocorre em diversas regiões do Brasil, o município de Foz do Iguaçu enfrenta desafios relacionados à escassez de mão de obra especializada na hotelaria. De acordo com Janini (2024), a elevada rotatividade, a dificuldade de retenção de talentos e a carência de formação técnica específica figuram como obstáculos à consolidação de um serviço de excelência e ao fortalecimento da imagem do destino turístico. Segundo ela, tais dificuldades exigem iniciativas conjuntas entre setor público, iniciativa privada e instituições de ensino, voltadas à qualificação profissional e valorização dos trabalhadores do setor.
FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A ESCASSEZ
Barnow, Trutko e Piatak (2013) entendem que a escassez de mão de obra ocorre quando a demanda por trabalhadores com determinadas qualificações ou competências excede a oferta disponível no mercado de trabalho, resultando em dificuldades de recrutamento, aumento de salários e, em alguns casos, perda de produtividade.
Nesse cenário Duque (2025) menciona que empresários de diferentes setores, como serviços, indústria e agronegócio, evidenciam a presença de vagas não preenchidas, configurando um cenário de escassez de mão de obra decorrente da insuficiência de trabalhadores disponíveis e/ou qualificados.
Segundo o autor, uma das causas da escassez de mão de obra está na redução da oferta de trabalho, seja pela menor busca por emprego, seja pela preferência por jornadas mais curtas. Programas sociais, como o Bolsa Família, embora essenciais para a redução da pobreza, podem influenciar a diminuição da adesão ao emprego formal, especialmente diante da falta de clareza quanto à compatibilidade entre o benefício e a atividade laboral.
Além disso, Duque (2025) chama a atenção para a rotatividade dos trabalhadores, ou seja, o “entra e sai” frequente de funcionários, também contribui significativamente para essa escassez. Embora muitas vezes seja atribuída apenas a fatores externos, o turnover elevado pode ter origem em desmotivação, falta de perspectiva de crescimento ou insatisfação com condições de trabalho. Em contrapartida, há empresas que ainda não adotam estratégias eficazes de retenção, deixando de investir em formação contínua, planos de carreira e ambientes que estimulem a permanência dos funcionários.
Para Nogales (2025), após a pandemia do Covid 19, a situação das empresas que atuam no segmento de prestação de serviços, se deteriorou de maneira generalizada, na hotelaria não foi diferente, muitos profissionais abandonaram o setor sem retorno. Dentre os fatores o autor menciona que muitos funcionários migraram para setores com remuneração mais alta, com carga horária mais equilibrada, benefícios concretos e maior valorização.
Nesse sentido, Taberna (2021) enfatiza que o cenário da hotelaria brasileira enfrenta desafios significativos relacionados à valorização da mão de obra. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE o salário médio no setor de turismo era de R$ 1.808,86, valor inferior ao rendimento médio do trabalhador brasileiro no mesmo ano, que era R$ 2.244,00.
Além da baixa remuneração, a desigualdade salarial entre gêneros e faixas etárias também evidencia a desvalorização da força de trabalho no setor. Em 2019, o salário médio feminino foi de R$ 1.579,51, enquanto o masculino alcançou R$ 2.027,35.
Essas condições, conforme Silva e Teixeira (2015), contribuem diretamente para a alta rotatividade de funcionários na hotelaria, prejudicando a estabilidade e a qualidade dos serviços prestados. Os autores destacam a ausência de políticas de valorização e retenção de talentos, como planos de carreira, reconhecimento e incentivos. Outro fator relevante apontado Castro e Silva (2028) é a baixa qualificação profissional, frequentemente associada à falta de reconhecimento da hotelaria como uma carreira promissora, o que desestimula a busca por formação especializada.
Nesse cenário, Lima e Oliveira (2020) alertam que muitos desses empreendimentos enfrentam dificuldades na contratação de profissionais capacitados para funções operacionais. Isso pode condicionar os meios de hospedagem a investirem em treinamentos internos, consumindo tempo e recursos que poderiam ser direcionados à inovação e à melhoria dos serviços.
METODOLOGIA
O estudo irá abordar a escassez de mão de obra nos meios de hospedagem na cidade de Foz do Iguaçu no Estado do Paraná. Para tanto, a presente pesquisa é de natureza aplicada, com abordagem qualitativa-quantitativa, que cujo objetivo segundo Gil (2008) é reconstruir a realidade, ou mais especificamente, uma porção da realidade observada por membros de um determinado sistema social predeterminado.
Com base nos seus objetivos, a presente pesquisa caracteriza-se como descritiva, que segundo Gil (2002, p. 42) “tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno”. O autor considera que esse tipo de pesquisa, apesar de ter como objetivo a descrição, acaba proporcionando uma nova visão do problema, assim o aproximando das pesquisas exploratórias.
Em relação aos procedimentos técnicos na elaboração, será utilizado a técnica de pesquisa bibliográfica que conforme Gil (2002) é desenvolvido a partir de material previamente elaborado, composto principalmente por livros, artigos online, e sites, pertinentes ao tema.
Para atender ao objetivo do estudo, o universo da pesquisa investigado foi os meios de hospedagem de Foz do Iguaçu. Que de acordo com dados mencionados pela secretaria de turismo do município, são 136 empreendimentos hoteleiros, de diferentes categorias.
O instrumento de coleta de dados foi um questionário com escalas variadas utilizando o google forms Na primeira etapa foram levantadas informações sobre o perfil do respondente, e a segunda etapa identificou as causas da escassez de mão de obra na hotelaria, seus impactos e consequências, que foi aplicado para quatro categorias, consideradas essenciais: 1) presidente do Sindicato dos Hoteleiros, 2) Proprietário, 3) gestor de recursos humanos, e 4) gerente geral
O período de coleta de dados ocorreu nos meses de 04 de agosto de 2025 a 26 de setembro de 2025. A abordagem aos meios de hospedagem ocorreu inicialmente através de envio de um e-mail, num segundo momento foi feito contato via aplicativo de mensagens whatsapp, e, em seguida, foi telefonado para os meios de hospedagem. Dos 136 convidados a responder a pesquisa, 16 concordaram em participar. Os 120 restantes não retornaram à solicitação para responder ao questionário.
Os dados foram tratados por estatística simples e analisados descritivamente.
ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
O estudo foi conduzido em 16 meios de hospedagem, englobando diferentes categorias e perfis de gestão. Buscou-se Analisar as causas da escassez de mão de obra nos meios hospedagem da cidade de Foz do Iguaçu
O gráfico 1 mostra a distribuição dos participantes de acordo com o tipo de meio de hospedagem, cargo atual e tempo de atuação na função, destacando a variedade e a representatividade da amostra.
Gráfico 1: Perfil dos respondentes.

Fonte: Dados da Pesquisa.
O gráfico ilustra o perfil dos participantes da pesquisa, abrangendo 136 estabelecimentos de hospedagem. Desses (6,3%) são hostels juntamente com pousadas (6,3%), a maior parte dos estabelecimentos é definida como hotel (68,8%), seguida por resorts (18,8%), sugerem que a pesquisa se concentrou principalmente em empreendimentos de médio e grande porte, típicos do setor hoteleiro tradicional da cidade.
Em relação ao tempo de exercício na função, observa-se que 43,8% dos respondentes estão no cargo de 1 a 3 anos, percentual idêntico aos que possuem mais de 10 anos de experiência. Por outro lado, 12,5% dos participantes estão na função há 4 a 6 os resultados mostram uma amostra equilibrada de profissionais com experiência e gestores mais novos, o que enriquece as percepções sobre os desafios atuais do setor.
Observa-se que os dados referentes ao cargo, há uma predominância de Gerentes Gerais (43,8%), seguidos por Proprietários (31,3%) e Gestores de Recursos Humanos (18,8%), e, 6,3% dos respondentes se enquadraram na categoria presidente do Sindhotéis. Nessa categoria de amostra, verifica-se que a pesquisa incluiu tanto gestores operacionais quanto estratégicos, com o propósito de apresentar uma perspectiva abrangente sobre a administração de pessoal nos meios de hospedagem.
Observa-se que a partir da análise dos dados apresentados, constata-se que a amostra investigada revela uma fração do setor de hospedagem local. A predominância de hotéis e resorts, aliada à presença de gestores com diferentes níveis de experiência e posições hierárquicas, possibilita uma compreensão das práticas e desafios da gestão de pessoas nesse segmento.
A escassez de mão de obra na hotelaria de Foz do Iguaçu tem se mostrado um desafio a ser enfrentado pelos gestores. O gráfico 2 apresenta os resultados das principais causas apontadas pelos respondentes da pesquisa, permitindo identificar os fatores que mais contribuem para essa dificuldade, como a falta de qualificação profissional, os baixos salários e a alta rotatividade de funcionários.
Gráfico 2: Principais causas da escassez de mão de obra

Fonte: Dados da pesquisa.
A falta de qualificação ou treinamento adequado foi identificado pela maioria dos gestores, 68,8% das respostas, como a principal razão para a deficiência de mão de obra na hotelaria de Foz do Iguaçu. Esse resultado destaca a falta de profissionais com habilidades técnicas e comportamentais alinhadas às demandas do setor. Nesse sentido, Duque (2025), evidencia que há a necessidade de intensificar investimentos em capacitação e formação profissional no setor, uma vez que a maior rotatividade entre profissionais com níveis mais elevados de escolaridade dificulta a retenção e reposição desse grupo qualificado. Para ele, essa dinâmica contribui para acentuar a percepção de escassez de mão de obra especializada, refletindo um desafio para as organizações hoteleiras
A resposta “baixos resultados e benefícios insuficientes” e “falta de mão de obra na cidade” foi apontada por 50% dos respondentes. Esses elementos intensificam o efeito das condições econômicas e estruturais na capacidade de atrair e manter profissionais qualificados. As “condições de trabalho desafiadoras ou pouco atrativas” com 37,5% das respostas e a “alta rotatividade de funcionários” com 31,3%, também são fatores significativos que desenvolveram para a instabilidade da equipe e perda de profissionais experientes.
A partir dos dados, observa-se que a escassez de mão de obra na hotelaria de Foz do Iguaçu é um fenômeno multifatorial, decorrente tanto de limitações na qualificação profissional quanto de condições estruturais e organizacionais do setor. A combinação entre a falta de capacitação adequada, a oferta restrita de benefícios e as condições de trabalho pouco atrativas reforça um ciclo de alta rotatividade e dificuldade de retenção de talentos. Assim, torna-se evidente que enfrentar esse desafio exige estratégias integradas de gestão e políticas voltadas à valorização.
A escassez de trabalhadores na hotelaria de Foz do Iguaçu afeta de forma direta a eficiência operacional dos meios de hospedagem. O Gráfico 3 apresenta a percepção dos gestores quanto aos fatores que exercem maior influência sobre essa problemática:
Gráfico 3: Maior impacto na escassez de mão de obra.

Fonte: Dados da pesquisa.
Conforme apresentado no Gráfico 3, a “falta de qualificação profissional” foi apontada por 50% dos respondentes como o principal fator que contribui para a escassez de mão de obra na hotelaria de Foz do Iguaçu. Esse resultado corrobora a perspectiva de Duque (2025), para quem a ausência de formação técnica e comportamental adequada constitui um dos maiores desafios para a retenção de equipes qualificadas nos meios de hospedagem.
Em seguida, as opções assinaladas por 43,8% dos respondentes foram “baixos resultados e benefícios insuficientes” e “alta rotatividade de funcionários”. Observa-se que com esses resultados, que, além da falta de qualificação, e a remuneração. A instabilidade dos vínculos empregatícios também tem um impacto significativo na disponibilidade e permanência de profissionais no setor.
A “escala de trabalho 6×1” foi indicada por 37,5% dos respondentes, evidenciando que a carga horária extensa e a rotina exaustiva configuram-se como fatores que reduzem a atratividade da profissão no setor hoteleiro.
As opções “condições de trabalho”, “pandemia da COVID-19” e “desinteresse dos jovens pela área” apresentaram menor representatividade, variando entre 6,3% e 12,5%, embora ainda contribuam, em menor grau, para o cenário de escassez de mão de obra no setor.
De modo geral, os resultados revelam que a escassez de mão de obra na hotelaria de Foz do Iguaçu decorre de um conjunto de fatores inter-relacionados. Entre eles, a inadequação na formação profissional e a baixa atratividade das condições de trabalho, que, em conjunto, dificultam a contratação e a retenção de talentos nesse segmento.
Para Martins et al (2024) a carência de profissionais qualificados gera impactos diretos na operação e na qualidade dos serviços oferecidos pelos meios de hospedagem. O Gráfico 4 evidencia as principais consequências apontadas pelos respondentes, destacando que a insuficiência de mão de obra compromete o atendimento ao hóspede, reduz o desempenho das equipes e afeta a imagem e a reputação dos estabelecimentos hoteleiros.
Gráfico 4: Principais consequências da escassez.de mão de obra

Fonte: Dados da pesquisa.
Conforme demonstrado no gráfico 4, a maioria dos respondentes (68,8%) apontou a diminuição da qualidade do serviço ao cliente como a principal consequência da escassez de mão de obra. Esse resultado evidencia que a carência de profissionais qualificados impacta diretamente a experiência do hóspede, comprometendo os padrões de atendimento e, consequentemente, a imagem do meio de hospedagem.
A sobrecarga de trabalho dos funcionários existentes foi a segunda consequência mais citada, mencionada por 56,3% dos participantes. Tal situação tende a gerar estresse, queda de produtividade e aumento da rotatividade, o que retroalimenta o problema da escassez de pessoal e intensifica seus efeitos sobre o desempenho organizacional.
Em seguida, a perda de oportunidades de negócios ou reservas (25%) reflete os prejuízos financeiros decorrentes da incapacidade de atender plenamente à demanda, comprometendo a competitividade do empreendimento. Já os atrasos nas operações e na prestação de serviços (43,8%) reforçam o impacto negativo da insuficiência de mão de obra sobre a eficiência operacional e a qualidade percebida pelos clientes.
Embora menos mencionada, a menção à sobrecarga generalizada em todos os âmbitos (6,3%) reforça a existência de um desequilíbrio na distribuição das tarefas, resultando em desgaste físico e emocional das equipes e acentuando o quadro de ineficiência estrutural nos meios de hospedagem.
De maneira geral, os resultados mostram que a falta de mão de obra não afeta apenas o desempenho interno das empresas, mas também afeta impacto desempenho interno das empresas, mas também impacta a satisfação dos hóspedes e a competitividade dos meios de hospedagem em um destino turístico exigente
O gráfico 5 apresenta as principais estratégias adotadas pelos meios de hospedagem de Foz do Iguaçu diante da escassez de mão de obra no setor. O levantamento buscou identificar quais medidas têm sido implementadas pelos respondentes para minimizar os impactos operacionais e assegurar a continuidade e a qualidade dos serviços oferecidos
Gráfico 5: Principais estratégias para minimizar a escassez de mão de obra

Fonte: Dados da pesquisa
O gráfico 5 apresenta as principais estratégias adotadas pelos meios de hospedagem para lidar com os efeitos da escassez de mão de obra no segmento hoteleiro. As medidas mais recorrentes, mencionadas por 50% dos respondentes, foram o investimento em capacitação e qualificação profissional e o aprimoramento das condições de trabalho. Tais resultados indicam uma preocupação crescente com a retenção de talentos, por meio do desenvolvimento contínuo e da valorização interna das equipes.
Na sequência, 37,5% dos participantes apontaram o aumento de salários e benefícios como uma estratégia relevante. Esse dado sugere que, embora a remuneração permaneça um fator determinante para a atração e retenção de profissionais, as iniciativas voltadas à formação e à melhoria do ambiente de trabalho têm se mostrado igualmente ou até mais eficazes.
Outras medidas citadas incluem a implementação de programas de retenção (25%), o recrutamento de profissionais de outras regiões ou países (18,8%) e o uso de tecnologias para automatizar processos (12,5%). Esses resultados evidenciam a busca por soluções diversificadas e adaptadas às especificidades de cada empreendimento hoteleiro.
Por outro lado, uma parcela reduzida de participantes (6,3%) sinalizou a opção “outro motivo”, e, suas respostas foram: “ir testando um ou outro até encontrar um bom”, “não tenho percebido nenhuma mudança para ajustar isso”, e “contratando mão de obra extra” identificado a necessidade de mudanças ou ainda estar em fase de testar alternativas, o que reforça que a maioria dos meios de hospedagem reconhece a gravidade da escassez de mão de obra.
De maneira geral, observa-se que os resultados sugerem que a hotelaria local tem adotado uma abordagem proativa, focando no desenvolvimento humano, na valorização profissional e na melhoria das condições de trabalho. Esses fatores são fundamentais para tornar o setor mais atraente e diminuir a rotatividade de funcionários.
Com o intuito de compreender a percepção dos participantes acerca das perspectivas futuras do setor hoteleiro, buscou-se identificar suas expectativas quanto à superação da escassez de mão de obra. O Gráfico 6 tem por objetivo mensurar o nível de otimismo ou de apreensão dos profissionais em relação à capacidade do setor em enfrentar e solucionar esse desafio nos próximos anos.
Gráfico 6: O problema de escassez será resolvido nos próximos anos.

Fonte: Dados da Pesquisa.
Com base nos dados apresentados no Gráfico 6, observa-se que 50% dos entrevistados acreditam que a escassez de mão de obra poderá persistir ou até se intensificar nos próximos anos. Esse resultado revela uma desconfiança significativa por parte dos respondentes quanto à efetividade das medidas atualmente adotadas para amenizar o problema, indicando descrença na capacidade do setor de hospedagem em reverter, a curto prazo, as deficiências relacionadas à disponibilidade de profissionais qualificados.
Em contrapartida, 31,3% dos respondentes afirmaram não possuir uma definição clara sobre o futuro da situação, evidenciando um sentimento de incerteza e instabilidade quanto às perspectivas de melhoria no setor. Por outro lado, 18,8% dos participantes demonstraram uma postura mais otimista, expressando confiança de que as estratégias atualmente implementadas na gestão hoteleira.
Em geral, a análise indica que há uma percepção negativa ou incerta em relação à solução da falta de mão de obra, apontando para a necessidade de medidas mais efetivas e políticas estruturais focadas na valorização, formação e retenção de profissionais no setor hoteleiro.
O recrutamento de profissionais é um dos principais desafios enfrentados pelos meios de hospedagem diante da escassez de mão de obra. Entender quais estratégias são consideradas mais eficazes pelos gestores permite identificar as práticas mais adotadas e valorizadas no setor. O gráfico 7 apresenta uma breve análise sobre as principais formas de recrutamento apontadas pelos participantes da pesquisa.
Gráfico 7: Qual é a melhor maneira de recrutar mão de obra?

Fonte: Dados da Pesquisa, 2025.
O Gráfico 7 apresenta os principais métodos de recrutamento de funcionários adotados pelos meios de hospedagem. Verifica-se que a divulgação de vagas por meio das redes sociais constitui a estratégia mais utilizada, mencionada por 50% dos respondentes, o que evidencia o papel crescente das plataformas digitais como ferramenta de apoio aos processos de captação de talentos. Em seguida, a indicação de colaboradores foi citada por 43,8% dos participantes, destacando a relevância do networking e das relações de confiança interna como práticas recorrentes no contexto hoteleiro.
Por outro lado, o recebimento de currículos apresentou baixa representatividade (6,3%), enquanto as feiras de emprego não foram mencionadas entre as alternativas utilizadas. Esses resultados sugerem uma tendência de substituição dos métodos tradicionais de recrutamento por estratégias digitais e informais, consideradas mais ágeis e eficazes na atração de candidatos.
A falta de mão de obra na hotelaria impacta não apenas a gestão interna e o desempenho operacional dos meios de hospedagem, mas também reflete na satisfação dos clientes.
Observou-se que os resultados da pesquisa evidenciam que a escassez de mão de obra na hotelaria de Foz do Iguaçu constitui um desafio estrutural e multifacetado, resultante da interação entre fatores formativos, organizacionais e conjunturais. A predominância de hotéis e resorts entre os respondentes, aliada à diversidade de cargos e níveis de experiência, permitiu traçar um panorama das práticas e percepções de gestão de pessoas no setor.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa realizada teve como objetivo geral analisar as causas da escassez de mão de obra nos meios de hospedagem da cidade de Foz do Iguaçu. Para alcançar esse propósito, os objetivos específicos foram: Identificar os meios de hospedagem do município de Foz do Iguaçu, que contempla atualmente 136 empreendimentos.
Na sequência fez-se o levantamento da percepção dos gestores e proprietários dos meios de hospedagem e do presidente do sindicato hoteleiro sobre as causas da escassez de mão de obra através da análise dos impactos que essa escassez exerce no segmento hoteleiro.
Os resultados indicam que as principais causas identificadas incluem: alta rotatividade de funcionários, falta de qualificação e dificuldade em recrutar talentos no segmento hoteleiro. Essas restrições afetam o desempenho das equipes e causam excesso de trabalho, o que pode diminuir a eficácia e o engajamento dos colaboradores.
Quanto às estratégias adotadas para minimizar a questão, nota-se a ênfase em ações como a alocação de recursos para capacitação e aprimoramento, além da otimização das condições de trabalho, com subsequente aumento de salários e benefícios. Essas iniciativas refletem o interesse dos gestores em reter talentos e aprimorar a profissionalização do setor.
Em relação às perspectivas futuras, a desconfiança predomina entre a maioria dos respondentes, que acredita que a situação deve continuar ou até piorar nos próximos anos. Quanto à possibilidade de resolução da escassez de mão de obra, evidencia-se a necessidade de ações mais eficazes voltadas à valorização, qualificação e retenção de profissionais no setor hoteleiro.
Por fim, é importante ressaltar que o recrutamento por meio de redes sociais e as indicações internas têm sido a principal estratégia empregada pelo setor, isso fica evidenciado como uma tendência de valorização das relações pessoais e das ferramentas digitais no ambiente profissional.
Portanto, em vista destes argumentos, o estudo buscou responder a seguinte questão: Qual é a percepção dos gestores hoteleiros sobre as causas da escassez de mão de obra nos meios de hospedagem na cidade de Foz do Iguaçu?
O estudo leva a seguinte reflexão: as análises apontam que a falta de qualificação profissional é o principal fator associado à escassez de trabalhadores, reforçada por salários pouco competitivos, condições de trabalho desafiadoras e alta rotatividade. Esses elementos, combinados, dificultam a atração e a retenção de profissionais, comprometendo tanto a eficiência operacional quanto a qualidade dos serviços prestados aos hóspedes.
Por fim, observa-se que os processos de recrutamento também refletem transformações no comportamento organizacional, com destaque para o uso das redes sociais e o recrutamento por indicações internas, substituindo gradualmente os métodos tradicionais.
Cabe destacar a dificuldade encontrada na obtenção das respostas da pesquisa. Apesar de o município de Foz do Iguaçu contar com 136 meios de hospedagem cadastrados, apenas 16 responderam ao questionário, mesmo após diversas tentativas de contato e reenvio do instrumento de coleta. Essa limitação reforça o desafio de engajamento dos gestores hoteleiros em pesquisas acadêmicas
Para investigações futuras, recomenda-se ampliar o olhar sobre a escassez de mão de obra na hotelaria a partir da perspectiva dos próprios colaboradores, incluindo profissionais de diferentes níveis hierárquicos e funções operacionais. Essa abordagem permitiria compreender motivações, expectativas, desafios e percepções sobre retenção, condições de trabalho e desenvolvimento profissional.
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1Graduando do Curso de Hotelaria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – e-mail: diegoduarteroque@gmail.com
2Doutora em Desenvolvimento Sustentável, docente do Curso de Hotelaria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – e-mail: nandri.strassburger@unioeste.br
