A EFICÁCIA DA CINESIOTERAPIA NO PÓS-PARTO PARA TRATAMENTO DE DIASTASE ABDOMINAL: REVISÃO DE LITERATURA

THE EFFECTIVENESS OF KINESIOTHERAPY IN THE POSTPARTUM FOR THE TREATMENT OF ABDOMINAL DIASTASIS: A LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511101302


João Carlos Souza da Silva1
Karim Portilho Schmidt1
Karla Letícia Oliveira Vinente1
Thaiana Bezerra Duarte2


Resumo

Introdução: A gestação provoca alterações que podem causar diástase abdominal, resultando em dor, fraqueza e alterações estéticas, especialmente em mulheres multíparas. A fisioterapia, por meio de cinesioterapia e estimulação elétrica neuromuscular, fortalece a musculatura, reeduca a postura e restaura a função abdominal e pélvica, contribuindo para a estabilidade corporal e a qualidade de vida materna. Objetivo: Verificar protocolos ideais de cinesioterapia para diástase abdominal, visando reduzir a separação muscular e melhorar a função abdominal, contribuindo para a prática clínica e a formação acadêmica em fisioterapia. Materiais e método: Foi realizada uma revisão de literatura sobre a eficácia da cinesioterapia no pós-parto para diástase abdominal, com busca nas bases PubMed, SciElo, LILACS , PEDro e CAPES. Incluíram-se estudos randomizados, intervencionistas, longitudinais e ensaios clínicos, e excluíram-se duplicados, casos e artigos incompletos. A análise ocorreu em duas etapas: leitura de títulos/resumos e avaliação completa dos estudos, com resultados apresentados em tabela. Resultados: Foram incluídos 12 estudos na revisão que demonstraram que a fisioterapia ativa é eficaz na redução da diástase abdominal no pós-parto Conclusão: A fisioterapia é essencial no pós-parto para tratar a diástase abdominal, melhorando força, postura e estabilidade lombopélvica. Protocolos ativos e individualizados, focados no core e controle respiratório, reduzem a separação muscular, previnem complicações e promovem bem-estar e funcionalidade da mulher.

Palavras-chave: Cinesioterapia. Diástase abdominal. Exercício. Fisioterapia. Pós-parto.

Abstract

Background: Pregnancy causes physiological changes that may lead to abdominal diastasis, resulting in pain, weakness, and aesthetic alterations, especially in multiparous women. Physical therapy, through kinesiotherapy and neuromuscular electrical stimulation, strengthens the musculature, reeducates posture, and restores abdominal and pelvic function, contributing to body stability and maternal quality of life. Pourpose: To identify optimal kinesiotherapy protocols for abdominal diastasis, aiming to reduce muscle separation and improve abdominal function, thereby contributing to clinical practice and academic training in physical therapy.  Methods: A literature review was conducted to assess the effectiveness of kinesiotherapy in postpartum abdominal diastasis. Searches were performed in the PubMed, SciELO, LILACS, PEDro, and CAPES databases. Randomized, interventional, longitudinal, and clinical trial studies were included, while duplicates, case reports, and incomplete articles were excluded. The analysis was carried out in two stages: reading of titles/abstracts and full-text evaluation of the studies, with results presented in a table. Results: Twelve studies were included in the review, demonstrating that active physical therapy is effective in reducing postpartum abdominal diastasis. Conclusion: Physical therapy is essential in the postpartum period for treating abdominal diastasis, as it improves strength, posture, and lumbopelvic stability. Active and individualized protocols focusing on core strengthening and respiratory control reduce muscle separation, prevent complications, and promote women’s well-being and functionality.

Keywords: Kinesiotherapy. Abdominal diastasis. Exercise. Physiotherapy. Postpartum.

1  INTRODUÇÃO

A gestação provoca ajustes fisiológicos e anatômicos que ocasionam mudanças visando a evolução fetal e preparo da mulher. As mudanças provocadas são no sistema cardiovascular, endócrino, tegumentar, urinário, gastrointestinal, respiratório e musculoesqueléticos no organismo materno (Coitinho et al., 2019). De acordo com Urbano et al. (2019) no período da gestação também ocorrem mudanças posturais, provocando mudanças de ângulos de inserção de músculos abdominais.

Durante a gravidez, o crescimento do útero provoca o estiramento dos músculos abdominais, que vai desde o processo xifoide até a sínfise púbica. Com o avanço da gestação e o aumento do abdômen, os músculos retos abdominais podem se afastar, sendo essa separação mais evidente ao nível umbilical. Esse afastamento é chamado de diástase dos retos abdominais e acontece, na maioria das vezes, no terceiro trimestre da gestação, podendo ou não regredir espontaneamente após o parto. A principal consequência dessa alteração morfológica é a permanência de um abdômen com formato arredondado (Girardi; Maioral, 2019, p. 56). 

A diástase abdominal é uma condição definida pela separação anormal dos músculos abdominais na altura da linha Alba. É considerado relevante a separação dos músculos abdominais quando ela é maior que 2cm ou dois dedos. A diástase abdominal pode produzir queixas musculoesqueléticas, eventualmente como resultado da diminuição na habilidade da musculatura abdominal de estabilizar a pelve e a região lombar da coluna vertebral. A perda extrema de alinhamento mecânico e função do músculo reto, por sua vez, causa limitações funcionais (Kisner et al., 2016).

Segundo Baracho (2018) a diástase abdominal pode gerar sintomas parecidos com os de uma hérnia ventral, como dor lombar, limitação funcional e alterações estéticas. Tendo maior incidência em mulheres obesas, multíparas, com flacidez abdominal pré-gravídica, com polidrâmnio, macrossomia fetal e gestações múltiplas.

Na avaliação fisioterapêutica, a medida da diástase abdominal é feita com a paciente deitada em decúbito dorsal, com quadris e joelhos fletidos, os pés apoiados sobre a maca e os braços estendidos ao longo do corpo. Posteriormente, o fisioterapeuta solicita que ela faça uma flexão anterior do tronco até que o ângulo inferior da escapula esteja fora do leito, o terapeuta coloca os dedos transversalmente na linha média do abdome. A região mais palpável na gestante é acima da cicatriz umbilical, se houver a separação, os dedos afundaram no espaço formado entre os músculos (Baracho, 2018).

Entre as opções de tratamento utilizadas pelos fisioterapeutas, a cinesioterapia é considerada um dos recursos fundamentais da fisioterapia, constituindo o centro dos programas elaborados tanto para restaurar ou melhorar a função do paciente, quanto para prevenir possíveis disfunções. A cinesioterapia é definida como treino planejado e sistemático de movimentos corporais, posturas ou atividades físicas, com a finalidade de auxiliar o paciente no tratamento e prevenção de deficiências, melhorar, restaurar ou potencializar a função física, reduzir ou prevenir fatores de risco relacionados a saúde, aprimorar o estado geral de saúde, o condicionamento físico e a sensação de bem-estar (Kisner; Colby; Bostard, 2016).

A estimulação elétrica neuromuscular (NMES) consiste na aplicação de correntes elétricas com o objetivo de gerar contrações musculares controladas. Nos últimos anos, seu uso tem se expandido significativamente, destacando-se como um recurso eficaz para o fortalecimento muscular em terapias ortopédicas especialmente no músculo quadríceps e também como ferramenta importante na reabilitação neurológica (Kemel; Yousif, 2017).

Considera-se que a atuação da fisioterapia no pós-parto imediato é fundamental para a melhora da tonicidade dos músculos abdominais e pélvicos, bem como para orientar a puérpera sobre a diástase e a importância da continuidade dos exercícios iniciados nesse período. Isso demonstra a relevância em investigar a adesão das puérperas à prática de cinesioterapia, visto que o tamanho da diástase influencia diretamente no tratamento fisioterapêutico (Dias et al., 2012).

Considerando a relevância clínica e social da diástase abdominal no período pós-parto, torna-se pertinente a compreensão e exploração da aplicabilidade da cinesioterapia no manejo dessa condição, a qual é frequente e pode comprometer significativamente a qualidade de vida materna. Segundo Dias et al. (2012) a assistência fisioterapêutica voltada à saúde da puérpera busca promover esclarecimento, suporte e orientação referentes à adoção de posturas adequadas, utilização de técnicas respiratórias e de fortalecimento de grupos musculares relevantes para o processo de recuperação pós-parto, favorecendo a restauração plena da funcionalidade corporal feminina. Sob essa perspectiva, evidencia-se a necessidade de aprofundar a compreensão e a análise acerca do aprimoramento do planejamento da assistência à saúde das puérperas, considerando a cinesioterapia como recurso terapêutico seguro e eficaz, além de ressaltar sua importância como aliada no manejo dessa disfunção.

O uso da cinesioterapia no tratamento da diástase abdominal possui uma diversidade de protocolos não padronizados, ocorrendo a necessidade de qualificar a eficácia do tratamento da diástase, considerando aspectos como redução da separação muscular e melhoria da função abdominal. Diante do conteúdo evidenciado, o presente estudo visa verificar os protocolos ideais da cinesioterapia. Assim, pretende-se contribuir com a comunidade científica e com a formação acadêmica, especialmente na área da fisioterapia.

2  MATERIAIS E MÉTODO

Foi realizada uma revisão de literatura desenvolvida a partir da discussão da a eficácia da cinesioterapia no pós-parto para tratamento de diástase abdominal. A coleta de dados foi realizada nas bases de dados PubMed, SciElo, Lilacs, PEDro e CAPES. Foram utilizados descritores em português e inglês, sendo eles: “cinesioterapia”, “diástase abdominal”, “exercício”, “fisioterapia”, “pós-parto”, “kinesiotherapy”, “abdominal diastasis”, “exercise” e “physiotherapy”, “postpartum”, combinados com o operador booleano AND. As buscas nas bases de dados foram realizadas no período de setembro de 2025.

Foram definidos como critério de inclusão estudos randomizados, estudo intervencionista, estudo longitudinal e ensaio clínico que abordassem os efeitos do cinesioterapia no tratamento da diástase no pós-parto, eficácia da cinesioterapia na redução da diástase abdominal. Foram excluídos estudos duplicados, estudo de caso e artigos que não estavam disponíveis na íntegra.

O processo de análise dos estudos foi dividido em duas etapas, inicialmente foi realizado a leitura dos títulos e resumos, quando o mesmo não era explicativo, ocorria a leitura do estudo na íntegra. A segunda etapa da análise integrou ao acesso, leitura e avaliação dos manuscritos completos dos estudos identificados na primeira etapa. Os resultados foram apresentados em forma de tabela.  

3  RESULTADOS 

Inicialmente, foram encontrados 461 artigos nas bases de dados, dos quais 24 estavam duplicados e foram excluídos, restando 437 artigos para análise de títulos e resumos. Após essa triagem, 420 artigos foram descartados, permanecendo 17 para leitura completa. Na etapa de leitura completa na integra, 5 artigos foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão. Dessa forma, 12 estudos foram incluídos para compor a revisão, conforme figura 1.

Figura 1: Fluxograma do estudo.

 A revisão incluiu 12 artigos, descritos conforme o ano de publicação, tipo de estudo, objetivos, metodologia empregada e resultados alcançados. Conforme apresentado nas variáveis da Tabela 1, as intervenções analisadas nos estudos mostraram-se eficazes no tratamento da diástase abdominal.

Tabela 1: Síntese dos artigos selecionados para a revisão.

AUTOR/ANOTIPO         DEESTUDOOBJETIVOMETODOLOGIARESULTADOS
KESHWANI; MATHUR;MCLEAN, 2019.Ensaio clínico randomizado controlado piloto.Explorar a viabilidade de duas intervenções fisioterapêuticas para o manejo da diástase abdominal: exercícios de amarração abdominal e direcionamento tronco.O estudo foi realizado com 32 mulheres primíparas no início do pós-parto, com diagnóstico de diástase do reto abdominal, divididas em três grupos: um realizou exercícios terapêuticos com contração ativa do músculo transverso do abdômen; exercícios em quatro apoios, com contração do abdômen enquanto levantavam alternadamente braços e pernas; outro grupo combinou os exercícios ao uso de cinta abdominal, sendo todos comparados a um grupo sem intervenção.Após 6 meses, os resultados mostraram melhora significativa na imagem corporal nos grupos que usaram a cinta e a combinação, e aumento da força do tronco no grupo que combinou exercícios e cinta. As intervenções demonstraram ser viáveis, seguras e potencialmente eficazes para tratar a diástase, melhorando a função muscular e a percepção corporal no pós-parto.
GLUPPE; ENGH; BØ, 2023.Ensaio clínico randomizado.Investigar os efeitos de um programa domiciliar de exercícios abdominais. O principal objetivo foi verificar se esses exercícios: Melhoram a força abdominal sem aumentar a distância entre os músculos retos do abdômen (interrecti distance – DIR)Participaram do estudo 70 mulheres entre 6 e 12 meses pós-parto com DRA confirmada por ultrassonografia (DIR > 28 mm em repouso ou > 25 mm durante o curl-up) Grupo de intervenção: realizou um programa de exercícios abdominais domiciliares por 12 semanas, 5 dias por semana. Exercícios: elevação de cabeça, curl-up e curl-up com rotação. Grupo controle: não recebeu intervenção. Avaliação da distância inter-retos (DIR): feita por ultrassonografia.A distância interretos (DIR) não aumentou nem diminuiu de forma significativa com o programa de exercícios. Ou seja, não houve piora na diástase. Houve melhora significativa na força abdominal e na espessura do músculo reto abdominal: Espessura muscular aumentou cerca de 0,7 mm. Força abdominal aumentou cerca de 9 Nm (medida objetiva de força).
SHOHAIMI et al. 2023.Ensaio clínico randomizadoAvaliar o efeito de um programa de exercícios intitulado “Split Tummy Exercise Program” (STEP) no fechamento da diástase dos retos abdominais em mães no pós-parto.O estudo envolveu 41 mulheres primíparas com diástase dos retos abdominais, divididas em grupo intervenção e controle. O grupo intervenção realizou o Split Tummy Exercise Program (STEP), composto por três fases: facilitação, integração e fortalecimento abdominal, durante oito semanas, três vezes por semana, com acompanhamento remoto. Na Fase 1 (1º ao 28º dia pós-parto), foram feitos exercícios em decúbito dorsal com pernas flexionadas, incluindo contração isométrica abdominal, movimentos de braços e alternância de pernas. Nas 5ª e 6ª semanas, acrescentaram-se retroversão e rotação pélvica e o exercício de ponte, visando integrar abdome e pelve. Por fim, na 7ª e 8ª semanas, os exercícios focaram o fortalecimento abdominal, com abdominais, pranchas e rotações.Após oito semanas, o grupo que realizou o STEP obteve uma redução média da DRA de 27% (de 22,9mm para 16,7mm), enquanto o grupo controle teve apenas 8,2% de redução, sem significância estatística. Concluiu-se que o programa STEP foi eficaz na diminuição da DRA no pós-parto.
CAÑAMERO et al. 2019.Estudo experimental analítico.Avaliar o impacto de um programa de exercícios na redução da diástase dos músculos retos abdominais em mulheres, após o período puerperal.Participaram do estudo 100 mulheres, com diástase do reto abdominal ≥ 2,5 cm, que se encontravam pelo menos 8 semanas após o parto, tendo duração de 9 semanas, incluindo: exercícios abdominais hipopressivos, ativação do músculo transverso do abdômen e exercícios para ativar os oblíquos e o reto abdominal. As medidas incluíram diástase nos pontos superior, médio e inferior do reto abdominal e circunferência abdominal.O programa reduziu significativamente a diástase (DIR nas três regiões) e a circunferência abdominal (p<0.05). A melhora foi observada a partir da 3° semana e continuou a progredir até a 9° semana. O programa de exercícios é eficaz para reduzir a DRA, mesmo em casos crônicos, com resultados evidentes e progressivos.
SAFAEE; BARATI; NADERIFAR, 2022.Estudo semi-experimental.Comparar os efeitos de oito semanas de treinamento de estabilidade do core e exercícios de Kegel sobre a diástase do reto abdominal (DRA) em mulheres multíparasO estudo envolveu 45 mulheres com histórico de pelo menos duas cesarianas, divididas aleatoriamente em três grupos: treino de estabilidade do core, exercícios de Kegel e grupo controle. As intervenções ocorreram três vezes por semana, durante oito semanas, com sessões de 40 a 60 minutos. A distância entre os feixes do músculo reto abdominal foi avaliada por paquímetro digital antes e após o programa. O grupo de estabilidade do core realizou exercícios progressivos de força e flexibilidade, com aumento gradual de tempo e repetições. O grupo de Kegel executou contrações voluntárias do assoalho pélvico, iniciando com dez repetições e intervalos de três minutos, incluindo aquecimento e desaquecimento.Ambos os programas reduziram significativamente a DRA e melhoraram o padrão respiratório após as oito semanas, enquanto o grupo controle não apresentou melhora. Concluiu-se que o treino de estabilidade do core e os exercícios de Kegel são igualmente eficazes na redução da diástase e na melhora da estabilidade abdominal em mulheres multípara s
TADMARE et al., 2024.Ensaio clínico randomizado.Avaliar o impacto de exercícios abdominais vs exercícios abdominais + estimulação elétrica neuromuscular (NMES) sobre a diástase dos músculos retos abdominais (DRAM) em mulheres pós-parto por cesariana. Medir a diferença inter-retal, força dos músculos abdominais, e razões cinturaquadril como resultados.Participaram do estudo 208 mulheres de 20 a 34 anos, que fizeram cesárea e apresentavam diástase maior que 2,5 cm. Foram dívidas aleatoriamente em dois grupos: grupo A: exercícios abdominais (exercícios estáticos de contração abdominal, Sit-ups, U-seat exercises, reverse situps) mais NMES e grupo B: somente exercícios abdominais (exercícios estáticos de contração abdominal, Sit-ups, U-seat exercises, reverse situps). As intervenções tiveram duração de 12 semanas, com sessões de 3 vezes por semana.Ambos os grupos tiveram melhora significativa na DIR, Força e RCQ. O grupo Exercícios + EENM demonstrou melhora significativamente superior na DIR, Força e RCQ (p<0.05) em comparação ao grupo apenas Exercícios. A combinação de EENM com exercícios abdominais é mais eficaz para reduzir a DRA e aumentar a força em puérperas de cesariana do que os exercícios isolados.
SOTOGONZÁLEZ et al. 2024.Ensaio clínico randomizado,Avaliar os efeitos imediatos e efeitos a longo prazo dos exercícios abdominais hipopressivos comparados aos exercícios abdominais convencionais sobre a distância entre os retoabdominais (inter‑rectus distance, DIR) em mulheres no pós‑parto.Estudo foi realizado com 28 mulheres no pós-parto, divididos em 2 grupos de intervenção: Grupo Hipopressivo: Realizou exercícios hipopressivos. Grupo Convencional: Realizou exercícios abdominais convencionais (curl up, ponte, abdução e adução dos membros inferiores). Todos com duração de 6 semanas de programa de exercícios (3 sessões supervisionadas por se mana).Os dois programas de exercícios promoveram redução significativa e semelhante da distância inter-retos a longo prazo, comprovando o efeito positivo do exercício na diástase abdominal. Contudo, os exercícios convencionais foram mais eficazes na redução em repouso, enquanto os hipopressivos mostraram melhor resultado durante a contração muscular.
MESQUITA; MACHADO; ANDRADE, 1998.Estudo longitudinal e aleatório.Investigar se a intervenção fisioterapêutica no puerpério imediato pode contribuir para a redução da diástase precocemente.O estudo incluiu 50 puérperas entre 18 e 40 anos, divididas aleatoriamente em dois grupos: controle e tratamento fisioterapêutico (25 cada), todas com diástase dos retos abdominais (DMRA) maior que 3 cm, identificada até 6 horas após o parto. O grupo tratamento iniciou sessões 6 e 18 horas pós-parto, com exercícios de reeducação funcional e respiratória realizados em decúbito dorsal. As atividades incluíram alongamento diafragmático, bloqueio torácico, expiração forçada com contração abdominal, fortalecimento dos músculos abdominais e pélvicos. Na primeira sessão foram feitas 10 repetições por exercício e na segunda 20.O grupo tratamento apresentou redução significativamente maior da diástase dos retos abdominais (DMRA) em comparação ao grupo controle, com melhora progressiva ao longo das três avaliações. A redução média foi de 12,5% no grupo tratamento e 5,4% no grupo controle, indicando maior eficácia da intervenção fisioterapêutica. Além disso, o grupo tratamento mostrou resultados mais homogêneos, reforçando o impacto positivo da fisioterapia na redução da diástase no pós-parto.
GLUPPE; ENGH; BØ, 2020.Estudo transversal.Investigar o efeito imediato de oito exercícios abdominais e do assoalho pélvico (MAP) sobre a distância interretos (DIR) em mulheres no puerpério com diagnóstico de diástase dos retos abdominais (DRA).Participaram do estudo 38 mulheres primíparas e multíparas, com mais de seis semanas de pós-parto, idade acima de 18 anos e diagnóstico de DRA confirmado. A DIR foi medida com ultrassonografia portátil, foram padronizados dois pontos de medição: 2 cm acima e 2 cm abaixo do umbigo. Durante cada exercício, as participantes foram instruídas a inspirar, expirar e manter a contração por 3 segundos, enquanto a ultrassonografia registrava a DIR. Foram avaliados 8 exercícios, incluindo movimentos isolados e combinados: elevação da cabeça, flexão abdominal, contração dos músculos do assoalho pélvico (MAP), MAP + flexão abdominal, retração máxima do abdômen, MAP + retração máxima, inclinação pélvica, flexão abdominal com rotação.Observou-se redução significativa da distância inter-retos (DIR) durante os exercícios de elevação da cabeça e flexão abdominal com torção, em comparação ao repouso, tanto 2 cm acima quanto 2 cm abaixo do umbigo. Acima do umbigo, também houve diminuição significativa do DIR durante a flexão abdominal e durante a combinação de contração da MAP com flexão abdominal.
PAMPOLIM et al. 2021.Estudo de intervenção com randomização.Verificar a contribuição da fisioterapia no puerpério imediato para a redução da diástase do músculo reto abdominal.O estudo envolveu 50 puérperas, divididas igualmente em grupo controle (n=25) e grupo tratamento (n=25). O grupo controle foi apenas avaliado 6 e 18 horas após o parto, enquanto o grupo tratamento realizou um protocolo fisioterapêutico composto por três tipos de exercícios: 1. Adução de quadril associada à contração isométrica do assoalho pélvico; 2. Contração isométrica dos músculos abdominais; 3. Contração isotônica dos músculos oblíquos abdominais, realizada por meio de flexão anterior com rotação de tronco. Foram executadas 10 repetições na primeira sessão e 20 repetições na segunda.Houve diminuição da diástase abdominal entre a primeira e a segunda avaliação (06 horas e 18 horas) em ambos os grupos, considerando de forma isolada as variáveis analisadas. Contudo, ao comparar os grupos, verificou-se que a redução da diástase supraumbilical foi mais expressiva no grupo tratamento, apresentando diferença estatisticamente significante.
THABE; ALSHEHRI, 2019.Ensaio clínico randomizado controlado.Avaliar a eficácia de um programa de exercício de estabilidade do core profundo no fechamento da diástase abdominal e na melhora da qualidade de vida de puérperas.O estudo incluiu 40 mulheres, com idades entre 23 e 35 anos, que tiveram parto vaginal e estavam entre 3 e 6 meses pós-parto, todas apresentando diástase dos retos abdominais. As participantes foram divididas em dois grupos: grupo A (intervenção) e grupo B (controle). O grupo intervenção realizou um programa de estabilidade do core profundo, três vezes por semana, que incluiu o uso de órtese abdominal, respiração diafragmática, contração do assoalho pélvico, prancha, contração abdominal isométrica e exercícios tradicionais. O grupo controle executou apenas um programa de exercícios abdominais convencionais, composto por contração estática, inclinação pélvica posterior, abdominais reversos e rotações de tronco. Em ambos os grupos, os exercícios foram realizados em 3 séries de 20 repetições, com 5 segundos de contração e 10 segundos de relaxamento, além da recomendação de prática domiciliar diária.O teste T pareado mostrou redução significativa da separação interretos em ambos os grupos, sendo mais acentuada no grupo B.
KAYA; MENEK, 2023.Ensaio randomizado paralelo.Avaliar a eficácia e a aplicabilidade de três abordagens fisioterapêuticas no tratamento da diástase do reto abdominal (DRA): exercícios de fortalecimento do core, uso de cinta abdominal e a associação entre ambos os métodos.O estudo incluiu 45 mulheres entre 6 e 12 semanas pós-parto, diagnosticadas com diástase dos retos abdominais. As participantes foram divididas em três grupos: 1. Exercícios de estabilização do core; 2. Exercícios + colete abdominal; 3. Uso exclusivo do colete abdominal. O programa de exercícios foi realizado 3 vezes por semana durante 8 semanas (2 sessões supervisionadas e 1 domiciliar), incluindo exercícios respiratórios, de ativação do transverso do abdômen e do assoalho pélvico, com progressão de intensidade conforme a escala de Borg. O grupo com colete foi instruído a utilizá-lo diariamente, exceto durante atendimentos.O grupo de exercícios apresentou melhora significativa em quase todas as variáveis, exceto no equilíbrio com olhos fechados. O grupo exercícios + corset teve melhora em todas as variáveis, com os melhores resultados gerais. Já o grupo apenas com corset mostrou melhora em dor, resistência à flexão, DIR e equilíbrio com olhos abertos, mas com ganhos mais limitados nas demais medidas.

4  DISCUSSÃO

A evidência científica demonstra que a fisioterapia ativa é eficaz na redução da DRAM no pós-parto, incluindo puérperas multíparas e pós-cesariana. Estudos nacionais e internacionais mostram que programas de ativação do transverso do abdome, controle respiratório, estabilidade central e integração do assoalho pélvico promovem redução significativa da DRAM, aumento da força abdominal e melhora da postura e função do core. Protocolos hipopressivos e exercícios progressivos intensificam os ganhos, enquanto abordagens passivas ou isoladas apresentam eficácia limitada. De forma consistente, os resultados indicam que intervenções supervisionadas, individualizadas e progressivas constituem a estratégia mais segura e eficaz para restaurar a integridade morfofuncional da parede abdominal e a funcionalidade global no período pós-parto.

O estudo de Mesquita, Machado e Andrade (1999) foi um dos primeiros estudos brasileiros a avaliar protocolos fisioterapêuticos específicos para DRAM no pós-parto com enfoque no fortalecimento dos músculos abdominais profundos e do assoalho pélvico, aplicado no período hospitalar e ambulatorial. Os resultados mostraram redução significativa da distância inter-retal (DIR), com ênfase no controle respiratório para evitar aumento da pressão intra-abdominal. O protocolo foi seguro, bem tolerado e eficaz na melhora funcional, reforçando a importância da fisioterapia precoce centrada na reeducação postural e ativação do core.

Keshwani, Mathur e McLean (2019) mais tarde, avaliaram os efeitos do exercício terapêutico e do uso de cinta abdominal em 32 mulheres no pós-parto inicial com DRAM. Nenhuma intervenção isolada reduziu significativamente a separação muscular, mas o exercício mostrou tendência a melhorar a função abdominal. A cinta ofereceu suporte e conforto, sem impacto na integridade muscular. A combinação das abordagens não teve efeito sinérgico relevante, embora fossem seguras. O estudo foi limitado por amostra pequena e curto acompanhamento, destacando a necessidade de pesquisas mais amplas sobre o tema.

A evidência apresentada por Gluppe et al. (2023) após o grupo experimental receber um programa padronizado de exercícios com duração de 12 semanas, que incluía elevações de cabeça e flexões abdominais realizadas cinco vezes por semana, enquanto o grupo controle não recebeu nenhuma intervenção. O estudo concluiu que o programa de exercícios contendo flexões para mulheres com DRA não piorou a DRI ou alterou a gravidade dos distúrbios do assoalho pélvico ou dor lombar, cintura pélvica ou abdominal, mas aumentou a força e a espessura dos músculos abdominais.

Os estudos de Gluppe et al. (2020, 2023) fornecem evidências robustas que contestam a antiga contraindicação dos exercícios abdominais no pós-parto em mulheres com diástase dos retos abdominais. Os autores demonstraram que tanto a ativação controlada do transverso do abdome, associada ao assoalho pélvico, quanto a prática progressiva de exercícios de flexão do tronco (curl-up) são seguras e eficazes, promovendo redução da diástase, aumento da força abdominal e melhora funcional do core. Esses achados sustentam a prescrição de exercícios ativos e supervisionados como estratégia fisioterapêutica segura e fundamentada para o manejo da diástase pós-parto.

O estudo de Keshwani et al. (2019) comparou a eficácia da terapia com exercícios e/ou ligação abdominal a nenhuma intervenção em trinta e duas mulheres primíparas que apresentaram DRA no início do período pós-parto, a fim de observar a DIR, imagem corporal, dor, sintomas uroginecológicos e função medida por meio de questionários, e força e resistência à flexão do tronco medidas por meio de testes clínicos. E, após seis meses, foram observados efeitos positivos na imagem corporal nos grupos de ligação abdominal isolada e terapia combinada e um efeito positivo na força de flexão do tronco foi observado no grupo de terapia combinada, sugerindo que as intervenções fisioterapêuticas podem impactar positivamente a imagem corporal e a força de flexão do tronco. 

Shohaimi et al. (2023) investigaram os efeitos de um protocolo de exercícios para diástase abdominal em primíparas no pós-parto precoce, focando no recrutamento controlado do transverso do abdome e do assoalho pélvico. Após oito semanas, o grupo intervenção apresentou redução significativa da DIR, melhora da força abdominal e da estabilidade lombopélvica, além de alívio de desconfortos posturais. O programa demonstrou alta adesão e segurança, sem eventos adversos. Os resultados reforçam a eficácia de intervenções precoces e supervisionadas para a reabilitação morfofuncional da parede abdominal no pós-parto. 

Um estudo anterior avaliou o efeito imediato da contração muscular abdominal e do assoalho pélvico na redução da DIR em mulheres com diástase no pós-parto. A contração isolada do transverso do abdome reduziu significativamente a DRAM, e a coativação com o assoalho pélvico promoveu maior aproximação dos músculos retos abdominais, sem aumentar a diástase. Os resultados indicam que a ativação motora correta melhora a estabilidade do tronco e a função abdominal, reforçando a segurança e eficácia do treinamento motor precoce na reabilitação pós-parto (Gluppe; Engh; BØ, 2020). 

Outro estudo avaliou efeitos semelhantes num período de oito semanas de exercícios para o core e de exercícios de treinamento da musculatura do assoalho pélvico, em 45 mulheres que haviam dado à luz há seis semanas, com ênfase na correção do padrão respiratório sobre a DRAM, demonstrou que ambos os programas de treinamento foram eficazes na redução da distância entre os músculos retos abdominais e não houve diferença significativa entre os dois grupos de treinamento nesse aspecto, concluindo que ambos os programas de exercícios podem promover resultados benéficos para as mulheres no período pós-parto, destacando a importância da inclusão de exercícios específicos nessa fase (Safaee; Barati; Naderifar, 2022). 

Um ensaio clínico randomizado avaliou um programa de exercícios de estabilidade profunda do core, focado na ativação do transverso do abdome e assoalho pélvico com controle respiratório, em mulheres pós-parto com DRAM. E obteve redução significativa da DRAM, aumento da força abdominal e melhorias posturais e lombopélvicas, superando o grupo controle que recebeu apenas orientações gerais. O estudo destaca a eficácia da fisioterapia baseada em controle motor para restaurar o tônus abdominal e reduzir a diástase (Thabe e Alshehri, 2019).

Kaya e Menek (2024) também estudaram os exercícios para o core, mas associando três intervenções fisioterapêuticas com exercícios de estabilização do core, utilizando de cinta abdominal e uma combinação de exercício e cinta abdominal em 45 mulheres de 6 a 12 semanas após o parto durante oito semanas. E concluíram que exercícios de estabilização do core e cinta abdominal podem impactar positivamente a DIR, a força e resistência muscular de flexão do tronco, o equilíbrio e a incapacidade no manejo da DRAM. A combinação de exercício e cinta foi considerada mais eficaz no processo pós-parto.

Avaliando a eficácia de um programa fisioterapêutico voltado à reeducação da parede abdominal em 100 mulheres com DRAM, o estudo conduzido por Cañamero-de León et al. (2019) utilizaram um protocolo de intervenção, com duração de nove semanas, composto por exercícios abdominais hipopressivos, exercícios de ativação do músculo transverso do abdome e exercícios direcionados aos músculos oblíquos e retos abdominais. As participantes foram avaliadas no início do programa e nas semanas 3, 6 e 9 de intervenção e obtiveram redução significativa da diástase nas regiões superior, medial e inferior, bem como diminuição da circunferência abdominal, com melhora progressiva até a nona semana, evidenciando a eficácia do programa na redução da DRAM. 

O ensaio clínico de Soto-González et al. (2024) comparou exercícios abdominais hipopressivos e convencionais em mulheres no pós-parto com DRAM. Ambos os métodos reduziram significativamente a DIR, mas os hipopressivos mostraram maior eficácia na redução da DRAM, no tônus profundo e no controle respiratório. Já os exercícios convencionais promoveram maior ganho de força abdominal, com menor impacto sobre a profundidade da diástase. Nenhum protocolo agravou a condição, e a adesão foi maior ao método hipopressivo. Os autores recomendam a combinação progressiva das duas abordagens para melhores resultados funcionais e estruturais. 

Outro ensaio clínico comparou exercícios abdominais tradicionais e estimulação elétrica neuromuscular (EENM) na redução da diástase abdominal em mulheres pós-cesariana. Ambos os métodos foram eficazes, mas os exercícios ativos promoveram melhores ganhos funcionais, enquanto a EENM teve efeito moderado, sendo mais indicada como recurso complementar em casos de fraqueza muscular no pós-parto imediato (Tadmare et al., 2024)

Pampolim et al. (2021) investigaram a intervenção fisioterapêutica precoce durante a internação hospitalar no puerpério imediato para prevenir ou minimizar a DRAM. O protocolo de ativação suave do transverso do abdome combinado com respiração diafragmática reduziu a diástase, melhorou o conforto lombar e a postura, além de aumentar a consciência corporal das pacientes. Os autores reforçam a importância da fisioterapia precoce no controle da pressão abdominal, destacando seu papel preventivo e terapêutico nas rotinas hospitalares pós-parto.

Desde os primeiros estudos nacionais, a fisioterapia vem se consolidando como uma intervenção segura, eficaz e de baixo custo, centrada na reativação muscular controlada e na integração entre o transverso do abdome e o assoalho pélvico. Os trabalhos mais antigos (Mesquita, 1999; Pampolim, 2021) já destacavam a importância da iniciação precoce e da educação postural, enquanto Thabet (2019) e Gluppe (2020, 2023) confirmaram, com base em ensaios clínicos randomizados, que a estabilidade profunda do core e o controle respiratório são determinantes para a recuperação morfofuncional da parede abdominal.

Com base nas evidências revisadas, entende-se que o tratamento fisioterapêutico da diástase dos retos abdominais no período pós-parto deve priorizar intervenções ativas, personalizadas e acompanhadas por profissionais capacitados. É fundamental valorizar a reeducação postural e o controle motor, associando a ativação do músculo transverso do abdome, o controle respiratório e o trabalho conjunto do assoalho pélvico. Essa integração tem se mostrado essencial para restabelecer a estabilidade lombo-pélvica e a funcionalidade do core, contribuindo para o ganho de força e a redução da separação entre os retos abdominais. Além disso, protocolos que utilizam exercícios hipopressivos, progressivos e de estabilização profunda apresentam resultados mais consistentes do que intervenções passivas ou isoladas. Assim, recomenda-se que a atuação clínica se baseie na prescrição segura e individualizada de exercícios ativos, sustentada por evidências científicas, com o objetivo de promover a recuperação funcional da parede abdominal, prevenir alterações posturais e favorecer o bemestar da mulher no puerpério.

No entanto, o presente estudo, por se tratar de uma revisão de literatura, apresenta algumas limitações: a escassez de estudos focados especificamente no tema impactou diretamente na abrangência e na profundidade da análise, e a busca nas principais bases de dados, revelou um número reduzido de estudos que preenchiam os critérios de inclusão.

5  CONCLUSÃO

A fisioterapia tem se mostrado uma ferramenta essencial no manejo da diástase dos retos abdominais no pós-parto, promovendo resultados significativos tanto na recuperação funcional quanto na integridade estrutural da parede abdominal. Protocolos ativos, centrados na ativação do transverso do abdome, controle respiratório e estabilidade do core, demonstram-se eficazes na redução da distância inter-retal, no aumento da força abdominal e na melhora da postura e da estabilidade lombo-pélvica. A introdução precoce dessas intervenções, especialmente quando supervisionadas e individualizadas, potencializa os ganhos e reduz o risco de complicações futuras.

Além de seguras, essas abordagens se mostram superiores aos métodos passivos ou isolados, contribuindo também para o bem-estar geral e a percepção corporal das mulheres no puerpério. A integração da fisioterapia no cuidado pós-natal deve, portanto, ser vista como uma estratégia prioritária, não apenas para o tratamento da diástase, mas também para a promoção da funcionalidade, prevenção de disfunções associadas e apoio à recuperação global da mulher após o parto.

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1Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.
2Doutorado em Reabilitação e Desempenho Funcional, Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE e do Curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas Itacoatiara. Endereço: Av. Joaquim Nabuco, 1365, Centro | Manaus | AM | CEP: 69020-030 | (92) 3212-5000.