EVALUATION OF THE FUNCTIONAL OUTCOME OF PATIENTS VICTIMS OF AUTOMOTIVE ACCIDENTS ADMITTED
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511200842
Daiara Dalmaso da Silva1
Orientador: Valério Bortolini2
Coorientador: Ezequiel Kleber Carpes Menezes3
Resumo
Os acidentes automobilísticos representam um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, figurando entre as maiores causas de internações, incapacidades e mortalidade. Além dos danos imediatos, essas ocorrências frequentemente resultam em déficits funcionais significativos, afetando a autonomia e a quantidade de vida das vítimas. Este estudo teve como objetivo descrever os déficits funcionais apresentados por pacientes vítimas de acidentes automobilísticos após a internação em um hospital de urgência e emergência. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, com abordagem quantitativa, realizada com pacientes atendidos no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (HEURO), utilizando como instrumentos de avaliação a escala Medical Research Council (MRC), a ICU Mobility Scale (IMS) e a Escala de Coma de Glasgow. Foram avaliados 23 pacientes; 60,9% apresentaram déficit motor segundo a MRC, e 65,2% apresentaram baixa mobilidade funcional segundo a ICU Mobility Scale. Os dados encontrados reforçam os estudos descritos na literatura científica, os quais indicam que, após acidentes dessa natureza, há altos índices de fraqueza muscular, perda de mobilidade e dependência funcional, especialmente entre pacientes que passaram por longos períodos de imobilização ou internação em UTI. Reforçamos que a análise desses desfechos funcionais é fundamental para subsidiar ações de reabilitação precoce, favorecer o retorno às atividades de vida diária e promover a reinserção social dos indivíduos acometidos.
Palavras-chave: Acidentes de Trânsito; Funcionalidade; Reabilitação; Urgência e Emergência.
1 INTRODUÇÃO
Os acidentes de trânsito representam um grave problema de saúde pública no Brasil, com impactos diretos sobre o sistema de saúde, a economia e a qualidade de vida da população. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil figura entre os países com maiores índices de mortalidade por acidentes automobilísticos, o que impõe elevado ônus social e econômico (Carvalho; Guedes, 2023). Essas ocorrências não apenas geram perdas humanas significativas, mas também provocam custos elevados para o sistema de saúde e para as famílias, seja pelo tratamento imediato, seja pelo acompanhamento em longo prazo.
Do ponto de vista funcional, as vítimas sobreviventes desses acidentes frequentemente enfrentam sequelas físicas que comprometem sua autonomia. Entre os déficits mais comuns observados após a hospitalização estão a fraqueza muscular generalizada, a perda de mobilidade e a dependência para atividades básicas da vida diária (Duarte et al., 2024). Tais condições estão associadas não apenas à gravidade dos traumas iniciais, mas também ao tempo de internação prolongado e à imobilidade no leito hospitalar, que podem agravar o quadro clínico e funcional do paciente (Ramos et al., 2021).
Diante disso, a avaliação precoce e individualizada dos pacientes torna-se essencial para traçar estratégias de reabilitação eficazes. A utilização de instrumentos padronizados, como escalas de avaliação funcional, contribui para identificar limitações e direcionar o cuidado de forma mais precisa, promovendo melhores resultados terapêutico e auxiliando no processo de reintegração social e laboral.
Neste contexto, emerge a seguinte pergunta de pesquisa: Qual o desfecho funcional dos pacientes vítimas de acidente automobilístico atendidos no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal – HEURO? Para responder a essa pergunta o presente artigo tem como objetivo geral, descrever os déficits funcionais apresentados por pacientes vítimas de acidentes automobilísticos que necessitaram ventilação mecânica e foram extubados após a internação em um Hospital de Urgência e Emergência, com base nos escores obtidos nas escalas de avaliação funcional: Medical Research Council (MRC), ICU Mobility Scale (IMS) e Escala de Coma de Glasgow.
Os objetivos específicos são: avaliar a força muscular de pacientes após a alta da Unidade de Terapia Intensiva, identificando sinais de fraqueza adquirida no período de internação; analisar a mobilidade funcional e o grau de independência dos pacientes internados e descrever o grau de necessidade de auxílio para a realização de atividades funcionais básicas além de identificar as principais dificuldades funcionais enfrentadas pelos pacientes no processo de reabilitação hospitalar.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Impactos dos acidentes de trânsito Segunda a Organização Mundial de Saúde (OMS)
Acidentes e violências (causas externas) têm determinado um importante impacto na saúde das populações de vários países do mundo. São muitas as consequências como o trauma, os gastos econômicos para as vítimas e suas famílias, tanto através dos custos de tratamento dos feridos como incapacitados e da perda (Rocha et al., 2022). Em termos de custos econômicos, esses acidentes geram despesas com atendimento médico, reparos de veículos, perda de produtividade e até mesmo custos judiciais. Ainda, os acidentes de trânsito causam um grande número de mortes e ferimentos graves, afetando não apenas as vítimas diretas, mas também suas famílias e comunidades. Em casos mais graves, há a necessidade da internação do paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), esta é um setor especializado que oferece cuidados intensivos e monitoramento contínuo a pacientes gravemente enfermos ou que necessitam de suporte vital. É nesta unidade que há o fornecimento de cuidados intensivos para os pacientes em estado crítico, para que haja a estabilização afim de promover a sua recuperação (Carvalho; Guedes, 2023). O contexto histórico indica que o repouso absoluto foi entendido, por longo tempo, como sendo a melhor maneira de cuidar dos pacientes que estavam em estado crítico, uma vez que se entendia que não resistiriam a qualquer estímulo. Ocorre que se observou que aqueles que eram mantidos em total imobilismo, ficavam mais tempo hospitalizados por conta da perda da funcionalidade, comprometendo a sua plena recuperação (Ramos et al., 2021). É a partir desses aspectos que se pensa na mobilização dos pacientes críticos, não permitindo que haja a total imobilização e, então, que haja a intervenção precoce no processo de reabilitação. Isso permite não só a manutenção de funcionalidade mínima, mas também a prevenção de outras afetações decorrentes do longo período de internação.
2.2 Dos Déficits e Outras Alterações Funcionais
Em decorrência do período de internação e até mesmo da gravidade dos ferimentos e lesões, há de se identificar uma série de afetações. Em decorrência do tempo em que o sujeito permanece Unidade de Terapia Intensiva, os déficits se prolongam no tempo mesmo após a alta médica. Pode-se considerar, portanto, que os principais sejam o desenvolvimento de Síndrome pós-UTI, onde alguns pacientes apresentam fraqueza muscular, fadiga, dificuldades cognitivas e emocionais, o que vem a afetar a sua capacidade de independência (Rocha et al., 2022).
A fraqueza muscular generalizada é uma complicação comum em pacientes que, devido ao quadro clínico, desenvolvem um declínio muscular esquelético pela falta de movimentação. Essa condição pode resultar em dificuldades para realizar atividades diárias, comprometendo a qualidade de vida do paciente e aumentando o risco de complicações adicionais. A incidência varia entre 30% e 60% nos pacientes internados em UTI (Ramos et al., 2021).
Para além disso, há de se considerar ainda as complicações médicas, como infecções, afetação respiratória ou cardíaca; traumas de ordem psicológica, que pode afetar a sua capacidade de se adaptar à vida após a alta, gerando ansiedade, depressão ou estresse pós traumático; e outro ponto que merece atenção, é a falta de suporte pós-alta, caracterizado pela falta de suporte médico adequado, terapia física ou emocional, causando dificuldades de recuperação completa do paciente (Duarte et al., 2024).
2.3 O Desfecho Funcional e sua Relevância
Faz-se destaque para os custos à saúde, considerando a necessidade de que haja um adequado desfecho funcional que conduza as tomadas de atitudes das equipes que lidam com tal paciente. Isto porque, os custos podem ser classificados de diferentes formas. Há os custos diretos, onde quantifica em valores monetários, demonstrando quanto de recursos foi utilizado diretamente no tratamento e intervenção de um paciente, que pode ser subdividido em custos médicos e não médicos (Duarte et al., 2024).
Por outro lado, há os custos indiretos, que se referem à perda do tempo de trabalho do paciente ou de suas famílias como consequência da doença e agravo ou seu tratamento; e os custos intangíveis correspondem ao ganho de saúde, à dor ou sofrimento associado ao tratamento (Rocha et al., 2022). É nesse sentido que existe a necessidade da realização do desfecho funcional do paciente, pois reflete a capacidade do indivíduo de realizar suas atividades diárias e participar ativamente na sociedade.
O desfecho funcional adequado indica que o tratamento foi eficaz e que o paciente conseguiu recuperar sua funcionalidade, sendo possível o seu retorno à sociedade de maneira satisfatória. Para Clark et al. (2013) existe uma significativa redução nas complicações decorrentes da internação do quando se adotam protocolos de mobilização precoce, isto é, a intervenção subjacente à avaliação da mobilidade do paciente, demonstrando que há de se considerar bons resultados quanto à melhora da funcionalidade do paciente.
A utilização de recursos avaliativos, como escalas de funcionalidades, contribui para que haja a percepção geral do indivíduo. A perda da funcionalidade está também diretamente relacionada ao uso de bloqueadores neuromusculares e outras medicações prolongadas, o que afeta diretamente a funcionalidade do indivíduo, carecendo assim que haja a intervenção fisioterapêutica.
Ramos et al. (2021, p. 122) mencionam que é “por meio destas escalas, o terapeuta tem como objetivo principal minimizar a perda funcional adquirida, além de preservar a capacidade de manter as habilidades necessárias para a realização de atividades cotidianas”. É dizer que o desfecho funcional está diretamente relacionado à qualidade de vida do paciente, influenciando sua independência, autoestima e bem-estar geral, sendo este desfecho uma das partes integrantes do cuidado com a saúde.
3 METODOLOGIA
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de campo, com delineamento descritivo e abordagem quantitativa. A investigação foi desenvolvida no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (HEURO), situado no município de Cacoal, estado de Rondônia. A população-alvo do estudo compreendeu pacientes maiores de 18 anos, de ambos os sexos, internados na enfermaria do hospital em decorrência de acidentes automobilísticos. A amostra foi composta exclusivamente por indivíduos que necessitaram de ventilação mecânica durante a internação e que foram posteriormente submetidos à extubação. No total, foram incluídos 23 pacientes que atenderam aos critérios de elegibilidade e que estiveram disponíveis para avaliação no período de fevereiro a junho de 2025. As coletas foram realizadas de segunda a sexta-feira, entre 7h e 19h, desde que o paciente não estivesse envolvido em outros atendimentos ou procedimentos hospitalares no momento da abordagem.
Foram incluídos no estudo pacientes submetidos à intubação orotraqueal ou traqueostomia, extubados na Recuperação Pós-Anestesia (RPA), e que consentiram voluntariamente em participar da pesquisa após esclarecimento dos objetivos e procedimentos. Foram excluídos pacientes com histórico de sequelas neurológicas prévias, gestantes, indivíduos que recusaram a participação ou que apresentaram instabilidade clínica e consequente piora do quadro durante a fase de coleta de dados, o que inviabilizaria a continuidade no estudo. Ressalta-se que o protocolo foi previamente submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o registro CAAE: 84876124.2.0000.5298, garantindo a conformidade com as normas éticas vigentes para pesquisas envolvendo seres humanos.
Para a coleta de dados foi utilizada uma ficha de avaliação funcional elaborada com base em três instrumentos validados: a escala do Medical Research Council (MRC) para aferição da força muscular, a ICU Mobility Scale (IMS) para análise da mobilidade e independência funcional e a Escala de Coma de Glasgow para avaliação do nível de consciência. Cada paciente foi submetido a uma única avaliação, realizada pela pesquisadora responsável, tendo em vista que o objetivo do estudo se concentrou nas condições clínicas apresentadas após a alta da UTI.
As avaliações ocorreram em ambiente hospitalar, com respeito à rotina da unidade e à segurança dos participantes. Os dados obtidos foram organizados em planilhas e analisados por meio da estatística descritiva, com cálculos de frequência absoluta e relativa. Os resultados foram apresentados em tabelas e gráficos, permitindo uma análise objetiva e esmiuçada dos déficits funcionais encontrados.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.1 Características Sociodemográficas e Clínicas
Foram avaliados 23 pacientes vítimas de acidentes automobilísticos internados em um Hospital de Urgência e Emergência. Destes, 78,3% (n=18) eram do sexo masculino, enquanto 21,7% (n=5) eram do sexo feminino, evidenciando o maior risco da população masculina para acidentes automobilísticos.
A idade variou de 18 a 62 anos, com média aproximada de 35,4 anos. O tempo de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) variou de 2 a 28 dias, com média estimada de 10 dias, refletindo a gravidade dos casos e a necessidade de cuidados intensivos prolongados em parte dos pacientes.
Em relação ao tipo de veículo, observou-se que a maioria dos pacientes foi vítima de acidentes de moto, correspondendo a 87% (n=20) dos casos, enquanto 13% (n=3) envolveram carros. Este dado reforça a vulnerabilidade dos motociclistas em acidentes de trânsito.
4.2.Desfechos Funcionais Segundo as Escalas de Avaliação
Na Escala de Coma de Glasgow, 87% (n=20) dos pacientes apresentaram pontuação ≥13, indicando preservação do nível de consciência ao término da internação na UTI. Já 13% (n=3) dos casos apresentaram pontuação inferior a 13 (sendo 10T e 11T), todos em uso de traqueostomia, sugerindo comprometimento significativo da resposta verbal e motora. A análise da ICU Mobility Scale demonstrou que 65,2% (n=15) dos pacientes apresentaram pontuação ≤3, indicando baixa mobilidade funcional, enquanto 34,8% (n=8) apresentaram pontuação superior, sugerindo mobilidade de moderada a boa. Em relação à Escala de Força Muscular do Medical Research Council (MRC), 60,9% (n=14) obtiveram escore ≤48 pontos, evidenciando déficit motor de moderado a grave, enquanto 39,1% (n=9) tiveram força muscular preservada (MRC >48). Esses dados podem ser observados na tabela resumida abaixo.
Tabela 1 – Distribuição das Variáveis Clínicas e Demográficas da Amostra.

Elaborado pela autora (2025).
3.3. Observações clínicas complementares
A análise dos dados revelou predominância do sexo masculino (78,3%) em relação ao feminino (21,7%), o que corrobora a maior vulnerabilidade dessa população em acidentes automobilísticos. Quanto ao tipo de veículo, observou-se que a maioria dos casos esteve relacionada a motocicletas (87%), enquanto apenas 13% envolveram automóveis, evidenciando maior exposição e gravidade dos traumas em motociclistas.
Na avaliação inicial, 87% dos pacientes apresentaram Escala de Coma de Glasgow ≥13, indicando preservação relativa do nível de consciência, ao passo que 13% obtiveram valores <13, compatíveis com comprometimento neurológico significativo. A análise da ICU Mobility Scale demonstrou que 65,2% dos pacientes apresentaram escore ≤3, refletindo baixa capacidade funcional durante a internação em UTI, enquanto 34,8% apresentaram escores >3. Já a Escala MRC evidenciou força muscular reduzida (≤48) em 60,9% da amostra, em contraste com 39,1% que apresentaram melhor desempenho motor.
Imagem 1 – Distribuição das variáveis clínicas e demográficas da amostra (%).

Elaborado pela autora (2025).
Adicionalmente, os registros clínicos evidenciaram a ocorrência de hemiplegia, fraqueza muscular acentuada em hemicorpos, uso prolongado de traqueostomia, múltiplas fraturas ortopédicas e necessidade de dispositivos de fixação. Esses achados reforçam a complexidade das sequelas funcionais decorrentes dos acidentes automobilísticos e evidenciam a importância da abordagem multiprofissional na reabilitação desses pacientes.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A avaliação do desfecho funcional de pacientes vítimas de acidentes automobilísticos revela-se uma etapa importante para a continuidade do cuidado em contextos hospitalares de urgência e emergência. A identificação precoce de déficits musculares, de mobilidade e de nível de consciência permite não apenas um diagnóstico mais precisa das limitações do paciente, mas também a implementação de estratégias terapêuticas eficazes e individualizadas.
Nesse sentido, destaca-se a importância do acompanhamento funcional contínuo como parte integrante do processo de reabilitação. A atuação da equipe multiprofissional, composta por fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, psicólogos, entre outros, deve ser articulada e centrada no paciente, considerando suas condições clínicas, funcionais e sociais. Tal abordagem contribui para minimizar sequelas, reduzir o tempo de internação e melhorar a qualidade de vida após a alta hospitalar.
Este estudo apresenta algumas limitações que devem ser consideradas na interpretação dos resultados. A amostra foi restrita a pacientes vítimas de acidentes automobilísticos internados em um único serviço hospitalar, o que pode comprometer a generalização dos achados para outras populações ou contextos clínicos. Além disso, a avaliação foi realizada de forma pontual, após alta da UTI, sem acompanhamento longitudinal, o que impede analisar a evolução funcional ao longo do tempo e os efeitos de intervenções pós-alta. A dependência de instrumentos específicos, como escalas de Glasgow, ICU e MRC, embora validados, pode não captar plenamente aspectos psicossociais e de qualidade de vida dos pacientes. Ressalta-se ainda a possibilidade de viés do avaliador, uma vez que a aplicação dos instrumentos foi conduzida por uma única pesquisadora. Por fim, a ausência de grupo de comparação ou de dados multicêntricos limita a capacidade de determinar se os achados refletem tendências gerais ou características específicas da amostra estudada, considerando também as variações de recursos, protocolos e contextos regionais.
Como perspectiva futura, recomenda-se a adoção sistemática de protocolos de mobilização precoce, capazes de prevenir a perda funcional ainda durante o período de internação. Além disso, sugere-se a formulação de políticas públicas que promovam a implementação padronizada desses protocolos em diferentes serviços de saúde, garantindo maior alcance e segurança das práticas clínicas. Além disso, é imprescindível garantir apoio pós-alta, com acompanhamento ambulatorial, acesso a serviços de reabilitação e apoio psicossocial, especialmente para pacientes com sequelas permanentes. Recomendamos ainda, que políticas públicas de saúde contemplem ações integradas voltadas à prevenção de acidentes, à melhoria da assistência em unidades de trauma e à ampliação dos serviços de reabilitação, a fim de promover a recuperação e a reinserção social das vítimas.
REFERÊNCIAS
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1 Fisioterapeuta – Residente em Atenção em Urgência e Emergência.- Heuro E-mail: daiaradalmaso@hotmail.com,
2 Orientador: Valério Bortolini, Fisioterapeuta – Especialista em Terapia Intensiva Adulto. e-mail: valeriobortolini@hotmail.com.
Enfermeiro- Especialista em Enfermagem em UTI pelo Centro UniversitárionVenda Nova do Imigrante,Brasil(2024). ezequielcarpes1998@gmail.com
3 Enfermeiro- Especialista em Enfermagem em UTI pelo Centro UniversitárionVenda Nova do Imigrante,Brasil(2024). ezequielcarpes1998@gmail.com
