ASSOCIAÇÃO ENTRE A QUALIDADE DO SONO, ANSIEDADE E O USO DE MÍDIAS SOCIAIS NO COTIDIANO SOCIAL DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202510260744


Eliane Dos Santos Gonçalves1; Neire Abreu Mota Porfiro2; Barbara Fernandes Gerhardt3; Nayra Maria Puqueria Ribeiro de Amorim4; Simone Araújo da Silva5; João Francisco Braga Holanda6


RESUMO

Este estudo examina a relação entre o uso de mídias sociais, a qualidade do sono e a ansiedade em estudantes universitários, considerando o impacto crescente da presença digital na saúde mental. O problema central consistiu em encontrar respostas à pergunta indagativa: existe uma associação entre a qualidade do sono, ansiedade e o uso de mídias no cotidiano social de estudantes universitários? O objetivo geral foi identificar a associação significativa que existe entre o uso de mídias sociais, a qualidade do sono e os níveis de ansiedade no cotidiano social de estudantes universitários. A metodologia utilizada foi uma revisão sistemática de literatura, abrangendo publicações entre 2019 e 2024 no Portal Regional da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os resultados indicaram que o uso excessivo de mídias sociais, especialmente próximo ao horário de dormir, prejudica a qualidade do sono e agravam os sintomas de ansiedade do universitário. 

Palavras-chave: Mídias. Qualidade do Sono. Ansiedade. Universitários. 

ABSTRACT

This study examines the relationship between social media use, sleep quality and anxiety in university students, considering the growing impact of digital presence on mental health. The central problem was to find answers to the following question: Is there a significant association between social media use, sleep quality and anxiety levels in the daily social life of university students? The general objective was to identify the significant association that exists between the use of social media, sleep quality and levels of anxiety in the daily social life of university students. The methodology used was a systematic literature review, covering publications between 2019 and 2024, in the Regional Portal of the Virtual Health Library (VHL). The results indicated that excessive use of social media, especially around bedtime, impairs sleep quality and aggravates university students’ anxiety symptoms. 

Keywords: Media. Sleep quality. Anxiety. University students. 

INTRODUÇÃO 

Nas últimas duas décadas, o crescimento tecnológico transformou as relações sociais e os hábitos diários das pessoas, influenciando a forma como interagem, se comunicam e absorvem informações. O uso de celulares e o acesso constante às redes sociais passaram a fazer parte da rotina dos universitários, trazendo tanto vantagens quanto impactos para o bem-estar e a saúde mental. O uso excessivo e descontrolado dessas mídias tem levantado preocupações em relação aos impactos negativos, como o comprometimento da qualidade do sono e o aumento dos níveis de ansiedade. 

Estudos recentes indicam que a exposição prolongada a dispositivos eletrônicos, particularmente próxima ao horário de dormir, interfere diretamente na produção de melatonina, hormônio responsável pela indução do sono. Isso ocorre em grande parte devido à emissão de luz azul pelos dispositivos eletrônicos, que desregula o ritmo circadiano e provoca distúrbios do sono, como dificuldade para adormecer e redução na qualidade do sono.  

A privação ou a má qualidade do sono representa um fator de risco significativo para o desenvolvimento de sintomas de ansiedade e depressão. A literatura científica aponta que o sono insuficiente não apenas compromete a recuperação física e mental, mas também interfere na regulação emocional, intensificando reações de estresse e irritabilidade. Essa relação é ainda mais significativa no ambiente universitário, onde os estudantes enfrentam pressões acadêmicas, incertezas sobre o futuro profissional e, muitas vezes, um elevado nível de sobrecarga emocional. Nesse contexto, o uso constante das redes sociais, muitas vezes utilizado como mecanismo de alívio ou distração, pode, no entanto, agravar esses sintomas. 

Os padrões de uso das redes sociais desempenham um papel importante na saúde mental. Estudos mostram que o uso passivo das redes sociais, caracterizado pela simples observação de conteúdos, sem interações ativas, está associado à intensificação de sentimentos de comparação social, isolamento e declínio no bem estar emocional. Por outro lado, o uso ativo pode ter um impacto menos negativo, mas ainda assim contribui para a sobrecarga emocional e a redução da qualidade do sono, especialmente quando realizado em horários noturnos. 

A ansiedade, um dos transtornos mentais mais comuns entre jovens universitários, pode ser agravada por fatores como a privação ou má qualidade do sono e a pressão social imposta pelas redes sociais. O fenômeno conhecido como Fear of Missing Out (FoMO), medo de perder algo importante, reforça o comportamento de verificação constante dessas plataformas, aumentando o tempo de exposição, ampliando os prejuízos ao sono e contribuindo para o surgimento de ansiedade e outros problemas de saúde mental entre estudantes. 

Diante disso, estudos científicos destacam a importância de promover práticas preventivas e educativas que incentivem um uso mais equilibrado das mídias sociais e a adoção de hábitos saudáveis de sono. Estratégias como limitar o uso de dispositivos antes de dormir e criar rotinas regulares podem amenizar os efeitos adversos das redes sociais, contribuindo para o bem-estar emocional e para a saúde mental dos estudantes. Essas práticas preventivas têm como objetivo não eliminar o uso das redes sociais, mas estabelecer um equilíbrio saudável entre a conectividade digital e o descanso adequado. 

Assim, esta revisão sistemática tem como problema central encontrar respostas da pergunta indagativa: existe uma associação entre a qualidade do sono, ansiedade e o uso de mídias no cotidiano social de estudantes universitários? O objetivo geral foi identificar a associação significativa que existe entre o uso de mídias sociais, a qualidade do sono e os níveis de ansiedade no cotidiano social de estudantes universitários. Os objetivos específicos incluem:  

∙ descrever a importância do sono na vida da pessoa;  

∙ analisar estudos que investiguem como o uso de mídias sociais afeta a qualidade do sono de estudantes universitários;  

∙ comparar os achados entre diferentes estudos quanto à prevalência de sintomas de ansiedade, distúrbios de sono e padrões de uso de mídias sociais em estudantes universitários;  

∙ sintetizar as evidências disponíveis sobre associação entre problemas no sono e níveis de ansiedade relacionados ao uso de mídias sociais nessa população.  A partir de uma análise das pesquisas mais recentes, esperou-se compreender melhor como esses fatores interagem, destacando possíveis estratégias de intervenção que auxiliem na promoção de um ambiente acadêmico mais saudável e equilibrado.  

Ao abordar essa temática, o presente estudo busca contribuir para o desenvolvimento de políticas de saúde mental voltadas para a população universitária, ressaltando a importância de um uso consciente e saudável das tecnologias digitais. 

REFERENCIAL TEÓRICO 

O sono tem um papel fundamental na saúde e no bem-estar das pessoas. O sono não é apenas um período de descanso, mas um estado fisiológico complexo que influencia diversos aspectos de nossa saúde e bem-estar. Entre esses aspectos, a consolidação da memória, o processamento de informações e o desempenho cognitivo se destacam como funções intimamente relacionadas ao sono (Santos-Coelho, 2020) 

Nos últimos anos, estamos vivendo em uma era moderna, marcada por uma série de estímulos que acabam influenciando nossos hábitos de sono. O uso crescente das tecnologias de mídia tem desempenhado um papel significativo na alteração de comportamentos e hábitos de consumo da população. Uma das tendências que se destaca é o consumo de mídia, seja por meio de televisão, dispositivos móveis ou computadores, durante o período que antecede o sono.  

O acesso constante a essas formas de mídia, especialmente antes de dormir, tornou-se um componente integrante da rotina diária de muitos indivíduos. No entanto, esta prática levanta questões importantes sobre como ela afeta não apenas a qualidade do sono, mas também os processos de aprendizagem.  

A qualidade do sono é fundamental para o funcionamento adequado do corpo e da mente, desempenhando um papel essencial na consolidação da memória, no processamento de informações e no desempenho cognitivo. Portanto, é de suma importância investigar até que ponto o consumo de mídias antes de dormir influenciará os padrões de sono e, consequentemente, afeta os processos cognitivos relacionados à aprendizagem (Santos-Coelho, 2020). 

Sono 

Walker (2018, p. 182), costumava dizer que “o sono é o terceiro pilar da boa saúde, juntamente com a alimentação e a prática de exercícios”. No entanto, ele revisou sua visão, e mudou seu mantra declarando: “o sono é mais do que um pilar; é a base sobre a qual os outros dois pilares da saúde se assentam. Retire o fundamento do sono, ou o enfraqueça apenas um pouco, e a alimentação regrada e a prática de atividade física se tornem menos do que eficazes”. 

Sono, vem do Latim somnus e tem sido definido como “um estado fisiológico complexo, que requer uma integração cerebral completa, durante a qual ocorrem alterações nos processos fisiológicos” e comportamentais, como mobilidade relativa e aumento do limiar de respostas aos estímulos externos. É um estado descontínuo organizada em fases que se diferenciam por traçados eletroencefalográficos específicos (Geib et al., 2003). 

O sono é um processo cíclico que se repete aproximadamente a cada 24 horas, e desempenham um papel vital na restauração física e mental do organismo, na consolidação da memória e na regulação de diversos sistemas biológicos.  

O sono afeta todas as funções físicas e mentais, desde a regulação dos níveis hormonais ao tônus muscular, desde a regulação da frequência respiratória ao conteúdo dos processos do pensamento. Devido a essas alterações comportamentais importantes, não é surpreendente que a atividade elétrica do encéfalo como um todo se altere significativamente durante o sono (Kandel et al., 2014, p. 991). 

Os seres humanos experimentam dois tipos de sono distintos. Eles denominaram tais estágios com base nas características oculares que os definiam: sono sem movimentos oculares rápidos, ou NREM e sono com movimentos oculares rápidos, ou REM (Walker, 2018, p. 55). 

O sono NREM foi subdividido em quatro estágios, de 1 a 4, de profundidade crescente. Os estágios 3 e 4 são, portanto, os mais profundos de sono NREM que experimentamos — sendo a “profundidade” definida como a dificuldade crescente de se despertar um indivíduo nos estágios 3 e 4 de NREM comparada à dos estágios 1 ou 2 de NREM (Walker, 2018, p. 56) 

O sono REM tem a capacidade de regular as emoções diariamente, que é essencial para o que é chamado de QI emocional. Isso significa que o sono REM desempenha um papel essencial na manutenção do equilíbrio emocional e no desenvolvimento da inteligência emocional. Para manter essa habilidade, é fundamental garantir uma quantidade suficiente de sono REM a cada noite, pois ele está intrinsicamente ligado à regulação emocional e à tomada de decisões mais acertadas (Walker, 2018, p. 89-90). 

Um outro benefício estimulado pelo estado onírico do sono REM é a criatividade. O sono NREM auxilia na transferência de informações recém-adquiridas para áreas de armazenamento a longo prazo no cérebro, mantendo-as seguras.  

Mas é o sono REM que pega essas memórias recém cunhadas e começa a chocá-las com todo o catálogo da autobiografia do indivíduo. Esses choques mnemônicos durante o sono REM estimulam insights criativos à medida que novas ligações são forjadas entre informações não relacionadas. A cada ciclo do sono, o sono REM ajuda a construir vastas redes associativas de informação no cérebro. Ele consegue até dar um passo atrás, por assim dizer, e adivinhar insights abrangentes e ideias gerais: algo semelhante a conhecimento geral — isto é, depreender o que uma coleção de informações significa como um todo, em vez de vê-la apenas como um catálogo inerte de fatos. Podemos despertar na manhã seguinte com novas soluções para problemas antes insuperáveis ou mesmo ser imbuídos de ideias radicalmente novas e originais (Walker, 2014, p. 90). 

O sono é muito mais do que uma simples ausência de vigília. O sono noturno é um processo intrinsecamente complexo, metabolicamente ativo e cuidadosamente organizado, composto por uma série de eventos únicos. O sono desempenha um papel fundamental na restauração de diversas funções específicas e é essencial para o funcionamento adequado do cérebro.  

No entanto, nenhum estágio do sono é capaz de realizar todas essas funções por si só. Cada estágio, sono NREM leve, sono NREM profundo e REM, oferece benefícios específicos para o cérebro em momentos específicos da noite. Portanto, não é correto afirmar que um tipo de sono é mais importante que o outro, uma vez que a privação de qualquer um deles pode resultar em prejuízo cerebral (Alóe et al., 2005) 

Sono na Vida Adulta 

Os seres humanos não estão dormindo como previsto pela natureza. A quantidade de períodos de sono, sua duração e os horários em que dormimos foram profundamente alterados pela vida moderna. Em países desenvolvidos, a maioria dos adultos atualmente adota um padrão de sono monofásico – ou seja, busca-se um único e longo período de sono à noite, com uma duração média inferior a sete horas. (Walker, 2018). 

A falta de sono impacta diretamente a saúde emocional dos adultos. A privação de sono está associada ao aumento da irritabilidade, do estresse e ao maior risco de desenvolvimento de transtornos de ansiedade e depressão. Estudos indicam que pessoas com insônia crônica apresentam maior probabilidade de desenvolver esses transtornos mentais, uma vez que o sono desempenha um papel fundamental na regulação das emoções e no controle do estresse (Müller; Guimarães, 2007).  

Assim, a qualidade do sono é essencial para a manutenção da saúde mental na vida adulta. Na vida adulta, a qualidade do sono tende a ser influenciada por diversos fatores, como a carga de trabalho, estresse e uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir. O ritmo circadiano, que regula o ciclo sono-vigília, pode ser desregulado por rotinas irregulares, o que afeta negativamente a qualidade do sono.  

Esse ritmo é controlado pela exposição à luz e pela rotina, sendo que distúrbios no sono ocorrem com frequência quando esse ciclo é interrompido, como em pessoas que trabalham em turnos alternados (Cattani et al., 2022). 

Além da quantidade, a qualidade do sono é um fator determinante. Um sono fragmentado ou com interrupções frequentes impede que o indivíduo alcance as fases mais restauradoras, como o sono REM, essencial para o equilíbrio físico e mental. Condições como apneia do sono e insônia dificultam a entrada nessas fases, resultando em cansaço e fadiga persistentes, mesmo após várias horas de sono. Assim, é importante não apenas dormir o suficiente, mas também garantir um sono contínuo e de boa qualidade (Walker, 2018). 

Estima-se que a qualidade e duração de sono tenham sofrido prejuízos nas últimas décadas, em razão das demandas da vida moderna, sendo frequentemente observado na população mundial a curta duração (menor que 8 horas) e sono de má qualidade (Youngstedt et al., 2016) 

A intensidade de sono profundo precede os marcos cognitivos no desenvolvimento cerebral, indicando que o sono desempenha um papel importante na maturação cerebral. Esse processo começa nas regiões mais posteriores do cérebro, que lida com funções visuais e espaciais e avança gradualmente em direção ao lobo frontal, que controla o pensamento racional e a tomada de decisões. […] (Walker, 2018, p. 105-106) 

O sono é, portanto, fundamental para a saúde e a qualidade de vida dos adultos. Adotar hábitos saudáveis e buscar intervenções em casos de problemas relacionados ao sono são medidas essenciais para assegurar um sono restaurador.  

Sono e as Mídias Sociais 

O uso de mídias sociais tem crescido nas últimas décadas, transformando-se em uma prática comum e essencial para a interação social de muitos indivíduos, especialmente entre jovens adultos e adolescentes. A popularidade dessas plataformas, como Facebook, Instagram, TikTok e Twitter, proporciona uma fonte constante de interação e entretenimento, disponível a qualquer momento e lugar.  

No entanto, essa conectividade constante também traz consequências para a saúde, especialmente no que diz respeito à qualidade do sono, um fator essencial para o bem-estar físico e mental. Estudos demonstram que o uso excessivo de mídias sociais pode prejudicar a qualidade do sono e aumentar a prevalência de distúrbios de sono (Anacleto, 2017). 

A exposição a dispositivos eletrônicos antes de dormir é um dos principais fatores que afetam o ciclo do sono. A luz azul emitida pelas telas de smartphones, tablets e computadores interfere na produção de melatonina, um hormônio responsável pela regulação do sono.  

Esse hormônio é fundamental para a preparação do corpo para o descanso noturno, e sua supressão pelo uso de dispositivos eletrônicos afeta a capacidade de adormecer e manter um sono de qualidade (Pacheco et al., 2022). Segundo Carter et al. (2016), essa exposição prolongada à luz azul inibe a produção de melatonina e desregula o ritmo circadiano, provocando distúrbios do sono, como insônia e sonolência diurna. 

Segundo Notomi (2019), a qualidade do sono é diretamente afetada pelo uso contínuo da luz azul presente em dispositivos eletrônicos, principalmente no período noturno. Isso ocorre porque a luz azul corta a produção de melatonina, hormônio responsável pela indução do sono. 

Ao retirar a luz azul dos aparelhos a noite regularmente, a produção da melatonina é retomada e, consequentemente, os usuários relatam melhoras significativas na qualidade do sono, como por exemplo, acordar com menos cansaço, mais disposto e diminuição de sonolência durante o período diurno (Pacheco et al., 2022). 

Além do impacto físico da luz azul, o conteúdo emocional e interativo das mídias sociais também afeta a qualidade do sono. A constante interação e a possibilidade de acessar informações, entretenimento e interações sociais a qualquer momento podem estimular o cérebro, dificultando o relaxamento necessário para adormecer (Godoy et al., 2024).  

A associação entre a má qualidade do sono e a saúde mental de usuários de mídias sociais está bastante documentada. Estudos apontam que pessoas que utilizam redes sociais por longos períodos, especialmente antes de dormir, apresentam maiores índices de ansiedade e depressão (Hussain; Griffiths, 2019). 

Essa correlação pode ser atribuída tanto ao impacto da luz azul quanto aos efeitos emocionais das interações digitais, que afetam a regulação emocional e a qualidade do sono.  

Conforme Luiz (2023), esse fenômeno é especialmente acentuado entre universitários, uma vez que sobrecarga acadêmica e as incertezas quanto ao futuro intensificam a ansiedade e tornam o sono mais suscetível aos efeitos das mídias sociais. 

Outro aspecto importante é a desregulação do ciclo sono-vigília, uma vez que o uso frequente das mídias sociais durante a noite altera o ritmo natural do sono. Esse fenômeno é especialmente comum entre jovens adultos e adolescentes, que, devido ao uso frequente de dispositivos eletrônicos, tendem a dormir mais tarde e apresentar maior dificuldade em seguir um ciclo regular de sono (Cattani, 2022). Estudos indicam que esses indivíduos são mais propensos a dormir menos de sete horas por noite, o que afeta diretamente seu desempenho acadêmico e a saúde mental (Walker, 2018). 

Segundo Lanaj et al. (2014, o uso de smartphones à noite interrompe o sono e está associado a um maior desgaste e menor engajamento durante as atividades do dia seguinte. Quanto maior o uso do celular, mais comprometida é a qualidade do sono (Sahin et al., 2013). 

O impacto do uso de mídias sociais na qualidade do sono também se manifesta em sintomas como insônia, sonolência diurna, cansaço constante e redução da capacidade de concentração.  

Hussain e Griffiths (2019) observaram que o uso problemático de redes sociais está associado não apenas a distúrbios do sono, mas também a transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade. A exposição frequente a conteúdos nas redes sociais durante o período noturno interfere na capacidade de relaxamento, fundamental para a transição ao sono profundo e restaurador (Carter et al., 2016). 

Ansiedade  

A ansiedade pode ser compreendida como um conjunto de respostas cognitivas, emocionais, fisiológicas e comportamentais voltadas para o futuro, sendo uma reação natural do ser humano (Cheniaux Junior, 2015). Assim como a dor, a ansiedade nos diz que algo não está bem e isso contribui para aumentar as chances de sobrevivência do indivíduo. Entretanto, ela pode se tornar patológica em certas condições: quando é excessiva, provoca intenso sofrimento emocional ou gera prejuízos importantes nas atividades sociais, profissionais ou na saúde física. (Cheniaux Junior, 2015) 

Os transtornos de ansiedade referem-se a um grupo de transtornos mentais caracterizados por sentimentos de ansiedade e medo. Os sintomas podem variar de leves a graves. A duração dos sintomas normalmente experimentados por pessoas com transtorno de ansiedade faz com que seja um transtorno mais crônico do que episódico (WHO, 2017). 

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) define os transtornos de ansiedade como uma classe de condições que compartilham características de medo excessivo e comportamentos relacionados à fuga ou esquiva. Esses transtornos incluem o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico, Fobias, Transtorno de Ansiedade Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2023) 

A prevalência desses distúrbios na população tem sido amplamente estudada. Em 2017, estimou-se que 264 milhões de pessoas, ou 3,6% da população mundial, viviam com transtorno de ansiedade. Os transtornos de ansiedade são classificados como o sexto maior contribuinte para a perda de saúde não fatal em todo o mundo. (WHO, 2017)  

A ansiedade, embora seja uma resposta natural e protetora do organismo, pode se tornar prejudicial quando intensa ou persistente. Entre universitários, altos níveis de ansiedade são frequentemente associados ao medo de falhar, à competitividade e às incertezas sobre o futuro profissional.  

Esses sentimentos, quando exacerbados, desencadeiam sintomas físicos e emocionais, como insônia, preocupação excessiva e dificuldade de concentração. Estudos indicam uma correlação significativa entre a má qualidade do sono e ansiedade, pois problemas de sono podem intensificar a ansiedade, e a ansiedade elevada, por sua vez, tende a piorar a qualidade do sono (Luiz, 2023). A relação entre ansiedade e sono entre universitários é amplamente documentada na literatura. O uso de redes sociais, por exemplo, pode prolongar o tempo de exposição a telas antes de dormir, o que está associado a uma pior qualidade do sono e aumento nos sintomas de ansiedade (Luiz, 2023).  Diversos estudos indicam que os universitários são propensos a padrões de sono irregulares, influenciados pelo uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir. Esse uso prolongado de telas – especialmente de redes sociais e plataformas de entretenimento – está associado a uma menor qualidade de sono e a uma dificuldade maior para iniciar o sono, fatores que elevam os níveis de ansiedade.  A dependência de mídias sociais e o tempo prolongado em frente a telas antes de dormir prejudica o ciclo natural do sono, devido à exposição à luz azul, que inibe a produção de melatonina, hormônio regulador do sono (Luiz, 2023). A regulação do sono, portanto, desempenha um papel crucial na gestão da ansiedade. A privação de sono prolongada pode desregular áreas do cérebro associadas à resposta ao estresse, aumentando os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Esse processo agrava a sensibilidade do sistema nervoso central, que pode intensificar os sintomas de ansiedade. Para os adultos jovens, que frequentemente têm rotinas acadêmicas ou de trabalho exigentes, essa relação entre sono e ansiedade se torna ainda mais crítica (Reis et al., 2024) Para enfrentar esse quadro de forma eficaz, intervenções que promovam a conscientização sobre o uso saudável de mídias e a importância de um sono adequado são essenciais. Estratégias como a redução do tempo de tela antes de dormir, a criação de rotinas de sono consistentes e o incentivo à prática de atividades físicas, são hábitos saudáveis que podem atuar como importantes fatores de proteção contra a ansiedade, ajudando a melhorar a qualidade de vida (Walker, 2017). 

METODOLOGIA 

Este estudo se baseou em uma abordagem descritiva com enfoque qualitativo, estruturada por meio de uma revisão sistemática de literatura. Conforme definido por Galvão e Pereira (2014), uma revisão sistemática é “um tipo de investigação focada em questão bem definida, que visa identificar, selecionar, avaliar e sintetizar as evidências relevantes disponíveis”.  

Para sua execução, inicialmente foram estabelecidos a questão de pesquisa e os critérios de inclusão e exclusão, que serviram como guia para a seleção dos estudos. Em seguida, foi realizada uma busca em bases de dados da área da saúde, reunindo um conjunto de textos para uma análise mais detalhada. 

Os materiais selecionados atenderam aos seguintes critérios de inclusão: artigos com metodologia qualitativa, publicados nos últimos cinco anos, que investigassem a relação entre mídias sociais, qualidade do sono e ansiedade em estudantes universitários. Por outro lado, foram aplicados critérios de exclusão, que eliminaram teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso, revisões de literatura e artigos redigidos em idiomas diferentes do português. A pesquisa foi conduzida na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “mídias”, “sono” e “ansiedade”, tanto juntos quanto em combinações.  

A busca inicial com os termos “mídias”, “sono” e “ansiedade” resultou na identificação de 29 (vinte e nove). Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, restaram 03 (três) artigos. Contudo, ao analisar os títulos e resumos, verificou-se que 2 (dois) estavam fora do tema de interesse e 1 (um) não utilizava uma amostra composta por universitários. 

Na segunda etapa da pesquisa, foram utilizados os descritores “mídias” e “sono”, o que resultou em 439 (quatrocentos e trinta e nove) artigos. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, restaram apenas 14 (quatorze) artigos, dos quais 2 (dois) eram duplicados. A análise dos títulos e dos resumos indicou apenas 1 (um) para leitura integral, enquanto 10 (dez) estavam fora do tema de interesse e 1 (um) não utilizava uma amostra composta por universitários.  

Para melhor compreensão do processo de seleção dos artigos, a Figura 1 apresenta o detalhamento da etapa 2.  

Figura 1 – Diagrama de fluxo da etapa 2 

Fonte: Elaborado pela autora (2024). 

Na terceira etapa da pesquisa, os descritores utilizados foram “mídias” e “ansiedade”, resultando na identificação de 552 (quinhentos e cinquenta e dois) artigos e 11 (onze) teses. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, restaram 20 (vinte) artigos, dos quais 2 (dois) eram repetidos.  

Após a leitura dos títulos e dos resumos, apenas 2 (dois) artigos foram selecionados para leitura integral, enquanto 16 (dezesseis) artigos estavam fora do tema. Para maior compreensão, o processo de seleção dos artigos na etapa 3 é ilustrado na Figura 2. 

Figura 2 – Diagrama de fluxo da etapa 3 

Fonte: Elaborado pela autora (2024). 

A quarta e última etapa da pesquisa foi realizada utilizando os descritores “sono” e “ansiedade”, resultando em 5.426 artigos (cinco mil, quatrocentos e vinte e seis) artigos. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, restaram 157 (cento e cinquenta e sete) artigos, dos quais 7 (sete) eram duplicados.  

Da leitura dos títulos e dos resumos apenas 3 (três) artigos foram selecionados para leitura integral. Entre os demais, 134 (cento e trinta e quatro) estavam fora do tema, 10 (dez) não eram artigos e 3 (três) não correspondiam às amostras de interesse. Para maior clareza, o processo de seleção dos artigos nesta etapa, está representado na Figura 3.  

Figura 3 – Diagrama de fluxo da etapa 4 

Fonte: Elaborado pela autora (2024). 

Após a seleção dos estudos, realizou-se a leitura integral dos artigos com o objetivo de extrair as informações necessárias para a elaboração da revisão sistemática.  

Vale destacar que, embora um dos critérios de exclusão previsse a eliminação de artigos em idiomas diferentes do português, um artigo em inglês foi incluído, pois, após sua tradução, verificou-se que abordava aspectos relevantes e alinhados aos objetivos da pesquisa.  

RESULTADOS E DISCUSSÕES 

As informações extraídas dos 6 (seis) artigos selecionados foram organizadas no Quadro 1, sintetiza as principais informações, facilitando a visualização e compreensão. O quadro apresenta o periódico de publicação, os autores, o ano de publicação, o método de estudo, a amostra analisada e os principais achados de cada artigo.  

Quadro 1 – Dados de Extração 

Fonte: Elaborado pela autora (2024). 

Os resultados da revisão sistemática apontam para uma associação crescente entre o uso de mídias sociais, a qualidade do sono e sintomas de ansiedade, especialmente entre estudantes universitários.  

Rufino et al. (2024) identificaram que o tempo de uso de mídias sociais está diretamente relacionado a sintomas depressivos e ao comprometimento da qualidade do sono, com dependência digital e distúrbios do sono desempenhando papel mediador. O estudo revelou que entre os estudantes universitários analisados, aqueles com maior tempo de exposição às redes sociais apresentaram níveis mais elevados de dependência digital e má qualidade do sono, fatores relacionados ao aumento de sintomas de depressão e ansiedade.  

Esses achados são reforçados pela literatura, que indica que a exposição prolongada às telas, especialmente em horários noturnos, interfere no ritmo circadiano, aumenta a latência do sono e reduz sua duração e qualidade, contribuindo para o aumento dos níveis de estresse e ansiedade (Sahin et al., 2013; Tavernier & Willoughby, 2014).  

O estudo de Godoy et al. (2024) ampliou essa discussão ao demonstrar que o uso passivo de redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter, está associado ao aumento de sintomas de depressão, ansiedade, estresse, além de prejudicar a qualidade do sono. O consumo passivo, especialmente no Facebook, intensifica sentimentos de isolamento e comparação social, afetando negativamente o bem estar emocional e dificultando o relaxamento necessário para um sono adequado (Burke, Marlow & Lento, 2010; Verduyn et al., 2015).  

Por outro lado, o uso ativo, como no Twitter, embora apresente impacto emocional menos intenso, ainda está relacionado ao aumento de estresse, ansiedade e má qualidade do sono, sugerindo que até mesmo interações frequentes podem gerar sobrecarga emocional e interferência nos ciclos de sono, especialmente em contextos de pressão acadêmica (Thorisdottir et al., 2019; Sternberg et al., 2020).  

O estudo também destacou que a frequência e o horário de uso das redes sociais, especialmente antes de dormir e ao acordar, intensificam sintomas emocionais e comprometem a qualidade do sono, reforçando a influência do tempo de exposição às redes no bem-estar psicológico e nos padrões de sono dos estudantes (Gomes, 2020).  

Além disso, Andrade et al. (2023) investigaram a prevalência de dependência de internet em estudantes de psicologia e psicólogos, constatando que 9,3% dos estudantes apresentaram uso excessivo, associado ao aumento dos sintomas de ansiedade e estresse. O estudo ressaltou a necessidade de políticas de conscientização e intervenções voltadas à saúde mental dessa população para minimizar impactos negativos do uso desregulado da tecnologia.  

A má qualidade do sono, aspecto fundamental na discussão sobre saúde mental, é igualmente destacada como um fator determinante para os níveis de ansiedade entre universitários. Reis et al. (2022) observaram que a má qualidade do sono é predominante nessa população e está correlacionada a altos índices de ansiedade. Intervenções voltadas à higiene do sono mostram-se eficazes na redução dos sintomas ansiosos, promovendo um ambiente acadêmico mais saudável.  

Uma análise longitudinal realizada pelos autores destacou ainda o aumento do consumo de álcool e distúrbios do sono ao longo da vida acadêmica, principalmente entre homens, com uma forte correlação entre estresse e ansiedade, destacando a necessidade de acompanhamento multiprofissional para auxiliar os estudantes na gestão emocional e do sono 

Nesse contexto, Silva et al. (2022) reforçam que a má qualidade do sono está associada ao aumento dos sintomas de ansiedade. Segundo o estudo, a privação ou o sono de baixa qualidade afetam negativamente a saúde mental dos estudantes, contribuindo para a intensificação de sintomas ansiosos devido ao acúmulo de estresse e ao impacto do sono inadequado sobre o funcionamento emocional.  Esses achados corroboram pesquisas anteriores, como as de Hamilton et al. (2021). Segundo Silva et al. (2022) os dados indicam que, entre aqueles que apresentam problemas de sono, há uma predisposição maior à ansiedade, devido ao acúmulo de estresse e ao impacto do sono inadequado sobre o funcionamento emocional 

Finalmente, o estudo de Hussain e Griffiths (2019) oferece contribuições importantes para a compreensão do impacto do uso problemático de redes sociais (PSNSU) sobre a qualidade do sono e a ansiedade. A pesquisa revelou que o PSNSU está associado a fatores psicopatológicos, como sintomas de TDAH, depressão, ansiedade e estresse, sendo a ansiedade e o TDAH preditores significativos para o uso problemático de redes sociais.  

Além disso, foram observadas correlações moderadas entre o PSNSU e a qualidade prejudicada do sono, sugerindo que o uso excessivo de redes sociais interfere nos padrões de sono, afetando diretamente a saúde mental e o desempenho acadêmico dos estudantes universitários.  

Esses achados reforçam que o uso descontrolado de redes sociais pode intensificar os níveis de ansiedade e prejudicar a qualidade do sono, fatores essenciais para o bem-estar dos estudantes. Tais evidências enfatizam a importância de intervenções que ajudem os estudantes a equilibrar seu tempo online e desenvolver estratégias de regulação do sono e gerenciamento de estresse (Hussain & Griffiths, 2019). 

No conjunto, os estudos analisados demonstram a complexa interação entre o uso de mídias sociais, qualidade do sono e saúde mental, destacando a importância de ações preventivas e terapêuticas voltadas para o bem-estar dos universitários. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

As análises realizadas neste estudo revelaram uma forte associação entre o uso de mídias sociais, qualidade do sono e sintomas de ansiedade em estudantes universitários, corroborando a literatura sobre os impactos negativos da exposição prolongada às redes sociais na saúde mental. Observou-se que o uso excessivo e o uso passivo das redes sociais, principalmente próximo ao horário de dormir, estão associados a uma piora na qualidade do sono e ao aumento dos níveis de ansiedade. 

A relação entre sono inadequado e sintomas de ansiedade destaca a importância do sono para a regulação emocional e o bem-estar psicológico. O estudo mostrou que a privação de sono ou a má qualidade deste agravam sintomas ansiosos, demonstrando que o sono é essencial para a saúde mental. Assim, estratégias voltadas à promoção de um sono saudável são fundamentais e podem contribuir para a redução dos níveis de ansiedade nessa população. 

Além disso, os estudos demonstraram que o uso das redes sociais impacta diretamente o ciclo sono-vigília dos estudantes, tanto pela exposição à luz azul emitida por dispositivos eletrônicos quanto pelo conteúdo estimulante acessado nas plataformas.  

É importante reconhecer, contudo, que ainda há lacunas na compreensão de como o uso de mídias sociais, a qualidade do sono e a ansiedade se inter relacionam de forma mais ampla. Embora a presente revisão sistemática traga contribuições significativas, a complexidade da relação entre esses elementos sugere a necessidade de pesquisas adicionais.  

Estudos futuros devem investigar, com maior profundidade, os impactos específicos do tipo de uso de mídia, horários de uso e padrões de sono sobre o bem-estar dos estudantes, possibilitando intervenções mais direcionadas e eficazes. 

Este estudo também enfatiza a importância de políticas institucionais que apoiem os estudantes na gestão dos desafios acadêmicos e emocionais que enfrentam. O incentivo ao uso saudável das mídias e a criação de rotinas de sono adequadas são práticas que, se implementadas no contexto educacional, podem contribuir para a melhora do desempenho acadêmico e da qualidade de vida dos estudantes. 

Conclui-se que o uso de mídias sociais, quando não moderado, pode ter um efeito cumulativo negativo sobre a saúde mental dos estudantes universitários, especialmente no que se refere à qualidade do sono e ao aumento dos níveis de ansiedade.  

Este trabalho contribui para a compreensão de como os comportamentos de uso de mídia impactam o cotidiano e o bem-estar dos estudantes, apontando a necessidade de futuras pesquisas que investiguem intervenções preventivas e enfoquem a educação sobre higiene do sono e o uso consciente das tecnologias. 

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1Graduanda em Psicologia pela Faculdade Católica de Rondônia (FCR) e bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Pós-graduada em MBA em Logoterapia e Desenvolvimento Humano (2023). Pós-Graduada em Administração Tributária (2008). Desenvolve projeto de extensão voltados à inclusão e à justiça social, entre eles “Vozes Silenciadas: Acesso à Justiça e Discriminação Racial”. E-mail: elianesg@yahoo.com.br 
2Doutoranda no Programa de Doutorado Profissional em Educação Escolar pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR. Pesquisadora da Linha 2 – Currículo, Políticas e Diferenças Culturais na Educação Básica. Mestra em Educação pela Universidade Federal de Rondônia. Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNINTES-2004). Pós-graduada em Neuropsicopedagogia pelo Instituto Rhema (2024). Pós-graduada em Coordenação Pedagógica pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR- 2012). Graduada em Pedagogia com Habilitação em Administração Escolar (UNIPEC-2003). Membro dos Grupo de Pesquisa: Práxis (UNIR); Educação Intercultural e Povos Tradicionais (UNIR). Articuladora dos Anos Iniciais da Base Nacional Comum Curricular no Estado de Rondônia. Professora Voluntária da Universidade Federal de Rondônia de 2019 a 2020. CV: http://lattes.cnpq.br/2174979432762207 Orcid: https://orcid.org/0000-0001-6949-9792 E-mail: nporfiro28@gmail.com 
3Graduanda em Psicologia pela Faculdade Católica de Rondônia (FCR) e bacharel em Administração pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA-PVH).Graduanda em Psicologia pela Faculdade Católica de Rondônia (FCR) e bacharel em Administração pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA-PVH). E-mail: barbarafger@gmail.com 
4Graduanda do curso de Psicologia da Faculdade Católica de Rondônia, Licenciada em Educação Física pela Universidade Federal de Rondônia – (UNIR-2014), Pós-graduada em Educação Física Escolar pela Faculdade de Pimenta Bueno – (FAP-2016), Pós Graduanda em Gestão Escolar pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR. Experiência na área da Educação e Cultura escolar. Desenvolve projeto de extensão voltados à inclusão e à justiça social, entre eles “Vozes Silenciadas: Acesso à Justiça e Discriminação Racial”. Atualmente atua como vice-gestora do Centro Municipal de Arte e Cultura Escolar Som na Leste – CMACESL. E-mail: nayra.amorim@sou.fcr.edu.br 
5Psicóloga, Mestra em Psicologia pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP). Docente na Faculdade Católica de Rondônia (FCR), Pesquisadora membro do Centro de Estudo e Pesquisa da Subjetividade na Amazônia (CEPSAM-UNIR) e Psicóloga clínica em consultório particular. Experiência em tutoria nas áreas de saúde mental e coordenação pedagógica bem como em serviços técnicos especializados (consultoria, avaliação e perícia psicológica). Na clínica, atendimentos de crianças, adolescentes, familiares em CAPS Infantil e de adultos em consultório particular. Atuação com ênfase nos seguintes temas: saúde mental, relações familiares, pesquisa clínico qualitativa e desenvolvimento humano. CV: http://lattes.cnpq.br/5879428833650884 E-mail: simone.silva@fcr.edu.br 
6Bacharelando em Psicologia (Faculdade Católica de Rondônia); Licenciado em História; Bacharel em Direito. Pós-graduado em Psicopedagogia Institucional e Clínica, Logoterapia e Desenvolvimento Humano, e Ciências da Família. Atua como coordenador pedagógico e professor no Colégio Porto Madeira (Porto Velho–RO), com foco em Educação Personalizada e formação docente. Pesquisa temas relacionados à autorregulação e aprendizagem, Logoterapia, e relações entre educação e sentido.