REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202511102210
Clodomir Coradini1
Antonio José Bicca2
Daianne Silva de Moraes3
Resumo
Este artigo abordou o processo de distribuição física da empresa Eixo Snetor Brasil no setor de resina termoplástica, explorando desde as operações no centro de distribuição até a entrega final aos clientes. O objetivo foi de proporcionar uma visão abrangente das práticas logísticas da empresa, avaliando eficiências e identificando áreas de aprimoramento potencial. Ao examinar o papel crucial da distribuição física na cadeia de suprimentos, a pesquisa ressalta a importância estratégica desses processos para o desempenho global da empresa. Considerou-se fatores como tempos de trânsito, eficácia de armazenamento, coordenação logística e integração de sistemas tecnológicos, incluindo automação e monitoramento em tempo real, assim o estudo buscou oferecer recomendações práticas e estratégicas para elevar o processo de distribuição. Foram utilizados procedimentos metodológicos de modo a caracterizar o estudo como científico, que definiram o método (indutivo), os tipos (exploratória, descritiva e bibliográfica), as técnicas (documental e observação participativa) e a abordagem da pesquisa (qualitativa).
Palavras-chave: Distribuição Física. Processo. Tecnologia da informação.
1. INTRODUÇÃO
Atualmente, os plásticos assumem papel central na economia e na vida cotidiana, estando presentes em diversos produtos, desde embalagens até componentes de automóveis e equipamentos eletrônicos. A principal matéria-prima utilizada em sua produção é a resina termoplástica, que se caracteriza pela possibilidade de ser moldada mediante aquecimento, o que a torna versátil para múltiplas aplicações (ABRE, 2021). No Brasil, a indústria de embalagens representa um setor de grande relevância econômica, com destaque para os plásticos, que, em 2020, corresponderam a 37,1% do valor total de produção. Apesar da retração em 2021, após quatro anos de crescimento, o segmento manteve expressiva participação no mercado, mesmo diante das dificuldades impostas pela pandemia da COVID-19 (FGV, 2021).
A Eixo Snetor Brasil, distribuidora de resinas termoplásticas como PET, PEAD, PEBD e PP, insere-se nesse contexto como agente estratégico da cadeia de suprimentos, atendendo empresas de diferentes portes e oferecendo suporte técnico para homologação de produtos. Nesse sentido, compreender o processo de distribuição física torna-se fundamental, uma vez que a logística constitui fator crítico de sucesso, tanto pela sua influência na eficiência operacional quanto pela criação de valor percebido pelo cliente (Christopher, 2011).
A pesquisa realizada buscou responder ao seguinte problema: como melhorar o processo de distribuição física da empresa Eixo Snetor Brasil? Para tanto, estabeleceu-se como objetivo geral analisar esse processo, desdobrado em objetivos específicos que incluíram: revisão da literatura, descrição do processo vigente, elaboração de fluxogramas, identificação de falhas e proposição de melhorias.
Autores como Ballou (2006) e Bowersox, Closs e Cooper (2014) destacam que a distribuição física é componente essencial da logística empresarial, envolvendo atividades de transporte, armazenagem, processamento de pedidos e fluxo de informações. A eficiência nesse processo está diretamente relacionada à redução de custos, à satisfação do cliente e à vantagem competitiva sustentável. Assim, a análise da distribuição física da Eixo Snetor Brasil mostra-se relevante não apenas para a empresa, mas também para a academia, para a instituição de ensino e para a sociedade.
Do ponto de vista acadêmico, o estudo contribui ao ampliar a compreensão sobre práticas logísticas em um setor em crescimento, estimulando a aplicação de conceitos teóricos em situações reais. Para a empresa, representa a oportunidade de mapear processos, identificar gargalos e implementar melhorias capazes de gerar maior fluidez operacional. Já para a instituição de ensino, configura-se como material de consulta para futuros trabalhos, enquanto para a sociedade pode resultar em aumento da competitividade empresarial, geração de empregos e fortalecimento da economia local (Mentzer et al., 2001).
Em síntese, a pesquisa justifica-se pela necessidade de aperfeiçoar processos logísticos frente às exigências de um mercado globalizado e dinâmico. A análise do processo de distribuição da Eixo Snetor Brasil alinha-se à literatura de gestão da cadeia de suprimentos, ao considerar que a integração de atividades, a redução de ineficiências e a busca por inovação constituem fatores determinantes para a sustentabilidade organizacional (Christopher, 2011; Chopra; Meindl, 2016). Dessa forma, a investigação possibilita não apenas o aprimoramento das práticas empresariais, mas também contribui para o desenvolvimento acadêmico e social.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Processos logísticos e distribuição.
A origem etimológica da palavra logística remonta ao grego logistiké, que significa raciocínio lógico e habilidade de cálculo. Esse sentido primário já indicava sua vinculação com a racionalidade e a organização. No contexto organizacional moderno, a logística é compreendida como o conjunto de métodos e processos destinados a garantir que o produto certo chegue ao local adequado, no tempo estipulado, ao menor custo possível (BILGACOV, 2006).
Com o passar das décadas, a logística evoluiu de uma função meramente operacional para uma atividade estratégica. Inicialmente restrita à movimentação de materiais, passou a abranger compras, produção, gestão de estoques, transporte e distribuição, configurando-se como elemento essencial da gestão da cadeia de suprimentos (BOWERSOX; CLOSS; COOPER, 2014). Para Bovet e Thiagarajan (2000), a logística deve ser entendida como uma atividade administrativa, estratégica e de controle, responsável por gerir fluxos desde a matéria prima até o produto final.
De acordo com Severo Filho (2006), os gestores de logística lidam cotidianamente com decisões referentes a compras, produção e distribuição. Isso requer práticas inovadoras, capazes de atender consumidores mais exigentes, ao mesmo tempo em que superam expectativas de clientes e parceiros menos habituados à dinamicidade do mercado. Christopher (2011) complementa que a logística, ao integrar-se à gestão da cadeia de suprimentos, constitui fonte de vantagem competitiva, uma vez que agrega valor por meio da eficiência operacional e da qualidade percebida pelo cliente.
Portanto, a logística moderna transcende o mero transporte ou armazenagem, englobando previsão de demanda, gestão de insumos, planejamento da produção, monitoramento de operações e relacionamento com parceiros comerciais. Tal abrangência evidencia sua constante evolução como área que conecta o planejamento estratégico ao nível operacional (BALLOU, 2006).
A distribuição física representa um dos pilares da logística. Refere-se às atividades ligadas à movimentação de produtos acabados, desde o ponto de produção até o cliente final, incluindo estocagem, transporte, processamento de pedidos e informações relacionadas (DIAS, 2012). Segundo o autor, a logística se divide em dois subsistemas: administração de materiais e distribuição física. O primeiro concentra-se no fluxo de suprimentos, enquanto o segundo se ocupa da entrega ao mercado consumidor, ambos integrados em prol da competitividade empresarial.
Para Novaes (2007), a distribuição física pode ser analisada sob duas perspectivas: a técnica, vinculada à área de logística, e a mercadológica, ligada ao marketing de vendas. Essa dualidade evidencia que a distribuição não apenas assegura a disponibilidade de bens, mas também influencia diretamente a percepção de valor pelo consumidor. Kotler (2000) reforça essa visão ao relacionar a distribuição física com os canais de marketing, que englobam atacadistas, varejistas e demais intermediários responsáveis por tornar os produtos acessíveis.
Dessa forma, a distribuição física deve ser entendida como o elo final da cadeia logística, cuja eficiência garante que os bens cheguem em condições adequadas, no tempo correto e a custos competitivos.
A armazenagem é atividade central da logística empresarial, compreendendo o recebimento, estocagem, controle e movimentação de mercadorias. Para Weber (2004), trata-se de processo racional e sistemático de administração de estoques, essencial para assegurar disponibilidade de produtos ao mercado. Smith (2018) destaca sua relevância em setores agrícolas, onde atua na estabilização de preços e no equilíbrio da oferta.
Pozo (2002) salienta que a armazenagem é parte histórica da logística, garantindo a continuidade das operações e a satisfação dos acionistas. Já Bowersox et al. (2014) reforçam que o planejamento adequado de espaços de estocagem, tanto em fábricas quanto em centros de distribuição, contribui para a eficiência do fluxo logístico.
O processamento de pedidos é a atividade que conecta a demanda do cliente ao fluxo logístico. Engloba o recebimento, análise, registro e execução dos pedidos, garantindo que o produto correto chegue ao consumidor certo, no local e prazo estabelecidos (CHRISTOPHER, 2007).
Ballou (2007) observa que o processamento de pedidos envolve diversas etapas, como verificação de estoque, separação, embalagem, emissão de documentos fiscais e coordenação do transporte. Bowersox (2001) ressalta seu caráter complexo, por envolver a integração de múltiplas atividades na cadeia de suprimentos.
Portanto, a eficiência nesse processo constitui fator crítico de sucesso, influenciando diretamente a satisfação e fidelização do cliente.
O transporte é tradicionalmente o componente mais visível da logística, responsável pela movimentação física de bens entre diferentes elos da cadeia. Representa parcela significativa dos custos logísticos totais (COYLE et al., 2019).
Christopher (2018) argumenta que a escolha do modal adequado (rodoviário, ferroviário, aéreo, marítimo ou dutoviário) deve considerar fatores como distância, urgência, custo e segurança. O autor também enfatiza a importância das tecnologias de rastreamento para aumentar a visibilidade das operações.
Bowersox et al. (2012) complementam que o transporte deve ser gerenciado como um serviço, diretamente associado à percepção de valor do cliente. O fracionamento e a consolidação são estratégias logísticas que buscam equilibrar custos de transporte e atendimento à demanda. Ballou (1993) define tais práticas como o processo de dividir ou unir cargas, de modo a atender pedidos específicos com eficiência. Coyle (2016) ressalta que essa flexibilidade permite otimizar a utilização de veículos e reduzir custos. Já Bowersox e Closs (2009) destacam a importância da colaboração entre empresas para práticas de consolidação, capazes de ampliar a eficiência do transporte em mercados altamente competitivos.
A transferência de produtos entre diferentes localidades exige planejamento cuidadoso, envolvendo gestão de estoques, escolha modal e análise de fluxos (CHRISTOPHER, 2011). Novaes (2007) acrescenta que essa estratégia visa otimizar recursos e minimizar custos, por meio da definição das melhores rotas.
Ballou (2007) reforça que a administração de estoques é elemento essencial nas transferências, devendo considerar sazonalidade, prazos e demanda para evitar rupturas ou excessos.
A embalagem, embora muitas vezes vista apenas sob o viés do marketing, constitui atividade logística crucial. Coyle (2012) destaca sua função de proteger produtos durante transporte e armazenagem, além de agregar valor à marca.
Bowersox (2009) ressalta que embalagens adequadas reduzem danos, aumentam a eficiência do manuseio e diminuem custos. Já Murphy (2013) enfatiza a dimensão sustentável, defendendo o uso de materiais biodegradáveis e recicláveis como parte da responsabilidade social das empresas.
O estoque cumpre função estratégica nas organizações, equilibrando oferta e demanda, assegurando a continuidade da produção e permitindo o atendimento ao cliente final. Drucker (1999) já destacava sua relevância para o desempenho empresarial, advertindo que estoques mal administrados representam perdas financeiras.
Kotler (2012) aponta que a ausência de produtos gera perda de vendas, enquanto o excesso ocasiona custos adicionais. Para Porter (1989), o gerenciamento de estoques pode constituir vantagem competitiva, desde que realizado de forma equilibrada e alinhada à cadeia de suprimentos.
A gestão de estoques refere-se ao planejamento, controle e supervisão dos níveis de materiais. Drucker (2001) argumenta que uma administração eficaz garante disponibilidade de produtos, reduz custos e minimiza riscos de obsolescência.
Kotler e Keller (2012) defendem o uso de ferramentas de reposição contínua e revisão periódica para equilibrar custos e níveis de serviço. Slack, Chambers e Johnston (2019) acrescentam modelos de estoque de segurança e lote econômico como instrumentos para reduzir ineficiências.
Feigenbaum (1994) complementa que a gestão de estoques deve estar integrada à gestão da qualidade, de modo a evitar desperdícios e retrabalhos.
2.2 Tecnologia Da Informação e Sistemas de Informação
A Tecnologia da Informação (TI) tem se consolidado como elemento central para o desempenho organizacional, uma vez que possibilita maior agilidade, qualidade nas decisões, inovação em produtos e eficiência na comunicação empresarial. De acordo com Smith (2008), a TI desempenha papel relevante na otimização de processos internos, fomentando a colaboração entre equipes e resultando em maior eficiência operacional. Nesse sentido, a TI deixa de ser apenas um suporte administrativo para se tornar um diferencial competitivo estratégico.
Segundo Viana (2000, p. 406), a introdução de sistemas informatizados, em qualquer setor da empresa, tem por finalidade modernizar procedimentos por meio da primazia pela qualidade, ao envolver a estrutura organizacional na melhoria contínua dos serviços. Dessa forma, a tecnologia atua não apenas como instrumento de automação, mas como vetor de inovação, reconfigurando a forma como empresas administram seus recursos e se posicionam frente às demandas do mercado.
Em consonância com esse entendimento, Lee (2020) demonstra que a TI exerce papel vital na promoção da inovação e no desenvolvimento de novos produtos e serviços, ampliando a competitividade empresarial em mercados globalizados e dinâmicos. Entre as contribuições mais relevantes destacam-se a elevação da precisão na gestão da entrega de produtos, a possibilidade de rastreamento em tempo real e a melhoria no monitoramento de itens na cadeia de suprimentos. Essas funcionalidades reduzem riscos de escassez ou excesso de estoques, facilitam a seleção de rotas de transporte mais eficientes e geram economia de tempo e recursos, tanto para empresas quanto para clientes.
Exemplo prático dessa aplicação é o uso do Conexos Cloud, plataforma de gestão em nuvem que integra sistemas de Comércio Exterior por meio de automações inteligentes. A adoção desse tipo de tecnologia ilustra como a TI pode alinhar processos logísticos complexos à necessidade de eficiência e precisão, além de fortalecer a comunicação entre diferentes setores da organização.
Os sistemas de informação constituem um dos pilares fundamentais das organizações modernas, pois integram pessoas, processos e tecnologia com o objetivo de coletar, processar, armazenar e disseminar informações estratégicas. Para O’Brien (2017), tais sistemas são cruciais para assegurar eficiência e eficácia operacional, permitindo que empresas se adaptem mais rapidamente às mudanças do mercado.
Kroenke (2019) aprofunda essa perspectiva ao destacar que os sistemas de informação não apenas favorecem a eficiência operacional, mas também auxiliam na tomada de decisões estratégicas e na promoção da inovação. Questões como análise de dados, segurança da informação e tendências tecnológicas entre elas a inteligência artificial e o big data configuram se como temas centrais para a evolução desses sistemas.
Laudon (2019) acrescenta que a integração de tecnologias emergentes, como a computação em nuvem, é indispensável para manter a competitividade das organizações na era digital. Segundo o autor, a evolução dos sistemas de informação transformou-se em requisito estratégico para a sustentabilidade das operações, uma vez que a informação passou a ser considerada recurso crítico no mesmo nível de capital e trabalho.
Assim, observa-se que a TI e os sistemas de informação não apenas automatizam tarefas, mas também desempenham papel estratégico ao transformar dados em conhecimento, apoiar a tomada de decisões e promover a inovação organizacional. A integração dessas ferramentas às práticas de gestão representa, portanto, um caminho indispensável para que as empresas prosperem em um cenário competitivo e em constante transformação.
A Tecnologia da Informação (TI) tornou-se um dos pilares para o desenvolvimento organizacional contemporâneo, funcionando não apenas como suporte operacional, mas como recurso estratégico que molda processos, estrutura organizacional e modelos de negócio. Turban, Rainer e Potter (2007) ressaltam que a TI é o alicerce da sociedade da informação, pois possibilita a integração de pessoas, processos e tecnologias em escala global. Assim, não se trata apenas de ferramentas de apoio, mas de recursos que criam novas formas de organizar e conduzir atividades empresariais.
Segundo Porter e Millar (1985), a TI exerce impacto direto na cadeia de valor das organizações, pois redefine as relações com fornecedores, clientes e concorrentes. A introdução de sistemas informatizados, ao permitir maior controle e visibilidade das operações, amplia a capacidade das empresas em gerar diferenciação e alcançar vantagens competitivas sustentáveis.
No campo da logística e da gestão da cadeia de suprimentos, a TI tem assumido papel central. Ballou (2006) destaca que o uso de tecnologias adequadas permite o monitoramento do fluxo de materiais, informações e recursos financeiros, possibilitando maior eficiência na distribuição física. Nesse sentido, o rastreamento em tempo real, a automação de processos e a análise preditiva de dados são ferramentas que reduzem falhas e maximizam a confiabilidade das entregas (Chopra; Meindl, 2016).
Além disso, a TI favorece a inovação e a adaptação a contextos de mudança rápida. Laudon e Laudon (2020) apontam que tecnologias emergentes, como computação em nuvem, inteligência artificial e big data analytics, estão transformando os sistemas de informação em plataformas estratégicas de tomada de decisão. A integração dessas ferramentas permite que gestores antecipem tendências, ajustem estratégias e respondam com agilidade às pressões competitivas.
No âmbito interno, sistemas de informação adequadamente estruturados possibilitam maior colaboração entre setores, melhorando a comunicação e reduzindo silos organizacionais. Stair e Reynolds (2018) afirmam que esses sistemas são indispensáveis para a gestão de dados e conhecimento, funcionando como instrumentos que ampliam a capacidade cognitiva das organizações.
Outro aspecto fundamental refere-se à segurança da informação. Kroenke (2019) argumenta que, diante do aumento do volume de dados e da complexidade dos sistemas, torna se imprescindível adotar políticas e tecnologias que garantam a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações. Empresas que negligenciam esse fator tornam-se vulneráveis a perdas financeiras, riscos de imagem e até mesmo à inviabilidade de suas operações.
Em síntese, a literatura aponta que a TI e os sistemas de informação transcendem o papel de suporte, configurando-se como elementos estratégicos que reconfiguram processos, fomentam a inovação e asseguram a competitividade em ambientes dinâmicos. Sua adoção não é mais uma escolha, mas uma exigência para organizações que almejam sustentabilidade e crescimento em longo prazo (O’Brien, 2017; Christopher, 2011).
2.3 Integração da tecnologia da informação nos processos logísticos: gestão de pedidos, transporte de produtos, armazenagem
O mercado contemporâneo caracteriza-se por um ambiente altamente dinâmico, marcado por transformações constantes que exigem das organizações a adoção de ferramentas capazes de acompanhar tais evoluções. Nesse cenário, a Tecnologia da Informação (TI) desponta como um recurso estratégico, aproximando as empresas das mudanças que ocorrem em seus contextos interno e externo e fornecendo maior segurança e assertividade na formulação de estratégias corporativas (GONÇALVES, 2010). De acordo com Gomes e Ribeiro (2004), a TI constitui um conjunto tecnológico abrangente que possibilita criar, processar e armazenar informações em diversos formatos, incluindo dados, textos e imagens. Complementando essa visão, Rezende e Abreu (2013) ressaltam que a TI é elemento essencial para a produção, transferência e uso seguro das informações dentro das organizações.
Dentro dessa perspectiva, os Sistemas de Informação (SI) assumem papel central. Eles são projetados para coletar, processar, armazenar e transmitir informações, assegurando que os dados atendam de maneira eficiente às necessidades dos usuários (REZENDE; ABREU, 2013). Para Batista (2006), um sistema pode ser entendido como um conjunto de elementos interdependentes que, ao interagir, formam um todo organizado. Gomes e Ribeiro (2004, p. 125) reforçam essa definição ao afirmarem que o “sistema de informação é um conjunto de componentes inter-relacionados, desenvolvidos para coletar, processar, armazenar e distribuir informação para facilitar a coordenação, o controle, a análise, a visualização e o processo decisório”. Nesse sentido, Abreu e Rezende (2010) salientam que o objetivo principal dos SI é apoiar a tomada de decisão dos gestores, garantindo tanto o alcance das metas organizacionais quanto o aprimoramento de processos complementares.
Entre as soluções tecnológicas, destacam-se os sistemas ERP (Enterprise Resource Planning), que integram todas as informações e processos de uma organização em uma única plataforma, promovendo automação e otimização das atividades internas (O’BRIEN, 2010). Cavalcanti (2001) enfatiza que os ERPs devem ser entendidos como softwares desenvolvidos para atender às demandas operacionais de uma empresa sob uma perspectiva processual, assegurando a integração entre áreas funcionais e fortalecendo a execução da estratégia corporativa. Côrtes (2008) acrescenta que esses sistemas são compostos por módulos interconectados que abrangem áreas operacionais críticas, viabilizando a gestão integrada da produção de bens e serviços.
A contribuição da TI, associada a sistemas de informação e ERP, reflete-se de maneira significativa nos processos logísticos, incluindo gestão de pedidos, transporte e armazenagem. A implementação dessas ferramentas possibilita maior eficiência operacional, suporte à tomada de decisão, padronização de rotinas e redução de erros, resultando em melhorias contínuas e aumento da competitividade organizacional. A integração entre tecnologia, processos e informação configura, portanto, um diferencial estratégico para empresas que necessitam manter-se adaptáveis em um ambiente empresarial em constante transformação.
Esse movimento encontra ressonância nas práticas da chamada Logística 4.0, em que a digitalização e a automação tornam-se indispensáveis. No gerenciamento de pedidos, por exemplo, os Sistemas de Informação Logística (SIL), como o Distributed Order Management (DOM), coordenam operações desde o recebimento até a entrega final, oferecendo visão integrada das demandas e maior confiabilidade no atendimento. Santos (2024) demonstra que a utilização de SILs reduz falhas e melhora a tomada de decisão, impactando diretamente a satisfação dos clientes.
No que se refere ao transporte de produtos, o uso de Transport Management Systems (TMS) tem revolucionado a área ao otimizar rotas, reduzir custos e aprimorar a rastreabilidade. Para Silva (2023), tais sistemas tornam a gestão de transporte mais eficiente, promovendo agilidade e racionalização de recursos. Na armazenagem, os Warehouse Management Systems (WMS) desempenham papel essencial ao digitalizar os processos de estoque. Oliveira (2022) ressalta que a integração de WMS a tecnologias como RFID e IoT amplia o controle e reduz erros, incrementando a eficiência operacional.
A aplicação de Inteligência Artificial (IA) também emerge como tendência promissora na logística contemporânea. Costa (2023) observa que a IA pode prever demandas, aperfeiçoar rotas e auxiliar na gestão de estoques, tornando os sistemas mais inteligentes e adaptativos.
Em síntese, a literatura evidencia que a integração da TI aos processos logísticos constitui fator decisivo para a modernização e eficiência das operações. A utilização de SIL, TMS e WMS, aliados a tecnologias emergentes como IA, contribui para maior eficácia na gestão de pedidos, transporte e armazenagem, garantindo não apenas ganhos operacionais, mas também incremento da competitividade e da satisfação do cliente.
3. METODOLOGIA
Este artigo analisa o processo de distribuição da empresa Eixo Snetor Brasil, com base em dados coletados entre fevereiro e novembro de 2023. A pesquisa é compreendida, segundo Andrade (2010), como um processo sistemático fundamentado no raciocínio lógico, cujo objetivo é solucionar problemas por meio da aplicação de métodos científicos. Nesse mesmo sentido, Marconi e Lakatos (2003) definem a pesquisa como um procedimento formal que exige reflexão crítica e abordagem científica rigorosa, buscando compreender a realidade ou desvendar verdades parciais de forma estruturada e confiável. De maneira semelhante, Cervo e Bervian (2002) a conceituam como um processo meticuloso, que amplia o conhecimento e valida teorias, fortalecendo o avanço científico.
O método de pesquisa adotado foi o indutivo, caracterizado pela formulação de generalizações a partir de dados específicos. Para Gil (2002), trata-se de um método exploratório, adequado para compreender fenômenos antes da proposição de hipóteses. De acordo com Chiz zotti (2001), a indução é essencial em abordagens qualitativas, possibilitando teorizações a partir da observação de fenômenos sociais. Na mesma linha, Vergara (2016) ressalta que o método indutivo é amplamente empregado em pesquisas qualitativas, dada sua capacidade de explorar e interpretar a complexidade dos fenômenos.
Quanto aos tipos de pesquisa, o estudo utilizou a exploratória, a descritiva e a bibliográfica. A pesquisa exploratória, conforme Marconi e Lakatos (2003), visa proporcionar maior familiaridade com o problema e auxiliar na construção de hipóteses. Para Chizzotti (2001), trata-se de um processo de aproximação ao objeto de estudo, enquanto Flick (2009) a enxerga como fundamental para investigar fenômenos pouco conhecidos. Já a pesquisa descritiva busca caracterizar populações ou fenômenos sem a interferência do pesquisador. Segundo Gil (2002), envolve observação e registro sistemáticos, enquanto Cervo e Bervian (2002) destacam sua relevância para as ciências humanas e sociais. Para Maximiano (2011), sua principal contribuição é documentar a realidade tal como ela se apresenta. A pesquisa bibliográfica, por sua vez, constitui-se como etapa essencial para fundamentação teórica. Creswell (2014) a define como base inicial para a contextualização do problema, enquanto Gil (2002) aponta sua relevância na formulação de hipóteses. Marconi e Lakatos (2003) reforçam que a revisão crítica da literatura contribui para identificar lacunas e construir um arcabouço teórico sólido.
Em relação às técnicas de pesquisa, utilizaram-se a documental e a observação participativa. A pesquisa documental, segundo Vergara (2016), é essencial para revisar literatura existente e delimitar lacunas de investigação. Já Cervo e Bervian (2002) a caracterizam como método tradicional para análise de relatórios, registros e documentos. Flick (2009) acrescenta que é uma técnica relevante quando não há acesso direto ao objeto de estudo. A observação participativa, conforme Gil (2017), permite maior imersão do pesquisador no campo, enriquecendo a coleta de dados. Para Minayo (2014), essa técnica é valiosa por possibilitar compreensão detalhada de contextos sociais, ao passo que Castro (2002) destaca sua relevância em estudos culturais e antropológicos.
A pesquisa adotou a abordagem qualitativa, voltada para a compreensão aprofundada dos fenômenos sociais. Flick (2009) ressalta que esse método busca interpretar dados não quantitativos, enquanto Creswell (2013) o define como central para explorar significados, crenças e experiências. Para Guba e Lincoln (1994), a pesquisa qualitativa abrange múltiplos paradigmas e perspectivas, sendo essencial a escolha teórica adequada para garantir a validade da interpretação.
Assim, o artigo se estruturou em uma metodologia indutiva, exploratória, descritiva e bibliográfica, apoiada em técnicas documentais e de observação participativa, inserindo-se em uma abordagem qualitativa, adequada para compreender em profundidade o processo de distribuição da empresa analisada.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
As atividades da Eixo Snetor Brasil Comércio Internacional S.A, sociedade anônima fechada, inscrita no CNPJ/MF sob o no 08.438.580/0001-05, iniciaram em 17/11/2006, estabelecida na cidade de Palhoça, Estado de Santa Catarina, na Rua Monza, 226 – Sala 1303/1302, Edifício Comercial PME Business Tower, Bairro Pagani, CEP n° 88132-147.
A empresa conta com o sócio-proprietário Leonardo Abdon Pereira Gonçalves, que desde 2018 estabeleceu uma parceria estratégica com o grupo francês Snetor. Juntamente com seu sócio, Francisco Morão Sucupira, essa aliança tem permitido ampliar significativamente o portfólio de resinas termoplásticas e produtos químicos industriais. Além disso, fornecem aos clientes uma fonte de suprimentos mais robusta e diversificada, com uma distribuição eficiente.
A parceria é com o Grupo Snetor, que possui presença em mais de 100 países, predominantemente na Europa, África e América, com 30 escritórios e 90 plataformas logísticas. Isso permitiu à empresa oferecer um serviço de distribuição de excelência no Brasil. É especializada na distribuição de uma variedade de resinas termoplásticas, que abrange diversas categorias, como commodities, engenharia e especialidades, compostos, reciclados e biodegradáveis. Entre esses materiais estão: PET ou PETE (Tereftalato de polietileno), PEAD (Polietileno de alta densidade), PEBD (Polietileno de baixa densidade), PP (Polipropileno) e outros tipos de plásticos.
Possui filial na cidade portuária de Itajaí, o que facilita a distribuição de produtos por todo território nacional de maneira ágil e eficiente. Houve a abertura de uma nova filial no Estado do Paraná, facilitando o acesso ao porto de Paranaguá, onde serão destinados os contêineres. Com a visão de constante crescimento, possui também uma filial na cidade de São Paulo, o que permite acesso aos principais clientes e um aumento nas vendas de matéria prima.
Na sequência, tem-se a descrição do processo atual de distribuição física desenvolvido pela empresa.
4.1 DESCRIÇÃO DO PROCESSO ATUAL DE DISTRIBUIÇÃO FÍSICA DA EMPRESA
O processo de compra de matéria prima é executado de acordo com as demandas de mercado e sua sazonalidade, para isso são realizados diversos estudos junto ao cliente, antes mesmo do contato com os fornecedores. Eles estão situados em diversos países, tais como: China, Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Coréia do Sul, entre outros.
Para recebimento da matéria prima, a empresa possui parceria com a RTM Transportes LTDA., a qual coleta o container na modalidade CIF (Cost Insurance and Freight) no porto de Itajaí e efetua a descarga no centro de distribuição, com aproximadamente 6.400m² e com capacidade de armazenamento de 6.000 toneladas de resina termoplástica.
Por se tratar de um distribuidor, além das programações de pedidos alinhadas com os clientes, a empresa precisa dispor dos principais produtos em estoque, para atender novos clientes, efetuar a reativação e promover o aumento de demanda.
O limite de crédito e as condições de pagamentos são aprovados após a avaliação da saúde financeira da empresa, garantindo um índice quase zero de inadimplência. O processo de emissão de pedido é realizado por duas assistentes. Ao receber a demanda, de imediato é necessário incluir no sistema Conexos. Se for cliente novo, é realizado o cadastro no sistema, utilizando como base o site do Sintegra e Receita Federal, validando as informações, observando se a empresa se encontra devidamente ativa.
No sistema Conexos, são realizadas as seguintes operações: a entrada e saída dos materiais, a elaboração de condição de pagamento, cadastro de produto, acompanhamento do limite de crédito e da situação financeira do cliente. Em relação ao limite de crédito, são observados os títulos em aberto e os pagamentos recebidos, o que permite analisar o que será negociado nos meses seguintes.
Além disso, para acompanhamento das negociações, utiliza-se o CRM Pipedrive (Customer Relationship Management) – Gestão de Relacionamento com o Cliente, possibilitando o acompanhamento de prospecção de novos clientes, clientes inativos e ativos, ticket médio, relatórios, entre outros.
Cada vendedor atua em uma região específica, como Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outras. No decorrer dos meses, são destinados em suas cotas na pasta comercial, inserida no excel, o que cada um terá de material para negociar com seus clientes.
Iniciando um processo de venda, os dados necessários são encaminhados para a assistente comercial, que automaticamente cadastra no Conexos, solicita a liberação para o setor de crédito, se necessário. Sendo liberado, um e-mail é enviado para o faturamento, juntamente com uma cópia do pedido e um resumo deste. A nota fiscal é emitida e direcionada ao cliente, à logística e ao transporte, com a data que o produto deverá ser entregue.
O processo de separação do material é realizado após a emissão da nota fiscal. É feita por ruas, todas etiquetadas e visíveis para facilitar o acesso. Os carregamentos em modalidade CIF são efetuados através da RTM Transportes Ltda., Souza & Clemes Transporte de Cargas Ltda. e GH Neves e Cia Ltda. quando trata-se da modalidade FOB, o material é separado após a emissão da nota fiscal, sendo de responsabilidade do cliente a escolha de qual transportadora efetuará a coleta do material. Por medida de segurança, quando se trata de FOB, é obrigatório enviar o nome do motorista, CPF e placa do veículo.
O processo de entrega é monitorado pela transportadora, junto à logística. A empresa recebe o espelho das notas fiscais emitidas e as devidas previsões de entrega via e-mail, com os detalhes, porém não se trata de informação precisa, o que pode gerar ruídos na comunicação com a logística, com o transportador e com o cliente.
Para cargas fracionadas, a previsão de entrega é de até 72 horas (considerando dias úteis) e cargas fechadas em até 24 horas. Em alguns casos, ocorrem atrasos, devido à quebra de caminhão, falta de motoristas, trânsito, acidente ou ruídos na comunicação.
Nos casos em que ocorrem avarias (sacos rasgados, material molhado, entre outros) durante o trajeto ou na entrega, o vendedor apura o que ocorreu, reporta à logística e trata a questão antes mesmo que descarreguem o material no cliente. Qualquer divergência precisa ser destacada na nota fiscal e assinada pelo cliente e motorista, para que sejam tomadas as devidas providências.
O processo de abastecimento das informações no armazém é realizado de forma manual. Para tal, é necessário abrir cada arquivo de nota fiscal para abastecer o Excel com os dados necessários para agendamento e acompanhamento dos carregamentos e entregas.
No carregamento, o operador precisa escrever o número do lote da sacaria e enviar a foto com essa informação no grupo do aplicativo Whatsapp. Esse procedimento serve para que seja enviado o certificado de análise do material de acordo com o lote que foi carregado.
Atualmente, o armazém possui duas docas e dois operadores, que realizam o descarregamento, armazenagem e carregamento simultaneamente.
Figura 1: Centro de Distribuição Eixo Snetor Brasil

A figura apresenta a área de armazenagem das resinas, que são organizadas por rua e etiquetadas. É possível observar a separação por pallets, o que facilita tanto o descarregamento quanto a distribuição.
Figura 2: Recebimento de container de resina termoplástica Eixo Snetor Brasil

A figura destaca a área externa de um centro de distribuição ao receber um contêiner articulado. Este tipo de contêiner é preferido para cargas menores ou em locais com restrições de espaço, seja em navios de carga ou instalações de armazenamento. Sua popularidade decorre de sua eficiência e flexibilidade, atendendo a diversas necessidades logísticas e adaptando-se a uma variedade de produtos, o que o torna uma escolha comum para empresas de transporte.
Figura 3: Fluxograma de Distribuição Eixo Snetor Brasil

O fluxograma foi desenvolvido para documentar o procedimento de entrega de uma carreta contendo 27.500 toneladas de resina termoplástica a um cliente exclusivo. Este cliente aguardava a chegada do material para dar início ao processo de negociação. O processo tem início no centro de distribuição em Itajaí, Santa Catarina, e se estende até o destino final em Curitiba, Paraná.
4.1.1 Identificação e Mapeamento dos pontos críticos no processo de distribuição física da empresa
A partir da análise detalhada do processo de distribuição física da empresa, foram identificadas áreas críticas que demandam atenção e ações corretivas. Um dos principais desafios refere-se à previsão de entregas, a qual apresenta inconsistências devido à dependência das projeções fornecidas pelas transportadoras. Essa variabilidade pode ocasionar atrasos e dificultar a comunicação eficiente entre a equipe de logística e os clientes, impactando diretamente na confiabilidade do serviço prestado.
Adicionalmente, os atrasos nas entregas representam um ponto crítico recorrente, podendo ser ocasionados por fatores como indisponibilidade de veículos, escassez de motoristas, congestionamentos ou eventos imprevistos. Tais ocorrências têm potencial para afetar a satisfação do cliente e comprometer o desempenho da cadeia logística.
Outro aspecto relevante diz respeito à comunicação com as transportadoras. A troca de informações imprecisas ou desatualizadas sobre prazos de entrega dificulta a coordenação operacional e aumenta a probabilidade de falhas no atendimento ao cliente. Assim, a integração e a padronização dos fluxos de informação tornam-se imprescindíveis para reduzir conflitos e melhorar a eficiência logística.
A gestão de estoques também se apresenta como desafio estratégico. A manutenção de níveis adequados de produtos, capazes de atender tanto à demanda regular quanto à sazonal, exige um monitoramento constante e planejamento eficiente, de forma a evitar rupturas ou excesso de inventário.
A infraestrutura do armazém foi identificada como um ponto passível de melhoria. Atualmente, a empresa conta com apenas duas docas de carregamento, limitando a capacidade de expedição, especialmente em períodos de alta demanda. Além disso, o registro manual de informações no armazém demanda tempo adicional e está sujeito a erros humanos, comprometendo a acurácia dos dados e a rastreabilidade dos produtos.
O acompanhamento de avarias durante o transporte e a entrega também representa um ponto crítico, exigindo comunicação ágil e precisa entre motoristas, clientes e equipe de logística. Da mesma forma, os processos de cadastro e emissão de pedidos para novos clientes são extensos, uma vez que envolvem verificações detalhadas e validações, podendo gerar atrasos no atendimento.
Por fim, foram identificados ruídos na comunicação entre os diversos atores envolvidos; vendedores, equipe logística, transportadoras e clientes, os quais podem prejudicar a coordenação das operações e aumentar a ocorrência de falhas nos processos.
Em função da análise dos pontos críticos, o capítulo subsequente apresenta propostas de melhoria fundamentadas teoricamente, visando otimizar o processo de distribuição física da empresa, reduzir conflitos e aumentar a eficiência operacional.
4.1.2 Propostas de Melhoria do Processo de Distribuição Física da Empresa
Com base nos conflitos identificados no processo de distribuição física da empresa, neste tópico foram desenvolvidas sugestões de aprimoramento para esse fluxo operacional. Essas propostas visam dar fluência ao processo, resultando em aumento da eficiência no atendimento aos clientes.
Uma das medidas que podem ser adotadas é a implementação de um sistema ou software de gerenciamento de transporte e distribuição. Essa solução proporciona benefícios como o planejamento adequado das rotas e o acompanhamento em tempo real das entregas. Além disso, contribuiria para a previsão de entregas mais precisas, o que pode minimizar a ocorrência de atrasos.
Uma alternativa a ser considerada é a ampliação da equipe responsável pela conferência e armazenagem. Atualmente, a equipe conta com apenas dois conferentes, o que pode gerar sobrecarga e ocasionar eventuais atrasos e equívocos no processo. A contratação de pessoal adicional poderia agilizar a separação e conferência de materiais.
A infraestrutura do armazém também pode ser revista para proporcionar um ambiente mais eficiente. Atualmente, a empresa dispõe de apenas duas docas de carregamento, o que pode limitar a capacidade de carregamento, especialmente em períodos de alta demanda. A expansão das instalações poderia facilitar a manipulação de materiais e melhorar o fluxo de distribuição.
Outra opção que pode ser considerada é a de revisar o momento em que as notas fiscais são emitidas. Uma abordagem sugerida é emitir a nota fiscal após a separação do material, o que possibilitaria a correção de eventuais problemas, como avarias, de forma mais eficaz. Essa abordagem pode minimizar retrabalho e manter o fluxo correto de venda, separação, emissão de nota fiscal e carregamento.
Além disso, a gestão de estoque pode ser aprimorada por meio da implementação de um sistema que permita monitorar os níveis de estoque em tempo real. Isso permitiria uma reposição mais precisa e eficiente, contribuindo para evitar problemas de falta ou excesso de estoque.
Essas sugestões têm o objetivo de contribuir para a fluência do processo de distribuição da empresa, visando a maior eficiência e o aprimoramento da experiência do cliente, além de melhorias operacionais.
Quadro 1: Resumo
| Ponto de conflito | Sugestão de melhoria | Embasamento teórico |
| Variações na previsão de entregas; Atrasos nas entregas. | Implementação de um software de gerenciamento de transporte e distribuição. | A introdução de sistemas informatizados em qualquer setor empresarial visa modernizar procedimentos, enfatizar a qualidade e otimizar a estrutura organizacional para melhorar os serviços e obter informações em tempo real (VIANA, 2000, p. 406). |
| Comunicação complexa com transportadoras | Implementação de um software de gerenciamento de transporte e distribuição. | O transporte na gestão da cadeia de suprimentos influência custos e desempenho. A escolha do modo de transporte correto é crucial. A tecnologia e sistemas de informação são essenciais para a rastreabilidade e redução de custos e riscos no transporte (CHRISTOPHER, 2018). |
| Gestão de estoque desafiadora | Implementação de um sistema de monitoramento de estoque em tempo real. | A gestão de estoques é essencial para a eficiência e satisfação do cliente, garantindo disponibilidade, reduzindo custos e minimizando riscos. Estoques mal gerenciados prejudicam o fluxo de caixa e a rentabilidade da empresa. Portanto, é crucial manter a fidelidade dos clientes e evitar perdas de vendas (DRUCKER, 2001). |
| Registro manual de informações no armazém | Revisar o momento em que as notas fiscais são emitidas, postergando-as para após a separação do material. | O processamento de pedidos é vital para a logística, garantindo entregas precisas e oportunas. Envolve etapas como recebimento, confirmação, seleção, embalagem e transporte. A excelência nesse processo é fundamental para a satisfação do cliente e o sucesso empresarial (CHRISTOPHER, 2007). |
| Cadastro e emissão de pedidos demorados | Melhorar a comunicação entre diferentes partes envolvidas e revisar os processos de validação. | O processamento de pedidos é um processo complexo, abrangendo desde a entrada do pedido até a entrega ao cliente. Para eficiência, é essencial adotar uma visão abrangente da cadeia de suprimentos e promover a integração entre fornecedores e clientes (BOWERSOX, 2001). |
As propostas de melhorias no processo de distribuição física de produtos têm como objetivo principal aumentar a eficiência, reduzir custos e minimizar erros operacionais, garantindo a satisfação do cliente e o bom desempenho da empresa. Elas servem como diretrizes estratégicas para identificar falhas, otimizar procedimentos, padronizar atividades e integrar sistemas de gestão, tornando todo o fluxo logístico mais ágil e confiável.
Essas melhorias podem ser aplicadas de diversas formas, como a implementação de sistemas ERP integrados, que permitem o controle eficiente de estoques, pedidos e expedição; a ampliação e diversificação da carteira de transportadoras, garantindo flexibilidade no transporte; e o aprimoramento do monitoramento de pedidos, reduzindo atrasos e possibilitando respostas rápidas a imprevistos. Quando corretamente aplicadas, essas ações proporcionam economia de recursos, maior controle operacional e aumento da competitividade da empresa.
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
O artigo cujo objetivo geral foi analisar o processo de distribuição de resina termoplástica na empresa Eixo Snetor Brasil. A investigação foi conduzida em conformidade com os objetivos específicos delineados, os quais foram atingidos à medida que o estudo avançava.
O primeiro objetivo específico, relacionado à revisão da literatura sobre logística, distribuição, gestão de estoques, processos e tecnologia da informação, foi cumprido ao ser apresentado os autores que fundamentaram teoricamente os conceitos relevantes para o estudo, proporcionando uma base sólida para a análise do processo de distribuição da empresa.
O segundo objetivo consistiu em descrever detalhadamente o processo de armazenagem e distribuição, realizado no item 4.1.1 e 4.1.2. Neste ponto, foram explicitadas as atividades, funções e fluxos de trabalho envolvidos no processo logístico, permitindo compreender a operacionalização das tarefas e a interação entre os setores.
O terceiro objetivo específico, referente à identificação de não conformidades e pontos críticos no processo de distribuição, foi atingido no item 4.1.1. Foram destacados os aspectos que apresentaram oportunidades de melhoria, considerando as demandas e necessidades da organização.
O último objetivo específico, abordado no item 4.1.2, consistiu na proposição de melhorias para o processo de distribuição, com vistas a aumentar a eficiência operacional e a competitividade da empresa no mercado de resinas termoplásticas. As propostas apresentadas contemplaram aspectos tecnológicos, processuais e organizacionais, evidenciando caminhos para a otimização do fluxo logístico.
Entre os aspectos facilitadores para a realização do estudo, destaca-se o acesso direto às informações e a familiaridade da pesquisadora com as operações do setor, uma vez que esta constitui seu ambiente de trabalho. Ademais, a interação com colaboradores diretamente envolvidos no processo logístico proporcionou subsídios relevantes para a execução da pesquisa.
Não foram identificadas dificuldades significativas que comprometessem o desenvolvimento do estudo. Pelo contrário, todas as condições necessárias para a realização da pesquisa foram disponibilizadas.
A análise do processo evidenciou que a automação das tarefas atualmente realizadas de forma manual pode oferecer benefícios significativos. A informatização permitirá a disponibilização de informações operacionais em tempo real, o registro histórico das operações e maior eficiência no relacionamento com fornecedores, impactando positivamente a gestão do processo logístico.
Conclui-se que o processo de distribuição analisado atende, em linhas gerais, às necessidades da empresa; entretanto, há espaço para melhorias que, se implementadas, poderão incrementar a eficiência, reduzir falhas e fortalecer a competitividade da organização.
Com vistas a aprofundar estudos futuros sobre processos logísticos, sugere-se: a) Avaliar o impacto de práticas sustentáveis na distribuição de resinas termoplásticas, considerando, por exemplo, o uso de veículos elétricos e estratégias de redução de emissões, com análise de custos, benefícios ambientais e desafios operacionais. b) Analisar a viabilidade da implementação de softwares de gerenciamento de estoque, visando à automação e à maior precisão na gestão de produtos.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
BALLOU, Ronald H. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas, 1993.
BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Logística Empresarial. 5ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.
BILGACOV, Tufan Laçin. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma abordagem estratégica. 1ª ed. São Paulo: Érica, 2006
BOVET, David; THIAGARAJAN, Anand. A Logística Global: A Nova Logística Internacional. 1ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
BOWERSOX, Donald J. Logística Empresarial: O Processo de Integração da Cadeia de Suprimento. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 2001.
BRIEN, J. A. (2017). Sistemas de Informação nas Organizações Modernas: Eficiência e Competitividade. Editora XYZ.
BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J.; COOPER, M. Bixby. Gestão da Cadeia de Suprimentos e Logística Integrada. São Paulo: Atlas, 2012.
BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J. Logística Empresarial: O Processo de Integração da Cadeia de Suprimento. 1ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009.
CASTRO, Eduardo Viveiros de. A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2002.
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. São Paulo: Prentice Hall,2002. CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2ª ed. Elsevier, 2007.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração: Teoria, processo e prática. 7ª ed. Elsevier, 2014
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 6ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000
CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Criando Redes que Agregam Valor. 2ª ed. São Paulo: Cengage Learning, 2007.
CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. São Paulo: Editora Logística Moderna, 2018.
CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage Learning, 2011.
CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais. São Paulo: Cortez, 2001.
COYLE, J. J.; LANGLEY, C. J.; NOVACK, R. A.; GIBSON, B. J. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Uma Abordagem Logística. São Paulo: Cengage Learning, 2019.
COYLE, John J. Logística Empresarial: Gerenciamento e Cadeia de Suprimentos. 4ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2012.
COYLE, John J. Logística: Cadeia de Suprimentos e Gerenciamento. 4ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2016.
CRESWELL, John W. Research Design: Qualitative, Quantitative, and Mixed Methods Approaches. 4ª ed. Thousand Oaks: Sage Publications, 2013.
CRESWELL, John W. Investigação Qualitativa e Projeto de Pesquisa: Escolhendo entre Cinco Abordagens. Penso Editora, 2014.
DAVENPORT, Thomas H. Reengenharia de Processos: Como Inovar na Empresa Através da Tecnologia da Informação. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1993.
DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais: Uma Abordagem Logística. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2012.
DRUCKER, Peter F. Administração: Desafios do Presente. São Paulo: Editora Pioneira, 1999.
DRUCKER, Peter F. Desafios Gerenciais para o Século XXI. 2ª ed. São Paulo: Editora Elsevier, 2001.
DRUCKER, Peter F. Gestão de Desempenho: Como os Empresários Superam as Expectativas. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2009.
DRUCKER, Peter F. Prática de administração de empresas. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2008.
FEIGENBAUM, Armand V. Controle da Qualidade Total: Gestão da Qualidade para a Excelência. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1994.
FAYOL, Henri. Administração industrial e geral: previsão, organização, comando, coordenação, controle. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.
FLICK, U. Métodos de pesquisa: introdução à pesquisa qualitativa. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002. GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2017.
GUBA, Egon G.; LINCOLN, Yvonna S. Competing paradigms in qualitative research. In: DENZIN, Norman K.; LINCOLN, Yvonna S. (Eds.). Handbook of qualitative research. Thousand Oaks: Sage Publications, 1994. p. 105-117.
HAMMER, Michael. Reengenharia: Revolucionando a Empresa em Função dos Clientes, da Concorrência e das Mudanças na Gerência. 6ª ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1993.
KATZ, Daniel. Habilidades gerenciais essenciais. In: FLEURY, Maria Tereza Leme; FISCHER, Rosa Maria. (Orgs.) Cultura e poder nas organizações. São Paulo: Atlas, 2004.
KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. 10ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.
KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 14ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012.
KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 14ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012.
KROENKE, D. M. (2019). A Importância dos Sistemas de Informação nas Organizações: Eficiência, Tomada de Decisões e Inovação. Editora ABC.
LAUDON, K. C. (2019). A Evolução dos Sistemas de Informação e sua Relevância para a Competitividade das Empresas na Era Digital. Editora DEF.
LEE, Michael. Prática da Administração de Empresas. 1ª ed. São Paulo: Editora DEF, 2020. MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Fundamentos da Metodologia Científica. São Paulo: Editora Atlas, 2003.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à administração. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
MAXIMIANO, Antônio César Amaru. Teoria Geral da Administração: da revolução urbana à revolução digital. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2007.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14ª ed. São Paulo: Hucitec, 2014.
MORAES, Luciene. Administração: das teorias às práticas. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004.
MURPHY, Paul R. Logística Sustentável: Princípios, Ferramentas e Estudos de Caso. 1ª ed. São Paulo: Editora Senac, 2013.
NOGUEIRA, Arnaldo. Teoria Geral da Administração: para o século XXI. São Paulo: Ática, 2007.
NOVAES, Antônio Galvão. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição: Estratégia, Operação e Avaliação. 3ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2007.
NOVAS, José Luiz de. Distribuição física internacional: uma análise do setor fruticultor catarinense. 1ª ed. Florianópolis: Multitarefa, 2007
PORTER, Michael E. Vantagem Competitiva: Criando e Sustentando um Desempenho Superior. 12ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1989.
POZO, Hamilton. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: Uma Abordagem Logística. São Paulo: Atlas, 2002.
SLACK, Nigel; CHAMBERS, Stuart; JOHNSTON, Robert. Administração da Produção. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2019.
SEVERO FILHO, Alceu Amoroso. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. 1ª ed. São Paulo: Martin Claret, 2018
SMITH, John. Prática da Administração de Empresas. 1ª ed. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2008.
SYLVIA Constant Vergara – Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. São Paulo: Atlas, 2016
TAYLOR, Frederick W. Princípios de administração científica. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2019.
VIANA, João José. Administração de Materiais: Um Enfoque Prático. 2ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2000. p. 406.
WEBER, Max. Economia e Sociedade: Fundamentos da Sociologia Compreensiva. 5ª ed. Brasília: Editora UnB, 2004.https://www.abre.org.br/dados-do-setor/2021-2/
1Docente do Curso Superior de Administração de coordenando projetos acadêmicos graduação e pós-graduação, atuando na Estácio de Sá, Centro Universitário Municipal De São José. Graduado em Ciências da Computação e mestre em Tecnologia da Informação e-mail: coradinni@gmail.com.
2Docente do Curso Superior de Graduação e Pós-graduação na Univali, Centro Universitário Estácio de Sá de Santa Catarina, ASSESC e ESAG. Atualmente, professor efetivo da Faculdade Municipal de Palhoça, nas disciplinas de graduação em Administração: Administração da Cadeia de Suprimentos, Administração da Produção e Operações e Gerenciamento de Projetos. Graduado em Engenharia Civil, pelo Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria/RS e-mail antonio.bicca@fmpsc.edu.br.
3Discente do Curso Superior de Administração da Faculdade Municipal de Palhoça. e-mail: daianesm@gmail.com.
