RECENT APPROACHES TO WORKPLACE SATISFACTION: A LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511251342
Lussara Maria Santana Gomes1
Maria Letícia Oliveira Souza2
Marcio Ceo dos Santos3
Resumo
A satisfação no ambiente de trabalho é um tema central nas áreas de gestão e psicologia organizacional, sendo crucial para o desempenho e o bem-estar dos colaboradores. Este debate ganhou relevância com as transformações recentes do mercado digitalização, home office e flexibilização, que exigem novos olhares para o construto além das teorias clássicas. O objetivo geral desta pesquisa é analisar as abordagens recentes da literatura sobre satisfação no ambiente de trabalho por meio de uma Revisão Integrativa. A metodologia consistiu em uma pesquisa bibliográfica qualitativa e exploratória, analisando 15 artigos científicos publicados entre 2020 e 2025. Os resultados encontrados confirmam que a satisfação é um construto dinâmico e multifacetado, ancorado nos fatores intrínsecos e motivacionais, com impacto direto na produtividade. A análise destaca a centralidade do clima organizacional e da liderança gestão empática como determinantes cruciais. Além disso, foi identificada a emergência de fatores como o equilíbrio vida-trabalho e a flexibilidade laboral, que se consolidam como novos valores para o colaborador. Conclui-se que a satisfação exige uma perspectiva integrada que combine teorias tradicionais com abordagens contemporâneas.
Palavras-chave: Satisfação no trabalho, Liderança, Clima organizacional, Bem-estar, Teletrabalho.
Abstract
Workplace satisfaction is a central theme in the fields of management and organizational psychology, being crucial for the performance and well-being of employees. This debate has gained relevance with the recent transformations in the market—digitalization, home office, and flexibilization—which demand new perspectives on the construct beyond classical theories. The general objective of this research is to analyze the recent literature approaches on workplace satisfaction through an Integrative Review. The methodology consisted of a qualitative and exploratory bibliographic research, analyzing 15 scientific articles published between 2020 and 2025. The results confirm that satisfaction is a dynamic and multifaceted construct, anchored in intrinsic and motivational factors, with a direct impact on productivity. The analysis highlights the centrality of the organizational climate and empathetic leadership/management as crucial determinants. Furthermore, the emergence of factors such as work-life balance and labor flexibility was identified, which are consolidating as new values for the employee. It is concluded that satisfaction requires an integrated perspective that combines traditional theories with contemporary approaches.
Keywords: Job satisfaction, Leadership, Organizational climate, Well-being, Teleworking.
1 INTRODUÇÃO
A satisfação no ambiente de trabalho constitui um tema central nas áreas de gestão, psicologia organizacional e recursos humanos, sendo amplamente reconhecida como fator determinante para o desempenho organizacional e o bem-estar dos colaboradores. Nos últimos anos, esse debate ganhou ainda mais relevância diante de transformações significativas no mundo do trabalho, como a digitalização de processos, a ampliação do modelo de home office e a flexibilização das relações contratuais. Conforme destacam Pereira et al. (2024), colaboradores satisfeitos e motivados tendem a apresentar maior produtividade, engajamento e comprometimento com os objetivos institucionais.
Embora as teorias clássicas como a Hierarquia das Necessidades de Maslow e a Teoria dos Dois Fatores de Herzberg continuem sendo amplamente utilizadas para explicar o fenômeno, a literatura recente evidencia o surgimento de novos elementos explicativos. Fatores como clima organizacional, estilo de liderança, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e saúde mental têm recebido crescente atenção, reforçando a ideia de que a satisfação é um construto multidimensional (Silva & Ferreira, 2023; Gaz et al., 2024). Paralelamente, a relação positiva entre satisfação e desempenho tem sido confirmada em diferentes contextos organizacionais, tanto no Brasil quanto no exterior (Almeida, 2023).
A relevância do estudo justifica-se pelos impactos diretos da insatisfação, que pode resultar em aumento do turnover, absenteísmo, queda da produtividade e deterioração do clima organizacional, com reflexos no bem-estar e na saúde mental dos trabalhadores (Ramos, Fava & Durão, 2024). Apesar de amplamente investigada, ainda existem lacunas quanto aos efeitos das transformações recentes como o trabalho remoto, a instabilidade do mercado e as novas formas de gestão sobre a experiência subjetiva dos trabalhadores. Além disso, a pandemia de COVID-19 agiu como um catalisador, forçando a adoção em larga escala desses novos formatos de trabalho e expondo desafios e oportunidades antes negligenciados (Silva e Amorim 2020).
Diante disso, o problema que norteia esta pesquisa pode ser sintetizado na seguinte questão: Como a literatura científica tem discutido a satisfação no ambiente de trabalho entre 2020 e 2025, considerando os impactos das mudanças sociais, tecnológicas e organizacionais recentes?
Dessa forma, o objetivo geral desta pesquisa é analisar como a literatura científica tem discutido a satisfação no ambiente de trabalho entre 2020 e 2025, considerando os impactos das mudanças sociais, tecnológicas e organizacionais recentes por meio de uma Revisão Integrativa. Para alcançar o objetivo geral, este trabalho se propõe a identificar os conceitos e as principais teorias clássicas que fundamentam o estudo da satisfação no trabalho; mapear os fatores de influência da satisfação no trabalho presentes na produção científica recente (2020-2025); analisar a relação entre a satisfação no trabalho e fatores contextuais, como liderança e clima organizacional; e, por fim, identificar a ascensão de fatores emergentes, como o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a flexibilidade no trabalho.
O presente estudo se inicia com a Introdução, que apresenta o tema da satisfação no ambiente de trabalho como crucial, justifica a relevância do estudo frente às transformações do mercado e estabelece o objetivo geral de analisar as abordagens recentes da literatura sobre o tema por meio de uma Revisão Integrativa. Em seguida, o Referencial Teórico fundamenta o conceito de satisfação, ancorando-o nas teorias clássicas de Maslow e Herzberg, e explora o papel do contexto organizacional, da liderança. O Capítulo Metodologia, detalha o rigor do processo de Revisão Integrativa, que se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica qualitativa e exploratória o capítulo Resultados e Discussão, apresenta a análise dos artigos selecionados em três eixos temáticos: Satisfação e Equilíbrio Vida-Trabalho, Satisfação e Liderança, e Satisfação e Clima Organizacional. Por fim, as Considerações Finais sintetizam que a satisfação é um fenômeno complexo que combina a validade das teorias tradicionais com a incorporação de fatores contemporâneos.
2 REFERENCIAL TEORICO
A satisfação no trabalho é um construto multidimensional que tem sido amplamente explorado à luz de diferentes teorias motivacionais e organizacionais. Embora seja um tema clássico nas ciências do trabalho e da psicologia organizacional, sua aplicação permanece atual e necessária, sobretudo frente às transformações impostas pelo mundo contemporâneo do trabalho. As principais abordagens teóricas continuam sendo, em grande parte, influenciadas pelos modelos consagrados de Maslow, Herzberg e Adams, cujas interpretações permanecem válidas para a compreensão do comportamento humano nas organizações modernas, sendo constantemente revisitadas e atualizadas pela literatura científica recente.
2.1 Teorias sobre comportamento organizacional da Satisfação no Trabalho
A Teoria da Hierarquia das Necessidades de Abraham Maslow (1943) é a pedra angular da psicologia organizacional. Ela propõe uma hierarquia em cinco níveis que vão das necessidades mais básicas (fisiológicas, segurança) às mais complexas (sociais, estima e autorrealização). A premissa central de Maslow é que o indivíduo só busca satisfazer o próximo nível de necessidades quando o anterior já foi, em parte, atendido. O próprio Abraham Maslow, em sua obra seminal de 1943, “A Theory of Human Motivation”, argumentou que a satisfação está diretamente ligada à satisfação de necessidades hierárquicas, afirmando: “É bastante verdade que o homem vive só de pão quando não há pão. Mas o que acontece com os desejos do homem quando ele tem bastante pão e sua barriga está cronicamente cheia?” (MASLOW, 1943, p. 375).
O conceito de satisfação, em sua essência, está ligado à avaliação subjetiva que o indivíduo faz de seu ambiente profissional. Locke (1976) conceitua a satisfação como um estado emocional prazeroso ou positivo resultante da avaliação que o indivíduo faz de seu trabalho ou das experiências de trabalho, na medida em que estes atendem ou permitem a realização de seus valores mais importantes. De forma mais abrangente, Spector (1997) define a satisfação como uma atitude que envolve a forma como as pessoas se sentem em relação ao seu trabalho, englobando fatores gerais e facetas específicas como satisfação com o salário, colegas, supervisão e a natureza do trabalho.
John Stacy Adams em 1965 complementa as abordagens anteriores ao oferecer uma perspectiva relacional e comparativa da satisfação. Segundo essa teoria, os indivíduos avaliam sua satisfação a partir da percepção de justiça nas trocas que estabelecem com a organização. Ou seja, eles comparam suas contribuições (esforço, tempo) e recompensas (salário, promoção) com as de seus colegas. A base para a compreensão do que impulsiona a satisfação repousa nas teorias de conteúdo, que buscam identificar os fatores motivadores. Hierarquia das Necessidades Maslow em 1943 estabeleceu que a satisfação resulta do atendimento progressivo das necessidades humanas, organizadas hierarquicamente fisiológicas, segurança, sociais, estima e autorrealização. Embora seja uma teoria geral, ela sustenta a ideia de que a satisfação laboral está ligada ao grau de atendimento das necessidades do indivíduo no contexto organizacional.
Teoria dos Dois Fatores Herzberg (1959) propôs a diferenciação crucial entre os fatores que geram satisfação e aqueles que apenas evitam a insatisfação. Fatores higiênicos extrínsecos, como salário, condições e segurança no trabalho evitam a insatisfação, mas não geram motivação. Os fatores motivacionais intrínsecos, como reconhecimento, responsabilidade e o próprio trabalho são os verdadeiros responsáveis pela satisfação e motivação no ambiente profissional. Modelo das Características do Trabalho Hackman e Oldham: A primazia dos fatores intrínsecos é ampliada por Hackman e Oldham (1975), que enfatizam que a satisfação é intrinsecamente ligada à estrutura do trabalho. Características como autonomia, variedade de habilidades e a significância da tarefa são cruciais para que o indivíduo experimente estados psicológicos que resultam em alta satisfação.
Portanto, observa-se que, embora formuladas em meados do século XX, as teorias clássicas da motivação continuam sendo o principal alicerce teórico para a análise da satisfação no trabalho no período de 2020 a 2025. Sua permanência se deve, em grande medida, à capacidade de adaptação frente às mudanças tecnológicas, sociais e econômicas que afetam o mundo do trabalho. Além disso, ao serem integradas com abordagens contemporâneas, como o foco em bem-estar subjetivo e qualidade de vida, essas teorias mantêm sua aplicabilidade, revelando-se instrumentos teóricos indispensáveis para a gestão de pessoas e a formulação de estratégias organizacionais eficazes.
2.2 Tendências e Abordagens Metodológicas
Nos últimos anos, especialmente entre 2020-2024, os estudos sobre satisfação no trabalho têm revelado uma significativa pluralidade metodológica, refletindo o amadurecimento da área e a necessidade de compreender a complexidade multifacetada do fenômeno. A literatura mais atual tem evidenciado a adoção de abordagens qualitativas, quantitativas e mistas, com o objetivo de captar tanto os aspectos objetivos quanto os subjetivos que atravessam a experiência de satisfação no contexto laboral contemporâneo.
As pesquisas quantitativas ainda representam uma expressiva parcela dos estudos na área, conforme apontado por Silva e Amorim (2020) e Pereira, Silva e Durão (2024). Essas abordagens priorizam a mensuração de variáveis e a identificação de correlações estatísticas entre fatores como remuneração, clima organizacional, estilo de liderança e indicadores de satisfação. O uso de instrumentos padronizados e validados, como o Job Satisfaction Survey (JSS), continua a ser amplamente empregado devido à sua robustez teórica, aplicabilidade em diferentes contextos culturais e possibilidade de comparabilidade entre diferentes estudos. O JSS avalia dimensões como reconhecimento, comunicação, supervisão, benefícios e condições de trabalho, sendo frequentemente aplicado em pesquisas com grandes amostras de trabalhadores de setores diversos.
Entretanto, observa-se um crescimento consistente no uso de abordagens qualitativas, sobretudo em investigações que buscam compreender as experiências subjetivas dos trabalhadores, os sentidos atribuídos ao trabalho e os aspectos simbólicos das relações organizacionais. Como destacam Trierweiller et al. (2020) e Alves et al. (2022), os métodos qualitativos, como entrevistas semiestruturadas, grupos focais, análise de conteúdo e análise temática, têm permitido aos pesquisadores acessar narrativas profundas sobre satisfação e insatisfação, especialmente em contextos marcados por transformações intensas, como o home office, o trabalho híbrido e as novas configurações do vínculo empregatício.
Além disso, os métodos mistos vêm se consolidando como alternativa metodológica potente para ampliar a compreensão da satisfação no trabalho. Essa tendência é reforçada pelos trabalhos de Ramos, Fava e Durão (2024), que argumentam que a articulação entre dados quantitativos e qualitativos permite análises mais integradas e sensíveis às especificidades contextuais das organizações e dos sujeitos pesquisados. Estudos mistos geralmente utilizam instrumentos como questionários estruturados para mensurar variáveis objetivas e entrevistas em profundidade para explorar nuances emocionais, percepções e significados subjetivos associados à experiência laboral.
Outra tendência metodológica importante é a diversificação dos cenários de pesquisa. Observa-se um crescente interesse por investigações em contextos não tradicionais, como startups, cooperativas, organizações da sociedade civil, empresas com gestão horizontal e setores da economia criativa. Essa ampliação reflete a necessidade de compreender a satisfação no trabalho sob diferentes regimes de gestão, culturas organizacionais e arranjos laborais, sobretudo em tempos de intensas transformações sociais e tecnológicas.
Paralelamente, as pesquisas longitudinais e estudos de caso vêm ganhando relevância, especialmente por permitirem observar a evolução da satisfação ao longo do tempo ou em situações específicas de mudanças organizacionais, como reestruturações, fusões ou adoção de novas tecnologias.
3 METODOLOGIA
O presente estudo se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa e abordagem exploratória, fundamentada em uma Revisão Integrativa da Literatura Souza, Silva e Carvalho (2010). O objetivo primário desta revisão foi identificar e analisar as abordagens recentes sobre satisfação no ambiente de trabalho. A pesquisa foi conduzida seguindo rigorosas etapas metodológicas. Inicialmente, a questão norteadora foi definida como: “Quais são as principais abordagens e fatores de influência da satisfação no ambiente de trabalho presentes na literatura científica recente?”.
Em seguida, procedeu-se à busca nas bases de dados: Scielo e Google Acadêmico, utilizando as principais plataformas de pesquisa em Administração e Ciências Sociais Aplicadas. As palavras-chave utilizadas no processo de busca foram “satisfação no trabalho”, “satisfação laboral”, “clima organizacional”, “liderança” e “bem-estar”, empregadas em português, inglês, com a combinação dos termos feita por meio do operador booleano “AND” para garantir maior precisão e relevância.
Os critérios de inclusão estabelecidos foram: artigos completos disponíveis online, publicados no período de 2020 a 2025, redigidos em português, inglês ou espanhol, e que tivessem como foco o tema da satisfação no ambiente de trabalho em contextos organizacionais. Os critérios de exclusão foram: trabalhos incompletos (resumos e anais), artigos duplicados, publicações que não se encaixavam no período temporal definido, e estudos focados em nichos muito específicos ou contextos não organizacionais (como satisfação estudantil ou familiar).
O processo de seleção dos estudos para esta revisão seguiu as diretrizes do modelo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), que permite a sistematização e a transparência na identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos artigos científicos. O fluxo de seleção é representado na tabela a seguir:
Tabela 1: Seleção dos artigos segundo modelo PRISMA.
| Etapa | Critério | SciELO | Google Acadêmico | Total |
| 1. Identificação | Registros identificados | 25 | 10 | 35 |
| 2. Triagem | Registros após remoção de duplicatas | 20 | 7 | 27 |
| Artigos excluídos por título/resumo | 18 | 5 | 23 | |
| 3. Elegibilidade | Artigos de texto completo avaliados | 18 | 5 | 23 |
| – Período de publicação (fora de 2020-2025) | 10 | 5 | 15 | |
| – Tema (não focado em satisfação) | 10 | 5 | 15 | |
| 4. Inclusão | Artigos incluídos | 10 | 5 | 15 |
Fonte: Autoria própria, 2025.
Após a busca inicial e a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, os artigos foram selecionados para leitura dos títulos e resumos, seguida pela leitura integral daqueles considerados mais relevantes. A amostra final, após o processo de seleção e refinamento, foi composta por 15 (quinze) artigos científicos.
Por fim, a fase de análise e síntese dos dados envolveu a extração de informações essenciais de cada estudo, como autor, ano, objetivo, e principais resultados. Esses dados foram posteriormente organizados em quadros sinópticos para facilitar a identificação de padrões, convergências e divergências, permitindo a construção da análise e discussão dos resultados apresentada no capítulo subsequente.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 Apresentação dos Estudos Selecionados
A literatura recente examinada (2020-2025) aponta para uma reconfiguração dos fatores determinantes da satisfação no trabalho, elevando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a flexibilidade laboral à condição de elementos de alto valor para o colaborador moderno. Essa transformação é impulsionada pela mudança de valores geracionais e pelo impacto de eventos globais, como a pandemia, que transformaram a capacidade de auto gerenciar o tempo e o local de trabalho em uma expectativa central. Compreender como essa demanda por flexibilidade se traduz em bem-estar e comprometimento é crucial para o planejamento estratégico das organizações.
Quadro 1: Metodologia dos estudos selecionados
| Metodologia | Quantidade de Estudos | Autor(es) |
| Quantitativa | 7 | Gazi et al. Almeida Mottaz Montuori et al.Steil et al. Gonçalves Neto Pereira et al. |
| Qualitativa | 7 | Marqueze e Moreno Guimarães Neto Mello Zerbini Novelli Souza Silva et al. Gonçalves Oliveira Lee e Teo |
| Abordagem Mista | 1 | Ribeiro e Marra |
Fonte: Autoria Própria, 2025.
A partir dessa análise foi identificado e separados de acordo a sua abordagem quantitativa e qualitativa. O quadro acima representa quais autores realizaram seus estudos por metodologia adotada. A amostra final para a análise de resultados foi composta por 15 (quinze) artigos científicos. Os artigos selecionados, foram divididos em 3 temáticas: Satisfação e Equilíbrio Vida- Tarabalho; Satisfação e Liderança e Satisfação e Clima Organizacional que são discutidos a seguir:
4.2 Satisfação e Equilíbrio Vida-Trabalho
Esta seção apresenta e discute os achados dos artigos revisados que abordam a interconexão entre a satisfação do colaborador e o equilíbrio entre sua vida profissional e pessoal, destacando a ascensão de novos fatores, como a flexibilidade no ambiente de trabalho, como um determinante crucial para o bem-estar e o comprometimento.
Quadro 2: Satisfação e Equilíbrio Vida-Trabalho
| Autor | Ano | Objetivo | Principais Resultados |
| Lima et al. | 2023 | Analisar a relação entre a flexibilidade no trabalho e a satisfação. | O teletrabalho e o modelo híbrido têm uma relação positiva com a satisfação dos colaboradores, destacando a importância da autonomia sobre a jornada de trabalho. |
| Montuori et al. | 2022 | Analisar o conhecimento, atitudes e práticas em relação à satisfação no trabalho em uma população altamente escolarizada. | A pesquisa investiga a influência de fatores pessoais, como estado civil e ter filhos, na satisfação, sugerindo que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um fator crucial. |
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Partindo da análise do Quadro 3, a literatura recente revela a ascensão de novos fatores, sobretudo aqueles ligados ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Neste contexto, Lima et al. (2023) destacam o impacto positivo da flexibilidade no trabalho, como o teletrabalho e o modelo híbrido, sobre a satisfação dos colaboradores, evidenciando uma mudança de paradigma em que a autonomia sobre a jornada é altamente valorizada. As condições físicas do ambiente, como ergonomia, iluminação e ventilação, são fatores que, embora frequentemente negligenciados, impactam diretamente o conforto e a saúde do trabalhador. Além disso, o desequilíbrio entre as esferas pessoal e profissional, acelerado pela ampliação do trabalho remoto e a conectividade permanente, compromete a qualidade de vida e eleva o risco de adoecimento psíquico.
Adicionalmente, o estudo de Montuori et al. (2022) traz uma dimensão social e pessoal ao sugerir que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um fator crucial, e que variáveis como estado civil e ter filhos podem influenciar a satisfação, sublinhando a importância dos contextos de vida individuais na experiência do colaborador. Desse modo, a flexibilidade e o suporte organizacional para o gerenciamento das fronteiras entre trabalho e vida pessoal surgem como determinantes contemporâneos da satisfação.
4.3 Satisfação e Liderança
Este quadro examina o papel da liderança como um fator estruturante da satisfação no trabalho, com foco nos estudos que relacionam o estilo de liderança, a inteligência emocional do líder e a promoção de um ambiente de reconhecimento e participação com o aumento da satisfação laboral.
Quadro 3: Satisfação e Liderança
| Autor | Ano | Objetivo | Principais Resultados |
| Novelli e Souza | 2024 | Identificar se a inteligência emocional influencia os perfis de liderança e o desempenho das equipes. | A pesquisa mostra uma forte associação entre inteligência emocional e o perfil de liderança situacional. Os líderes que demonstram inteligência emocional têm melhor desempenho, pois sabem gerenciar conflitos e influenciar suas equipes de forma positiva. |
| Castro et al. | 2024 | Avaliar a influência do estilo de liderança na satisfação de colaboradores de uma agência de comunicação. | A pesquisa indica que o estilo de liderança de uma organização tem um papel direto na satisfação dos colaboradores. Líderes que criam um ambiente de respeito e valorizam a participação da equipe contribuem significativamente para um clima positivo e a satisfação no trabalho. |
Fonte: Autoria Própria, 2025
A análise do Quadro 4 direciona o foco para o papel estruturante da liderança na satisfação laboral, conforme indicado por diversos artigos revisados. Estudos como o de Castro et al. (2024) demonstram que o estilo de liderança possui um papel direto, ao mostrarem que líderes que ativamente promovem a saúde mental e o reconhecimento, criando um ambiente de respeito e participação, contribuem significativamente para um clima positivo e maior satisfação no trabalho.
Corroborando essa visão, Novelli et al. (2024) destacam a forte associação entre a inteligência emocional do líder e o perfil de liderança situacional. Para esses autores, a habilidade do líder em gerenciar emoções é fundamental para um desempenho positivo, pois condiciona a forma como o trabalhador percebe a cultura e o ambiente da organização.
Desse modo, a literatura recente, como a discutida por Silva e Amorim (2020), reforça que líderes que adotam posturas participativas, dialógicas e motivadoras tendem a promover maior satisfação, em contraste com a desmotivação gerada por abordagens autocráticas, sendo a liderança transformacional frequentemente associada a um ambiente mais inspirador e empático. Complementarmente, o reconhecimento profissional mostrou-se um elemento central encontrado nos achados, pois, como apontado por Pereira, Silva e Durão (2024), a valorização do desempenho individual e coletivo, seja por meio de feedbacks, promoções ou recompensas simbólicas, fortalece o sentimento de utilidade e combate a sensação de invisibilidade no contexto institucional.
4.4 Satisfação e Clima Organizacional
A seção a seguir apresenta os artigos que abordam a relação entre a satisfação no trabalho e o clima organizacional, explorando como o ambiente e a segurança no trabalho, o investimento em treinamento e a percepção de um “sentido do trabalho” atuam como determinantes cruciais, ao lado dos fatores clássicos e emergentes de motivação.
Quadro 4: Satisfação e Clima Organizacional
| Autor | Ano | Objetivo | Principais Resultados |
| Silva et al. | 2023 | Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre clima organizacional e satisfação. | A pesquisa confirma que um clima organizacional positivo resulta em maior motivação e melhores resultados, sendo um dos principais determinantes da satisfação dos colaboradores. |
| Lee e Teo | 2020 | Investigar o impacto da reestruturação organizacional na confiança e satisfação dos funcionários. | O estudo revela que a reestruturação pode afetar o bem-estar psicossocial dos membros da organização, destacando que o ambiente e a segurança no trabalho são essenciais para a satisfação. |
| Gonçalves et al. | 2022 | Identificar as características das pesquisas sobre engajamento e satisfação no Brasil. | O estudo aponta que o método transversal e exploratório é o mais comum, com publicações em revistas de Administração, Psicologia e Enfermagem. |
| Almeida | 2023 | Estudar a relação entre a satisfação e o desempenho no trabalho no Distrito Federal. | A pesquisa utiliza a Escala de Satisfação no Trabalho (EST), indicando a importância de ferramentas de mensuração robustas. |
| Gonçalves Neto | 2024 | Testar a validade da Escala de Satisfação no Trabalho (EST) em três modelos estruturais. | A pesquisa mostra que a escala apresenta bom ajuste em seus três modelos, com o modelo que tem dois fatores de segunda ordem mostrando o melhor ajuste. Isso reforça a necessidade de instrumentos de medição confiáveis. |
| Marqueze e Moreno | 2005 | Apresentar uma breve revisão sobre satisfação no trabalho, analisando suas diferentes concepções. | O artigo serve como base teórica, abordando as características do trabalho que interferem na satisfação e as consequências da satisfação e insatisfação no ambiente de trabalho. |
| Mello e Zerbini | 2025 | Analisar as percepções de mudança organizacional por ações de treinamento por meio de uma revisão sistemática. | O estudo mostra o impacto positivo de ações educacionais e de treinamento no trabalho em equipe, motivação e satisfação, provando que o investimento em desenvolvimento contínuo também é um fator relevante. |
| Mottaz | 2022 | Investigar a interrelação entre características individuais, recompensas, satisfação e comprometimento organizacional. | A pesquisa conclui que as recompensas do trabalho são melhores preditoras da satisfação do que do comprometimento, mas a satisfação tem um efeito significativamente maior sobre o comprometimento. |
| Gazi et al. | 2024 | Analisar o impacto da satisfação no comportamento dos trabalhadores em um ambiente industrial. | A pesquisa encontra uma correlação positiva entre satisfação no trabalho e desempenho, indicando que a gestão deve focar no bem-estar dos colaboradores para aumentar a produtividade. |
| Guimarães e Neto | 2024 | Avaliar os fatores que impactam o bem-estar do trabalhador por meio de uma revisão da literatura. | O estudo afirma que o bem-estar no trabalho está diretamente relacionado à satisfação e que ambos, quando presentes, elevam a felicidade e garantem o sucesso das organizações. |
| Pereira et al. | 2024 | Explorar a motivação dos colaboradores com base nas teorias clássicas de motivação. | A pesquisa, em uma abordagem quantitativa, reforça a validade da Teoria dos Dois Fatores de Herzberg, destacando que ela é a que melhor se ajusta à percepção dos colaboradores sobre o que os motiva. |
| Ribeiro e Marra | 2021 | Analisar se o “sentido do trabalho” influencia a satisfação de servidores públicos. | A pesquisa reforça a importância de fatores intrínsecos e conclui que a percepção de um “sentido do trabalho” influencia diretamente e positivamente a satisfação profissional. |
| Steil et al. | 2022 | Examinar a relação entre a satisfação e a retenção de profissionais de TI. | O estudo não encontra correlação positiva entre a satisfação geral e a retenção, mas a satisfação com o salário foi o único fator que apresentou uma correlação positiva com a permanência dos profissionais no setor, ressignificando um fator básico de Herzberg. |
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Por fim, o Quadro 5 consolida tanto os fatores clássicos quanto outros determinantes de satisfação. No que tange aos alicerces teóricos, Pereira et al. (2024) reforçam a validade da Teoria dos Dois Fatores de Herzberg, enquanto Ribeiro e Marra (2021) acentuam a importância de fatores intrínsecos e da percepção de um “sentido do trabalho” para a satisfação profissional. Contudo, Steil et al. (2022) adicionam uma nuance: em um contexto altamente competitivo como o de TI, a satisfação com o salário foi o único fator com correlação positiva com a retenção, ressignificando o fator higiênico de Herzberg.
A satisfação também se prova um fator estratégico ao influenciar o desempenho organizacional, conforme demonstrado por Gazi et al. (2024), que encontram uma correlação positiva entre satisfação e produtividade. Da mesma forma, Guimarães e Neto (2024) afirmam que o bem-estar está diretamente ligado à satisfação e é um garantidor do sucesso organizacional. Em relação ao ambiente de trabalho, Silva et al. (2023) evidenciam que um clima organizacional positivo é um dos principais determinantes da satisfação, gerando motivação e melhores resultados. Lee e Teo (2020) complementam, destacando que a segurança e o ambiente de trabalho são essenciais para o bem-estar psicossocial.
Outros fatores também se mostram relevantes: Mello et al. (2025) apontam o impacto positivo de ações de treinamento e desenvolvimento contínuo; e Mottaz (2022) conclui que a satisfação é um preditor significativo do comprometimento. Finalmente, estudos como o de Almeida (2023) e Gonçalves Neto (2024) validam a importância de se utilizar ferramentas de mensuração robustas, como a Escala de Satisfação no Trabalho (EST). A Escala de Satisfação no Trabalho (EST), é um dos principais instrumentos psicométricos brasileiros para avaliar a satisfação laboral de forma multidimensional, sendo tipicamente composta por 25 itens distribuídos em cinco fatores centrais: satisfação com os colegas de trabalho, com a chefia, com a natureza do trabalho, com o salário e com as promoções.
O estudo de Almeida (2023), que aplicou a EST no Distrito Federal, buscou analisar a relação entre satisfação e desempenho, e identificou que a dimensão com o menor nível de satisfação entre os respondentes foi a “Satisfação com as promoções” (média de 4,13 em escala de 7 pontos), indicando uma percepção de indiferença por parte dos colaboradores em relação às oportunidades de ascensão e reconhecimento por parte das empresas Gonçalves Neto (2024). Gonçalves et al. (2022) ressaltam a diversidade de abordagens metodológicas necessárias para capturar a complexidade desse fenômeno.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho, por meio de uma Revisão Integrativa da Literatura, buscou analisar os fatores de influência da satisfação no ambiente de trabalho na produção científica recente. A análise dos artigos selecionados confirmou que a satisfação laboral é um fenômeno complexo, que mantém a validade das teorias clássicas e incorpora fatores emergentes em resposta às transformações do mercado.
Os principais achados evidenciaram a importância contínua dos fatores intrínsecos e motivacionais, como a autonomia e a percepção de um “sentido do trabalho”, como elementos-chave para a satisfação. Ficou claro que a satisfação é um fator estratégico, com impacto direto na produtividade, no bem-estar e no sucesso organizacional. A pesquisa também destacou a relevância do contexto organizacional, onde um clima positivo e uma liderança que promove reconhecimento e demonstra inteligência emocional são determinantes cruciais. Um ponto de convergência notável nos estudos recentes é a ascensão do equilíbrio vida-trabalho e da flexibilidade visto que a ascensão da flexibilidade e do equilíbrio vida-trabalho é resultado de uma tríade de fatores: mudança de valores geracionais, onde o bem-estar e a saúde mental superam a dedicação integral ao trabalho; a viabilidade tecnológica, que permitiu o trabalho remoto e flexibilizou horários; e o catalisador da pandemia de COVID-19, que transformou a flexibilidade de um benefício opcional em uma expectativa básica do colaborador moderno como fatores de grande valor para o colaborador moderno.
A principal contribuição dos estudos revisados (2020-2025) reside no reforço da validade das teorias clássicas como Maslow (1943) e Herzberg (1959) ao mesmo tempo em que introduzem novos valores e expectativas, como o equilíbrio vida-trabalho e a flexibilidade laboral (teletrabalho e modelo híbrido). Esses estudos consolidam o papel da liderança, em especial a que demonstra inteligência emocional e promove reconhecimento, como um fator crucial para a satisfação das equipes. Além disso, confirmaram o valor estratégico da satisfação, atestando sua correlação positiva com indicadores organizacionais como produtividade e bem-estar.
Quanto às limitações deste estudo, elas residem no seu caráter de revisão, que o restringe ao material publicado nas bases de dados e dentro do recorte temporal definido (2020-2025). Essa limitação pode ter excluído pesquisas relevantes não indexadas ou que utilizaram descritores diferentes. Além disso, a síntese de estudos com metodologias variadas exige cautela na generalização dos resultados.
Para trabalhos futuros, sugere-se a realização de pesquisas empíricas para quantificar a relação entre os novos fatores, como a flexibilidade e a autonomia na jornada de trabalho, e os níveis de satisfação e retenção de profissionais em diferentes setores. Seria igualmente relevante aprofundar a investigação sobre a eficácia de intervenções de desenvolvimento da inteligência emocional em líderes e conduzir estudos longitudinais para mapear os efeitos de longo prazo dos modelos de trabalho híbrido na satisfação laboral.
6. REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Ana Lúcia Santos de. A relação entre a satisfação e o desempenho no trabalho: um estudo no Distrito Federal. 2023. Monografia (Bacharelado em Administração) – Departamento de Administração, Universidade de Brasília, Brasília, 2023.
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1Discente do Curso de Administração da FAINOR (Faculdade Independente do Nordeste), Vitória da Conquista-BA.
2Docente do Curso de Administração da FAINOR (Faculdade Independente do Nordeste), Vitória da Conquista-BA.
