THE THEME INCLUSION IN THE SCIENTIFIC INITIATION EVENT OF THE UNIVERSITY OF SÃO FRANCISCO IN THE PERIOD 2012–2018
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202510222120
Daniel Novaes1
Edjane Silva de Melo2
José Augusto Falcão3
RESUMO: O presente artigo busca analisar as produções dos Anais da Iniciação Científica do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Universidade São Francisco relacionadas à inclusão no período de 2012 a 2018. É orientada pela pesquisa de abordagem histórico-cultural – que considera a produção do conhecimento como sendo constituído por múltiplos fatores históricos, sociais e culturais. Nesse escopo, a busca pelos trabalhos baliza-se pela revisão narrativa de literatura. Essa metodologia possibilita acontecer o movimento preconizado pelo referencial histórico-cultural – descrição, análise e síntese [crítica] das produções [organizadas em forma de quadro]. Os achados permitiram a compreensão da produção científica na temática [inclusão] nos anais dos eventos está majoritariamente atrelada ao Programa de Pós-Graduação Strcito Sensu em Educação da referida Universidade. Tal produção é compreendida como robusta e coerente por três motivos: (1) a regionalidade das pesquisas realizadas nos entornas da Universidade e sua contribuição social via pesquisa e extensão; (2) as pesquisas interrelacionadas à área da Educação Especial tocam na constituição do ser humano nos espaços educativos e; (3) o tema [inclusão] abordado de modo coletiva.
Palavras-chave: Educação. Educação Especial. Inclusão. Iniciação Científica. Universidade São Francisco.
ABSTRACT: This study analyzes the productions published in the Annals of Scientific Initiation of the Stricto Sensu Graduate Program at Universidade São Francisco, related to the theme of inclusion, from 2012 to 2018. The research is guided by a historical-cultural approach, which understands the production of knowledge as being shaped by multiple historical, social, and cultural factors. Within this framework, the search for studies follows a narrative literature review methodology. This methodological choice enables the movement proposed by the historical-cultural perspective—description, analysis, and critical synthesis of the productions, organized in tabular form. The findings indicate that the scientific production on the theme of inclusion in the Annals of the events is mostly linked to the Stricto Sensu Graduate Program in Education at the aforementioned university. Such production is considered robust and coherent for three main reasons: (1) the regional scope of the research conducted in the university’s surroundings and social contribution through research and outreach; (2) the interrelation between Special Education and the constitution of the human being in educational contexts; and (3) the collective treatment of the theme of inclusion.
Keywords: Education. Special education. Inclusion. Scientific Initiation. University of São Francisco.
INTRODUÇÃO
Este artigo é escrito no momento de comemoração dos 30 anos do Programa de Iniciação Científica da Universidade São Francisco e tem como objetivo analisar as produções dos Anais da Iniciação Científica do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Universidade São Francisco relacionadas à inclusão no período de 2012 a 2018. Importa salientar que a palavra inclusão foi escolhida como temática porque ela perpassa diferentes tempos, espaços e contextos nos quais o trabalho educativo com pessoas com deficiência é realizado. Destacamos também, que existem alguns motivos que nos conduzem à escolha do recorte temporal proposto.
O primeiro diz respeito aos anais dos eventos de Iniciação Científica disponíveis no site da Universidade São Francisco disponíveis a partir do ano de 2012 publicados periodicamente após o encerramento do evento até o ano de 2024, ou seja, a publicação referente ao ano de 2025 estará disponível no mesmo ano. A segunda observação referente aos recortes está presente no quadro mais à frente neste artigo, que traz as pesquisas do período de 2012 a 2018, pois a partir deste último ano, os trabalhos referentes à temática aqui trazida dizem respeito, prioritariamente no contexto do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação, às pesquisas da professora Ana Paula de Freitas e seu coletivo de estudantes. Além disso, se trouxéssemos todos os trabalhos de 2018-2024, esgotaríamos as páginas desta reflexão apenas com o [Quadro 1].
Assim posto, a fim de realizar o trabalho de pesquisa proposto nos voltamos para alguns modelos de revisão de literatura como a integrativa que nos importou em outros momentos, mas que agora, nos impede de estruturar um pensamento organizacional das leituras realizadas nos anais do Evento de Iniciação Científica da Universidade São Francisco. Por esse motivo, buscamos estudar uma metodologia alinhada ao nosso fundamento de pesquisa: a teoria histórico-cultural do desenvolvimento humano, em especial, o trabalho de Lev Vigotski (2000 e 2021). Quando lemos e estudamos o autor, notamos claramente que ele dialoga com muitos autores para construir suas teses sobre o desenvolvimento humano. Seu modo de convocar a ciência para dialogar com suas proposições nos remete aos pressupostos da revisão narrativa de literatura, e é nela que nos referenciamos para construir a pesquisa nos anais.
Ao encontro do objetivo proposto e para estruturamos nosso encadeamento de ideias, organizamos nosso artigo em três seções e considerações finais. Na primeira [Introdução]’, contamos um pouco do que vislumbramos para o trabalho, as mobilizações, a escolha dos recortes e anunciamos o referencial teórico-metodológico. Seguido desta seção, em [Constructo teórico-metodológico]’ apresentamos a metodologia da revisão narrativa posta em diálogo com o método histórico-cultural de Lev Vigotski (2021), cientista russo que ampara nossos olhares aos fenômenos oriundos de nossas buscas. Em [Análises e Discussões] apresentamos e analisamos nossos trabalhos encontramos tendo, como base, a teoria histórico-cultural e a análise por núcleos de significação. Por fim, em [Considerações finais] recuperamos o objetivo proposto, as temáticas apresentadas e rogamos ao não esgotamento das possibilidades de realizações de pesquisas com as [maiorias]. Trouxemos um novo sentido à palavra ‘minorias’ em consideração ao último censo-de acordo com o último Censo demográfico, há no Brasil, em minorias [pretos, pardos, indígenas, pobres, pessoas com deficiência…] em torno de 200 milhões de pessoas, o que representa em torno de 60% da população brasileira (Belandi; Gomes, 2023).
CONSTRUCTO TEÓRICO-METODOLÓGICO
A imagem suprema da personalidade humana e o entendimento de sua unidade orgânica devem estar na base da educação da criança anormal. (Lev Vigotski, 2021, p. 65).
Nosso trabalho está fundamentado na teoria histórico-cultural de Lev Vigotski (2000), isso significa que as múltiplas determinações concebem e afetam o processo constitutivo de alunos com deficiência nos espaços escolares. A partir da epígrafe, compreendemos que o desenvolvimento humano da criança com deficiência exige reconhecer o caráter histórico e dialético do desenvolvimento, em que o social e o cultural não são dimensões isoladas, mas categorias interdependentes que estruturam o funcionamento do psiquismo humano. Conforme esclarece Vigotski (2000), uma função psíquica é fruto das relações sociais, históricas e culturais. Por esse motivo, as funções psíquicas superiores são, antes de tudo, relações sociais que foram internalizadas.
Afirmamos, portanto, que o processo educativo e o conhecimento produzido no espaço escolar modificam o psiquismo e possibilita [ir além] de imediatismos oriundos do olhar do outro em sua carga genética e herança biológica. Por esse motivo, compreender o conceito [social] implica em algo a mais do que estar no ambiente físico. Vigotski (2021, p. 68) é pontual ao elucidar essa categoria conceitual, como afirma:
A plenitude social é o ponto final do objetivo da educação, pois todos os processos de supercompensação se direcionam para a conquista da posição social. A compensação não caminha em direção ao desvio da norma, mesmo que seja num sentido positivo, mas para um desenvolvimento supernormal, unilateralmente disforme e hipertrofiado da personalidade, porém em direção à norma, em direção à aproximação de um determinado tipo social. A norma da supercompesação é um determinado tipo social de personalidade.
Essa compreensão do social e do cultural, fundamenta-se no materialismo histórico e na dialética marxista e permite conceber o homem como sendo resultado e [ao mesmo tempo] produtor da história [geral] e da sua própria história [singular] (Novaes, 2025). Pino (2000), afirma – “nem tudo o que é social é cultural, mas tudo o que é cultural é social”. Tal proposição rompe com concepções naturalistas e individualistas, que focalizam em nosso tempo o cerne do desenvolvimento da pessoa com deficiência no diagnóstico e passa a enxergar a pessoa em seu movimento histórico, no qual ocorre a transformação da natureza em cultura. Nesse processo, a mediação simbólica, especialmente da linguagem, funciona como mecanismo de conversão: as relações sociais tornam-se funções mentais, articulando por sua vez, o biológico e o histórico no interior da experiência humana em um processo de singularização (Pereira, 2022).
Novaes (2022) analisa essa situação a parir da feitura de uma tarefa avaliativa de matemática. Arraigado no referencial vigotskiano, o autor discute o papel da mediação semiótica na elaboração do conhecimento. Ao articular fundamentos teóricos da Teoria Histórico-Cultural com as diretrizes da educação inclusiva, Novaes (2022, p. 265), considera que “avaliar o aluno com autismo requer considerar as singularidades de sua aprendizagem e o modo como ele se relaciona com os objetos de conhecimento”, o que implica uma avaliação processual, dialógica e contextualizada. Ou seja, quando o professor [o outro] cria e organiza estratégias didáticas às suas especificidades, a avaliação passa a constituir-se como prática emancipatória, por justamente ‘ir além’ de um determinismo biologizante.
A leitura do referencial vigotskiano proposta por Pino (2000) também frisa que a cultura é produto da atividade social e das vivências do ser humano. Motivo pelo qual a expressão das práticas pedagógicas planejadas torna-se formas de trabalho, mobilizadas, por sua vez, pela necessidade de comunicação, participação e significação. Através dessas práticas, o humano apropria-se da herança cultural e, simultaneamente, produz novas formas de ser e de conhecer. É por esse motivo que os estudos do referencial vigotskiano não se restringem ao biológico, tampouco o desconsideram, mas criam, por meio da cultura, caminhos outros (Góes, 2002), para se (re)pensar as práticas sociais presentes na escola.
É a partir de tais proposições e, levando em consideração a magnitude do evento de Incitação Científica da Universidade São Francisco, não podíamos nos alicerçar em uma revisão de literatura mais engessada como a revisão integrativa. Precisávamos de algo mais maleável e nos auxiliasse localizar, com maior precisão, os trabalhos nos anais. Esse motivo nos contribui à busca de uma metodologia que estivesse em consonância ao método histórico-cultural de Vigotski (Costa, 2020) e que nos oportunizasse compreender os múltiplos fatores que determinam o fenômeno deste estudo: a temática da inclusão nos anais do evento. Nessa busca, encontramos a revisão narrativa de literatura.
A revisão narrativa destaca-se por sua flexibilidade metodológica e capacidade de síntese crítica. Fernandes et. al. (2023, p. 2) argumentam em favor da revisão narrativa por se apresentar
como uma das principais formas de se mapear os saberes científicos produzidos em uma dada área técnicas-discursiva, consolidando papéis pertinentes nas investigações literárias em artigos, dissertações e teses, distanciando-se do rigor extensivo das revisões sistemáticas, pautadas como uma das principais formativas direcionais.
Não sendo diretiva, ela se diferencia de abordagens quantitativas e oportunas às ciências humanas e sociais, bem como na área da saúde, sobretudo, em pesquisas teórico-exploratórias. Nesse sentido, essa metodologia nos permite construir um panorama compreensivo dos saberes culturais acumulados (Saviani, 2021) na história do evento de Iniciação Científica. Além disso, contribui para identificar lacunas e proposições de novas questões de pesquisa. A respeito do procedimento analítico, Paula (2025, p. 96) nos orienta, dentro do escopo vigotskiano, aos núcleos de significação. Segundo ela,
como já apresentado por Vigotski na questão do método, os núcleos de significação visam a uma análise que não se limita às falas explícitas dos participantes, mas sim uma análise que também procura a compreensão do não dito, colocando foco em aspectos não verbais, tais como a entonação e a ênfase dada a cada item abordado.
Embora em nosso trabalho não estejamos lidando diretamente com a fala dos participantes, estamos em contato com as produções deles, cunhadas no bojo de seus discursos, a qual, tal tipo de análise, se atenta. Partindo desses pressupostos, iniciamos a leitura dos anais do ano de 2012 e buscamos na leitura dos trabalhos, com o buscador de palavras, o termo inclusão. A busca incidiu em um trabalho que traz a temática da surdez motivo que nos levou a pesquisar por outros termos, tais como: [inclusão, surdez, Síndrome de Down, Deficiência, Educação Especial e Autismo].
As palavras trouxeram pesquisadores atrelados ou que foram atrelados ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação até o ano de 2018 conforme Quadro1 a seguir. No entanto, a partir do ano de 2019, notamos que as pesquisas na temática da Educação Especial dentro do referido programa continuaram sendo desenvolvidas prioritariamente pela professora Ana Paula de Freitas e seu coletivo de orientandos, por esse motivo, não prolongamos o quadro com as dezenas de trabalhos apresentados nos eventos de Iniciação científica dos anos seguintes.
Quadro 1. Pesquisas realizadas no período de 2012-2018
| Ano | Autoras/es | Título | Objetivo | Temática central do evento |
| 2012 | Marcelo José dos Santos Ruth Maria Rodrigues Garé | Memórias de um pedagogo surdo em seu percurso de formação | Este trabalho tem como objetivo a partir da minha própria experiência devida, mostrar que a oralização do surdo e a ênfase no ensino de português ao surdo, não faz dele um ouvinte. | Pesquisa e políticas públicas: a convergência necessária |
| 2013 | Marcelo José dos Santos | Memórias de um pedagogo surdo em seu percurso deformação | Este relatório tem como objetivo a partir da minha própria experiência de vida, mostrar que a oralização do surdo e a ênfase no ensino de português ao surdo, não faz dele um ouvinte. | Ciência e juventude em movimento: além das fronteiras |
| 2014 | Kamila Rocha Mekaru Adair Mendes Nacarato | O aluno portador da síndrome de down e a educação matemática: balanço das pesquisas brasileiras | objetiva-se na realização de um levantamento das pesquisas realizadas no campo da educação brasileira com alunos portadores de Síndrome de Down (SD) e, mais especificamente, nos aspectos relacionados com o ensino da matemática. | Ciência e novos desafios da sociedade |
| 2015 | Kamila Pulido Rocha Adair Mendes Nacarato | As condições de escolarização do aluno com síndrome de down na cidade de campinas/SP | se propôs a: compreender como algumas instituições vêm considerando a aprendizagem matemática do indivíduo com Síndrome de Down (SD) e se em algumas delas há um trabalho direcionado às questões de ensino, em particular, o de matemática. | Ciência e Fé: luz para a sociedade pós-moderna |
| 2015 | Jean Alexandro Wathier Ana Paula de Freitas | A formação do docente no contexto da educação inclusiva | No presente estudo investiga-se o panorama da formação docente no Brasil, no contexto da inclusão escolar, identificando seus entraves e desafios. | Ciência e Fé: luz para a sociedade pós-moderna |
| 2016 | Daniel Novaes Gomes Pereira Ana Paula de Freitas | Possibilidades de aprendizagem de alunos autistas: o papel dos recursos tecnológicos | Os objetivos são: identificar quais são os recursos tecnológicos usados no trabalho educacional com alunos autistas, investigar como tais recursos são apropriados pelos alunos e como interferem em sua aprendizagem. | Casa comum: a responsabilidade da ciência e da tecnologia |
| 2016 | Kamila Pulido Rocha Adair Mendes Nacarato | O processo de ensino e de aprendizagem do aluno com síndrome de down: um estudo de caso | Compreender como ocorre o processo de ensino e de aprendizagem do aluno com Síndrome de Down no contexto educativo e, especificamente, no que diz respeito ao raciocínio lógico matemático. E como objetivo específico: Conhecer como é feito o trabalho com o aluno Síndrome de Down numa sala de aula regular. | Casa comum: a responsabilidade da ciência e da tecnologia |
| 2016 | Jean Alexandro Wathier Ana Paula de Freitas | Alfabetização e letramento do sujeito surdo: uso dos instrumentos específicos | está objetivado discutir o processo de alfabetização e letramento na educação para alunos surdos –fazendo-se o uso dos instrumentos específicos para tal, principalmente da língua oficial de sinais (LIBRAS). | Casa comum: a responsabilidade da ciência e da tecnologia |
| 2016 | Claudia Adriana Silva de Mello Carvalho Ana Paula de Freitas | Ações pedagógicas no contexto da educação inclusiva | Temos o objetivo de compreender como as ações pedagógicas para alunos com deficiência vêm sendo realizadas na escola regular. | Casa comum: a responsabilidade da ciência e da tecnologia |
| 2016 | Fernanda Osório Mendina Niles Ana Paula de Freitas | A investigação matemática como estratégia de ensino para alunos autistas: um estudo inicial sobre a produção na área | Tem como objetivo compreender se a investigação matemática pode auxiliar o professor de Matemática do ensino fundamental II, de modo a desenvolver situações de aprendizagem que possibilitem a participação e aprendizagem de alunos com diagnóstico de autismo inseridos na sala de aula regular. | Casa comum: a responsabilidade da ciência e da tecnologia |
| 2017 | Daniel Novaes Ana Paula de Freitas | (Res)significando o transtorno do espectro autista: contribuições da perspectiva histórico-cultural- | Investigar, na relação professor-pesquisador x aluno com autismo quais os caminhos de aprendizagem que essa relação possibilita. | Biomas e Ciência: um tour pela vida |
| 2017 | Kamila Pulido Rocha Adair Mendes Nacarato | O processo de ensino e de aprendizagem de alunos com Síndrome de Down: um estudo de caso | Conhecer a história de uma criança com SD, a partir daquilo que ela conta de si e daquilo que a família conta. | Biomas e Ciência: um tour pela vida |
| 2017 | Claudia Adriana Silva de Melo Carvalho Ana Paula de Freitas | O trabalho para alunos com deficiência intelectual na perspectiva do letramento: pesquisa bibliográfica | Pesquisar o que os estudos têm discutido a respeito das ações pedagógicas no contexto da educação inclusiva com o foco para o letramento escolar de alunos com deficiência intelectual. | Biomas e Ciência: um tour pela vida |
| 2017 | Fernanda Osório Mendina Niles Ana Paula de Freitas | Transtorno do espectro autista e inclusão escolar: um estudo sobre a produção na área | Investigar o que os estudos sobre inclusão escolar de alunos com Transtorno do Espectro Autista, especificamente nos anos finais do ensino fundamental, têm discutido sobre as possibilidades ofertadas a esses alunos em relação ao processo de aprendizagem. | Biomas e Ciência: um tour pela vida |
| 2018 | Débora Vitória Feitosa Ana Paula de Freitas | Condições de possibilidades de aprendizagens de alunos com deficiência no contexto dos anos iniciais do ensino fundamental: um estudo sobre um município paulista | Compreender as condições de possibilidades de aprendizagens de alunos com deficiência que estão nos anos iniciais do ensino fundamental da rede de ensino de um município do interior paulista. | Ciência para construir fraternidade e superar a violência |
| 2018 | Ana Cristina Vizelli Ana Paula de Freitas | Concepções e práticas sobre inclusão escolar: (im)possibilidades a partir do estágio supervisionado em psicologia escolar/educacional | Construir possibilidades de atuação em psicologia escolar/educacional que incidam criticamente na formação e prática sobre as queixas escolares. | Ciência para construir fraternidade e superar a violência |
| 2018 | Fabiana Maio Silveira Ana Paula de Freitas | Análise de práticas escolares que contribuem para o desenvolvimento da comunicação por crianças com surdo-cegueira congênita | Focaliza práticas escolares voltadas para o desenvolvimento da comunicação de alunos com surdo-cegueira e busca investigar quais são essas práticas e suas possíveis contribuições para o desenvolvimento da comunicação dessas crianças. | Ciência para construir fraternidade e superar a violência |
| 2018 | Laine Cristina Forati de Alencar Ana Paula de Freitas | Sentidos do estágio extracurricular produzido em um grupo de estudos com foco para o ensino de alunos com deficiência | Objetivo geral investigar as possibilidades de (trans)formação das estratégias de um curso de pedagogia que realizam estágios extracurriculares. | Ciência para construir fraternidade e superar a violência |
| 2018 | Daniel Novaes Ana Paula de Freitas | Transtorno do Espectro Autista: na caminhada com Vygotsky | Explicitar as contribuições de Vygotsky para o entendimento das relações de ensino entre um professor-pesquisador e um aluno diagnosticado com TEA. | Ciência para construir fraternidade e superar a violência |
| 2018 | Rodrigo Barbuio Ana Paula de Freitas | Um estudo sobre percepções de alunos com deficiência frente às práticas pedagógicas dos professores no processo de inclusão durante as aulas da disciplina de educação física escolar | Compreender as percepções de alunos com deficiência sobre as práticas pedagógicas dos professores no processo de inclusão durante as aulas da disciplina de Educação Física Escolar. | Ciência para construir fraternidade e superar a violência |
ANÁLISES E DISCUSSÕES
Ao analisar os trabalhos apresentados no referido quadro, observa-se uma recorrência acentuada de temas ligados à educação inclusiva, com foco em pessoas com deficiência, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), surdez e Síndrome de Down. As temáticas abordadas nos estudos perpassam campos como a formação docente, as práticas pedagógicas, as estratégias de ensino voltadas à inclusão escolar e o uso de tecnologias educacionais.
Essa constância temática revela o compromisso dos pesquisadores com a consolidação de uma cultura inclusiva na educação básica e superior. Esse aspecto está intrinsicamente atrelado ao movimento de ampliação do debate sobre o processo de inclusão e de aprendizagem de alunos com deficiência. Por exemplo: os trabalhos entre os anos 2012-2013 focalizam foco nas memórias de um pedagogo surdo (identidade e linguagem). Já em 2014 e 2016 os achados indicam à consolidação de estudos sobre Síndrome de Down, formação docente e uso de recursos tecnológicos. Por fim, o recorte de 2017-2018 traz a ampliação da temática e das especificidades das deficiências para: autismo, surdocegueira, deficiência intelectual e múltiplas deficiências, tendo, como ênfase, a aprendizagem mediada por instrumentos [semióticos] e nas condições concretas de escolarização desse alunado.
Esse movimento que perpassa os anos e as mudanças nas temáticas contribui para se pensar na própria lei do desenvolvimento cultural, quer dizer, as produções passam do individual [memórias, casos singulares] para o social [formação docente, políticas, práticas institucionais], o que mostra a expansão das mediações e das zonas de desenvolvimento do próprio campo de pesquisa. Além dessas características oriundas dos dados organizados no [Quadro 1], detalhamos os trabalhos por núcleos de significação (Paula, 2025), ao fazermos isso, além de irmos ao encontro do objetivo proposto, buscamos evidenciar como as pesquisas se relacionam por temas e objetivos a partir do que orienta a base teórico-metodológica da teoria histórico-cultural. Para exemplificar, organizamos o quadro abaixo.
Quadro 2. Núcleos de significação originários da teoria histórico-cultural
| Conceitos | Trabalhos relacionados | Contribuição teórica |
| Mediação e instrumentos | Estudos sobre tecnologia (2016), LIBRAS (2016), comunicação na surdo-cegueira (2018) | Mostram como a aprendizagem é afetada por instrumentos e signos que constituem as funções psicológicas superiores. |
| Relação professor–aluno como fonte de desenvolvimento | Trabalhos de Silveira (2017), Novaes (2016, 2017, 2018) e Barbuio (2018) | Analisam o social como espaço de constituição de sentidos e singularidade e [superação] das barreiras do diagnóstico. |
| Formação docente e práticas inclusivas | Pesquisas de Wathier e Freitas e demais coautores (2015–2018) | Refletem acerca do papel do professor como mediador consciente do processo de aprendizagem. |
| Processos de ensino e de aprendizagem de alunos com Síndrome de Down | Trabalhos Rocha (2014–2017) | Demonstram a importância da intencionalidade pedagógica e da atividade orientadora no ensino de matemática. |
A análise das pesquisas evidencia, de modo geral, que os objetivos dos trabalhos mantêm estreita relação com as temáticas anuais propostas pelos eventos. Um exemplo expressivo é o estudo sobre as memórias de um pedagogo surdo, que discute criticamente as políticas [oralizantes] e dialoga com o tema [Pesquisa e políticas públicas: a convergência necessária], de 2012. Essa interlocução entre experiência individual e diretriz institucional reflete o esforço de construir uma análise histórica e dialética, assim como orienta nosso referencial, acerca da deficiência e da inclusão.
A interlocução pode ser explicada à luz de Vigotski (2000), que discorre em seus estudos acerca dos processos psicológicos superiores, propondo a mediação como categoria analítica potente à compreensão do desenvolvimento humano. Segundo o autor, “uma operação instrumental sempre é influência social sobre si, com ajuda dos meios de ligação social e desenvolve-se na forma plena da relação social de duas pessoas. Antes nós considerávamos: objeto da operação, instrumento” (Vigotski, 2000, p. 30). Essa formulação permite compreender que o desenvolvimento não se reduz a respostas automáticas ao ambiente, mas como sendo resultante da intervenção do outro [contexto educativo, professor] que planeja suas ações educativas tendo como base para isso, o uso de instrumentos símbolos, linguagem, e artefatos, que medeiam e transformam a vivência de uma situação em experiência histórica [dentro do plano filogenético]. Ou seja, o processo de aprendizagem é, portanto, um processo de apropriação cultural.
Em 2015, os trabalhos que trataram da escolarização de alunos com Síndrome de Down e da formação de professores se articularam à proposta “Ciência e Fé: luz para a sociedade pós-moderna”, ao promover reflexões críticas sobre o papel da ciência na construção de uma sociedade mais equitativa. Tal preocupação ecoa a concepção vigotskiana de que o desenvolvimento humano é indissociável do contexto social e cultural, sendo a educação um espaço privilegiado de mediação entre indivíduo e cultura.
A esse respeito, Vigotski (2000, p. 29) elabora uma distinção entre a ontogênese natural e a ontogênese cultural, afirmando que a internalização do social: “primeiro constrói-se no coletivo em forma de relação entre as crianças, depois constitui-se como função psicológica da personalidade”. Por esse motivo, os estudos apresentados no quadro 1 permitem a compreensão de que a linguagem pode funcionar como instrumento, que permite ao sujeito reorganizar seu mundo interior, dirigir sua atenção e reconstruir mentalmente a realidade [como processos mediados social e semioticamente].
A noção de mediação em Vigotski (2000) traz implicações profundas para a educação inclusiva. Se as funções psíquicas superiores são, em sua origem, relações sociais internalizadas, o ensino não pode ser pensado fora do contexto das trocas culturais, da relação entre os sujeitos e do uso de instrumentos simbólicos. Assim, o papel do professor, da linguagem, da escrita e das ferramentas didáticas e pedagógicas são constitutivos do processo de desenvolvimento humano, não apenas de suporte. Essa perspectiva amplia a compreensão da inclusão escolar como prática cultural, e não apenas como política compensatória.
Em 2016, a temática “Casa comum: a responsabilidade da ciência e da tecnologia” foi contemplada por pesquisas que discutem o ensino da matemática para alunos com deficiência e o uso de recursos tecnológicos na escolarização de alunos autistas. Tais estudos reafirmam a dimensão transformadora da ciência e sua responsabilidade ética diante da inclusão, coerentemente com o entendimento vigotskiano de que o desenvolvimento psicológico é um processo cultural e histórico. No mesmo sentido, Vigotski (2000) enfatiza que o desenvolvimento humano não pode ser reduzido à biologia ou à maturação natural. Há uma [lacuna cultural] que se preenche por meio da ação social e das práticas compartilhadas. O comportamento humano, enquanto psicológico, é sempre mediado — isto é, entre o estímulo e a resposta há a intervenção de instrumentos culturais carregados de significados e práticas sociais.
Em 2018, os trabalhos alinhados ao tema “Ciência para construir fraternidade e superar a violência” abordaram percepções de alunos com deficiência sobre o processo de inclusão, práticas pedagógicas inclusivas e comunicação de alunos com surdocegueira. Essas produções reafirmam a importância de uma educação comprometida com a fraternidade e a superação das barreiras sociais e simbólicas. Ademais, os trabalhos apresentados ao longo dos anos demonstram coerência com as linhas temáticas propostas pelos eventos e continuidade no compromisso com a inclusão. Além disso, expressam a relevância da iniciação científica como espaço de reflexão crítica e de engajamento social. À luz de Vigotski (2021), aprender é participar de práticas históricas e culturais: ao apropriar-se da linguagem [e linguagem não é somente oralização] e de outros instrumentos simbólicos, o sujeito não apenas reproduz formas sociais, mas as transforma, passando da dependência direta do ambiente para uma autonomia mediada pela cultura.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste artigo tivemos como objetivo analisar as produções dos Anais da Iniciação Científica do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Universidade São Francisco relacionadas à inclusão no período de 2012 a 2018. Para alcançar esse propósito, adotou-se a revisão narrativa em diálogo com a Teoria Histórico-Cultural, uma vez que o referencial assumido compreende o ser humano como uma síntese de múltiplas determinações, que singulariza-se por meio de suas relações sociais, ou seja, um ser em constante transformação e constituído nas relações sociais. Assim, a revisão narrativa foi conduzida com base na perspectiva da mediação e do desenvolvimento das Funções Psíquicas Superiores, buscando compreender como os fenômenos do ensino e da aprendizagem se manifestam nas práticas e nas produções científicas do programa.
A análise das pesquisas revelou que a educação especial e inclusiva é uma temática amplamente presente no programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Educação, sobretudo nas investigações relacionadas à surdez e deficiência auditiva, à Síndrome de Down, Autismo e à deficiência intelectual. Essas produções se distribuem entre revisões de literatura, estudos de caso e análises de práticas pedagógicas, evidenciando a coerência entre as linhas de pesquisa do programa e seu compromisso social com a consolidação de uma educação, quiçá, inclusiva. Tal compromisso reflete, à luz da teoria vigotskiana, a compreensão de que o desenvolvimento humano se dá por meio da relação com o outro e da participação em práticas sociais significativas, princípio que também deve orientar a produção científica na área educacional.
O mapeamento e as discussões realizadas neste artigo demonstram que, apesar dos avanços, ainda se faz necessário o fortalecimento dos estudos coletivos e interdisciplinares voltados à inclusão, de modo a identificar desafios, compreender as necessidades emergentes e preencher as lacunas ainda existentes nas ciências da educação. Assim, reafirma-se que a construção de uma educação verdadeiramente inclusiva requer o engajamento contínuo de discentes e docentes em práticas de pesquisa comprometidas com a transformação social.
Por fim, compreendemos que o percurso analítico desenvolvido neste artigo confirma tanto a relevância social do PPGSS em Educação quanto a atualidade da perspectiva vigotskiana, segundo a qual o conhecimento e o desenvolvimento humano são frutos de um dramático processo de relações sociais, históricas e culturais. Nessa direção, a continuidade das produções científicas na área da Educação e da Educação Especial na universidade tornam-se essencial para consolidação de perspectivas educativas menos excludentes [mais equitativa, crítica e inclusiva].
REFERÊNCIAS
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BARBUIO, Rodrigo; FREITAS, Ana Paula de. Um estudo sobre percepções de alunos com deficiência frente às práticas pedagógicas dos professores no processo de inclusão durante as aulas da disciplina de educação física escolar. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2018, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2018. Tema: Ciência para construir fraternidade e superar a violência.
BELANDI, C. e GOMES. I. Censo 2022: pela primeira vez, desde 1991, a maior parte da população do Brasil se declara parda. In: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38719-censo-2022-pela-primeira-vez-desde-1991-a-maior-parte-da-populacao-do-brasil-se-declara-parda#:~:text=Em%202022%2C%20cerca%20de%2092,0%2C4%25)%2C%20amarelas.
CARVALHO, Claudia Adriana Silva de Mello; FREITAS, Ana Paula de. Ações pedagógicas no contexto da educação inclusiva. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2016, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2016. Tema: Casa comum: a responsabilidade da ciência e da tecnologia.
CARVALHO, Claudia Adriana Silva de Mello; FREITAS, Ana Paula de. O trabalho para alunos com deficiência intelectual na perspectiva do letramento: pesquisa bibliográfica. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2017, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2017. Tema: Biomas e ciência: um tour pela vida. Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco
FEITOSA, Débora Vitória; FREITAS, Ana Paula de. Condições de possibilidades de aprendizagens de alunos com deficiência no contexto dos anos iniciais do ensino fundamental: um estudo sobre um município paulista. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2018, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2018. Tema: Ciência para construir fraternidade e superar a violência.
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NILES, Fernanda Osório Mendina; FREITAS, Ana Paula de. A investigação matemática como estratégia de ensino para alunos autistas: um estudo inicial sobre a produção na área. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2016, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2016. Tema: Casa comum: a responsabilidade da ciência e da tecnologia.
NILES, Fernanda Osório Mendina; FREITAS, Ana Paula de. Transtorno do espectro autista e inclusão escolar: um estudo sobre a produção na área. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2017, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2017. Tema: Biomas e ciência: um tour pela vida.
NOVAES, Daniel; FREITAS, Ana Paula de. (Res)significando o transtorno do espectro autista: contribuições da perspectiva histórico-cultural. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2017, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2017. Tema: Biomas e ciência: um tour pela vida.
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ROCHA, Kamila Pulido; NACARATO, Adair Mendes. O processo de ensino e de aprendizagem do aluno com síndrome de Down: um estudo de caso. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2016, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2016. Tema: Casa comum: a responsabilidade da ciência e da tecnologia.
ROCHA, Kamila Pulido; NACARATO, Adair Mendes. O processo de ensino e de aprendizagem de alunos com síndrome de Down: um estudo de caso. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2017, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2017. Tema: Biomas e ciência: um tour pela vida.
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SANTOS, Marcelo José dos. Memórias de um pedagogo surdo em seu percurso de formação. In: Encontro de Iniciação Científica da Universidade São Francisco, 2013, Itatiba. Anais… Itatiba: Universidade São Francisco, 2013. Tema: Ciência e juventude em movimento: além das fronteiras.
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1Professor do PPGSS em Educação da Universidade São Francisco, Itatiba – São Paulo. Lattes: http://lattes.cnpq.br/7451805891926069
2Mestranda do PPGSS em Educação da Universidade São Francisco, Itatiba – São Paulo. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8902674074577246
3Mestrando do PPGSS em Educação da Universidade São Francisco, Itatiba – São Paulo. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3080471156315121
