A INFLUÊNCIA DO NOVO PROCESSO DE IMPORTAÇÃO NO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO DAS EMPRESAS DO POLO INDUSTRIAL DE MANAUS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511231401


Ícaro Leandro De Oliveira
Yan De Almeida Serrão
Yan Dutra Modesto
Orientador: Marcos André Abensur


RESUMO

O sistema tributário brasileiro, marcado por alta carga de impostos, burocracia e mudanças frequentes, impõe desafios às empresas do Polo Industrial de Manaus. Nesse cenário, o planejamento tributário torna-se essencial para reduzir custos e manter a competitividade. Com o Novo Processo de Importação (NPI) e a Declaração Única de Importação (DUIMP), ocorreram mudanças relevantes nos procedimentos aduaneiros. O estudo analisa os impactos do NPI no planejamento tributário e na redução de custos das empresa do Polo Industrial de Manaus, por meio de pesquisa exploratória e descritiva com questionários aplicados a colaboradores das áreas contábil, tributária, logística e de comércio exterior. Espera-se verificar benefícios como redução de custos, maior agilidade e eficiência, além de desafios ligados à tecnologia e capacitação profissional, oferecendo subsídios para gestores aprimorarem a competitividade e eficiência empresarial.

Palavras-chave: Importação; Planejamento Tributário; Polo Industrial de Manaus; Novo Processo de Importação; DUIMP.

ABSTRACT

The Brazilian tax system, characterized by a high tax burden, bureaucracy, and frequent changes, poses significant challenges for companies in the Manaus Industrial Hub. In this context, tax planning becomes essential to reduce costs and maintain competitiveness. With the implementation of the New Import Process (NPI) and the Single Import Declaration (DUIMP), relevant changes have occurred in customs procedures. This study analyzes the impacts of the NPI on tax planning and cost reduction for companies in the Manaus Industrial Hub through exploratory and descriptive research, using structured questionnaires applied to employees from the accounting, tax, logistics, and foreign trade departments. The research aims to identify benefits such as cost reduction, greater agility, and efficiency, as well as challenges related to technology and professional training, providing insights for managers to enhance business competitiveness and efficiency.

Keywords: Import; Tax Planning; Manaus Industrial Hub; New Import Process; DUIMP.

INTRODUÇÃO

O sistema tributário brasileiro é amplamente reconhecido por sua complexidade, marcada pela elevada carga de impostos, pela burocracia e pelas constantes mudanças nas regras fiscais. Esse cenário impõe grandes desafios às empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM)1, que dependem de operações eficientes para manter sua competitividade e sustentabilidade. “Para que se compreenda a tributação das importações de serviços de uma forma mais abrangente é necessário que se faça uma reflexão sobre o conteúdo central da relação obrigacional que origina a prestação.” (MACHADO, 2015, p. 23). 

Nesse contexto, o planejamento tributário se torna um recurso estratégico, permitindo que as organizações reduzam custos de forma legal e otimizem o uso de seus recursos financeiros.

A Zona Franca de Manaus, como regime especial de incentivos fiscais, sempre desempenhou papel central no fortalecimento econômico da região e na atração de investimentos industriais. De acordo com  Lei Nº 13.451 de 20172, “a importação de mercadorias estrangeiras no âmbito da Zona Franca de Manaus, das áreas de livre comércio e da Amazônia Ocidental deverá ser previamente licenciada pela Suframa para efeito de fruição dos incentivos fiscais por ela administrados.”

Entretanto, os benefícios oferecidos pelo modelo só se concretizam de forma plena quando acompanhados de uma gestão tributária eficiente, capaz de integrar as vantagens fiscais locais com as exigências do sistema tributário nacional. Esse equilíbrio é fundamental para que as empresas mantenham competitividade frente às oscilações do mercado e às exigências internacionais de comércio exterior. Nesse cenário, o estudo também se propõe a atingir objetivos específicos, como identificar o nível de conhecimento das empresas sobre o NPI, analisar seus impactos operacionais e tributários, verificar sua contribuição para a redução de custos e compreender os principais desafios enfrentados na adaptação ao novo sistema.

No âmbito do comércio exterior, o processo de importação é fundamental para a continuidade das atividades produtivas das empresas do PIM, que utilizam grande volume de insumos e matérias-primas importadas em suas linhas de produção. Para modernizar esse processo e reduzir a burocracia, o governo federal implementou o Novo Processo de Importação (NPI), no contexto do Programa Portal Único de Comércio Exterior. Uma de suas principais inovações é a Declaração Única de Importação (DUIMP), que substitui gradualmente o sistema anterior e busca digitalizar, automatizar e integrar de forma mais eficiente os órgãos anuentes, promovendo maior agilidade e transparência nas operações.

As mudanças introduzidas pelo NPI têm o potencial de reduzir custos operacionais, agilizar o desembaraço aduaneiro e aumentar a previsibilidade das operações. Por outro lado, exigem que as empresas invistam em tecnologia, adaptem seus sistemas internos e capacitem suas equipes para lidar com a nova realidade. Esses fatores configuram um processo de transição que combina desafios e oportunidades para as organizações do PIM.

Essa transformação tecnológica não ocorre de forma isolada, mas acompanha uma tendência mundial de integração digital nas transações comerciais. Nesse contexto, observa-se que:

Não é novidade que o comércio internacional de serviços tem crescido enormemente ao redor do mundo. Com o advento de novas tecnologias de transmissão e intercâmbio de dados e informações, esse tipo de transação se tornou ainda mais comum e simplificado. (MACHADO, 2015, p. 15).

Diante desse cenário, este estudo tem como objetivo analisar os impactos do NPI no planejamento tributário e na redução de custos, com foco nas empresas do Polo Industrial de Manaus. A pesquisa busca responder à seguinte questão central: quais os efeitos do NPI sobre o planejamento tributário e os custos operacionais, considerando os desafios e as oportunidades percebidos pelos colaboradores da empresa?

Este trabalho justifica-se pela relevância do tema tanto no campo teórico quanto prático. Do ponto de vista teórico, contribui para ampliar a compreensão dos efeitos do NPI no contexto tributário e operacional brasileiro, explorando um tema recente e pouco abordado na literatura acadêmica. Do ponto de vista prático, oferece subsídios para profissionais e gestores do PIM, apoiando a adaptação às novas exigências e o aproveitamento das oportunidades que o modelo proporciona, além de servir como referência para futuras pesquisas sobre a integração do comércio exterior brasileiro a padrões internacionais.

REFERENCIAL TEÓRICO 

O Novo Processo de Importação (NPI)

O Novo Processo de Importação (NPI) é uma iniciativa estratégica do Governo Federal, integrante do Programa Portal Único de Comércio Exterior, coordenado pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O NPI foi desenvolvido com o objetivo de reestruturar, simplificar e desburocratizar os sistemas relacionados ao comércio exterior brasileiro, substituindo processos fragmentados por um fluxo único e eletrônico. Essa centralização representa um marco na automação e simplificação das operações de importação, promovendo maior transparência, controle e eficiência nos fluxos logísticos e aduaneiros, além de reduzir o risco de inconsistências e retrabalhos que historicamente impactavam as empresas e o sistema tributário.

A principal inovação do NPI é a introdução da Declaração Única de Importação (DUIMP), documento eletrônico que substitui o antigo modelo de Licença de Importação (LI) e Declaração de Importação (DI) utilizados no Siscomex3. Essa nova estrutura permite que diferentes órgãos governamentais tratem as operações de importação de forma integrada, eliminando redundâncias e etapas desnecessárias, e possibilitando uma visão consolidada das informações em tempo real. Com a DUIMP, as empresas conseguem planejar melhor suas operações, monitorar o status de cada processo e reduzir atrasos que antes eram comuns devido à multiplicidade de documentos e intervenções manuais. Segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (2025), é estimado que a adoção plena do Novo Processo de Importação, no âmbito do Portal Único, reduza em até 40% o tempo médio das operações de importação e em 14% os custos logísticos, com reflexos positivos no PIB nacional.

Tais ganhos não apenas diminuem custos operacionais, mas também têm efeitos positivos no Produto Interno Bruto (PIB), ao favorecer o comércio exterior, agilizar o fluxo de mercadorias e estimular investimentos em setores industriais dependentes de insumos importados. 

A implantação do NPI foi planejada pelo Governo Federal em três fases distintas, de acordo com o cronograma oficial:

  • Primeira fase (outubro a dezembro de 2024): Implementação para importações marítimas destinadas ao consumo e aquelas sob regimes aduaneiros especiais não sujeitas a licenciamento;
  • Segunda fase (primeiro semestre de 2025): Ampliação para importações realizadas via modal aéreo e operações que exigem controle administrativo;
  • Terceira fase (segundo semestre de 2025): Inclusão das importações terrestres e das operações realizadas sob o regime da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Essa estrutura faseada permite que as empresas se adaptem gradualmente às novas exigências, minimizando riscos de inconsistências e garantindo a adequação tecnológica dos sistemas internos. A segmentação também permite ao governo identificar e corrigir eventuais falhas operacionais durante a implementação, garantindo que a transição para o NPI ocorra de forma organizada e segura.

O NPI, além de simplificar os processos, alinha o Brasil às melhores práticas internacionais de facilitação do comércio, conforme preconizado pela Organização Mundial das Aduanas (OMA)4 e pela Organização Mundial do Comércio (OMC)5. A digitalização e integração dos processos de importação conferem maior previsibilidade e segurança jurídica às operações, promovendo um ambiente mais confiável para empresas nacionais e internacionais que atuam no mercado brasileiro.

Outro ponto relevante é que o NPI impacta diretamente a gestão tributária e o planejamento fiscal das organizações que realizam importações. Ao consolidar informações de diferentes órgãos em um único sistema, o NPI permite às empresas identificar de forma precisa os tributos incidentes, acompanhar em tempo real a situação das mercadorias e planejar melhor os fluxos de pagamento e aproveitamento de benefícios fiscais. Isso é especialmente importante para empresas localizadas em regiões como o Polo Industrial de Manaus (PIM), que dependem de insumos importados e se beneficiam de regimes fiscais especiais da Zona Franca de Manaus.

Portanto, o Novo Processo de Importação representa uma mudança estrutural e estratégica no comércio exterior brasileiro. Ele não apenas reduz burocracia e custos operacionais, mas também oferece oportunidades para uma gestão mais eficiente, transparente e integrada das importações. Ao fornecer dados confiáveis em tempo real, melhorar o controle fiscal e reduzir atrasos logísticos, o NPI fortalece a competitividade das empresas, moderniza a infraestrutura administrativa do país e contribui para o desenvolvimento econômico nacional, ao mesmo tempo em que aproxima o Brasil de padrões internacionais de excelência em comércio exterior.

Planejamento Tributário no Comércio Exterior

O planejamento tributário é uma ferramenta estratégica essencial para as empresas que buscam organizar suas operações de forma eficiente, garantindo a redução legal da carga tributária e o melhor aproveitamento de incentivos fiscais disponíveis. Segundo Torres (2024), “o planejamento tributário é um conjunto de estratégias, ações e estudos elaborados com o objetivo de reduzir a carga tributária de uma empresa de forma totalmente legal.”

No contexto do comércio exterior, essa prática assume uma importância ainda maior, pois envolve a análise detalhada das normas tributárias nacionais, a compreensão dos regimes aduaneiros aplicáveis e a avaliação das opções mais vantajosas para cada operação de importação ou exportação. Um planejamento tributário eficaz permite que as empresas antecipem custos, minimizem riscos de autuações e garantam maior previsibilidade financeira.

O planejamento tributário é a determinação operacional de uma série de procedimentos conhecidos como formas de economia de imposto e é necessidade premente para todos os contribuintes, tanto para pessoas jurídicas como para pessoas físicas. (CREPALDI, 2023. p.4).

Especificamente no Brasil, o planejamento tributário no comércio exterior inclui a análise e a aplicação de diferentes tributos e contribuições, como o Imposto de Importação (II), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP-Importação), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS-Importação) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Além disso, as empresas devem considerar regimes especiais, incentivos regionais e a escolha da melhor estrutura tributária para cada operação, de modo a equilibrar eficiência fiscal e conformidade legal.

Um aspecto relevante do planejamento tributário é o uso estratégico de regimes especiais de importação, como drawback, suspensão de tributos e ex-tarifário, que permitem a redução ou a isenção de tributos sobre insumos e matérias-primas destinados à industrialização. Esses mecanismos são especialmente importantes para o Polo Industrial de Manaus (PIM), onde grande parte das empresas depende de insumos importados para manter a continuidade de suas linhas de produção. A aplicação correta desses regimes exige conhecimento detalhado da legislação, organização documental e monitoramento constante das operações, pois qualquer inconsistência pode resultar em multas, autuações ou perda de benefícios fiscais.

O sistema tributário brasileiro é frequentemente apontado como um dos mais complexos do mundo, apresentando regras fragmentadas, constantes alterações legislativas e diferentes obrigações acessórias que impactam diretamente a competitividade das empresas. Essa complexidade exige que as organizações adotem estratégias de planejamento tributário bem estruturadas, envolvendo profissionais capacitados, softwares de gestão integrada e processos internos que garantam a correta apuração e recolhimento dos tributos. No caso do comércio exterior, a integração entre a área fiscal, a logística e o departamento de importação é fundamental para assegurar que os benefícios fiscais sejam aplicados de forma consistente e legal.

A Zona Franca de Manaus (ZFM) é um exemplo de incentivo fiscal regional que requer atenção especial no planejamento tributário. Apesar de oferecer benefícios significativos, como a redução ou isenção de II, IPI e ICMS sobre insumos importados, a complexidade na aplicação dessas vantagens exige que as empresas estejam constantemente atualizadas sobre as normas e procedimentos exigidos pela legislação local.

Além de reduzir custos, o planejamento tributário permite maior previsibilidade e segurança jurídica. Ao identificar antecipadamente quais tributos incidem sobre uma operação, as empresas podem planejar melhor seus fluxos financeiros e logísticos, evitando surpresas que comprometam o cumprimento de prazos e contratos. Essa previsibilidade é especialmente importante em operações de importação, onde atrasos podem resultar em custos adicionais significativos, como armazenagem, demurrage e juros sobre capital imobilizado.

Outro ponto relevante é que o planejamento tributário contribui para a competitividade das empresas no mercado global. Empresas que conseguem reduzir legalmente sua carga tributária e otimizar seus custos logísticos conseguem oferecer preços mais competitivos, aumentar suas margens de lucro e investir em inovação e expansão. No Polo Industrial de Manaus, onde o custo de importação e produção é um fator determinante para a competitividade regional, um planejamento tributário eficiente torna-se um diferencial estratégico, fortalecendo a posição das empresas frente à concorrência nacional e internacional.

Em síntese, o planejamento tributário no comércio exterior é uma prática indispensável para empresas que desejam operar de forma eficiente, reduzir custos e maximizar os benefícios legais disponíveis. No Brasil, a complexidade do sistema fiscal, aliada às particularidades de regiões incentivadas como o PIM, exige que as organizações adotem estratégias estruturadas, integrando conhecimentos técnicos, processos internos eficientes e acompanhamento contínuo das mudanças legislativas. Dessa forma, o planejamento tributário não apenas contribui para a redução da carga fiscal, mas também fortalece a competitividade, a sustentabilidade financeira e a segurança jurídica das empresas no contexto do comércio exterior.

Impactos da DUIMP na Redução de Custos Operacionais e Tributários

A gestão tributária eficiente é um dos pilares para a redução de custos nas operações de importação e exportação. Nesse contexto, compreender os instrumentos legais que permitem minimizar a carga fiscal torna-se essencial para a competitividade empresarial.

A forma legal de diminuir os encargos tributários chama-se elisão fiscal. Podendo esta ser descrita na legislação, como é o caso dos benefícios fiscais, onde são impostas as condições para aproveitamento dos mesmos, ou ela pode resultar de lacunas e brechas existentes na lei, onde são contempladas hipóteses através de elementos que a lei não trata, mas também não proíbe. (TRENTIN, 2017)

A Declaração Única de Importação (DUIMP) foi criada com o propósito de modernizar e desburocratizar o comércio exterior brasileiro, tornando o processo de importação mais simples, ágil e transparente. Essa ferramenta faz parte do Programa Portal Único de Comércio Exterior, que busca integrar os diversos órgãos governamentais e unificar os procedimentos relacionados às operações de importação. A centralização das informações em um único documento eletrônico substitui diversos formulários e etapas antes realizados de forma fragmentada, o que reduz consideravelmente o tempo necessário para análise e liberação das mercadorias. Essa transformação representa um avanço significativo na eficiência aduaneira e na competitividade do ambiente de negócios no Brasil.

Do ponto de vista operacional, a DUIMP proporciona uma mudança estrutural na maneira como as empresas realizam o controle e o acompanhamento de suas operações de importação. A integração digital entre sistemas públicos e privados permite o monitoramento em tempo real de cada etapa do processo, desde o registro da declaração até a chegada e desembaraço das mercadorias. Essa visibilidade ampliada gera previsibilidade e segurança nas operações, evitando imprevistos e gargalos logísticos. Consequentemente, há uma redução expressiva nos custos associados à armazenagem prolongada, às diárias de contêineres (demurrage) e à imobilização de capital em mercadorias paradas. Processos mais rápidos e integrados reduzem a necessidade de intermediários e de retrabalhos, contribuindo diretamente para o aumento da eficiência operacional e a otimização do fluxo logístico.

O modelo digital da DUIMP também promove uma automação significativa das rotinas de importação, diminuindo a dependência de processos manuais e de documentos físicos. A comunicação entre os diferentes sistemas — como Receita Federal, Anvisa, MAPA e outros órgãos anuentes — passa a ocorrer de forma eletrônica e sincronizada, eliminando redundâncias e minimizando a ocorrência de erros humanos. Essa integração gera ganhos de produtividade, reduz despesas administrativas e libera profissionais para atividades de maior valor estratégico dentro das empresas. Além disso, o tempo economizado nas etapas burocráticas permite que as organizações concentrem esforços no planejamento e na execução de ações voltadas à competitividade, inovação e melhoria de seus processos produtivos.

Sob o ponto de vista tributário, a DUIMP representa uma ferramenta que aprimora o controle fiscal e a apuração dos tributos incidentes nas operações de importação. Ao reunir em uma única base de dados as informações de diferentes órgãos e regimes tributários, a DUIMP proporciona maior clareza e rastreabilidade dos valores de impostos pagos, evitando divergências e inconsistências que poderiam gerar autuações ou custos adicionais. As empresas passam a ter uma visão consolidada de seus encargos tributários, o que facilita o planejamento financeiro e o aproveitamento de benefícios fiscais previstos em regimes especiais, como o drawback, o ex-tarifário e as suspensões de impostos para insumos destinados à industrialização. Para Creapaldi (2023, p.48), a carga tributária para um agente econômico é um fenômeno nitidamente econômico, uma questão de custos. O custo tributário é um ônus empresarial como qualquer outro, que deve ser reduzido em prol da maior lucratividade do empreendimento.

No contexto do Polo Industrial de Manaus (PIM), os impactos positivos da DUIMP ganham ainda mais relevância. Por se tratar de uma região fortemente dependente de insumos e componentes importados, qualquer melhoria no processo de desembaraço e na previsibilidade tributária representa um ganho expressivo em competitividade. A redução de custos logísticos e operacionais favorece a continuidade das linhas de produção e permite melhor aproveitamento dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. A integração entre o sistema da DUIMP e os mecanismos regionais de controle fiscal fortalece o cumprimento das obrigações legais e, ao mesmo tempo, potencializa as estratégias de planejamento tributário das empresas instaladas no PIM.

Dessa forma, a modernização promovida pela DUIMP vai muito além da simplificação documental. Trata-se de uma reestruturação profunda no modo como as empresas brasileiras interagem com o sistema aduaneiro e tributário. A digitalização dos processos e a integração entre os diversos agentes do comércio exterior possibilitam uma gestão mais estratégica e orientada por dados, em que a eficiência operacional e o controle fiscal caminham lado a lado. Com isso, as empresas não apenas reduzem custos e prazos, mas também ganham maior segurança jurídica e previsibilidade na execução de suas atividades, fortalecendo sua posição competitiva no mercado nacional e internacional.

Desafios e Oportunidades com a Implantação do NPI para Empresas do PIM

A implantação do Novo Processo de Importação (NPI) representa uma das maiores transformações estruturais já realizadas no comércio exterior brasileiro. O NPI tem como objetivo tornar as operações de importação mais integradas, transparentes e eficientes, substituindo sistemas fragmentados por um fluxo único e digital. Essa reformulação busca simplificar a comunicação entre empresas, órgãos públicos e intervenientes logísticos, reduzindo o tempo e o custo envolvidos nas operações internacionais. No entanto, apesar dos benefícios esperados, a adoção do NPI também apresenta desafios significativos, especialmente para empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), que possuem particularidades operacionais e tributárias ligadas à Zona Franca de Manaus.

Do ponto de vista das oportunidades, o NPI permite que as empresas do PIM obtenham ganhos expressivos de eficiência e competitividade. A principal vantagem é a integração tecnológica entre os sistemas governamentais e privados, que possibilita o compartilhamento automatizado de dados entre Receita Federal, Anvisa, MAPA e demais órgãos anuentes. Essa integração elimina a duplicidade de informações e reduz a necessidade de retrabalhos, acelerando o processo de desembaraço aduaneiro. Como resultado, as empresas passam a operar com maior previsibilidade, reduzindo custos logísticos e otimizando o fluxo de importação de insumos, o que é essencial para manter a continuidade das linhas de produção do PIM.

Além disso, o NPI oferece oportunidades significativas no campo do planejamento tributário. Com a consolidação de dados em tempo real, as empresas podem monitorar de forma mais precisa os tributos incidentes sobre suas importações, evitando erros na apuração e facilitando o aproveitamento de regimes especiais. Essa visibilidade aprimorada contribui para uma gestão fiscal mais estratégica, permitindo o melhor uso dos incentivos da Zona Franca de Manaus, que são fundamentais para a competitividade regional. Outro ponto positivo é a simplificação de processos que antes demandavam grande volume de documentação física, resultando em economia de tempo e redução de custos administrativos.

O NPI também cria um ambiente mais transparente e seguro para o controle das operações. A digitalização e o cruzamento automatizado de dados aumentam a rastreabilidade das informações, dificultando práticas irregulares e fortalecendo a conformidade fiscal. Essa mudança contribui para a construção de uma cultura empresarial mais orientada à governança e à responsabilidade tributária, o que melhora a imagem institucional das empresas perante os órgãos de fiscalização e os parceiros comerciais.

Entretanto, a implementação do NPI não ocorre sem desafios. O primeiro deles é a necessidade de adaptação tecnológica e capacitação profissional. “A digitalização ganhou espaço em diversas indústrias e segue redefinindo a operação de fábricas, conexões de sistemas e até mesmo a reinvenção de produtos.” (NEPIN, 2025). Muitas empresas do PIM ainda enfrentam dificuldades para adequar seus sistemas internos aos novos padrões exigidos pelo Portal Único, o que requer investimentos em infraestrutura de TI e treinamento de pessoal. Essa transição pode gerar custos adicionais no curto prazo, especialmente para empresas de menor porte, que nem sempre dispõem de recursos técnicos ou financeiros suficientes para implementar as mudanças de forma imediata.

A utilização da tecnologia gera obrigação tributária e a forma de operacionalização da tributação varia de Estado para Estado. Alguns tributam a receita bruta paga ou remetida ao fornecedor da tecnologia, outros permitem a dedução das despesas e exigem tributo da margem de lucro da prestadora de serviços. (CREPALDI, 2023, p.316).

Outro desafio relevante é a complexidade das operações na Zona Franca de Manaus. Por se tratar de uma região com regime tributário diferenciado, o PIM possui particularidades que demandam atenção redobrada na integração com o NPI. Questões como a aplicação correta dos incentivos fiscais, o controle de créditos tributários e a conformidade com os regimes aduaneiros especiais exigem ajustes nos sistemas e nas rotinas internas das empresas. Qualquer falha nesse processo pode gerar inconsistências fiscais ou atrasos na liberação de mercadorias, comprometendo o planejamento produtivo e financeiro.

Além disso, a fase inicial de implantação do NPI envolve desafios operacionais, como eventuais instabilidades no sistema, divergências de dados e necessidade de suporte técnico especializado. Essa etapa requer uma atuação conjunta entre governo, operadores logísticos e empresas para garantir que a transição ocorra de forma harmoniosa e segura. Apesar das dificuldades, o aprendizado gerado nesse processo tende a fortalecer a maturidade digital e gerencial das empresas do PIM.

De modo geral, o Novo Processo de Importação representa tanto um desafio quanto uma oportunidade estratégica para as empresas do Polo Industrial de Manaus. De um lado, exige investimentos, adaptação e mudança cultural; de outro, proporciona ganhos duradouros em eficiência, transparência e redução de custos. Quando plenamente consolidado, o NPI deverá permitir que as empresas da região operem com maior integração e previsibilidade, aproveitando melhor os incentivos fiscais da Zona Franca e elevando o padrão de competitividade industrial da Amazônia frente ao mercado nacional e global.

METODOLOGIA

A presente pesquisa tem como objetivo analisar os impactos do Novo Processo de Importação (NPI) e da Declaração Única de Importação (DUIMP) sobre o planejamento tributário e a redução de custos das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Para alcançar este objetivo, o estudo utilizou uma metodologia que se baseia no emprego de um conjunto de métodos, procedimentos e técnicas. Essa metodologia foi elaborada combinando técnicas qualitativas e quantitativas, permitindo uma análise ampla e consistente dos efeitos do NPI nas organizações participantes.

Trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, voltada à solução de problemas práticos relacionados à gestão tributária e ao comércio exterior. A abordagem utilizada é mista, combinando aspectos qualitativos, para compreender as percepções e experiências dos profissionais, e quantitativos, por meio da mensuração das respostas obtidas nos questionários aplicados.

Quanto aos objetivos, o estudo é exploratório e descritivo. É exploratório por tratar de um tema recente, que ainda carece de estudos aprofundados, e descritivo por buscar identificar e analisar as características das empresas do PIM diante da implementação do NPI, observando os impactos percebidos na redução de custos e na gestão tributária.

Universo e Amostra

O universo da pesquisa compreende as empresas industriais do Polo Industrial de Manaus que realizam operações de importação de insumos, matérias-primas e componentes utilizados na produção.

A amostra é não probabilística e intencional, composta por empresas que aceitaram participar do estudo e responderam ao questionário aplicado de forma eletrônica, ao todo foram 25 participantes. Foram contempladas organizações de diferentes portes e segmentos industriais, como eletroeletrônicos, metalurgia, duas rodas e bens de consumo, a fim de abranger distintos perfis empresariais e níveis de maturidade tecnológica.

Essa diversidade permitiu uma visão comparativa dos efeitos do NPI sobre empresas de variados tamanhos e setores, proporcionando uma análise mais representativa do cenário do Distrito Industrial de Manaus.

Instrumentos e Coleta de Dados

A coleta de dados foi realizada por meio de questionário estruturado, elaborado com base nos objetivos do estudo e nas dimensões abordadas no referencial teórico. O instrumento foi composto por perguntas fechadas e abertas, distribuídas em cinco eixos temáticos principais:

  • Perfil da empresa e do respondente;
  • Nível de conhecimento e adaptação ao NPI e à DUIMP;
  • Impactos percebidos na redução de custos operacionais e tributários;
  • Desafios enfrentados durante a implementação do NPI;
  • Oportunidades e benefícios observados após a adoção do NPI.

O questionário foi enviado de forma de forma eletrônica, através da disponibilização de link para acesso ao questionário eletrônico, realizando o convite a partir de plataformas sociais indicadas por profissionais da área contábil, possibilitando ampla participação e garantindo praticidade no preenchimento. Além disso, foram consultadas fontes documentais e bibliográficas — como legislações, relatórios institucionais e publicações técnicas — para complementar a análise e reforçar o embasamento teórico.

ANÁLISE DOS RESULTADOS

A análise dos resultados obtidos no questionário aplicado a 25 participantes das áreas envolvidas e atuando em empresas de porte médio e grande, demonstra que o Novo Processo de Importação (NPI) já é amplamente conhecido pelas empresas participantes. Porém sua implementação ainda se encontra em fase de consolidação. O fato de 64% das empresas estarem em processo de integração e apenas 20% terem concluído indica que a adaptação ao novo modelo requer um período de maturação tecnológica e organizacional.

Tabela 1. Participantes

Cargo/ÁreaQuantidadePercentual
Coordenador de Comércio Exterior/Importação624%
Coordenador Contábil28%
Gerente de Logística/Supply Chain416%
Supervisor Fiscal312%
Analista Sênior de Importação520%
Analista Fiscal Sênior312%
Analista de Supply Chain28%
Total25100%
Fonte: Dados da Pesquisa 2025

Tabela 2. Porte das Empresas vinculadas ao Participantes da Pesquisa

Porte EmpresarialQUANTIDADEPERCENTUAL
Grande empresa656,00%
Média empresa444,00%
TOTAL101
Fonte: Dados da Pesquisa 2025

Gráfico 1. Áreas Mais Impactadas com a Implementação do NPI

Fonte: Dados da Pesquisa 2025

O departamento de Importação/Comércio Exterior é, de longe, o mais impactado, representando 56,00% do total de impactos. Este dado é esperado, visto que a mudança é em um “novo processo de importação”, que é a atividade principal deste setor. Segundo maior impacto foi Contabilidade/Fiscal (Setor de Apoio) apresenta o segundo maior impacto, com 24,00%. A soma dos principais departamentos (Importação/Comércio Exterior + Contabilidade/Fiscal) é de 80,00% do total, demonstrando que a maior parte da implementação estará concentrada nestas duas áreas.

Isso indica que as mudanças no processo de importação terão um impacto significativo nas rotinas de registro, apuração de impostos e compliance fiscal, uma área crítica que interage diretamente com as operações de importação. É importante ressaltar o impacto do NPI que vai além da automatização aduaneira, alcançando também o planejamento tributário e o controle fiscal, que precisam se ajustar às novas exigências da DUIMP e à integração de sistemas internos.

As demais áreas são consideradas como Áreas de Suporte 20%: Tecnologia da Informação representa 12,00% do impacto, sugerindo a necessidade de ajustes em sistemas (ERP, módulos fiscais, etc.) para suportar o novo processo. Logística tem o menor impacto, com 8,00%. Isso pode indicar que o novo processo é focado mais em etapas administrativas/fiscais e menos em mudanças drásticas no fluxo físico de mercadorias ou transporte.

Gráfico 2. Desafios Enfrentados na Implantação da DUIMP / NPI

Fonte: Dados da Pesquisa 2025

Conforme a análise do gráfico, a Integração Sistêmica de longe é o principal desafio, representando mais da metade (52%) dos problemas apontados. A grande dificuldade reside na comunicação e sincronização de dados entre o novo sistema e os sistemas internos já estabelecidos nas empresas (ERPs), o que sugere uma forte barreira tecnológica de adaptação, exigindo esforços significativos de TI e desenvolvimento.

A Parametrização Sistêmica e Entendimento das Regras é o segundo maior desafio, com 24%. A dificuldade em configurar as regras do sistema é um reflexo direto da complexidade ou da falta de clareza no entendimento das novas normas. Em seguida, a Capacitação e Treinamento, com 16%, estabelece uma clara relação de causa e efeito, confirmando que os desafios de parametrização e entendimento das regras demandam, consequentemente, capacitação técnica e atualização dos softwares corporativos. A necessidade de treinamento é uma consequência direta da mudança de procedimento e do novo cenário tecnológico, sendo crucial para o sucesso da implementação. Por fim, a Transição e Padronização apresentou o menor percentual, de 8%, indicando que, embora represente o aspecto de mudança cultural e de procedimentos operacionais, o foco principal de dor das empresas está na parte técnica e na preparação.

Para mitigar os desafios identificados, o sucesso da implementação depende tanto da estrutura tecnológica quanto da formação das equipes envolvidas, resumindo perfeitamente a situação. Isso significa que o investimento em tecnologia, que concentra 76% dos problemas, deve ser acompanhado, necessariamente, pelo investimento em pessoas (16% em Capacitação). As ações de mitigação propostas incluem a implementação de Programas de Treinamento Contínuo sobre o Novo Processo de Importação (NPI), DUIMP, Catálogo de Produtos e LPCO, utilizando provedores de conteúdo confiáveis. Sugere-se a Criação de Equipe Chave (superusers) para dominar o novo processo e atuar como multiplicadores do conhecimento. Adicionalmente, a Utilização do Ambiente de Simulação do Portal Único deve ser integrada à rotina de capacitação para que a equipe ganhe experiência prática sem risco, complementando a preparação técnica demandada pela mudança.

Tabela 3. Avaliação de Nível de Impacto / Agilidade / Satisfação (1 a 5):

AvaliaçãoInterpretaçãoMédia Ponderada
Impacto na redução de custosPercepção moderadamente alta e positiva.3.60
Nível de agilidadePercepção muito alta e a mais positiva entre as métricas.3.96
Nível de satisfaçãoPercepção moderadamente alta e positiva.3.56
Fonte: Dados da Pesquisa 2025

De acordo com a tabela de avaliação, a métrica com a pontuação mais alta é o Nível de agilidade (3.96), isso sugere que o novo processo é visto como significativamente mais rápido e eficiente em comparação com os demais fatores. Todas as três métricas receberam notas acima de 3.5, indicando uma percepção geral positiva do novo processo. O Nível de satisfação (3.56) e o Impacto na redução de custos (3.60) são as áreas com as menores pontuações, embora ainda sejam consideradas “moderadamente alta e positiva”. O fato de o Nível de Satisfação ter a menor nota entre as três, sugere que, embora o processo seja rápido, há uma margem para melhoria na experiência geral ou nos benefícios percebidos para elevar a satisfação a um nível “muito alto”, assim como a agilidade. O impacto na redução de custos é positivo, mas menos enfático que a agilidade, isso pode indicar que os custos de consultoria e integração ainda estão neutralizando ou atrasando a percepção total dos benefícios de redução de custos operacionais.

Assim, os resultados indicam que o NPI traz avanços significativos para a competitividade das empresas, mas exige investimento contínuo em integração tecnológica e capacitação profissional para que seus efeitos positivos se consolidem plenamente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo teve como objetivo analisar a influência do Novo Processo de Importação (NPI) no planejamento tributário das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), considerando seus desafios e oportunidades. A partir da pesquisa realizada, constatou-se que o NPI representa um avanço relevante na modernização dos procedimentos aduaneiros brasileiros, promovendo maior integração entre os órgãos governamentais, redução de burocracias e otimização dos fluxos operacionais e tributários.

Com base nos objetivos específicos, foi possível identificar o nível de conhecimento das empresas sobre o NPI, analisar seus impactos nas rotinas operacionais e fiscais, verificar sua contribuição para a redução de custos e compreender os principais desafios enfrentados na fase de implementação. Os resultados demonstraram que, embora a maior parte das empresas já esteja familiarizada com o sistema, sua consolidação depende de adaptação tecnológica e capacitação contínua das equipes envolvidas. As áreas mais impactadas — Logística, Comércio Exterior e Contabilidade Fiscal — evidenciam que o NPI influencia diretamente o planejamento tributário das organizações.

Observou-se também que o NPI tem contribuído para a redução de custos operacionais e o aumento da agilidade nos processos de importação, confirmando seu potencial de aprimorar a competitividade das empresas do PIM. A digitalização e a integração proporcionadas pelo sistema fortalecem a previsibilidade das operações e ampliam as possibilidades de aproveitamento dos benefícios fiscais oferecidos pela Zona Franca de Manaus.

Entretanto, o estudo identificou desafios que ainda precisam ser superados, como a necessidade de parametrização adequada dos sistemas internos, o entendimento das novas regras aduaneiras e a formação de profissionais especializados. Esses fatores se configuram como elementos decisivos para o êxito da implantação do NPI e para que seus efeitos positivos sejam plenamente percebidos no longo prazo.

Conclui-se, portanto, que o Novo Processo de Importação representa não apenas uma modernização tecnológica, mas uma mudança estrutural na forma como as empresas brasileiras realizam suas operações de comércio exterior. Para as organizações do Polo Industrial de Manaus, o NPI oferece uma oportunidade estratégica de aprimorar o planejamento tributário, reduzir custos e fortalecer a conformidade fiscal. Contudo, alcançar esses benefícios de forma integral requer comprometimento institucional, investimentos em tecnologia e uma gestão voltada à inovação e à eficiência.

Por fim, este trabalho contribui para o entendimento dos impactos do NPI na realidade tributária e operacional das empresas do PIM, servindo de base para novas pesquisas que aprofundem a análise sobre os efeitos da digitalização e da integração dos processos aduaneiros no contexto da Zona Franca de Manaus e do comércio exterior brasileiro.


1É um centro industrial localizado em Manaus (AM), criado pela Zona Franca de Manaus, com o objetivo de promover desenvolvimento econômico da região amazônica por meio de incentivos fiscais. 2 Trata da prorrogação dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus.

2O Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX) é uma plataforma eletrônica do governo federal que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de exportação e importação no Brasil.

3É um organismo internacional responsável por aprimorar a eficiência e a padronização das administrações aduaneiras em nível global, promovendo a cooperação entre os países membros.

4É uma instituição internacional responsável por regulamentar e supervisionar as regras do comércio internacional, promovendo a livre concorrência e a resolução de disputas comerciais entre os países membros.

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