A INFLUÊNCIA DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202508311846


Adriana Aparecida Rodrigues da Costa1; Ana Maria da Silva Souza2; Adriana Lauretino da Silva3; Albalúcia Fernandes4; Adriano Pereira da Silva5; Elaine Fernandes Adelaide6; Maria José Adelaide da Silva7; Roberta Rodrigues dos Santos8; Susana Gomes e Silva Costa9; Thaiza Samara Manaia de Lima10


RESUMO

A influência da participação da família na escola vem sendo discutida amplamente na última década. Esta é incentivada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e institucionalizada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº. 9.394/96. Compreende-se que o processo educativo não é função apenas dos professores e da escola, mas, compete também à família, esta última responsável pelos valores primários, éticos e morais do indivíduo. A proposta deste trabalho é enxergar a importância e influência da família, como instituição social, na aprendizagem dos seus filhos, porque nos parece saltar aos olhos a insuficiência de ambientes familiares adequados e comprometidos com a formação das crianças e adolescentes. Sendo a aprendizagem um processo enigmático, bastante investigado e discutido por teóricos como Piaget, Vigotsky e Oliveira, destacados neste trabalho, observa-se a necessidade de buscar informações sobre a influência do ambiente familiar na aprendizagem escolar. Desta forma, o objetivo geral deste artigo é entender a influência da participação da família na escola no processo de ensino aprendizagem. Para tal fim utiliza como metodologia a pesquisa bibliográfica, sendo esta qualitativa. Portanto, enfatiza-se que essa relação escola e família poderão trazer muitos benefícios para a educação como um todo, com contribuição na melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem.

PALAVRAS-CHAVE: Família. Escola. Aprendizagem. Influência.

ABSTRACT

The influence of family involvement in school has been widely discussed in the last decade. This is encouraged by the National Curricular Parameters and institutionalized by the Law of Guidelines and Bases of National Education No. 9,394/96. It is understood that the educational process is not solely the responsibility of teachers and schools, but also the family, which is responsible for the individual’s primary ethical and moral values. The purpose of this work is to examine the importance and influence of the family, as a social institution, on the learning of its children, because the insufficiency of adequate family environments committed to the development of children and adolescents seems obvious. Since learning is an enigmatic process, extensively investigated and discussed by theorists such as Piaget, Vigotsky, and Oliveira, highlighted in this work, there is a need to seek information on the influence of the family environment on school learning. Thus, the general objective of this article is to understand the influence of family involvement in school on the teaching-learning process. To this end, it uses bibliographical research, a qualitative research methodology. Therefore, it is emphasized that this relationship between school and family can bring many benefits to education as a whole, contributing to improving the quality of teaching and learning.

KEY WOORDS: Family. School. Learning. Influence.

1.INTRODUÇÃO

Este artigo objetiva compreender a influência da família no processo de ensino e aprendizagem da criança, e a importância da relação família e escola neste processo. A interação família e escola são indispensáveis para o crescimento e desenvolvimento integral da criança, ou seja, no desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e social. Sob esse olhar, inúmeras questões que se referem à escola, apresentam a definição da família e suas funções, querendo à família como ponto principal da aprendizagem, como as sociais e as experiências educacionais.

Debater sobre a influência dos pais na aprendizagem nos leva a algumas indagações a respeito do assunto: Quais comportamentos são gerados devido à falta de participação dos pais? O que leva os pais ou responsáveis a não participarem? Qual é o retrato desse distanciamento no estudante? Perante o exposto, nos ficam algumas dúvidas. Como interceder de forma favorável para que exista colaboração entre escola/pais/filhos e educação? Educar é compromisso de quem afinal?

A família é o primeiro contato que a criança tem em relação à socialização, porém podemos observar que atualmente, crianças, desde os seus primeiros meses de vida, já frequentam creches de período integral e muitas vezes passam mais tempo dentro da instituição de ensino do que em casa com seus membros familiares. Deve ser claro, tanto para a comunidade escolar, quanto para a f amília, que o professor tem a responsabilidade profissional de orientar seus alunos para que eles atinjam seu maior grau de competência possível em todas as suas capacidades e de exigir sempre que deem seu melhor desempenho, respeitando o indivíduo como sendo um sujeito único.

A família, por sua vez, tem a função de incentivar, dando atenção e amor, para que a criança possa crescer em um ambiente promissor e que ajude em seu desenvolvimento escolar, satisfazendo suas necessidades emocionais, tendo, assim, sua autoestima elevada. É possível, então, perceber o quanto é relevante à função dessas partes, que deve comunicar-se entre si, mas que não devem ser equivocados, para que a criança tenha uma evolução plena e de sucesso em sua vida estudantil social. A família e a escola devem trilhar juntas para a o desenvolvimento da criança como cidadão crítico e participativo, atuante da sociedade. Tendo como objetivo geral compreender a importância da família no processo de ensino e aprendizagem, de forma positiva ou negativa, como objetivos específicos: analisar a diferença entre alunos com e sem a participação da família; entender a função da família e da escola nesse processo de aprendizagem;

A escola e família precisam ter uma boa relação, para que os alunos consigam tirar um bom aproveitamento em sua aprendizagem, não somente a escola se preocupando com o ensino, mas também a participação dos pais para a compreensão do mesmo. O envolvimento dos pais com a escola fortalece os espaços democráticos de convivência e consequentemente, de estudo, e contribuem para o sucesso na aprendizagem das crianças. Quanto mais a escola procura envolver os pais no desenvolvimento de seus filhos, mais ela estará promovendo o processo de formação integral da criança.

Para a realização desse trabalho foi utilizado pesquisa bibliográfica qualitativa, usando conteúdos e pesquisas já publicados em revistas, sites, livros entre outros.

Este trabalho está dividido em: resumo, introdução, desenvolvimento e conclusão. No resumo um breve apanhado do que será desenvolvida no trabalho, na introdução a apresentação do tema abordado, expondo à problemática e suas possíveis respostas, mostrando também os objetivos e como o trabalho foi desenvolvido mediante metodologia, em seu desenvolvimento análise mais aprofundando com base em teorias e citações e na conclusão o fechamento com hipóteses do conteúdo estudado.

2.DESENVOLVIMENTO

A família e a escola devem seguir juntas, com um mesmo propósito, e embora não seja a realidade vivenciada no cotidiano escolar, essa questão precisa ser reavaliada, pois é fundamental no desenvolvimento do indivíduo como cidadão.

No artigo 227 da Constituição Federal do Brasil (1988) diz na sua íntegra que:

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. (BRASIL, 1988).

A família e a escola têm comprometimentos compartilhados no processo de aprendizado. Em relação ao seu processo de desenvolvimento, essas instituições anseiam conseguir os mesmos propósitos em seu percurso educacional e profissional. Em função disso, há a necessidade de um entrosamento maior da família e da escola no processo de ensino aprendizagem da criança, para que esta se sinta amparada e respaldada por ambas.

Oliveira cita, Jardim 2006:

A realidade é que a maioria dos educadores atribui aos pais à origem dos problemas, e acusam como fator as mudanças na família. Assim entre escola e família ocorre uma confusão de papéis, cobranças para ambas as instituições. O que parece ocorrer uma incapacidade de compreensão por parte dos pais a respeito daquilo que é transmitido pela escola e pôr o outro, uma falta de habilidade dos professores em promover comunicação. (OLIVEIRA; 2018 apud JARDIM, 2006, p. 38).

Ano após ano a família vem modificando-se, passando por transformações na atualidade mediante essas modificações no qual a sociedade passa a família não tem cumprindo seu papel na educação dos filhos, o que vemos é que a escola tem sido responsável e responsabilizada por ela, uma vez que é em casa que a criança tem sua base, mas é na escola que a criança absorve seus próprios valores.

Entende-se que cada ser humano, ao longo de sua existência, constrói um modo de relacionar-se com o outro, baseado em suas vivências e experiências. Dessa forma, o comportamento diante do outro depende da natureza biológica, bem como da cultura que o constituiu enquanto entrevistado. Nessa perspectiva, é de fundamental importância entender que a sala de aula é um espaço de convivências e relações heterogêneas em ideias, crenças e valores (LOPES, 2017, p. 6).

Ainda que a força da escola na vida da criança seja grande, ainda é na intimidade familiar que acontece a sua primeira socialização, pois é onde tudo decorre naturalmente, ou seja, é a primeira escola de formação do indivíduo. Porém ela já não tem mais atuação integral, isso porque outros intermediários foram incumbidos de responsabilidades que anteriormente eram de responsabilidade dela. Os pais esperam que a escola possa disseminar valores morais, intelectuais e físicos a seus filhos, isso não é possível, pois somos frutos do meio em que vivemos, e o aluno convive por um período muito maior com seus familiares do que com a escola, e a autoridade dos pais são limites importantes, já que são exemplos de vida para seus filhos.

Para Tiba:

É dentro de casa na socialização familiar, que um filho adquire, aprende e absorve  a  disciplina  para  um  futuro  próximo,  ter  saúde  social  […] A educação familiar é um fator bastante importante na formação da personalidade da criança desenvolvendo sua criatividade ética e cidadania refletindo diretamente no processo escolar. (TIBA 1996, p.178).

A relação família-criança é um dos elementos que determinam um bom rendimento escolar, pois é na família que as crianças encontram os exemplos a serem seguidos e, principalmente, é na família que a criança recebe educação para a vida: com limites, atenção, bons ou maus exemplos, entre outros.

No entanto, isso vem sofrendo mudanças, pois o mesmo também aconteceu com as famílias que mudou sua composição. Atualmente muitas são formadas por duas mães sem a presença da figura paterna, outros por avós e netos. O homem quanto à figura de pai perdeu seu resplendor, e a grandeza de valores que essa figura estabelecia desmoronou que em parte estão sendo conduzido pelas escolas, agregando os conflitos já existentes, pois os filhos criados sem limites não aceitam, a intervenção de terceiros a seu meio familiar.

A escola e a família, assim como outras instituições, vêm passando por profundas transformações ao longo da história. Estas mudanças acabam por interferir na estrutura familiar e na dinâmica escolar de forma que a família, em vista das circunstâncias, entre elas o fato de as mães e/ou responsáveis terem de trabalhar para ajudar no sustento da casa, tem transferido para a escola algumas tarefas educativas que deveriam ser suas (SOUZA, 2009, p. 05).

A inexistência de sensibilização por parte dos pais de sua responsabilidade na educação dos filhos, assim como a conformidade em aceitar o desinteresse dos mesmos, alegando culpa da escola, ou falta de tempo para conversar com os filhos, torna tanto para a família quanto para a escola, o presente e o futuro ainda mais desafiador.

Em vista disso, a família e a escola têm uma grande tarefa, pois nelas é que se formam os primeiros grupos sociais de uma criança. Contudo, a escola deve sempre incluir a família dos estudantes em tarefas escolares, não só para falar dos problemas que envolvem a família atualmente, mas para escuta-los e tentar envolver- lós em algum movimento realizado pela escola como: projetos, festividades, desfiles escolares, entre outros. (OLIVEIRA, 2018)

Escola e família necessitam promover ações relacionadas tanto à afetividade quanto o desempenho de papéis. A criança/aluno tem seu lar e a escola, se ambas não assumirem suas respectivas funções educativas, ela encontrará dificuldades na construção do ser “indivíduo” e dificilmente entenderá o mundo. O que uma família tem que realizar nenhum ambiente escolar consegue mudar, por melhor que seja; o que a escola tem que executar as famílias não consegue mesmo sendo educadora.

Segundo Piaget (1984) e Vygotsky (1998), a aprendizagem é o resultado da interação que os indivíduos, tendo em vista os conhecimentos culturais e a maturação biológica. Além disso, deve ser considerado que existem diversos contrastes familiares, quando se trata de aprendizagem escolar, pois é um processo pessoal.

Em seus estudos, Vygotsky (1998) defende que os fatores sociais e culturais têm a influencia no desenvolvimento intelectual, dentre os termos e conceitos destaca que a mediação conduzida por um adulto tem papel fundamental no processo de aprendizagem, ou seja, a criança precisa da mediação de uma pessoa mais experiente, para que se desenvolva.

Ao estimular a participação e envolvimento dos pais de modo adequado ao desenvolvimento, as escolas potencializam os benefícios para todos, pois essa participação fortalece a identidade do aluno, já que a família é à base da organização social, ou seja, do meio em que vive ele aprende.

Aranha (1996, p.61), enfatiza que “A educação ofertada pela família oferece base para o ser, tanto natural, sociável e emocional. É a intermediária entre sujeito e sociedade”. Ainda que a família passe por mudanças em sua formação é sua responsabilidade acompanhar a evolução de seus filhos, e tomar pra si a importância de sua presença no ambiente escolar. Partilhar ações para a formação de um indivíduo é responsabilidade da escola e especialmente da família.

A união entre família e escola produz vantagens em relação ao indivíduo, não só ao processo de aprendizagem, mas também em seu desenvolvimento e formação pessoal, essa correlação proporciona compreender a atuação do mesmo, bem como seu comportamento e relacionamentos em ambas as instituições.

A relação entre a escola e a sociedade precisa ser alargada na possibilidade de cada lugar, cidade, região ou país. É fundamental que a família esteja igualmente na escola, acompanhando não apenas a reunião de pais como também no cotidiano escolar. Os pais não devem ser convocados somente para tomar conhecimento de como está o rendimento e notas de seu filho na escola, mas também para contribuir com suas experiências para o melhoramento da escola.

A influência que a escola exerce sobre o aluno é muito grande. Ela se dá, principalmente pelas relações estabelecidas com o professor e com os diferentes atores pedagógicos, ou seja, a equipe da escola. É por meio das diferentes relações que o aluno começa a entender seu papel na sociedade e começa a enxergar diferentes formas de agir e a aprender junto com os colegas que estão em sala de aula e no seu dia-dia. A vida familiar e a vida escolar passam pelos mesmos caminhos. É impossível separar um filho/aluno, por isso, quanto maior for à relação entre a família e a escola, melhor será o desempenho escolar dos mesmos. É importante que os dois lados saibam aproveitar os benefícios que essa relação traz para a formação do aluno.

3.CONCLUSÃO

Por meio desta análise da literatura, percebe-se que a família passou por significativas mudanças ao longo do tempo. No entanto, é no ambiente familiar que a criança vivencia suas primeiras e mais importantes experiências. É na família que ela tem seu primeiro convívio, sendo a escola responsável por enriquecer e ampliar seus conhecimentos, contribuindo assim para a formação do indivíduo em suas atitudes cotidianas. Portanto, a participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser contínua, persistente e consciente.

Diante do exposto fica claro que alguns fatos afetam o desenvolvimento da criança, podemos destacar a não participação da família, os sentimentos e valores que eles encontram na família com o carinho dos pais, aquela conversa e compreensão nos momentos de dificuldade, enfim pontos que afetam a construção da criança como ser humano.

Evidencia-se a necessidade de se criar contextos que favoreçam a inserção das famílias no cotidiano escolar das crianças, propiciando o conhecimento dos pais e responsáveis sobre a proposta pedagógica desenvolvida pela escola, uma prática pedagógica que favoreça a relação escola-família. Escola e família exercem distintas e essenciais funções na vida das crianças, ambas precisam entender e fazer sua parte no processo, assim com essa parceria positivos resultados serão alcançados na vida e formação da criança/aluno.

4.REFERÊNCIAS

ARANHA, M.L. A Filosofia da Educação. 2. Ed. São Paulo: Moderna Ltda. 1996. ARANHA, M. L. A. Temas de filosofia. 2 ed. São Paulo: Moderna, 1998.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988.

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei Federal, v. 8, 1990.

BRASIL. Lei n.º 13.257, de 09 de março de 2016. Dispõe sobre as políticas públicas para a primeira infância, Brasília, 09 de mar. 2016.

LOPES, de Cássia Soares. A relação professora aluno e o processo ensino aprendizagem. Paraná: Dia-a-dia da Educação, 2017.

OLIVEIRA. Milena Cabral. Parceria Escola e Família no Processo de Ensino aprendizagem Diante dos Desafios da Atualidade. Monografia (Licenciatura em Pedagogia) UFCG/CFP, 2018.

OLIVEIRA. Nonília Alice Quirino. Interação entre escola e família no processo de ensino e aprendizagem da criança: análise da revista brasileira de educação especial. Universidade Federal da Paraíba. Trabalho de Conclusão de curso. 2018

PIAGET, J. Para onde vai à educação. Rio de Janeiro. Jose Olímpio, 2007

SILVA, Patrícia de Souza e. A relação entre família e escola. 2014. 41 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2014.

SOUZA, Maria Ester do Prado. Família/Escola: a importância dessa relação no desempenho escolar. Santo Antônio da Platina-PR. 2009.

TIBA, Içami. Disciplina, limite na medida certa. São Paulo: Gente, 1996.

VYGOTSKY, L. S. Imaginação e Criatividade na Infância. São Paulo: Martins Fontes, 2014.


1Licenciada em Pedagogia-UERN
Mestre em educação profissional e tecnológica-IFRN

2Graduação em Estatística-UFRN
Graduação em Administração Pública
Mestre em Engenharia de Produção-UFRN

3Licenciada em História-UEPB
Licenciada em Pedagogia-Faculdade Faveni

4Licenciada em Ciências Biológicas-
UVA-Universidade Vale do Acaraú

5Licenciado em Pedagogia
Universidade Estadual Vale do Acaraú

6Licenciada em Pedagogia Faculdade Três Marias
Pós graduação em Psicopedagogia- Faculdade Porto União

7Licenciada em Letras-UEPB

8Licenciatura em Letras-Universidade Federal de Goiás

9Licenciada em Pedagogia- UEPB
Licenciada em Letras-UEPB
Mestre em Formação de Professores/PPGE/UEPB

10Licenciada em Pedagogia-Faculdade do Maciço de Baturité
Pós –graduação em educação especial,inclusivae múltiplas deficiências-FAVENI
Mestranda em Ciências da Educação-Wold University Ecumenal