A GESTÃO DO CONHECIMENTO CONTRIBUINDO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA UMA EDUCAÇÃO INFANTIL QUE PROMOVA A IDENTIDADE NEGRA 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202506301524


Kátia Ribeiro Dos Santos Silva1
Orientador 1: Claudio Henrique dos Santos Grecco2
Orientador 2: Marcos Antonio Silva3


RESUMO 

O tema do presente estudo recai na valorização da identidade negra no seguimento  da Educação Infantil, com ênfase nas colaborações e provações da formação do  professor durante esse processo. O principal objetivo foi investigar as limitações e  probabilidades da formação de docentes para o enfrentamento do racismo estrutural,  além de estratégias pedagógicas com suporte das tecnologias digitais, que valorizem  a identidade étnico-racial das crianças negras. O método foi aplicado em uma  instituição escolar de Educação Infantil da Rede Pública de Ensino no Município do  Rio de Janeiro/RJ, cujos professores participarão de uma Formação Continuada com  o objetivo de promover o fortalecimento da Identidade Negra, na unidade escolar.  Avaliou-se sete dimensões institucionais, como: Organização e Processos de  Trabalho, Estratégia e Alta Direção, Cultura Organizacional, Sistemas de Informação  e Comunicação, Políticas de Recursos Humanos, Aprendizado no Ambiente e  Mensuração dos Resultados. Os achados foram arquitetados em tabelas e gráficos,  com uma análise descritiva dos percentuais alcançados. Os resultados principais,  desse modo, indicaram que as avaliações amplamente positivas nas dimensões  avaliadas, ganhando destaque para Recursos Humanos (100%) e Cultura  Organizacional (100%). Contudo, alguns indicadores apresentaram sinais de  considerável atenção, isto é, Reuniões Pedagógicas (84,2%) e Inclusão de Novas  Tecnologias (84,2%). Averiguou-se que, apesar de existirem feitos institucionais que  fortaleçam atitudes inclusivas, ainda existem limitações no apoio contínuo na  efetividade da formação direcionada para o tema em questão. Conclui-se que a  formação do professor, quando elaborada e atrelada às diretrizes antirracistas, pode  ser um viés viável para proporcionar a valorização da identidade negra na fase infantil.  Entretanto, é preciso fortificar práticas pedagógicas, abranger métodos e alcançar  garantia no envolvimento da instituição, isto é, no compromisso com uma educação  antirracista desde os primeiros anos de ensino.

Palavras-chave: gestão do conhecimento; identidade negra; formação de  professores; educação infantil. 

1. INTRODUÇÃO 

A Educação Infantil representa uma fase crucial na formação da identidade das  crianças, uma etapa em que elas começam a compreender e valorizar a diversidade  que as cerca, consolidando conceitos de autoestima e sentimento de pertencimento.  Nesse sentido, o reconhecimento e a valorização da cultura negra, embora presentes  nas discussões e legislações atuais, muitas vezes ainda encontram dificuldades de  aplicação prática nos ambientes escolares. Essa disparidade evidencia a necessidade  de repensar como ações pontuais, como o fortalecimento dessas discussões somente  durante o mês de novembro, contribuem ou limitam um exercício pedagógico mais  amplo, contínuo e efetivo, alinhado à noção de que o conhecimento deve ser  disseminado de forma colaborativa e inclusiva na escola, conforme aponta a teoria de  Nonaka e Takeuchi (2008). 

Ao analisar o cenário, percebe-se ainda uma importante lacuna na formação  dos docentes, a qual muitas vezes não prepara adequadamente os profissionais para  abordarem de modo consistente e sensível as questões raciais. Grecco et al. (2022)  ressaltam que a gestão do conhecimento em qualquer contexto escolar deve  considerar as singularidades de cada instituição, buscando envolver todos os níveis  hierárquicos na disseminação deste saber de maneira diária e integral. Para uma  gestão do conhecimento eficiente, é fundamental que as instituições tenham  processos estruturados para identificar, organizar, armazenar, compartilhar e aplicar  o saber de forma estratégica, promovendo um ambiente de aprendizagem contínuo e  colaborativo. Essa abordagem é fundamental, pois, para um ensino antirracista  efetivo, é imprescindível que o docente possua não apenas conhecimentos explícitos,  mas também os conhecimentos tácitos, que possibilitam a contextualização e dão  sentido às informações, tornando-as mais significativas para as crianças, como  observa Grecco et al. (2023). 

Entretanto, a formação inicial em muitas graduações de licenciatura ainda  marginaliza os estudos voltados às relações étnico-raciais, dificultando a elaboração  de práticas pedagógicas mais críticas e contínuas. Nesse contexto, a questão central  do presente estudo é compreender quais são os limites e as possibilidades do  processo de formação docente na Educação Infantil para garantir uma maior  valorização da identidade negra, contribuindo assim para um ambiente escolar mais  inclusivo e equitativo. Diante dessa problemática, justifica-se a investigação que visa  entender de que forma a formação dos profissionais influencia o reconhecimento e o  respeito às diferenças raciais no cotidiano escolar, destacando a urgência de  consolidar uma educação infantil capaz de promover uma sociedade mais consciente,  valorosa e crítica em relação à diversidade. 

2. REFERENCIAL TEÓRICO 

Na presente seção, falaremos de alguns pilares relevantes que serviram de  combustível para aprofundamento do tema selecionado. A partir disso, dividimos em  alguns subtópicos, além de evidenciar a narrativas de alguns autores para sustentar  e trazer mais clareza para a nossa pesquisa. 

2.1 A Gestão do Conhecimento na Educação Infantil

A gestão do conhecimento é um conceito que tem ganhado crescente  importância nas diversas áreas do saber, especialmente no contexto educacional. No  âmbito da educação infantil, é fundamental para o desenvolvimento de práticas  pedagógicas que favoreçam a aprendizagem significativa das crianças. Ela se refere  ao processo de aquisição, compartilhamento e aplicação de saberes, com o objetivo  de melhorar as práticas educacionais e promover a inclusão e a equidade Santos,  (2019). Na educação infantil, isso envolve não apenas o domínio de conteúdos específicos, mas também a criação de ambientes de aprendizagem colaborativos,  onde professores, gestores e outros profissionais possam trocar experiências e  aperfeiçoar suas estratégias pedagógicas. 

De acordo com Terra (2005), a gestão do conhecimento envolve ajudar uma  instituição a atingir suas metas, utilizando o conhecimento como um recurso  fundamental para alcançar esses objetivos. 

Santos (2019) argumenta que, ao promover o compartilhamento de saberes,  os educadores criam um ambiente de colaboração, no qual todos os envolvidos no  processo educacional têm a oportunidade de contribuir para a melhoria das práticas  pedagógicas. Isso implica em um trabalho coletivo, no qual professores, alunos, pais  e comunidade escolar participam ativamente do processo de ensino-aprendizagem. 

Na educação infantil, outro fator importante, está relacionado ao uso de  tecnologias da informação e comunicação (TICs), que oferecem novas formas de  interação e aprendizado. Conforme aponta Silva (2019), as TICs são ferramentas  poderosas que podem ser utilizadas para otimizar o processo de ensino e  aprendizagem, facilitando a troca de informações e o acesso a novos conhecimentos.  

A participação dos pais e da comunidade no processo educacional é um fator  importante para o sucesso pois quando a escola envolve as famílias na educação dos  filhos, criando um ambiente de colaboração entre a casa e a escola, as crianças se  beneficiam de um suporte mais amplo e integrado para seu aprendizado. Santos  (2019) destaca que a gestão do conhecimento deve ser vista como um processo  coletivo, no qual todos os membros da comunidade escolar têm um papel ativo. 

Como aponta Freire (1996), a educação deve ser entendida como um processo  de transformação, no qual o professor é um facilitador da aprendizagem, que estimula  o pensamento crítico e a autonomia dos alunos. A gestão do conhecimento, nesse  contexto, é uma ferramenta que permite a transformação das práticas pedagógicas  em favor de uma educação mais inclusiva e democrática. 

Por fim, a gestão do conhecimento na educação infantil também tem  implicações significativas para o desenvolvimento das crianças. Quando os  educadores são capacitados a utilizar estratégias pedagógicas baseadas no  compartilhamento de saberes e na reflexão contínua, as crianças são beneficiadas  por um ambiente de aprendizagem mais dinâmico, significativo, criativo e colaborativo.  Isso favorece o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para a  formação de cidadãos críticos, autônomos e conscientes de sua identidade cultural  (Gomes, 2017). 

2.2 As dimensões da gestão do conhecimento 

A exemplificação das dimensões da gestão em questão, possuindo a  quantidade de sete que, representamos na figura 1, é defendida por Terra (2005), com  o intuito de mensurar o viés do conhecimento das organizações.

Figura 1 – Gestão do Conhecimento: planos e dimensões

Fonte: Terra (2005, p. 86).

Face ao exposto, verifica-se que: 

1. Estratégia de Alta Direção: Examina-se o pertinente engajamento dos líderes  superiores no que tange às condições da instituição que colaborem com a  disseminação e compartilhamento de saberes ao dos níveis de cargos da  organização. 

2. Cultura Organizacional: Analisa-se como os fatores internos da cultura do  ramo corporativo podem corroborar pertinentemente ou, em contradição, gerar  barreiras à extensa difusão do conhecimento da instituição. 

3. Organização e Processos de Trabalho: Investiga-se o formato da estrutura e  moldes de gestão adquiridas, alcançando a intenção de entender de que modo  eles sustentam ou afetam as iniciativas relacionadas à gestão do  conhecimento. 

4. Políticas e Práticas para Administração de Recursos Humanos: Avalia-se  em que meios os procedimentos e diretrizes direcionados ao ramo  administrativo de recursos humanos promovam condições valorosas para a  assimilação, criação e compartilhamento de saberes pelos profissionais da  casa. 

5. Mensuração dos Resultados: busca-se entender os métodos aplicáveis pela  instituição para notar os impactos positivos e negativos, além dos  desdobramentos interligados às diferentes lacunas do viés intelectual. 

6. Sistema de Informação e Comunicação: Verifica-se que estuda a utilização  das ferramentas tecnológicas e meios de sistemas de informações que auxiliam  a disseminação de comunicação, dados e organização externa.

7. Aprendizado no Ambiente: Analisa-se o potencial institucional de  compreender através da interação com o mercado, parceiros e clientela,  favorecendo, desse modo, a rede de conhecimentos do ramo e adaptabilidade  favorável para o crescimento. 

2.3 A Formação de Professores para uma Educação Antirracista 

A formação de professores para uma educação antirracista é um aspecto  fundamental para a construção de um ambiente escolar que valorize a diversidade e  combata as desigualdades raciais presentes na sociedade. De acordo com Silva  (2020), a formação de educadores deve ser entendida como um processo contínuo e  dinâmico, que envolve não apenas a capacitação sobre conteúdos acadêmicos, mas  também a reflexão sobre as práticas pedagógicas e os pressupostos raciais que  moldam o ensino. Para que os educadores desempenhem um papel eficaz na  promoção da igualdade racial, é essencial que adquiram ferramentas para reconhecer  e combater o racismo estrutural nas escolas. 

Além disso, esta formação deve incluir a análise crítica das práticas  pedagógicas tradicionais, muitas vezes marcadas por estereótipos e invisibilidade da cultura negra. Segundo Nascimento (2019), essa formação deve contemplar tanto  aspectos teóricos quanto práticos, abordando temas como história e cultura afro-brasileira, literatura negra, e os efeitos do racismo na infância e na aprendizagem. A  educação antirracista não deve ser vista como uma disciplina isolada, mas como uma  abordagem transversal a ser integrada em todas as áreas do conhecimento, desde a  educação infantil até os níveis superiores. 

A resistência à implementação de práticas antirracistas nas escolas é um dos  desafios enfrentados pela formação de professores. Muitas vezes, a dificuldade em  lidar com questões raciais reflete a falta de preparo adequado ou a presença de  preconceitos internalizados pelos próprios educadores. Oliveira (2020) afirma que a  formação inicial e continuada dos professores precisa incluir espaços de reflexão  sobre a própria identidade racial do educador, para que ele possa desconstruir  estereótipos e desenvolver uma postura crítica e inclusiva. Além disso, a formação  deve enfatizar a importância de uma abordagem pedagógica que favoreça a criação  de um ambiente de aprendizagem seguro e acolhedor para estudantes de todas as  raças. 

Além da formação inicial, a educação antirracista deve ser promovida por meio  de programas de formação continuada. De acordo com Santos (2018), a constante  atualização das práticas pedagógicas é imprescindível para que os educadores  possam responder às demandas da sociedade e contribuir para a construção de uma  cultura escolar mais inclusiva e equitativa.  

Por fim, a efetividade da formação antirracista também depende do  compromisso das instituições educacionais com a implementação de políticas  afirmativas e com a construção de um currículo antirracista. Segundo Bárbara Carine  (2023), a educação antirracista não é uma ação pontual, mas uma política educacional  que precisa ser instituída e sustentada ao longo do tempo. Para que essa educação  seja transformadora, é necessário que haja uma articulação entre a formação dos  professores, a revisão do currículo escolar, a criação de materiais didáticos inclusivos  e a promoção de um ambiente escolar que valorize as identidades raciais de todos os  estudantes. Essa abordagem integrada é fundamental para que a educação  antirracista tenha um impacto real e duradouro nas escolas brasileiras.

3. METODOLOGIA 

A coleta de dados será realizada por meio de três estratégias principais: 

1. Entrevistas semiestruturadas: Aplicadas a Professores de Educação Infantil,  Professores Adjuntos de Educação Infantil e Agente de Educação Infantil, com  o objetivo de compreender suas percepções sobre a formação docente voltada  à identidade negra e diversidade étnico-racial. 

2. Análise documental: Investigação do Projeto Político Pedagógico (PPP),  regimentos internos, e materiais didáticos utilizados na instituição. 

3. Observação participante: Registro de práticas pedagógicas voltadas para a  valorização da cultura afro-brasileira e combate ao racismo na educação  infantil. 

4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 

Os dados coletados serão analisados à luz da tabela 1 de dimensões e  indicadores definidos para este estudo, conforme descrito abaixo:

Tabela 1: Dimensão e indicadores para avaliação da GC.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Para este trabalho, foi criada uma métrica para avaliação da Gestão do  Conhecimento diante de uma Formação Continuada para professores de Educação  Infantil com o objetivo de fortalecer a identidade negra na unidade escolar. 

Tabela 2: Métrica utilizada.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Como exemplo, de acordo com a métrica elaborada, se o somatório das  avaliações “concordo plenamente” e “concordo”, de um determinado indicador, for  superior a 50 %, quer dizer que este indicador apresenta boa avaliação. Se o  somatório das avaliações “concordo”; “discordo” e “não concordo, nem discordo”, for  igual a 50%, este indicador apresenta avaliação mediana. No caso do somatório das  avaliações “discordo” e “discordo plenamente”, de um indicador específico, apresentar  superioridade de 50%, significa que o indicador apresenta uma avaliação ruim. 

4.1 Estratégia e Alta Direção (EAD) 

A dimensão a seguir teve como proposta avaliar a Estratégia e Alta Direção  (EAD). Como exemplo, o gráfico 1 expõe os resultados do indicador Projeto Político  Pedagógico:

Gráfico 1: Projeto Político Pedagógico (PPP).

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Perante ao exposto, avaliando os indicadores da dimensão de “Estratégia e  Alta Direção (EAD)”, mediante à métrica definida, notou-se resultados pertinentes,  como aponta a tabela 3 a seguir:  

Tabela 3: Avaliação da dimensão “Estratégia e Alta Direção (EAD)”.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Observa-se que, diante dos resultados avaliativos, acima de 89% dos  participantes concordaram com as indagações feitas. 

4.2 Cultura Organizacional (CO) 

Agora, trazemos à tona a dimensão da Cultura Organizacional (CO), que teve  como proposta de indagar o incentivo profissional, como podemos notar no gráfico 2 a seguir a porcentagem alcançada:

Gráfico 2: Incentivo Profissional.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

A partir disso, verificando os indicadores da dimensão de “Cultura  Organizacional”, de acordo com a métrica definida, verificamos achados valiosos, como  é possível analisar a seguir: 

Tabela 4: Avaliação da dimensão de “Cultura Organizacional”.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Destaca-se na avaliação, por quase 100% dos participantes, que os indicadores  da dimensão “Cultura organizacional” concordam. 

4.3 Organização e Processos de Trabalho (OPT) 

Neste subtópico, investigamos a dimensão da “Organização e Processos de  Trabalho (OPT)”, dando destaque ao indicador de “Reunião”, como vemos no gráfico  3:

Gráfico 3: Reuniões.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Perante à isso, analisando os indicadores da dimensão citada anteriormente,  de acordo com a métrica selecionada, foi visto os seguintes resultados adiante:

Tabela 5: Avaliação da Dimensão “Organização e Processos de Trabalho  (OPT).” 

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Todos os indicadores apresentados resultaram em respostas positivas.

4.4 Políticas e Práticas para a Administração de Recursos Humanos (PP) 

Essa dimensão encontra-se representada no gráfico 4, indicador Suporte para  professores, para identificar se há suporte para os professores perante aos desafios  surgidos:

Gráfico 4: Suporte para professores.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Perante ao exposto, foi possível identificar os seguintes resultados do gráfico  apresentado e dos demais, que serão representados na tabela 6 a seguir:

Tabela 6: Avaliação da Dimensão Políticas e Práticas para a Administração de  Recursos Humanos (PP).

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Verificando os resultados, destacamos o indicador intercâmbio entre  profissionais. Nos resultados alcançados houve um certo equilíbrio em todas as  respostas selecionadas pelos participantes, mesmo que tenha coletado 100% de  percentual das avaliações. 

4.5 Sistemas de Informação e Comunicação (SIC) 

Dando continuidade à proposta da apresentação dos resultados, agora,  apresentaremos a dimensão SIC, porém, com ênfase para a Recursos Tecnológicos,  representada no gráfico a seguir:

Gráfico 5: Recursos Tecnológicos.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Neste sentido, levando em consideração ao gráfico e, analisando a métrica,  alcançamos os seguintes resultados da dimensão destaca e as demais: 

Tabela 7: Avaliação da Dimensão Sistemas de Informação e Comunicação (SIC).

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Verifica-se que os resultados obtidos trouxeram uma resposta positiva dos  participantes. 

4.6 Mensuração de Resultados (MR)  

Na sequência, citamos, neste instante, a dimensão MR, contudo, enfatizando  os fatores continuidade à proposta da apresentação dos resultados do fator de  Vivências, representadas no gráfico a seguir:

Gráfico 6: Resultados das Vivências.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Embora o resultado apresente uma ótima satisfação, trazemos à tona o  percentual deste e das demais dimensões, que serão representadas posteriormente:

Tabela 8: Avaliação da Dimensão “Resultados de Vivências”.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

A partir dos dados coletados, identificou-se que resultou em um equilíbrio nas  respostas. 

4.7 Aprendizado no Ambiente (AA)  

Nesta subseção, citaremos a dimensão de Aprendizado no Ambiente. A partir  disso, dentre as 3 pesquisas, selecionamos para apresentação a seguinte:

Gráfico 7: Desempenho e bem-estar.

Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Logo, levando em consideração à porcentagem em questão, apresentaremos  na seguinte tabela o percentual alcançado deste e dos demais fatores: 

Tabela 9: Avaliação da Dimensão “Desempenho e bem-estar.”

 Fonte: Elaborado pela autora (2025).

Observa-se que o percentual atingido traçou um pertinente resultado de  avaliação, o que favoreceu na construção da presente pesquisa. 

4.8 Discussão dos Resultados 

Em linhas gerais, na dimensão Estratégia e Alta Direção (EAD), os indicadores  resultaram uma porcentagem superior a 89%, destacando para EAD Capacitação  Profissional e Divulgação de curso (94,8%). Isso provoca o reforço na concepção de  que as lideranças institucionais são coerentes, além de participativa e conectada com  as missões pedagógicas e estratégias. 

Em sequência, na dimensão Cultura Organizacional (CO), evidenciou um  desempenho interessante, com três indicadores atingindo 100% e um em 99,9%, o  que destaca um solo institucional que promove valorização profissional, motiva  permanência e fornece uma cultura fortemente consolidada.

No que tange à Organização e Processos de Trabalho (OPT), os achados  sinalizam respostas valiosas, com Reuniões atingindo 97,4%. E, em Reuniões  Pedagógicas, registrou um resultado reduzido (84,2%). De qualquer modo, todos os  indicadores foram excelentemente avaliados, direcionando para eficiência de  organização e eficiência no progresso de ofício. 

Direcionando para Políticas e Práticas para a Administração de Recursos  Humanos (PP), os indicadores Promoção de vivências e Suporte para os professores  alcançaram 100%, o que contribui para um reconhecimento dos colaboradores quanto  ao apoio fornecido aos profissionais. Os demais indicadores, como é possível verificar  anteriormente, representam acima de 84%, propondo mais coerência em ações da  gestão. 

Além disso, na dimensão Sistemas de Informação e Comunicação (SIC), os  achados afirmam a efetividade dos contatos e uso favorável dos recursos tecnológicos  disponível, com dois indicadores resultando em 100% e os demais acima de 90%, o  que indica que as ferramentas em questão estão fortemente integradas ao cotidiano  dos ofícios institucionais. 

Em seguida, notamos que a dimensão Mensuração de Resultados (MR)  representou uma dosagem de equilíbrio, com o Resultado das vivências atingindo  97,7%. Em contrapartida, a inclusão de novas metodologias, resultou em 84,2%. Isso  promove a sugestão de que, apesar de existir valorização das avaliações de práticas e  vivências, há oportunidade de aperfeiçoar o acompanhamento contínuo dos  resultados, sejam eles positivos ou negativos das instituições. 

Finalizando, a dimensão Aprendizado no Ambiente (AA) mostrou percentuais  significativos, como no indicador Desempenho e Bem-estar (99,9%), o que é apontado  para um núcleo que favorece a qualidade e a aprendizagem. Em sequência, a parceria  com outras Instituições trouxe 84,2%, indicando uma certa necessidade de impactar  um reforço estratégico que potencialize ainda mais as atualizações e crescimento dos  colocadores. 

Dado o exposto, os achados expressam uma excelente avaliação consistente  das sete dimensões investigadas. As porcentagens que alcançaram um resultado  maior de aproveitamento indicaram que a instituição averiguada realiza práticas  ótimas, com ênfase para cultura organizacional, RH e sistemas de informação.  Contudo, alguns indicadores com porcentagens menos que 90% promovem a  sugestão de chances de melhoras específicas, principalmente nos processos de  incentivo ao crescimento contínuo e mensuração. 

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O presente estudo recaiu no objetivo principal de avaliar como a Gestão do  Conhecimento, corrobora para a efetivação da educação no que tange às relações  étnico-raciais, sanando à pergunta norteadora da influência das ações institucionais  no processo em questão. 

Quanto à indagação: “quais podem ser os limites e possibilidades do processo  de formação docente para alcançar valorização da identidade negra, mais  precisamente, na Educação Infantil?”, após o estudo realizado, entende-se que os  limites do processo de formação dos professores estão inclusos a ausência de  metodologias antirracistas, além da resistência institucional. As possibilidades, de  certa forma, recaem na fortificação das políticas internas e um grande compromisso  com atividades formativas constantes desde a educação infantil. 

Os achados apresentaram que os objetivos foram atingidos, pois as avaliações  positivas, principalmente nas dimensões de Recursos Humanos, Cultura Organizacional e Sistemas de Informações e Comunicação, indicando uma certa  coerência entre o ato de promover a educação étnico-racial e estratégias. Desse  modo, afirma-se que as práticas de reconhecimento profissional, suporte pedagógico  e comunicação pertinente são essenciais para a potencialização dessas propostas  dentro do viés institucional. 

Todavia, o estudo inclusive identifica fatores que exigem aprimoramento, como  aplicação de novas metodologias e conseguir parcerias externas, os quais  representam grande potencial para crescimento e enriquecer com atitudes  desenvolvidas, proporcionando alcance e efetivação no processo educacional. 

Ao tratar das limitações da pesquisa, enfatizamos o restrito foco a somente uma  instituição de ensino, o que contribui para restringir a generalização dos achados para  outras contextualizações. Ademais, o estudo se guiou em concepções internas, sem  avaliar a opinião dos alunos e comunidade regional, o que provocaria o ampliamento  do entendimento da efetividade das práticas discutidas no presente artigo. 

Concluindo, o estudo contribui ao proporcionar uma avaliação precisa das  dimensões, conectadas à educação para as relações étnico-raciais, possibilitando que  os educadores e gestores encontrem fragilidades e impactos nas ações. Espera-se,  então, que fomentem propostas mais pertinentes e integradas com o progresso da  diversidade e equidade nas instituições. 

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1Mestranda em Nova Tecnologias Digitais na Educação (UNICARIOCA) katiarsilva144@gmail.com

2Pós-Doutorado em Engenharia de Produção, Universidade Federal do Rio de  Janeiro (UFRJ) cgrecco@unicarioca.edu.br

3Doutorando em Políticas Públicas e Formação Humana PPFH UERJ msilva@unicarioca.edu.br