A INFLUÊNCIA DA NUTRIÇÃO NA PREVENÇÃO E MANEJO DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS NO CONTEXTO DA SAÚDE PÚBLICA

THE INFLUENCE OF NUTRITION ON THE PREVENTION AND MANAGEMENT OF CHRONIC NON-COMMUNICABLE DISEASES IN THE PUBLIC HEALTH CONTEXT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202511301800


Lucas Gabriel Pimentel¹
Francisca Marta Nascimento de Oliveira Freitas²
Rosimar Honorato Lobo³


RESUMO

O objetivo geral desta pesquisa foi analisar a influência da nutrição na prevenção e manejo de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) no contexto da saúde pública. O método utilizado foi uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa e caráter exploratório. A pesquisa envolveu a análise de artigos científicos, livros e documentos oficiais, publicados no período de 2010 a 2025. A análise dos dados foi realizada de forma metódica, utilizando bancos de dados do Ministério da Saúde (MS), IBGE, OMS e OPAS, para compreender as relações entre desigualdade social, padrões alimentares e incidência das DCNTs na população brasileira. Como resultados, constatou-se que as DCNTs (como diabetes mellitus, hipertensão e obesidade) são responsáveis por cerca de 74% de todas as causas de morte no Brasil. A transição nutricional, marcada pelo aumento do consumo de alimentos ultraprocessados (atingindo 23,7% das calorias em 2020) e pela redução de alimentos in natura, está diretamente associada à crescente prevalência de sobrepeso (55,4%), obesidade (20,3%) e hipertensão (24,5%). As DCNTs afetam de forma desproporcional grupos vulneráveis, incluindo mulheres, pessoas de baixa renda e baixa escolaridade. As conclusões apontam que a nutrição é uma ferramenta importante na prevenção e manejo das DCNTs. É necessário que as políticas públicas, como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), adotem uma abordagem intersetorial e de equidade, incorporando os determinantes sociais. Democratizar o acesso à alimentação adequada e considerar os fatores sociais, econômicos e culturais é fundamental para reduzir a incidência dessas doenças, configuradas como um grave problema de saúde pública no país.

Palavras-chave: nutrição, saúde pública, doenças crônicas não transmissíveis, prevenção em saúde e políticas públicas em nutrição.

ABSTRACT

The general objective of this research was to analyze the influence of nutrition on the prevention and management of non-communicable chronic diseases (NCDs) in the context of public health. The method used was a qualitative exploratory bibliographic review. The research involved the analysis of scientific articles, books, and official documents published between 2010 and 2025. Data analysis was carried out in a methodical manner, using databases from the Ministry of Health (MS), IBGE, WHO, and PAHO, to understand the relationships between social inequality, dietary patterns, and the incidence of NCDs in the Brazilian population. As results, it was found that  NCDs (such as diabetes mellitus, hypertension, and obesity) account for about 74% of all causes of death in Brazil. The nutritional transition, marked by the increase in the consumption of ultra-processed foods (reaching 23.7% of calories in 2020) and the reduction of natural foods, is directly associated with the increasing prevalence of overweight (55.4%), obesity (20.3%), and hypertension (24.5%). NCDs disproportionately affect vulnerable groups, including women, low-income individuals, and those with low levels of education. The conclusions indicate that nutrition is an important tool in the prevention and management of NCDs. It is necessary for public policies, such as the National Food and Nutrition Policy (PNAN), to adopt an intersectoral and equity-based approach, incorporating social determinants. Democratizing access to adequate food and considering social, economic, and cultural factors is essential to reduce the incidence of these diseases, which represent a serious public health problem in the country.

Keyword: nutrition, public health, non-communicable chronic diseases, health prevention, and public policies in nutrition.

1. INTRODUÇÃO

Cada vez mais a população está “mergulhada” em uma rotina extremamente apertada e tóxica, que “rouba” o seu tempo para questões familiares, lazer, e principalmente, para cuidado da saúde. Longas jornadas de trabalho, em conjunto com horas no transporte público preso a engarrafamentos privam essa pessoas de tempo de sono de qualidade, tempo para preparação refeições saudáveis e tempo para se dedicar a exercícios físicos. A exaustão física se acumula com os serviços domésticos, que muitas vezes, acabam sendo realizados no dia de folga do trabalhador (Secio, 2024).

Esses três pontos citados são características marcantes do estilo de vida contemporâneo, especialmente em áreas urbanas. Esse cenário torna cada vez mais difícil manter hábitos saudáveis que garantam o bem estar físico e mental. Os problemas de saúde ocasionados se relacionam às práticas alimentares, e a carência pode levar à deficiência de vitaminas e minerais e o excesso, ao sobrepeso e à obesidade (Morosini, 2017). Consequentemente, as pessoas inseridas nessa realidade buscam alternativas que, a longo prazo, não serão benéficas à sua saúde.

Dentre estas alternativas, temos: refeições rápidas, principalmente industrializadas e embutidas, isso quando não ocorre de parar lanchar em barraquinhas que vendem frituras; a fuga do estresse descontada no uso de substâncias como o tabaco e bebidas alcoólicas, devido fácil acesso e baixo custo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (2021), a alimentação inadequada e o uso de tabaco e consumo abuso de álcool e a inatividade física são os principais fatores de risco comportamentais para as doenças crônicas.

Essa falta de cuidado acarreta no surgimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como diabetes mellitus, hipertensão, neoplasias malignas e obesidade, aumentando a cada ano e se tornando uma das principais causas de mortalidade e morbidade no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, foram registradas 738.371 óbitos por DNCT no Brasil, sendo que, desse total, 41,8% ocorreram prematuramente em pessoas entre 30 e 69 anos de idade.

Embora essas doenças possam ser preveníveis, em alguns casos, é extremamente necessário olhar o contexto socieconômico onde as DCNTs se encontram com maior facilidade. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde

(2013), as DCNTs atigem grupos mais vulneráveis, que incluem pessoas de baixa renda, pouca escolaridade, idosos e mulheres. Portanto, é necessário avaliar todas as nuances que cercam esses grupos, considerado o acesso à informação, a alimentação saudável e de qualidade e, principalmente, a desigualdade social, pois ela determina, na grande maioria dos casos, a qualidade alimentar dessa população.

Ao trabalhar na construção de soluções para essa problemática, é importante ter um olhar mais cuidadoso para todo o contexto que cerca os grupos em que as DCNTs são encontradas com mais facilidade. Portanto, as estratégias de combate e prevenção das DCNTs necessitam de soluções a longo prazo, visando proporcionar vida digna e de qualidade tanto para os que necessitam de cuidados agora, quanto para as futuras gerações. A defesa da saúde deve consistir em lutar para que os fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais, comportamentais e biológicos, sejam cada vez mais favoráveis à saúde (BUSS, Paulo, [2000], p.170).

Segundo o IBGE, as DCNT possuem etiologia multifatorial, sendo sua incidência afetada por condições de vida, fatores biológicos como a idade (pessoas com mais de 60 ano), sexo, peso e vícios; além de fatores mais antropológicos, como escolaridade, desigualdade social e acesso restrito a informação e serviços de saúde, influenciando no aumento dessas doenças.  

Comprender a relação entre nutrição, políticas públicas, desigualdade social e como ela pode se adequar em diferentes fatores sociais e econômicos, é democratizar a sua prática e acesso, construir soluções efetivas e, o mais importante, trabalhar na redução das DCNTs, que está se configurando como um grave problema de saúde pública. A Constituição Brasileira reconhece a saúde como um direito social. O direito à alimentação foi incluido somente em 2010, por meio da Ementa Constitucional nº 64 (Alves; Jaime, 2014).

Este estudo teve por objetivo analisar a influência da nutrição na prevenção e manejo de doenças crônicas não transmissíveis no contexto da saúde pública.

2. METODOLOGIA

2.1. Tipo de estudo

O presente estudo caracteriza-se como uma revisão de literatura, realizada sob uma perspectiva qualitativa e com propósito exploratório, considerando todas as variáveis como renda, acesso à alimentação saudável, escolaridade e a prevalência das DCNTs em diferentes grupos populacionais. Foi conduzido de forma exploratória, seguindo a pesquisa qualitativa, a qual deve-se pela capacidade em compreender os fenômenos complexos, como a compreensão das políticas públicas e dos fatores sociais resultando na relação da nutrição com as DCNTs.

2.2. Coleta de Dados

A pesquisa bibliográfica foi realizada por meio da análise de livros, artigos científicos, documentos oficiais e publicações institucionais disponíveis em bases como SciELO, PubMed, Google Acadêmico e BVS, além de materiais de órgãos como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde.

Estes documentos foram publicados nos últimos 15 anos (2010-2025. Assim como as fontes oficiais, como IBGE, Ministério da Saúde, OMS e OPAS. Foram descartados todo e qualquer documento que seja de caráter opinativo e estudos limitados a pequenas cidades que limitem as perspectivas.

Para a seleção dos materiais, foram utilizados como descritores os seguintes termos: nutrição em saúde pública, doenças crônicas não transmissíveis, prevenção em saúde, alimentação saudável e políticas públicas em nutrição.

2.3. Análise de Dados

Para análise de dados: leitura e análise metódica dos bancos de dados do Ministério da Saúde, do IBGE, da OMS e da OPAS, para analisar estatística indicadores de incidência de doenças crônicas não transmissíveis entre população de diferentes questões socioeconômicas. Os resultados foram utilizados pela construção de gráficos para facilitar a compreensão das relações entre a desigualdade social, acesso a alimentação saudável e a incidência.

Os dados coletados foram organizados e interpretados com auxílio de representações gráficas e quadros comparativos, com a finalidade de facilitar a compreensão das relações entre desigualdade social, padrões alimentares e a incidência das DCNTs na população brasileira. Serão excluídos da pesquisa os que apresentam caráter opinativo e que possam ser limitados, além daqueles que não tenham relação com a temática da pesquisa (Lakatos; Marconi, 2003).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis são doenças que compõem o conjunto de condições crônicas que possuem diversos fatores de risco, caracterizadas por início gradual, de prognóstico incerto, com longa duração, que pode ir se alterando ao longo do tempo, com possíveis períodos de agudização, podendo gerar incapacidade. Existem dois tipos, as transmissíveis e as não transmissíveis. As Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como diabetes mellitus, hipertensão, neoplasias malignas e obesidade; são doenças que estão presentes desde o nascimento, ou se desenvolvem com o tempo por diversos fatores (Brasil, 2013). 

Os fatores que contribuem para o surgimento e agravamento das DCNTs são: tabagismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e falta de atividades físicas. Estas doenças compartilham fatores de risco modificáveis, como tabagismo, alimentação inadequada, inatividade física, consumo nocivo de álcool e excesso de peso corporal. Além disso, fatores socioeconômicos e ambientais, como baixa escolaridade, insegurança alimentar e desigualdades sociais, têm papel determinante em sua ocorrência e distribuição (Kowalski et al., 2020).

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo IBGE em 2019, mais de 52% da população adulta brasileira apresentava excesso de peso, e 9,9% eram obesos, evidenciando o avanço do sobrepeso como fator crítico de risco. Ainda segundo estes dados, 23,9% dos adultos relataram diagnóstico médico de hipertensão arterial e 7,7% de diabetes, dados que apontam para a crescente carga de doenças crônicas no país (IBGE, 2020).

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) também alerta que no Brasil, as DCNTs são responsáveis por cerca de 74% de todas as causas de morte, sendo que grande parte delas poderia ser evitada com políticas públicas intersetoriais e ações de prevenção baseadas em evidências.

Diante desses desafios, a PNAN (Política Nacional de Alimentação e Nutrição) assume um papel central na promoção de uma alimentação adequada e saudável como forma de enfrentamento às DCNTs. Por meio de ações de educação alimentar, regulação dos ambientes alimentares e vigilância nutricional, a política fortalece a redução dos fatores de risco e a melhoria das condições de saúde da população (Brasil, 2013).

A prevenção e o controle das DCNTs exigem uma atuação intersetorial que articule políticas públicas, iniciativas comunitárias e o fortalecimento da atenção básica. A promoção de hábitos de vida saudáveis, associada à criação de ambientes que estimulem escolhas alimentares adequadas e a prática regular de atividade física, constitui um pilar essencial (Malta et al., 2023). Assim, as estratégias de saúde pública devem ser amplas, educativas e inclusivas, priorizando a equidade e a diminuição das desigualdades sociais e em saúde.

Não existe um conceito universal de políticas públicas. Peters (1986) a define como uma soma de ações e/ou atividades do governo, agindo diretamente ou através de uma comissão responsável, influenciando a vida do público alvo da política pública. Neste contexto, as políticas públicas nutricionais para o combate e redução das DCNTs devem levar em consideração os aspectos biológicos e socioecômicos dos grupos de cada uma das DCNTs (Ceci; CAMPOS, 2019).

As DCNTs são encontradas com mais facilidade em mulheres, populações de baixa renda e pessoas pretas e pardas. Portanto, é necessário trazer um olhar mais antropológico para esses grupos, pois cada um possui particularidades que devem ser levadas em consideração na hora de pensar em políticas públicas e criação de planos alimentares para pessoas com DCNTs (Malta et al. 2023). 

Desta  maneira, a alimentação é um direito constitucional previsto na Lei nº 8.080, de setembro de 1990, que estrutra o Sistema Único de Saúde – SUS. Tal noirmatização atribui ao Ministério da Saúde o papel de construir políticas públicas voltadas para esse direito, incluindo aquelas associadas à alimentação e nutrição como dimensões fundamentais do cuidado integral (Brasil, 1990).

Neste sentido, as políticas públicas em saúde devem ter ações que se intensifiquem quando focar nos determinantes sociais, essencialmente  quando atingem as desigualdades sociais e populações vulneráveis, como é o caso das doença crônicas não transmissiveis (DCNTs).

As DANTs (Doenças e Agravos Não Transmissíveis), como diabetes mellitus (DM2), hipertensão arterial sistemica (HAS), doenças cardiovasculares, obesidade e câncer, são condiçções multifatoriais, com longa duração e progressão lenta.  Segundo Malta, et al., 2020, elas apresentam  mais de 70% das causas  de morte no Brasil, afetando de forma desproporcional mulheres, pessoa negras e pardas, e pessoas de baixa renda, conforme o levantamento da Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE, 2020). Nesse contexto, Ceci e Campos, 2019, argumentam que as políticas públicas voltadas à prevenção e controle das DCNTs devem adotar abordagem ampliada, indo além do modelo biomédico, incorporando fatores sociais, econômicos, étnicos e culturais na definição de estratégias de cuidado e promoção da saúde.

No Brasil, as DCNTs são uma preocupação crescente nas últimas décadas. A transição nutricional, caracterizada pela pela substituição de alimentos in natura por produtos ultraprocessados, tem contribuido significativamente para o aumento de doenças como obesidade, DM2, HAS e doenças cardiovasculares (IBGE, 2020).

Dados do Ministério da Saúde e de pesquisas nacionais indicam uma tendência preocupante no consumo alimentar da população brasileira. Dados entre 2006 e 2019, demonstram um aumento na prevalência do  sobrepeso de 42,6% para 55,4% ultraprocessa, obesidade de 11,8% para 20,3%, diabetes de 5,5% para 6,4% e hipertensão de 21% para 24,4%. Esse cenário está diretamente associado ao aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e a redução da ingestão de alimentos in natura ou minimamente processados (Brasil, 2021).

A Pesquisa de Orçamento Familiar – POF de 2017/2018 revelou que o consumo de alimentos ultraprocessados aumentou de 18,4% para 23,7% das calorias totais da dieta dos brasileiros, enquanto o consumo de alimentos in natura caiu de 53,3% para 49,5%. Esse padrão alimentar está ascociado ao aumento de fatores de risco para DCNTs, como o consumo excessivo de gorduras saturadas, açúcares e sódio.

Na tabela abaixo consta  o consumo alimentar e prevalência de DCNTs no Brasil no período de 2015-2025. 

Tabela 1 -Consumo alimentar e prevalência de DCNTs

Indicador/ Prevaleência2015 (%)2020 (%)2025 (%) estimativa
Prevalência de sobrepeso52,555,460,0
Prevalência de Obesidade17,920,325,0
Prevalência de  diabetes6,97,48,5
Prevalência de hipertensão23,024,526,0
Consumo de alimentos  ultraprocessados18,423,728,0
Consumo de alimentos in natura53,349,545,0
Fonte: Ministério da Saúde – estimativas baseadas em tendências observadas.


Em conformidade com a tabela 1, a crescente prevalência de DCNT no Brasil está intimamente ligada as mudanças nos padrões alimentares da população. A adoção de dietas ricas em alimentos ultraprocessados, pobres em nutrientes essenciais, contribui significativamente para o aumento de doenças crônicas. Politicas públicas que promovam a alimentação saudável, como o Guia Alimentar da População Brasileira, são fundamentais para reverter essa tendência e melhorar a saúde da população.

A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), criada em 1999, foi implementada com o objetivo de articular e fortalecer as ações de alimentação e nutrição no âmbito do SUS. Seu propósito é aprimorar as condições de alimentação, nutrição e saúde da população brasileira por meio de um conjunto integrado de estratégias, que incluem práticas alimentares saudáveis, vigilância alimentar e nutricional, além de ações de prevenção e cuidado relacionadas à alimentação e nutrição (Brasil, 2013).

A PNAN está alinhada aos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS) — como universalidade, integralidade, equidade, descentralização, regionalização, hierarquização e participação social — que orientam a construção de um sistema de saúde público, democrático e comprometido com os direitos humanos. Esses princípios reconhecem a alimentação como um direito social essencial à dignidade humana e um componente fundamental na promoção da saúde e na humanização do cuidado (Aguiar, 2008).

Ao reconhecer a alimentação como prática cultural e histórica, a PNAN valoriza a diversidade dos hábitos alimentares brasileiros, compreendendo-os como o resultado de um processo de intercâmbio entre diferentes matrizes étnicas e tradições regionais. Isso reforça a necessidade de políticas públicas que respeitem os modos de vida dos povos e promovam práticas alimentares saudáveis sem desconsiderar suas dimensões simbólicas, sociais e afetivas.

De acordo com o Ministério da Saúde (2022), a cooperação e articulação para a Segurança Alimentar e Nutricional envolvem 8 eixos: a organização da atenção nutricional; a promoção da alimentação adequada e saudável; a vigilância alimentar e nutricional; a gestão das ações de alimentação e nutrição; a participação e controle social; a qualificação da força de trabalho; a pesquisa, inovação e conhecimento em alimentação e nutrição; e o controle e regulamentação dos alimentos. Esses eixos atuam de forma integrada para fortalecer as políticas públicas.

Entre as diretrizes fundamentais da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), destaca-se a Promoção da Alimentação Adequada e Saudável (PAAS), cuja centralidade está na valorização de práticas alimentares que respeitem os aspectos biológicos, sociais, culturais e ambientaisdos indivíduos e comunidades. Essa diretriz reconhece que a alimentação vai além da ingestão de nutrientes, incorporando elementos comotradições alimentares, estilos de vida e sustentabilidade dos sistemas alimentares (Brasil, 2013).

Segundo Monteiro et al. (2011), uma alimentação saudável deve basear-se predominantemente em alimentos in natura ou minimamente processados, ser culturalmente apropriada, acessível, equilibrada e promotora de sistemas alimentares socialmente justos e ecologicamente sustentáveis. Entre as diretrizes da PNAN, destaca-se a Promoção da Alimentação Adequada e Saudável (PAAS). Entende-se por alimentação adequada e saudável à prática alimentar que proporciona aos indivíduos e grupos sociais, práticas alimentares apropriadas aos seus aspectos biológicos e socioculturais, bem como ao uso sustentável do meio ambiente (Brasil, 2013, p. 31).

A implantação dessa diretriz fundamenta se nas dimensões de incentivo apoio proteção e promoção da saúde e deve combinar com iniciativas focadas em:

− Políticas públicas saudáveis;

− Criação de ambientes favoráveis à saúde nos quais indivíduos e comunidades possam exercer o comportamento saudável;

− Reforça a ação comunitária;

− Promove o desenvolvimento de habilidades pessoais por meio de processos participativos e permanentes;

− Dá a orientação dos serviços na perspectiva da promoção da saúde.

Essa diretriz enfatiza a importância de políticas públicas saudáveis, criação de ambientes favoráveis à saúde, reforço da ação comunitária, desenvolvimento de habilidades pessoais e reorientação dos serviços na perspectiva da promoção da saúde. Objetivando a melhora na qualidade vida por meio de ações intersetoriais, voltadas para o indíviduo, o coletivo e o ambiente (físico, social, político, econômico e cultural) (Brasil, 2013, p. 34).

A Vigilância Alimentar e Nutricional é outra diretriz essencial da PNAN, que consiste na descrição contínua e na predição de tendências das condições de alimentação e nutrição da população, ou seja, ela é responsável pela monitoração da situação alimentar e nutricional (Brasil, 2013, p. 35).

O Sisvan (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional) funciona por meio das ações desenvolvidas na Atenção Básica à Saúde. Ele tem como objetivo monitorar o padrão do alimento e o estado nutricional dos atendidos pelo SUS. O Sisvan atua também como um suporte para os profissionais da saúde na parte do diagnóstico e na coleta de marcadores que indicam os fatores de risco ou proteção, como a introdução da alimentação complementar (Brasil, 2013, p. 36).

A Política Nacional de Alimentação e Nutrição(PNAN) se fundamenta na premissa do respeito às especificidades culturais, sociais e econômicas de indivíduos e coletividades, reconhecendo a diversidade dos modos de vida da população brasileira. Nesse sentido, destaca-se seu papel essencial no monitoramento alimentar e nutricional de povos e comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas e ribeirinhos, bem como de grupos em situação de vulnerabilidade social, frequentemente expostos a contextos de insegurança alimentar crônica (Brasil, 2013).

Para Aguiar (2008), a incorporação da perspectiva da equidade nas políticas de alimentação é imprescindível para que se garanta o direito humano à alimentação adequada de forma efetiva. Essa abordagem exige que o monitoramento nutricional considere os determinantes sociais da saúde e os territórios historicamente marcados por desigualdades.

Além disso, o cruzamento de informações provenientes da Vigilância Alimentar e Nutricional com os dados de programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada permite às equipes de saúde um acompanhamento mais qualificado e direcionado. Segundo Silva et al. (2019), essa articulação fortalece a integralidade do cuidado e a intersetorialidade das políticas públicas, ampliando o alcance das ações nutricionais nos territórios mais vulneráveis.

Assim, ao priorizar esses grupos no monitoramento e nas estratégias de intervenção, a PNAN contribui não apenas para a identificação de desigualdades nutricionais, mas também para a promoção de políticas mais inclusivas, que respeitem e valorizem a diversidade da população brasileira. A vigilância possibilita a identificação dos determinantes e condicionantes dos agravos relacionados à alimentação e nutrição, além de apontar as regiões e populações mais vulneráveis, contribuir com a formulação de políticas e ações específicas para o enfrentamento desses problema (Brasil, 2013).

Em 2011, o Ministério da Saúde elaborou o “Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil”, posteriormente revisado em 2021. Esse plano tem como finalidade orientar a criação e a execução de políticas públicas voltadas à prevenção e ao controle das DCNT. O plano analisa fatores como alimentação inadequada, o sedentarismo, o tabagismo, o alcoolismo e o excesso de peso (Brasil, 2021). Essa política pública  tem como principal eixo a articulação intersetorial entre saúde, educação, agricultura e assistência social, com ações voltadas à promoção da saúde, melhoria dos ambientes alimentares e estímulo à prática de atividade física.

O plano enfatiza a necessidade de enfrentar os prinicipais fatores de risco modificáveis: alimentação inadequada, inatividade física, tabagismo, uso nocivo de álcool e excesso de peso (Brasil, 2021). Segundo Monteiro et al. (2011), a crescente oferta e consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil está diretamente relacionada à elevação dos índices de obesidade e doenças metabólicas. Além disso, Kowalski et al. (2020) apontam que populações com menor renda e escolaridade estão mais expostas a esses fatores, reforçando a necessidade de políticas públicas que completem as desigualdades sociais e econômicas.

Neste contexto, a OMS e a OPAS, recomendam o fortalecimento de estatégias locais e nacionais que integrem vigilância em saúde, regulação de alimentos industrializados, rotulagem nutricional e ações de educação alimentar (OMS, 2020). Tais diretrizes são incorporadas ao plano brasileiro, que busca atingir metas globais de redução da mortalidade prematura por DCNTs e promover ambientes mais saudáveis, sobretudo nas comunidades mais vulneráveis. A implementação efetiva dessas ações é fundamental para garantir o direito à saúde e à alimentação adequada, conforme previsto na Constituição Federal de 1988 e reafirmado pela PNAN (Jaime; Delmué, 2014).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Espera-se que esta pesquisa contribua significativamente para compreensão da influência da alimentação no contexto das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) no Brasil, destacando a importância da nutrição como ferramenta de prevenção e manejo. Um dos principais resultados almejados é a identificação de padrões alimentares associados ao risco ou proteção frente às DCNTs, sobretudo em populações vulneráveis que enfrentam limitações relacionadas à renda, escolaridade e acesso a alimentos saudáveis.

Além disso, o estudo visa ao mapeamento das desigualdades sociais e regionais que interferem na prevalência das DCNTs, tendo como base indicadores de instituições como o MS, IBGE, OMS e OPAS. Essa análise buscará evidências relacionadas entre as políticas públicas e sua efetiva aplicação, considerando que o acesso desigual à alimentação adequada impacta diretamente os indicadores de saúde (Kowalski et al., 2020; OMS, 2010).

Outro resultado esperado é a análise crítica da efetividade das políticas públicas brasileiras, como PNAN, e sua articulação com as estratégias de promoção da saúde e equidade. Espera-se ainda que os dados obtidos permitam compreender a correlação entre má alimentação e aumento da incidência de diabetes, hipertensão, obesidade e dislipidemias, especialmente em grupos de maior vulnerabilidade (Jaime; Delmue, 2014; Monteiro et al., 2011).  

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¹Graduando do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO.
²Orientadora do TCC. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO.
3Co-orientadora do TCC. Rosimar Honorato Lobo. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. Mestranda do Programa de pós-graduação em Cirurgia- PPGRACI. E-mail. rosimar.lobo@fametro.edu.br