REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra102025110190110
Wiliam Angelo Silva Barros1
Wendell Fiori de Faria2
Valdenize Leite Duarte3
Jacqueline Lidiane de Souza4
Viviane Pereira Bacarin5
Tharyck Dryely Nunes Rodrigues Fontineles6
Mayara Candido da Silva Muniz Braga7
RESUMO
Este artigo analisa a docência no ensino superior frente às transformações metodológicas provocadas pela inserção das tecnologias digitais da informação e comunicação. O estudo tem como objetivo compreender de que forma as inovações tecnológicas impactam o papel do professor e a dinâmica do processo de ensino e aprendizagem, investigando a seguinte questão norteadora: como as tecnologias digitais influenciam as práticas docentes e contribuem para a reorganização dos processos pedagógicos no ensino superior? A pesquisa, de natureza qualitativa e caráter bibliográfico, fundamentou-se em obras publicadas nos últimos quinze anos, selecionadas a partir de critérios de relevância temática, atualidade e contribuição teórica para o campo da docência universitária, especialmente sobre mediação pedagógica, formação continuada e metodologias ativas. Para a análise dos dados, utilizou-se a técnica de análise de conteúdo, possibilitando a identificação de categorias que emergem do diálogo entre diferentes autores. Os resultados indicam que a integração das tecnologias digitais demanda um novo perfil docente, caracterizado pela articulação entre saberes técnicos, pedagógicos e éticos, favorecendo uma aprendizagem significativa, colaborativa e humanizadora. Conclui-se que a docência contemporânea deve assumir uma postura mediadora, reflexiva e inovadora, utilizando as tecnologias não apenas como instrumentos operacionais, mas como recursos capazes de potencializar o protagonismo discente e promover a transformação social. Palavras-chave: Docência; Ensino Superior; Tecnologias Digitais; Metodologias Ativas; Inovação Pedagógica.
ABSTRACT
This article analyzes teaching in higher education in light of methodological transformations driven by the integration of digital information and communication technologies. The study aims to understand how technological innovations impact the role of the professor and the dynamics of the teaching and learning process, guided by the following research question: How do digital technologies influence teaching practices and contribute to the reorganization of pedagogical processes in higher education? This qualitative and bibliographic research was based on works published in the last fifteen years, selected according to criteria of thematic relevance, scientific contribution, and alignment with the topics of pedagogical mediation, continuing education, and active learning methodologies. Data analysis was carried out using content analysis, which made it possible to identify categories emerging from the dialogue among different authors. The results indicate that the integration of digital technologies requires a new teaching profile, characterized by the articulation of technical, pedagogical, and ethical knowledge, fostering meaningful, collaborative, and humanizing learning. It is concluded that contemporary teaching must be mediating, reflective, and innovative, using technologies not only as operational tools, but as resources that enhance student protagonism and promote social transformation.
Keywords: Teaching; Higher Education; Digital Technologies; Active Methodologies; Pedagogical Innovation.
1 INTRODUÇÃO
A docência no ensino superior tem passado por profundas transformações nas últimas décadas, impulsionadas por mudanças sociais, pelo mundo do trabalho e pelo avanço das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs). O século XXI trouxe novos paradigmas educacionais, marcados pela conectividade, pela aprendizagem colaborativa e pela necessidade de integrar recursos tecnológicos aos processos de ensino e aprendizagem. Nesse cenário, o papel do professor universitário ultrapassa a mera transmissão de conteúdos, exigindo competências que envolvem mediação pedagógica, fluência digital e capacidade reflexiva diante das mudanças sociais e tecnológicas.
Segundo Masetto (2021), o grande desafio do docente contemporâneo é atuar em um contexto de intensas inovações, no qual o conhecimento é produzido e compartilhado de forma descentralizada, por meio de múltiplas plataformas e redes interativas. Para o autor, “nenhum professor pode hoje pretender dominar todo o conhecimento de sua área e transmiti-lo organizada e resumidamente para seus alunos” (MASETTO, 2021, p. 45), o que evidencia a necessidade de repensar práticas e metodologias. A partir da incorporação das tecnologias digitais no ensino superior ampliam-se as possibilidades de ensino, pesquisa e extensão, mas também se impõem desafios relacionados à formação docente, à adequação metodológica e à construção de uma identidade pedagógica compatível com as novas demandas educacionais.
Emmel e Krul (2017) ressaltam que o professor do ensino superior deve assumir uma postura reflexiva e investigativa, articulando ensino, pesquisa e extensão como dimensões indissociáveis da prática docente e essenciais à formação de sujeitos autônomos no percurso formativo. Por sua vez, Serra, Knuppel e Horst (2021) destacam que a pandemia de Covid-19 intensificou a transformação digital nas universidades, acelerando o uso das metodologias ativas e do ensino híbrido, o que exigiu dos docentes novas formas de interação e mediação pedagógica. Assim, as tecnologias digitais deixaram de ser apenas ferramentas complementares e passaram a integrar o núcleo das práticas educativas contemporâneas, associando o ensino presencial aos recursos tecnológicos.
Diante desse contexto, este estudo tem como questão norteadora compreender como o uso das tecnologias digitais da informação e comunicação influencia o papel do docente no ensino superior e quais são os desafios e possibilidades para uma prática pedagógica inovadora nesse cenário. Tem-se como objetivo geral analisar o papel do professor universitário no processo de ensino e aprendizagem mediado pelas tecnologias digitais, identificando desafios, possibilidades e perspectivas para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras. Como objetivos específicos, busca-se analisar de que maneira as tecnologias digitais têm impactado as práticas pedagógicas no ensino superior; identificar os principais desafios enfrentados pelos docentes na incorporação das TDICs em suas atividades acadêmicas; e examinar as competências digitais e pedagógicas necessárias para que o professor atue como mediador da aprendizagem em ambientes presenciais, híbridos e colaborativos.
Justifica-se esta investigação pela relevância de compreender como o uso das tecnologias digitais pode influenciar e contribuir para a prática docente na construção de um ensino mais dinâmico, crítico e colaborativo. Além disso, pretende-se refletir sobre a necessidade de formação continuada e de desenvolvimento de competências digitais, de modo que o professor universitário atue como mediador do conhecimento, promovendo aprendizagens significativas e transformadoras.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 A docência no ensino superior: identidade e formação docente
A docência no ensino superior constitui-se como um campo multifacetado, que articula dimensões epistemológicas, pedagógicas, tecnológicas e sociais. Emmel e Krul (2017) destacam que a atuação docente nesse nível de ensino deve integrar ensino, pesquisa e extensão, compreendendo o professor como um sujeito reflexivo e crítico, capaz de promover transformações na sociedade por meio da produção e socialização do conhecimento.
Segundo Moran (2018), a qualidade do ensino universitário está intimamente relacionada ao trabalho do professor e à sua capacidade de desenvolver ambientes de aprendizagem que estimulem o pensamento autônomo e a participação ativa dos estudantes. O autor ressalta que o desenvolvimento de habilidades e competências em um ambiente estruturado é essencial para promover mudanças e inovações dentro da sala de aula, favorecendo a criação de experiências significativas e colaborativas de aprendizagem.
Medeiros e Silva (2022) apontam que ainda existe uma lacuna significativa na formação pedagógica de muitos docentes do ensino superior, os quais, em sua maioria, iniciam a carreira baseando-se apenas na formação técnica ou científica. Essa carência reflete-se nas dificuldades em aplicar metodologias ativas e em integrar as tecnologias digitais aos processos educativos, comprometendo a qualidade do ensino.
Nesse sentido, Masetto (2021) considera que a docência universitária deve ser vista como uma prática de mediação do conhecimento. Para o autor, “a ação docente no ensino superior no século XXI é o nosso grande desafio” (MASETTO, 2021, p. 5), pois exige do professor o domínio não apenas do conteúdo, mas também de competências didáticas, comunicacionais e tecnológicas. O docente contemporâneo é chamado a ser mediador e facilitador do conhecimento, capaz de guiar os alunos em meio à abundância de informações disponíveis nas redes e bases digitais.
Debald (2002) reforça essa perspectiva ao afirmar que o papel do professor é o de facilitar a construção do conhecimento, promovendo a autonomia intelectual e a aprendizagem significativa. Nessa linha, o autor defende que “a prática pedagógica deve ser permeada pela pesquisa, contribuindo para a descoberta e para o desenvolvimento de uma atitude de autonomia intelectual” (DEBALD, 2002, p. 3). Essa visão construtivista converge com a pedagogia libertadora de Paulo Freire (1996), que critica o modelo de educação bancária e propõe uma relação dialógica entre educador e educando.
Com a expansão das tecnologias digitais a partir da década de 1990, especialmente após a promulgação da LDB nº 9.394/1996, Ribas (2008) ressalta que o professor universitário precisa reinventar sua prática, tornando-se um profissional criativo, crítico e preparado para lidar com as demandas da sociedade do conhecimento. A formação continuada, nesse contexto, é vista como um processo de aperfeiçoamento permanente, que permite ao docente atualizar suas metodologias e fortalecer sua identidade profissional.
Autores como Serra e Knuppel (2021) destacam que a docência superior contemporânea ocorre em “tempos fluídos”, nos quais as transformações tecnológicas e sociais exigem do educador novas competências voltadas à interatividade, à colaboração e ao uso emancipatório das tecnologias digitais.
A identidade docente, portanto, é construída no entrelaçamento entre o saber, o fazer e o refletir. Conforme defende Medeiros e Silva (2022), trata-se de um processo dinâmico e contínuo, em que o professor deve repensar constantemente sua prática para atender às demandas de uma sociedade em permanente mudança. Assim, a formação docente inicial e continuada constitui elemento fundamental para o fortalecimento da profissão e para a promoção de uma educação superior de qualidade, crítica e transformadora.
2.2 As tecnologias digitais e as novas formas de ensinar e aprender
As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) têm provocado transformações profundas no contexto educacional, alterando as formas de ensinar, aprender e interagir. Conforme Ribas (2008), a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB n.º 9.394/96) impulsionou as universidades brasileiras a repensarem suas práticas pedagógicas, introduzindo ferramentas tecnológicas e metodologias inovadoras que favorecem o ensino híbrido, a educação a distância e a aprendizagem colaborativa.
Nesse cenário, Serra, Knuppel e Horst (2021) afirmam que a pandemia da Covid- 19 acelerou o processo de digitalização da educação, tornando indispensável a adoção de plataformas virtuais e estratégias pedagógicas mediadas por tecnologia. As autoras observam que:
A educação superior tem um papel relevante no contexto das mudanças inevitáveis trazidas pela pandemia, especialmente no que se refere às possibilidades que as tecnologias de interação oferecem para o desenvolvimento de novas condições de aprendizagem. (SERRA; KNUPPEL; HORST, 2021, p. 5)
A incorporação das tecnologias digitais na docência superior exige uma mudança de paradigma que ultrapasse a simples utilização de ferramentas tecnológicas. De acordo com Emmel e Krul (2017), é necessário compreender o ensino como um espaço de investigação, diálogo e produção de conhecimento compartilhado. Assim, o professor deixa de ser o transmissor exclusivo de saberes e passa a atuar como mediador e orientador, estimulando o pensamento crítico e reflexivo dos estudantes.
As metodologias ativas emergem, nesse contexto, como estratégias pedagógicas eficazes para integrar as tecnologias digitais e promover uma aprendizagem mais significativa. Moran (2018) destaca que essas metodologias “valorizam o protagonismo do aluno e a aprendizagem pela ação, aproximando teoria e prática” (MORAN, 2018, p. 22). Entre as abordagens mais utilizadas estão a sala de aula invertida[8], o ensino híbrido[9], o aprendizado baseado em problemas (PBL)[10] e o aprendizado por projetos (ABP)[11], que se apoiam em recursos tecnológicos para dinamizar o processo de ensino- aprendizagem.
Segundo Junqueira e Padula (2017), a adoção de metodologias ativas demanda uma postura investigativa e colaborativa por parte do professor, que deve atuar como facilitador do conhecimento e não como detentor absoluto da informação. Para os autores, “o aprender fazendo propicia o desenvolvimento de competências estratégicas e necessárias no século XXI” (JUNQUEIRA; PADULA, 2017, p. 14), reforçando a importância de práticas pedagógicas centradas na experiência e na autonomia do aluno.
Masetto (2021) complementa essa visão ao destacar que o uso das tecnologias no ensino superior deve ultrapassar o caráter meramente instrumental e assumir uma dimensão pedagógica e crítica. O autor adverte que “o desafio do docente contemporâneo é transformar a tecnologia em aliada da aprendizagem significativa, e não em mera ferramenta de transmissão de conteúdos” (MASETTO, 2021, p. 7).
Ribas (2008) também reforça que a formação continuada do professor é essencial nesse processo, pois o domínio técnico das tecnologias deve vir acompanhado de uma reflexão pedagógica que possibilite a criação de ambientes virtuais interativos e colaborativos. Assim, o educador torna-se um agente de transformação capaz de adaptar-se às novas exigências da sociedade digital e de promover práticas inovadoras no ensino superior.
Debald (2002) acrescenta que as novas tecnologias devem ser utilizadas de forma a fortalecer uma prática pedagógica construtivista, em que a mediação e a interação são condições fundamentais para a aprendizagem. Esse entendimento vai ao encontro da perspectiva freireana de educação libertadora, que busca “educar para a autonomia e para a descoberta” (DEBALD, 2002, p. 4).
Portanto, as tecnologias digitais, quando articuladas a metodologias ativas e a uma postura reflexiva do docente, potencializam o processo educativo, ampliando as possibilidades de aprendizagem significativa, colaborativa e emancipadora. Mais do que adaptar-se às inovações tecnológicas, o ensino superior precisa ressignificá-las pedagogicamente, promovendo um novo modo de ensinar e aprender, em que o aluno se torne protagonista de sua formação e o professor, um mediador crítico do conhecimento.
2.3 Desafios e perspectivas da docência digital
A incorporação das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) no ensino superior impõe uma série de desafios e oportunidades que atravessam dimensões estruturais, pedagógicas e culturais. A transformação digital das instituições de ensino não se resume à modernização de equipamentos e plataformas, mas envolve a reconstrução das práticas pedagógicas e da própria identidade docente.
Medeiros e Silva (2022) destacam que muitos professores ainda demonstram resistência à integração das TDICs, seja pela falta de domínio técnico, seja pela insegurança em relação às mudanças metodológicas exigidas pelos novos ambientes de aprendizagem. Para as autoras, essa resistência está relacionada à ausência de formação pedagógica sólida, o que limita a capacidade de adaptação a contextos educacionais mediados pela tecnologia.
Masetto (2021) reforça que o grande desafio da docência digital está em promover aprendizagens significativas em espaços virtuais, superando a simples transmissão de informações. O autor explica que as rápidas transformações tecnológicas e sociais exigem do professor universitário uma nova postura frente ao conhecimento, ao aluno e ao próprio papel docente. Nesse sentido, afirma:
A ação docente no ensino superior no século XXI é o nosso grande desafio. Desde as últimas décadas do século passado, nossa sociedade vem sofrendo profundas transformações provocadas pelas tecnologias de informação e comunicação (TICs), que, além de afetar a vida cotidiana das pessoas, atingiram a construção e a socialização do conhecimento, a valorização do processo de aprendizagem e a formação de profissionais competentes e cidadãos. Nenhum professor pode hoje pretender dominar todo o conhecimento de sua área e transmiti-lo resumidamente a seus alunos. (MASETTO, 2021, p. 5)
Essa reflexão evidencia que a docência digital requer uma mudança paradigmática: o professor deixa de ser o centro do processo educativo e passa a ser um mediador do conhecimento, guiando o estudante na busca, análise e produção crítica da informação.
Ribas (2008) acrescenta que as tecnologias devem ser compreendidas como aliadas na construção do conhecimento, e não como substitutas da figura docente. A integração pedagógica eficaz das ferramentas digitais exige planejamento e reflexão contínua sobre os objetivos da aprendizagem. O autor ressalta que o professor precisa ser criativo e crítico, assumindo um papel de protagonista na mediação entre tecnologia e conhecimento.
Para Serra, Knuppel e Horst (2021), o avanço das tecnologias digitais na educação superior exige que o professor desenvolva competências digitais, compreendendo tanto as potencialidades quanto as limitações dos recursos tecnológicos disponíveis. As autoras argumentam que “a educação superior tem um papel relevante no contexto das mudanças inevitáveis trazidas pela pandemia” (SERRA; KNUPPEL; HORST, 2021, p. 5), destacando que a formação continuada é fundamental para fortalecer a atuação docente diante das novas exigências educacionais.
Emmel e Krul (2017) corroboram essa visão ao afirmarem que a docência universitária deve ser entendida como um processo dinâmico, investigativo e em constante evolução. A profissionalização docente, nesse sentido, está diretamente ligada à capacidade de aprender continuamente e de se reinventar frente às transformações tecnológicas e sociais.
Moran (2018) alerta, entretanto, que a tecnologia, por si só, não garante a aprendizagem. O autor observa que o papel do professor é essencial para orientar o estudante na construção crítica do conhecimento, atuando como curador de conteúdos e mediador de experiências formativas. Nas palavras de Moran, “as tecnologias ampliam as possibilidades de aprendizagem, mas o sentido do aprender depende da intencionalidade pedagógica e da interação humana” (MORAN, 2018, p. 30).
Desse modo, compreende-se que a incorporação das tecnologias digitais ao ensino superior deve estar articulada a um projeto pedagógico coerente, que valorize a autonomia do estudante sem desconsiderar a importância da mediação docente. A construção de práticas inovadoras depende, portanto, da capacidade do professor de integrar saberes pedagógicos, tecnológicos e éticos, assegurando que os recursos digitais sejam utilizados de forma crítica e significativa. Assim, a tecnologia deixa de ser um fim em si mesma e passa a constituir um meio para potencializar a aprendizagem, fortalecer o protagonismo discente e ampliar as possibilidades formativas no contexto universitário.
2.4 A mediação pedagógica no contexto digital
A mediação pedagógica representa o eixo central da atuação docente na contemporaneidade, especialmente diante da crescente presença das tecnologias digitais na educação superior. Segundo Serra, Knuppel e Horst (2021), o professor deve compreender o processo educativo como um espaço de interações, no qual a tecnologia atua como mediadora da comunicação e da aprendizagem, promovendo novas formas de diálogo entre sujeitos, saberes e contextos.
No ambiente digital, a mediação pedagógica assume um papel estratégico para a construção de aprendizagens significativas. Para Masetto (2021), o ato de mediar o conhecimento envolve sensibilidade e capacidade de adaptação a múltiplas realidades, exigindo do docente competências que vão além do domínio técnico. O autor enfatiza que:
O professor deve ser mediador do conhecimento, alguém que acompanha e orienta o aluno na construção de sua própria aprendizagem. Essa mediação requer empatia, flexibilidade e criatividade para lidar com a diversidade de experiências e ritmos de aprendizagem. É preciso criar ambientes que estimulem o diálogo, a cooperação e o protagonismo discente, reconhecendo que a aprendizagem não se dá apenas pela transmissão, mas pela interação significativa entre sujeitos e saberes. (MASETTO, 2021, p. 8)
Essa perspectiva amplia o papel do educador, que deixa de ser apenas transmissor de informações e passa a atuar como facilitador da aprendizagem, promovendo a integração entre conhecimento científico, contexto social e experiências pessoais dos estudantes.
Moran (2018) reforça que a mediação pedagógica vai muito além da operação de ferramentas tecnológicas; ela consiste em construir pontes entre o conhecimento e a experiência do aluno. O professor atua como um articulador do processo de aprendizagem, “estimulando a curiosidade, o pensamento crítico e a autonomia intelectual do estudante” (MORAN, 2018, p. 34). Nesse contexto, o uso das tecnologias deve estar orientado por uma intencionalidade pedagógica que valorize o protagonismo discente e a aprendizagem ativa.
Inspirando-se na concepção freireana, a mediação pedagógica digital também pressupõe uma abordagem dialógica e humanizadora. Freire (1996) defende que o diálogo é o princípio fundamental do processo educativo, uma vez que o conhecimento é construído coletivamente a partir da escuta, da interação e do respeito à experiência do outro. Nessa direção, a tecnologia deve ser compreendida como um meio de encontro entre sujeitos, e não como um obstáculo à humanização do ensino.
A mediação pedagógica no contexto digital implica a construção de uma prática reflexiva e sensível, que articula a dimensão técnica com a dimensão ética e relacional da docência. O educador do século XXI é convocado a assumir o papel de mediador crítico e criativo, capaz de transformar os ambientes digitais em espaços de diálogo, colaboração e emancipação humana.
2.5 Formação continuada e competências digitais docentes
A formação continuada é um dos pilares fundamentais para a consolidação da docência no contexto digital. Trata-se de um processo permanente, reflexivo e transformador, que permite ao professor acompanhar as rápidas mudanças tecnológicas e pedagógicas que permeiam o ensino superior contemporâneo. Medeiros e Silva (2022) afirmam que a qualificação docente contínua é condição essencial para a construção de práticas educativas inovadoras e socialmente comprometidas, uma vez que “a docência no ensino superior é uma temática que abre um leque de possibilidades para o desenvolvimento de saberes, práticas e pesquisas sobre a formação pedagógica e continuada” (MEDEIROS; SILVA, 2022, p. 2).
Emmel e Krul (2017) complementam que o desenvolvimento das competências digitais docentes deve ser compreendido como um processo formativo que ultrapassa a simples capacitação técnica. Segundo os autores, o professor precisa aprender a usar a tecnologia de maneira crítica e reflexiva, integrando-a à prática pedagógica e ao compromisso ético com a formação humana. Desse modo, as competências digitais envolvem tanto o domínio técnico quanto a capacidade de utilizar os recursos tecnológicos de forma intencional e significativa para o aprendizado.
Ribas (2008) observa que o docente do século XXI deve ser um pesquisador de sua própria prática, desenvolvendo a habilidade de aprender continuamente e de integrar saberes tecnológicos às metodologias de ensino. Para o autor, “as novas tecnologias não substituem o professor, mas ampliam seu papel como mediador e articulador de processos de aprendizagem” (RIBAS, 2008, p. 5).
Nesse sentido, a formação continuada não se restringe à atualização de conteúdos, mas constitui uma oportunidade de reflexão sobre a prática pedagógica e sobre o impacto das tecnologias na relação entre ensino, aprendizagem e sociedade. Junqueira e Padula (2017) reforçam essa visão ao enfatizar a importância das experiências formativas colaborativas, nas quais os professores constroem conhecimentos coletivos a partir da troca de saberes e da prática compartilhada.
Os autores ressaltam que:
O aprender fazendo propicia o desenvolvimento de competências estratégicas e necessárias no século XXI. As metodologias ativas e o trabalho colaborativo entre docentes contribuem para que o professor se torne protagonista de sua própria formação, capaz de criar soluções inovadoras e de responder aos desafios impostos pela sociedade digital. (JUNQUEIRA; PADULA, 2017, p. 14)
Essa perspectiva aproxima-se da proposta de Masetto (2021), que defende uma formação docente pautada na autonomia, na criticidade e na mediação criativa do conhecimento. O autor argumenta que a aprendizagem contínua deve estar ancorada na reflexão sobre a própria prática e na disposição para transformar o fazer pedagógico em um espaço de investigação e inovação.
As competências digitais docentes, portanto, envolvem múltiplas dimensões: o domínio técnico-operacional das ferramentas digitais; a compreensão crítica dos contextos socioculturais em que essas tecnologias são utilizadas; e a capacidade pedagógica de planejar, avaliar e intervir de modo significativo no processo educativo.
Serra, Knuppel e Horst (2021) reforçam que o uso crítico e consciente das tecnologias requer sensibilidade para as diversidades culturais, cognitivas e sociais dos estudantes, destacando que “a educação superior tem um papel relevante no contexto das mudanças inevitáveis trazidas pela pandemia” (SERRA; KNUPPEL; HORST, 2021, p. 5).
Assim, a formação continuada e o desenvolvimento das competências digitais não podem ser vistos como ações isoladas, mas como parte de uma política institucional de valorização e profissionalização docente. Em um cenário educacional em constante transformação, a docência digital exige professores reflexivos, colaborativos e comprometidos com a construção de uma prática pedagógica inovadora, ética e humanizadora.
2.6 Metodologias ativas e aprendizagem significativa
As metodologias ativas configuram uma tendência consolidada no ensino superior contemporâneo. Elas promovem a participação do aluno, a resolução de problemas e a aprendizagem colaborativa. Para Moran (2018), “o aprender fazendo é a essência das metodologias ativas”, pois envolve o estudante em situações reais e significativas de aprendizagem (p. 22).
Ribas (2008) e Junqueira e Padula (2017) destacam que o uso de tecnologias digitais potencializa as metodologias ativas, permitindo a criação de ambientes imersivos e interativos. A gamificação, os laboratórios virtuais, as simulações e o uso de realidade aumentada são exemplos de estratégias que favorecem o engajamento e o desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais.
A aprendizagem significativa, conforme defendida por Ausubel (2000), ocorre quando o novo conhecimento se relaciona de forma substantiva e não arbitrária com aquilo que o aluno já sabe. Nesse sentido, as tecnologias digitais podem atuar como mediadoras desse processo, desde que utilizadas de maneira planejada e contextualizada.
A docência universitária deve, portanto, incorporar práticas que estimulem a reflexão e a autonomia dos estudantes. Como observa Freire (1996), ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua produção e construção. As metodologias ativas, mediadas pelas TDICs, representam a materialização desse princípio freiriano no contexto contemporâneo.
2.7 Desafios éticos e pedagógicos das tecnologias no ensino superior
O avanço das tecnologias digitais também levanta questões éticas e pedagógicas que merecem reflexão. Freire (1996) adverte que a educação deve manter-se comprometida com a humanização e com a formação de sujeitos críticos e conscientes. Nesse sentido, o uso das tecnologias não pode estar desvinculado de valores éticos, de respeito à diversidade e à autonomia do estudante.
Masetto (2021) aponta que o excesso de dependência tecnológica pode levar a uma desumanização das relações pedagógicas. Cabe ao docente equilibrar a inovação com a sensibilidade humana, evitando que a tecnologia substitua o diálogo, a escuta e o vínculo entre professor e aluno.
Medeiros e Silva (2022) reforçam a importância da ética digital, que envolve o uso responsável das informações e o combate à desinformação e ao plágio acadêmico. O docente deve orientar seus alunos quanto à produção e ao compartilhamento ético do conhecimento, promovendo uma cultura de integridade acadêmica
3. METODOLOGIA
A metodologia representa o caminho científico percorrido para alcançar os objetivos propostos e garantir a coerência entre a teoria e a prática da pesquisa. O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, voltada à análise da docência no ensino superior e o uso das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs) como instrumentos de inovação pedagógica.
De acordo com Gil (2017, p. 44), “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos, tendo como finalidade conhecer e analisar as contribuições científicas sobre determinado assunto”. Assim, o estudo baseia-se na seleção e análise de produções acadêmicas recentes que discutem a formação docente, as metodologias ativas e o papel das tecnologias digitais na educação superior. O recorte temporal adotado compreende publicações entre 2000 e 2023, período marcado pela expansão das tecnologias digitais, pela consolidação de políticas educacionais voltadas à inovação pedagógica e pelo crescimento das pesquisas sobre docência universitária.
A abordagem qualitativa foi escolhida por possibilitar uma análise interpretativa das concepções e práticas relatadas pelos autores. Segundo Minayo (2012, p. 21), esse tipo de pesquisa “trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes”, aspectos fundamentais para compreender a complexidade do fenômeno educativo e o papel do professor universitário diante das transformações contemporâneas.
O corpus da pesquisa foi composto por livros, artigos científicos e capítulos de obras que abordam a docência no ensino superior sob diferentes perspectivas. Foram analisados pesquisadores de referência na área da Educação, com ênfase na formação docente, nas metodologias ativas e nas tecnologias digitais aplicadas ao ensino superior, como Masetto (2021), Ribas (2008), Debald (2002), Emmel e Krul (2017), Serra, Knuppel e Horst (2021) e Medeiros e Silva (2022). A escolha dessas fontes justificou-se pela relevância teórica e pela contribuição que oferecem à compreensão das relações entre docência, formação e tecnologias digitais.
A coleta do material bibliográfico ocorreu entre os meses de fevereiro e maio de 2025, por meio de buscas em bases de dados eletrônicas, como SciELO, Google Acadêmico e o Portal de Periódicos da CAPES. Os descritores utilizados foram: docência no ensino superior, formação docente, tecnologias digitais, metodologias ativas e inovação pedagógica.
Após a coleta, os textos foram organizados e submetidos a uma análise de conteúdo, conforme o modelo proposto por Bardin (2011), que permite examinar de forma sistemática as ideias presentes nos materiais e agrupar informações em categorias temáticas. O processo analítico seguiu três etapas:
a) pré-análise, com leitura exploratória e seleção das obras mais relevantes;
b) exploração do material, identificando as categorias centrais de análise;
c) tratamento e interpretação dos resultados, relacionando os dados às concepções teóricas apresentadas na fundamentação.
As categorias emergentes da análise foram: formação e identidade docente, impacto das tecnologias digitais, metodologias ativas e inovação pedagógica e desafios e perspectivas da docência universitária. Essas categorias orientaram a discussão dos resultados, permitindo compreender como a prática docente no ensino superior tem se transformado diante das demandas tecnológicas e pedagógicas atuais.
Dessa forma, a metodologia adotada possibilitou investigar a docência no ensino superior sob uma perspectiva crítica e reflexiva, evidenciando a importância da formação continuada e da integração das tecnologias digitais como elementos estruturantes da prática pedagógica contemporânea.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise dos textos evidencia que as tecnologias digitais têm provocado uma redefinição do papel do docente no ensino superior que incide na forma do professor ensinar, mas também, no modo como o aluno constroi o conhecimento. Masetto (2021) enfatiza que o professor deve ser um mediador do conhecimento, estimulando o estudante a pensar criticamente e a construir seu próprio aprendizado. Essa concepção rompe com o modelo tradicional de ensino, baseado na transmissão unilateral de informações.
Ribas (2008) argumenta que o uso das tecnologias digitais representa uma oportunidade para tornar o ensino mais dinâmico e interativo. Contudo, o autor adverte que essa integração deve estar alinhada a um projeto pedagógico consistente, sob pena de se tornar apenas um modismo passageiro.
Serra et al. (2021) evidenciam que a pandemia de Covid-19 acelerou a incorporação das TDICs nas universidades, impulsionando experiências inovadoras de ensino remoto e híbrido. Entretanto, essas experiências também revelaram desigualdades e limitações estruturais, como a falta de acesso à internet e a carência de suporte técnico.
Emmel e Krul (2017) reforçam que a prática docente deve ser orientada por uma postura investigativa e crítica. O professor precisa compreender o contexto sociocultural dos alunos e promover o aprendizado significativo, utilizando as tecnologias como instrumentos de emancipação. Nesse sentido, as metodologias ativas despontam como estratégias eficazes para integrar teoria e prática no processo educativo.
Um exemplo prático dessa integração pode ser observado nas experiências relatadas por Junqueira e Padula (2017), que abordam o uso de linguagens audiovisuais e recursos digitais no ensino de Administração. Essas práticas demonstram que o uso criativo das tecnologias pode favorecer a construção coletiva do conhecimento e o desenvolvimento de competências socioemocionais.
Medeiros e Silva (2022) apontam que a docência digital ainda enfrenta barreiras estruturais e culturais, especialmente no que se refere à formação pedagógica. Muitos docentes carecem de apoio institucional para se atualizar e incorporar novas ferramentas tecnológicas em suas aulas. A ausência de políticas institucionais de formação continuada é um entrave para o avanço da educação digital no país.
Entretanto, os estudos analisados também revelam avanços significativos. O uso das plataformas digitais, a aprendizagem colaborativa e o acesso a recursos educacionais abertos (REA) têm ampliado as possibilidades de ensino e aprendizagem no ensino superior. Esses recursos permitem que professores e alunos compartilhem materiais didáticos de forma livre e colaborativa, fomentando uma cultura de aprendizagem contínua e acessível. Segundo Moran (2018), “as tecnologias, quando bem utilizadas, democratizam o acesso ao conhecimento e estimulam a aprendizagem autônoma” (p. 27).
Além disso, a análise das obras revela que a tecnologia, quando aliada à pedagogia, amplia as fronteiras da sala de aula e promove o engajamento discente. Masetto (2021) observa que a docência contemporânea deve equilibrar o uso de recursos digitais com a sensibilidade humana, promovendo relações interpessoais significativas mesmo em ambientes virtuais. Essa perspectiva reafirma a importância da mediação pedagógica como um processo de construção conjunta do saber.
Outro ponto relevante identificado é o papel das políticas institucionais. Emmel e Krul (2017) argumentam que as universidades precisam adotar políticas permanentes de apoio à inovação e à formação docente, garantindo infraestrutura adequada e incentivo à pesquisa em educação digital. Para os autores, a consolidação de uma cultura digital depende tanto do engajamento dos docentes quanto do comprometimento das instituições de ensino.
A literatura indica que o sucesso do uso das tecnologias digitais no ensino superior está diretamente relacionado à intencionalidade pedagógica. Medeiros e Silva (2022) ressaltam que a inovação tecnológica deve estar a serviço da aprendizagem e não da substituição do trabalho docente. Portanto, o desafio não é tecnológico, mas pedagógico: transformar as possibilidades das TDICs em práticas educativas significativas e humanizadoras.
5. CONCLUSÃO
A docência no ensino superior encontra-se em constante reconstrução diante das transformações impostas pela sociedade digital. Os estudos analisados apontam que o professor universitário deve assumir uma postura mediadora, investigativa e crítica, articulando saberes tecnológicos e pedagógicos de forma integrada.
Conclui-se que as tecnologias digitais, quando utilizadas de modo planejado e reflexivo, podem contribuir para a construção de ambientes de aprendizagem mais dinâmicos e interativos. Entretanto, o uso indiscriminado ou meramente técnico pode gerar superficialidade e distanciamento entre professor e aluno. Cabe ao docente, portanto, exercer o papel de curador e mediador do conhecimento, promovendo uma educação significativa, ética e inclusiva.
A formação continuada e o desenvolvimento de competências digitais emergem como condições indispensáveis para o fortalecimento da docência no século XXI. Nesse contexto, as instituições de ensino superior devem investir em políticas de formação continuada docente e em infraestrutura tecnológica adequada, reconhecendo o professor como protagonista da inovação pedagógica.
A integração entre docência e tecnologias digitais representa não apenas uma exigência contemporânea, mas uma oportunidade de repensar o papel da educação na sociedade. Como defende Freire (1996), educar é um ato político e libertador; e, na era digital, esse ato se traduz na capacidade de humanizar o uso das tecnologias e de formar cidadãos críticos, criativos e socialmente comprometidos.
8 A sala de aula invertida consiste na inversão da lógica tradicional de ensino: o estudante estuda o conteúdo previamente, por meio de vídeos, textos ou outros materiais digitais, e o tempo presencial é dedicado à realização de atividades práticas, discussões e resolução de problemas. Seus principais idealizadores, Bergmann e Sams (2012), defendem que essa abordagem favorece o acompanhamento individualizado e o engajamento ativo dos estudantes. BERGMANN, J.; SAMS, A. Flip Your Classroom: Reach Every Student in Every Class Every Day. Washington: ISTE, 2012.
9 O ensino híbrido, por sua vez, articula momentos presenciais e on-line de forma integrada e planejada, combinando diferentes recursos digitais para promover maior personalização da aprendizagem. Segundo Christensen, Horn e Staker (2013), o modelo reorganiza o papel do professor e contribui para flexibilizar tempos, espaços e percursos de aprendizagem. CHRISTENSEN, C.; HORN, M. B.; STAKER, H. Is K–12 Blended Learning Disruptive? San Mateo: Clayton Christensen Institute, 2013.
10 O aprendizado baseado em problemas (Problem-Based Learning – PBL) estrutura o processo educativo a partir da resolução de problemas reais ou simulados, que funcionam como disparadores da investigação. De acordo com Barrows (1986), essa metodologia desenvolve autonomia, pensamento crítico e capacidade de investigação, colocando o estudante como protagonista do próprio aprender. BARROWS, H. S. A Taxonomy of Problem-Based Learning Methods. Medical Education, v. 20, n. 6, p. 481–486, 1986
11 Já o aprendizado por projetos (Aprendizagem Baseada em Projetos – ABP ou PjBL) envolve o desenvolvimento de projetos complexos, que requerem pesquisa, planejamento, criação e apresentação de um produto final. Thomas (2000) destaca que essa abordagem promove engajamento, colaboração e integração entre teoria e prática, favorecendo aprendizagens profundas e contextualizadas. THOMAS, J. W. A Review of Research on Project-Based Learning. San Rafael: Autodesk Foundation, 2000
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1 Especialista em Ciências da Saúde. Professor efetivo do curso de Enfermagem das Faculdades Associadas de Ariquemes (FAAr) e professor de Biologia e Química no Colégio Sapiens, em Ariquemes
– RO. Atua nas áreas de Urgência e Emergência, Terapia Nutricional, Ensino de Ciências e Saúde. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-3409-1082. E-mail: angelo@faar.edu.br
2 Doutor em Educação. Professor no curso de Pedagogia pelo Departamento de Ciências da Educação (DACED/ARQ) e do Mestrado Acadêmico em Educação PPGE na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Campus de Ariquemes. Líder do Grupo de Pesquisa em Alfabetização e Educação Inclusiva na Amazônia (GPAM). Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4195-1876 E-mail: professorfiori@unir.br
3 Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação (PPGE), Mestrado Acadêmico em Educação, da Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR, Campus de Porto
Velho. Professora da Rede Municipal de Ensino de Porto Velho/RO. Orcid: https://orcid.org/0009-0005-
4551-1079 E-mail: valdenizeleiteduarte2019@gmail.com
4 Doutora em Educação. Professora pelo Departamento de Humanidades, Letras e Artes (DAHLA) na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus de Medianeira, Brasil. Líder do Grupo de Pesquisa em Educação Inclusiva e Acessibilidade Metodológica (GPAM) pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Orcid: https://orcid.org/0000-0002-3658-7021 E mail: jacqueline.lidianesouza@gmail.com
5 Mestre em Biologia Experimental, doutoranda em Saúde Pública. Coordenadora e docente do curso de graduação e pós-graduação do Curso de Enfermagem no Instituto de Ensino Superior de Rondonia – IESUR. Integrante do INCT – CONEXÃO: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Pesquisa e Conhecimento de Excelência da Amazônia Ocidental/Oriental em Biodiversidade, Biotecnologia, Biometereologia, e Toxicologia Aplicada (BIO3TOX).Orcid: https://orcid.org/0000-0003-1642-9728 E- mail: viviane@faar.edu.br
6 Mestre em Educação. Doutoranda em Educação Escolar (PPGEEProf – UNIR). Técnica em Assuntos Educacionais no Programa de Pós-graduação em Educação Escolar, Mestrado e Doutorado Profissional da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Campus Porto Velho. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-7079-1985 E-mail: tharycknunes@unir.br
7 Mestre em Administração pela Universidade Federal de Rondônia. Especialista em Docência no Ensino Superior pela Universidade Federal de Rondônia. Graduada em Administração pela Universidade Federal de Rondônia. Atuo como Assistente em Administração na Universidade Federal de Rondônia. Orcid: https://orcid.org/0009-0009-5911-5519 E-mail: mayara@unir.br
