TEACHING AND MENTAL HEALTH: A LOOK AT THE PSYCHOLOGICAL CHALLENGES FACED BY EDUCATION PROFESSIONALS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202510201722
Ana Paula Wursba1
Elis M. Vieira2
Taline Ienk3
Resumo: Este estudo analisa a saúde mental de professores que atuam na rede pública, investigando como a sobrecarga de trabalho, a falta de reconhecimento e as pressões cotidianas impactam seu bem-estar físico e emocional. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, combinando revisão bibliográfica e coleta de dados por meio de questionário estruturado aplicado a 36 docentes de escolas urbanas de um município do interior do Paraná. Os resultados indicam elevados níveis de ansiedade, exaustão emocional, sintomas físicos e psicológicos, uso de medicamentos e sentimento de desvalorização profissional. Os achados evidenciam que o adoecimento docente decorre tanto de fatores individuais quanto estruturais, reforçando a necessidade de estratégias institucionais e políticas públicas voltadas à promoção do cuidado e valorização dos professores. O estudo contribui para a compreensão do sofrimento docente e para a implementação de práticas educativas mais humanas, saudáveis e acolhedoras.
Palavras-chave: Saúde mental. Burnout. Sobrecarga de trabalho. Educação pública.
Abstract: This study analyzes the mental health of public school teachers, investigating how work overload, lack of recognition, and daily pressures impact their physical and emotional well-being. The research adopts a qualitative approach, combining a literature review with data collection through a structured questionnaire applied to 36 teachers from urban schools in a municipality in the interior of Paraná, Brazil. The results indicate high levels of anxiety, emotional exhaustion, physical and psychological symptoms, use of medication, and feelings of professional devaluation. The findings show that teacher illness stems from both individual and structural factors, highlighting the need for institutional strategies and public policies aimed at promoting care and valuing teachers. The study contributes to understanding teacher suffering and to implementing more humane, healthy, and supportive educational practices.
Keywords: Mental health, Burnout, Work overload, Public education
1. INTRODUÇÃO
A saúde mental dos professores da educação básica tem chamado atenção nas últimas décadas devido ao aumento de casos de adoecimento psicológico. Diante disso, este estudo investiga os principais fatores de estresse que impactam esses profissionais no cotidiano escolar, partindo da hipótese de que a sobrecarga de tarefas, condições estruturais inadequadas e a falta de reconhecimento institucional contribuem significativamente para o sofrimento docente.
Nesse contexto, o estudo buscou identificar os fatores que mais contribuem para o estresse cotidiano dos professores, analisando os impactos emocionais e psicológicos que a docência exerce sobre seu bem-estar e sua qualidade de vida. Para tanto, adotou-se uma abordagem mista, combinando revisão bibliográfica e pesquisa de campo. A investigação foi realizada em um cidade localizada no interior do Paraná, envolvendo professores da educação básica, com coleta de dados por meio de formulário online enviado a um grupo de WhatsApp composto por 78 docentes, dos quais 36 participaram voluntariamente.
Os resultados indicam que, em diversas escolas públicas, o professor assume múltiplos papeis como, mediador do conhecimento, cuidador, conselheiro, gestor e, em alguns casos, único ponto de apoio afetivo para seus alunos. Pesquisas recentes apontam que, atualmente, os transtornos mentais superaram as doenças vocais como principal causa de afastamento docente. Embora tenham se passado mais de dois anos desde o início da pandemia de COVID-19 e apesar da declaração oficial da OMS, em 5 de maio de 2023, sobre o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), conforme Ruas et al. (2022) muitos professores da rede pública ainda enfrentam desafios emocionais significativos, como ansiedade, depressão e síndrome de burnout. Tais condições são associadas à sobrecarga de trabalho, à carência de apoio institucional e à insegurança profissional vivenciada durante o período pandêmico, cujos efeitos continuam a repercutir no bem-estar e na qualidade de vida desses profissionais.
Diante desse cenário, este estudo busca dar voz aos docentes, reconhecendo-os como protagonistas de um fazer educativo potente e transformador que, no entanto, não deve ser sustentado à custa de sua saúde e bem-estar. Ao refletir sobre estratégias de cuidado e sobre a importância de políticas públicas voltadas à valorização da profissão docente, pretende-se contribuir para a construção de um ambiente escolar mais humano, no qual ensinar não seja sinônimo de esgotamento, mas de encontro, criação e esperança.
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
Investigar os fatores de estresse e as condições de trabalho que impactam a saúde mental dos professores da rede pública, analisando seus reflexos no bem-estar, na qualidade de vida e no exercício da docência.
2.2 Objetivos Específicos
- Coletar e analisar dados sobre o estresse, saúde mental e qualidade de vida dos professores por meio de um questionário estruturado aplicado à professores da rede pública.
- Identificar os fatores que mais contribuem para a sobrecarga e o estresse cotidiano dos docentes.
- Compreender os efeitos emocionais, físicos e psicossociais relacionados a essas vivências.
3 REFERENCIAL TEÓRICO
A saúde, conforme define a Organização Mundial da Saúde (OMS, 1946), é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. Essa concepção amplia o entendimento de saúde para além dos aspectos clínicos, valorizando o papel do equilíbrio emocional e da qualidade das relações no cotidiano de cada indivíduo (Lipp, 2000; Lipp, 2011).
No caso dos professores, esse equilíbrio está diretamente relacionado ao ambiente escolar, às condições de trabalho e ao reconhecimento social de sua função, o que evidencia a necessidade de uma análise que contemple os aspectos psicológicos, sociais e organizacionais do trabalho docente (Dejours, 2007).
Embora a docência seja historicamente vista como uma profissão de grande valor simbólico, o reconhecimento prático e institucional nem sempre acompanha esse discurso. O trabalho docente, por mais que represente realização pessoal e social, impõe uma carga emocional intensa, frequentemente marcada por frustrações, cobranças excessivas e um sentimento constante de insuficiência (Tardif & Lessard, 2002). Nesse sentido, os autores destacam que:
O trabalho docente é, antes de tudo, um trabalho humano, realizado com outros seres humanos, em contextos sociais e institucionais específicos. Ele é caracterizado pela multiplicidade de tarefas, pela imprevisibilidade das situações e pela necessidade constante de adaptação, o que torna sua prática particularmente vulnerável ao desgaste físico e emocional (Tardif & Lessard, 2002, p. 35).
Esse desgaste também é apontado por Esteve (2002), que indica a sobrecarga de funções e a pressão institucional como fatores recorrentes de estresse entre os professores. Saviani (2007) reforça que, apesar do valor simbólico atribuído à profissão, a prática cotidiana muitas vezes não corresponde ao reconhecimento esperado.
Entre os fatores de estresse enfrentados pelos professores estão a multiplicidade de tarefas, a indisciplina escolar, a falta de apoio pedagógico e a precariedade das condições de trabalho. Esses elementos contribuem para o adoecimento físico e mental dos docentes Oliveira (2018), Gasparini, Barreto e Assunção (2005) destacam que tais condições afetam diretamente a saúde vocal e física dos professores.
Pesquisas recentes mostram que esses fatores têm se intensificado ao longo dos anos, especialmente em contextos de ensino público urbano e com turmas numerosas (Cruz, Silva & Gomes, 2023). Carlotto e Câmara (2008) ressaltam que o acúmulo desses estressores resulta em quadros de desgaste emocional significativo.
Segundo Lopes e Novais (2023), o desgaste contínuo vivido pelos educadores pode levar a quadros importantes de sofrimento psíquico. De acordo com estudos de Carlotto (2012), a síndrome de burnout é uma das manifestações mais marcantes desse adoecimento, caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. Nesse sentido, a autora explica que:
A síndrome de burnout não se resume a um simples estado de cansaço, mas a um processo gradual e cumulativo de desgaste, que envolve dimensões emocionais, cognitivas e comportamentais. O professor em burnout pode estar fisicamente presente, mas emocionalmente distante, despersonalizando suas relações e perdendo o sentido do trabalho pedagógico. (Carlotto, 2012, p. 89).
Após essa análise, observa-se que o desgaste docente não se limita apenas ao esgotamento emocional. Outros sintomas relatados em estudos incluem distúrbios vocais, dores musculoesqueléticas e exaustão generalizada, confirmando que o cansaço ultrapassa o corpo, alcançando a dimensão emocional e social do professor (Lipp, 2011). Gasparini, Barreto e Assunção (2005) também indicam que sintomas físicos e vocais são sinais relevantes desse desgaste.
A pesquisa evidencia que a saúde vocal é igualmente um marcador do desgaste docente. Gasparini, Barreto e Assunção (2005) relatam que professores apresentam sintomas como rouquidão, fadiga ao falar e dor ao final do dia, causados por ambientes ruidosos, turmas cheias e ausência de suporte técnico. Paralelamente, as dores musculoesqueléticas relacionadas à postura, permanência prolongada em pé e mobiliário inadequado afetando diretamente a saúde física e emocional do docente (Rocha & De Souza, 2021).
Diante desse cenário, é essencial compreender que o sofrimento mental do professor não deve ser interpretado como fragilidade individual, mas como consequência de uma estrutura educacional que, em muitos contextos, revela fragilidades e carência de suporte adequado (Dejours, 2007). Tardif (2002) também destaca que essas condições estruturais são determinantes para o adoecimento docente.
A Psicologia, enquanto ciência comprometida com o cuidado humano, oferece recursos para análise e intervenção nesse contexto. Freire (2005) ressalta a importância de práticas educativas que levem em conta a dimensão humana do professor, enquanto Esteve (2002) enfatiza a necessidade de estratégias institucionais que favoreçam ambientes escolares mais saudáveis, afetivos e acolhedores.
3.1 A saúde do professor em relação ao trabalho
Refletir sobre a saúde dos professores exige empatia e atenção à realidade que enfrentam diariamente. Conforme Tardif (2002), é necessário ir além da análise dos conteúdos ministrados em sala de aula, reconhecendo o docente como sujeito que, muitas vezes, precisa conciliar dificuldades pessoais com a busca por qualidade no ensino. Esse olhar humanizado permite entender que a docência, apesar de sua relevância social e afetiva, tornou-se uma profissão marcada pelo desgaste, sujeita a condições que afetam a saúde física e emocional. Nessa perspectiva, Esteve (2002) afirma que o trabalho do professor está entre os mais vulneráveis ao adoecimento, em razão das demandas permanentes que caracterizam a prática pedagógica.
De acordo com estudos já realizados sobre o tema, os fatores que mais prejudicam a saúde docente estão ligados às longas jornadas, o acúmulo de funções pedagógicas e administrativas, a carência de infraestrutura adequada e até situações de violência simbólica ou concreta no ambiente escolar. Para Tardif (2002), essas condições, quando associadas, produzem efeitos nocivos sobre o bem-estar do professor. De acordo com Silva e Molina Neto (2011), a consequência disso é a queda no desempenho em sala de aula e na qualidade da relação com os alunos. Já Martins e Cabral (2020) observam que a motivação para o trabalho também é diretamente comprometida.
No campo emocional, o sofrimento docente se reflete em sintomas depressivos como apatia, desânimo, sentimento de impotência e desamparo. De acordo com Cunha e Santos (2019), esses sinais estão diretamente ligados às condições adversas de trabalho, e não a fragilidades individuais. Essa perspectiva reforça que a escola, em determinados contextos, pode deixar de cumprir plenamente seu papel de aprendizado e acolhimento, tornando-se um ambiente marcado por tensões e desafios à preservação da saúde e do equilíbrio emocional.
Entre as consequências mais graves do adoecimento docente está a síndrome de burnout. Segundo Carlotto e Câmara (2008), esse quadro se caracteriza por uma combinação de exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. Essa condição é particularmente frequente entre profissionais da educação básica, em que as demandas emocionais são mais intensas devido ao vínculo afetivo exigido com os alunos.
O impacto do adoecimento docente vai além do indivíduo. De acordo com Tardif (2002), o desgaste físico e emocional repercute na prática pedagógica, na criação de vínculos com os alunos e no ambiente escolar em geral. Da mesma forma, Esteve (2002) observa que as dificuldades em manter o engajamento da turma e administrar a sala de aula comprometem diretamente a aprendizagem e a qualidade da convivência escolar.
Diante desse cenário, a busca por estratégias de cuidado é urgente. Segundo Fischer et al. (2001), programas de saúde ocupacional voltados à ergonomia, ao cuidado vocal, à prevenção de distúrbios musculoesqueléticos e ao suporte psicológico podem reduzir significativamente o desgaste docente. Carlotto (2012) enfatiza que tais medidas precisam estar vinculadas a políticas públicas que valorizem o bem-estar dos professores e tornem o ambiente escolar mais acolhedor.
Para Freire (2005), quando um professor adoece, todo o processo de ensino-aprendizagem é afetado, assim como os vínculos afetivos que sustentam a prática pedagógica. Saviani (2007) acrescenta que reconhecer o professor como sujeito central da educação significa valorizar não apenas sua função social, mas também sua saúde física e emocional. Somente dessa forma será possível construir escolas mais humanas, capazes de oferecer ensino de qualidade e formar gerações mais saudáveis.
4. METODOLOGIA
Este estudo foi desenvolvido dentro de uma perspectiva qualitativa, procurando compreender como os professores percebem e vivenciam questões relacionadas à saúde mental no ambiente escolar. A primeira etapa constituiu-se de uma revisão bibliográfica sobre o tema na base de dados da SciELO. Para a busca, foram utilizadas palavras-chave como: “saúde mental docente”, “sofrimento psíquico professor”, “mal-estar docente” e “trabalho e adoecimento docente”.
Foram incluídos artigos publicados entre 2000 e 2024, em português, disponíveis na íntegra e que tratassem diretamente da saúde mental de professores. Trabalhos que não abordavam o contexto educacional ou o adoecimento docente foram excluídos. No final, foram selecionados nove artigos, que serviram como base para a fundamentação teórica.
Na segunda etapa do estudo, foi realizada a pesquisa de campo com professores que atuam na rede pública de ensino de um município do interior do Paraná. Do total de 78 docentes convidados, 36 aceitaram participar da pesquisa. A coleta de dados ocorreu no mês de agosto de 2025, por meio de um questionário estruturado, elaborado especialmente para esta pesquisa. O questionário buscou levantar informações sobre o perfil dos participantes, suas condições de trabalho e também como eles avaliam a própria saúde mental. O instrumento completo, com os resultados, está disponível no Apêndice A.
Para analisar os dados, foram utilizados os princípios da análise de conteúdo, a fim de identificar sentidos, repetições e categorias que surgiram nas respostas. Todo o processo respeitou os aspectos éticos da pesquisa em Ciências Humanas, garantindo o caráter voluntário da participação, o anonimato e a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos participantes. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Ponta Grossa e aprovado sob o parecer nº 7.890.110.
Por fim, é importante destacar que a metodologia foi pensada para estar em sintonia com o objeto de estudo: o ser humano. Escutar um professor não significa ouvir apenas relatos de trabalho, mas também sua história, seus afetos, suas dificuldades e até a esperança de que ensinar possa ser, um dia, também um espaço de cuidado.
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Na análise dos dados, identificou-se que a maior parte dos docentes está na faixa etária entre 45 e 49 anos, representando pouco mais de um quinto da amostra. A predominância de mulheres confirma uma característica já consolidada da profissão, historicamente marcada pela presença feminina. Em relação ao tempo de atuação, aproximadamente um terço dos professores possui mais de 21 anos de experiência no magistério, o que evidencia a maturidade profissional do grupo pesquisado.
Em relação à formação acadêmica, a maioria dos participantes possui pós-graduação, indicando um elevado nível de qualificação. No que se refere à jornada de trabalho, cerca de 80% afirmaram atuar em dois turnos, o que torna a rotina cansativa e exige dos docentes grande dedicação e esforço diário. Outro aspecto importante é que metade dos participantes atribuiu nota máxima (5) ao nível de estresse vivenciado no trabalho, revelando a intensidade das pressões enfrentadas no cotidiano escolar.
Sobre a frequência de sobrecarga decorrente das demandas pedagógicas e das exigências burocráticas do sistema, 83% dos participantes afirmaram que essa sensação está presente sempre ou frequentemente em sua rotina. Esse dado indica que, para a maioria dos docentes, o acúmulo de tarefas não se limita apenas ao trabalho em sala de aula, estendendo-se a diversas obrigações administrativas que consomem tempo e energia que poderiam ser dedicados a estudo, planejamento e à interação com os alunos. Conforme destaca Tardif (2002), a acumulação de funções pedagógicas e administrativas pode comprometer o bem-estar do professor e a qualidade do ensino, gerando desgaste emocional significativo. O impacto dessa sobrecarga é perceptível na rotina dos profissionais, refletindo-se tanto na saúde física quanto mental.
No que diz respeito aos sintomas de ansiedade no trabalho, três em cada quatro professores relataram vivenciar essas sensações em sua rotina profissional. O fato de que a ansiedade é tão recorrente entre os docentes já foi destacado por Tardif (2002), que relaciona o contexto escolar às pressões emocionais enfrentadas pelos professores, indicando que essas experiências podem comprometer tanto o bem-estar quanto o desempenho profissional.
A respeito da exaustão emocional, mais de 90% dos professores relataram sentir essa sensação com frequência em sua rotina. Esse alto índice está de acordo com estudos de Carlotto (2021), que analisou como características do trabalho podem contribuir para a síndrome de burnout. O estudo mostra que demandas excessivas e a falta de apoio no ambiente escolar estão diretamente ligadas ao aumento da exaustão emocional entre os profissionais da educação. Esses dados evidenciam que o cotidiano docente, marcado por múltiplas responsabilidades e pressões, exige cuidado contínuo com o bem-estar dos professores.
Além disso, a maioria dos professores afirmaram que já buscaram algum tipo de apoio profissional para cuidar da saúde mental, seja por meio de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. No entanto, mesmo com esse cuidado, mais de 94% relataram ter sentido desânimo ou sintomas de depressão no ambiente de trabalho, evidenciando a gravidade dos desafios emocionais enfrentados.
Estudos de Lopes e Novais (2018) apontam que a falta de reconhecimento e o elevado nível de exigências na carreira docente estão diretamente relacionados ao surgimento de sintomas depressivos e ao desgaste emocional. Nesse sentido, quase 70% dos docentes afirmaram não se sentir valorizados em sua função, o que pode agravar ainda mais essa exaustão emocional.
Quanto à qualidade do sono, mais da metade dos professores relatou dificuldades para dormir adequadamente, comprometendo sua disposição e saúde geral. Esse cenário contribui para que quase 75% tenham experimentado pensamentos negativos sobre si mesmos, reflexo do impacto psicológico da rotina profissional.
Além dos aspectos emocionais, os sintomas físicos relacionados ao estresse, como dores musculares, tensões e problemas gastrointestinais, foram relatados por mais de 90% dos participantes, evidenciando o peso que as exigências do trabalho impõem sobre o corpo. Por fim, quase metade dos docentes informou fazer uso de medicamentos psicotrópicos, reforçando a necessidade de atenção contínua à saúde mental na carreira docente.
A análise dos dados coletados nesta pesquisa vai além de números ou percentuais. Ela evidencia a realidade de uma categoria profissional que, apesar de sustentar a educação pública com dedicação e coragem, enfrenta silenciosamente os efeitos de um modelo de trabalho que pode comprometer sua saúde física e emocional.
6.1 Sobrecarga de Trabalho e Estresse Profissional
Os dados coletados na pesquisa evidenciam o impacto direto da sobrecarga diária sobre corpo e mente dos professores. Cerca de 83,3% dos participantes relataram sentir-se constantemente sobrecarregados, sendo que metade deles apontou o nível de estresse como máximo na escala utilizada. Trata-se de profissionais altamente qualificados, muitos com mais de 20 anos de experiência, que enfrentam jornadas exaustivas, múltiplas demandas burocráticas, responsabilidades que vão além do ensino e exigências emocionais intensas para manter vínculos com alunos em contextos desafiadores.
A realidade da dupla jornada, vivida por 77,8% dos docentes, evidencia um ciclo de cansaço que se retroalimenta, comprometendo diretamente a qualidade de vida. O trabalho invade o tempo livre, prejudica o descanso e interfere no sono. Segundo Assunção e Oliveira (2009), esse processo de intensificação laboral conduz ao esgotamento não apenas físico, mas também emocional e simbólico, evidenciando a complexidade das demandas enfrentadas diariamente pelos professores.
6.2 Saúde Mental e Sintomas de Burnout
A presença de transtornos psicológicos entre os docentes é significativa e merece atenção. Três em cada quatro professores relataram sintomas constantes de ansiedade, enquanto 94,5% afirmaram sentir exaustão emocional com frequência. Esses dados revelam um sofrimento silencioso presente na rotina escolar, muitas vezes sem espaço para ser verbalizado. Muitos docentes relataram não conseguir mais sentir prazer no trabalho que escolheram com dedicação e afeto.
O uso de psicotrópicos, indicado por 44,4% dos participantes, sugere uma tentativa individual de lidar com um cotidiano desafiador. A combinação de exaustão emocional, despersonalização e sensação de inutilidade, descrita por Carlotto e Câmara (2008) como característica central da síndrome de burnout, vai além de diagnósticos clínicos: são experiências profundas que afetam identidade, autoestima e o sentido da profissão. Conforme observado por Carlotto (2012):
O burnout manifesta-se de forma intensa em profissionais da educação, atingindo não apenas seu desempenho funcional, mas também sua percepção de valor pessoal e satisfação com a vida. É comum que professores relatem um sentimento de esgotamento constante, desinteresse pelas atividades que antes proporcionavam prazer e dificuldade em manter relações afetivas positivas, tanto com alunos quanto com colegas de trabalho. Esses sintomas refletem não apenas o acúmulo de tarefas, mas a complexidade emocional que o exercício da docência impõe diariamente (Carlotto, 2012, p. 45).
Esses relatos evidenciam que a exaustão emocional e a despersonalização não são apenas questões individuais, mas refletem a intensidade das demandas estruturais enfrentadas pelos docentes. Os resultados da pesquisa reafirmam essa perspectiva, mostrando que a maior parte dos professores apresenta sintomas frequentes de desgaste físico e psicológico, reforçando a necessidade de estratégias institucionais de apoio e cuidado com a saúde mental.
6.3 Desvalorização Profissional e Impactos Psicossomáticos
O sentimento de desvalorização foi relatado por 69,4% dos participantes, um índice expressivo, ainda que não surpreendente no contexto atual da docência. Muitos professores apontam que seu esforço diário não encontra reconhecimento adequado, seja pelas instituições ou pela sociedade. A invisibilidade do trabalho pedagógico reforça um processo de desgaste que afeta diretamente o bem-estar emocional.
Esse sofrimento também se traduz no corpo, 91,7% relataram sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça, tensão muscular e distúrbios gástricos. São sinais físicos de um sofrimento que, muitas vezes, permanece silenciado pela falta de espaços de escuta ou pelo receio de exposição. Como destacam Martins e Cabral (2020), a ausência de reconhecimento compromete a saúde mental dos docentes, tornando o trabalho menos fonte de realização e mais uma tarefa exaustiva. Quando isso ocorre, o corpo responde com dor.
6.4 Qualidade do Sono e Crise de Sentido
O sono, que deveria ser um momento de repouso e recuperação, tem se tornado mais um desafio para os professores. Mais da metade dos participantes (55,6%) relatou dificuldades frequentes para dormir. A mente inquieta, ocupada com preocupações do dia seguinte, provas a corrigir e conflitos vividos em sala de aula, impede o descanso necessário. Esse déficit de sono compromete a atenção, o humor e a disposição, tornando a jornada seguinte ainda mais desgastante.
Um dos dados mais preocupantes da pesquisa mostra que 75% dos docentes já tiveram pensamentos negativos sobre si mesmos, evidenciando uma crise de sentido em relação à profissão. O que antes representava fonte de identidade e realização pessoal, em muitos casos, tem se transformado em motivo de sofrimento. Além disso, 94% dos participantes relataram sentimentos de depressão ou desânimo vinculados diretamente ao exercício da docência.
Esses números não devem ser entendidos apenas como estatísticas, mas como expressões de um sofrimento profundo de profissionais que, mesmo diante de tantos desafios, seguem desempenhando seu trabalho com dignidade e compromisso com a educação.
7. CONCLUSÃO
Este estudo evidencia que a saúde mental dos professores da rede pública encontra-se em estado preocupante. Os resultados revelam não apenas a presença do sofrimento, mas também sua frequência e naturalização no cotidiano escolar. Ensinar não pode continuar sendo sinônimo de adoecimento, e romper com essa lógica é uma necessidade urgente.
A principal contribuição desta pesquisa está em dar visibilidade ao sofrimento docente, articulando dados quantitativos com uma análise humanizada que reforça a urgência de repensar as condições de trabalho e a valorização profissional. Ainda que realizada em um contexto específico, com um número delimitado de participantes, os resultados refletem uma realidade que atravessa diferentes redes de ensino e que merece atenção em escala mais ampla.
Nesta pesquisa, demonstrou-se que fatores como a intensificação das demandas burocráticas, a sobrecarga de turmas e a escassez de apoio institucional repercutem diretamente no bem-estar docente, sendo elementos centrais na compreensão do estresse cotidiano sentido por estes profissionais. Reconhecer esses aspectos é fundamental para direcionar políticas públicas e práticas educacionais que promovam um ambiente de trabalho mais saudável e sustentável.
Nesse sentido, torna-se essencial que o poder público, as instituições de ensino e a sociedade compreendam que cuidar de quem educa deve ser uma política permanente. A redução de demandas burocráticas, a reorganização da carga horária, a criação de núcleos de apoio psicológico nas escolas e o investimento em campanhas de valorização profissional são caminhos possíveis para transformar esse cenário.
Sugere-se que pesquisas futuras ampliem o olhar para outros contextos e níveis de ensino, explorando também estratégias de enfrentamento utilizadas pelos professores e experiências bem-sucedidas de promoção de saúde mental no ambiente escolar. Por fim, integrar a saúde mental como eixo central das políticas educacionais é um passo essencial para que o magistério deixe de ser associado ao esgotamento e volte a representar um espaço de realização e identidade profissional. Cuidar dos professores é cuidar da educação, e cuidar da educação é investir no futuro da sociedade.
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RUAS, Cristie Fernanda Alves; OLIVEIRA, Waléria Nazareth; SILVA, Laura Lilian Ferreira; SOARES, Raquel Schwenck de Mello Vianna; SOARES, Wellington Danilo. Prevalência de depressão e ansiedade em professores da rede pública na era Covid-19. Cadernos UniFOA, Volta Redonda, v. 17, n. 49, p. 165–171, ago. 2022. Disponível em: https://revistas.unifoa.edu.br/cadernos/article/view/3691](https://revistas.unifoa.edu.br/cadernos/article/view/3691. Acesso em: 06 ago. 2025.
SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2007.
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TARDIF, M.; LESSARD, C. O trabalho docente: condições, desafios e saberes. Porto Alegre: Artmed, 2002.
Apêndice A – Questionário aplicado com resultados completos.
1. Idade dos participantes
| Faixa etária | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| 45 – 49 anos | 8 | 22,2% |
| 50 – 54 anos | 6 | 16,7% |
| 55 ou mais | 5 | 13,9% |
| 25 – 29 anos | 5 | 13,9% |
| 35 – 39 anos | 4 | 11,1% |
| 30 – 34 anos | 4 | 11,1% |
| 40 – 44 anos | 4 | 11,1% |
2. Sexo dos participantes
| Sexo | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Feminino | 30 | 83,3% |
| Masculino | 6 | 16,7% |
3. Tempo de atuação no magistério
| Tempo de carreira | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| 21 anos ou mais | 12 | 33,3% |
| 11 – 15 anos | 9 | 25,0% |
| 3 – 5 anos | 7 | 19,4% |
| 16 – 20 anos | 5 | 13,9% |
| 6 – 10 anos | 3 | 8,3% |
4. Nível de escolaridade
| Escolaridade | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Pós-graduação | 26 | 72,2% |
| Doutorado | 5 | 13,9% |
| Mestrado | 5 | 13,9% |
5. Períodos de trabalho
| Períodos | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| 2 períodos | 28 | 77,8% |
| 1 período | 8 | 22,2% |
6. Nível de estresse no ambiente de trabalho
(Escala de 1 a 5)
| Nível de estresse | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| 5 (Muito alto) | 18 | 50,0% |
| 3 | 9 | 25,0% |
| 4 | 6 | 16,7% |
| 2 | 3 | 8,3% |
7. Frequência de sobrecarga com demandas pedagógicas e burocráticas
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Sempre | 17 | 47,2% |
| Frequentemente | 13 | 36,1% |
| Às vezes | 6 | 16,7% |
8. Sintomas de ansiedade no trabalho
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Sim | 27 | 75,0% |
| Às vezes | 6 | 16,7% |
| Não | 3 | 8,3% |
9. Exaustão emocional
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Sempre | 14 | 38,9% |
| Às vezes | 11 | 30,6% |
| Frequentemente | 9 | 25,0% |
| Raramente | 2 | 5,6% |
10. Já procurou ajuda profissional para saúde mental
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Sim | 29 | 80,6% |
| Não | 7 | 19,4% |
11. Sentimento de depressão ou desânimo no trabalho
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Frequentemente | 16 | 44,4% |
| Às vezes | 12 | 33,3% |
| Sempre | 6 | 16,7% |
| Raramente | 2 | 5,6% |
12. Sente-se valorizado(a) e reconhecido(a)
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Não | 25 | 69,4% |
| Sim | 11 | 30,6% |
13. Qualidade do sono
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Sim | 16 | 44,4% |
| Não | 20 | 55,6% |
14. Pensamentos negativos sobre si mesmo
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Sim | 16 | 44,4% |
| Às vezes | 11 | 30,6% |
| Não | 9 | 25,0% |
15. Sintomas físicos de estresse (dor, tensão, gastrite etc.)
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Frequentemente | 22 | 61,1% |
| Às vezes | 11 | 30,6% |
| Raramente | 2 | 5,6% |
| Nunca | 1 | 2,8% |
16. Uso de medicamentos para saúde mental
| Resposta | Frequência | Percentual (%) |
|---|---|---|
| Sim, atualmente estou tomando medicamentos | 16 | 44,4% |
| Não, nunca tomei | 11 | 30,6% |
| Já tomei, mas atualmente não estou tomando | 9 | 25,0% |
1Acadêmica do 5º ano de Psicologia, Faculdade Sant’Ana, Ponta Grossa, Paraná, Brasil. E-mail: anawursba@gmail.com.
2Elis M. Vieira: Acadêmica do 5º ano de Psicologia, Faculdade Sant’Ana, Ponta Grossa, Paraná, Brasil. E-mail: elismvieira@gmail.com.
3Taline Ienk: Mestra em Educação, Professora e Coordenadora do curso de Psicologia, Faculdade Sant’Ana, Ponta Grossa, Paraná, Brasil. E-mail: prof.taline@iessa.edu.br. O artigo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) sob o Parecer Consubstanciado Nº 7.890.110.
