AUMENTO DO USO DAS TICS E SEUS IMPACTOS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO BÁSICA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202509200640


Farias, M.R dos S.*


Resumo

A inserção de novas tecnologias trás mudanças principalmente nos setores tradicionais, permitindo um salto digital em áreas até então consideradas conservadoras, como a educação, tornando-se imprescindível para que o processo educacional ofereça aos alunos uma formação de excelência. As Tecnologias da Informação e Comunicação, denominadas TICs, vem se consolidando como uma importante ferramenta para o desenvolvimento escolar dos alunos do Ensino Básico. Em virtude dessa premissa, o presente artigo tem como objetivo identificar, analisar e discutir o frenético crescimento das TICs e seus impactos no processo de ensino aprendizagem para a Educação Básica. A pesquisa realizada caracteriza-se como exploratório-descritiva, com enfoque qualitativo, adotando como procedimento técnico, uma pesquisa documental e levantamento operacionalizado através de análise.

Palavras-Chave: TICs, crescimento, educação

Abstract

The introduction of new technologies brings changes, particularly in traditional sectors, enabling a digital leap in areas previously considered conservative, such as education, making it essential for the educational process to offer students an excellent education. Information and Communication Technologies, known as ICTs, have been consolidating themselves as an important tool for the academic development of basic education students. Based on this premise, this article aims to identify, analyze, and discuss the frenetic increase of ICTs and their impacts on the teaching-learning process in basic education. This research is characterized as exploratory-descriptive, with a qualitative focus, adopting documentary research and operationalized survey analysis as its technical procedure.

Keywords: ICTs, increase, education

Resumen

La introducción de nuevas tecnologías trae consigo cambios, especialmente en sectores tradicionales, lo que permite un salto digital en áreas previamente consideradas conservadoras, como la educación. Esto hace esencial que el proceso educativo ofrezca a los estudiantes una educación de excelencia. Las Tecnologías de la Información y la Comunicación, conocidas como TIC, se han consolidado como una herramienta importante para el desarrollo académico de los estudiantes de educación básica. Con base en esta premisa, este artículo busca identificar, analizar y discutir el crecimiento vertiginoso de las TIC y sus impactos en el proceso de enseñanza-aprendizaje en educación básica. Esta investigación se caracteriza por ser exploratoria-descriptiva, con un enfoque cualitativo, adoptando la investigación documental y el análisis de encuestas operacionalizadas como procedimiento técnico.

Palabras clave: Tecnología. Formación continua. Enseñanza Aprendizaje

1. Introdução

1.1 O uso da Tecnologia como recurso didático

Se a sociedade está mudando de forma tão rápida, a escola não pode esperar, precisa se destacar, conhecer e explorar as preferências e interesse de sua clientela”. Na concepção do autor é importante que se analise o papel da escola em se adequar aos avanços tecnológicos tendo em vista que os alunos estão inseridos nesse novo modelo de tecnologia. (GUARESCHI (2005, p.33).

Destaca-se que o uso das tecnologias é de fato essencial para que o desenvolvimento educacional em todos os setores de ensino, pois sem o uso da tecnologia nos tempos de hoje não é possível que haja desenvolvimento nas áreas educacionais.

Na concepção de KENSKI (2007, p. 103) afirma que:

Precisamos utilizar a educação para ensinar sobre as tecnologias que estão na base da identidade, e que se faça o uso delas para ensinar as bases dessa educação. Esse novo cenário marcado pelos avanços tecnológicos tem gerado grandes debates e repercussões nas escolas e instituições de ensino e precisam ser aprofundadas pelos educadores com a finalidade de se obter resultados positivos e não negativos com o uso desses recursos tecnológicos na educação.

A tecnologia pode estender a quantidade de dados que um indivíduo pode acessar do mundo externo, muito além do que está imediatamente disponível aos sentidos e do que pode ser prontamente processado pela mente humana (ALMEIDA, 2016).

A tecnologia da informação é notável pela quantidade de dados que pode disponibilizar, pela massa de dados que pode manipular e pela velocidade com que pode fazê-lo. Afeta o que pode ser encontrado, o que é procurado, onde é procurado e como é avaliado (FLORES, 2012).

Os recursos tecnológicos vêm se adentrando cada vez mais entre as relações do homem com o mundo e do aluno com a escola promovendo segmento social através dos instrumentos tecnológicos.

LEVY (1993, p.7), afirma que:

Novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência depende, na verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita, leitura, visão, audição, criação, aprendizagem são capturadas por uma informática mais avançada. Não se pode mais conceber a pesquisa científica sem uma aparelhagem mais complexa que redistribui as antigas divisões entre experiência e teoria

Nesse pensamento afirmado mostra que a escola e a prática pedagógica do professor precisam ser utilizadas nas mais diversas formas, usando a tecnologia para facilitar e promover a aprendizagem dos educandos, construindo saberes e estando ele a serviço de uma educação.

Diversos são os recursos tecnológicos que podem favorecer e facilitar o processo ensino-aprendizagem. O computador é o principal produto desse conhecimento onde ele ganha destaque nesse requisito que é de favorecer a aprendizagem através dos recursos das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). São esses recursos tecnológicos que irão favorecer a aprendizagem de forma dinâmica, onde irá estimular o aluno a novas aprendizagens e novos conhecimentos tendo uma formação mais ampliada na informática na educação de diversos saberes.

O educador precisa educar em ambientes virtuais, avançar no processo de construção de saberes através das novas tecnologias, onde o próprio aluno é autor no sistema onde ele está inserido. Sobre isso LITWIN, (1997, p. 33):

Encontrar, na tarefa docente cotidiana, um sentido para a tecnologia, um para quê. Este “para quê” tem conexão com o verbo, com a ideia de criação, de dar à luz, de produzir. Como docentes buscamos que os alunos construam os conhecimentos nas diferentes disciplinas, conceitualizem, participem nos processos de negociação e de recriação de significados de nossa cultura, entendam os modos de pensar e de pesquisar das diferentes disciplinas, participem de forma ativa e crítica na reelaboração pessoal e grupal da cultura, opinem com fundamentações que rompam com o senso comum, debatam com seus companheiros argumentando e contra- argumentando, elaborem produções de índole diversa: um conto, uma enquete, um mapa conceitual, um resumo, um quadro estatístico, um programa de rádio, um jornal escolar, um vídeo, um software, uma exposição fotográfica, etc.

O novo modelo de educação, hora desenvolvido no mundo requer a utilização da tecnologia para que possa o educador acompanhar o avanço que a educação dá a cada minuto, movida pela agilidade das novas ferramentas disponibilizadas pelo sistema educacional; seja ele visto como moderno ou arcaico, nele, a tecnologia já está implícita.

Pode-se afirmar que a partir da simples troca do giz que como exemplo, causava interferência no processo respiratório de quem estava envolvido com a sua utilização pelo pincel de tinta, já se teve aí a interferência da tecnologia na educação. A influência da tecnologia é real e está presente em todo e qualquer sistema de ensino, o que muda é apenas a escala em que atinge o processo.

SAMPAIO e LEITE (2008, p. 19) ainda acrescentam:

Existe, portanto, a necessidade de transformações do papel do professor e do seu modo de atuar no processo educativo. Cada vez mais ele deve levar em conta o ritmo acelerado e a grande quantidade de informações que circulam no mundo hoje, trabalhando de maneira crítica com a tecnologia presente no nosso cotidiano. Isso faz com que a formação do educador deva voltar-se para análise e compreensão dessa realidade, bem como para a busca de maneiras de agir pedagogicamente diante dela. É necessário que professores e alunos conheçam, interpretem, utilizem reflitam e dominem criticamente a tecnologia para não serem por ela dominados.

A utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação-TICs na educação, além de importante, passa a ser atualmente uma necessidade, além de ser hoje um fator de renovação didático pedagógico que pode ser visto como estímulo ao professor no exercício de sua função.

As TICs são hoje as mais novas ferramentas utilizadas na educação, acompanhar esse processo é estar antenado ao novo sistema de aprendizagem mundial. “As tecnologias mostram que suas existências ocorrem em função das necessidades criadas pelo homem. E, em educação, elas sempre tiveram um papel relevante e necessário”. (SILVA, R. 2008, p. 33).

Van Merriënboer e Martens (20022) descrevem uma série de ferramentas para analisar tarefas ou conteúdos e projetar planos para aulas ou programas de treinamento (ou seja, ferramentas de pré-autoria), para desenvolver materiais de instrução, e para implementar e avaliar a instrução (ou seja, ferramentas de pós- autoria). O principal objetivo desta linha de investigação é tornar mais rápido e barato o processo de desenvolvimento de conteúdos de aprendizagem de qualidade. Finalmente, a pesquisa sobre o uso pedagógico das TICs estuda principalmente como as TICs podem melhorar os processos de ensino e aprendizagem.

Embora a maioria dos pesquisadores provavelmente concorde que as TICs per se não podem melhorar os processos instrucionais), deve ficar claro que as TICs podem, pelo menos em princípio, permitir o uso de métodos instrucionais inovadores que podem ajudar a tornar a aprendizagem mais eficaz, eficiente e atraente (MAIA e TORRES, 20183).

Isso se aplica tanto às estratégias de entrega, que são métodos instrucionais para transmitir a instrução ao aluno e/ou para receber e responder à entrada do aluno, quanto às estratégias organizacionais, que são métodos instrucionais para organizar as tarefas de aprendizagem e os conteúdos que têm foi selecionado para a instrução (MEIRA, 20194).

Por exemplo, as TICs podem permitir a colaboração entre os alunos que estão distribuídos no espaço ou no tempo (ou seja, permitir uma estratégia de entrega que, sob determinadas circunstâncias, não seria possível sem as TICs) ou permitir que os alunos trabalhem, na sala de aula, em um ambiente de simulação que permite estudar os efeitos de diferentes políticas sobre o crescimento econômico de um país ou seja, uma estratégia organizacional que nunca poderia ser aplicada em sala de aula sem o uso das TICs) (MENDES e BARTON, 20175).

O rápido crescimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) trouxe mudanças notáveis no século XXI, bem como afetou as demandas das sociedades modernas. As TICs estão se tornando cada vez mais importantes nas vidas das pessoas e no sistema educacional. Portanto, há uma demanda crescente nas instituições educacionais para usar as TICs para ensinar as habilidades e os conhecimentos de que os alunos precisam para o século XXI (SANTAELLA, 20076).

Percebendo o efeito das TICs no local de trabalho e na vida cotidiana, as instituições de ensino de hoje tentam reestruturar seus currículos educacionais e instalações de sala de aula, a fim de preencher a lacuna tecnológica existente no ensino e na aprendizagem (VEEN e WRAKKING, 20097).

Este processo de reestruturação requer a adoção efetiva de tecnologias no ambiente existente, a fim de fornecer aos alunos o conhecimento de áreas específicas, para promover uma aprendizagem significativa e para aumentar a produtividade profissional (TOMEI, 20158).

O investimento global em TICs para melhorar o ensino e a aprendizagem nas escolas têm foi iniciada por muitos governos. Por exemplo, no Reino Unido, os gastos do governo com TICs educacional em 2008-2009 no Reino Unido foram de £ 2,5 bilhões (Nut, 2010), nos Estados Unidos, os gastos com escolas K-12 e instituições de ensino superior foram de $ 6 bilhões e $ 4,7 bilhões respectivamente em 2009 e na Nova Zelândia, o governo gasta mais de $ 410 milhões todos os anos na infraestrutura de TICs das escolas (JOHNSON et al., 2009).

Apesar de todos esses investimentos em infraestrutura, equipamentos e desenvolvimento profissional de TICs para melhorar a educação em muitos países, Gulbahar (2017) afirmou que o grande investimento educacional produziu poucas evidências de adoção e uso de TICs no ensino e aprendizagem, especialmente na Turquia.

As  evidências  sugerem  que  o  setor  de  educação  está  investindo pesadamente em TICs, mas a adoção de TICs no setor de educação ficou atrás do setor empresarial. Diversas pesquisas são realizadas para investigar os fatores que estão relacionados ao uso da tecnologia da computação nos processos de ensino e aprendizagem por professores (TOMEI, 2015).

Inclusão Digital, quando customizada e realizada de forma adequada tem por objetivo gerar um quadro de melhora sobre determinada situação. Por exemplo, se observamos que alunos de escolas públicas estão perdendo o interesse em estudar, gerando uma crescente evasão escolar e consequentemente uma piora no desempenho, identificamos os pontos fracos. Com a capacitação e acesso a ferramentas de tecnologia de informação adequadas, alunos e professores conseguem melhor interação na sala de aula, e após um ano os índices negativos observados, foram reduzidos pela metade, isso é Inclusão Digital. Isso porque, “o que é livre para alguns abate-se sobre outros como um destino cruel”. (BAUMAN, 1999, p. 79).

1.2 POSSIBILIDADES DO USO DA TECNOLOGIA COMO RECURSO DIDÁTICO

A tecnologia digital e a inclusão digital estão na agenda educacional nacional há muitos anos. No final da década de 1980, as TICs ingressaram nas escolas secundárias como matéria eletiva e, desde meados da década de 1990, os planos nacionais incluíram as TICs nas escolas. Havia também um foco na tecnologia no plano de 1996-1999, que incluiu subáreas como ‘aprender a usar’, infraestrutura técnica, organização e formação de professores (LAROSE et al., 2012).

Essas quatro áreas constituem os aspectos fundamentais da competência digital que se espera que os professores incorporem em seu ensino para facilitar a alfabetização em TICs e garantir a inclusão digital (SALINAS e SÁNCHEZ, 2009).

(No norte do Brasil, integração das TICs na educação está na agenda de todos os estados e prefeituras da cidade há muitos anos). Na década de 1970, o primeiro professor de ciência da computação da UFAM, falou a favor da criação de uma disciplina com foco tanto na compreensão crítica do papel dos computadores na sociedade quanto nas habilidades práticas no desenvolvimento de sistemas computacionais (SOUZA, 20179).

O papel que a tecnologia pode ou deve desempenhar dentro desse movimento de reforma ainda não foi definido. As inovações em tecnologia de mídia, incluindo rádio, televisão, filme e vídeo, tiveram apenas efeitos isolados e marginais sobre como e o que as crianças aprendem na escola, apesar dos primeiros defensores de seu potencial educacional revolucionário (ALVES, 1999).

Da mesma forma, embora a tecnologia da computação seja uma força difundida e poderosa na sociedade atual, com muitos defensores de seus benefícios educacionais, ela também é cara e potencialmente perturbadora ou mal orientada em alguns de seus usos e no final pode ter apenas efeitos marginais. No entanto, vários bilhões de dólares em fundos públicos e privados foram dedicados a equipar as escolas com computadores e conexões à Internet, e há promessas de ainda mais fundos dedicados a esse propósito no futuro. Como recursos cada vez maiores estão comprometidos em trazer computadores para a sala de aula, pais, legisladores e educadores precisam ser capazes de determinar como a tecnologia pode ser usada mais efetivamente para melhorar o aprendizado do aluno estrutura escolar (WANG, 2012)10; (VEEN, e WRAKKING, 2009)11.

Os estudos sugerem que a tecnologia baseada em computador é apenas um elemento no que deve ser uma abordagem coordenada para melhorar o currículo, a pedagogia, a avaliação, o desenvolvimento do professor e outros aspectos da estrutura escolar (VAN MERRIËNBOER e MARTENS, 2002).12

É importante pensar em uma educação que é capaz de ir à direção oposta da ideologia dominante, que atenda às necessidades da população excluída dos direitos básicos da existência humana e dos princípios da formação de sujeitos críticos, conscientes e construtores de sua história Ao apontarmos nesta direção como uma orientação geral para a interação com a tecnologia, constata-se que foi necessário segundo LITWIN, (1997, p. 33):

Como docentes buscamos que os alunos construam os conhecimentos nas diferentes disciplinas, conceitualizem, participem nos processos de negociação e de recriação de significados de nossa cultura, entendam os modos de pensar e de pesquisar das diferentes disciplinas, participem de forma ativa e crítica na reelaboração pessoal e grupal da cultura, opinem com fundamentações que rompam com o senso comum, debatam com seus companheiros argumentando e contra-argumentando, elaborem produções de índole diversa: um conto, uma enquete, um mapa conceitual, um resumo, um quadro estatístico, um programa de rádio, um jornal escolar, um vídeo, um software, uma exposição fotográfica, etc.

O grande desafio no campo educacional está em buscar novas propostas de ensino pautada na utilização das ferramentas tecnológicas. Incorporar novos referenciais teóricos à prática pedagógica com as perspectivas das novas tecnologias que propiciem novas concepções de ensino-aprendizagem que nos  remetem um grande desafio na práxis pedagógica do educador.

Frente aos desafios da sociedade brasileira educacional, deve ser proposto uma educação capaz de contribuir para construção da criticidade, preparando pessoas para atuarem na vida social e política, com responsabilidade, tudo isto democraticamente.

Neste sentido, convém ressaltar que a educação deve dar possibilidade de trabalhar no seio escolar a responsabilidade com o meio em que você está inserido, em um processo de ir e vir constante, em uma ação dialógica de junção da teoria com a prática, pois elas são indissociáveis.

Inúmeros são os problemas que assolam a educação brasileira, entre os já identificados e discutidos observa-se que, bem como o aluno, a família e o sistema, o professor é parte integrante dessas questões e merece ser também considerado no que diz respeito à problemática da educação.

As ferramentas de trabalho são de grande importância para o bom desempenho da função de qualquer profissional, no caso do professor isso não é diferente e vai mais além, essa ferramenta tem influência direta no resultado do trabalho, por ser também utilizada pelo produto que é o aluno.

NISKIER, (2006. p. 21) diz que:

Os novos tempos exigem um profissional que deverá exibir como triunfo vários diferenciais, além do diploma universitário. Mais do que nunca, o nosso jovem precisará ostentar engenho e arte. Bom conhecimento das técnicas e dos fundamentos da área de atuação que escolheu e no domínio de saberes que, hoje, transcendem o currículo de mais simples curso, abrangendo noções de atividades afins e domínio de competências, como informática […]

Por ser o professor um dos elos principais entre o aluno e a aprendizagem, as ações desse profissional têm grande reflexo no rendimento escolar, o que, quando desmotivadas influem em potencial ao fracasso escolar da classe estudantil.

Sabemos que a desvalorização social e econômica do professor motivada pelos baixos salários, também está presente entre os inúmeros fatores que contribuem para o desestímulo.

Fazer com que a profissão seja respeitada, requer políticas públicas voltadas para a valorização do professor quanto ao seu valor no exercício da docência, porém, vale ressaltar que não bastam só bons salários e melhores condições de trabalho, cabe também ao professor o compromisso em desempenhar sua função com dignidade e respeito para com aqueles que merecem toda sua atenção. “[…] O educador não pode fugir para o político, descuidando-se do pedagógico, nem aguardar positivamente que aconteçam as mudanças estruturais para que sua ação pedagógica possa ocorrer” (NOVAES,1997, p. 83).

É de suma importância para a educação professores adquirirem o habito de inovar de buscar ferramentas pedagógico na sua didática no ato de ensinar, uma vez que, professores desmotivados e com métodos tradicionais repercute na qualidade do ensino público, daí a utilização da tecnologia como meio de minimizar a escassez no lúdico na escola.

Uma vez constatado o desestímulo, passamos a trabalhar aqui a utilização das mídias na educação, como forma de inovar e de refazer o didático-pedagógico de modo estimulá-lo a exercer a função de mestre, promovendo educação com toda sua essência, sem deixar que influências negativas do meio social ou escolar possam lhe afetar profissionalmente, bem como proporcionar ao educando os sentimentos de mudança e de renovação, fatores que podem servir com estímulo ao aprender.

Portanto, faz-se necessário contextualizar o pensamento de KINCHELOE (1997, p. 43). “Além disto gera um fortalecimento que fornece aos professores a habilidade para superar a tendência modernista de desacreditar em sua integridade como profissionais reflexivos e conscientes”.

Dentre os diversos problemas pré-existente na educação brasileiros já identificados no contexto escolar e colocados em discussão, observa-se o desinteresse de boa parte da classe docente e estudantil, no que diz respeito ao sistema educacional, ora caótico e desestimulador.

Tornar a escola e seu processo ensino aprendizagem atraente, deve ser um compromisso de todos os entes que envolvem a educação, estando incluídos ai, família, gestor escolar, professor e administradores do sistema educacional.

1.2.1 OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS

A introdução dessas tecnologias no processo educativo, contribui significativamente  para  um  grande  avanço  inovador  do  processo  de  ensino aprendizagem, principalmente no modo de construir novos conhecimentos sistematizados.

A inclusão digital é fundamental porque se torna palco do ato educativo, no sentido de discernir as informações que os alunos recebem via Internet, evitando que sejam manipulados pela mídia.

[…] O fato é que nossos alunos são formados dentro da cultura digital e profundamente influenciados por ela. Com a democratização do uso da internet, o crescimento do número de lanhouses, o barateamento dos computadores, e mesmo a implantação de programas do governo destinados à informatização das escolas, não há por que trabalhar usando somente o quadro e o giz”. (MENEGUELLI, 2010, p. 49).

Práticas para implantar a inclusão digital são necessárias no desenvolvimento do indivíduo e na sua capacitação, a partir daí ele terá condições de buscar informações e conhecimentos e formar ideias, expor opiniões ou expor ideias e aplicá-las em seu contexto social.

Segundo Santos e Cardoso (2009):

A popularização da informática e ao acesso à rede mundial de computadores ocorreu por volta de 1990 e, a partir de então, a sonhada era digital passou a fazer parte do dia a dia de muitas pessoas em todo o Brasil e no mundo. Com a introdução da tecnologia e da Internet, a percepção das pessoas começou a mudar.

Apesar do crescimento do uso de computadores e Internet no Brasil ser uma constante, nota-se que ainda existem muitas barreiras no processo de democratização da Internet no Brasil. Usadas como parte do processo de inclusão digital nas escolas, as tecnologias da informação vieram para auxiliar e deixar o cotidiano mais prático, com milhares de ferramentas na Internet que podem ser usadas no conhecimento e na comunicação.

De acordo com Santos e Cardoso (2009):

A inclusão digital se democratiza nas expressões similares da informação, referindo-se às pessoas que não possuem acesso às tecnologias e comunicações, causando mudanças em toda a sociedade. A educação é um dos pilares principais para a inclusão digital, sendo que ela desencadeia da exclusão digital e socioeconômica. Para uma pessoa que esteja disposta se incluir nesse processo, não basta só se sentar em frente de um computador com aulas de informática básica, mas sim ampliar o quadro de atuação na sociedade, exemplo: usar o caixa eletrônico de um banco ou uma urna eletrônica em uma eleição, ou seja, possibilitar às pessoas menos favorecidas usufruírem dos recursos tecnológicos variados. (SANTOS e CARDOSO, 2009).

A falta de adaptação física dos laboratórios e dos computadores para deficientes físicos, visuais ou auditivos tem sido um problema enfrentado no país, a discussão sobre inclusão digital para pessoas com deficiência é uma discussão recente, para obter resultados, alguns conceitos devem ser seguidos. Acessibilidade ao meio físico trata de adaptar lugares ou equipamentos de forma que atenda as mobilidades reduzidas dos deficientes.

Para Barreto Júnior e Rodrigues (2012):

Esse processo de inclusão digital não significa apenas ter acesso a um computador e Internet, tem que saber usar os recursos variados, patamares diferenciados em relação a cidadania. No primeiro nível, a Internet junto com as redes sociais, permite a comunicação entre as pessoas de situações variadas na sociedade. Segundo nível, a Internet viabiliza as informações e utilização de serviços públicos. Em terceiro nível, permite a disponibilização dos conteúdos de importância para a cidadania. Essas demandas são extremamente dinâmicas, tanto nas ofertas de serviços quanto na qualidade, envolvendo apenas a operação estatal e o fornecimento dos equipamentos. Os impactos surgiram da nova geração mais conectada, comunicando-se nos benefícios da disponibilidade, transformando as mudanças de padrões sociais e relações entre o Estado e o cidadão. (RODRIGUES, 2012).

Acessibilidade digital é a interatividade e acesso flexível dos deficientes, referente a ferramentas como navegação, operação de softwares e hardwares. Embora a população não veja, os deficientes se deparam com inúmeras barreiras no acesso à internet, devido à falta de softwares de comunicação. Existem muitas tecnologias que permitem aos deficientes o uso da Internet de maneira mais fácil, como softwares de tradução de página por exemplo.

Nessa perspectiva, Silva et al (2005, p. 30) salientam que:

A inclusão digital está intimamente ligada ao uso das tecnologias digitais para obtenção de informação, de conhecimento e do desenvolvimento de indivíduos, comunidade e nações no século XXI. Para novas relações a inclusão digital compreende, o entrelaçamento do acesso à informação que está nos meios digitais e a assimilação da informação e sua reelaboração em novo conhecimento, tendo como consequência desejável a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Para Costa (2006):

A inclusão digital espontânea e a inclusão digital denominada induzida que consiste, na integração e planejamento de ações entre o governo e o setor privado, para criação de espaços para a população com o acesso às TICs, tendo em vista os aspectos: (i) econômico, de garantir o acesso aos que não dispõem de condições financeiras; (ii) cognitivo, para ampliação da visão técnica sobre os meios digitais e (iii) técnico, conhecimentos operacionais mais profundos sobre as ferramentas (COSTA, 2006).

Para Silva et al (2005, p. 32) o conceito de inclusão digital possui uma dimensão bastante profunda:

Se a inclusão digital é uma necessidade inerente desse século, então isso significa que o “cidadão” do século XXI, entre outras coisas, deve considerar esse novo fator de cidadania, que é a inclusão digital. E que constitui uma questão ética oferecer essa oportunidade a todos, ou seja, o indivíduo tem o direito à inclusão digital, e o incluído tem o dever de reconhecer que esse direito deve ser estendido a todos. Dessa forma, inclusão digital é um processo que deve levar o indivíduo à aprendizagem no uso das TICs e ao acesso à informação disponível nas redes, especialmente aquela que fará diferença para a sua vida e para a comunidade na qual está inserido (SILVA et al 2005, p. 32).

Dito isso, evidencia-se uma relação entre educação e inclusão digital, mais ainda, sobre a contribuição das TICs para impulsionar a construção de novos contextos e projetos de formação humana que, necessariamente, aponta a sua dimensão social que compreende o conceito de inclusão digital colocando em cena o papel do estado em atenuar as diferenças, cabendo às políticas governamentais atuarem “na elaboração de políticas públicas de universalização do acesso à rede mundial de computadores, articuladas com estratégias de promoção do desenvolvimento local”. (PEREIRA, et al. 2010, p. 163). A escola o dever de promover a inclusão digital dos excluídos, como também criar situações formativas para preparar os professores (imigrantes digitais) a utilizarem o potencial das TICs para atividades escolares que envolvam as novas tecnologias, proporcionando assim mais significado no aprendizado prazeroso.

Com a utilização de metodologias digitais, os professores planejam de forma enriquecedora seus conteúdos. Visto que, as ferramentas digitais proporcionam diferentes recursos didáticos: como a coleta de dados, diferentes informações, o compartilhamento de arquivos, o monitoramento de atividades e produção de conhecimento de forma colaborativa no desenvolvimento de suas competências e habilidades de ensino. As tecnologias digitais, no contexto escolar, passam a ser uma possibilidade de integrar, de contextualizar os conteúdos escolares, de modo que o aluno perceba as ligações, as relações, as conexões existentes entre o conteúdo e outro, incidindo a produção do conhecimento. (FERREIRA,2012). Aponta que ao produzir material didático é necessário que estejam adequados aos objetivos propostos da aprendizagem.

Com a utilização de metodologias digitais, os professores planejam de forma enriquecedora seus conteúdos. Visto que, as ferramentas digitais proporcionam diferentes recursos didáticos: como a coleta de dados, diferentes informações, o compartilhamento de arquivos, o monitoramento de atividades e produção de conhecimento de forma colaborativa no desenvolvimento de suas competências e habilidades de ensino. As tecnologias digitais, no contexto escolar, passam a ser uma possibilidade de integrar, de contextualizar os conteúdos escolares, de modo que o aluno perceba as ligações, as relações, as conexões existentes entre o conteúdo e outro, incidindo a produção do conhecimento. (FERREIRA,2012) Aponta que ao produzir material didático é necessário que estejam adequados aos objetivos propostos da aprendizagem

Neste sentido, concordamos com Carbonel (2002): não se pode olhar para trás em direção a uma escola ancorada no passado. A nova geração precisa de outra educação, onde o conhecimento, seja construído, participativo, prazeroso e ligado a situações reais. Para isso, se faz necessário esse novo processo metodológico através da implantação das ferramentas digitais como inovação, revelando-se como um dos modos de mudar a escola, com mais vida nas salas de aula. Faz-se necessário que as metodologias aumentem o potencial de aprendizagem dos alunos desenvolvendo as funções executivas, competências e habilidades, pois todas as pessoas têm capacidade de criar e produzir ideias novas que devem ser capazes de serem implementadas e gerar impacto (CAMARGO; DAROS, 2018).

Em educação, a inovação impulsiona mudanças significativas no processo de ensino e aprendizagem. Permeando todo o processo, desde a formação dos alunos como também dos professores, mudando suas atitudes, ideias, culturas, currículo e práticas pedagógicas. Propõe novas abordagens pedagógicas, atualização de modelos didáticos, novos projetos, tempos, espaços e ambientes escola. As mudanças surgem como uma proposta que visa a organização do processo evolutivo, uma maneira estratégica de organizar ou de mudar algum procedimento de renovação e aperfeiçoamento, e repensar a metodologia a ser utilizada significa realizar algo  diferente do tradicional, aperfeiçoando os objetos de conhecimento com criatividade, explorando novas ideias direcionadas através do planejamento, promovendo maior informação com investimento em softwares de colaboração que possam contribuir para a evolução e transformação do indivíduo como um todo.

Sabe-se que não há um único modelo de práticas e visões educacionais a serem assumidas uniformemente por todos. Segundo Cassiano Severino em INOVEDUC – (2018), modelos de práticas, visões, atitudes para conduzir o processo inovador devem ser definidas pela Comunidade educativa a partir do entendimento de todos sobre os processos de inovação que se pretende implantar. Educadores inovadores, arquitetos cognitivos, devem possuir um conhecimento que transcenda as visões pedagógicas clássicas, conhecimento, sem o qual, fará apenas ações isoladas baseadas no senso comum.

A educação também apresentou grande evolução, o advento da informatização provocou diversas mudanças na maneira de com interagimos com o mundo. Nesse processo da metodologia ativa o aluno e personagem principal e o maior responsável pelo processo de aprendizado, a comunidade escolar desenvolve a capacidade de absorção de conteúdos de maneira autônoma e participativa, esse método substitui a maioria das aulas expositivas por conteúdos virtuais. Dessa forma e possível melhorar seu desenvolvimento, incentivando a capacidade de desenvolver um perfil investigativo e crítico perante alguma situação.

Em relação à tecnologia digital, existe agora uma lacuna significativa – e talvez crescente – entre o que os alunos fazem na escola e o que fazem nos tempos dos livres. Isso é o que se chama de nova exclusão digital (TOMEI 2015).

Apesar do grande investimento em tecnologia nas escolas, e apesar do grande entusiasmo que o acompanhou, muito do que acontece na educação permaneceu relativamente intocado pela tecnologia. Mesmo assim, fora da escola, os alunos estão vivendo uma infância cada vez mais saturada pela mídia (SCHILLER, 2013).

O acesso independente dos alunos à tecnologia de mídia cresceu significativamente; e eles estão participando de uma cultura de mídia cada vez mais diversa e cada vez mais comercializada – uma cultura que alguns adultos têm dificuldade de entender e controlar (EARLE, 2012).

Não se está sugerindo que a velha exclusão digital foi superada. Ao contrário, ainda existem desigualdades significativas no acesso à tecnologia e nas habilidades e competências exigidas para usá-la; e essas são desigualdades que as escolas devem absolutamente abordar. Na verdade, deve-se ser cauteloso com a retórica fácil do chamado digital – a noção de que os jovens estão todos ocupados se comunicando e criando online, e que eles têm uma afinidade espontânea com a tecnologia que os mais velhos não têm (TOMEI 2015).

Mesmo assim, quando se olha para o que os jovens estão fazendo com essa tecnologia fora da escola, fica claro que é principalmente um meio para a cultura popular. Os alunos que têm acesso a computadores em casa os usam para jogar, navegar em sites de entretenimento na Internet, mensagens instantâneas, redes sociais e fazer download e editar vídeos e músicas (SANTAELLA, 2007).

Além de fazer tarefas funcionais para o dever de casa, muito poucos deles estão usando a tecnologia para algo que se pareça com o aprendizado escolar. Em contraste, o que eles estão fazendo com a tecnologia na escola é muito limitado (SCHILLER, 2013).

O assunto Tecnologia da Informação e Comunicação é amplamente sobre processamento de texto, planilhas e gerenciamento de arquivos – na verdade, o currículo do Microsoft Office. Oferece pouco mais do que treinamento descontextualizado em habilidades funcionais. Isso não quer dizer que essas habilidades possam não ser importantes para algumas pessoas em algum estágio de suas vidas; embora seja certamente discutível se é necessário, ou mesmo um uso particularmente eficaz dos recursos, que os alunos sejam treinados neles na escola (EARLE, 2012).

Existem agora evidências crescentes de que as crianças geralmente consideram o uso da tecnologia na escola enfadonho e sem imaginação. Alguns estão resignados com isso, vendo isso como um fato inevitável da vida; mas outros estão positivamente insatisfeitos e alguns resistem ativamente (TOMEI 2015).

Particularmente para aqueles que estão mais engajados com a tecnologia em suas vidas cotidianas, e que podem muito bem buscar empregos voltados para a tecnologia, o uso da tecnologia na escola é amplamente considerado irrelevante. Isso não é surpreendente. Historicamente, a escolaridade tem sido frequentemente caracterizada por uma rejeição em branco da cultura popular cotidiana dos alunos – e de fato há uma espécie de paranoia sobre a perda de controle que acontece quando a cultura popular entra no espaço da escola (SANTAELLA, 2007).

Nesse sentido, o que está se chamando de nova exclusão digital apenas reflete uma disjunção histórica mais ampla entre a cultura de lazer cotidiana dos jovens e a cultura da escola (VEEN e WRAKKING, 2009).

Pode-se fazer algo sobre esta situação – e de fato, deve-se fazer? Alguns argumentariam que o que os alunos fazem fora da escola não é uma preocupação adequada dos professores: os jovens se cansam dessa cultura popular em suas vidas diárias, então por que deveriam pensar sobre isso na escola – quanto mais estudá-la? Muitos argumentariam que o que acontece na escola é necessariamente diferente do que acontece fora – que a escolarização é uma forma de indução ao conhecimento de alto status e que a aprendizagem escolar é necessariamente formal de uma forma que a aprendizagem fora da escola não é (SCHILLER, 2013).

Embora muitos autores não tenham alguma simpatia por este argumento, é obviamente aquele que vê pouco espaço para mudança: parece assumir que o conhecimento de alto status deve ser dado como certo, e aceita como dadas distinções entre alta cultura e cultura popular que são na verdade, histórica e culturalmente relativa (EARLE, 2012).

Assim as escolas têm a responsabilidade de abordar as realidades da vida dos alunos fora da escola – o que evidentemente inclui seu envolvimento com a cultura popular e seus usos de lazer da tecnologia. No entanto, precisa-se ser cautelosos com uma resposta superficial. Por exemplo, há quem pretenda celebrar o envolvimento dois alunos com jogos de computador (TOMEI 2015).

Eles apontam (muito corretamente) que jogar pode envolver uma série de processos complexos de aprendizagem. No entanto, eles argumentam que é aqui que a aprendizagem mais significativa está ocorrendo e que a escola é quase uma causa perdida (SANTAELLA, 2007).

Esse argumento comemorativo normalmente envolve uma postura totalmente positiva e acrítica em relação à cultura popular. Aqueles que exaltam os benefícios dos jogos de computador para a aprendizagem tendem a ignorar as dimensões comerciais dos jogos e evitar questões incômodas sobre seus valores e ideologias. Eles também se envolvem em uma valorização um tanto mal definido da “aprendizagem informal”, em que a aprendizagem formal é vista como algo inerentemente ruim (VEEN e WRAKKING, 2009). Esse argumento leva muito pouco em conta as realidades das escolas e salas de aula – e, na verdade, dos muitos problemas que seriam acarretados no uso de jogos para a aprendizagem (JOHNSON et al., 2009).

Para que as tecnologias possam agir como fator estimulante da classe docente e colaborem para a melhoria da qualidade dos processos educacionais, há de se convir que o professor precise estar instruído para o uso dessa ferramenta e busque adaptar-se a esse novo conceito de educação.

Os professores são incentivados a adotar e integrar as TICs em atividades de ensino e aprendizagem, mas a preparação dos professores para integrar as TICs no ensino determina a eficácia da tecnologia e não por sua simples existência na sala de aula. As atitudes dos professores em relação à tecnologia influenciam muito seus adoção e integração de computadores em seu ensino. De acordo com Schiller (2013), ansiedade, falta de confiança e competência e medo muitas vezes implica que as TICs ficam em segundo plano mecanismos convencionais de aprendizagem. Portanto, uma compreensão das características pessoais que influenciar a adoção e integração das TIC no ensino pelos professores é relevante.

Outro fator fundamental e a atitude dos professores. Para iniciar e implementar com sucesso a tecnologia educacional no programa da escola depende fortemente no apoio e nas atitudes dos professores. Acredita-se que se os professores percebessem a tecnologia programas que não atendem às suas necessidades nem às de seus alunos, é provável que eles não integrar a tecnologia em seu ensino e aprendizagem (EARLE, 2012).

Inserir os ferramentais digitais no processo formativo dos alunos abrem inúmeras possibilidades para que os mesmos possam desfrutar de uma diversidade de recursos para solucionar diferentes problemas enfrentados na busca de sua autonomia e criatividade, desenvolvendo o seu senso crítico e participativo tornando um ser protagonista do seu desenvolvimento intelectual, emocional, racional da imaginação, do intuito e de suas interações.

Conclusão

A utilização das ferramentas pedagógicas digitais ainda gera uma sensação de insegurança por parte dos professores, uma vez que, os mesmos no decorrer de suas graduações não tiveram como parte de seu componente curricular nenhuma disciplina que introduzisse a tecnologia as suas aulas, muito menos que se demonstra o quanto o uso das mesmas no tocante a explanação de conteúdos programáticos, poderiam garantir a celeridade do ensino e maior compreensão dos assuntos ensinados em sala de aula, além de permitir a comprovação imediata do aprendizado, pois a prática de atividades realizadas no computador é mais do que suficientes para pôr em prática fixando de forma efetiva o conhecimento. No entanto, incorporar tecnologia nas escolas de hoje é uma necessidade importante. A educação é a base do desenvolvimento de qualquer sociedade e a tecnologia desempenha um papel crucial neste processo. A Internet é uma vasta fonte de informação que permite aos alunos explorarem uma variedade de temas de forma mais dinâmica e autónoma. Além disso, o uso de dispositivos como computadores e tablets facilita o aprendizado tornando-o mais divertido e interativo por meio de recursos audiovisuais e aplicativos educacionais.


2VAN MERRIËNBOER, J. J. G.; MARTENS, R. Ferramentas baseadas em computador para design instrucional. Tecnologia Educacional, Pesquisa e Desenvolvimento, 50 (4), Edição Especial, 2002.

3MAIA, C. P.; TORRES, C. S. Crenças pedagógicas dos professores e seu planejamento e conduta de aulas em sala de aula mediadas por computador. British Journal of Educational Technology, vol. 39, não. 5, pp. 807–828, 2018.

4MEIRA, J. M. Uso de tecnologia por professores iniciantes: desenvolvimento de professores de primeiro ano e o efeito do contexto institucional no uso da tecnologia de ensino de novos professores com os alunos. Journal of Research on Technology in Education, vol. 39, no. 3, pp. 245–261, 2019.

5MENDES, A.; BARTON, W. Uma investigação dos fatores que afetam o uso das TIC para o ensino nas escolas. 18ª Conferência sobre Sistemas de Informação, 2017.

6SANTAELLA, L. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007.

7VEEN, W.; WRAKKING, B. Homo Zappiens: educando na era digital. Porto Alegre: Artmed, 2009.

8TOMEI, L. A. Desafios do ensino com tecnologia em todo o currículo: problemas e soluções. Londres: IRM Press (IGI Global), 2015.

9SOUZA, J. P. Tecnologias digitais na região Norte do Brasil. Dissertação de mestrado do curso de Tecnologia da Informação da Universidade do Pará. Belém? Universidade Federal do Pará, 2017.

10WANG, Y. Quando a tecnologia encontra as crenças: as percepções dos professores de formação inicial sobre o papel dos professores na sala de aula com os computadores. Journal of Research on Technology in Education. 35 (1), 150–161, 2012.

11VEEN, W.; WRAKKING, B. Homo Zappiens: educando na era digital. Porto Alegre: Artmed, 2009

12VAN MERRIËNBOER, J. J. G.; MARTENS, R. Ferramentas baseadas em computador para design instrucional. Tecnologia Educacional, Pesquisa e Desenvolvimento, 50 (4), Edição Especial, 2002.

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*Departamento de Educação, Universidad de la Integración de las Américas, Asúncion, Paraguay
marly.farias@prof.am.gov.br