REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202509192352
Isadora Cortez Diana
Beatriz Benedetti Tonholi Raymundo
Mauren de Souza Vidal
Orientadora: prof. Dra. Emilene Dias Fiuza Ferreira
Resumo
A semaglutida, agonista do receptor de GLP-1, tem se consolidado como uma das principais terapias no manejo da obesidade e do diabetes tipo 2, promovendo perda ponderal significativa e melhora de parâmetros metabólicos. Contudo, os efeitos da descontinuação do tratamento ainda são motivo de crescente investigação. Este estudo teve como objetivo analisar o impacto da suspensão da semaglutida sobre o ganho de peso e parâmetros metabólicos em indivíduos previamente tratados. Foi conduzida uma revisão integrativa da literatura, com busca sistemática nas bases PubMed, Embase, Scopus, Web of Science e Cochrane Library, abrangendo publicações entre 2019 e 2025. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais e revisões que avaliaram peso corporal, glicemia, perfil lipídico e hemoglobina glicada após a interrupção da terapia. Os achados sugerem que a suspensão da semaglutida frequentemente resulta em ganho ponderal progressivo e em regressão parcial dos benefícios metabólicos, com magnitude variável conforme a duração do tratamento e o perfil dos pacientes. Conclui-se que a interrupção do uso de semaglutida está associada à perda de parte dos benefícios obtidos durante a terapia, reforçando a necessidade de estratégias de acompanhamento clínico e mudanças sustentáveis no estilo de vida para mitigar tais efeitos.
Palavras-chave: Semaglutida, descontinuação de tratamento, obesidade, reganho de peso, parâmetros metabólicos, controle glicêmico, agonistas do receptor de GLP-1
Abstract
Semaglutide, a GLP-1 receptor agonist, has established itself as one of the main therapies for managing obesity and type 2 diabetes, promoting significant weight loss and improving metabolic parameters. However, the effects of treatment discontinuation are still the subject of increasing investigation. This study aimed to analyze the impact of semaglutide discontinuation on weight gain and metabolic parameters in previously treated individuals. An integrative literature review was conducted, with a systematic search of PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, and the Cochrane Library, covering publications published between 2019 and 2025. Randomized clinical trials, observational studies, and reviews that assessed body weight, blood glucose, lipid profile, and glycated hemoglobin after discontinuation of therapy were included. The findings suggest that semaglutide discontinuation often results in progressive weight gain and partial regression of metabolic benefits, with varying magnitude depending on treatment duration and patient profile. It is concluded that discontinuation of semaglutide use is associated with the loss of part of the benefits obtained during therapy, reinforcing the need for clinical monitoring strategies and sustainable lifestyle changes to mitigate such effects.
Keywords: Semaglutide, treatment discontinuation, obesity, weight regain, metabolic parameters, glycemic control, GLP-1 receptor agonists.
Introdução
A semaglutida, agonista do receptor de GLP-1, consolidou-se como uma das terapias farmacológicas mais eficazes para manejo do excesso de peso e de parâmetros cardiometabólicos, promovendo perdas ponderais médias de dois dígitos e melhora de HbA1c, pressão arterial e perfil lipídico em diferentes populações (com e sem diabetes tipo 2) quando mantida por longo prazo (RUBINO et al., 2021; WILDING et al., 2021; QIN et al., 2024; RYAN et al., 2024).
A diretriz da American Gastroenterological Association (AGA) recomenda seu uso contínuo como parte de um cuidado crônico da obesidade, dado o balanço favorável de benefício líquido, enfatizando que a farmacoterapia deve ser mantida para sustentar os desfechos clínicos alcançados (GRUNVALD et al., 2022).
Todavia, a descontinuação da semaglutida tem emergido como um ponto crítico na prática clínica. Extensões de ensaios randomizados demonstram recuperação substancial do peso após a interrupção, frequentemente acompanhada de reversão parcial dos ganhos cardiometabólicos. Participantes que interromperam semaglutida 2,4 mg recuperaram, em média, parte considerável do peso perdido em um ano e apresentaram deterioração de pressões arteriais, lipídios e glicemia quando comparados ao período de tratamento (WILDING et al., 2022). De modo convergente, indivíduos randomizados para placebo perderam a manutenção ponderal e benefícios metabólicos em relação aos que continuaram o fármaco (RUBINO et al., 2021). Esses achados reforçam a natureza crônica da obesidade e a necessidade de estratégias de manutenção terapêutica.
Em coorte multicêntrica de prontuários eletrônicos, a descontinuação de agonistas de GLP-1 é frequente em até 12 meses após o uso, sobretudo entre pessoas sem diabetes, e a taxa de reinício é relativamente baixa (RODRIGUEZ et al., 2025). Em populações com diabetes tipo 2, a interrupção de GLP-1 associou-se à maior risco de eventos cardiovasculares, sugerindo possível perda de proteção cardiometabólica com a suspensão (PICCINI et al., 2023). Embora mecanismos fisiológicos como o retorno do apetite, da ingestão calórica e do esvaziamento gástrico contribuam para o “rebote” ponderal, fatores contextuais (acesso, efeitos adversos, gravidez/planejamento familiar e custos) também influenciam a persistência terapêutica e, por conseguinte, os desfechos (GRUNVALD et al., 2022; RODRIGUEZ et al., 2025).
Diante desse panorama, investigar de forma integrativa o impacto da descontinuação da semaglutida sobre o ganho ponderal e parâmetros metabólicos é essencial para orientar decisões clínicas, políticas de acesso e modelos de cuidado longitudinal. Este artigo propõe-se a sintetizar a literatura (2019–2025), comparando ensaios clínicos, extensões e estudos observacionais, e a discutir implicações práticas para estratégias de retirada, transição terapêutica e manutenção de resultados a médio e longo prazos.
Metodologia
O presente estudo consistiu em uma revisão integrativa da literatura científica, escolhida por permitir uma análise ampla e crítica das evidências disponíveis sobre o impacto da descontinuação da semaglutida nos parâmetros ponderais e metabólicos. A busca bibliográfica foi realizada entre abril e agosto de 2025, contemplando as bases de dados PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, Cochrane Library e LILACS, selecionadas por sua abrangência e relevância na área da saúde.
Para a estratégia de busca, foram utilizados descritores controlados e termos livres em português, inglês e espanhol, combinados por descritores booleanos. Entre os termos aplicados destacaram-se: “semaglutide”, “GLP-1 receptor agonists”, “drug discontinuation”, “withdrawal”, “weight regain”, “glycemic control”, “metabolic parameters”, além de seus equivalentes nos demais idiomas. Foram aplicados filtros para incluir apenas artigos publicados entre janeiro de 2019 e agosto de 2025, disponíveis em português, inglês ou espanhol, com acesso ao texto completo.
Foram incluídos estudos que abordaram, de maneira direta ou indireta, os efeitos da interrupção do uso da semaglutida em adultos com sobrepeso ou obesidade, com ou sem diabetes tipo 2. Foram aceitos ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais, extensões de ensaios clínicos e pesquisas de mundo real. Excluíram-se artigos cujo foco se restringiu exclusivamente aos efeitos durante o tratamento, publicações sem acesso integral, relatos de caso, séries com menos de dez participantes, revisões narrativas, editoriais, cartas ao editor e resumos de eventos científicos.
Os artigos selecionados foram analisados integralmente, de modo a verificar a elegibilidade metodológica e extrair os dados relevantes. As informações coletadas foram organizadas em uma matriz que incluiu: autores, ano de publicação, país, tipo de estudo, população avaliada, tempo de uso e de interrupção da semaglutida, parâmetros metabólicos analisados e principais resultados.
A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa e interpretativa, respeitando a heterogeneidade dos delineamentos incluídos. Quando os dados apresentaram compatibilidade estatística, foram sintetizados de maneira quantitativa por meio de comparação das médias de variação ponderal e parâmetros metabólicos antes e após a descontinuação do fármaco.
Para orientar a presente revisão, utilizou-se a estratégia PICO, definindo: Paciente (P) — indivíduos adultos com sobrepeso ou obesidade; Intervenção (I) — suspensão do tratamento com semaglutida; Comparação (C) — continuidade da medicação, uso de placebo ou outras intervenções terapêuticas; e Desfecho (O) — alterações no peso corporal e parâmetros metabólicos. A partir dessa estrutura, estabeleceu-se a seguinte pergunta norteadora: em pacientes com sobrepeso ou obesidade, quais os impactos da descontinuação da semaglutida sobre o peso corporal e os parâmetros metabólicos, no período de 2019 a 2025?
Resultado e Discussão
Durante a busca sistemática nas bases PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, Cochrane Library e LILACS, foram inicialmente identificados 30 artigos. Após a remoção de duplicatas (6 registros), restaram 24 estudos para triagem por título e resumo. Aplicando os critérios de exclusão — que desconsideraram relatos de caso, séries com menos de dez participantes, revisões narrativas, editoriais, cartas ao editor, resumos de eventos científicos e publicações sem acesso ao texto completo — permaneceram 20 artigos para leitura integral. Destes, 16 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade e foram incluídos na presente revisão integrativa, compondo a base de evidências analisada
Tabela 1 – Síntese dos estudos incluídos na revisão integrativa.







Nota: Tabela elaborada a partir das referências incluídas na revisão (2019–2025).
HbA1c: hemoglobina glicada; PA: pressão arterial; DM2: diabetes mellitus tipo 2; SOP: síndrome dos ovários policísticos.
A interrupção dos agonistas do receptor de GLP-1 (GLP-1RA), em especial da semaglutida, tem sido consistentemente associada à reaceleração do ganho ponderal e à perda progressiva dos benefícios cardiometabólicos obtidos durante o tratamento. A literatura mostra que, embora a eficácia da semaglutida seja notável quando mantida a longo prazo, sua suspensão resulta em trajetórias clínicas desfavoráveis para grande parte dos pacientes.
Ensaios clínicos randomizados da série STEP demonstram esse padrão de maneira consistente. No STEP 4, após 20 semanas de run-in com semaglutida 2,4 mg (média de – 10,6% do peso), os participantes que mantiveram a medicação continuaram perdendo peso (–7,9% adicionais até a semana 68), enquanto aqueles que passaram a placebo recuperaram em média +6,9% do peso no mesmo período. A diferença líquida de 14,8 pontos percentuais evidencia a importância da manutenção farmacológica para sustentar a perda ponderal (RUBINO et al., 2021). Já a extensão do STEP 1 revelou que pacientes que haviam perdido cerca de 17,3% do peso com semaglutida recuperaram 11,6% em 52 semanas sem a droga, resultando em perda líquida de apenas 5,6% em relação ao basal. Além disso, verificou-se regressão dos parâmetros metabólicos: aumento de 0,4% em HbA1c, elevação de 4 mmHg na pressão arterial sistólica, elevação de 15% nos triglicerídeos e redução de HDL-c (WILDING et al., 2022).
Essa reversão parcial contrasta fortemente com a eficácia documentada durante o uso contínuo da semaglutida. Em meta-análise publicada em Diabetes, Obesity and Metabolism, foram relatadas perdas médias ponderais de dois dígitos e melhora significativa de HbA1c, pressão arterial e perfil lipídico em diferentes populações, com ou sem diabetes (QUIN et al., 2024). De modo semelhante, (RYAN et al., 2024), em estudo publicado na Nature Medicine, evidenciaram que os efeitos de longo prazo sobre peso e parâmetros metabólicos se mantêm enquanto a semaglutida é utilizada, confirmando que a droga funciona como estratégia eficaz de manejo crônico da obesidade (RYAN et al., 2024).
Contudo, quando interrompida, a tendência de regressão é universal.
Uma meta-análise publicada em 2025 na BMC Medicine demonstrou que o reganho inicia entre 8 e 12 semanas após a suspensão, com aumento médio de +1,76 kg na 12ª semana e +2,50 kg na 20ª semana, sendo mais acentuado em usuários de agonistas de GLP1, mesmo com aconselhamento de estilo de vida em andamento (WU et al., 2025). Em revisão sistemática publicada no Journal of Clinical Medicine, Quarenghi et al. (2025) destacaram que o reganho é rápido, em grande medida independente da duração prévia do tratamento, e acompanhado de piora metabólica significativa. Alguns cenários particulares, entretanto, sugerem modulação da trajetória de peso após a suspensão.
Em mulheres com síndrome dos ovários policísticos que utilizaram semaglutida associada à metformina, a recuperação de peso após dois anos foi de apenas um terço da perda inicial, menos dramática do que a observada em STEP 1. Esse resultado sugere que terapias adjuvantes ou comorbidades específicas podem mitigar o reganho (JENSTERLE et al., 2024).
Estudos corroboram a elevada taxa de interrupção e suas consequências. Uma coorte publicada no JAMA Network Open revelou que a descontinuação de análogos de GLP-1 é frequente já no primeiro ano de uso, e que pequenos aumentos percentuais de peso após a retirada estiveram associados a maior probabilidade de reinício da terapia (DO et al., 2024; RODRIGUEZ et al., 2025). Em paralelo, evidências de Piccini et al. (2023) mostraram que, em populações com diabetes tipo 2, a interrupção de agonistas de GLP-1 esteve relacionada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, sugerindo que a perda da proteção cardiometabólica pode ter impacto clínico relevante.
A literatura também indica que a magnitude do reganho varia conforme o perfil clínico. Pacientes que obtiveram maior perda ponderal durante o uso tendem a recuperar mais rapidamente o peso após a suspensão (PLOUTARCHOS TZOULIS; BALDEWEG, 2024). Além disso, a reversão de parâmetros metabólicos como HbA1c, pressão arterial e lipídios geralmente acompanha o reganho ponderal, reduzindo a proteção cumulativa observada com a terapia em curso (RUBINO et al., 2021; WILDING et al., 2022).
Do ponto de vista fisiopatológico, a retirada da semaglutida simultaneamente remove a sinalização anorexígena central (GLP-1 hipotalâmico/mesolímbico), retardo do esvaziamento gástrico e melhora a eficiência insulínica e a secreção dependente de glicose: mecanismos que atenuem fome, preferências por alta densidade energética e ingestão total. Sem esses efeitos, emergem contrarregulações clássicas da perda de peso: queda de leptina, aumento de grelina, maior eficiência metabólica e mudanças na termogênese adaptativa, que favorecem o reganho. Sínteses recentes sobre agonistas de GLP1, além de ensaios metabólicos comparativos com SGLT2, corroboram esse enquadramento teórico e mostram que o perfil basal (HbA1c, resistência à insulina, PAS, IMC) prediz a magnitude da resposta, e, por extensão, a vulnerabilidade à perda dos novos marcos metabólicos quando o fármaco é suspenso (CHINMAY DWIBEDI, 2024).
Nesse cenário, surgem discussões sobre estratégias de mitigação. Evidências preliminares sugerem que o desmame gradual da semaglutida pode atenuar o reganho nos primeiros seis meses, embora os dados ainda sejam limitados e observacionais (EASO SECRETARIAT, 2024). Alternativas incluem a substituição por outras terapias farmacológicas, uso de doses reduzidas e intensificação de intervenções de estilo de vida (ABESO; SBEM, 2024). Essas recomendações estão alinhadas às diretrizes internacionais, como a da American Gastroenterological Association, que reforçam a necessidade de considerar a obesidade como doença crônica, requerendo manejo farmacológico contínuo para manutenção dos desfechos clínicos (GRUNVALD et al., 2022).
Portanto, a totalidade das evidências revisadas sustenta que a descontinuação da semaglutida está associada a reganho ponderal substancial e regressão metabólica, em magnitude proporcional à eficácia previamente alcançada durante o uso. Esse quadro reforça a natureza recidivante da obesidade e a importância de estratégias personalizadas para garantir a sustentabilidade dos resultados clínicos.
Considerações Finais
A descontinuação da semaglutida está associada a reganho ponderal substancial e à regressão parcial dos benefícios metabólicos, geralmente nas primeiras 12 semanas após a retirada. Ensaios clínicos, estudos observacionais e revisões sistemáticas demonstram que até dois terços da perda de peso podem ser recuperados em um ano, acompanhados de piora em parâmetros como HbA1c, pressão arterial e perfil lipídico.
Esses achados reforçam que a obesidade deve ser tratada como doença crônica e recidivante, demandando farmacoterapia de manutenção ou estratégias de mitigação, como desmame gradual, terapias alternativas e intensificação de mudanças no estilo de vida. No campo da saúde pública, destaca-se a necessidade de políticas que assegurem acesso contínuo, adesão sustentada e acompanhamento longitudinal.
Conclui-se, portanto, que a interrupção da semaglutida representa um ponto crítico de vulnerabilidade clínica, exigindo monitoramento próximo e protocolos específicos para minimizar a recidiva ponderal e metabólica.
Referências Bibliográficas
ABESO; SBEM. Tratamento farmacológico do indivíduo adulto com obesidade e seu impacto nas comorbidades: atualização 2024 e posicionamento de especialistas. São Paulo: ABESO/SBEM, 2024. Disponível em: <documento institucional>. Acesso em: 18 ago. 2025.
CHINMAY DWIBEDI et al. Randomized open-label trial of semaglutide and dapagliflozin in patients with type 2 diabetes of different pathophysiology. Nature metabolism, v. 6, n. 1, p. 50–60, 4 jan. 2024.
DO, D. et al. GLP-1 Receptor Agonist Discontinuation Among Patients With Type 2 Diabetes and Obesity: a cohort study. JAMA Network Open, v. 7, 2024. (Acesso ao texto e métricas de descontinuação).
EASO SECRETARIAT. Is coming off semaglutide slowly the key to preventing weight regain? – EASO. Disponível em: <https://easo.org/is-coming-off-semaglutideslowly-thekeyto-preventing-weight-regain/?utm_source=chatgpt.com>. Acesso em: 18 ago. 2025.
GRUNVALD, E. L. et al. AGA Clinical Practice Guideline on Pharmacological Interventions for Adults with Obesity. Gastroenterology, v. 163, n. 5, p. 11981225, 2022. DOI: 10.1053/j.gastro.2022.08.045.
GUDBERGSEN, H. et al. (comunicado). Is coming off semaglutide slowly the key to preventing weight regain? European Association for the Study of Obesity (EASO), 2024. (Dados observacionais; necessidade de confirmação).
JENSTERLE, M.; JENSTERLE, J.; PIRNAT, S. The maintenance of long-term weight loss after discontinuation of semaglutide in women with PCOS treated with metformin. Frontiers in Endocrinology, v. 15, 2024, e1334710.
PICCINI, S. et al. Time-dependent effect of GLP-1 receptor agonists on major cardiovascular events in a real-world type 2 diabetes population. Cardiovascular Diabetology, v. 22, n. 1, 2023. DOI: 10.1186/s12933-023-01800-z.
PLOUTARCHOS TZOULIS; BALDEWEG, S. E. Semaglutide for weight loss: unanswered questions. Frontiers in endocrinology, v. 15, 5 jun. 2024.
QIN, W. et al. Efficacy of semaglutide in treating obesity: A systematic review and metaanalysis. Diabetes, Obesity and Metabolism, v. 26, n. 5, p. 1548-1562, 2024. DOI: 10.1111/dom.15386.
QUARENGHI, M. et al. Weight Regain After Liraglutide, Semaglutide or Tirzepatide Discontinuation: A Systematic Review. Journal of Clinical Medicine, v. 14, n.11, 3791, 2025. DOI: 10.3390/jcm14113791.
RODRIGUEZ, P. J. et al. Discontinuation and Reinitiation of Dual-Labeled GLP-1 Receptor Agonists Among US Adults With Overweight or Obesity. JAMA Network Open, v. 8, n. 1, e2457349, 2025. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2024.57349.
RUBINO, D. et al. Effect of Continued Weekly Subcutaneous Semaglutide vs Placebo on Weight Loss Maintenance in Adults With Overweight or Obesity: The STEP 4 Randomized Clinical Trial. JAMA, v. 325, n. 14, p. 1414-1425, 2021. DOI: 10.1001/jama.2021.3224.
RYAN, D. H. et al. Long-term weight loss effects of semaglutide in obesity without diabetes. Nature Medicine, v. 30, p. 1-10, 2024. DOI: 10.1038/s41591-02402996-7.
WILDING, J. P. H. et al. Weight regain and cardiometabolic effects after withdrawal of semaglutide: The STEP 1 trial extension. Diabetes, Obesity and Metabolism, v. 24, n. 8, p. 1553-1564, 2022. DOI: 10.1111/dom.14725.
WU, H. et al. Trajectory of the body weight after drug discontinuation in the treatment of obesity: a systematic review and meta-analysis. BMC Medicine, v. 23, 2025. DOI: 10.1186/s12916-025-04200-0.
