VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO, CONSEQUÊNCIAS NO ORGANISMO E IMUNIZAÇÃO

RESPIRATORY SYNCYTIAL VIRUS, CONSEQUENCES IN THE BODY AND IMMUNIZATION

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510312332


Maria Goretti Sabino Cordeiro1
Professora/orientadora: Dra. Rozineide Iraci Pereira da Silva2


RESUMO: O artigo refere-se a uma abordagem sobre o vírus sincicial respiratório (VSR) e indica ações preventivas e imunológicas diante de infecções no trato respiratório inferior, a exemplo das pneumonias e bronquites em bebês, adultos  e idosos, portanto é necessário conhecer e atuar em medidas de tratamento e prevenção. A metodologia adotada para apresentação deste artigo baseou-se em pesquisa bibliográfica, através de um levantamento em fontes, como: artigos, acervos online e sites direcionados à esclarecimentos sobre a importância de tratamento e imunização  viral, através de vacinas,  com suas respectivas características e ações no organismo. O conhecimento do combate às infecções advindas do vírus sincicial respiratório, justifica o objetivo deste trabalho, cuja fundamentação teórica foi embasada em dados de sites de artigos científicos, à citar: Scielo, ministério da saúde, agência de vigilância sanitária, sociedade brasileira de infectologia. Os descritores utilizados relacionam-se à prevenção e tratamento do vírus sincicial respiratório, diante de suas causas e consequências, como também, diante de inovações relacionadas ao SUS devido a disponibilidade  vacinal,  na rede coletiva, ampliando possibilidades de qualidade de vida. O artigo tem como objeto de discussão e avaliação o alcance dos objetivos e viabilização dos mesmos. As considerações finais relacionam-se ao estabelecimento de metas discutidas em encontros e comitês. para estabelecimento de políticas públicas estabelecidas em legalidade em torno da vacinação, disponibilizada pelo SUS para diferentes faixas etárias, abordadas neste artigo. Neste contexto, menciona-se a importância da assistência farmacêutica para o paciente, em um compromisso de eficiência e segurança, à medida que garanta qualidade de vida.

Palavras-Chave: Vacinação. Vírus Sincicial. Tratamento.

ABSTRACT: This article discusses respiratory syncytial virus (RSV) and recommends preventive and immunological measures for lower respiratory tract infections, such as pneumonia and bronchitis in infants, adults, and the elderly. Therefore, it is essential to understand and implement treatment and prevention measures. The methodology adopted for this article was based on bibliographic research, through a survey of sources such as articles, online collections, and websites focused on clarifying the importance of viral treatment and immunization through vaccines, their respective characteristics and effects on the body. Knowledge of how to combat infections caused  

by the respiratory syncytial virus justifies the objective of this work, whose theoretical foundation was based on data from scientific article websites, namely: Scielo, the Ministry of Health, the Health Surveillance Agency, the Brazilian Society of Infectious Diseases, etc. The descriptors used relate to the prevention and treatment of the respiratory syncytial virus, considering its causes and consequences, as well as to innovations related to the SUS due to the availability of vaccines in the public health system, expanding possibilities for improving quality of life. The article discusses and evaluates the achievement of the objectives and their feasibility. The final considerations relate to the establishment of goals discussed in meetings, committees, etc., for the establishment of legally established public policies around vaccination, made available by the SUS for different age groups, as addressed in this article. In this context, the importance of pharmaceutical care for the patient is mentioned, in a commitment to efficiency and safety, as it ensures quality of life.

Keywords: Vaccination. Syncytial Virus. Treatment.

1  INTRODUÇÃO

         O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um agente infeccioso que ataca os pulmões e as vias respiratórias. Comum em bebês e crianças , porém pode afetar adultos e idosos. O VSR é transmitido através da tosse ou espirro, contaminação em objetos e superfícies. O vírus permanece nas mucosas dos olhos, boca e nariz e pode espalhar-se por dois a oito dias, ou mais, principalmente, em bebês ou pessoas com o sistema imunológico fraco. A doença tem um período de incubação de quatro a cinco dias, e os sintomas baseiam-se em infecções e problemas graves nas vias respiratórias. A infecção pelo VSR é comum em crianças até os dois anos, porém  pode haver reinfecção ao longo da vida ( M S, 2024).

         As infecções agudas do trato respiratório inferior (IATRIs) é  bastante comum em populações de baixa e média rendas, sendo o vírus sincicial respiratório (VSR), o agente de infecções agudas do trato respiratório inferior, a exemplo da bronquiolite, e se desenvolve entre lactentes e crianças até dois anos.

      O Polivizumabe é o anticorpo que age nas infecções do trato respiratório causado pelo VSR. O monitoramento do uso do palivizumabe em pacientes pediátricos de alto risco é essencial e reduz as taxas de internações e de mortalidade pelo VSR. Estudos observacionais  sobre o risco de infecções graves pelo VSR, em crianças, indicam   reações positivas de acordo com os critérios clínicos estabelecidos no Protocolo Federal da Portaria nº 522 de 13/05/2013, em uma instituição de saúde, onde são  estabelecidos, parâmetros e padrões, na garantia de uma maior agilidade e eficiência dos processos. Os foram favoráveis à imunização passiva com o palivizumabe tornando-se uma ferramenta importante na prevenção de infecções pelo VSR.(LIMA, 2020).

         Cita-se no artigo outros tipos de anticorpos e vacinas com suas amplas características de acordo com a faixa etária, ampliando um leque de conhecimentos científicos no combate a doenças ocasionadas pelo vírus sincicial respiratório. 

2  FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

          O VSR é o principal agente das infecções nas vias respiratórias inferiores, tais como, bronquiolite e pneumonias. Em bebês, com até cinco meses de idade, alguns fatores interferem, tais como: A prematuridade; Doenças pulmonares crônicas; Problemas no coração; Sistema imunológico enfraquecido. Diante destes fatores surgem altas taxas de complicações e mortes, quando infectados pelo vírus. 

          Indicado para doenças ocasionadas pelo vírus, o palivizumabe é utilizado em ocasiões de alto risco, principalmente, em pacientes pediátricos .Entretanto, no SUS é indicado apenas para crianças prematuras, nascidas com menos de 28 semanas ou crianças com doença pulmonar crônica ou cardíaca congênita com disfunções orgânicas, até dois anos de idade.  ( M S, 2024)

         O Palivizumabe é um anticorpo monoclonal imunoglobulina G, subclasse 1 (IgG1) humanizado indicado para infecções do trato respiratório causado pelo VSR. Apresenta inibição e neutralização ao ligar-se à glicoproteína F do VSR, alvo principal das vacinas e pós-fusão. Age bloqueando a ligação e absorção pelos receptores celulares do hospedeiro, inibindo a replicação e a propagação do VSR ( LIMA, 2020).

         No Brasil, em 2013, o Ministério da Saúde (MS) aprovou o uso em larga escala, do polivizumabe, porém não foi possível devido o alto custo da medicação, sendo assim, adotou-se, através de um protocolo federal, em 2014, critérios de inclusão de forma gratuita, pelo SUS (FERRONE, 2014) 

           A posologia recomendada de Palivizumabe, princípio ativo da marca Synagis é de uma solução injetável de 100 mg/ml, Indicada para a prevenção de doença grave do trato respiratório inferior causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). A dose deve ser igual a: peso do paciente (kg) x 15 mg/kg ÷ 100 mg /ml de palivizumabe, sendo que, os volumes superiores a 1 ml devem ser administrados em doses divididas. A 1ª dose deve ser  administrada 1 mês antes do período previsto da sazonalidade de circulação do VSR. Doses subsequentes devem ser administradas, mensalmente, durante o período sazonal, sendo em geral, 5 doses anuais, com um tempo de uso de  até 2 anos de idade, por via intramuscular. Uma  solução injetável em frasco-ampola destinado  à  dose única deve conter 0,5 mL ou 1,0 mL de solução. Tem garantia de segurança e eficácia em crianças prematuras (com menos de 35 semanas de idade gestacional), em crianças portadoras de displasia broncopulmonar e  portadores de cardiopatia congênita em crianças de 2 anos de idade (LIMA, 2020).

        O lançamento de um novo anticorpo monoclonal o “Nirsevimabe” é indicado para recém-nascidos, bebês de até 1 ano de idade e crianças até 2 anos vulneráveis ao VSR, é administrado em dose única. Tem  o nome comercial Beyfortus, com  distribuição regular do produto em clínicas e laboratórios, cujo princípio ativo é o  Nirsevimabe, cuja função é proteger os bebês contra o VRS, através de transferência de soros e vacinação materna direcionada, ou seja, proteção passiva e imediata pela administração de injeção, prevenindo contra doenças graves, como a bronquiolite ( ANVISA, 2023) 

        A vacina para as gestantes, é aplicada no final da gravidez, pois a mesma, transfere anticorpos para o bebê, e o nirsevimabe, um tipo de Beyfortus, protege o lactente com o sistema imunológico em formação. Há a transferência dos anticorpos para o feto pela placenta, principalmente, no último trimestre da gestação (MS, 2017).

         Outra prevenção vacinal contra o vírus sincicial respiratório é a vacina recombinante A e B, indicada para imunização ativa, prevenindo doenças do trato respiratório inferior (DTRI) causada por subtipos do vírus sincicial respiratório VSR-A e VSR-B em adultos com 60 anos de idade ou mais. Esta vacina utiliza como alvo para o sistema imune as glicoproteínas G e F que são componentes virais, especialmente do vírus sincicial respiratório (VSR), desempenhando papéis importantes na infecção e são alvos para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos. A glicoproteína G é responsável pela adesão do vírus nas células das vias aéreas, e  é alvo de anticorpos neutralizantes, induzidos pela infecção, embora surjam mutações rápidas, o que pode afetar a eficácia das respostas imunes. A glicoproteína F presente  na superfície do envelope do VSR média a entrada do vírus nas células que revestem o trato respiratório, através da fusão  da membrana viral com a membrana da célula hospedeira ou seja, quando a membrana celular e o envelope do vírus se fundem, permitindo a entrada deste no citosol da célula. A proteína F, juntamente com a proteína G do VSR, constituem um dos principais antígenos estimuladores de anticorpos neutralizantes virais  e importante para o desenvolvimento de medicamentos antivirais. ( SBIm- 2024) 

         A glicoproteína F é também o principal alvo para o desenvolvimento de vacinas, como a Arexvy e a Abrysvo e outros tratamentos antivirais contra o VSR, estabilizada na sua forma de pré-fusão metaestável, alvo importante para anticorpos neutralizantes.   A proteína F( fusão) desencadeia a resposta imune que neutraliza o vírus, haja visto, que quando o mesmo é exposto a essa proteína, conduz o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos que neutralizam a proteína F do vírus, impedindo que ele infecte as células do trato respiratório. Essa proteção é importante para grupos vulneráveis, como bebês e idosos, diante de complicações graves, como bronquiolite e pneumonia, causadas pelo VSR. ( JASON, 2013)

         A diferença principal entre as composições das vacinas Arexvy® e Abrysvo®,  é que a vacina Arexvy® utiliza a glicoproteína pré-fusional do subgrupo A do VSR, variação antigênica e de sequência, especialmente, na proteína G do vírus, constituindo a parte mais variável do vírus sincicial respiratório, com distintos genótipos dentro do subgrupo com sistema adjuvante, pertencente à família  Pneumoviridae, causadora de infecções em crianças pequena, enquanto a vacina Abrysvo® é bivalente, composta pelas glicoproteínas pré-fusão dos subgrupos A e B, sem adjuvantes. No entanto, estas diferenças de subgrupos virais se refere às proteínas estruturais  do vírus  ligadas  à gravidade  da doença ou resposta imunológica. Pode ocorrer  mudanças nas sequência de aminoácidos e diferentes cepas. 

         A vacina Abrysvo® é recomendada para mulheres grávidas, servindo de  proteção ao  bebê pela transferência dos anticorpos da mãe durante a gestação e é licenciada pela ANVISA à partir da 24ª semana de gestação. A SBIm (Sociedade Brasileira de Infectologia) recomenda a vacina à partir de 28 semanas de gestação. Somente a vacina Abrysvo® está licenciada para administração em gestantes à partir de 18 anos. Se o parto ocorrer com menos de 14 dias da vacinação materna, o bebê não estará protegido e não haverá transferência de anticorpos . Nessa situação, deve ser considerada a administração de anticorpo monoclonal (nirsevimabe ou palivizumabe) no bebê. A administração entre 18 e 49 anos de idade deve ocorrer em situações de risco em infecções ocasionada pelo VSH.. Reações adversas moderadas são comuns e a persistência deve-se encaminhar aos serviços de saúde.( SBIm-2025)

         A vacina  contra o (VSR) A e B é administrada em gestantes, no segundo ou terceiro trimestre, favorecendo o bebê. É também recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para pessoas a partir dos 70 anos de idade, pessoas de 50 a 69 anos com risco para doença grave pelo VSR, tais como: Cardiopatias, pneumopatias, diabetes, obesidade, nefropatias, hepatopatias e imunossupressão e idosos fragilizados. O uso concomitante com outras vacinas para a faixa etária é aceitável, embora com atenção e segurança, observando estudos sobre o assunto. A dose da vacina é única. (SBIm-2025)

        Os eventos supostamente atribuíveis à vacinação e imunização (ESAVIs) são em geral moderados, destacando-se : Dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção, cefaléia e mialgia. Embora não apresente reação tóxica. A vacina Abrysvo® não apresenta   reações adversas nos lactentes nascidos de mães vacinadas.

IMUNIZAÇÃO CONTRA O VSR

Fonte: Autoria própria, 2025

3  METODOLOGIA     

         Este artigo baseou-se em pesquisa bibliográfica. Através do levantamento bibliográfico em fontes como sites como Scielo biblioteca virtual, Órgãos governamentais, encontros, Google acadêmico, favorecendo  a  estudo com estas bases eletrônicas de dados, para  uma compreensão científica da pesquisa, principalmente, por ter fundamentação nacional. Foram inclusos artigos atualizados, relevantes ao tema em estudo.  

        Os descritores utilizados relacionam-se à saúde coletiva em torno de assuntos que envolvam o conhecimento sobre o vírus sincicial respiratório, doenças respiratórias e vacinação, com esclarecimentos sobre a propagação viral e incidência em doenças respiratórias, culminando com a  imunização.

         Os dados evidenciam o tipo de pesquisa e reflete o compromisso na eficiência, segurança e garantia de qualidade de vida, diante de sintomas relacionados ao VSR. 

          Os títulos e resumos dos artigos relevantes foram lidos e articulados para a formação deste trabalho. As referências foram inclusas ao artigo principal  para garantir a integralidade da busca.

4  RESULTADOS E DISCUSSÃO

        Diante do que foi abordado foram destacados, em relação à vacinação, suas características e efeitos imunológicos, observando as possibilidades de adquiri-las para imunização em diversas faixas etárias e tratamento sorológico, observando a trajetória do SUS ( Sistema Único de Saúde ).

       A incorporação da vacina do vírus sincicial respiratório A e B (recombinante) (Abrysvo®), da Pfizer, composta pelas glicoproteínas pré-fusão dos subgrupos A e B, é indicada para idosos, gestantes (para proteção do recém-nascido) e pessoas com comorbidades a partir de 18 anos. para prevenção da doença respiratórias e do doença grave do trato respiratório inferior causada pelo VSR. Em bebês,é indicada até os seis meses de idade, protegidos pela vacina administrada na gestante (Abrysvo) ou pelo anticorpo monoclonal injetável (Beyfortus/Nirsevimabe).  O Beyfortus é uma proteção direta para o bebê, sendo especialmente recomendado para bebês saudáveis no primeiro ano de vida e para crianças de maior risco até os dois anos.(MS, 2025)

         A imunização ativa, em gestantes, com 32 a 36 semanas, no Sistema Único de Saúde (SUS), foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e para prevenção da doença do trato respiratório inferior (DTRI), da bronquiolite e pneumonias, associadas ao VSR, em crianças, desde o nascimento até os 6 meses de idade, também foi  indicada para pessoas maiores de 60 anos de idade, fazendo parte da política de saúde do SUS. A vacina estará disponível no SUS a partir de novembro de 2025, inicialmente para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, A vacina é de dose única. (MS,2024)

        As  duas vacinas, Arexvy® e Abrysvo®, estão disponíveis; A Arexvy®, produzida pela GSK (Glaxo Smith Kline),  empresa biofarmacêutica global e multinacional britânica que pesquisa, desenvolve e fabrica medicamentos, vacinas e produtos de saúde. A vacina Arexvy®  é indicada para idosos, principalmente com comorbidades, e a Abrysvo®, da Pfizer, indicada para idosos, gestantes (p/ proteção o recém-nascido) e pessoas com comorbidades a partir de 18 anos. Ambas são vacinas recombinantes inativadas, portanto, sem capacidade de causar a doença. Utilizam como alvo para o sistema imune as glicoproteínas F do VSR, estabilizadas na conformação de pré-fusão, tornando-se mais estável para exposição de epítopos ao apresentar diante do sistema imune. A diferença principal em suas composições é que a vacina Arexvy® utiliza a glicoproteína pré-fusional do subgrupo A do VSR e possui  sistema adjuvante, enquanto a vacina Abrysvo® é bivalente, composta pelas glicoproteínas pré-fusão dos subgrupos A e B, explicitamente,  VSR-A, patógeno respiratório causador de infecções do trato respiratório inferior em crianças pequenas e VSR-B causador de bronquiolite e pneumonia em crianças, adultos e idosos, especialmente aqueles com doenças crônicas, porém, trata-se de  uma pré- fusão  sem adjuvantes. A contra indicação refere-se à possibilidades de anafilaxia, em alguns casos, após o uso de algum componente da vacina ou à dose anterior    (ANVISA-2023).

      A vacina confere proteção ao recém-nascido através da passagem de anticorpos da mãe para o bebê, aprovada no Brasil em abril de 2024 e incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em fevereiro de 2025. A vacina estimula a mãe a produzir anticorpos contra os vírus A e B. Esses anticorpos são transferidos para o feto através da placenta, protegendo-o nos primeiros seis meses de vida. Desta maneira previne-se a doença do trato respiratório inferior , principalmente, em lactantes  nos primeiros meios de vida.. . Estudos revelam que a vacinação recombinante diminue casos de infecções graves de vias aéreas inferior, durante um período de 180 dias após o nascimento do bebê, embora apresente  eventos  adversos como : Dor local, muscular e dor de cabeça, e eventos graves  no primeiro mês após a vacinação, e  partos prematuros em mães vacinadas, embora com baixo em desfecho. (CONITEC,2025).

5  CONSIDERAÇÕES FINAIS

        Ao Abordar tratamento baseado em anticorpos verificou-se que a eficácia do Palivizumabe na redução de pacientes pediátricos hospitalizados  de alto risco, torna necessário um estudo de fármacoeconomia para avaliar o alto custo inviabilizando o acesso na maioria populacional, além do monitoramento do paciente. O monitoramento de pacientes torna-se essencial para padronização de procedimentos elevando a qualidade e produtividade do processo em hospitais (CONASS-2013).       

         No monitoramento de pacientes, a presença do profissional farmacêutico no seguimento dos mesmos, e no processo e implementação do protocolos trouxe uma melhora da assistência prestada e estabelecendo padrões de segurança diante do monitoramento. É viável destacar o anticorpo monoclonal injetável (Beyfortus /Nirsevimabe),  proteção  direta  para  o  bebê, no primeiro ano de vida, e para crianças com maior risco até dois anos, ou seja, tornar viável e com constante avaliação pela rede SUS, acessível à população, em uma esfera de saúde coletiva. Assim sendo, o destaque à assistência farmacêutica fundamenta-se em esclarecimentos a pacientes e no desenvolvimento dos protocolos clínicos baseados em um trabalho de seguimento farmacoterapêutico, investindo em segurança e eficácia. 

Diante da vacinação contra o VSR o Ministério da Saúde anunciou que: à partir de novembro de 2025, o SUS passará a oferecer a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), Assim sendo, cada região com seus respectivos estados e municípios receberá a vacina, no mês de novembro e  poderá organizar-se para estabelecimento do calendário vacinal. 

Em Novembro de 2025 , a vacinação será iniciada, e foi aprovada pela CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), no Sistema Único de Saúde. Este é um  órgão do Ministério da Saúde, responsável por avaliar e recomendar a inclusão de novos medicamentos, equipamentos, vacinas, protocolos de diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para , posteriormente,  incorporar ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A vacina será produzida, no Brasil, em parceria entre o Instituto Butantã e a Pfizer, garantindo segurança e qualidade para população.

REFERÊNCIAS  

ANVISA AGÊNCIA NACIONAL DE  VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA) Anvisa aprova medicamento para prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR), 2023. Disponível em :https://www.gov.br/anvisa/ptbr/assuntos/noticiasanvisa/2023/anvisaaprovamedicamentoparaprevencaodovirussincicialrespiratorio. Acesso em: 04/09/2025.

———————————— Arexvy (vacina vírus sincicial (recombinante, adjuvada): novo registro. 2023Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/ptbr/assuntos/medicamentos/novosmedicamentoseindicacoes/arexvyvacinavirussincicialrecombinanteadjuvadanovoregistro#:~ Acesso em: 03/09/2025

BOLETIM DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA-Disponível em: http://www.spsp.org.br/site/asp/boletins/AT22.pdf  In: LIMA, MJ Bizarria; ARCHONDO, ME del Llano  y  SILVA, A Ribeiro da.In: Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo. Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1, pp.33-36. https://dx.doi.org/.Disponível em:Acesso em:27/09/2025.

CONASS (CONSELHO  NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE) Atualização sobre situação do medicamento palivizumabe, incorporado no sus para profilaxia do vírus sincicial respiratório (vsr) | Nota Técnica | 20| 2013. Disponível em : https://www.conass.org.br/wpcontent/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf Acesso em: 20/09/2025.

—————–Portaria sectics/ms nº 14,  24 /02/ 2025. Disponível em : https://www.conass.org.br/wpcontent/uploads/2013/09/NT202013Palivizumabe.pdf Acesso em: 20/09/2025.

CONITEC (COMISSÃO NACIONAL DE INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS)  Relatório de recomendação – medicamento Nº 975.Brasília, DF | fevereiro de 2025 Disponível em:https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio-derecomendacao-no-975-vacina-vsr. Acesso em:23/09/2025.

FERONE EA, BEREZIN EM, DURIGON GS, FINELLI C, FELÍCIO MCC, STORNI JG, ET AL. Clinical and epidemiological aspects related to the detection of adenovirus or respiratory syncytial virus in infants hospitalized for acute lower respiratory tract infection. J Pediatr (Rio J). 2014;90(1):42-49 Disponível em:http://www.sciencedirect.com/science/article  In: LIMA, MJ Bizarria; ARCHONDO, ME del Llano  y  SILVA, A Ribeiro da. Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo. Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1,pp.33-36https://dx.doi.org/.Disponível em: https://scielo.isciii.es/scielo.php _abstract. Acesso em:14/09/2025

JASON S MCLELLAN , WILLIAM C RAY , MARK E PEEPLES  Structure and Function of RSV Surface Glycoproteins. Pubmed, National Library of Medicine,2013,Disponível em:https:// https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/ Acesso em: 23/09/2025. 

LIMA, MJ Bizarria; ARCHONDO, ME del Llano  y  SILVA, A Ribeiro da. Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo. Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1,pp.33-36.Disponível em: https://scielo.isciii.es/scielo.phpsci_abstract. Acesso em:14/09/2025.

MINISTÉRIO DA SAÚDE – Vírus Sincicial Respiratório (VSR) Relatório para sociedade informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS nº498| Novembro/2024. Disponívelem:https://www.gov.br/conitec/ptbr/midias/consultas/relatorios/2024/s ociedade/relatorio-para-sociedade-no-498-vacina-virus-sincicial.  Acesso /; 14/09/2025

MINISTÉRIO DA SAÚDE (MS) – Portaria de nº 522 de 2013Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/Acesso em: 16/09/2025. ………………………………………. Protocolo de uso do Palivizumabe. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF. 15 de maio de 2013. Seção 1.P43Disponível em: http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfilgestor/assistenciafarmaceutica/palivizumabe_portaria_522_2013.pdf. [ Links ] In: LIMA, MJ Bizarria; ARCHONDO, ME del Llano  y  SILVA, A Ribeiro da. Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo. Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1, pp.33-36. https://dx.doi.org/.Disponível em:. Acesso em:14/09/2025. 

————————————- Saúde incorpora vacina para proteger gestantes e bebês do vírus sincicial respiratório. Disponível em:https://bvsms.saude.gov.br/saude-incorpora-vacina-para-protegergestantes-e-bebes-do-virus-sincicial-respiratorio-vsr. Acesso em:20/09/2025.

THOMAZINI,C. Synagis®Palivizumabe. Disponívelem: https: //www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/. In:LIMA,MJ Bizarria; ARCHONDO, ME del Llano  y  SILVA, A Ribeiro da. Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo. Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1, pp.33-36.  Epub 18Ene-2021. ISSN 1699-714X.  https://dx.doi.org/ Disponível em: https://scielo.isciii.es/scielo.php. Acesso em:14/09/2025.

SBIm (Sociedade Brasileira de Infectologia) Vacinas VSR (vírus sincicial respiratório) – 2025 Disponível em: https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinasdisponiveis/vacinas-vsr-virus-sincicial-respiratorio . Acesso em : 04/08/2025. ——————————————- Vacina Vírus Sincicial Respiratório – VSR (Abrysvo®Pfizer),    laboratórios reunidos, 2024. Disponível em: https://vacinas.labreunidos.com.br/vacina-virus-sincicial-respiratorio-vsrabrysvor-pfizer# Acesso em:10/08/2025.


1Doutoranda Christian Business School-CBS, mgsabinocordeiro@gmail.com.
2PhD. Doutora em Ciências da Educação, professora orientadora da Christian Business School, rozineide.pereira1975@gmail.com