VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DA MULHER  

OBSTETRIC VIOLENCE AND ITS IMPACTS ON WOMEN’S HEALTH

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202512150506


Adriany dos Santos Martins1; Antônia Flávia Alvez Pinheiro2; Emely Rodrigues da Silva Parente3; Ingryd Lima Costa4; Sara Caroline Cruz Costa5; Orientadora: Jamilly Karoliny da Silva Miranda6


Resumo 

Introdução: A violência obstétrica é compreendida como toda ação ou omissão que cause danos  físico, psicológico ou moral à mulher durante o processo gestacional, parto ou puerpério, configurando  uma violação de direitos humanos e de gênero. Seus impactos ultrapassam o momento do parto,  refletindo negativamente na saúde mental da mulher e na construção do vínculo afetivo com o bebê.  Objetivo: Mostrar os impactos que afetam diretamente a realidade das mulheres vítimas de violência  obstétrica. Metodologia: Estudo de revisão bibliográfica com abordagem qualitativa, as publicações  usadas foram retiradas das bases de dados como, BVS, SCIELO, PUBMED e LILACS. Resultados: A literatura evidencia que as agressões sofridas durante o momento do parto deixam marcas profundas  na vida das mulheres, principalmente os impactos psicológicos e sentimento de tristeza e insegurança  em pensar em uma nova gestação por medo de vivenciar os traumas novamente. Conclusão: Percebe se a falta de políticas públicas e fiscalizações mais severas a fim de diminuir as ocorrências de  violência obstétrica, além de profissionais capacitados e com intervenções humanizadas para fornecer  um suporte adequado as mulheres em momento de vulnerabilidade, como o parto. 

Palavras-chave: Violência obstétrica. Impactos. Saúde da mulher  

1 INTRODUÇÃO 

A gestação e nascimento são um marco enriquecedor na vida da mulher e de sua família, pois é uma experiência única e repleta de significados, onde a mulher alimenta expectativas e ansiedades. Já o parto é um momento cercado de incertezas, onde deve existir uma relação de confiança entre profissionais da saúde e parturiente, de forma a evitar experiências  arriscadas e dolorosas, como a violência obstétrica. Estudos apontam que em cada quatro mulheres, pelo menos uma é vítima de algum tipo de violência obstétrica no parto, mas esses  dados nem sempre são investigados e acabam sendo negligenciados (Cardoso et al., 2023). 

Neste cenário a violência obstétrica configura um fenômeno de dimensões globais que  afeta profundamente a experiência das mulheres durante o ciclo perinatal, abrangendo desde o  pré-natal até o pós-parto. No Brasil, a violência obstétrica se manifesta de múltiplas formas,  como abuso verbal, procedimentos médicos desnecessários e discriminação baseada em  gênero e status socioeconômico. Essencialmente, esse tipo de violência reflete a apropriação  do corpo da mulher e dos processos reprodutivos por profissionais de saúde, resultando em  um tratamento desumanizado e na diminuição da autonomia da paciente (Conceição, Freitas e  Reis, 2024). 

Este tipo de violência contribui para o surgimento de várias consequências as mulheres  que são vítimas, podendo apresentar prejuízos na saúde física e mental. Nos aspectos físicos,  podem ocorrer complicações como hemorragias, infecções e sequelas devido à procedimentos  desnecessários. Quanto à saúde psicológica, a mulher pode desenvolver quadros de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. Além disso, observam-se impactos negativos da VO na  relação mãe-filho, incluindo dificuldades no estabelecimento do vínculo, no aleitamento  materno e na criação de laços de confiança e segurança (Ferreira e Costa, 2025). 

Os impactos dessas práticas são profundas e deixam marcas significativas na vida da  parturiente. Sentimentos como humilhação, medo e impotência são frequentemente relatados  pelas vítimas, muitas das quais desenvolvem traumas e transtornos psicológicos. Esses efeitos podem influenciar negativamente futuras experiências reprodutivas (Souza e Roque, 2024). 

Desse modo, faz-se relevante pesquisar sobre o tema em destaque, tendo em vista que  se trata de um fenômeno comumente evidenciado nos contextos dos serviços de saúde, e  apesar de ser um tema debatido rotineiramente, a vasta produção de estudos encontrados na  literatura científica reafirmam a importância de discutir a violência obstétrica em todas as suas múltiplas faces, visando a elaboração de medidas e estratégias a partir da compreensão dos  impactos na saúde da mulher. 

Diante o exposto este estudo tem como objetivo principal evidenciar por meio da  literatura os impactos que afetam diretamente a realidade das mulheres vítimas de violência  obstétrica. 

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

2.1 VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA 

Durante o período complexo que é a gravidez, as mulheres passam por transformações  corporais e no aspecto mental, além de muitas vezes interferir na sua condição e posição  social. Logo, é um momento em que a mulher estará fragilizada, e que necessita de cuidados  empáticos por meio da equipe de saúde, entretanto, não são raros os relatos de parturientes  que passaram por alguma situação que podem ser consideradas como violência obstétrica  (Ramos et al., 2025). 

Neste sentido, a Violência Obstétrica (VO) é o termo utilizado para a designação de qualquer ato de violência, direcionado à gestante, parturiente ou puérpera, seja ele físico,  psicológico ou verbal durante a assistência, praticada por profissionais da saúde (Mendes et  al., 2024). A ocorrência desses atos, caracterizados como imprudência e imperícia dos  profissionais é notadamente realidade em diversas regiões do Brasil, nas quais várias  mulheres relatam as práticas de abusos (Silva, 2022). 

Importante destacar que, as formas de violência que afetam as parturientes podem ser  diversas, envolvendo esferas além do físico, como negar o direito ao acompanhante na sala de  parto, a recusa de dar informações pertinentes sobre o processo a mulher, além de existir  também as corriqueiras transgressões físicas, como exames invasivos e repetitivos sem  justificativa, uso de medicalização para acelerar o parto, intervenções e manobras sem o  consentimento da parturiente, dentre outros. Fica evidente que as mulheres sofrem de formas  variadas no momento do parto, infrações essas que afetam seus estados mentais, físicos e  emocionais (Ramos et al., 2025). 

O profissional, imerso na prática, pode participar das situações e realizar os  procedimentos sem consentimento da mulher e não perceber que se trata de um ato violento.  Não apenas os profissionais podem ter dificuldade em perceber a situação de violência como as parturientes também, já que não tem o conhecimento necessário para discernir o fato.  Apenas as mulheres que participam de grupos em que o conhecimento é difundido ou  profissionais engajados com a causa podem ter uma reação adversa à violência identificando  as situações de forma oportuna (Ribeiro et al., 2021). 

2.2 OS IMPACTOS DEIXADOS PELA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA 

Os impactos da violência obstétrica na saúde mental da mulher são discutidos por Silva; Silva e Magalhães (2025), que apontam que experiências traumáticas durante o parto  podem levar a transtornos psicológicos como depressão pós-parto e ansiedade. O estudo  reforça a necessidade de suporte psicológico para mulheres que vivenciam essas situações,  garantindo que possam se recuperar emocionalmente e estabelecer um vínculo saudável com  seus bebês. Além da dor e dos riscos de complicações cirúrgicas, essas condutas podem  impactar negativamente a recuperação da mulher, prolongando o sofrimento pós-parto. 

Nessa perspectiva, estudos como o de Oliveira et al., (2021) enfatizam que a violência  obstétrica tem implicações diretas sobre a morbimortalidade materna, destacando os riscos  associados aos eventos adversos decorrentes de intervenções consideradas potencialmente  agressivas e danosas no parto vaginal, como o uso de episiotomia, a manobra de kristeller, uso  de fórceps e uso não regulado da ocitocina para induzir ou acelerar o parto. 

Nota-se que os maus tratos obstétricos podem gerar danos a essas mães, que pensam  cautelosamente na ideia de terem outro filho, pois um momento tão especial como este pode  ficar gravado envolto de muitas tristezas, o que leva um acontecimento tão importante se  transforme em experiência traumática na vida de muitas mulheres (Silva, 2022). 

Diante os fatos apresentados, é evidente que este tipo de violência exerce um impacto  devastador principalmente na saúde mental das mulheres, revelando-se como uma causa significativa de trauma psicológico durante e após o parto. As práticas desrespeitosas e abusivas, como intervenções médicas não autorizadas e desumanização, contribuem para o  surgimento de vários distúrbios psicológicos. O sentimento de violação, perda de controle e  falta de suporte emocional não apenas agravam o sofrimento imediato das puérperas, mas  também geram repercussões duradouras em sua saúde mental, afetando sua capacidade de estabelecer vínculos com o filho e comprometendo sua qualidade de vida geral, logo a necessidade de humanização no atendimento obstétrico é essencial para reduzir esses danos e  promover uma experiência de parto mais segura e respeitosa (Pereira et al., 2024). 

2.3 DIREITOS REPRODUDITOS DAS MULHERES 

Segundo Oliveira, Júnior e Silva (2024) a utilização do pré-natal é uma estratégia  preventiva contra a violência obstétrica possibilitando a educação sobre os direitos e as  práticas de cuidado que as mulheres devem receber. A educação em saúde pode empoderar as  gestantes, proporcionando-lhes a confiança necessária para exigir um atendimento respeitoso  e digno, permitindo que essas mulheres se sintam mais preparadas e informadas, reduzindo a  probabilidade de experiências traumáticas durante o parto. 

Além disso, ao direcionar os cuidados obstétricos antes, durante e após o parto, deve  se levar em consideração que toda mulher tem o direito legal de conhecer e receber tratamento  livre de danos e maus-tratos, obter informação, consentimento esclarecido com possibilidade  de recusa e garantia de respeito às suas escolhas e preferências, o qual inclui acompanhante  durante toda a internação na unidade obstétrica, privacidade e sigilo, ser tratada com  dignidade e respeito, receber tratamento igual, livre de discriminação e atenção equitativa,  receber cuidados profissionais e ter acesso as tecnologias disponíveis de saúde com liberdade,  autonomia, autodeterminação e não coerção (Ramos et al., 2025). 

Nota-se também, a grande quantidade de intervenções e o processo de medicalização  durante o parto, que resultam na retirada do protagonismo da mulher impossibilitando-a ter  autonomia e capacidade de decidir de forma livre acerca do seu próprio corpo. A Organização  Mundial de Saúde afirma que toda mulher possui o direito a uma atenção à saúde que garanta  dignidade e respeito no transcorrer de toda a experiência do parto, independentemente de  qualquer característica da mulher, seja classe social, nível de escolaridade, dentre outros.  Qualquer ação que seja desrespeitosa, abuso ou maus tratos equivale a violação dos direitos  fundamentais das mulheres (Ribeiro et al., 2021). 

Em vista disso, algumas leis foram criadas com o intuito de proporcionar um suporte a  essas pacientes, como a lei federal número 11.108, criada no ano de 2005, que estabelece o  direito da gestante de ter um acompanhante durante o trabalho de parto e pós-parto imediato  no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e no sistema particular foi garantindo a essas  mulheres (Pereira et al., 2024). 

A Pesquisa Nascer no Brasil identificou ainda que no momento do parto muitas  mulheres têm seus direitos violados e os desconhecem, assim, torna-se mais difícil identificar  situações de desrespeito. Vale ressaltar que a violência obstétrica ainda é pouco reconhecida, visto que as mulheres estão entregues a um momento de extrema emoção ao mesmo tempo  em que ocorre a violência, fazendo com que elas silenciem o ocorrido. Portanto, é necessário  que sejam abordados os direitos das mulheres durante o período gravídico-puerperal, em  especial nas consultas pré-natais, onde se tem a oportunidade de empoderar a gestante para  que ela possa exigir e exercer a sua autonomia como lhe é de direito, e que ela possa  argumentar e denunciar situações de desrespeito procurando o Ministério Público, por meio  da Ouvidoria ou da Promotoria de Justiça da sua cidade (Silva, 2022). 

Dessa forma, permitir que a mulher participe ativamente das decisões do seu processo  de parto contribui para uma experiência mais positiva e empoderadora. Portanto, o respeito  dos profissionais de enfermagem pela autonomia da mulher envolve praticar uma escuta ativa,  informar sobre a condição da cliente e de seu filho, garantir que as escolhas da parturiente  sejam respeitadas, promover um parto que valorize sua dignidade e autonomia sobre seu  próprio corpo (Ramos et al., 2025). 

3 METODOLOGIA  

Trata-se de uma revisão bibliográfica com abordagem qualitativa. Os estudos de  revisão bibliográfica caracterizam-se pelo uso e análise de documentos de domínio científico,  tais como livros, teses, dissertações e artigos científicos; sem recorrer diretamente aos fatos  empíricos. Portanto esse tipo de pesquisa utiliza fontes secundárias (Cavalcante e Oliveira  2020). 

A pesquisa qualitativa, no entanto, trata-se de uma abordagem fundamental na  investigação científica, que se baseia na compreensão aprofundada e na interpretação dos  fenômenos estudados. Os fundamentos da pesquisa qualitativa estão ancorados em princípios  teóricos e metodológicos que orientam a coleta e a análise dos dados (Guerra et al., 2024). 

Para a construção da pesquisa, foram utilizadas as seguintes plataformas de dados: Biblioteca virtual em saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Latino Americano e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e (PUBMED). Os descritores em  saúde (Decs) utilizados foram: Violência obstétrica, Impactos e Saúde da mulher, sendo  combinados pelos operadores booleanos (AND) e (OR). Ao todo, foram selecionadas 21  obras para desenvolvimento da pesquisa. 

Foram incluídos materiais com abordagem direta ao tema proposto, artigos disponíveis em periódicos e obras dispostas nos repositórios online, além de obras completas e na íntegra, assim como publicações encontradas na língua portuguesa. O período temporal para seleção  dos dados foi entre os anos de 2019 e 2025. Em contrapartida, foram excluídos todos os  materiais que não estavam de acordo com as propostas delimitadas no estudo. 

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 

A violência obstétrica é um problema grave que afeta puérperas em todo o mundo,  especialmente no Brasil, onde há uma necessidade urgente de implementação de políticas  públicas para combater essa prática, podendo acontecer de diversas formas, incluindo  intervenções médicas desnecessárias, negligência no atendimento e desrespeito à autonomia  da gestante. O estudo destaca que a falta de regulamentação clara e a ausência de fiscalização  contribuem para a perpetuação desse problema (Silva; Silva e Magalhães, 2025). 

Todavia, Pereira et al., (2024) relatam que mesmo havendo diversas discussões sobre  este tema, a violência obstétrica atinge aproximadamente 45% das mulheres na rede pública  brasileira, trata-se de um número preocupante para o país. Em contrapartida, Neves et al.,  (2022) destacam em seus estudos sobre os fatores de risco que favorecem o cenário de  violência obstétrica como a baixa escolaridade e baixa renda da mulher. Esses fatores deixam  as mulheres mais vulneráveis, perpetuando a perda da autonomia e da capacidade de decisão  da mulher sobre seu corpo e parto e, ao mesmo tempo, ainda a leva a acreditar que tudo que  foi feito se constituiu em uma forma de salvar tanto a sua vida como a do bebê. 

Segundo Albuquerque et al., (2025) a prevalência de práticas não recomendadas na  assistência ao parto ainda é elevada, demonstrando falhas no cumprimento das diretrizes da Organização Mundial da Saúde e impactando negativamente a percepção das mulheres sobre  a qualidade do atendimento. 

Em consonância, Assis, Meurer e Delvan (2021) afirmam que a violência obstétrica é  um problema comum nas maternidades brasileiras, porém, é um assunto que ainda é pouco  estudado, mesmo considerando que as consequências da violência obstétrica podem ser  maiores e mais duradouras do que os danos físicos. 

De acordo com Silva (2021), não é incomum a mulher sofrer maus-tratos, desrespeito,  negligência e abusos no período gestacional. Embora essas irregularidades possam ocorrer em  qualquer fase da gestação, é no período do parto que essas mulheres costumam ficar mais  vulneráveis e suscetíveis a esses eventos. A violação de direitos, mesmo que, por vezes, não identificada pela mulher, pode afetar decisões em relação a futuras gestações e dificultar o  vínculo mãe-bebê. Tendo em vista esses fatores, o pré-natal e apoio psicológico são  ferramentas essenciais principalmente para mulheres que já passaram por situações de  violência obstétrica (Neves et al., 2022). 

Almeida e Carvalho (2024) discutem que os traumas e as violências vivenciados  durante o parto vão além das lesões físicas, abrangendo também impactos psicológicos.  Enfrentar uma experiência traumática, na qual a mulher vivencia um parto que compromete  sua dignidade, destrói suas esperanças e deixa marcas emocionais de intensa tristeza, é um  grande desafio, especialmente considerando que esse momento foi por muito tempo desejado  e idealizado. 

No que tange aos impactos psicológicos, foi amplamente evidenciado que a violência  obstétrica está associada ao surgimento de transtornos mentais, tais como a depressão pós parto e o transtorno de estresse pós-traumático. Esses distúrbios psicológicos comprometem a  saúde mental das mulheres, gerando sentimento de insegurança e medo que repercutem  negativamente tanto na experiência do parto quanto na construção da relação mãe-bebê. A  longo prazo, esses efeitos podem desencadear uma aversão a futuras gestações e um  afastamento dos serviços de saúde reprodutiva (Souza e Roque, 2024). 

Ribeiro et al., (2021) destacam ainda, a falta de organização, estrutura adequada e  capacitação deficitária assim como a falta de uma prática baseada em evidências pode  intensificar a violência institucional. Gestores, profissionais e a sociedade precisam ser  informados e motivados ao reconhecimento da violência obstétrica como um ato frequente e  que deve ser abolido definitivamente da prática de saúde. 

Os estudos de Moreira, Lima e Machado (2025) mencionam a importância da educação em saúde realizada no pré-natal por profissionais capacitados e humanizados, pois  se trata de uma ferramenta essencial na prevenção da violência obstétrica que estimula e  incentiva a autonomia da mulher, dito isso, proporciona conhecimento dos seus direitos,  autoconfiança e a encoraja a exercer seu protagonismo durante a gravidez 

5 CONCLUSÃO 

Diante o exposto, foi possível, através da literatura evidenciar que a violência  obstétrica é um problema de saúde que compromete a saúde física, mental e emocional de mulheres durante um momento tão importante como o parto. Ao longo da pesquisa é notável  que a violência obstétrica é um reflexo da desigualdade de gênero, falta de informação e apoio  durante a gestação, ademais fatores como vulnerabilidade social e racismo estrutural podem  contribuir para a perpetuação desse problema. É fundamental que haja mudanças em como os  serviços de saúde lidam com o parto e a maternidade, oferecendo respeito e empatia em  relação a experiência do parto, atendimento humanizado, orientação e acompanhamento à  parturiente. 

Os resultados reforçam a necessidade da disseminação de informações sobre a  violência obstétrica para que as gestantes tenham conhecimento acerca do assunto e exerçam  autonomia sobre seus corpos. Além disso, é essencial que os profissionais sejam capacitados e  entendam sobre a problemática da violência obstétrica para prestar toda assistência a gestante  durante o parto respeitando seus limites e decisões. 

Desse modo, espera-se também, que as discussões acerca do tema estejam sempre  presentes nas instituições de saúde, promovendo educação em saúde e garantindo que a  assistência ao parto seja desenvolvida de forma integral e humanizada. Além disso, é crucial  que as vozes das mulheres sejam ouvidas e levadas em consideração na elaboração e  implementação de políticas e práticas relacionadas à saúde materna. Isso significa criar  espaços para o diálogo entre profissionais de saúde e gestantes, de modo a garantir que as  necessidades e preocupações das mulheres sejam priorizadas. 

REFERÊNCIAS 

ALBUQUERQUE, W. S. L. et al. Violência obstétrica e seuimpacto na saúde materna:revisão  de literatura. Revista Ft, v. 29, e. 143, p. 1-28, fev, 2025. Disponível em:  https://revistaft.com.br/violencia-obstetrica-e-seu-impacto-na-saude-materna-revisao-de literatura/. Acesso em: 08 de novembro de 2025. 

ALMEIDA, N. B. S; CARVALHO, A. A. H. Análise dos impactos da violência obstétrica na  saúde mental da mulher. International Journal of Health Management, v. 10, n. 1, p. 1-18,  2024. Disponível em: https://ijhmreview.org/ijhmreview/article/view/387/300. Acesso em: 10  de novembro de 2025. 

ASSIS, K. G; MEURER, F; DELVAN, J. S. Repercussões emocionais em mulheres que  sofreram violência obstétrica. PsicolArgum, v. 39, n. 103, p. 135-157, jan./mar, 2021.  Disponível em: https://periodicos.pucpr.br/psicologiaargumento/article/view/27239/pdf.  Acesso em: 08 de novembro de 2025. 

CARDOSO, I. P. et al. Papel da equipe de enfermagem frente à violência obstétrica. Revista  JRG de Estudos Acadêmicos, v. 6, n. 13, p. 1507-1525, jul./dez., 2023. Disponível em:  https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/743/703. Acesso em: 28 de outubro de 2025. 

CAVALCANTE, L. T.C; OLIVEIRA, A. A.S. Métodos de revisão bibliográfica nos estudos  científicos. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 26, n. 1, p. 83-102, abr. 2020.  Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/pdf/per/v26n1/v26n1a06.pdf. Acesso em: 

CONCEIÇÃO, G. J; FREITAS, A. S; REIS, L. A. Panorama da violência obstétrica no Brasil:  Uma revisão narrativa. Research, Society and Development, v. 13, n. 10, p. 1-7, 2024.  Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/47081/37308. Acesso em: 31 de  outubro de 2025. 

FERREIRA, R. S. C; COSTA, D. E. Impactos da violência obstétrica na saúde da mulher e  relação mãe-filho: revisão integrativa. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v, 19, p. 1-12,  2025. Disponível em:  https://www.researchgate.net/publication/397086070_Impactos_da_violencia_obstetrica_na_s aude_da_mulher_e_relacao_mae-filho_revisao_integrativa. Acesso em: 05 de novembro de  2025. 

GUERRA, A. L. R. et al. Pesquisa qualitativa e seus fundamentos na investigação científica. Revista de Gestão e Secretariado, v. 15, n. 7, p. 1-15, 2024. Disponível em:  https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/4019/2531. Acesso em: 13 outubro  2025. 

SILVA, R. M. L. O sofrimento psíquico das mulheres vítimas de violência obstétrica: uma  revisão de literatura. Monografia – Curso de Psicologia. Centro Universitário Unidade de  Ensino Superior Dom Bosco, São Luís, 2021. Disponível em:  http://repositorio.undb.edu.br/bitstream/areas/469/1/RACHEL%20MOREIRA%20LIMA%20 E%20SILVA.pdf. Acesso em: 13 de novembro de 2025. 

MENDES, M. G. et al. Violência obstétrica e seus Impactos na saúde mental da Mulher.  Revista Multidisciplinar, Montes Claros, v. 37, n. 2, p. 1-14, jul./dez. 2024. Disponível em:  https://portalunifipmoc.emnuvens.com.br/rm/article/view/117/115. Acesso em: 13 de outubro  de 2025. 

MOREIRA, V. L. R; LIMA, Y. S; MACHADO, T. B. O papel do enfermeiro na prevenção da  violência obstétrica: pré-natal como estratégia. Revista Foco, v.18 n.6, p. 01-14, 2025. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/8597/6217. Acesso em: 05 de novembro de 2025. 

NEVES, J. S. et al. Os impactos da violência obstétrica na saúde de mulheres. Revista Com Ciência, v. 7, n. 9, p. 136-140, dez. 2022. Disponível em:  https://www.periodicos.capes.gov.br/index.php/acervo/buscador.html?task=detalhes&source= all&id=W4327808823. Acesso em: 13 de outubro de 2025. 

OLIVEIRA, D. J. B. et al. A violência obstétrica e suas múltiplas faces: análise dos possíveis  impactos na saúde da mulher. Research, Society and Development, v. 10, n. 12, p. 1-6,  2021. Disponível em:  https://www.researchgate.net/publication/354855355_A_violencia_obstetrica_e_suas_multipl as_faces_analise_dos_possiveis_impactos_na_saude_da_mulher. Acesso em: 10 de novembro  de 2025. 

OLIVEIRA, M. L.S; JÚNIOR, H. M. P. L; SILVA, L. G. A violência obstétrica na saúde  coletiva: explorando os impactos e estratégias de intervenção. Revista Ibero-Americana de  Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 10, n. 11, p. 4241-4250, nov, 2024. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/15817/9379. Acesso em: 05 de  novembro de 2025. 

PEREIRA, M. S. et al. Impactos da violência obstétrica na saúde mental das Puérperas do  brasil: uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences,  v. 6, n. 9, p. 2660-2676, 2024. Disponível em:  https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/3636/3787. Acesso em: 10 de novembro de  2025.  

SILVA, G. R. Tipos de violência obstétrica e seus impactos na saúde da mulher no brasil. Trabalho de conclusão de curso – Curso de Enfermagem. Pontíficia Universidade Católica de  Góias, Goiânia, 2022. Disponível em:  https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/5536/1/TCC%20III%20- %20GABRIELA%20RODRIGUES%20%28TIPOS%20DE%20VIOL%c3%8aNCIA%20OB ST%c3%89TRICA%20E%20SEUS%20IMPACTOS%20NA%20SA%c3%9aDE%20DA%20 MULHER%20NO%20BRASIL%29.pdf. Acesso em: 10 de novembro de 2025. 

SILVA, J. M; SILVA, G. A; MAGALHÃES, B. C. Violência obstétrica: impactos físicos,  morais e psicológicos nas parturientes e a violação de seus direitos fundamentais. LUMEN  ET VIRTUS, São José dos Pinhais, v. 16, n. 49, p. 6314-6322, 2025. Disponível em:  https://www.researchgate.net/publication/392378973_VIOLENCIA_OBSTETRICA_IMPAC TOS_FISICOS_MORAIS_E_PSICOLOGICOS_NAS_PARTURIENTES_E_A_VIOLACAO _DE_SEUS_DIREITOS_FUNDAMENTAIS. Acesso em: 09 de novembro de 2025.

SILVA, R. M. L. O sofrimento psíquico das mulheres vítimas de violência obstétrica: uma  revisão de literatura. Monografia – Curso de Psicologia. Centro Universitário Unidade de  Ensino Superior Dom Bosco, São Luís, 2021. Disponível em:  http://repositorio.undb.edu.br/bitstream/areas/469/1/RACHEL%20MOREIRA%20LIMA%20 E%20SILVA.pdf. Acesso em: 13 de novembro de 2025. 

SOUZA, S. Z; ROQUE, J. S. Revisão integrativa sobre violência obstétrica e seus impactos  na saúde da mulher no brasil. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6,  n. 11, p. 2113-2121, 2024. Disponível em:  https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/4128/4394. Acesso em: 04 de novembro de  2025. 

RAMOS, M. R. B. et al. Impactos da violência obstétrica em mulheres em vulnerabilidade  social: uma revisão de literatura. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e  Educação. São Paulo, v. 11, n. 3, p. 1233-1246, mar, 2025. Disponível em:  https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/18400/10709. Acesso em: 05 de novembro de  2025. 

RIBEIRO, K. G. et al. Caracterização da violência obstétrica na produção científica: uma  revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 4, p. 1-8, 2021. Disponível  em:  https://www.researchgate.net/publication/350574089_Caracterizacao_da_violencia_obstetrica _na_producao_cientifica_uma_revisao_integrativa. Acesso em: 08 de novembro de 2025.


1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail:  Adrianymartins1800@gmail.com;
2Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail:  ingrydlima026@gmail.com;
3Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail: flaviapinheiro12@gmail.com;
4Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail: rodriguesemely140@gmail.com;
5Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail:  saracosta3258@gmail.com;
6Docente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail:  jamillymiranda854@gmail.com