OBSTETRIC VIOLENCE AND ITS IMPACTS ON WOMEN’S HEALTH
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202512150506
Adriany dos Santos Martins1; Antônia Flávia Alvez Pinheiro2; Emely Rodrigues da Silva Parente3; Ingryd Lima Costa4; Sara Caroline Cruz Costa5; Orientadora: Jamilly Karoliny da Silva Miranda6
Resumo
Introdução: A violência obstétrica é compreendida como toda ação ou omissão que cause danos físico, psicológico ou moral à mulher durante o processo gestacional, parto ou puerpério, configurando uma violação de direitos humanos e de gênero. Seus impactos ultrapassam o momento do parto, refletindo negativamente na saúde mental da mulher e na construção do vínculo afetivo com o bebê. Objetivo: Mostrar os impactos que afetam diretamente a realidade das mulheres vítimas de violência obstétrica. Metodologia: Estudo de revisão bibliográfica com abordagem qualitativa, as publicações usadas foram retiradas das bases de dados como, BVS, SCIELO, PUBMED e LILACS. Resultados: A literatura evidencia que as agressões sofridas durante o momento do parto deixam marcas profundas na vida das mulheres, principalmente os impactos psicológicos e sentimento de tristeza e insegurança em pensar em uma nova gestação por medo de vivenciar os traumas novamente. Conclusão: Percebe se a falta de políticas públicas e fiscalizações mais severas a fim de diminuir as ocorrências de violência obstétrica, além de profissionais capacitados e com intervenções humanizadas para fornecer um suporte adequado as mulheres em momento de vulnerabilidade, como o parto.
Palavras-chave: Violência obstétrica. Impactos. Saúde da mulher
1 INTRODUÇÃO
A gestação e nascimento são um marco enriquecedor na vida da mulher e de sua família, pois é uma experiência única e repleta de significados, onde a mulher alimenta expectativas e ansiedades. Já o parto é um momento cercado de incertezas, onde deve existir uma relação de confiança entre profissionais da saúde e parturiente, de forma a evitar experiências arriscadas e dolorosas, como a violência obstétrica. Estudos apontam que em cada quatro mulheres, pelo menos uma é vítima de algum tipo de violência obstétrica no parto, mas esses dados nem sempre são investigados e acabam sendo negligenciados (Cardoso et al., 2023).
Neste cenário a violência obstétrica configura um fenômeno de dimensões globais que afeta profundamente a experiência das mulheres durante o ciclo perinatal, abrangendo desde o pré-natal até o pós-parto. No Brasil, a violência obstétrica se manifesta de múltiplas formas, como abuso verbal, procedimentos médicos desnecessários e discriminação baseada em gênero e status socioeconômico. Essencialmente, esse tipo de violência reflete a apropriação do corpo da mulher e dos processos reprodutivos por profissionais de saúde, resultando em um tratamento desumanizado e na diminuição da autonomia da paciente (Conceição, Freitas e Reis, 2024).
Este tipo de violência contribui para o surgimento de várias consequências as mulheres que são vítimas, podendo apresentar prejuízos na saúde física e mental. Nos aspectos físicos, podem ocorrer complicações como hemorragias, infecções e sequelas devido à procedimentos desnecessários. Quanto à saúde psicológica, a mulher pode desenvolver quadros de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. Além disso, observam-se impactos negativos da VO na relação mãe-filho, incluindo dificuldades no estabelecimento do vínculo, no aleitamento materno e na criação de laços de confiança e segurança (Ferreira e Costa, 2025).
Os impactos dessas práticas são profundas e deixam marcas significativas na vida da parturiente. Sentimentos como humilhação, medo e impotência são frequentemente relatados pelas vítimas, muitas das quais desenvolvem traumas e transtornos psicológicos. Esses efeitos podem influenciar negativamente futuras experiências reprodutivas (Souza e Roque, 2024).
Desse modo, faz-se relevante pesquisar sobre o tema em destaque, tendo em vista que se trata de um fenômeno comumente evidenciado nos contextos dos serviços de saúde, e apesar de ser um tema debatido rotineiramente, a vasta produção de estudos encontrados na literatura científica reafirmam a importância de discutir a violência obstétrica em todas as suas múltiplas faces, visando a elaboração de medidas e estratégias a partir da compreensão dos impactos na saúde da mulher.
Diante o exposto este estudo tem como objetivo principal evidenciar por meio da literatura os impactos que afetam diretamente a realidade das mulheres vítimas de violência obstétrica.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Durante o período complexo que é a gravidez, as mulheres passam por transformações corporais e no aspecto mental, além de muitas vezes interferir na sua condição e posição social. Logo, é um momento em que a mulher estará fragilizada, e que necessita de cuidados empáticos por meio da equipe de saúde, entretanto, não são raros os relatos de parturientes que passaram por alguma situação que podem ser consideradas como violência obstétrica (Ramos et al., 2025).
Neste sentido, a Violência Obstétrica (VO) é o termo utilizado para a designação de qualquer ato de violência, direcionado à gestante, parturiente ou puérpera, seja ele físico, psicológico ou verbal durante a assistência, praticada por profissionais da saúde (Mendes et al., 2024). A ocorrência desses atos, caracterizados como imprudência e imperícia dos profissionais é notadamente realidade em diversas regiões do Brasil, nas quais várias mulheres relatam as práticas de abusos (Silva, 2022).
Importante destacar que, as formas de violência que afetam as parturientes podem ser diversas, envolvendo esferas além do físico, como negar o direito ao acompanhante na sala de parto, a recusa de dar informações pertinentes sobre o processo a mulher, além de existir também as corriqueiras transgressões físicas, como exames invasivos e repetitivos sem justificativa, uso de medicalização para acelerar o parto, intervenções e manobras sem o consentimento da parturiente, dentre outros. Fica evidente que as mulheres sofrem de formas variadas no momento do parto, infrações essas que afetam seus estados mentais, físicos e emocionais (Ramos et al., 2025).
O profissional, imerso na prática, pode participar das situações e realizar os procedimentos sem consentimento da mulher e não perceber que se trata de um ato violento. Não apenas os profissionais podem ter dificuldade em perceber a situação de violência como as parturientes também, já que não tem o conhecimento necessário para discernir o fato. Apenas as mulheres que participam de grupos em que o conhecimento é difundido ou profissionais engajados com a causa podem ter uma reação adversa à violência identificando as situações de forma oportuna (Ribeiro et al., 2021).
2.2 OS IMPACTOS DEIXADOS PELA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Os impactos da violência obstétrica na saúde mental da mulher são discutidos por Silva; Silva e Magalhães (2025), que apontam que experiências traumáticas durante o parto podem levar a transtornos psicológicos como depressão pós-parto e ansiedade. O estudo reforça a necessidade de suporte psicológico para mulheres que vivenciam essas situações, garantindo que possam se recuperar emocionalmente e estabelecer um vínculo saudável com seus bebês. Além da dor e dos riscos de complicações cirúrgicas, essas condutas podem impactar negativamente a recuperação da mulher, prolongando o sofrimento pós-parto.
Nessa perspectiva, estudos como o de Oliveira et al., (2021) enfatizam que a violência obstétrica tem implicações diretas sobre a morbimortalidade materna, destacando os riscos associados aos eventos adversos decorrentes de intervenções consideradas potencialmente agressivas e danosas no parto vaginal, como o uso de episiotomia, a manobra de kristeller, uso de fórceps e uso não regulado da ocitocina para induzir ou acelerar o parto.
Nota-se que os maus tratos obstétricos podem gerar danos a essas mães, que pensam cautelosamente na ideia de terem outro filho, pois um momento tão especial como este pode ficar gravado envolto de muitas tristezas, o que leva um acontecimento tão importante se transforme em experiência traumática na vida de muitas mulheres (Silva, 2022).
Diante os fatos apresentados, é evidente que este tipo de violência exerce um impacto devastador principalmente na saúde mental das mulheres, revelando-se como uma causa significativa de trauma psicológico durante e após o parto. As práticas desrespeitosas e abusivas, como intervenções médicas não autorizadas e desumanização, contribuem para o surgimento de vários distúrbios psicológicos. O sentimento de violação, perda de controle e falta de suporte emocional não apenas agravam o sofrimento imediato das puérperas, mas também geram repercussões duradouras em sua saúde mental, afetando sua capacidade de estabelecer vínculos com o filho e comprometendo sua qualidade de vida geral, logo a necessidade de humanização no atendimento obstétrico é essencial para reduzir esses danos e promover uma experiência de parto mais segura e respeitosa (Pereira et al., 2024).
2.3 DIREITOS REPRODUDITOS DAS MULHERES
Segundo Oliveira, Júnior e Silva (2024) a utilização do pré-natal é uma estratégia preventiva contra a violência obstétrica possibilitando a educação sobre os direitos e as práticas de cuidado que as mulheres devem receber. A educação em saúde pode empoderar as gestantes, proporcionando-lhes a confiança necessária para exigir um atendimento respeitoso e digno, permitindo que essas mulheres se sintam mais preparadas e informadas, reduzindo a probabilidade de experiências traumáticas durante o parto.
Além disso, ao direcionar os cuidados obstétricos antes, durante e após o parto, deve se levar em consideração que toda mulher tem o direito legal de conhecer e receber tratamento livre de danos e maus-tratos, obter informação, consentimento esclarecido com possibilidade de recusa e garantia de respeito às suas escolhas e preferências, o qual inclui acompanhante durante toda a internação na unidade obstétrica, privacidade e sigilo, ser tratada com dignidade e respeito, receber tratamento igual, livre de discriminação e atenção equitativa, receber cuidados profissionais e ter acesso as tecnologias disponíveis de saúde com liberdade, autonomia, autodeterminação e não coerção (Ramos et al., 2025).
Nota-se também, a grande quantidade de intervenções e o processo de medicalização durante o parto, que resultam na retirada do protagonismo da mulher impossibilitando-a ter autonomia e capacidade de decidir de forma livre acerca do seu próprio corpo. A Organização Mundial de Saúde afirma que toda mulher possui o direito a uma atenção à saúde que garanta dignidade e respeito no transcorrer de toda a experiência do parto, independentemente de qualquer característica da mulher, seja classe social, nível de escolaridade, dentre outros. Qualquer ação que seja desrespeitosa, abuso ou maus tratos equivale a violação dos direitos fundamentais das mulheres (Ribeiro et al., 2021).
Em vista disso, algumas leis foram criadas com o intuito de proporcionar um suporte a essas pacientes, como a lei federal número 11.108, criada no ano de 2005, que estabelece o direito da gestante de ter um acompanhante durante o trabalho de parto e pós-parto imediato no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e no sistema particular foi garantindo a essas mulheres (Pereira et al., 2024).
A Pesquisa Nascer no Brasil identificou ainda que no momento do parto muitas mulheres têm seus direitos violados e os desconhecem, assim, torna-se mais difícil identificar situações de desrespeito. Vale ressaltar que a violência obstétrica ainda é pouco reconhecida, visto que as mulheres estão entregues a um momento de extrema emoção ao mesmo tempo em que ocorre a violência, fazendo com que elas silenciem o ocorrido. Portanto, é necessário que sejam abordados os direitos das mulheres durante o período gravídico-puerperal, em especial nas consultas pré-natais, onde se tem a oportunidade de empoderar a gestante para que ela possa exigir e exercer a sua autonomia como lhe é de direito, e que ela possa argumentar e denunciar situações de desrespeito procurando o Ministério Público, por meio da Ouvidoria ou da Promotoria de Justiça da sua cidade (Silva, 2022).
Dessa forma, permitir que a mulher participe ativamente das decisões do seu processo de parto contribui para uma experiência mais positiva e empoderadora. Portanto, o respeito dos profissionais de enfermagem pela autonomia da mulher envolve praticar uma escuta ativa, informar sobre a condição da cliente e de seu filho, garantir que as escolhas da parturiente sejam respeitadas, promover um parto que valorize sua dignidade e autonomia sobre seu próprio corpo (Ramos et al., 2025).
3 METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão bibliográfica com abordagem qualitativa. Os estudos de revisão bibliográfica caracterizam-se pelo uso e análise de documentos de domínio científico, tais como livros, teses, dissertações e artigos científicos; sem recorrer diretamente aos fatos empíricos. Portanto esse tipo de pesquisa utiliza fontes secundárias (Cavalcante e Oliveira 2020).
A pesquisa qualitativa, no entanto, trata-se de uma abordagem fundamental na investigação científica, que se baseia na compreensão aprofundada e na interpretação dos fenômenos estudados. Os fundamentos da pesquisa qualitativa estão ancorados em princípios teóricos e metodológicos que orientam a coleta e a análise dos dados (Guerra et al., 2024).
Para a construção da pesquisa, foram utilizadas as seguintes plataformas de dados: Biblioteca virtual em saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Latino Americano e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e (PUBMED). Os descritores em saúde (Decs) utilizados foram: Violência obstétrica, Impactos e Saúde da mulher, sendo combinados pelos operadores booleanos (AND) e (OR). Ao todo, foram selecionadas 21 obras para desenvolvimento da pesquisa.
Foram incluídos materiais com abordagem direta ao tema proposto, artigos disponíveis em periódicos e obras dispostas nos repositórios online, além de obras completas e na íntegra, assim como publicações encontradas na língua portuguesa. O período temporal para seleção dos dados foi entre os anos de 2019 e 2025. Em contrapartida, foram excluídos todos os materiais que não estavam de acordo com as propostas delimitadas no estudo.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A violência obstétrica é um problema grave que afeta puérperas em todo o mundo, especialmente no Brasil, onde há uma necessidade urgente de implementação de políticas públicas para combater essa prática, podendo acontecer de diversas formas, incluindo intervenções médicas desnecessárias, negligência no atendimento e desrespeito à autonomia da gestante. O estudo destaca que a falta de regulamentação clara e a ausência de fiscalização contribuem para a perpetuação desse problema (Silva; Silva e Magalhães, 2025).
Todavia, Pereira et al., (2024) relatam que mesmo havendo diversas discussões sobre este tema, a violência obstétrica atinge aproximadamente 45% das mulheres na rede pública brasileira, trata-se de um número preocupante para o país. Em contrapartida, Neves et al., (2022) destacam em seus estudos sobre os fatores de risco que favorecem o cenário de violência obstétrica como a baixa escolaridade e baixa renda da mulher. Esses fatores deixam as mulheres mais vulneráveis, perpetuando a perda da autonomia e da capacidade de decisão da mulher sobre seu corpo e parto e, ao mesmo tempo, ainda a leva a acreditar que tudo que foi feito se constituiu em uma forma de salvar tanto a sua vida como a do bebê.
Segundo Albuquerque et al., (2025) a prevalência de práticas não recomendadas na assistência ao parto ainda é elevada, demonstrando falhas no cumprimento das diretrizes da Organização Mundial da Saúde e impactando negativamente a percepção das mulheres sobre a qualidade do atendimento.
Em consonância, Assis, Meurer e Delvan (2021) afirmam que a violência obstétrica é um problema comum nas maternidades brasileiras, porém, é um assunto que ainda é pouco estudado, mesmo considerando que as consequências da violência obstétrica podem ser maiores e mais duradouras do que os danos físicos.
De acordo com Silva (2021), não é incomum a mulher sofrer maus-tratos, desrespeito, negligência e abusos no período gestacional. Embora essas irregularidades possam ocorrer em qualquer fase da gestação, é no período do parto que essas mulheres costumam ficar mais vulneráveis e suscetíveis a esses eventos. A violação de direitos, mesmo que, por vezes, não identificada pela mulher, pode afetar decisões em relação a futuras gestações e dificultar o vínculo mãe-bebê. Tendo em vista esses fatores, o pré-natal e apoio psicológico são ferramentas essenciais principalmente para mulheres que já passaram por situações de violência obstétrica (Neves et al., 2022).
Almeida e Carvalho (2024) discutem que os traumas e as violências vivenciados durante o parto vão além das lesões físicas, abrangendo também impactos psicológicos. Enfrentar uma experiência traumática, na qual a mulher vivencia um parto que compromete sua dignidade, destrói suas esperanças e deixa marcas emocionais de intensa tristeza, é um grande desafio, especialmente considerando que esse momento foi por muito tempo desejado e idealizado.
No que tange aos impactos psicológicos, foi amplamente evidenciado que a violência obstétrica está associada ao surgimento de transtornos mentais, tais como a depressão pós parto e o transtorno de estresse pós-traumático. Esses distúrbios psicológicos comprometem a saúde mental das mulheres, gerando sentimento de insegurança e medo que repercutem negativamente tanto na experiência do parto quanto na construção da relação mãe-bebê. A longo prazo, esses efeitos podem desencadear uma aversão a futuras gestações e um afastamento dos serviços de saúde reprodutiva (Souza e Roque, 2024).
Ribeiro et al., (2021) destacam ainda, a falta de organização, estrutura adequada e capacitação deficitária assim como a falta de uma prática baseada em evidências pode intensificar a violência institucional. Gestores, profissionais e a sociedade precisam ser informados e motivados ao reconhecimento da violência obstétrica como um ato frequente e que deve ser abolido definitivamente da prática de saúde.
Os estudos de Moreira, Lima e Machado (2025) mencionam a importância da educação em saúde realizada no pré-natal por profissionais capacitados e humanizados, pois se trata de uma ferramenta essencial na prevenção da violência obstétrica que estimula e incentiva a autonomia da mulher, dito isso, proporciona conhecimento dos seus direitos, autoconfiança e a encoraja a exercer seu protagonismo durante a gravidez
5 CONCLUSÃO
Diante o exposto, foi possível, através da literatura evidenciar que a violência obstétrica é um problema de saúde que compromete a saúde física, mental e emocional de mulheres durante um momento tão importante como o parto. Ao longo da pesquisa é notável que a violência obstétrica é um reflexo da desigualdade de gênero, falta de informação e apoio durante a gestação, ademais fatores como vulnerabilidade social e racismo estrutural podem contribuir para a perpetuação desse problema. É fundamental que haja mudanças em como os serviços de saúde lidam com o parto e a maternidade, oferecendo respeito e empatia em relação a experiência do parto, atendimento humanizado, orientação e acompanhamento à parturiente.
Os resultados reforçam a necessidade da disseminação de informações sobre a violência obstétrica para que as gestantes tenham conhecimento acerca do assunto e exerçam autonomia sobre seus corpos. Além disso, é essencial que os profissionais sejam capacitados e entendam sobre a problemática da violência obstétrica para prestar toda assistência a gestante durante o parto respeitando seus limites e decisões.
Desse modo, espera-se também, que as discussões acerca do tema estejam sempre presentes nas instituições de saúde, promovendo educação em saúde e garantindo que a assistência ao parto seja desenvolvida de forma integral e humanizada. Além disso, é crucial que as vozes das mulheres sejam ouvidas e levadas em consideração na elaboração e implementação de políticas e práticas relacionadas à saúde materna. Isso significa criar espaços para o diálogo entre profissionais de saúde e gestantes, de modo a garantir que as necessidades e preocupações das mulheres sejam priorizadas.
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1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail: Adrianymartins1800@gmail.com;
2Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail: ingrydlima026@gmail.com;
3Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail: flaviapinheiro12@gmail.com;
4Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail: rodriguesemely140@gmail.com;
5Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail: saracosta3258@gmail.com;
6Docente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto UNIPLAN Campus Bragança/Pa. e-mail: jamillymiranda854@gmail.com
