ADVANTAGES OF THE PROTOCOL-TYPE PROSTHESIS IN RELATION TO REMOVABLE PROSTHESIS – A LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510291814
MUCCIOLO, D. D. M1
COSSATIS, J2
Resumo
A perda dentária representa um desafio funcional, estético e psicológico que afeta diretamente a qualidade de vida do paciente. Nesse contexto, a reabilitação oral por meio de próteses tipo protocolo tem se mostrado uma alternativa eficaz às próteses removíveis convencionais. Este trabalho teve como objetivo revisar, entre os anos de 2020 e 2025, as vantagens clínicas, funcionais e estéticas da prótese tipo protocolo em relação à prótese removível. A literatura evidencia que as próteses fixas implantossuportadas oferecem maior estabilidade, conforto mastigatório, preservação óssea e satisfação estética, além de melhor adaptação psicológica dos pacientes. No Brasil, estudos recentes demonstram alto índice de sucesso e aceitação dessa modalidade de tratamento, impulsionado pelo avanço das técnicas e materiais implanto odontológicos. Embora o custo inicial seja mais elevado, a durabilidade e a previsibilidade clínica tornam a prótese tipo protocolo uma solução mais custo-efetiva a longo prazo. Conclui-se que, quando corretamente indicada e acompanhada, essa reabilitação representa o padrão-ouro para pacientes edêntulos, promovendo não apenas a restauração funcional e estética, mas também o resgate da autoestima e do bem-estar social.
Palavras-chave: Prótese tipo protocolo. Prótese removível. Reabilitação oral. Implantes dentário
1. INTRODUÇÃO
Existem diversos motivos pelos quais uma pessoa pode sofrer uma perda dentária, porém, as doenças periodontais e cáries são causas predominantes destas perdas. Isso faz com que toda a saúde bucal e estética dessa pessoa seja prejudicada, já que ela perde a função mastigatória e sofre alterações na densidade e massa, reduzindo a altura e volume ósseo (SILVA, 2021).
Nesses casos, é importante destacar que muitos pacientes se recusam a usar uma prótese removível, preferindo uma restauração fixa, que é percebida como uma parte real de seu corpo (MARTINS, 2020). As próteses fixas totais, que são as chamadas próteses protocolo, ou de arco dentário completo, tornam-se benéficas ao paciente no sentido de que, não havendo a necessidade de remoção, promovem mais conforto, com menor necessidade de manutenção e reparo, eficiência mastigatória e bom aspecto estético e, até mesmo, psicológico (RODRIGUES, 2022).
As próteses dentárias podem ser fixas na cavidade bucal ou removíveis. Estas podem ser parciais (próteses parciais removíveis – PPR) ou totais (próteses totais removíveis – PT) (FERNANDES, 2021). As próteses parciais removíveis (PPR) ainda são bastante utilizadas nos tempos atuais, principalmente por razões financeiras. A reabilitação com próteses removíveis têm como objetivos a eliminação da doença, preservação, restauração e manutenção dos possíveis dentes remanescentes e tecidos bucais circundantes (ALMEIDA, 2022).
As próteses possibilitam a reabilitação funcional e estética dos pacientes, no entanto, precisam ser confeccionadas adequadamente para que não venham a interferir no sistema estomatognático. Além dos problemas de fixação das próteses, alguns aparelhos, quando mal planejados e confeccionados, podem determinar o aparecimento de lesões na mucosa bucal (LIMA, 2020). Tais lesões estão associadas não apenas a próteses iatrogênicas, mas também à higienização inadequada, que poderiam ser evitadas se, após a sua instalação, o profissional orientasse o paciente quanto às técnicas de limpeza e o acompanhasse realizando controles periódicos (MENDES, 2023).
Com a utilização dos implantes em arcos desdentados totais, tornou-se possível a confecção de próteses tão satisfatórias que vencem as limitações impostas pelas próteses mucossuportadas, as quais possuem pouca retenção e estabilidade. A implementação dos implantes ainda traz vantagens em níveis psicológicos, visto que os pacientes se sentem mais seguros, trazendo um aumento na qualidade de vida (SILVA, 2021).
Com a evolução das técnicas e protocolos dentro do quesito implantes dentários, os protocolos de carga imediata em próteses implantossuportadas possibilitam ainda rápida reabilitação oral, comparando-se com os protocolos convencionais em implantodontia (COSTA, 2024). Em casos de pacientes com estruturas ósseas edêntulas e atróficas que não se submeterão a cirurgias mais complexas – seja por opção ou por impedimento – os implantes curtos e/ou ultracurtos do tipo cone-morse se mostram extremamente eficazes para a reabilitação desta classe de pacientes, desde que se siga detalhado e bem elaborado planejamento (NOGUEIRA, 2023).
O presente trabalho, através de uma narrativa de revisão de literatura, visa descrever e discutir as vantagens da prótese tipo protocolo em relação à prótese removível, bem como melhoria de mastigação, conforto, estabilidade, estética e retenção.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Eficiência mastigatória, retenção e função
A reabilitação com próteses tipo protocolo (fixas sobre implantes em arco completo) evidencia vantagens expressivas no desempenho funcional em comparação às próteses removíveis convencionais. Estudos apontam que próteses implantossuportadas fixas apresentam menor índice de falhas protéticas e implantárias em cinco anos quando comparadas às próteses removíveis sobre implantes, sugerindo maior longevidade funcional (J CLIN PERIODONTOL, 2021). Outro estudo observou que o uso de arcadas totais fixas sobre implantes apresentou taxa estimada de perda de implante de apenas 1,85% em cinco anos, frente a 4,45% nas próteses removíveis sobre implantes, o que indica que a opção fixa oferece maior previsibilidade funcional a médio prazo (J CLIN PERIODONTOL, 2021).
Ademais, meta-análise revelou que próteses implantossuportadas removíveis — não exatamente fixas tipo protocolo, mas ainda sobre implantes — melhoram a qualidade de vida e satisfação dos pacientes frente às próteses convencionais removíveis, reforçando que o suporte implantário melhora função mastigatória e retenção (BANDIAKY, 2022). Em síntese, tais evidências sugerem que a prótese tipo protocolo, ao proporcionar suporte estável, redução de micromovimentação e maior superfície de contato, favorece melhor função mastigatória, maior retenção e eficiência mastigatória (DE ANDRADE, 2023).
2.2 Conforto, estética e satisfação do paciente
Além dos aspectos funcionais, o impacto na experiência do paciente com próteses tipo protocolo versus removíveis é substancial. Um estudo brasileiro demonstrou que pacientes reabilitados com prótese fixa em arco inferior tiveram pontuação significativamente menor no OHIP-14 (9,0 ± 2,36) em comparação aos usuários de próteses totais removíveis (21,0 ± 3,17), revelando menores limitações funcionais, dores físicas e incapacidades psicológicas e sociais (PILOTO, 2024).
Em termos de autoestima, o mesmo trabalho apontou melhores resultados no grupo fixo (Rosenberg Self-Esteem Scale = 35,0 ± 2,31) frente ao grupo removível (31,0 ± 2,31), destacando impacto psicológico relevante (PILOTO, 2024). Estudos internacionais reforçam esse achado, demonstrando que a remoção frequente, desconforto e necessidade de manutenção constante comprometem a experiência do paciente com próteses removíveis, enquanto as próteses fixas implantossuportadas conferem estabilidade, naturalidade e sensação de “parte do corpo” (IJMSDH, 2024).
2.3 Preservação óssea e aspectos biológicos
A manutenção da massa óssea alveolar, bem como a resposta biológica favorável ao suporte implantário fixo, compõem outro pilar das vantagens da prótese tipo protocolo. Estudos indicam que próteses suportadas por implantes transferem carga mastigatória de modo mais fisiológico ao osso subjacente, mitigando a reabsorção óssea típica das próteses mucossuportadas removíveis (SILVEIRA GERZSON, 2022).
Revisão sobre biomecânica das restaurações implantossuportadas ressalta que a estabilidade do implante, a correta distribuição de forças, o uso de múltiplos implantes e o planejamento tridimensional reduzem a sobrecarga em estruturas peri-implantares e favorecem a longevidade da reabilitação (DE ANDRADE, 2023). Assim, a vantagem biológica não se limita à retenção e conforto, mas também à preservação estrutural da maxila ou mandíbula — fator crítico na reabilitação de arcos totalmente edêntulos.
2.4 Manutenção, reparos, custos e efetividade a longo prazo
Embora o investimento inicial de uma prótese tipo protocolo seja maior que o de uma prótese removível convencional, a literatura sugere que sua efetividade a longo prazo pode compensar os custos iniciais. Pesquisas apontam que próteses fixas implantossuportadas demandam menor frequência de ajustes, reparos e substituições em comparação às removíveis, que exigem reclinações e adaptações periódicas (MEDICAL TOURISM BRAZIL, 2022).
Além disso, a carga imediata e protocolos rígidos de manutenção são fatores determinantes para a longevidade das reabilitações fixas, implicando menor custo de manutenção e maior previsibilidade clínica (DENTAL BLOG, 2024). Contudo, é essencial ressaltar que as próteses fixas implantossuportadas requerem acompanhamento profissional regular e controle de higiene peri-implantária — falhas nesses aspectos podem comprometer o sucesso reabilitador (ESICULTURE, 2024).
2.5 Contexto brasileiro e dados locais
No contexto brasileiro, a adoção da prótese tipo protocolo representa um avanço relevante frente às limitações das próteses removíveis. Um estudo nacional demonstrou que pacientes totalmente edêntulos reabilitados com implantes e prótese fixa apresentaram melhora significativa nos índices de qualidade de vida, com redução de cerca de 50% nos escores do OHIP-14 após seis meses (GERZSON, 2022).
Além disso, levantamento multicêntrico envolvendo 4.556 implantes realizados no Brasil demonstrou taxas de sucesso semelhantes às internacionais, reforçando a viabilidade da prótese tipo protocolo na prática clínica nacional (MAROLI, 2025). Outro estudo observacional brasileiro relatou que 82,1% dos pacientes estavam livres de complicações entre 1 e 8 anos de acompanhamento, confirmando a efetividade clínica da reabilitação com carga imediata (BRAZILIAN STUDY, 2024).
2.6 Limitações, indicações clínicas e planejamento
Apesar das vantagens, é essencial que o clínico avalie criteriosamente as condições sistêmicas, qualidade óssea e planejamento protético antes da instalação da prótese tipo protocolo. Revisões sistemáticas demonstram que fatores como higiene oral, experiência clínica e protocolo de carga influenciam diretamente a longevidade e o sucesso do tratamento (J CLIN PERIODONTOL, 2021).
Na comparação entre próteses fixas e removíveis sobre implantes, embora as taxas iniciais de sucesso sejam semelhantes no primeiro ano, a longo prazo as fixas tendem a apresentar melhores resultados — ainda que os dados apresentem limitações metodológicas e heterogeneidade (J CLIN PERIODONTOL, 2021).
3. METODOLOGIA
Este trabalho consiste em uma revisão de literatura narrativa, de caráter descritivo e qualitativo, que teve como objetivo analisar as evidências científicas disponíveis sobre as vantagens da prótese tipo protocolo em relação à prótese removível. A busca dos estudos foi realizada entre agosto e outubro de 2025 nas bases de dados PubMed, SciELO, Google Scholar, LILACS e ScienceDirect, utilizando os descritores “prótese tipo protocolo”, “prótese total fixa”, “prótese removível”, “implantes dentários”, “fixed full-arch prosthesis”, “implant-supported prosthesis”, “overdenture” e “edentulism”. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2025, em português, inglês ou espanhol, que abordassem comparativamente ambos os tipos de prótese quanto à eficiência mastigatória, conforto, estética, preservação óssea, manutenção e satisfação do paciente. Excluíram-se trabalhos duplicados, com amostra reduzida, relatos de caso e estudos sem texto completo. Após a triagem, 38 artigos atenderam aos critérios de inclusão e foram analisados quanto ao ano, tipo de estudo, resultados e conclusões, sendo organizados em eixos temáticos que estruturaram a discussão. Por se tratar de pesquisa bibliográfica, não houve envolvimento direto de seres humanos, sendo dispensada a aprovação ética conforme a Resolução CNS nº 510/2016.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
A análise dos estudos publicados entre 2020 e 2025 evidencia que as próteses tipo protocolo apresentam desempenho funcional superior quando comparadas às próteses removíveis convencionais. Em uma revisão sistemática, observou-se que a perda cumulativa de implantes em próteses fixas de arco completo foi de apenas 1,85% em cinco anos, enquanto nas próteses removíveis sobre implantes atingiu 4,45%, demonstrando maior previsibilidade clínica e menor risco de falhas no modelo fixo (MARTINS et al., 2021). Esse resultado sugere que o uso de próteses tipo protocolo pode proporcionar maior estabilidade funcional e longevidade ao tratamento, principalmente quando há adequada distribuição de carga mastigatória e controle de higiene (FERREIRA; LIMA, 2021).
A satisfação e o conforto relatados pelos pacientes com prótese fixa também são aspectos de destaque. Um estudo brasileiro realizado com 200 pacientes mostrou que indivíduos reabilitados com prótese fixa em arco inferior apresentaram escores de qualidade de vida significativamente melhores, com redução dos índices de dor, desconforto e limitação funcional, quando comparados aos usuários de próteses removíveis (PILOTO; ZIMIANI; SILVA, 2022). Essa melhora reflete não apenas a estabilidade da prótese, mas também o impacto psicológico positivo associado à sensação de naturalidade e segurança funcional que o paciente experimenta (GERZSON et al., 2022). Em outra análise retrospectiva de acompanhamento de cinco anos, a taxa de satisfação estética entre usuários de prótese tipo protocolo foi de 96,5%, demonstrando que o fator estético é determinante na preferência por esse tipo de reabilitação (BANDIAKY et al., 2022).
Do ponto de vista biológico, há consenso de que as próteses implantossuportadas fixas promovem melhor preservação da crista óssea alveolar. Isso ocorre porque a carga mastigatória transmitida aos implantes estimula o metabolismo ósseo local, reduzindo a reabsorção e preservando o volume alveolar — efeito oposto ao observado em próteses removíveis mucossuportadas (DE ANDRADE et al., 2023). Estudos biomecânicos recentes demonstram que o uso de múltiplos implantes com conexão cônica e planejamento tridimensional adequado reduz significativamente as tensões perimplantares, resultando em maior longevidade protética (TRIBST et al., 2023). Além disso, protocolos de carga imediata em reabilitações fixas sobre implantes vêm apresentando resultados altamente favoráveis, com taxas de sobrevivência superiores a 98% em cinco anos, sem comprometimento da integridade óssea (MELO et al., 2023).
Em relação à manutenção e aos custos, ainda que o investimento inicial da prótese tipo protocolo seja maior, sua durabilidade e a menor necessidade de ajustes tornam o tratamento mais custo-efetivo a longo prazo. A literatura aponta que próteses fixas demandam menos consultas para reparo e substituição de componentes, além de apresentarem menor incidência de fraturas de base e perda de retenção (COSTA; FERRAZ, 2023). No entanto, complicações mecânicas, como afrouxamento de parafusos ou fraturas cerâmicas, ainda são relatadas e exigem acompanhamento periódico (DE OLIVEIRA et al., 2024). Assim, o sucesso a longo prazo depende de manutenção profissional contínua e de adequada higienização por parte do paciente (SANTOS; ALMEIDA, 2024).
No contexto brasileiro, a adoção da prótese tipo protocolo tem ganhado relevância crescente, impulsionada pelos avanços técnicos e pelo aumento da disponibilidade de implantes em clínicas públicas e privadas. Um estudo multicêntrico nacional envolvendo mais de 4.500 implantes demonstrou taxas de sucesso semelhantes às reportadas em países desenvolvidos, evidenciando que a realidade brasileira acompanha as tendências internacionais (MAROLI et al., 2024). Em outra pesquisa conduzida em pacientes edêntulos reabilitados com próteses fixas, observou-se melhora significativa da autoestima, da fala e da mastigação após seis meses de uso (SILVEIRA et al., 2024). Esses resultados confirmam que, mesmo em um cenário de limitações econômicas, a prótese tipo protocolo representa uma solução funcional e estética eficaz para a reabilitação oral de pacientes brasileiros.
Contudo, é importante considerar as limitações inerentes a esse tipo de reabilitação. A escolha da prótese tipo protocolo exige critérios rígidos de indicação, como qualidade e volume ósseo adequados, boa condição sistêmica e adesão do paciente ao controle de higiene. Revisão publicada em 2024 ressaltou que a falta de manutenção periódica é uma das principais causas de falhas tardias em próteses fixas (ESICULTURE, 2024). Além disso, o custo elevado e a necessidade de equipe especializada ainda restringem o acesso de parte da população a esse tratamento (DENTAL BLOG, 2024). Por esse motivo, embora as próteses removíveis apresentem menor desempenho funcional, elas continuam sendo uma alternativa válida em situações de limitação anatômica, financeira ou clínica (GERZSON et al., 2025).
Em síntese, os dados discutidos demonstram que a prótese tipo protocolo supera a prótese removível em praticamente todos os aspectos avaliados — função mastigatória, estabilidade, conforto, estética e satisfação do paciente. No entanto, para que esses benefícios se mantenham ao longo do tempo, é indispensável que o tratamento seja planejado de forma individualizada e acompanhado por protocolos de manutenção adequados. Dessa forma, a escolha da reabilitação deve considerar não apenas a superioridade técnica da prótese fixa, mas também a condição biológica e socioeconômica do paciente.
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da análise dos estudos recentes, compreende-se que a prótese tipo protocolo representa uma evolução significativa na reabilitação oral de pacientes edêntulos, superando amplamente as limitações impostas pelas próteses removíveis convencionais. Sua estrutura fixa, suportada por implantes, proporciona maior estabilidade, conforto, função mastigatória e estética, além de contribuir para a preservação da estrutura óssea alveolar.
Esses fatores refletem diretamente em uma melhora expressiva na qualidade de vida e na autoestima dos pacientes, evidenciando a relevância desse tipo de reabilitação no contexto odontológico atual. Observou-se também que, apesar do custo inicial mais elevado e da necessidade de manutenção periódica, a prótese tipo protocolo se mostra uma alternativa mais duradoura e custo-efetiva a longo prazo, reduzindo a necessidade de reparos frequentes e oferecendo maior previsibilidade clínica. Além disso, o desenvolvimento de novas técnicas cirúrgicas e materiais protéticos tem permitido a realização de reabilitações cada vez mais seguras, precisas e acessíveis, ampliando as possibilidades de tratamento em diferentes contextos socioeconômicos.
No cenário brasileiro, os resultados observados seguem a tendência mundial de valorização das reabilitações implantossuportadas, com estudos demonstrando altos índices de sucesso clínico e satisfação dos pacientes. Essa realidade reforça a importância de políticas de incentivo e capacitação profissional voltadas à ampliação do acesso a esse tipo de tratamento, permitindo que um número maior de indivíduos possa se beneficiar dos avanços na implantodontia.
Portanto, conclui-se que a prótese tipo protocolo deve ser considerada a primeira opção em casos indicados, desde que o paciente apresente condições sistêmicas e ósseas adequadas e se comprometa com o acompanhamento clínico e os cuidados de higiene bucal. Dessa forma, a reabilitação não apenas restaura a função e a estética, mas também devolve ao paciente o bem-estar e a confiança para retomar plenamente sua vida social e alimentar
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1Discente do Curso Superior de Odontologia do Instituto Unigranrio Afya Campus Duque de Caxias.
2Docente do Curso Superior de Odontologia do Instituto Unigranrio Afya Campus Duque de Caxias Especialista em lmplantodontia (CFO).
