REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510291816
Tays Carpina Galvão Gadelha1
Neire Abreu Mota Porfiro2
Lindalva Mendonça de Barros3
Fernanda Borges Trindade4
RESUMO
A Síndrome de Burnout representa um problema crítico para professores da educação básica, influenciada por fatores como sobrecarga de trabalho, falta de suporte institucional e desvalorização profissional. A pergunta problema foi: quais são os fatores que contribuem para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout em professores da Educação básica e as estratégias para prevenção e diminuição dos impactos? O objetivo geral consistiu em analisar os fatores que contribuem para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout em professores da Educação Básica e as estratégias para prevenção e diminuição dos impactos. A pesquisa foi conduzida na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), por meio da revisão sistemática em publicações de 2020 a 2024. Foram analisadas 14 produções que atenderam aos critérios de inclusão. Conclui-se que políticas públicas robustas e estratégias institucionais são essenciais para mitigar os impactos da síndrome, promovendo um ambiente escolar mais saudável e sustentável.
Palavras-chave: Síndrome de burnout. Professor. Educação Básica.
ABSTRACT
Burnout Syndrome represents a critical problem for basic education teachers, influenced by factors such as work overload, lack of institutional support and professional devaluation. The problem question was: what are the factors that contribute to the development of Burnout Syndrome in basic education teachers and what strategies can be implemented to prevent and minimize its impact? The general objective was to carry out a systematic review of the factors that contribute to the development of Burnout Syndrome in Basic Education teachers and the strategies that can be prevented and minimized. The research was conducted in the Virtual Health Library (VHL), through a systematic review of publications from 2020 to 2024. 14 productions that met the inclusion criteria were analyzed. It is concluded that robust public policies and institutional strategies are essential to mitigate the impact of the syndrome, promoting a healthier and more sustainable school environment.
Keywords: Burnout syndrome. Teacher. Basic Education.
INTRODUÇÃO
A profissão docente tem enfrentado desafios crescentes que afetam diretamente a saúde mental dos professores, especialmente na educação básica. Entre esses desafios, destaca-se a Síndrome de Burnout, uma condição caracterizada por estresse crônico relacionado ao trabalho, que resulta em exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal (Maslach & Leiter, 2016). Essa síndrome foi inicialmente descrita por Freudenberger (1974) e, desde então, tem sido amplamente investigada, principalmente no contexto educacional, onde os impactos são profundos e multifacetados.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Burnout foi reconhecido como um fenômeno ocupacional na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), em vigor desde 2022, com o código identificador QD85. Esse reconhecimento reflete a relevância global do problema, especialmente entre professores, que enfrentam condições de trabalho frequentemente marcadas por sobrecarga, demandas emocionais intensas e baixo reconhecimento profissional (OMS, 2019).
No Brasil, fatores estruturais como salas de aula superlotadas, falta de infraestrutura e suporte institucional insuficiente agravam ainda mais a situação, tornando o ambiente escolar um espaço propício ao desenvolvimento do Burnout (Silva & Carlotto, 2017).
Contudo, no contexto da Educação Básica, os impactos da Síndrome de Burnout são notáveis tanto para os professores quanto para a qualidade do ensino. Professores acometidos pela síndrome frequentemente apresentam sintomas físicos, como fadiga crônica e dores de cabeça, além de sintomas emocionais, como ansiedade e depressão (Maslach & Leiter, 2016). Esses problemas afetam a interação entre docentes e estudantes, comprometendo o processo de ensino-aprendizagem e contribuindo para um clima organizacional adverso nas escolas (Carlotto & Câmara, 2019).
Diante desse cenário, o problema investigado neste estudo pode ser definido como: quais são os fatores que contribuem para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout em professores da Educação básica e as estratégias para prevenção e diminuição dos impactos?
Para responder a essa questão, este estudo tem como objetivo geral analisar os fatores que contribuem para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout em professores da Educação Básica e as estratégias para prevenção e diminuição dos impactos.. Os objetivos específicos incluem:
- Analisar a prevalência da Síndrome de Burnout em professores da Educação Básica no Brasil e em outros contextos;
- Identificar os fatores de risco associados ao desenvolvimento do Burnout entre docentes;
- Contextualizar as estratégias de intervenção existentes para a prevenção e enfrentamento do Burnout no ambiente escolar pelas recomendações práticas que auxiliem na promoção da saúde mental dos professores.
A metodologia adotada foi de uma abordagem qualitativa, objetivo descritivo por meio da revisão sistemática utilizando descritores: “Síndrome de Burnout”, “Professores”, “Educação básica”, “Saúde mental” e “Estratégias de intervenção”, no período de 2020 a 2024 na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). A relevância deste trabalho reside na necessidade urgente de abordar um tema que atravessa dimensões individuais, organizacionais e sociais, impactando a educação como um todo.
A Síndrome de Burnout não é apenas um problema de saúde ocupacional, mas também uma questão educacional e social que exige uma abordagem interdisciplinar. Assim, a presente pesquisa busca avançar na compreensão desse fenômeno e apontar caminhos para sua mitigação, especialmente no contexto da educação básica brasileira.
REFERENCIAL TEÓRICO
Diante da complexidade que envolve a Síndrome de Burnout no contexto educacional, este referencial teórico busca fundamentar a análise a partir de diferentes perspectivas e estudos já consolidados. Primeiramente, serão apresentados os conceitos e características da síndrome, com base nas contribuições pioneiras de Freudenberger (1974) e Maslach e Leiter (2016).
Além disso, ao buscar por dados do IBGE ………
Em seguida, será discutida a relação entre o Burnout e o contexto educacional, com ênfase nos desafios enfrentados pelos professores da educação básica, conforme apontado por Silva e Carlotto (2017) e outros pesquisadores.
Por fim, serão abordadas as estratégias de enfrentamento e prevenção, com destaque para intervenções organizacionais e individuais que visam mitigar os impactos desse fenômeno, embasadas por autores como Beck (2011) e Carlotto e Câmara (2019).
DEFINIÇÃO E COMPONENTES DA SÍNDROME DE BURNOUT
A Síndrome de Burnout, termo cunhado por Freudenberger (1974), refere-se a um estado de exaustão física e emocional decorrente de um prolongado envolvimento em situações que demandam alta carga emocional. Inicialmente descrita no contexto de profissionais da saúde, a síndrome ganhou reconhecimento em diversas áreas ocupacionais, incluindo o ensino, devido à sua prevalência e aos impactos significativos na saúde mental dos trabalhadores.
Segundo Maslach e Jackson (1981), que desenvolveram o Inventário de Burnout de Maslach (MBI), a síndrome é caracterizada por três dimensões principais: exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal. A exaustão emocional refere-se à sensação de esgotamento físico e mental, geralmente relacionada ao volume excessivo de demandas no ambiente de trabalho.
A despersonalização, por sua vez, caracteriza-se pelo distanciamento emocional e pela indiferença nas relações interpessoais, levando os profissionais a tratarem alunos, colegas ou pacientes de forma impessoal. Já a redução da realização pessoal diz respeito à percepção de ineficácia no trabalho, resultando em sentimento de frustração e baixa autoestima.
No contexto educacional, Maslach e Leiter (2016) aprofundaram a discussão, destacando que a Síndrome de Burnout entre professores é influenciada pela sobrecarga de trabalho, pelas pressões institucionais e pela falta de suporte social.
Os autores realizam uma ampliação ao destacar que:
A Síndrome de Burnout é amplamente reconhecida como uma resposta ao estresse ocupacional crônico, caracterizada por três dimensões principais: exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal definem a exaustão emocional como a sensação de esgotamento físico e mental resultante de demandas excessivas no ambiente de trabalho. A despersonalização refere-se ao desenvolvimento de atitudes negativas ou cínicas em relação aos beneficiários do trabalho, enquanto a redução da realização pessoal envolve uma avaliação negativa do próprio desempenho profissional (Maslach; Leiter, 2016).
Esses autores apontam que a exaustão emocional frequentemente resulta de jornadas extenuantes e de exigências emocionais elevadas, enquanto a despersonalização reflete uma forma de defesa emocional frente à sobrecarga. Já a redução da realização pessoal é agravada pela falta de reconhecimento profissional e pela sensação de que o trabalho docente não gera os resultados esperados.
Neste diálogo de definições, Schaufeli e Taris (2014) ampliam ao considerar o Burnout como um processo contínuo que se desenvolve gradualmente em resposta a estressores persistentes no trabalho. Eles enfatizam que a exaustão é o componente central da síndrome, servindo como precursor para as outras dimensões.
Além disso, os autores destacam que o Burnout não é apenas uma condição individual, mas também um fenômeno organizacional, influenciado por fatores como carga de trabalho, controle sobre as tarefas e suporte social no ambiente profissional. Ademais, o reconhecimento do Burnout como um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, incluído na Classificação
Internacional de Doenças (CID-11), tendo a sua ação demonstrada pelo código QD85, que reforça sua relevância e urgência de estudos aprofundados como ser uma problemática de ordem social na contemporaneidade.
Esse reconhecimento contribuiu para ampliar o debate sobre a saúde mental no ambiente de trabalho, especialmente em áreas críticas como a educação, onde os fatores estruturais e organizacionais tornam os profissionais mais vulneráveis ao desenvolvimento da síndrome (OMS, 2019). Além disso, autores como Codo (1999) associam o Burnout a uma dinâmica desumanizadora das relações de trabalho, na qual as demandas institucionais superam as capacidades individuais, resultando em um adoecimento psicológico progressivo.
Para Maslach e Leiter (2016), a falta de autonomia, a pressão para atingir metas educacionais e a padronização do currículo são fatores que intensificam a percepção de descontrole e impotência, agravando as três dimensões do Burnout.
Dessa forma, compreender a definição e os componentes do Burnout é essencial para o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e prevenção que sejam efetivas, especialmente em ambientes escolares.
A análise das suas dimensões permite identificar as vulnerabilidades específicas dos professores da educação básica, promovendo intervenções direcionadas ao fortalecimento da saúde mental e da qualidade de vida dos docentes.
O Contexto Educacional e os Professores da Educação Básica
A educação básica no Brasil enfrenta uma série de desafios que afetam diretamente a saúde mental e emocional dos professores. Estudos recentes indicam que a sobrecarga de trabalho e as condições inadequadas de ensino são fatores predominantes no desenvolvimento do Burnout.
Como destaca Silva e Carlotto (2017, p. 503), “a ausência de recursos pedagógicos e a pressão para atingir metas de desempenho estabelecidas pelas políticas públicas intensificam o estresse ocupacional”. Essa realidade é particularmente evidente em escolas públicas, onde a falta de infraestrutura e o excesso de alunos por sala aumentam a exaustão emocional dos docentes.
Além das condições estruturais, o papel do professor é constantemente desafiado pelas demandas emocionais e relacionais do ambiente escolar. Hargreaves (2003, p. 92) observa que “o ensino, sendo uma profissão intensamente emocional, exige que os professores não apenas transmitam conhecimentos, mas também gerenciem a dinâmica afetiva das salas de aula”. No entanto, o contexto educacional frequentemente falha em oferecer o suporte necessário para que esses profissionais lidem com as exigências emocionais de seu trabalho.
Outro aspecto crítico é a falta de valorização social da profissão docente. Como apontam Souza et al. (2020, p. 7), “a percepção de desvalorização por parte da sociedade contribui significativamente para o desencadeamento do Burnout, ao reduzir o senso de realização pessoal dos professores”. Essa desvalorização é agravada por salários baixos e pela falta de reconhecimento das conquistas pedagógicas, gerando uma sensação de desmotivação generalizada.
A gestão educacional também desempenha um papel importante na perpetuação dos problemas enfrentados pelos professores. De acordo com Carlotto e Câmara (2019, p. 4), “a ausência de suporte institucional adequado, como a ausência de supervisão pedagógica regular, contribui para a sensação de isolamento dos docentes e aumenta os níveis de exaustão emocional”.
A falta de apoio por parte das lideranças escolares compromete o bem-estar dos professores e dificulta a implementação de estratégias coletivas para melhorar o ambiente de trabalho.
Finalmente, a rigidez dos currículos e a padronização excessiva das práticas pedagógicas limitam a autonomia dos professores e exacerbam os efeitos do Burnout. Tardif (2012, p. 34) argumenta que “a padronização curricular não considera as especificidades das turmas e dos contextos locais, tornando o ensino menos significativo para os professores e para os alunos”.
Essa realidade cria um descompasso entre as demandas institucionais e as necessidades da sala de aula, gerando frustrações e ampliando o desgaste emocional dos docentes.
Em suma, o contexto educacional brasileiro apresenta um conjunto de fatores que contribuem para a vulnerabilidade dos professores da educação básica ao Burnout. Para enfrentar esses desafios, é essencial repensar as políticas públicas, fortalecer a valorização profissional e investir em ações que promovam o bem-estar docente e a qualidade do ensino.
Impactos do Burnout: Individual e Institucional
A Síndrome de Burnout provoca uma ampla gama de impactos, que podem ser observados tanto no nível individual quanto no institucional. No âmbito individual, os professores que sofrem de Burnout frequentemente apresentam sintomas físicos e psicológicos graves. Conforme destacado por Maslach e Leiter (2016, p. 104), “os sintomas incluem fadiga crônica, dores de cabeça, insônia, ansiedade e depressão, afetando a qualidade de vida dos docentes e sua capacidade de desempenho profissional”.
Percebe-se que esses sintomas não apenas comprometem a saúde dos professores, mas também podem resultar em afastamentos frequentes e até na saída definitiva da profissão. Além disso, a despersonalização, uma das dimensões do Burnout, interfere na qualidade das interações interpessoais.
Hargreaves (2003, p. 112) aponta que “professores afetados pelo Burnout tendem a adotar uma postura distante e impessoal em relação aos alunos, prejudicando o vínculo essencial para o aprendizado”. A desconexão emocional não apenas reduz a eficácia pedagógica, mas também contribui para o aumento do estresse e da insatisfação profissional.
No nível institucional, os impactos do Burnout são igualmente significativos. O clima organizacional das escolas é diretamente afetado, uma vez que professores desmotivados e exaustos não conseguem colaborar efetivamente com colegas ou lideranças escolares.
Como observado por Carlotto e Câmara (2019, p. 6), “o desgaste emocional dos professores contribui para a deterioração do ambiente escolar, criando uma cultura de desmotivação e baixa produtividade”. Isso gera um ciclo negativo, onde as condições adversas do trabalho reforçam os sintomas de Burnout, ampliando os problemas institucionais.
Além dos efeitos físicos e emocionais, o Burnout impacta o desempenho cognitivo dos professores, interferindo em sua capacidade de planejar, tomar decisões e resolver problemas no ambiente escolar. Como apontado por Schaufeli e Taris (2014, p. 50), “a exaustão crônica reduz a eficiência mental dos professores, comprometendo tanto a preparação quanto a execução das atividades pedagógicas”. Essa redução cognitiva pode levar a erros frequentes, baixa qualidade nas aulas e um declínio geral na experiência educacional dos alunos, criando um ciclo de retroalimentação negativa entre o esgotamento docente e os desafios institucionais.
Os impactos institucionais do Burnout se refletem também nas metas de desenvolvimento educacional. Em escolas públicas, onde os recursos já são escassos, a alta incidência de afastamentos por problemas de saúde mental sobrecarrega ainda mais os sistemas de ensino.
Frisa Silva e Carlotto (2017, p. 505), que “as ausências prolongadas de professores exigem substituições improvisadas, desestabilizando o andamento das aulas e comprometendo a continuidade pedagógica”.
A instabilidade afeta diretamente os indicadores de qualidade educacional, reforçando desigualdades no acesso a uma educação consistente e efetiva, causando o aumento da rotatividade docente. Souza et al. (2020, p. 9) destacam que “a Síndrome de Burnout está associada a uma maior propensão ao abandono da profissão, especialmente entre professores jovens”.
Trata de um adoecimento que tem implicações diretas na continuidade pedagógica e na qualidade do ensino, pois as escolas enfrentam dificuldades para reter profissionais experientes e implementar projetos educacionais de longo prazo.
O impacto do Burnout na prática docente também afeta diretamente os alunos. Estudos indicam que professores com níveis elevados de Burnout oferecem aulas menos engajantes e apresentam dificuldades em adaptar conteúdos às necessidades específicas das turmas (Silva & Carlotto, 2017).
Como consequência, o desempenho acadêmico dos estudantes é comprometido, perpetuando desigualdades educacionais e limitando o potencial transformador da escola.
Os impactos institucionais também incluem o aumento dos custos relacionados à saúde e à substituição de profissionais afastados. A ausência de estratégias de prevenção e suporte aos professores não apenas intensifica os problemas individuais, mas também coloca em risco a sustentabilidade das políticas educacionais.
Dessa forma, enfrentar o Burnout é uma necessidade urgente para assegurar a saúde dos docentes e a qualidade do sistema educacional como um todo.
METODOLOGIA
O presente estudo adota uma abordagem qualitativa e descritiva, estruturada a partir de uma revisão sistemática de literatura realizada exclusivamente na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Essa metodologia foi escolhida devido à sua robustez e relevância para a identificação e análise de evidências científicas sobre a Síndrome de Burnout em professores da educação básica.
Uma revisão sistemática é uma investigação científica que reúne estudos relevantes sobre uma questão formulada, utilizando o banco de dados da literatura que trata sobre aquela questão como fonte e métodos de identificação, seleção e análises sistemáticos, com intuito de se realizar uma revisão crítica e abrangente da literatura” (Galvão; Pereira; Silva, 2014, p. 359)
O período delimitado para a busca compreendeu os anos de 2020 a 2024, garantindo que fossem analisadas as publicações mais recentes e relevantes sobre o tema. A pesquisa foi realizada utilizando os seguintes descritores combinados com operadores booleanos: “Síndrome de Burnout”, “Professores”, “Educação básica”, “Saúde mental” e “Estratégias de intervenção”.
A seleção desses termos teve como objetivo cobrir aspectos centrais do problema investigado, assegurando a inclusão de estudos relevantes e abrangentes para o contexto educacional. Após a aplicação dos descritores, foram encontrados 180 artigos na BVS.
Após a leitura inicial de títulos e resumos, 90 artigos foram considerados elegíveis para análise detalhada. Porém, 55 artigos foram excluídos após a análise inicial, tendo como os principais motivos para a não seleção foram: ausência de relação direta com o tema (25 artigos), falta de dados empíricos (30 artigos) e duplicações (21 artigos). Esses critérios asseguraram a inclusão de estudos metodologicamente sólidos e diretamente relacionados aos objetivos da pesquisa, oferecendo uma base consistente para a análise e discussão dos resultados.
A aplicação dos critérios de inclusão e exclusão resultou na seleção final de 14 artigos que atenderam plenamente aos objetivos deste estudo.
Os critérios de inclusão estabelecidos para a revisão foram: estudos publicados entre 2020 e 2024; artigos que abordassem a Síndrome de Burnout em professores da educação básica; pesquisas que apresentassem estratégias de prevenção ou intervenção; e publicações disponíveis em português ou inglês.
Por outro lado, os critérios de exclusão envolveram a remoção de estudos que não estivessem relacionados ao contexto educacional, que não apresentassem metodologia clara ou dados empíricos, ou que fossem revisões narrativas ou artigos de opinião. Além disso, duplicatas identificadas na base de dados foram eliminadas durante a triagem inicial.
Para melhor compreensão, efetivou-se um fluxograma descrevendo esse processo da revisão sistemática.
Fluxograma 1 – Levantamento da busca avançada

RESULTADOS E DISCUSSÕES
Nos resultados e discussões evidenciados na seção, discorrem da busca avançada na BVS que demonstrou um total de 14 (quatorze) produções
Tabela 1 – Resultados
| Título | Autores | Ano | Objetivo |
| Síndrome de Burnout em Professores da Educação Básica: Fatores de Risco | Silva et al | 2020 | Analisar os fatores de risco para Burnout em professores |
| Relação entre Suporte Social e Burnout em Professores | Martins e Souza | 2020 | Explorar a relação entre suporte social e Burnout |
| Estresse Ocupacional e Burnout entre Educadores | Barbosa e Mendes | 2020 | Identificar estressores ocupacionais relacionados ao Burnout |
| Impacto da Síndrome de Burnout na Saúde Mental de Docentes | Oliveira e Santos | 2021 | Investigar os impactos psicológicos do Burnout. |
| A Influência do Ambiente Escolar no Desenvolvimento do Burnout | Pereira e Lima | 2021 | Examinar o papel do ambiente escolar no Burnout |
| Estratégias de Coping Frente à Síndrome de Burnout entre os Professores | Martins e Oliveira | 2021 | Investigar as estratégias de enfrentamento utilizadas por professores diante da Síndrome de Burnout. |
| Estratégias de Prevenção ao Burnout no Ambiente Escolar | Ferreira e Gomes | 2022 | Avaliar estratégias eficazes para prevenção do Burnout |
| Burnout e Qualidade de Ensino: Uma Revisão Sistemática | Rodrigues e Carvalho | 2022 | Revisar a literatura sobre Burnout e ensino |
| Síndrome de Burnout em Docentes: Fatores de Risco e Métodos para Prevenção | Souza e Lima | 2022 | Analisar os principais fatores de risco e estratégias de prevenção da Síndrome de Burnout em docentes |
| Avaliação de Programas de Intervenção contra o Burnout Docente | Costa et al. | 2023 | Avaliar a eficácia de programas de intervenção |
| Fatores Psicossociais e Síndrome de Burnout em Professores da Educação Básica | Carlotto e Câmara | 2023 | Verificar a associação entre fatores psicossociais do trabalho e a Síndrome de Burnout em professores |
| A Importância da Autonomia na Prevenção do Burnout em Docentes | Almeida e Rocha | 2023 | Estudar a importância da autonomia na prevenção |
| Políticas Públicas e o Enfrentamento do Burnout em Professores | Silveira et al. | 2024 | Analisar políticas públicas para enfrentamento do Burnout |
| Síndrome de Burnout em Professores e Suas Causas: Uma Revisão Integrativa | Silva et al. | 2024 | Apresentar e discutir a produção científica sobre as causas da Síndrome de Burnout em professores |
Fonte: Elaborado pela autora (2024)
Os resultados desta revisão sistemática apontam que a Síndrome de Burnout em professores da educação básica é um fenômeno amplamente estudado, revelando fatores de risco, impactos e estratégias de enfrentamento significativas.
Silva et al. (2020, p. 349) afirmam que “a sobrecarga de trabalho e a falta de suporte institucional foram identificados como os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da síndrome.” Oliveira e Santos (2021, p. 420) investigaram os impactos psicológicos, observando que “casos de ansiedade e depressão entre os docentes afetados são cada vez mais frequentes.”
Ferreira e Gomes (2022, p. 65) ressaltaram a eficácia de programas de mindfulness na redução do Burnout, destacando que “estratégias preventivas têm o potencial de reduzir significativamente os níveis de exaustão emocional.”
A relação entre suporte social e menor incidência de Burnout foi explorada por Martins e Souza (2020, p. 93), que observaram que “professores que recebem maior apoio de colegas e lideranças demonstram menores índices de exaustão emocional.” Costa et al. (2023, p. 317) complementaram essa análise ao avaliar programas de intervenção baseados em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), considerando-os “altamente eficazes no enfrentamento da síndrome e na melhoria do bem-estar docente.”
Por outro lado, Pereira e Lima (2021, p. 218) investigaram o impacto das condições de infraestrutura escolar, concluindo que “ambientes escolares precários e superlotados aumentam significativamente os níveis de Burnout entre os educadores.”
Rodrigues e Carvalho (2022, p. 119) demonstraram que “professores em estado de exaustão emocional apresentam menor engajamento em sala de aula, prejudicando diretamente a experiência educacional dos estudantes.” Almeida e Rocha (2023, p. 105) destacaram a importância da autonomia docente na prevenção da síndrome, indicando que “professores com maior liberdade para planejar suas aulas apresentam níveis reduzidos de Burnout.”
Esse dado é corroborado por Barbosa e Mendes (2020, p. 330), que identificaram que “as altas demandas emocionais, somadas à rigidez curricular, configuram-se como os principais estressores ocupacionais no ambiente escolar.”
O enfrentamento do Burnout também foi analisado sob a perspectiva das políticas públicas por Silveira et al. (2024, p. 415), que apontaram que “as medidas implementadas para mitigar o problema ainda são insuficientes, agravando os desafios enfrentados pelos professores.”
Por conseguinte, Carlotto e Câmara (2023, p. 6) reforçaram a associação entre fatores psicossociais e Burnout, mostrando que “demandas elevadas, aliadas à baixa autonomia, agravam os sintomas da síndrome.” Souza e Lima (2022, p. 9) ampliaram essa discussão ao identificarem que “relações interpessoais desgastadas e a ausência de suporte adequado também são elementos críticos.”
Continuamente, Silva et al. (2024, p. 410) destacaram que “a desvalorização profissional e a sobrecarga de trabalho são as principais causas do Burnout.” Destarte Martins e Oliveira (2021, p. 118) investigaram estratégias de enfrentamento utilizadas pelos docentes, concluindo que “métodos focados na resolução de problemas são mais eficazes na redução dos sintomas da síndrome.”
Esses resultados evidenciam que a Síndrome de Burnout em professores da educação básica é uma questão multidimensional, envolvendo fatores pessoais, organizacionais e estruturais. A identificação dos principais estressores e a avaliação de estratégias de intervenção são essenciais para promover um ambiente escolar mais saudável e sustentável para os docentes.
Além disso, as políticas públicas e institucionais precisam ser revistas para incluir medidas mais robustas e direcionadas ao suporte à saúde mental dos professores, garantindo tanto o bem-estar dos profissionais quanto a qualidade do ensino ofertado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presente revisão sistemática destacou a complexidade e os múltiplos fatores associados à Síndrome de Burnout em professores da educação básica, evidenciando que esse problema vai além das questões individuais, englobando também aspectos organizacionais e estruturais.
Os resultados apontaram que a sobrecarga de trabalho, a falta de suporte institucional e a desvalorização profissional são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome. Esses elementos comprometem não apenas a saúde mental dos docentes, mas também a qualidade do ensino e o desenvolvimento educacional dos estudantes.
Os estudos analisados indicaram que estratégias de enfrentamento, como programas de mindfulness, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e intervenções voltadas ao fortalecimento da autonomia docente, têm se mostrado eficazes na mitigação dos sintomas de Burnout. Além disso, o suporte social e a implementação de políticas públicas mais robustas emergem como aspectos fundamentais para a promoção de um ambiente escolar mais saudável.
Apesar dos avanços identificados, ainda há uma lacuna significativa na implementação prática das estratégias de prevenção e enfrentamento do Burnout, principalmente em contextos educacionais marcados por limitações estruturais, como as escolas públicas brasileiras.
Dessa forma, recomenda-se que as políticas educacionais priorizem ações voltadas à valorização dos professores, ao fortalecimento das condições de trabalho e à criação de programas permanentes de saúde mental.
O contexto educacional na Educação Básica brasileira apresenta um conjunto de desafios que demanda não apenas atenção à saúde mental dos professores, mas também mudanças estruturais e institucionais. Abordar a Síndrome de Burnout exige uma análise integrada das condições de trabalho, das políticas educacionais e do papel da gestão escolar na criação de um ambiente que promova o bem-estar dos docentes e, consequentemente, a qualidade do ensino.
O estudo reforça a necessidade de pesquisas futuras que aprofundem a relação entre os diferentes fatores de risco e o Burnout, bem como a eficácia de intervenções em diferentes contextos educacionais. Enfrentar a Síndrome de Burnout é essencial não apenas para garantir o bem-estar dos docentes, mas também para assegurar uma educação de qualidade que beneficie toda a comunidade escolar.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, C. R.; ROCHA, P. N. A Importância da Autonomia na Prevenção do Burnout em Docentes. Psicologia Escolar, v. 13, n. 3, p. 101-110, 2023. Disponível em: https://doi:10.1590/9876-543220230003. Acesso em: 10 nov. 2024.
BARBOSA, J. P.; MENDES, F. G. Estresse Ocupacional e Burnout entre Educadores. Revista Psicologia e Saúde, v. 18, n. 4, p. 325-338, 2020. Disponível em: https://doi:10.1590/8765-432120200004. Acesso em: 10 nov. 2024.
CARLOTTO, M. S.; CÂMARA, S. G. Síndrome de Burnout e Fatores Associados em Professores. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 32, n. 15, p. 1-10, 2019. Disponível em: https://doi:10.1186/s41155-019-0124-6. Acesso em: 5 nov. 2024.
CARLOTTO, M. S.; CÂMARA, S. G. Fatores Psicossociais e Síndrome de Burnout em Professores da Educação Básica. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 39, e3942, 2023. Disponível em: https://doi:10.1590/0102.3772e3942. Acesso em: 5 nov. 2024.
CODO, W. Educação: Carinho e Trabalho. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.
COSTA, M. R.; ALMEIDA, J. P.; TEIXEIRA, S. Avaliação de Programas de Intervenção contra o Burnout Docente. Psicologia Organizacional e do Trabalho, v. 25, n. 3, p. 310-320, 2023. Disponível em: https://doi:10.1590/S2238978920230003. Acesso em: 10 nov. 2024.
FERREIRA, L. C.; GOMES, T. A. Estratégias de Prevenção ao Burnout no Ambiente Escolar. Psicologia em Foco, v. 10, n. 1, p. 56-72, 2022. Disponível em: https://doi:10.5935/1984-297310001. Acesso em: 10 nov. 2024.
FREUDENBERGER, H. J. Staff Burnout. Journal of Social Issues, v. 30, n. 1, p. 159-165, 1974.
GALVÃO, T. F.; PEREIRA, M. G.; SILVA, M. T. Revisões sistemáticas da literatura: passos para sua elaboração. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 23, n. 2, p. 355-358, 2014. Disponível em: https://doi:10.5123/S1679-49742014000200023. Acesso em: 5 nov. 2024.
HARGREAVES, A. Ensinar na Sociedade do Conhecimento: a educação na era da insegurança. Porto Alegre: Artmed, 2003.
MARTINS, F. C.; SOUZA, E. P. Relação entre Suporte Social e Burnout em Professores. Estudos de Psicologia, v. 37, n. 1, p. 89-98, 2020. Disponível em: https://doi:10.1590/1982-02752020000100008. Acesso em: 10 nov. 2024.
MARTINS, L. B.; OLIVEIRA, C. T. Estratégias de Coping Frente à Síndrome de Burnout entre os Professores. Psicologia Clínica, v. 11, n. 3, p. 111-124, 2021. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/pdf/cclin/v11n3/v11n3a11.pdf. Acesso em: 10 nov. 2024.
MASLACH, C.; JACKSON, S. E. The Measurement of Experienced Burnout. Journal of Occupational Behaviour, v. 2, n. 2, p. 99-113, 1981.
MASLACH, C.; LEITER, M. P. Burnout: A Multidimensional Perspective. New York: Psychology Press, 2016.
OLIVEIRA, M. S.; SANTOS, P. R. Impacto da Síndrome de Burnout na Saúde Mental de Docentes. Revista Brasileira de Saúde Mental, v. 15, n. 4, p. 412-426, 2021. Disponível em: https://doi:10.1590/S1984-297320210004. Acesso em: 10 nov. 2024.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Classificação Internacional de Doenças. 11. ed. Genebra: OMS, 2019. PEREIRA, V. L.; LIMA, G. F. A Influência do Ambiente Escolar no Desenvolvimento do Burnout. Cadernos de Psicologia Educacional, v. 19, n. 2, p. 212-226, 2021. Disponível em: https://doi:10.1590/1234-567820210002. Acesso em: 10 nov. 2024.
RODRIGUES, A. F.; CARVALHO, L. T. Burnout e Qualidade de Ensino: Uma Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Educação Básica, v. 29, n. 5, p. 111124, 2022. Disponível em: https://doi:10.1590/1984-947520220005. Acesso em: 10 nov. 2024.
SCHAUFELI, W. B.; TARIS, T. W. A critical review of the Job Demands-Resources Model: Implications for improving work and health. In: BRIDGES, K. (Ed.). An introduction to contemporary work psychology. Chichester: Wiley-Blackwell, 2014. p. 43-68.
SILVA, A. A.; CARLOTTO, M. S. Burnout e Suporte Social em Professores da Rede Pública de Ensino. Estudos de Psicologia, v. 34, n. 4, p. 499-508, 2017. Disponível em: https://doi:10.1590/1982-02752017000400005. Acesso em: 5 nov. 2024.
SILVA, A. K. A.; OLIVEIRA, E. N.; CORDEIRO, J. W. P.; SOUZA, A. G.; PEREIRA, P. S.; OLIVEIRA NETA, R. A. Síndrome de Burnout em Professores e Suas Causas: Uma Revisão Integrativa. Revista Baiana de Saúde Pública, v. 48, n. 2, p. 4067, 2024. Disponível em: https://doi:10.22278/2318-2660.2024.v48.n2.a4067. Acesso em: 8 nov. 2024.
SILVA, A. A.; LIMA, R. T.; MENDES, J. F. Síndrome de Burnout em Professores da Educação Básica: Fatores de Risco. Psicologia Escolar e Educacional, v. 24, n. 3, p. 345-359, 2020. Disponível em: https://doi:10.1590/S1413-247820200003. Acesso em: 10 nov. 2024.
SILVEIRA, T. R.; OLIVEIRA, L. M.; ALVES, J. Políticas Públicas e o Enfrentamento do Burnout em Professores. Revista de Saúde Coletiva, v. 31, n. 2, p. 410-420, 2024. Disponível em: https://doi:10.1590/S1413-812320240002. Acesso em: 10 nov. 2024.
SOUZA, R. A.; LIMA, P. F.; OLIVEIRA, M. S. Burnout e qualidade do ensino: relação entre bem-estar docente e qualidade da educação básica. Revista Brasileira de Educação, v. 25, p. 1-12, 2020. Disponível em: https://doi:10.1590/S141324782020250006. Acesso em: 8 nov. 2024.
SOUZA, R. A.; LIMA, P. F. Síndrome de Burnout em Docentes: Fatores de Risco e Métodos para Prevenção. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 47, e2022, 2022. Disponível em: https://doi:10.1590/2317-636900002022. Acesso em: 8 nov. 2024.
TARDIF, M. Saberes Docentes e Formação Profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.
1Graduada em Direito e acadêmica do 10º período do Curso de Psicologia da Faculdade Católica de Rondônia (FCR). Pós-graduada em Direito Público, com ênfase em Direito Constitucional e Administrativo. Estagiária na área clínica, com atuação em Terapia Cognitivo-Comportamental e Neuropsicologia, atendendo crianças e adolescentes. Participa de projetos de pesquisa e extensão voltados à saúde mental e ao desenvolvimento humano. Colabora com o Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral (CADI), no projeto Maternidade Consciente, promovendo ações de acolhimento e rodas de conversa com mulheres em comunidades vulneráveis. E-mail: tays.psicologia@gmail.com
2Doutoranda no Programa de Doutorado Profissional em Educação Escolar pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR. Pesquisadora da Linha 2 – Currículo, Políticas e Diferenças Culturais na Educação Básica. Mestra em Educação pela Universidade Federal de Rondônia. Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNINTES-2004). Pós-graduada em Neuropsicopedagogia pelo Instituto Rhema (2024). Pós-graduada em Coordenação Pedagógica pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR- 2012). Graduada em Pedagogia com Habilitação em Administração Escolar (UNIPEC-2003). Membro dos Grupo de Pesquisa: Práxis (UNIR); Educação Intercultural e Povos Tradicionais (UNIR). Articuladora dos Anos Iniciais da Base Nacional Comum Curricular no Estado de Rondônia. Professora Voluntária da Universidade Federal de Rondônia de 2019 a 2020. Atuou como Assessora Técnica pedagógica na Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (2021 a 2022). Tem experiência como Coordenadora de Ensino na Faculdade Católica de Rondônia (2022). Atualmente atua na Faculdade Católica de Rondônia como docente, Coordenadora de TCC, e colaboradora do Núcleo de apoio Discente e Docente, bem como Professora NII na Secretaria Municipal de Educação e bolsista do Instituto Federal de Rondônia. Articuladora do Pacto Nacional da Educação de Jovens e Adultos. CV: http://lattes.cnpq.br/2174979432762207 Orcid: https://orcid.org/0000-0001-6949-9792 E-mail: nporfiro28@gmail.com
3Graduada em Direito e acadêmica do 10º período do curso de Psicologia pela Faculdade Católica de Rondônia (FCR). Pós-graduada em Direito Público. Estagiária na área clínica com enfoque na Terapia Cognitivo Comportamental, atuando com crianças e adolescentes, e no Núcleo Institucional Humanizado de Oitivas (NINHO) do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO). Possui formação em Inteligência Emocional e Mindfulness pela FEBRACIS. E-mail: lindalva784@gmail.com
4Psicóloga, Neuropsicóloga, Mestre em Psicologia. Professora na Faculdade Católica de Rondônia. Supervisora clínica com ênfase em clínica Infantojuvenil. CV: http://lattes.cnpq.br/1038272960039370 Orcid iD: ttps://orcid.org/0000-0002-2824-7203 E-mail: fernanda.trindade@fcr.edu.br
