USO DE CÉLULAS-TRONCO NO CRESCIMENTO DENTÁRIO

USE OF STEM CELLS IN DENTAL GROWTH

USO DE CÉLULAS MADRE EN EL CRECIMIENTO DENTAL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202511121443


Saimon Dantas de Carvalho Santos; Laura Rianne Cardoso Almeida; José Francisco Dias Mota; Maria Luisa Fontes França; Roger Pereira da Silva; Janyelle de Medeiros Feitosa; Marcus Vinicius Oliveira Lima; Juan Carlos Barros Ferreira; Professor Orientador: Thiago Henrique Gonçalves Moreira.


RESUMO: O emprego de células-tronco na neoformação dentária tem se evidenciado como uma das inovações primordiais da biotecnologia aplicada à odontologia. Estas células detêm um substancial potencial de regeneração, viabilizando a formação de tecidos análogos aos dentes naturais. O presente estudo analisa os achados recentes sobre o tema, apontando progressos, discrepâncias e desafios. Foram revisados artigos científicos publicados entre 2021 e 2025 que abordam a utilização de células-tronco, biomateriais e estimulação celular em processos regenerativos. Os resultados indicam que a associação de células-tronco com biomateriais e estímulos físicos favorece o desenvolvimento dentário e a integração tecidual. Não entanto, ainda persistem limitações concernentes ao controle da diferenciação celular, à estabilidade genética e à padronização de protocolos. Conclui-se que, embora promissor, o uso de células-tronco na odontologia demanda maiores investigações para assegurar segurança, eficácia e viabilidade clínica.

Palavras chave:  Células-tronco, Crescimento dentário, Regeneração tecidual, Biotecnologia

ABSTRACT: The use of stem cells in dental tissue neoformation has emerged as one of the key innovations in biotechnology applied to dentistry. These cells possess substantial regenerative potential, enabling the formation of tissues analogous to natural teeth. The present study analyzes recent findings on the subject, highlighting advances, discrepancies, and challenges. Scientific articles published between 2021 and 2025 addressing the use of stem cells, biomaterials, and cellular stimulation in regenerative processes were reviewed. The results indicate that the combination of stem cells with biomaterials and physical stimuli promotes dental development and tissue integration. However, limitations still persist regarding the control of cellular differentiation, genetic stability, and standardization of protocols. It is concluded that, although promising, the use of stem cells in dentistry requires further research to ensure safety, efficacy, and clinical feasibility.

Keywords:  Stem cells, Dental growth, Tissue regeneration, Biotechnology

RESUMEN:   El uso de células madre en la neoformación dentaria se ha destacado como una de las principales innovaciones de la biotecnología aplicada a la odontología. Estas células poseen un notable potencial regenerativo, lo que permite la formación de tejidos análogos a los dientes naturales. El presente estudio analiza los hallazgos recientes sobre el tema, señalando avances, discrepancias y desafíos. Se revisaron artículos científicos publicados entre 2021 y 2025 que abordan el uso de células madre, biomateriales y estimulación celular en procesos regenerativos. Los resultados indican que la combinación de células madre con biomateriales y estímulos físicos favorece el desarrollo dentario y la integración tisular. Sin embargo, aún persisten limitaciones relacionadas con el control de la diferenciación celular, la estabilidad genética y la estandarización de los protocolos. Se concluye que, aunque prometedor, el uso de células madre en odontología requiere más investigaciones para garantizar su seguridad, eficacia y viabilidad clínica.

Palabras clave:  Células madre, Crecimiento dentario, Regeneración tisular, Biotecnología

INTRODUÇÃO

O progresso da biotecnologia tem impulsionado substancialmente o aprimoramento de terapias reparadoras, notadamente no âmbito odontológico. Dentre estas inovações, a aplicação de células-tronco tem emergido como uma promissora estratégia para a neoformação e reparação dentária, viabilizando a recuperação de tecidos mineralizados e o restabelecimento funcional de estruturas orais lesionadas. Pesquisas recentes têm demonstrado que o microambiente celular e os fatores bioquímicos são determinantes no processo de diferenciação e maturação celular (Chen et al., 2025).

A neoformação dentária mediada por células-tronco implica a aptidão destas células em se converterem em odontoblastos, cementoblastos e fibroblastos, elementos cruciais da estrutura dental. O reconhecimento e o isolamento de células-tronco da polpa dentária, do ligamento periodontal e da papila apical têm propiciado avanços significativos em ensaios de regeneração radicular e formação de dentina (Chen et al., 2025). A associação dessas células com biomateriais condutores e fatores de crescimento tem culminado em modelos tridimensionais de engenharia de tecidos, nos quais é factível observar o desenvolvimento controlado de tecidos análogos aos dentes naturais. Tais descobertas sinalizam para uma futura substituição de tratamentos convencionais, como próteses e implantes metálicos, por soluções biológicas mais compatíveis e funcionais.

A utilização de biointerfaces fundamentadas em nanoestruturas, como as nanoenzimas metal-fenólicas, tem se revelado eficaz na otimização da integração celular e na regeneração tecidual em condições adversas, como no cenário de implantes em pacientes diabéticos (Li et al., 2021). Tais avanços reforçam o potencial das abordagens que convergem engenharia de biomateriais e biologia celular para promover o crescimento dentário controlado. Adicionalmente, a estimulação eletromagnética tem se manifestado como uma ferramenta crucial na maturação neuronal e na diferenciação celular, evidenciando como estímulos físicos podem modular vias de sinalização associadas à regeneração tecidual (Chen et al., 2025).

No contexto da odontologia, o emprego de agentes quelantes durante os tratamentos endodônticos também tem sido alvo de revisão, ressaltando-se o papel dessas substâncias na preparação adequada do ambiente radicular para a regeneração e o proliferamento celular (Fortea et al., 2024). Paralelamentevestudos sobre o envelhecimento celular indicam que a perda de informações epigenéticas compromete a capacidade de reparação dos tecidos, o que torna a utilização de células-tronco uma alternativa essencial para restaurar funções biológicas degradadas ao longo do tempo (Yang et al., 2023).

A integração entre engenharia de tecidos, nanotecnologia e biologia molecular descerra novas perspectivas para o desenvolvimento de terapias odontológicas avançadas, alicerçadas na utilização de células-tronco como agentes centrais na reconstrução dentária e na regeneração de tecidos de suporte.

REVISÃO DE LITERATURA

O emprego de células-tronco para promover crescimento dentário baseia-se no potencial intrínseco dessas células em proliferar e se diferenciar em linhagens odontogênicas capazes de formar estruturas semelhantes ao dente, como polpa, dentina e cemento. Estudos recentes sobre revitalização e engenharia tecidual destacam que o sucesso depende não apenas do tipo celular utilizado, mas também do microambiente biomimético e dos sinais biofísicos que guiam a diferenciação e a organização tridimensional do tecido. No entanto, a heterogeneidade das populações celulares e das plataformas experimentais ainda constitui uma barreira para a padronização translacional (Chen et al., 2025).

Avanços em interfaces biomateriais têm se mostrado promissores para ancorar e direcionar células-tronco em aplicações odontológicas. O estudo de Chen et al. (2025) sobre biointerfaces metal-fenólicas demonstrou que superfícies nanoengenheiradas podem revitalizar células-tronco e otimizar a integração de implantes em modelos diabéticos, sugerindo uma estratégia análoga para suportar a formação dentária e a integração tecidual em ambiente oral comprometido. Esses achados reforçam que a combinação entre células-tronco e biomateriais é mais eficaz do que a aplicação isolada das células.

Além dos biomateriais, estímulos físicos e eletromagnéticos surgem como moduladores potentes da maturação e diferenciação celular. Pesquisas indicam que a estimulação eletromagnética pulsada é capaz de induzir vias metabólicas associadas à maturação celular, como a biossíntese do colesterol, o que pode ser explorado para direcionar a diferenciação odontogênica em protocolos regenerativos (Chen et al., 2025). Assim, a integração de estímulos físicos com scaffolds biomiméticos representa uma linha promissora para o crescimento dentário guiado.

A regulação epigenética e o estado de “idade biológica” das células desempenham papel essencial na capacidade regenerativa. A perda de informação epigenética, descrita como uma das causas do envelhecimento, compromete a plasticidade celular e, consequentemente, o potencial de regeneração (Yang et al., 2023). Em odontologia regenerativa, isso implica que o sucesso a longo prazo pode depender não apenas de instruções extrínsecas, mas também da manipulação do estado epigenético para promover diferenciação estável e evitar senescência das células implantadas.

A segurança e os riscos oncológicos representam pontos críticos para a aplicação clínica de células-tronco. Casos de múltiplas neoplasias primárias em pacientes com câncer de cabeça e pescoço ressaltam a importância de controle rigoroso do potencial tumorigênico, principalmente quando se manipulam células-tronco para uso terapêutico (Batista et al., 2021). Assim, a implementação de protocolos de triagem genética, avaliação de estabilidade cromossômica e acompanhamento prolongado é indispensável para assegurar segurança clínica.

Do ponto de vista metodológico, a tradução clínica do uso de células-tronco requer robustez estatística e controle de erros em ensaios com amostras pequenas e estruturas complexas. Estratégias de controle de erro tipo I e delineamentos específicos para ensaios clusterizados são fundamentais para garantir validade e reprodutibilidade dos resultados (Nugent & Kleinman, 2021). Além disso, a qualidade dos processos laboratoriais deve ser rigorosamente monitorada para evitar contaminações e vieses experimentais, conforme demonstrado por estudos que aplicam técnicas de espectrometria e cromatografia para rastreamento rápido de contaminantes (Gu et al., 2022).

Na área odontológica, inovações paralelas também oferecem subsídios para aprimorar o uso de células-tronco. Atualizações sobre agentes quelantes e protocolos endodônticos mostram como diferentes compostos e métodos de irrigação podem favorecer o microambiente regenerativo, otimizando a compatibilidade de biomateriais com células-tronco (Fortea et al., 2024). Esses avanços técnicos fortalecem a integração entre engenharia tecidual e práticas clínicas, consolidando bases para o uso seguro e eficaz de terapias celulares.

Em síntese, a literatura recente indica que o uso de células-tronco no crescimento dentário é um campo em rápida evolução, sustentado por avanços em biomateriais, estimulação física e controle epigenético. Contudo, desafios persistem quanto à padronização de protocolos, segurança genética e viabilidade clínica. Conclui-se que o futuro da odontologia regenerativa depende de abordagens integradas, aliando biotecnologia, engenharia de materiais e metodologias clínicas robustas, a fim de transformar o potencial regenerativo das células-tronco em resultados terapêuticos concretos (Chen et al., 2025; Yang et al., 2023; Fortea et al., 2024).

OBJETIVO

Diante do exposto, objetivou-se realizar uma revisão da literatura reunindo informações científicas e atualizadas sobre a aplicação de células-tronco no crescimento e regeneração dentária. A pesquisa foi conduzida por meio de uma análise criteriosa da literatura, buscando compreender os principais mecanismos biológicos envolvidos na odontogênese, o potencial das células-tronco na formação de tecidos dentários e suas implicações clínicas. Além disso, o estudo visa destacar a relevância do desenvolvimento de terapias regenerativas inovadoras e das estratégias de manejo clínico, incluindo abordagens preventivas e terapêuticas para otimizar a formação e a reparação dentária. Pretende-se, assim, contribuir para a ampliação do conhecimento sobre o tema, reforçando o papel do cirurgião-dentista e da equipe multiprofissional na aplicação de terapias celulares, acompanhamento e orientação adequada dos pacientes. A incorporação dessas abordagens na prática clínica representa um avanço significativo para a odontologia regenerativa e para a promoção da saúde bucal.

MÉTODOS

A pesquisa foi conduzida com o objetivo de identificar artigos relevantes sobre a aplicação de células-tronco no crescimento e regeneração dentária, com foco nos principais achados relacionados à odontogênese, diferenciação celular e implicações clínicas. Para isso, seguiu-se um protocolo estruturado que contemplou a seleção criteriosa das bases de dados, a definição de critérios de inclusão e exclusão e a aplicação de estratégias de busca específicas para o tema proposto. A busca foi realizada nas bases SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (LILACS, MEDLINE), considerando artigos publicados entre os anos de 2020 e 2025. Foram utilizados os descritores “Células-tronco”, “Crescimento dentário”, “Regeneração dental” e “Odontogênese”, assim como suas combinações. Empregou-se o conector “AND” nas buscas em inglês e “e” nas buscas em português, a fim de refinar os resultados e selecionar estudos diretamente relacionados ao escopo da pesquisa.

Os critérios de inclusão foram definidos para assegurar a atualidade, relevância temática e qualidade metodológica dos estudos. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, redigidos em português ou inglês, que abordassem de forma direta o uso de células-tronco em tecidos dentários, sua capacidade de regeneração e os mecanismos biológicos envolvidos. Foram considerados apenas artigos disponíveis em acesso aberto ou acessíveis por meio de bases institucionais. Foram excluídos artigos que não tratassem diretamente do tema, revisões sem descrição metodológica, trabalhos duplicados, resumos de eventos, dissertações, teses e textos opinativos sem embasamento científico.

O processo de seleção foi conduzido em etapas. Primeiramente, analisaram-se títulos e resumos para verificar a compatibilidade com os objetivos da pesquisa. Em seguida, os artigos elegíveis tiveram seus textos completos avaliados com base nos critérios previamente estabelecidos. A análise foi realizada por dois revisores independentes, garantindo maior imparcialidade e confiabilidade na seleção.

Após a triagem, os dados extraídos foram organizados em planilhas, permitindo uma análise sistematizada. Foram considerados aspectos como o tipo de célula-tronco utilizada, os métodos de indução da diferenciação, os tecidos dentários regenerados (dentina, polpa, esmalte, periodonto), os efeitos funcionais relacionados à formação dentária e os resultados comparativos entre diferentes protocolos de pesquisa.

Dessa forma, a metodologia adotada possibilitou uma síntese fundamentada e atualizada sobre a temática, contribuindo para a compreensão do potencial terapêutico das células-tronco na odontologia regenerativa. Os resultados desta análise visam fornecer subsídios tanto para profissionais da saúde quanto para pesquisadores, promovendo uma abordagem mais eficaz e baseada em evidências no desenvolvimento de terapias celulares aplicadas ao crescimento dentário.

RESULTADOS

A busca realizada nas bases de dados SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (LILACS, MEDLINE), utilizando os descritores “Células-tronco”, “Crescimento dentário”, “Regeneração dental” e “Odontogênese”, revelou um número expressivo de publicações entre 2020 e 2025. A maioria dos estudos encontrados abordou o potencial das células-tronco na formação e regeneração de tecidos dentários, com ênfase nos mecanismos biológicos observados e nas implicações clínicas resultantes.

Os trabalhos analisados destacaram que as células-tronco, embora ainda em fase de investigação clínica em muitos contextos, apresentam grande capacidade de diferenciação em odontoblastos, ameloblastos, fibroblastos e outros tipos celulares dentários, promovendo regeneração de dentina, polpa e periodonto. As análises experimentais foram amplamente discutidas como ferramentas essenciais para compreender o grau de regeneração tecidual e correlacioná-lo com possíveis aplicações clínicas, contribuindo para a identificação de estratégias terapêuticas eficazes.

Entre os temas mais recorrentes, ressaltam-se a comparação do potencial regenerativo de diferentes tipos de células-tronco (mesenquimais, embrionárias, derivadas de polpa dentária), a influência dos fatores de crescimento e microambiente celular na eficácia da regeneração, bem como a análise das repercussões funcionais na integridade e desenvolvimento dentário. Também foram frequentes os relatos sobre desafios relacionados à integração celular, diferenciação dirigida e a manutenção da viabilidade das células transplantadas, evidenciando a necessidade de estratégias avançadas de engenharia tecidual.

Além disso, observou-se um crescimento significativo nas pesquisas voltadas ao desenvolvimento de biomateriais, scaffolds e terapias combinadas que potencializam a regeneração dentária mediada por células-tronco. A literatura reforça a importância da atuação do cirurgião-dentista e da equipe multiprofissional na aplicação dessas terapias, desde a avaliação clínica e planejamento do tratamento até a implementação de condutas regenerativas seguras e eficazes.

Por fim, os estudos apontam que, apesar dos avanços nas abordagens terapêuticas, ainda persistem desafios relacionados à padronização dos protocolos experimentais, à heterogeneidade dos modelos de pesquisa e à tradução dos resultados para a prática clínica. A literatura ressalta a importância de novas pesquisas experimentais e clínicas comparativas, a fim de consolidar evidências mais robustas que possam embasar estratégias eficazes para promover o crescimento dentário e a regeneração de tecidos dentários com segurança e funcionalidade.

DISCUSSÃO

As investigações sobre o emprego de células-tronco na regeneração dentária têm proporcionado achados relevantes para a odontologia regenerativa e a biotecnologia aplicada. Uma das contribuições primordiais é a evidência da habilidade das células-tronco da polpa dentária em se diferenciar em tipos celulares essenciais para a formação de dentina e tecido pulpar, abrindo caminho para terapias que possam substituir o tratamento endodôntico convencional (Fortea et al., 2024).

Adicionalmente, o uso de biointerfaces inteligentes e nanoenzimas metal-fenólicas tem demonstrado resultados promissores na estimulação da osteogênese e da osseointegração, especialmente em modelos de implantes sob condições metabólicas adversas, como o diabetes (Chen et al., 2025). Estas descobertas corroboram o potencial das abordagens que unem nanotecnologia e biologia celular para promover o desenvolvimento dentário funcional e biologicamente integrado.

Contudo, as pesquisas ainda exibem discrepâncias metodológicas e resultados divergentes quanto à eficácia dos distintos tipos de células-tronco e dos biomateriais empregados. Enquanto alguns estudos apontam elevado potencial regenerativo das células-tronco da polpa dentária, outros sugerem que as células derivadas do ligamento periodontal apresentam melhor capacidade de integração óssea e vascularização (Fortea et al., 2024). Há também variações nas respostas celulares perante estímulos físicos, como os campos eletromagnéticos, que em alguns modelos favorecem a maturação neuronal e o crescimento tecidual (Chen et al., 2025), enquanto em outros não geram efeitos significativos. Esta ausência de padronização experimental dificulta a comparação entre investigações e a transposição dos resultados para a prática clínica.

Entre os desafios científicos preponderantes, sobressai o controle preciso da diferenciação celular e da estabilidade genética durante o cultivo e a aplicação clínica das células-tronco. A perda de informações epigenéticas ao longo do tempo um dos elementos associados ao envelhecimento celular, prejudica a capacidade de regeneração e eleva o risco de mutações indesejadas (Yang et al., 2023). Outro impedimento importante é a interação entre os materiais bioativos e os tecidos hospedeiros, que ainda carece de completa elucidação para assegurar segurança e efetividade a longo prazo. Ademais, questões éticas, custos elevados e a necessidade de protocolos clínicos uniformizados persistem como obstáculos para a ampla disseminação dessas terapias em ambientes odontológicos.

Em síntese, embora os progressos sejam patentes, a consolidação do emprego de células-tronco no desenvolvimento dentário depende de pesquisas integradas e de longa duração, capazes de convergir metodologias, minorar riscos e otimizar os biomateriais utilizados. O futuro desta área promete revolucionar a odontologia regenerativa, porém exige rigor científico e ético para converter os achados laboratoriais em tratamentos acessíveis, seguros e eficazes para a população.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O emprego de células-tronco na neoformação dentária configura um dos maiores progressos da biotecnologia aplicada à odontologia contemporânea. Estas células detêm um notável potencial de reparação e diferenciação, viabilizando a reconstrução de estruturas dentárias de maneira mais natural e funcional. As investigações neste campo demonstram a possibilidade de estimular o desenvolvimento de tecidos análogos aos dentes naturais, o que abre perspectivas para terapias biológicas aptas a substituir próteses e implantes convencionais.

Entretanto, persistem desafios significativos a serem superados. A preservação da estabilidade genética das células, o controle rigoroso de sua diferenciação e a garantia da compatibilidade entre os tecidos regenerados e o organismo hospedeiro são fatores que demandam estudos mais aprofundados. Adicionalmente aspectos éticos, custos elevados e a ausência de protocolos clínicos uniformizados restringem a aplicação destas terapias em ampla escala.

Dessa forma, o porvir da regeneração dentária alicerçada em células-tronco depende do reforço das pesquisas multidisciplinares e do desenvolvimento de técnicas mais seguras, acessíveis e eficazes. À medida que a ciência avança, esta abordagem tende a transformar a odontologia, oferecendo soluções inovadoras e biológicas para a restauração e o desenvolvimento dentário de forma duradoura e personalizada.

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