TREMOR ESSENCIAL E A DOENÇA DE PARKINSON: ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM AMBOS OS TRATAMENTOS: UMA REVISÃO DE LITERATURA

ESSENTIAL TREMOR AND PARKINSON’S DISEASE: THE ROLE OF PHYSIOTHERAPY IN BOTH TREATMENTS: A LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510312258


Antonio Eduardo Barroso de Souza1
Cristiane dos Santos Nascimento1
Evelyn Costa Gonçalves1
Fernando Brito de Souza1
Ilaiane Coelho Souza Machado1
Bruno Dias Duarte2


Resumo

Introdução: A Doença de Parkinson (DP) e o Tremor Essencial (TE) são distúrbios neurológicos com manifestações clínicas semelhantes, dificultando o diagnóstico diferencial. A DP caracteriza-se por tremor de repouso, bradicinesia e rigidez muscular, enquanto o TE envolve tremor de ação, afetando principalmente os membros superiores, podendo se estender à cabeça, voz e mandíbula. Objetivo: Destacar a importância da fisioterapia no manejo de pacientes com TE e DP, evidenciar diferenças diagnósticas e na marcha, propor planos de tratamento voltados à coordenação motora, equilíbrio e cognição, e reforçar a relevância da atuação multiprofissional. Materiais e método: Trata-se de uma revisão de literatura nas bases PubMed, SciELO e Periódicos CAPES, utilizando os descritores “fisioterapia”, “tremor essencial” e “doença de Parkinson”. Foram incluídos artigos em português e inglês publicados nos últimos 10 anos, e os resultados foram organizados em tabela para facilitar a compreensão dos achados. Resultados: Foram selecionados 11 estudos, dos quais 4 abordaram intervenções fisioterapêuticas. Observou-se maior evidência sobre a DP, enquanto o TE apresenta escassez de estudos específicos. Conclusão: Apesar de existirem estudos sobre TE, há limitada produção científica referente à fisioterapia nessa condição. Os achados indicam a necessidade de novos estudos que ampliem protocolos individualizados que apoiem uma prática clínica mais embasada e interdisciplinar.

Palavras-chave: Fisioterapia. Tremor essencial. Doença de Parkinson  

Abstract

Background: Parkinson’s Disease (PD) and Essential Tremor (ET) are neurological disorders with similar clinical manifestations, which can hinder differential diagnosis. PD is characterized by resting tremor, bradykinesia, and muscle rigidity, whereas ET involves action tremor, primarily affecting the upper limbs, and may extend to the head, voice, and jaw. Objective: To highlight the importance of physiotherapy in the management of patients with ET and PD, emphasize diagnostic and gait differences, propose treatment plans focused on motor coordination, balance, and cognition, and reinforce the relevance of multiprofessional care. Materials and Methods: A literature review was conducted using PubMed, SciELO, and CAPES Journals, with the descriptors “physiotherapy,” “essential tremor,” and “Parkinson’s disease.” Articles in Portuguese and English published in the last 10 years were included, and results were organized in a table to facilitate analysis. Results: leven studies were selected, four of which directly addressed physiotherapy interventions. Greater evidence was observed for PD, while ET showed a scarcity of specific studies. Conclusion: Although studies on ET exist, there is limited scientific production regarding physiotherapy for this condition. Findings indicate the need for further research to develop individualized protocols that support a more evidence-based and interdisciplinary clinical practice.

Keywords: Physiotherapy. Essential tremor. Parkinson’s disease

1  INTRODUÇÃO

A Doença de Parkinson (DP) foi inicialmente descrita por James Parkinson, em 1817, como “Paralisia Agitante”, caracterizada por fraqueza muscular, tremores involuntários e propensão a inclinar-se para a frente. Posteriormente, Jean-Martin Charcot detalhou a sintomatologia e sugeriu o termo “Doença de Parkinson”, destacando como principais sinais a presença de tremores, lentidão dos movimentos e rigidez muscular. Em 1957, Kathleen Montagu associou a deficiência do neurotransmissor dopamina à etiologia da doença (Spagnol et al., 2020).

A DP ocupa o segundo lugar entre as doenças neurodegenerativas mais comuns, ficando atrás apenas da Doença de Alzheimer. Evidências indicam que a doença é rara antes dos 40 anos, porém acomete cerca de 1% dos indivíduos acima dos 60 anos e até 5% da população com mais de 85 anos, sendo encontrada em todo o mundo e atingindo todas as classes socioeconômicas e grupos étnicos (Spagnol et al., 2020). Os sintomas da DP incluem bradicinesia, rigidez muscular, tremor, distúrbios da marcha, distonia, transtornos de humor, anosmia, distúrbio comportamental do sono com movimentos oculares rápidos e disfunção autonômica (Tarakad; Jankovic, 2019).

As alterações motoras decorrentes da DP podem levar o idoso ao isolamento social, à dependência para a realização das atividades de vida diária e à perda de autonomia, impactando negativamente a qualidade de vida. O manejo da doença exige uma abordagem multiprofissional, envolvendo fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e outros profissionais de saúde, a fim de proporcionar um cuidado integral que contemple os aspectos motores, cognitivos e funcionais do paciente (Silva; Carvalho, 2019).

Por sua vez, o Tremor Essencial (TE) é uma doença neurológica crônica e progressiva, caracterizada por tremor cinético, com frequência de 4 a 12 Hz, que ocorre durante movimentos voluntários. Inicia-se geralmente nos membros superiores, mas pode afetar também a cabeça, a voz, a mandíbula e outras regiões corporais (Clark; Louis, 2018). Além do tremor, o TE pode apresentar alterações motoras, como ataxia de marcha, geralmente leve, mas podendo atingir gravidade moderada e comprometer a funcionalidade. Características não motoras incluem déficits sensoriais, alterações cognitivas e manifestações psiquiátricas, como ansiedade e depressão, demonstrando que o TE envolve aspectos motores e não motores que impactam a qualidade de vida do indivíduo (Clark; Louis, 2018).

O TE pode acometer qualquer faixa etária, com prevalência estimada entre 0,08 e 220 casos por 1.000 habitantes, aumentando progressivamente em indivíduos acima de 40, 65 e 95 anos. Embora não reduza a expectativa de vida, o TE pode dificultar a execução de tarefas diárias, comprometer atividades funcionais e prejudicar a socialização (Santana; Dias, 2020).

O padrão-ouro para o diagnóstico da DP inclui a perda neuronal da substância negra e a presença generalizada de corpos e neuritos de Lewy como características patológicas da doença (Tarakad; Jankovic, 2019). Em contrapartida, pesquisas sobre o TE apresentam achados neuropatológicos heterogêneos. O TE caracteriza-se predominantemente pelo tremor de ação, geralmente simétrico e mais evidente nos membros superiores, enquanto na DP o tremor de repouso é a manifestação clássica, observada em segmentos corporais não ativados voluntariamente (Bhatia et al., 2018).

Ao analisar a literatura sobre o tema, observa-se a necessidade de maior compreensão das diferenças clínicas entre a DP e o TE, da dificuldade no diagnóstico diferencial, da atuação da fisioterapia no tratamento de ambos, da forma como o fisioterapeuta avalia a marcha desses pacientes e de que forma a equipe multiprofissional atua no manejo dessas condições. 

Devido à escassez de artigos científicos sobre a atuação fisioterapêutica no TE e sobre a frequente confusão diagnóstica com a DP, torna-se relevante discutir as diferenças entre essas duas doenças neurológicas e as estratégias de intervenção fisioterapêutica aplicadas a cada uma. 

O objetivo principal deste estudo é destacar a importância do tratamento fisioterapêutico em pacientes com TE e DP, além de demonstrar as diferenças no diagnóstico clínico entre essas condições, evidenciar a diferença da marcha em ambos os pacientes, ressaltar os planos de tratamento voltados à coordenação motora fina e grossa, estímulos cognitivos e progressão da marcha, e salientar a atuação da equipe multidisciplinar no manejo desses pacientes.

2  MATERIAIS E MÉTODO

O estudo consistiu em uma revisão de literatura direcionada à investigação do tremor essencial (TE) e da doença de Parkinson (DP), com ênfase na atuação da fisioterapia no tratamento dessas duas condições neurológicas.

Inicialmente, os dados foram coletados em bases reconhecidas, tais como PubMed, SciELO e Periódicos CAPES. Posteriormente, foram selecionados artigos publicados em português e inglês, utilizando como descritores os termos “fisioterapia”, “tremor essencial” e “doença de Parkinson”.

A busca nas bases de dados ocorreu entre agosto e outubro de 2025. Os critérios de inclusão abrangeram estudos que abordaram pacientes de ambos os gêneros diagnosticados com TE ou DP, bem como aqueles que apresentaram fundamentação teórica consistente acerca das duas patologias. Em contrapartida, os critérios de exclusão englobaram estudos publicados há mais de 10 anos, artigos indisponíveis na íntegra e publicações em idiomas distintos do português ou inglês.

Por fim, a análise dos resultados foi organizada em formato de tabela, com o intuito de facilitar a visualização e promover a compreensão dos achados relacionados ao TE e a DP.

3  RESULTADOS

Foram encontrados 16 artigos nas bases de dados pesquisadas, dos quais 11 foram selecionados para compor os resultados da revisão. O processo de seleção está representado no fluxograma a seguir:

Figura 1 – Fluxograma do processo de seleção dos artigos para a revisão.

Fonte: Elaborado pelos autores (2025).

A tabela a seguir apresenta os estudos incluídos na pesquisa, detalhando autor/ano, tipo de estudo, objetivo geral, síntese da metodologia utilizada e principais resultados obtidos.

Tabela 1 – Síntese dos estudos incluídos na revisão.

AUTOR/ANOTIPO      DEESTUDOOBJETIVOMETODOLOGIA RESULTADOS
OKELBERRY, T; LYONS, K; PAHWA, R.,2024Revisão de literaturaAtualizar conhecimentos sobre TERevisão crítica da literatura recenteDestacou epidemiologia, genética e novas abordagens terapêuticas no TE
FRANCO, G. et al., 2023Estudo observacionalComparar diferenças estruturais cerebrais entre TE e DPAnálise de imagens de ressonância magnética em pacientes com DBSTE associada a alterações em pálido e tálamo; DP com alterações em caudado e amígdala
SOUZA, L; et al., 2022Estudo experimentalAvaliar o papel da fisioterapia no TEIntervenção fisioterapêutica em uma paciente com TE, incluindo exercícios de força e habilidades motoras finasMelhorias na qualidade de vida e redução do tremor nas mãos
SANTOS, S; FERRO, T., 2022Revisão narrativaRevisar atuação do fisioterapeuta neurofuncional na DPRevisão de literaturaEvidenciou benefícios da fisioterapia na marcha, equilíbrio e funcionalidade em pacientes com DP
TERRENS, A; SOH, S; MORGAN, P., 2020Estudo pilotoAvaliar segurança e viabilidade da fisioterapia aquática em DPEnsaio clínico simples cegoAquaterapia estilo Halliwick foi segura e mostrou potencial para melhorar equilíbrio e reduzir risco de quedas
SPAGNOL, G et al., 2020Revisão de literaturaApresentar principais condutas terapêuticas na DPRevisão de literatura sobre farmacologia, fitoterapia e neurocirurgiaRelatou abordagens farmacológicas, complementares e cirúrgicas no manejo da DP
SANTANA,A; J, DIAS, 2020Revisão de literaturaAvaliar aspectos psicológicos no TERevisão de estudos publicados sobre TE e psicologiaMostrou lacunas na pesquisa sobre impacto psicológico do TE
TARAKAD,A; JANKOVIC,J., 2019RevisãonarrativaExplorar relação entre TE e DPRevisão de literatura sobre sintomas, diagnóstico e fisiopatologiaDestacou semelhanças e diferenças clínicas, reforçando a dificuldade do diagnóstico diferencial
SILVA, T; CARVALHO, C., 2019Estudo qualitativoAvaliar percepção de profissionais sobre terapia ocupacional na DPEntrevistas com profissionais e idososProfissionais reconheceram benefícios da terapia ocupacional na funcionalidade e qualidade de vida
CLARK, L; LOUIS, E., 2018Revisão de literaturaAtualizar conhecimentos sobre tremor essencialRevisão narrativa de artigos científicosDescreveu epidemiologia, fisiopatologia e manejo clínico do TE
BHATIA, P. et al., 2018Declaração de consensoClassificar os tipos de tremoresRevisão e consenso de especialistas internacionaisDefiniu classificação atual de tremores e critérios diagnósticos

Fonte: Elaborado pelos autores (2025).

4  DISCUSSÃO

O tremor essencial (TE) e a doença de Parkinson (DP) configuram dois distúrbios do movimento frequentemente estudados, mas cujas manifestações clínicas podem se sobrepor, dificultando o diagnóstico diferencial. Conforme Clark e Louis (2018), o TE caracteriza-se principalmente por tremores posturais e de ação, sem presença de rigidez muscular ou bradicinesia. Por outro lado, Silva e Carvalho (2019) apontam que a DP se manifesta por tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão de movimentos e alterações posturais. Essas diferenças clínicas, ainda que sutis, são fundamentais para orientar a avaliação diagnóstica e o planejamento terapêutico, evidenciando a necessidade de uma análise detalhada da marcha e do controle motor para diferenciar as duas condições.

Segundo Franco et al. (2023), alterações estruturais distintas acompanham cada distúrbio: no TE, observa-se envolvimento do tálamo e do globo pálido, enquanto na DP predominam alterações no putâmen, caudado e amígdala. Em contraste, Okelberry, Lyons e Pahwa (2024) reforçam que o TE envolve o circuito cerebelo-talâmico-cortical, ao passo que a DP compromete circuitos dopaminérgicos fronto-subcorticais, indicando mecanismos fisiopatológicos parcialmente compartilhados, mas com diferenças relevantes. Essa integração entre achados clínicos e neuroanatômicos permite um diagnóstico mais preciso, mostrando que abordagens que considerem sinais motores e alterações estruturais são indispensáveis.

No contexto da fisioterapia, como relatam Souza et al. (2022), exercícios de fortalecimento muscular e motricidade fina em pacientes com TE promovem redução do tremor e melhora da coordenação, resultando em ganhos funcionais significativos. Já Terrens, Soh e Morgan (2020) defendem a fisioterapia aquática pelo método Halliwick em pacientes com DP, destacando melhora do equilíbrio dinâmico, confiança motora e redução do risco de quedas. De acordo com Santos e Ferro (2022), programas individualizados, contínuos e adaptados ao estágio da doença são essenciais, mostrando que, embora as técnicas possam diferir, o objetivo da fisioterapia é comum: otimizar a funcionalidade global e a independência do paciente.

A avaliação da marcha constitui um elemento central da atuação fisioterapêutica em ambos os distúrbios. Conforme Santos e Ferro (2022), pacientes com DP frequentemente apresentam alterações características na marcha, como passo curto, arrastamento de pés, diminuição da velocidade e freezing, demandando testes funcionais específicos, como o Time Up and Go e a Berg Balance Scale, além da observação clínica detalhada para identificar desequilíbrios e risco de quedas. Em contraste, Louis e Clark (2018) e Santana e Dias (2020) observam que, em pacientes com TE, a marcha tende a ser preservada, embora o tremor de ação possa comprometer a coordenação motora e o controle postural, justificando a aplicação de testes de equilíbrio para identificar alterações sutis. Assim, a análise da marcha permite ao fisioterapeuta diferenciar alterações motoras típicas da DP e do TE, orientando intervenções específicas e individualizadas.

No que se refere aos aspectos psicossociais, conforme Santana e Dias (2020), o TE pode impactar emocional e socialmente os pacientes, prejudicando autoestima e autonomia. Por sua vez, Tarakad e Jankovic (2019) indicam que déficits cognitivos e distúrbios de humor podem ocorrer tanto no TE quanto na DP, reforçando a necessidade de abordagens interdisciplinares, com participação do fisioterapeuta em equipe multiprofissional, incluindo neurologistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, para que o paciente seja compreendido integralmente, além do tratamento apenas dos sintomas motores.

No campo farmacológico, como relatam Bhatia et al. (2018) e Spagnol et al. (2020), o TE tende a responder a betabloqueadores ou primidona, enquanto a DP exige terapias dopaminérgicas, como levodopa, que podem gerar complicações motoras a longo prazo. Essa perspectiva evidencia que a fisioterapia funciona como complemento essencial, auxiliando no controle dos sintomas motores, manutenção da marcha, coordenação e funcionalidade, independentemente do tratamento medicamentoso ou cirúrgico adotado.

Em síntese, o debate entre os autores evidencia que o manejo de TE e DP requer diagnóstico preciso, intervenções fisioterapêuticas individualizadas e atuação multiprofissional. De acordo com Clark e Louis (2018) e Franco et al. (2023), as diferenças clínicas e estruturais são essenciais para guiar a avaliação; já Souza et al. (2022), Terrens, Soh e Morgan (2020) e Santos e Ferro (2022) demonstram a aplicabilidade da fisioterapia na melhoria funcional. Além disso, conforme Santana e Dias (2020) e Tarakad e Jankovic (2019), a dimensão cognitiva e emocional reforça a necessidade de abordagens holísticas.

Para futuras pesquisas, como sugerem Souza et al. (2022) e Santos e Ferro (2022), é importante aprofundar o conhecimento sobre protocolos individualizados e contínuos, adaptados às diferenças clínicas e de marcha entre TE e DP. Em oposição, Terrens, Soh e Morgan (2020) indicam a necessidade de explorar abordagens de fisioterapia aquática, considerando segurança, adesão e efeitos sobre equilíbrio e mobilidade. Além disso, conforme Santana e Dias (2020) e Tarakad e Jankovic (2019), aspectos cognitivos e emocionais ainda são pouco investigados, ressaltando a necessidade de estudos que integrem intervenções motoras e psicossociais.

5  CONCLUSÃO

Diante da pesquisa realizada, conclui-se que existem estudos que abordam de forma consistente as definições, características clínicas e aspectos fisiopatológicos da Doença de Parkinson (DP) e do Tremor Essencial (TE). No entanto, observa-se que a DP apresenta um número expressivamente maior de evidências científicas relacionadas à atuação da fisioterapia, contemplando diversas abordagens terapêuticas direcionadas à melhora da funcionalidade, da mobilidade e da qualidade de vida dos pacientes.

Em contrapartida, o TE ainda carece de publicações que descrevam de maneira detalhada as intervenções fisioterapêuticas, uma vez que as condutas predominantes permanecem centradas no tratamento farmacológico, o qual nem sempre apresenta resposta satisfatória. Esse panorama evidencia uma lacuna na literatura e reforça a necessidade de investigações que explorem o potencial da reabilitação fisioterapêutica na promoção da autonomia e na redução dos impactos funcionais desses indivíduos.

Assim, destaca-se a importância de futuras pesquisas que ampliem o campo de conhecimento sobre o papel da fisioterapia e da equipe multiprofissional no tratamento da DP e do TE, favorecendo uma prática clínica mais embasada, interdisciplinar e voltada à integralidade do cuidado.

REFERÊNCIAS

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1Discentes do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.
2Especialista em Fisioterapia Neurofuncional e Terapia Intensiva, Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.