STRENGTH TRAINING AND JOINT MOBILITY IN GAIT CONTROL AND BALANCE IN ELDERLY PEOPLE WITH ALZHEIMER’S IN THE INTERMEDIATE PHASE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch102025131316
Fábio da Silva Peixoto
Letícia de Almeida Coelho
Vitória Hellen Barbosa Ferreira Saraiva
José Gabriel Euzébio Werneck
RESUMO
Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade crônica, neurodegenerativa, progressiva e irreversível, sendo atualmente a principal causa de demência no mundo. Com o aumento da expectativa de vida, a incidência da DA tem crescido significativamente, principalmente entre idosos a partir dos 60 anos. Objetivo: Analisar a importância da fisioterapia na reabilitação de idosos em estágio intermediário da Doença de Alzheimer, com foco na aplicação de técnicas de fortalecimento muscular e mobilidade articular, visando à melhora do controle da marcha e do equilíbrio postural. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura, com busca de artigos publicados de 2015 a 2025, nas bases de dados SciELO, PubMed e BVS, nos idiomas português e inglês. A seleção dos artigos foi realizada com base na leitura de títulos, resumos, palavras-chave e descritores relacionados ao tema. Serão incluídos estudos que abordem a atuação da fisioterapia em pacientes idosos com DA intermediária, focando no controle da marcha e equilíbrio postural. Resultados: Os estudos analisados indicam que intervenções fisioterapêuticas como exercícios de força muscular, mobilidade articular, treino de equilíbrio e dupla tarefa, contribuem significativamente para a melhora da marcha, prevenção de quedas e promoção de autonomia funcional. Conclusão: Conclui-se que a fisioterapia tem papel fundamental na reabilitação funcional de pacientes idosos com Doença de Alzheimer em estágio intermediário, sendo eficaz na manutenção da mobilidade, no controle postural e na melhora da qualidade de vida
Palavras-chave: Exercícios de Força Muscular. Marcha. Equilíbrio Postural. Idoso e Doença de Alzheimer.
ABSTRACT
Introduction: Alzheimer’s disease (AD) is a chronic, neurodegenerative and progressive disease that is currently the leading cause of dementia worldwide. As life expectancy increases, the incidence of AD is growing significantly, particularly among people aged 60 and over. Objective: To analyse the importance of physical therapy in the rehabilitation of elderly people in the intermediate stage of Alzheimer’s disease, with a focus on muscle strengthening and joint mobility techniques to improve gait control and postural balance. Methods: A literature review will be conducted, searching for articles published between 2015 and 2024 in the SciELO, PubMed, and BVS databases in both Portuguese and English. Articles will be selected based on a review of titles, abstracts and descriptors related to the theme. Studies addressing the role of physical therapy in elderly patients with intermediate Alzheimer’s disease (AD) will be included, focusing on gait control and postural balance. Results: The analysed studies indicate that physiotherapy interventions such as muscle strengthening exercises, joint mobility exercises, balance training and dual-task training significantly improve gait, prevent falls and promote functional autonomy. Conclusion: Physical therapy is fundamental to the functional rehabilitation of elderly patients with intermediate Alzheimer’s disease and is effective in maintaining mobility and postural control and improving quality of life.
Keywords: Muscle Strength Exercises; Gait; Postural Balance; Elderly and Alzheimer’s Disease.
1. INTRODUÇÃO
A Doença de Alzheimer (DA) é uma condição neurodegerenativa crônica, progressiva e irreversível, caracterizada pelo declínio gradual das funções cognitivas, especialmente da memória, linguagem e raciocínio lógico (1,2,8). Representa atualmente a principal causa de demência do mundo, com incidência crescente, especialmente entre idosos (1,2). Estima-se que mais de 55 milhões de pessoas convivam com a demência, sendo a DA responsável por aproximadamente 60-7% desses casos (2).
Costuma-se iniciar-se entre os 60 e 65 anos, sendo o envelhecimento o principal fator de risco (2,8). No entanto, outros elementos como sexo, baixo nível educacional, predisposição genética (como a presença do alelo o APOE-ε4) e exposição crônica ao estresse também são considerados contribuintes (2,8).
A DA é marcada por atrofia cerebral progressiva, acompanhada da perda das funções cognitivas e consequente diminuição da autonomia (7,32,). A atrofia cerebral na Da começa, geralmente as regiões temporais mediais (hipocampo e córtex entorrinal) estruturas críticas para a formação e consolidação da memória, evoluindo posteriormente para o comprometimento de áreas associadas a função executivas, como os lobos frontal e parietal (7,32).
A manifestação clínica da DA é dividida em três estágios: inicial (leve), intermediário (moderado), e avançado (grave) (1,4). Na fase intermediária, além dos comprometimentos cognitivos, é comum o surgimento de alterações motoras, como dificuldades de equilíbrio e marcha, aumentando significativamente o risco de quedas (9,20,47).
O diagnóstico da DA é predominantemente clínico, baseado em exames neurológicos, avaliação neuropsicológica e exames de imagem estrutura, como a ressonância magnética (RM) (7,12,37). Apesar dos avanços, os métodos diagnósticos e biomarcadores, o tratamento da DA ainda é paliativo, visando retardar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida (11,24,37).
Estudos demonstram que a fisioterapia, quando realizada regularmente, pode contribuir significativamente para preservação da marcha e do equilíbrio, da força muscular e da autonomia funcional dos pacientes com DA (3,14,15,16,22). Estratégias como treinamento de dupla tarefa, cinesioterapia, exercícios resistidos e propriocepção demonstram benefícios na funcionalidade e na prevenção de quedas (16,19,20).
A literatura aponta que a progressão da doença não afeta apenas o paciente, mas também gera forte impacto social, emocional e econômico sobre os familiares e cuidadores (18,23,28). A sobrecarga emocional pode ocasionar quadros de estresse, depressão e isolamento, o que reforça a necessidade de incluir o núcleo familiar no processo terapêutico (23,28). Incluir o cuidador no plano terapêutico contribui diretamente para a adesão ao tratamento e para o bem-estar de todos os envolvidos (23,28).
Diante do envelhecimento populacional acelerando e da ausência de cura para DA, é essencial desenvolver e aplicar intervenções fisioterapêuticos baseados em evidências, com foco na neuroplasticidade, na manutenção da mobilidade e na prevenção de complicações secundárias (16,18,21,25). A aplicação precoce de protocolos fisioterapêuticos pode retardar a perda funcional e auxiliar na preservação da independência (16,19,26). A abordagem multiprofissional deve incluir o cuidador como parte ativa no processo de reabilitação, favorecendo a adesão ao tratamento e o bem-estar coletivo (11,23,25,28).
O presente estudo tem como objetivo analisar as principais técnicas, fisioterapêuticas utilizadas na reabilitação de pacientes com Doença de Alzheimer, com ênfase na avaliação funciona, na marcha, no equilíbrio e a efetividade dessas intervenções (16,26,34). Dada a natureza progressiva da doença, investigar como a fisioterapia pode contribuir para melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida torna-se essencial para minimizar o impacto das perdas cognitivas e motoras ao longo do tempo (3,5,14,15,30).
2. OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
Analisar a importância da fisioterapia na reabilitação de pacientes com Doença de Alzheimer, destacando as técnicas terapêuticas eficazes aplicadas no fortalecimento muscular, mobilidade articular, controle da marcha e equilíbrio postural, visando a promoção da funcionalidade e da qualidade de vida desses pacientes.
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
a) Definir a Doença de Alzheimer e suas principais características anatômicas e cognitivas afetadas;
b) Descrever a avaliação fisioterapêutica e as técnicas utilizadas na reabilitação da marcha e do equilíbrio de pacientes com Alzheimer;
c) Avaliar a eficácia das técnicas fisioterapêuticas no tratamento e na melhoria da funcionalidade dos pacientes.
3. MARCO TEÓRICO
3.1 ALZHEIMER: CONCEITO E FISIOPATOLOGIA
A Doença de Alzheimer (DA) é uma condição neurodegenerativa, progressiva, irreversível e lenta, caracterizada pela morte gradual de neurônios e pelo comprometimento do sistema nervoso central (5,8). Trata-se da forma mais comum de demência, especialmente em indivíduos idosos (2,5). A principal característica da DA é a deterioração cognitiva gradual, estando sua fisiopatologia relacionada à presença de placas extracelulares formadas pelo acúmulo da proteína beta-amiloide (βA), promovendo declínio sináptico que atia as células da glia e ocasiona a morte neural (5,8,32).
A doença foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo médico psiquiatra Alois Alzheimer, ao acompanhar o caso clínico de Auguste Deter, uma paciente com perda de memória e linguagem progressiva (8). Após sua morte, a autópsia revelou acumulo de placas amiloides no espaço extracelular e emaranhados neurofibrilares no interior dos neurônios do córtex cerebral, achados neuropatológicos característicos da DA (5,8,32).
Uma das principais teorias que explicam a fisiopatologia da Doença de Alzheimer é a cascata amiloide, que sugere que o acúmulo anormal da proteína beta-amiloide (βA) é o evento inicial para o desenvolvimento da doença (5,8). O excesso de βA no espaço extracelular e no interior dos neurônios favorece a formação de placas senis que, por sua vez, ativam respostas inflamatórias por meio da micróglia e dos astrócitos. Esse processo inflamatório contribui para a disfunção sináptica e para a morte progressiva dos neurônios, comprometendo estruturas cerebrais associadas à cognição, como o hipocampo e o córtex cerebral (8,32).
Além disso, observa-se o envolvimento da proteína Tau, que, em condições normais, é essencial para a manutenção dos microtúbulos e da integridade do citoesqueleto neuronal (5,8,32). Contudo, na DA, a Tau sofre hiperfosforilação, um processo patológico que leva a formação de filamentos helicoidais pareados, os quais se agrupam em emaranhados neurofibrilaeres, outro marcador clássico da doença (5,8,32). A presença desses emaranhados compromete o transporte axonal e contribui para a degeneração neuronal (32).
Essas alterações neuropatológicas podem ser visualizadas por microscopia eletrônica, que revela as placas senis como depósitos extracelulares densos, de formato esférico, circundados por terminações nervosas degenerativas (8,32). Essas estruturas contêm βA, astrócitos e células microgliais ativadas, e afetam tanto os dendritos quanto ao axônio dos neurônios afetados, agravando a falência das redes neurais e, consequentemente, a perda progressiva das funções cognitivas (5,8,32).

Figura 1- Representação esquemática de cérebro saudável e com Doença de Alzheimer, destacando placas beta-amiloide e emaranhados de proteína tau. (Fonte: NEUROTORIUM. 2023)
3.2 ESTRUTURAS ANATÔMICAS ATINGIDAS PELA DOENÇA DE ALZHEIMER
Os indivíduos portadores da Doença de Alzheimer apresentam uma atrofia progressiva, afetando principalmente regiões associadas às funções cognitivas (7,32,47). A atrofia inicia-se geralmente na massa encefálica, com maior comprometimento do lobo temporal, especificamente do hipocampo e do córtex entrorirnal, áreas diretamente ligadas à memória (7,8,32).
O lobo temporal, localizado na região lateral inferior do cérebro, é subdividido em giros temporais superior, médio e inferior desempenha papel essencial nos processos relacionados à memória (8,32). O hipocampo, situado n corno inferior do ventrículo lateral dentro do lobo temporal, tem a função do processamento dessas informações, sendo formado por uma sustância cinzenta (7,8,32).
Com a progressão da DA, ocorre prejuízo em diversas habilidades cognitivas e funcionais (2,5). As manifestações clínicas incluem perda de memória recente, alterações de linguagem, dificuldades de compreensão, aprendizado, julgamento, reconhecimento de objetos e pessoas, bem como alterações no comportamento e no controle emocional, refletindo o comprometimento do lobo frontal (4,2747).
A manifestação dos sintomas varia conforme a fase da doença, o histórico de vida e as experiências do indivíduo. Em geral, a perda cognitiva e instala de forma insidiosa e progressiva, afetando a capacidade de raciocínio, resolução de problemas e realização de tarefas cotidianas (4,5,47).

Figura 2- Vista ventral do cérebro humano com destaque em vermelho para o hipocampo (lobo temporal medial). (Fonte: WASHINGTON_IRVING (ilustrador), Hippocampus. Wikimedia Commons, 2020.)
Estágio I (leve): Ocorre perda de memória recente, e devido a isso perde com muita frequência alguns itens pessoas, bem como celulares, chaves, carteiras, óculos, canetas, entre outros, também acabam esquecendo de atividades como fechar a porta e desligar o fogão (20,47). Também são comuns alterações comportamentais, desatenção e, em alguns casos, delírios. Alguns indivíduos apresentam dificuldades iniciais no equilíbrio e na coordenação motora (4,17,47).
Estágio II (moderado): É o momento em que o indivíduo começa a necessitar mais dos cuidados dos familiares ou cuidadores, devido ao agravamento dos déficits cognitivos e funcionais (20,23,28). Observa-se a presença de apraxia (dificuldade em realizar ações voluntárias), agnosia (incapacidade de reconhecer objetos ou pessoas), alterações visuespaciais e visuconstrutivas, além de comportamentos agressivos ou desinibidos (4,38,47).
Estágio III (grave): Momento onde a deterioração cognitiva é intensa, o indivíduo já não reconhece familiares, perde a capacidade de se alimentar, locomover-se e cuidar de si mesmo (20,23,47). Geralmente nessa fase o indivíduo fica acamado, utilizando fraldas e sondas para alimentação e excreção, necessitando de cuidados contínuos o que torna imprescindível um familiar ou cuidador constantemente presente (4,23,28,38).
Com o avanço da doença, é comum a desorientação temporal e espacial, Os pacientes não conseguem discernir mais entre o dia e noite, calor ou frio, quais os dias da semana e alguns podem apresentar perda de sono e ficarem agitados à noite, apresentando alucinações e confusões (4,38,47). Sendo essas alterações comportamentais bastante comuns na fase avançada da DA (4,38) .
3.3 DIAGNÓSTICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER
O diagnóstico da Doença de Alzheimer é desafiador e frequentemente tardio, devido aos sinais iniciais que acabam sendo confundidos com os processos naturais do envelhecimento (1,24). Contudo, é possível obter um diagnóstico provável por meio das histórias clínicas, sociais, culturais e medicamentosas, além do exame físico e mental, realizados por um médico especialista na área, um neurologista ou psiquiatra (7,12,37).
Além do déficit de memória, é necessário que haja mais um déficit cognitivo, como alterações na linguagem, atenção seletiva e dividia e funções executivas (4,20,47). Ainda não existe tratamento capaz de curar o reverter os danos provocados pela doença, porém algumas intervenções podem retardar e até mesmo cessar temporariamente o avanço dos sintomas, promovendo qualidade de vida aos indivíduos acometidos (5,11,21,25). Vale ressaltar que a avaliação clínica é fundamental logo após o aparecimento dos primeiros sintomas. Existem dois tipos de tratamento: o farmacológico e o não farmacológico (11,24).
Além disso, há exames de neuroimagem que são reconhecidos como excelentes recursos para investigação. A Tomografia Computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) são recomendadas como procedimento de rotina para o diagnóstico (7,12). A Ressonância Magnética possibilita uma imagem extremamente detalhada da estrutura cerebral, permitindo o estudo comparativo ao longo do tempo, por exemplo, comparando imagens feitas com meses de intervalo para detectar mudanças em estágios iniciais em regiões específicas do cérebro (7,12).
O tratamento da DA possui dois aspectos: um voltado para alterações de comportamento, como ansiedade, agitação. Agressividade, alterações do humor (depressão), alucinações, confusão e insônia. Esse tratamento não deve ser feito apenas com medicações, mas também com orientação e acompanhamento por uma equipe multiprofissional (11,24,28).
O tratamento específico da DA envolve fármacos, que atuam na modulação da atividade neuroquímica, como os inibidores de acerilcolinesterase (donepezila, rivastigmina) e antagonistas do receptor NMDA (memantina). Já o tratamento sintomático incui o uso de ansiolíticos, antipsicóticos e antidepressivos, voltados ao manejo da agitação, alucinações e distúrbios do sono (11,24,37). Esse tratamento funciona melhor na fase inicial da doença, e seus efeitos são temporários, pois a doença continua progredindo (24).
O tratamento multidisciplinar tem como objetivo complementar o tratamento farmacológico na Doença de Alzheimer. Existem diversas intervenções para melhorar ou manter o desempenho cognitivo, que envolvem um trabalho conjunto entre os profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos (16,21,25). Também são importantes programas de exercícios físicos, orientação nutricional e suporte psicológico para o paciente, familiares e cuidadores (18,23,28).
Dentro dessa equipe, a fisioterapia exerce um papel fundamental na doença de Alzheimer, pois auxilia na estimulação das funções vitais do cérebro, contribuindo para a estimulação de circuitos neurais envolvidos na atenção e na associação de informações visuais (3,16,30). Além disso, contribui para o planejamento motor e o desenvolvimento de pistas cognitivas que estimulam a realização de tarefas, o que é importante para postergar o avanço da doença (14,19,26).
3.4 ALTERAÇÕES NO EQUILÍBRIO DE IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER
Durante o envelhecimento, o organismo sofre diversas modificações, incluindo o declínio de funcionalidade dos sistemas somatossenosorial, visual e vestibular, que juntos são essenciais para o monitoramento e controle do equilíbrio (9,20,47). Além disso, o sistema nervoso central torna-se mais susceptível a alterações que afetam o controle postural, como a perda neuronal, diminuição das ramificações neurais e redução da perfusão cerebral, fatores que podem comprometer ainda mais o equilíbrio em idosos com DA (17,27,47).
Esses sistemas trabalham em conjunto para posicionar os segmentos do corpo e garantir a execução adequada dos movimentos por meio da atuação do sistema motor sobre os músculos. As alterações associadas ao envelhecimento também ocorrem em pacientes com DA, agravando o risco de quedas (9,20). Estudos indica que aproximadamente 65,5% dos idosos com declínio cognitivo apresentam episódios de instabilidade postural que podem resultar em quedas (9).
O risco de quedas varia conforme o estágio da doença, sendo menor no estágio leve devido ao menor comprometimento motor. Contudo, já nessa fase, o déficit de atenção surge como um fato significativo que contribui para a ocorrência de quedas nesses pacientes (17,47). Na fase intermediária da DA, há maior comprometimento motor, caracterizado por dificuldades na marcha, bradicinesia, apraxias e hipertonias, bem como limitações em movimentos básicos como sentar e levantar-se, o que também aumenta a propensão a quedas (17,20,47).
A redução da função cognitiva, frequentemente associada a sintomas depressivos e exclusão social, está relacionada ao aumento do risco de quedas, o que pode levar à diminuição da prática de atividades físicas e consequentemente à fraqueza muscular global (18,23,28). É estimado que pacientes com DA apresentam um número de quedas até duas vezes maior do que idosos sem demência, evidenciando a influência do declínio cognitivo no desiquilíbrio postural (20,47).
Esse desequilíbrio pode acarretar consequências graves, tais como, fraturas, hospitalizações, medo de novas quedas, redução da mobilidade e perda progressiva da independência funcional dos idosos acometidos pela doença (9,23). Estudos apontam que a institucionalização de idosos com DA pode agravar essas perdas funcionais, com impactos significativos na capacidade cognitiva e motora após um ano de internação (31).
3.5 A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NO DOENÇA DE ALZHEIMER
Além de sua função na estimulação das funções cognitivas e motoras, a fisioterapia tem um papel essencial na manutenção da funcionalidade motora e na melhora da qualidade de vida dos pacientes com DA (3,16,30). Por meio de técnicas específicas, busca-se estimular as funções cognitivas e motoras, além de preservar a autonomia funcional por mais tempo possível (14,19,26).
A intervenção fisioterapêutica é adaptada às necessidades de cada fase da doença, com foco no estímulo de neuroplasicidade, manutenção da marcha, equilíbrio, força muscular e funcionalidade global (16,19) . Dentre as técnicas mais utilizadas, destacam-se a cinesioterapia, os exercícios resistidos e aeróbicos, o treinamento de equilíbrio e propriocepção, além das atividades de dupla tarefa, que combinam movimento e estímulo cognitivo (15,19,42).
A fisioterapia também pode utilizar recursos como realidade virtual (RV), que oferece ambientes interativos para treino motor e cognitivo (29,42). Além disso, programas de reabilitação cognitiva multidisciplinares, que integram fisioterapia e outras intervenções, demonstram benefícios na preservação das funções cognitivas em pacientes com DA leve (21,45).
A avaliação funcional realizada pelo fisioterapeuta deve considerar o estágio da doença e o comportamento do paciente. Nas fases iniciais, avaliam-se amplitude de movimento, força muscular, postura, capacidade respiratória, equilíbrio e coordenação (17,22,33). Em estágios avançados, com maior comprometimento físico, a avaliação inclui movimentos passivos assistidos, respeitando sempre os limites do paciente (14,30).
A identificação e mensuração das apraxias, comuns na DA, são feitas por meio de tarefa que vão desde ações simples como tomar água, escovar os cabelos e amarrar os sapatos, até atividades mais complexas como dobrar papéis, digitar e realizar desenhos ou mimicas (4,47). Essas avaliações auxiliam na definição do tratamento apropriado para a melhora funcional (16,30).
Para avaliar a cognição, é utilizado o Min Exame do Estado Mental (MEEM), instrumento de rastreio composto por sete domínios: orientação temporal, espacial registro, atenção/cálculo recordação, linguagem e capacidade visuconstrutiva. A pontuação total é de 30 pontos, com valores de corte ajustados conforme escolaridade (3,17,34).
A vida diária pode ser medida pela Escala de Katz, que avalia a independência em ações como tomar banho, vestir-se e se alimentar. A pontuação varia de 0 a 6, sendo 0 a independência completa e 6 dependência total (23,31).
Além disso, a fisioterapia também contempla a avaliação e estimulação da sensibilidade e coordenação, utilizando estímulos táteis e térmicos quando há comprometimentos, e a realização de exercícios específicos para destreza e controle motor, visado melhorar a coordenação e reduzir ataxias (16,19,30).
Com estratégias especificas para cada fase da doença, a fisioterapia busca preservar e recuperar a funcionalidade do paciente, atuando sobre os sintomas motores e cognitivos, além de minimizar as limitações impostas pela progressão da doença (14,26). Através de exercícios terapêuticos, é possível manter ou melhorar habilidades como força, resistência, coordenação e aprendizagem, promovendo também bem-estar e mais qualidade de vida aos indivíduos acometidos (3,15,19).
4. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica realizado como parte de formação do Curso de graduação em Fisioterapia da Universidade Iguaçu. Sua construção ocorreu para identificar na literatura científica nacional e internacional sobre o impacto do treino de força e mobilidade articular no controle da marcha e do equilíbrio em idosos com Alzheimer na fase intermediária.
A busca bibliográfica foi realizada entre o período de agosto de 2024 a março de 2025 nas bases de dados do Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Pubmed. Os idiomas utilizados para seleção os periódicos foram inglês e português, abrangendo artigos com datas de publicação entre 2015 à 2025.
Para busca de periódicos foram utilizados os descritores na língua inglesa com os termos: Muscle Strength Exercises, Gait, Postural Balance, Elderly and Alzheimer Diease, e para língua portuguesa: Exercicios de Força Mucular, Marcha, Equilibrio Postural, Idoso and Doença de Alzheimer. Foram utilizados os operadores booleanos AND, OR, e NOT cruzando-se os descritores anteriormente relacionados nas bases de dados citadas.
No estudo foram incluídos estudos originais de ensaio clinico, estudo observacional, estudo pilotomedto, relato de caso ou revisão integrativa, que abordasem intervenções fiisoterapêuticas com foco na marcha, equilíbrio, força muscular ou mobilidade articular em idosos com Doença de Alzheimer, especialmente em estágio intermediário.
Foram excluídos os artigos duplicados na base de dados, publicados fora do periodo definido, trabalhos que abordassem outras patologias neurológicas, artigos com texto incompleto.
Para a análise dos dados, o conteúdo dos artigos foi registrado em um instrumento contendo: nome do(s) autor(es), ano de publicação, local de publicação, método da pesquisa, modelo de análise.
5. RESULTADOS
Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram selecionados 10 (dez) estudos que abordam intervenções fisioterapêuticas voltadas à marcha e o equilíbrio de idosos com Doença de Alzheimer em estágio intermediário. Os artigos, publicados entre 2015 a 2025, apresentam diferentes delineamentos metodológicos, como ensaios clínicos, estudos observacionais, relatos de caso e revisões integrativas.
O Quadro 1 apresenta as principais características desses estudos, incluindo: autor, ano título, periódico, classificação Qualis, fator de impacto (quando disponível), tipo de estudo, metodologia e principais resultados. Essa organização visa facilitar a análise comparativa e embasar a discussão sobre os efeitos da fisioterapia na marcha, equilíbrio postural e funcionalidade de pacientes com Alzheimer.
Quadro 1. Artigos selecionados para análise






Fonte: Elaborada pelos próprios autores
6. DISCUSSÃO
A Doença de Alzheimer (DA), especialmente em sua fase intermediária, apresenta declínio progressivo das funções cognitivas e motoras, afetando diretamente a acha, o controle postural e o equilíbrio (9,17,47). A deterioração muscular e articular, associada à perda de coordenação e da capacidade de adaptação motora, contribui para o aumento do risco de quedas e redução de autonomia funcional em idosos com DA (20,33).
Nesse contexto, intervenções fisioterapêuticas voltadas ao fortalecimento muscular e à mobilidade articular emergem como estratégias essências para reabilitação funcional. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia dessas técnicas na marcha e no equilíbrio de idosos com DA na fase intermediária. Os estudos analisados demonstram que o treino e a força aplicado a grandes grupos musculares dos membros inferiores contribui diretamente para a estabilidade durante o ciclo da marcha e para o aumento da resposta neuromuscular em situações durante o ciclo da marcha e para o aumento da resposta neuromuscular em situações de desequilíbrio (15,34). Trautwein et al. mostram que intervenções de 16 semanas promoveram aumento da velocidade da marcha e do comprometimento do passo, indicando maior controle locomotor (44). Garrido e Menezes também destacaram ganhos de até 15% na força muscular, com redução significativa nos tempos do teste Timed Up and Go (TUG), refletindo maior agilidade funcional e capacidade de correção postural rápida (16).
Além disso, programas com abordagem multicomponete, que integram força, equilíbrio e mobilidade, mostraram ser ainda mais eficazes. Borges-Machado et al. indicam que essas estratégias ampliam os efeitos de forma continua e supervisionada (6).
A mobilidade articular, por sua vez, está diretamente relacionada à amplitude de movimento das articulações dos membros inferiores e ao alinhamento corporal durante o deslocamento. Leal et al. observaram que programas com foco em alongamento e mobilização ativa e passiva promoveram ganhos de 6 pontos na Escala de Equilibrio de Berg e aumento da velocidade da marcha, sugerindo que o aumento da flexibilidade articular favorece ajustes posturais rápidos e maior fluidez no movimento (22). Essas intervenções também reduzem o gasto energético da marcha e promovem menor rigidez muscular, aspectos essenciais para segurança e independência funcional.
De forma semelhante, Oliveira et al. em um estudo de caso, relataram melhora significativa na autonomia motora de um paciente com DA após sessões individualizadas com foco em mobilidade e equilíbrio, reforçando a eficácia de abordagens personalizadas mesmo em contextos com menor suporte (31).
Do ponto de vista neurofisiológico, os benefícios das intervenções físicas estão relacionados à ativação da neuroplasticidade. Programas estruturados de exercício estimulam reorganizações sinápticas, promovendo a reativação devias neuras responsáveis pela coordenação motora e equilíbrio (27,45). Telenius, Engedal e Bergland, evidenciaram aumento da conectividade entre áreas motoras e pré-frontais após os programas intensivos, o que pode se traduzir em melhor planejamento e execução da marcha (43). Na fase intermediária da DA, essa plasticidade é especialmente relevante, pois os déficits de atenção e controle inibitório interferem na capacidade de dividir a atenção entre marcha e estímulos externos. Intervenções como as de Rodrigues et al. que incorporam treino em dupla tarefa (cognitivo e motor) mostraram melhora de 20% na estabilidade da marcha, sugerindo que esse tipo de estimulo favorece o recrutamento de vias compensatórias e melhora a resposta a situações complexas do cotidiano (35).
Na prática clínica, recomenda-se que os programas tenham duração mínima de 12 semanas, com frequência de 2 a 3 sessões semanais, e intensidade ajustada progressivamente. Os exercícios devem priorizar o fortalecimento dos membros inferiores com resistência leve a moderada (elásticos, pesos livres, treino funcional) e exercícios de mobilidade voltados às articulações de quadris, joelhos e tornozelos (16,26). Para aumentar a adesão é fundamental tornar as sessões agradáveis, com uso de música, dinâmicas em grupo, ou apoio de familiares e cuidadores, respeitando as limitações cognitivas dos pacientes (18,23).
A presente revisão, orienta a construção de um protocolo fisioterapêutico adaptado à fase intermediária da DA, com foco específico no fortalecimento muscular, na mobilidade articular no controle postural e na reabilitação do equilíbrio. Ao reunir e analisar criticamente as evidências disponíveis, estre estudo aplica a compreensão sobre os benefícios do treino de força e mobilidade articular no desempenho motor de idosos com DA, fortalecendo a prática clínica baseada em evidências (16,26,34).
7. CONCLUSÃO
Este estudo validou a eficácia do treino de força e mobilidade articular na melhora da marcha e do equilibro em idosos com Doença de Alzheimer na fase intermediária, reforçando sua importância na promoção da segurança e da qualidade de vida essa população.
As evidências reunidas oferecem base sólida para construção de protocolos fisioterapêuticos adaptados às demandas motora e cognitivas dessa fase da doença, com potencial de aplicação tanto em ambientes clínicos quando domiciliares. Essas intervenções fortalecem a gestão terapêutica da DA, ao promover maior estabilidade postural, redução do risco de quedas e manutenção da independência funcional.
Dessa forma, o treino de força e mobilidade articular consolidam-se como recursos terapêuticos seguros e acessíveis, com impacto direto na funcionalidade, segurança e bem-estar de idosos com Alzheimer em estágio intermediário. Os resultados obtidos neste trabalho reforçam a importância dessas intervenções no contexto clínico e contribuem para ampliação do conhecimento fisioterapêutico voltado à população idosa com comprometimentos motores e cognitivo.
Apesar dos avanços, ainda são poucos os estudos focados especificamente na fase intermediária da DA, o que limita a generalização dos resultados. Pesquisas futuras devem buscar padronizar os protocolos e avaliar a sustentabilidade dos efeitos em longo prazo. Protocolos eficazes devem integrar exercícios regulares com estratégias motivacionais, como uso de música, atividade em grupo e o envolvimento de cuidadores, para favorecer a adesão e continuidade do tratamento.
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