REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512081205
Alyane Osório Reis Menezes Feitosa Rocha
Maria de Lourdes Castro de Lima
Mário Ribeiro Nunes Júnior
Victor Gabriel Carnib de Castro
Orientadora: Me. Mônica Barbosa de Sousa Freitas
1. INTRODUÇÃO
A presente pesquisa tratará do tratamento fisioterapêutico em mulheres com diástase abdominal no pós-parto e terá como objetivo geral: Demonstrar como o tratamento fisioterapêutico pode reduzir a diástase abdominal no pós-parto.
O Puerpério é um período logo após o trabalho de parto e pode durar por até seis meses, podendo ser classificado de acordo com a sua duração em três períodos: imediato (1º ao 10º dia), tardio (11º ao 40° dia), e remoto (a partir do 41º dia) (Matiello et al., 2021). De acordo com Baracho (2018, p. 180) “é um período de intensas e importantes modificações maternas corporais e psíquicas, predominando um forte catabolismo, sem consequências danosas ao organismo, na maioria das vezes”.
Segundo Baracho (2018, p.186) “os principais quadros de distúrbios psiquiátricos puerperais, os quais não são raros e afetam a vida da mãe são: a melancolia da maternidade, a depressão pós-parto, a psicose puerperal e a síndrome do pânico”. Para Matiello et al. (2021) esses distúrbios psiquiátricos é uma consequência da sobrecarga psicossocial proveniente da gestação e do parto, onde a puérpera encontra-se enfraquecida, fadigada com o seu cuidado individual e do bebê, e na interação que se estabelece entre mãe e filho, com o seu cônjuge e com os outros membros da família, além das quedas repentina de hormônios, e outros fatores como históricos de doenças tireoidianas e doenças psicológicas.
Segundo Alves, et al. (2018, p. 1282), “a assistência à saúde da mulher no período puerperal é de extrema importância visto que a redução dos óbitos materno infantil, se relacionam com a melhora da qualidade de vida e assistência dentro de um País”. Dentro desse contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chama a atenção à saúde da mulher nos períodos pré-natal e puerperal onde deve-se envolver uma abordagem multidisciplinar e multiprofissional. Isso inclui a colaboração de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, educadores e cientistas sociais. O fisioterapeuta também deve integrar essa equipe, contribuindo para um acompanhamento contínuo durante todo o ciclo gravídico e puerperal (Baracho, 2018).
A diástase do músculo Reto Abdominal (DMRA) trata-se da separação dos feixes da musculatura em até 3 centímetros, alcançando em torno de 66% das mulheres a partir do 3º trimestre da gestação, não sendo relatado em sua maioria desconforto associado a distensão muscular. Diante desse problema, diversos outros fatores estão associados a agravantes a saúde da mulher, como perda da autoestima, isolamento social, evitar ter relações sexuais e incontinência urinária, haja vista, existir a elevação da pressão intra-abdominal ocasionada pela degradação progressiva (Costa; Oliveira Júnior; Alves 2021, p. 05).
“A atuação fisioterapêutica no pós-parto imediato inicia-se 6 horas após o término do trabalho de parto normal e 12 horas após parto por cesariana, para dar tempo de a puérpera descansar e se recuperar” (Matiello et al. 2021, p. 211). O objetivo da fisioterapia nesse período é corrigir possíveis alterações na postura oriundas da gravidez, orientar a puérpera quanto aos exercícios de fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico e abdominais e reduzir a diástase abdominal (Pampolim, et al. 2021).
Dessa forma, elaboramos como problema de pesquisa: como o tratamento fisioterapêutico pode reduzir a diástase abdominal no pós-parto?
2. PROBLEMA DE PESQUISA
Como o tratamento fisioterapêutico pode reduzir a diástase abdominal no pós-parto?
3. HIPÓTESES
H+. O tratamento fisioterapêutico com exercícios específicos para diástase abdominal são eficazes, contribuindo para a redução da diástase abdominal no pós-parto.
H-. O tratamento fisioterapêutico com exercícios específicos para diástase abdominal não promove alterações relevantes na redução da diástase abdominal no pós-parto.
4. JUSTIFICATIVA
O interesse pelo tema é motivado pela relevância de explorar estratégias baseadas em evidências científicas que possam auxiliar mulheres no enfrentamento dessa condição, visando não apenas a recuperação física, mas também a melhora na qualidade de vida e no bem-estar geral. Assim, o presente artigo busca contribuir para a literatura existente e apoiar profissionais da saúde no desenvolvimento de abordagens mais direcionadas e humanizadas para o tratamento da diástase abdominal no pós-parto.
O tratamento fisioterapêutico desempenha um papel fundamental ao promover a reabilitação funcional, a restauração da integridade muscular e o fortalecimento do assoalho pélvico, contribuindo para uma recuperação mais segura e eficaz. Além disso, a atuação fisioterapêutica engloba abordagens que respeitam a individualidade de cada mulher, considerando aspectos biomecânicos, emocionais e sociais.
5. OBJETIVOS
5.1 Objetivo geral
- Explicar a importância do tratamento fisioterapêutico em mulheres com diástase abdominal no pós-parto;
5.1.1 Objetivos específicos
- Descrever as características gerais da diástase abdominal;
- Compreender a fisiologia da diástase abdominal;
- Analisar os métodos de diagnóstico e avaliação da diástase abdominal;
- Analisar os tipos de intervenções fisioterapêuticas utilizadas no tratamento da diástase abdominal;
- Compreender a importância da fisioterapia no puerpério imediato e no tratamento da diástase abdominal.
6. REFERENCIAL TEÓRICO
6.1 Definição e características da diástase abdominal
A diástase abdominal trata-se da separação parcial ou total dos músculos do reto abdominal, que fica localizado no abdômen, também podendo ser chamado de diástase do reto abdominal, diástase retal e diástase dos músculos dos retos abdominais (Brasil, 2021). Essa separação compromete a função da musculatura abdominal, afetando estabilidade do tronco, biomecânica corporal e sustentação visceral. A DMRA pode se manifestar com alterações estéticas, sensação de fraqueza, lombalgia e mudanças no padrão respiratório, além de favorecer disfunções do assoalho pélvico. Embora muito associada ao período gestacional, trata-se de uma condição multifatorial que envolve predisposições anatômicas, alterações hormonais, aumento da pressão intra-abdominal e fraqueza da parede anterior do abdome, podendo ocorrer em diferentes perfis populacionais (Silva, 2022).
De acordo com Martins e Ribeiro (2021), no ciclo gestacional, a DMRA é especialmente prevalente devido ao aumento progressivo do volume uterino, modificações posturais e alterações hormonais, como o aumento de relaxina e progesterona, que contribuem para maior elasticidade ligamentar e do tecido conjuntivo. Pesquisas demonstram que a separação dos retos pode iniciar ainda no segundo trimestre de gestação e permanecer no puerpério tardio caso não haja intervenção adequada. Essa persistência é relevante, pois impacta diretamente a saúde global da mulher, interferindo na funcionalidade, estética corporal e bem-estar psicológico. Contudo, segundo Oliveira et al., (2020), a DMRA não se restringe ao público gestante. Homens, idosos, atletas e indivíduos sedentários também podem desenvolver a condição, principalmente quando há aumento crônico da pressão intra-abdominal. Entre os fatores de risco não gestacionais destacam-se obesidade, fragilidade muscular, cirurgias abdominais prévias, distúrbios respiratórios crônicos e práticas esportivas que exigem esforços repetitivos de flexão ou hiperpressão abdominal. Em homens, por exemplo, a prevalência pode estar relacionada ao acúmulo visceral excessivo, que altera a mecânica da parede abdominal. Essa diversidade de cenários reforça a DMRA como uma desordem musculoesquelética de caráter amplo, que deve ser investigada em diferentes faixas da população.
A diástase pode ocorrer acima, ao redor ou abaixo do umbigo, podendo envolver toda extensão da linha média, dependendo da gravidade e localização da separação muscular. (Mota et al., 2015).
Sabe-se que a musculatura abdominal tem várias funções, e a principal delas é a estabilização do tronco, mas quando a DMRA apresenta um afastamento excessivo, pode atingir a capacidade estabilizadora e ainda predispor o surgimento de futuras dores na região lombar, lembrando que a DMRA não provoca dor aguda na região do abdômen (Urbano et al.,2019). Segundo Mota (2020, p. 42) “o treino dos músculos abdominais profundos, especialmente do transverso do abdómen, é determinante na prevenção da diástase abdominal”.
Quanto à epidemiologia da diástase abdominal, estudos apontam que sua prevalência varia amplamente conforme população, método diagnóstico e período de avaliação. Em mulheres no pós-parto, a incidência pode ultrapassar 60% nas primeiras semanas, reduzindo gradualmente até aproximadamente 30% após seis meses. Entretanto, uma parcela das mulheres permanece com afastamento significativo por mais de um ano, especialmente quando existem fatores como multiparidade, idade materna avançada e ausência de acompanhamento fisioterapêutico. Além disso, a prevalência em populações não gestantes têm recebido maior atenção, com índices que variam entre 10% e 25% dependendo da condição clínica e estilo de vida avaliados (Fernandes e Castro, 2019).
De acordo com Gomes e Araújo (2023), outro aspecto importante da epidemiologia é a associação entre diástase abdominal e comorbidades musculoesqueléticas e viscerais. Indivíduos com DMRA apresentam maior risco de lombalgia crônica, hérnias umbilicais, instabilidade lombo-pélvica e alterações urinárias decorrentes do desequilíbrio pressórico associado à fraqueza do core. Em mulheres pós-parto, a combinação entre DMRA e disfunções pélvicas, como incontinência urinária, é frequentemente relatada e pode impactar de maneira significativa a funcionalidade e a qualidade de vida.
Por fim, Carvalho, (2021) ressalta que investigar a epidemiologia da DMRA é fundamental para orientar políticas de saúde, protocolos clínicos preventivos e programas de reabilitação baseados em evidências. A ampliação dos estudos epidemiológicos, tanto em gestantes quanto em populações não gestacionais, permite identificar grupos vulneráveis, padrões de risco e lacunas no tratamento. A presença da diástase envolve dimensões funcionais, estéticas e psicossociais, justificando sua relevância crescente no campo da Fisioterapia, Educação Física e Saúde Pública.
De acordo com Leite e Araújo (2012) os fatores de risco e a prevalência da diástase abdominal em mulheres pós-parto são aspectos importantes a serem considerados na recuperação pós-gestacional. Mudanças no corpo como impactos hormonais no colágeno e os músculos involuntários; aumento do fluxo sanguíneo para o útero e rins; expansão e deslocamento do útero em função do crescimento fetal; obesidade e postura.
A diástase abdominal é uma condição comum em mulheres no pós-parto, caracterizada pela separação dos músculos reto-abdominais, e sua prevalência pode variar significativamente. Fatores de risco incluem o número de gestações, o peso ganho durante a gravidez e a prática de exercícios físicos inadequados após o parto. Estudos indicam que aproximadamente 60% a 70% das mulheres podem apresentar algum grau de diástase abdominal após o parto (Santos et al., 2014).
A prevalência de diástase abdominal varia conforme o critério diagnóstico e o método de avaliação utilizado. Estudos mostram prevalência de aproximadamente 28,4% em mulheres adultas, com maior frequência antes dos 45 anos (Rath e Nahas, 2021). E segundo (Sperstad et al., 2016) no pós-parto, a incidência aumenta consideravelmente. Em até 82,6% das mulheres no primeiro ano após o parto, a diástase pode ser observada, reduzindo gradualmente ao longo dos meses seguintes.
Para Leite e Araújo (2012) às complicações da diástase do músculo reto abdominal, as consequências e outros fatores fundamentais como a incidência não tem sido bem investigado no âmbito dos trabalhos acadêmicos no Brasil. Os principais fatores que predispõem a diástase são: gravidez, obesidade, idade, histórico familiar, condições médicas, entre outras. Além de causar autoestima baixa, impacto psicológico, sentimento de tristeza, ansiedade e depressão; pela presença de má forma física e insatisfação com o corpo (Oliveira, 2016).
A prevalência da distância entre os MRA pode variar de 35,0% a 100,0%, dependendo dos critérios e do local de avaliação. A ocorrência da diástase nas primíparas e multíparas foi de 74,9% e 76,6% na região supraumbilical e de 40,0% e 54,5% na infraumbilical, respectivamente. A DMRA supraumbilical foi similar entre os grupos, embora nas multíparas tenha sido discretamente superior. Entretanto, a distância entre os MRA na região infraumbilical foi significativamente maior nas multíparas (Bertoloni, 2019).
6.1.1 Alterações físicas e aspectos psicológicos
“A intervenção precoce da fisioterapia durante a gestação pode reduzir significativamente a separação da linha alba e contribuir para a melhoria da postura e da estabilidade lombopélvica” (Mota, 2020, p. 35). Já (Correia, 2023, p. 31) diz que “O acompanhamento individualizado no pós-parto imediato é essencial para prevenir complicações funcionais e estéticas”.
Os estudos encontrados afirmam que a imagem corporal está mais relacionada a qualidade de vida, pois o fato de a puérpera sentir as mudanças do seu corpo logo após o parto, leva a mulher a sentir-se insatisfeita com o seu corpo e assim causa mudanças no seu dia a dia (Barbosa, 2013). Já para Silveira (2015) a insatisfação com a autoimagem pode estar relacionada à depressão e a distância inter-retos em virtudes da insatisfação corporal em relação ao que era seu corpo antes do parto. Segundo Silva e Andrade, (2020) muitas mulheres relatam sentimentos de perda de identidade corporal e insatisfação estética, o que pode desencadear insegurança e frustração diante da própria imagem. Esse processo é intensificado pela pressão social em torno da recuperação rápida do corpo pós-gestacional, criando um cenário emocional vulnerável e propício ao sofrimento psicológico
6.2 O PAPEL DO FISIOTERAPEUTA NO TRATAMENTO DA DIÁSTASE NO PÓS PARTO
De acordo com Sampaio, Simão e Melo (2014) o fisioterapeuta desempenha um papel fundamental na recuperação da mulher durante o puerpério imediato. Utilizando-se de técnicas de cinesioterapia que são práticas próprias e exclusivas do fisioterapeuta, ele traça seus objetivos e estratégias até atingir o potencial de recuperação da puérpera. Costa, Silva e Silva (2022) concluíram que o papel do fisioterapeuta é muito amplo e de suma importância durante todo o processo gestacional, e quando há um acompanhamento, há a diminuição não só de dores, mas de ansiedade e medo das gestantes. “A atuação precoce da fisioterapia contribui para a prevenção de recidivas e melhora da estabilidade abdominal” (Moreira, 2022, p. 15).
O sucesso do acompanhamento fisioterapêutico, seja no domicílio ou no ambulatório, depende, essencialmente, do pleno conhecimento das alterações puerperais, a fim de que as condições pré-gravídicas possam ser alcançadas. Assim, busca-se contemplar tanto a reabilitação funcional quanto a estética, sem, contudo, deixar de lado a humanização do cuidado e a percepção das queixas que a mulher indica, e não apenas o que foi detectado no exame físico da fisioterapia (Baracho, 2018, p.199).
De acordo com Souza (2020) além das alterações físicas, o impacto estético da diástase abdominal repercute diretamente no bem-estar emocional. Mudanças na pele e na forma do abdome estão entre as principais causas de insatisfação corporal no pós-parto, influenciando a autoestima, a vida social e até a intimidade da mulher. A percepção negativa do próprio corpo pode gerar ansiedade, frustração e dificuldades de aceitação, tornando essencial que a abordagem terapêutica considere tanto a funcionalidade quanto a estética e o estado emocional da puérpera.
Segundo Taylor, (2018) a diástase abdominal no pós-parto não provoca apenas alterações funcionais, mas também mudanças estéticas extremamente relevantes para a mulher. Durante a gestação, a pele abdominal passa por um processo intenso de estiramento para acomodar o crescimento uterino, o que pode gerar perda de elasticidade, enfraquecimento das fibras de colágeno e flacidez após o parto. Quando essa flacidez se combina com o afastamento dos músculos retos abdominais, o abdome adquire um aspecto abaulado, que interfere diretamente na aparência corporal e no bem-estar da puérpera.
Desse modo a Fisioterapia Dermato-Funcional é oficialmente reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. A Resolução COFFITO nº 362, publicada em 20 de maio de 2009, declara que a Dermato-Funcional é uma especialidade própria do fisioterapeuta e estabelece critérios para concessão do título de especialista. Essa regulamentação foi o marco inicial que definiu a fisioterapia estética como área científica e legalmente amparada dentro da profissão, garantindo sua atuação segura e regulamentada. (COFFITO, Resolução nº 362/2009).
A uroginecologia desempenha um papel fundamental na avaliação e no tratamento da diástase abdominal no pós-parto, pois essa condição está diretamente relacionada ao funcionamento do assoalho pélvico. A separação dos músculos retos abdominais altera a biomecânica do tronco e aumenta a sobrecarga sobre estruturas pélvicas, podendo contribuir para disfunções como incontinência urinária, prolapsos leves e diminuição da estabilidade lombo-pélvica. A atuação uroginecológica permite identificar essas alterações precocemente e integrar estratégias terapêuticas que restauram a função global da região abdominal e pélvica (BO, 2017).
Segundo Santos e Resende, (2020) a intervenção da fisioterapia uroginecológica no pós-parto inclui técnicas de reeducação do assoalho pélvico, exercícios de ativação sinérgica entre transverso do abdome e musculatura perineal, e orientações comportamentais que evitam o aumento inadequado da pressão intra-abdominal. Estudos mostram que o fortalecimento adequado do assoalho pélvico melhora a transmissão de forças entre abdômen e pelve, favorecendo a redução da diástase e prevenindo sintomas urinários associados. Essa integração entre core profundo e musculatura perineal é hoje considerada essencial no manejo conservador da diástase.
A especialidade Fisioterapia na Saúde da Mulher foi oficialmente reconhecida como área profissional do fisioterapeuta pelo COFFITO por meio da Resolução COFFITO nº 372/2009, publicada em 6 de novembro de 2009. Essa resolução declara que a “Saúde da Mulher” é uma especialidade própria e exclusiva do fisioterapeuta, conferindo legitimidade para atuação especializada nas particularidades do ciclo de vida feminino. (COFFITO, Resolução nº 372/2009)
6.3 AVALIAÇÃO DA DIÁSTASE ABDOMINAL
“A técnica das polpas digitais é uma ferramenta bastante utilizada para a mensuração da DMRA na prática clínica, sendo considerada de grande utilidade para sua avaliação” (Pitangui et al, 2016, p. 150). Uma outra forma de mensurar a DMRA é com o uso do paquímetro, um instrumento que permite uma mensuração precisa de centímetros em diferentes superfícies. (Santos, 2016).
Figura A. Avaliação da DMRA com a técnica das polpas digitais. Figura B. Avaliação da DMRA com paquímetro.

Fonte: (Pitangui, 2016)
Para a avaliação da DMRA, com a paciente em decúbito dorsal, joelhos fletidos a 90°, pés e mãos apoiados no leito, terapeuta solicita a paciente que faça uma flexão de tronco e o terapeuta mensura com as pontas dos dedos a nível da linha média do abdômen o nível de afastamento dos músculos reto abdominal. (Baracho, 2018). De acordo com Driuso e Beleza, (2023, p.18) “o teste será positivo se ocorrer a separação de pelo menos dois dedos ou 2 cm entre os feixes musculares do músculo reto abdominal”.
As intervenções de reabilitação, incluindo exercícios de resistência, terapia manual e eletroterapia, são fundamentais para a recuperação da força muscular e da tonicidade. O treinamento de resistência é eficaz para aumentar a força e a massa muscular, enquanto a terapia manual pode ajudar na redução da dor e na melhora da mobilidade. A eletroterapia é frequentemente utilizada para estimular os músculos em pacientes que não conseguem realizar exercícios ativos, promovendo assim a recuperação funcional (Cameron; Monroe, 2015).
Na figura A um abdômen sem diástase. Figura B. diástase total. Figura C. diástase supraumbilical.

Fonte: Baracho, 2018.
6.4 INTERVENÇÕES FISIOTERAPÊUTICAS
A fisioterapia desempenha um papel crucial no tratamento da DMRA por várias razões, proporcionando benefícios significativos para indivíduos que enfrentam essa condição. Ela representa uma abordagem não invasiva, visando não apenas tratar os sintomas, mas também promover a reabilitação completa da região abdominal trabalhando na melhoria da coordenação muscular, fortalecimento, e correção postural. Diversos tratamentos têm se mostrado eficazes na redução da DMRA em mulheres pós-parto. Entre as abordagens destacam-se o fortalecimento do core profundo, exercícios direcionados para a musculatura do assoalho pélvico, e a aplicação de fitas (Thabet et al., 2019).
A atuação fisioterapêutica no tratamento conservador da DMRA será realizada nos casos de persistência da separação dos músculos reto abdominais, com programas de exercícios abdominais, educação postural, a fim de promover melhor qualidade de vida e percepção corporal, o que leva a uma melhora do tônus dos músculos abdominais e pélvicos, e busca esclarecer a importância da continuidade dos exercícios durante o período de pós-parto (Faria, 2020). E Santos, (2025, p.47) diz que: “mulheres que realizam atividade física regular apresentam menor separação inter-retos e maior tônus muscular abdominal”
Michalska et al. (2018) listam diversas abordagens conservadoras, como exercícios abdominais (para fortalecer os músculos transversos abdominais ou os retos abdominais), treinamento postural, educação e treinamento sobre técnicas adequadas de mobilidade e elevação, métodos para fortalecer os músculos transversos abdominais, como Pilates, treinamento funcional, exercícios da técnica de Tupler com ou sem tala abdominal, a técnica Noble, que envolve a aproximação manual dos músculos retos abdominais durante uma flexão abdominal parcial),manual (mobilização de tecidos moles, liberação miofascial), cintas e bandagens abdominais, o tubigrip ou um espartilho.
6.4.1 Cinesioterapia
Sabe-se que a musculatura abdominal tem várias funções, e a principal delas é a estabilização do tronco, mas quando a DMRA apresenta um afastamento excessivo, pode atingir a capacidade estabilizadora e ainda predispor o surgimento de futuras dores na região lombar, lembrando que a DMRA não provoca dor aguda na região do abdômen (Urbano et al.,2019).
A cinesioterapia por sua vez utiliza exercícios corretivos voltados para reduzir a separação dos músculos retos abdominais causada pela diástase, além de fortalecer as musculaturas do abdômen e da pelve. Por meio de exercícios isométricos e isotônicos, a cinesioterapia contribui para recuperar a tonicidade e a força de músculos que apresentam flacidez ou hipotonia (Coitinho et al., 2019).
O programa de exercícios para o tratamento da diástase abdominal baseia-se prioritariamente na ativação do músculo transverso do abdome, considerado o principal estabilizador profundo do tronco. A contração correta desse músculo reduz a tensão sobre a linha alba, melhora o suporte lombo-pélvico e auxilia no reposicionamento das fibras do reto abdominal. Pesquisas destacam que a ativação isolada do transverso, associada ao controle da respiração, constitui o pilar fundamental da reabilitação conservadora. (Lee e Hodges, 2016). Correia, 2023, p. 28 diz que: “programas de exercícios supervisionados que ativam o transverso do abdómen e o pavimento pélvico apresentam eficácia na redução da distância inter-retos”.
O treino inicial normalmente inclui exercícios de baixa carga, como a “contração abdominal suave” (gentle contraction), exercícios respiratórios diafragmáticos e ativação do assoalho pélvico. Essa fase visa restaurar o controle motor e melhorar a coordenação entre o transverso do abdome e os músculos profundos da pelve. Estudos mostram que falhas no recrutamento dos músculos profundos estão diretamente associadas ao aumento da separação da linha alba e à instabilidade lombar, justificando a importância da ativação precoce. (Stafne et al. 2018)
Posteriormente, o programa evolui para exercícios de estabilidade lombo-pélvica, como ponte (bridge), bird dog, prancha modificada e progressões funcionais que aumentam gradualmente a demanda sobre o core. Nessas etapas, o objetivo é melhorar a rigidez da parede abdominal sem elevar excessivamente a pressão intra-abdominal, o que poderia agravar a diástase. A literatura destaca que progressões mal planejadas — como flexões de tronco intensas — devem ser evitadas no início, pois podem aumentar a tensão na linha alba. (Benjamin et al., 2019)
Na fase avançada, incluem-se exercícios funcionais integrados, como agachamentos com ativação do core, avanço (lunge) com controle abdominal e pranchas completas. Essa etapa busca restabelecer a funcionalidade global, preparando a paciente para as demandas do dia a dia. Pesquisas indicam que o treinamento funcional quando acompanhado de ativação consciente do transverso promove melhor alinhamento postural, melhora estética do abdome e redução significativa da separação inter-retos. (Keeler et al., 2012)
Além disso, alguns protocolos incorporam exercícios hipopressivos, que têm demonstrado efeito positivo na redução da pressão intra-abdominal e complementaridade ao treinamento do transverso. Embora ainda haja controvérsia, estudos recentes sugerem que a combinação de hipopressivos e exercícios tradicionais do core pode aumentar a efetividade terapêutica, especialmente no pós-parto. (Resende et al., 2021)
Por fim, o programa deve ser individualizado, considerando fatores como tempo de pós-parto, sintomas associados, capacidade funcional e presença de dor lombar. A personalização do plano terapêutico contribui para melhores resultados clínicos e maior adesão. A literatura reforça que a reabilitação bem orientada é eficaz na grande maioria dos casos, reduzindo a necessidade de intervenções cirúrgicas. (Mota et al., 2015)
6.4.2 Pilates
Outro método bastante utilizado para tratamento de diástase abdominal é o método Pilates, fundado por Joseph Humbertus Pilates (1880-1967. Essa técnica de reabilitação relacionada a prática de atividade física, objetiva equilíbrio, flexibilidade e fortalecimento, obedecendo a fisiologia de todo indivíduo e promovendo inúmeros benefícios (Kroetz, & Santos, 2015). Contudo, a mulher que apresentar a diástase abdominal deve ter um plano de tratamento individualizado onde o método entrará como recurso a tratar de maneira a auxiliar no acometimento muscular devido a gestação ou após o parto, visto que evidências comprovam que a diástase pode ser causada também durante o trabalho de parto devido ao esforço físico necessário para expulsão do feto (Pereira et al., 2020).
Segundo Fernandes e Santos (2016), os exercícios executados devem ser realizados com a tonificação dos músculos da região do abdômen, nomeado “power house” ou centro de força, concebido pelas quatro camadas do abdômen (reto abdominal, oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome), assoalho pélvico e eretores profundos da coluna, tornando-se tais musculaturas encarregadas pela estabilidade estática e dinâmica do corpo.
Vale ressaltar que o método Pilates é baseado em seis princípios, sendo eles: respiração, concentração, centralização, precisão, fluidez e controle (Kroetz, & Santos, 2015).
6.4.3 Eletroterapia
O recurso mais utilizado no tratamento da diástase do músculo reto abdominal é a corrente russa. A qual é um procedimento terapêutico não invasivo, utilizando uma corrente alternada de média frequência, método que proporciona tonificação muscular, ganho de força e aumento do volume muscular. Com o uso da eletroestimulação russa, a recuperação pode ser mais rápida e eficaz quando comparada a recuperação fisiológica, com melhora da tonicidade muscular, flacidez, redução de medidas, e redução da diástase do músculo reto abdominal. (Borges e Valentin, 2012). Contudo o sucesso desse recurso terapêutico dependerá amplamente dos parâmetros utilizados na condução da corrente, fazendo-se necessário o conhecimento da condição a ser tratada com domínio sobre os mecanismos atuantes (Lima; Rodrigues, 2012).
De acordo Oliveira, Quirino e Rodrigues (2018) a importância no aprofundamento do tema é devido aos benefícios que a luz de LED e a radiofrequência tem contribuído para a fisioterapia na melhoria da flacidez região afetada, os efeitos bioestimulantes além de regeneradores, elevam a capacidade dos fibroblastos e regeneração do colágeno, elevando a melhoria da pele e consequentemente a diminuição da flacidez e aspecto da pele e musculatura.
Segundo Borges e Valentin (2012) existem vários relatos na literatura, que incluem resultados satisfatórios do uso da eletroestimulação para melhora da qualidade da função muscular. Os objetivos da técnica incluem: manter a qualidade e quantidade do tecido muscular, recuperar a sensação de tensão muscular, aumentar ou manter força muscular, e estimular o fluxo de sangue no músculo. O aumento da força muscular com eletroestimulação pode ser alcançado em pouco tempo e este fortalecimento se dá artificialmente. E de acordo com Gadelha, (2021) o tratamento da flacidez muscular é indicado sessões de eletroestimulação (corrente russa), fazendo com que a recuperação se torne mais rápida que a recuperação fisiológica, acarretando também uma diminuição da DMRA, outra indicação é a radiofrequência, denominada como um tratamento não agressivo e eficaz a flacidez cutânea, pois o calor provocado na radiofrequência faz com que haja uma diminuição do colágeno e um aumento de fibroblastos, melhorando assim a flacidez da pele.
7. METODOLOGIA
O presente estudo baseou-se em um estudo bibliográfico, e fez uso de uma abordagem qualitativa e tendo como forma metodológica o caráter descritivo e explicativo.
Em seus estudos, Lakatos e Marconi (2021, p. 78) esclarecem que a pesquisa bibliográfica, ou de fontes secundárias têm como finalidade “colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer publicadas, quer gravadas”.
A pesquisa qualitativa enfatiza as qualidades de entidades e de processos que não são apresentados em termos de quantidade, intensidade ou frequência. Ela enfatiza a natureza socialmente construída da realidade, o relacionamento íntimo entre o pesquisador e o que é estudado, além das restrições situacionais que moldam a investigação (Gil, 2022).
Já a pesquisa descritiva segundo Gil (2022) visa descrever as características de uma determinada população ou fenômeno ocorrido ou vincular relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob esse título, utilizando técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como questionários e a observação sistemática.
A pesquisa explicativa para Severino (2016. p.59), “além de registrar e analisar fenômenos, ela busca identificar suas causas, seja através de métodos experimentais ou de análise qualitativa”.
Essa pesquisa tem como problematização “como o tratamento fisioterapêutico pode reduzir a diástase abdominal em mulheres no pós-parto”. Perante a problematização da pesquisa os descritores são: “diástase abdominal”, “pós parto”, “tratamento fisioterapêutico”. Baseado nisso o banco de dados foi realizado a partir de um buscador “Google Acadêmico” e de uma base de dados, “Scielo” ( Scientific Eletronic Library Online), LILACS. Com isso, os idiomas encontrados foram Português, Inglês e Espanhol com anos de 2015 a 2025. Tendo critérios de inclusão artigos que contribuíram com o tema abordado e referências atualizadas. Assim como os critérios de exclusão foram artigos sem nenhuma clareza no contexto, referências antigas ou de difícil acesso.
A pesquisa possui como universo 500 artigos sendo 25 utilizados como amostra. A coleta do estudo será realizada através de livros, artigos, teses e dentre outros. Sendo que a análise dos resultados será abordada de forma tabelada ou descritiva como narração.
8. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A abordagem das ideias dos autores será explicada através de quadros.
Quadro 1.0– Descreve os trabalhos, com autores e ano, título, tipo de estudo, amostra e procedimentos e resultados.
| Autores e ano | Título | Tipo de estudo | Amostra/Procedimentos | Resultados |
| Michelowski, Simão,Melo2014 | A Eficácia da Cinesioterapia na Redução da Diástase do Músculo Reto Abdominal em Puérperas de um Hospital Público em Feira de Santana – BA” | Estudo clínico intervencionista, ou experimental | A pesquisa foi realizada no setor Materno Infantil em um Hospital Público do Município de Feira de Santana, Bahia. Participaram da pesquisa 20 mulheres com idade entre 18 e 40 anos, no período do puerpério imediato, que apresentaram DMRA com diâmetro superior a 3 centímetros de largura, que tiveram no máximo três partos normais e que aceitaram participar do estudo. O período de realização da pesquisa foi de maio a julho de 2012 | Conclui-se que houve uma predominância maior de DMRA SU e U e que a cinesioterapia mostrou-se eficaz na redução das medidas, quando foram comparados o antes e o depois de cada uma. Porém, ao comparar a diferença nas medidas entre os grupos, não foi identificada diferença estatisticamente significante |
| Thabet, Ali A.; Alsheri, Mansour A. 2019 | “Efficacy of deep core stability exercise program in postpartum women with diastasis recti abdominis: arandomised controlled trial”.“Eficácia de um programa de exercícios de estabilização do core profundo em mulheres no pós-parto com diástase dos retos abdominais: um ensaio clínico randomizado controlado”. | Ensaio clínico Randomizado controlado. | O grupo de estudo consistiu em quarenta mulheres com diástase abdominal, com idades entre 23 e 33 anos, que foram aleatoriamente divididas em dois grupos. As 20 mulheres do primeiro grupo participaram de um programa de fortalecimento e estabilização do core, além de um programa de exercícios abdominais tradicionais, três vezes por semana, durante um período total de oito semanas. As outras 20 mulheres, que formaram o segundo grupo, participaram apenas do programa de exercícios abdominais tradicionais, três vezes por semana, durante oito semanas. Após esse procedimento, a separação inter-abdominal foi mensurada utilizando um paquímetro digital de náilon, enquanto a qualidade de vida foi avaliada pela Escala de Função Física (PF10) para todas as participantes. | Como resultado da utilização do programa de exercícios de estabilização profunda do core, a separação inter-retal apresentou uma diminuição estatisticamente significativa (P<0,0001), demonstrando uma melhora estatisticamente significativa na qualidade de vida dos grupos estudados (p<0,0001).. |
| Urbano, et al. 2019 | Exercícios de fortalecimento para o músculo reto abdominalcomo tratamento da diástase pós-gestacional | Revisão bibliográfica | Foi realizado um levantamento bibliográfico nas bases de dados Scielo, Bireme, Medline, Pubmed de artigos científicos publicados entre os anos de 1999 a 2018, utilizando como descritores isolados ou em combinação: Diástase abdominal; abdominal diastasis; músculo reto abdominal; rectus abdominis muscle; gestação; gestation; exercício físico e physical exercise | Os exercícios de fortalecimento aplicado são eficazes para reverter as possíveis intervenções cirúrgicas desnecessárias |
Araujo e Leite, 2012 | Diástase dos retos abdominais em puérperas e sua relação com variáveis obstétricas | Pesquisa de campo, utilizando análise descritiva e de natureza quantitativa | Foram selecionadas 100 puérperas de acordo com os critérios de inclusão: idade fértil, em puerpério imediato e que durante a internação não tenham recebido atendimento fisioterapêutico para correção da diástase. Fez-se o levantamento dos antecedentes obstétricos e clínicos por meio de um questionário. Posteriormente, avaliou-se a diástase com um paquímetro digital. Para analisar a correlação significativa entre o evento e as variáveis, foi aplicado o teste do qui-quadrado. | As puérperas que apresentaram a diástase eram multíparas, multigestas, com idade entre 19 e 30 anos, tendo seus filhos por meio de partos normais, com intervalos curtos entre as gestações. Quanto à localização, houve maior incidência da diástase supraumbilical associada à separação umbilical. |
| Pampolim et al. 2021. | Atuação Fisioterapêutica na redução da diástase abdominal no puerpério imediato | Estudo de intervenção randomizado (ensaio clínico) | Estudo de intervenção com randomização de dois grupos de 25 puérperas recrutadas em uma maternidade de Vitória-ES. Ambos foram submetidos à avaliação e mensuração da diástase através de um paquímetro, e no grupo de tratamento além da avaliação foi aplicado um protocolo de tratamento fisioterápico às 06 e 18 horas após o parto. Os dados f | Houve diminuição da diástase abdominal entre a primeira e a última avaliação (6h e 18h, respectivamente), em ambos os grupos de forma isolada e em ambas as variáveis analisadas., identificou-se que no grupo tratamento, a diminuição da diástase abdominal supra umbilical foi mais acentuada, sendo esta diferença estatisticamente significante (p < 0,001). |
Fonte: Próprio Autor, 2024.
Os estudos analisados demonstram que a atuação fisioterapêutica no tratamento da diástase dos músculos retos abdominais (DMRA) apresenta resultados consistentes e clinicamente relevantes, sobretudo quando fundamentada em protocolos de cinesioterapia e exercícios de estabilidade profunda. Em especial, o trabalho de Michelowski, Simão e Melo (2014) evidencia que intervenções aplicadas ainda no puerpério imediato podem gerar reduções significativas da separação muscular. As autoras observaram melhora progressiva em mulheres com DMRA superior a 3 cm, reforçando que a precocidade do tratamento e a ativação consciente da musculatura abdominal profunda contribuem para a reorganização muscular e redução da pressão intra-abdominal. Esses achados dialogam com a literatura que aponta a importância de iniciar a reabilitação o quanto antes, desde que respeitadas as condições clínicas da puérpera.
Corroborando com tais resultados, o ensaio clínico randomizado de Thabet e Alsheri (2019) demonstrou que programas específicos de estabilidade do core profundo — sobretudo com foco no músculo transverso do abdome — são significativamente mais eficazes do que exercícios convencionais no tratamento da DMRA em mulheres no pós-parto. O fortalecimento da musculatura estabilizadora profunda demonstrou promover melhor alinhamento lombo-pélvico, aumento do controle motor e diminuição mais expressiva da diástase. Comparando-se estes dados com aqueles do estudo brasileiro anterior, observa-se convergência metodológica e de resultados, apontando para a superioridade de protocolos estruturados de ativação do core, em detrimento de exercícios abdominais tradicionais.
Por outro lado, a revisão bibliográfica de Urbano et al. (2019) reforça a eficácia de exercícios de fortalecimento, sobretudo aqueles direcionados ao transverso e ao reto abdominal de forma funcional. A análise de diferentes bases de dados entre 1999 e 2018 mostrou que a cinesioterapia bem orientada reduz a necessidade de intervenções cirúrgicas, confirmando que a fisioterapia representa uma terapêutica segura, eficaz e de baixo custo. A amplitude temporal e a diversidade metodológica incluídas na revisão fortalecem a evidência de que a reabilitação ativa permanece como primeira escolha no manejo da DMRA.
Adicionalmente, estudos epidemiológicos permitem compreender o perfil das mulheres mais suscetíveis ao desenvolvimento de DMRA. A pesquisa de Araujo e Leite (2012) revela associação da diástase com multiparidade, curtos intervalos entre gestações, idade entre 19 e 30 anos e prevalência da separação supraumbilical. Esses achados justificam a importância da triagem fisioterapêutica precoce em maternidades e reforçam que fatores obstétricos influenciam diretamente a integridade da parede abdominal. Quando comparado a estudos de intervenção, percebe-se que identificar adequadamente o público de maior risco permite direcionar precocemente protocolos terapêuticos, otimizando os resultados.
De maneira complementar, o ensaio clínico de Pampolim et al. (2021) apresenta evidências robustas de que intervenções fisioterapêuticas aplicadas poucas horas após o parto podem reduzir significativamente a DMRA. A redução estatisticamente significativa na região supraumbilical (p < 0,001) no grupo tratado reforça que a fisioterapia imediata não apenas é segura, mas também eficiente para prevenir a progressão da diástase. Esse dado contribui para o avanço das práticas hospitalares, sugerindo que a inclusão de protocolos de ativação do core e orientação postural ainda na maternidade pode transformar a abordagem do puerpério.
Em síntese, ao comparar todos os estudos, observa-se que existe consenso sobre a eficácia da fisioterapia, especialmente com ativação de transverso e exercícios de estabilidade profunda;a importância da intervenção precoce, seja imediatamente após o parto ou nas primeiras semanas do puerpério, o papel da avaliação precisa, utilizando paquímetros ou testes padronizados, a necessidade de programas de exercícios individualizados, considerando fatores obstétricos e características da paciente (Pampolim et al. 2021; Urbano et al. 2019; Thabet, Ali A.; Alsheri, Mansour A. 2019; Michelowski, Simão,Melo. 2014)
Assim, o conjunto das evidências reafirma que a abordagem fisioterapêutica, quando aplicada de forma estruturada e embasada, desempenha papel essencial tanto na prevenção quanto na reabilitação da diástase abdominal, configurando-se como tratamento de primeira linha em mulheres no pós-parto (Lima, Feitosa, Martinelli. 2018)
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo em síntese foi abordado que o tratamento fisioterapêutico em mulheres com diástase abdominal no pós-parto, destacando seus principais aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. Os pontos-chave evidenciam que a diástase é uma condição frequente entre puérperas, podendo afetar tanto a funcionalidade quanto a qualidade de vida, especialmente devido a alterações estéticas, posturais e ao impacto emocional. O objetivo geral desta pesquisa foi demonstrar a importância do tratamento fisioterapêutico na redução da diástase abdominal no pós-parto, ressaltando sua eficácia e papel essencial no processo de recuperação
.Os resultados encontrados na literatura analisada mostram que a fisioterapia dispõe de abordagens seguras e eficazes, como cinesioterapia, exercícios de ativação do core profundo, eletroterapia e técnicas de estabilização abdominal. Estudos apontam que essas intervenções contribuem significativamente para a aproximação dos músculos retos abdominais, melhora da força muscular, diminuição de sintomas dolorosos e recuperação funcional. Além disso, verificou-se que o início precoce do tratamento, aliado ao acompanhamento contínuo, potencializa os resultados e favorece uma recuperação mais completa.
Também foi possível observar que a atuação fisioterapêutica vai além do tratamento físico, considerando aspectos emocionais, sociais e a individualidade de cada mulher. A intervenção adequada melhora não apenas as condições biomecânicas, mas também a autoestima, a percepção corporal e o bem-estar geral da puérpera. Dessa forma, os achados reforçam que a fisioterapia é fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento da diástase abdominal, contribuindo para uma reabilitação segura, funcional e humanizada.
Ao final, em poucas palavras , foi possível observar que o tratamento fisioterapêutico é indispensável para reduzir a diástase abdominal no pós-parto, oferecendo benefícios importantes para a saúde física e emocional das mulheres. As evidências demonstram que intervenções bem orientadas são eficazes e evitam, em muitos casos, procedimentos invasivos. Como perspectivas futuras, destaca-se a necessidade de ampliar pesquisas com protocolos padronizados, investir em tecnologias não invasivas e fortalecer estratégias preventivas durante a gestação e o puerpério. Assim, reforça-se a importância da fisioterapia como área essencial no cuidado integral à mulher.
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