REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202512081354
Wanessa Sousa Barros
Orientador(a): Prof. Drª. Clélea Oliveira Calvet
RESUMO
Nos últimos anos, a harmonização orofacial ganhou destaque na odontologia, impulsionada pela busca crescente por procedimentos estéticos minimamente invasivos. Entre as técnicas mais utilizadas, a aplicação da toxina botulínica tem se consolidado como recurso eficaz para fins funcionais e estéticos. Entretanto, apesar de sua ampla aceitação clínica, a literatura evidencia a ocorrência de intercorrências que podem comprometer os resultados e a qualidade de vida do paciente. Este estudo teve como objetivo identificar e discutir as principais complicações associadas ao uso da toxina botulínica na harmonização orofacial, analisando sua relevância clínica, os fatores de risco envolvidos e as medidas preventivas recomendadas. Trata-se de uma revisão de literatura, desenvolvida a partir de pesquisa em bases de dados eletrônicas (PubMed, SciELO e Google Acadêmico), incluindo artigos, meta-análises e relatos de caso publicados entre 2015 e 2025. Foram selecionados estudos que abordaram complicações decorrentes da aplicação da toxina botulínica em contextos estéticos, considerando aspectos técnicos, clínicos e psicológicos. Conclui-se que, embora a toxina botulínica seja considerada um procedimento seguro e eficaz, sua aplicação pode ocasionar intercorrências de gravidade variável, desde reações locais autolimitadas até complicações sistêmicas relevantes. A prevenção dessas ocorrências depende da capacitação profissional, da utilização de produtos regulamentados e do cumprimento rigoroso de protocolos técnicos e éticos. Assim, reforça-se a necessidade de atualização científica contínua e de novos estudos voltados à padronização de condutas seguras, consolidando a harmonização orofacial como prática responsável na odontologia contemporânea.
Palavras-chave: Toxina Botulínica Tipo A. Harmonização Orofacial. Intercorrências; Odontologia Estética.
ABSTRACT
In recent years, orofacial harmonization has gained prominence in dentistry, driven by the growing demand for minimally invasive aesthetic procedures. Among the most widely used techniques, botulinum toxin application has been consolidated as an effective tool for both functional and aesthetic purposes. However, despite its wide clinical acceptance, the literature reports complications that may compromise treatment outcomes and patients’ quality of life. This study aimed to identify and discuss the main complications associated with the use of botulinum toxin in orofacial harmonization, analyzing their clinical relevance, risk factors, and recommended preventive measures. A literature review was conducted through electronic databases (PubMed, SciELO, and Google Scholar), including articles, meta-analyses, and case reports published between 2015 and 2025. Studies addressing complications related to the application of botulinum toxin in aesthetic contexts were selected, considering technical, clinical, and psychological aspects. It is concluded that although botulinum toxin is considered a safe and effective procedure, its application may lead to complications of varying severity, ranging from self-limiting local reactions to more significant systemic adverse effects. Preventing these events depends on professional training, the use of regulated products, and strict adherence to technical and ethical protocols. Therefore, continuous scientific updating and further studies aimed at standardizing safe practices are essential to consolidate orofacial harmonization as a responsible practice in contemporary dentistry.
Keywords: Botulinum Toxin Type A. Orofacial Harmonization. Complications. Aesthetic Dentistry.
1. INTRODUÇÃO
Nos últimos anos a procura por procedimentos estéticos tem aumentado de forma significativa. O conceito de beleza facial evoluiu ao longo do tempo, com as pessoas agora valorizando mais a harmonia facial do que traços perfeitos. A estética facial está intimamente ligada ao sorriso, que é composto por uma combinação de elementos faciais, incluindo dentes, gengivas e lábios (Jesus; Vieira; Vieira, 2016).
A odontologia está ganhando mais destaque do que nunca, especialmente devido ao fato de muitos profissionais estarem promovendo seus serviços em várias mídias, incluindo redes sociais, e utilizando um sorriso encantador para impactar positivamente a vida das pessoas. Além de focar na estética e na função, o uso de toxinas e preenchimentos também pode oferecer suporte a uma variedade de tratamentos, como bruxismo, distonia, aumento de volume facial, combate ao envelhecimento facial, entre outros (Barroso, 2021).
A busca por procedimentos de harmonização facial está em constante crescimento, especialmente devido ao fato de serem considerados minimamente invasivos. A toxina botulínica, por exemplo, é um tratamento não cirúrgico que impede a contração muscular, possibilitando o rejuvenescimento da pele. Este tratamento é preferido em relação a outros procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos devido aos excelentes resultados que oferece (Silva, et al.,2022).
A Toxina Botulínica é uma neurotoxina produzida por uma bactéria anaeróbica do tipo gram positiva chamada Clostridiumbotulinum (Shimizu et al., 2023). Embora geralmente seguro, é importante ressaltar que, como todos os tratamentos injetáveis, a toxina botulínica também pode apresentar complicações e intercorrências, Essas intercorrências quando ocorre são danosas aos pacientes, pois causam diversos fatores negativos como a depressão, reclusão social, afeta o bem-estar e o desequilíbrio psicológico (Silva et al., 2022).
As intercorrências podem variar em gravidade e duração, sendo essencial que médicos e profissionais de saúde estejam cientes delas para garantir a segurança e a satisfação dos pacientes. Diversos estudos têm abordado as intercorrências relacionadas ao uso da toxina botulínica, destacando a importância da vigilância e do acompanhamento adequado durante e após o tratamento (Pereira et al., 2023).
De forma geral, este estudo tem como objetivo descrever as intercorrências associadas ao uso da toxina botulínica (Botox) na harmonização orofacial, considerando os principais efeitos adversos relatados na literatura e sua relevância clínica. Especificamente, busca-se investigar os fatores de risco que podem contribuir para o surgimento dessas intercorrências, como a idade do paciente, o histórico médico e a habilidade técnica do profissional responsável pelo procedimento, bem como relacionar os potenciais riscos e complicações associados a esse tratamento estético amplamente utilizado.
2. METODOLOGIA
Este estudo constituiu uma revisão de literatura, na qual a identificação e seleção das fontes de informação foram realizadas por meio de uma busca sistemática em bases de dados eletrônicas de relevância internacional, incluindo PubMed, Google Acadêmico e Scielo. Utilizaram-se palavras-chave previamente definidas, tais como “Toxinas Botulínicas Tipo A”, “estética”, “efeitos adversos”, sendo estes também os descritores (DECS- MESH) utilizados, bem como seus termos em inglês: “Botulinum Toxin Type A”, “Aesthetics”,” Adverse Effects”.
Foram incluídos artigos originais publicados em periódicos científicos, meta-análises e relatos de caso que abordaram, de forma específica, as complicações associadas ao uso da toxina botulínica em procedimentos estéticos. Os critérios de inclusão contemplaram estudos publicados no período de 2015 a 2025, sem restrição quanto ao delineamento metodológico, desde que apresentassem dados relevantes para a temática investigada. Foram excluídas publicações que não apresentavam relação direta com o objeto de estudo ou que se encontravam fora do recorte temporal estabelecido.
3. REVISÃO DE LITERATURA
3.1 TOXINA BOTULÍNICA
As neurotoxinas botulínicas (NTB) são substâncias derivadas da bactéria gram-negativa Clostridium botulinum. Elas pertencem a um grupo de peptídeos hidrofílicos de elevada massa molecular, baixa difusão tecidual e elevada toxicidade (Barbosa et al., 2017).
A toxina botulínica (TXB), formada a partir dos esporos do Clostridium botulinum, é a responsável pelo botulismo — enfermidade que pode causar diplopia ou visão turva, dificuldade para falar, queda da pálpebra, disfagia, xerostomia, fraqueza muscular e, em casos não diagnosticados e tratados, pode levar ao óbito (Carvalho; Alcântara, 2020).
A TXB possui diferentes sorotipos, classificados de acordo com suas particularidades genéticas e fenotípicas. Embora apresentem mecanismos farmacológicos semelhantes, atuam em diferentes locais dos neurônios responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos ao cérebro, variando em relação às suas propriedades sorológicas (Carvalho; Alcântara, 2020).
A bactéria é capaz de produzir sete tipos distintos de neurotoxinas — A, B, C, D, E, F e G — sendo o sorotipo A (TXB-A) o mais aplicado clinicamente. Trata-se de uma das substâncias mais potentes conhecidas, mas, quando administrada em doses controladas, promove uma desnervação química temporária da musculatura esquelética, ao bloquear a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas motoras. Isso resulta em paralisia muscular transitória, sem provocar efeitos sistêmicos relevantes. Apesar de seu elevado potencial tóxico, seu mecanismo de ação confere grande valor terapêutico em diversas áreas da saúde (Pinto, 2014).
O uso clínico da toxina botulínica começou a ser investigado no final da década de 1960 pelo oftalmologista norte-americano Alan B. Scott, que buscava alternativas para o tratamento do estrabismo infantil. Em 1970, Edward J. Schantz utilizou o sorotipo A para corrigir essa condição. Já em 1978, a agência reguladora de saúde dos Estados Unidos aprovou a aplicação da TXB-A em pacientes com estrabismo, verificando também benefícios estéticos, como o rejuvenescimento facial. Dessa forma, a substância passou a ser incorporada na área estética, tendo sua liberação oficial para esse fim nos EUA em 1992 (Santos et al., 2017).
No Brasil, o Conselho Federal de Odontologia regulamentou o emprego da toxina botulínica na odontologia por meio da Resolução nº 176/2016. O documento estabelece que cirurgiões-dentistas podem utilizá-la, juntamente com preenchedores faciais, tanto para finalidades funcionais quanto estéticas, desde que restritas à área anatômica compreendida entre o osso hioide e o ponto násio, e anteriormente ao tragus, incluindo suas estruturas associadas (Conselho Federal de Odontologia, 2016).
O mecanismo de ação clássico da TXB-A baseia-se na inibição da liberação de acetilcolina nos terminais nervosos periféricos. Uma vez injetada, a toxina difunde-se até o terminal nervoso colinérgico, onde inicia seu efeito (Dall’Magro et al., 2015).
Esse processo ocorre em três fases principais: ligação ao terminal nervoso, internalização e translocação, e posterior bloqueio da exocitose dependente de cálcio do neurotransmissor. O resultado é uma desnervação parcial e temporária da musculatura, reduzindo a força de contração. Algumas fibras permanecem ativas, o que permite contrações residuais, ainda que mais fracas, melhorando postura e função muscular. A paralisia clínica começa a se manifestar em até 24 horas, atingindo seu pico em cerca de duas semanas. Após dois meses, o processo de regeneração neural inicia-se com a formação de brotamentos, que restabelecem a junção neuromuscular e recuperam a função motora normal. Paralelamente, ocorre a restauração das proteínas vesiculares envolvidas na liberação de acetilcolina, devolvendo gradualmente a atividade muscular sem deixar sequelas (Azan et al., 2015).
O uso da TXB-A em humanos é considerado seguro, desde que respeitada a dose máxima de 80 a 100U por sessão. Para que houvesse risco letal, seria necessário administrar quantidade cerca de 30 vezes maior. Os efeitos adversos são incomuns, geralmente leves e transitórios, como dor de cabeça, náusea, palpitação, parestesia, equimoses, edema, xerostomia e prurido, podendo também ocorrer difusão para músculos próximos. Por isso, é essencial que o cirurgião-dentista possua amplo conhecimento anatômico e técnica adequada, a fim de evitar falhas funcionais e estéticas (Azevedo, 2020).
Entre as contraindicações estão pacientes portadores de doenças neuromusculares, distúrbios autoimunes adquiridos ou alterações na transmissão neuromuscular, além de gestantes, lactantes, indivíduos em uso de aminoglicosídeos ou com histórico de hipersensibilidade à substância (Machado et al., 2020).
Atualmente, a toxina botulínica do tipo A (TXB-A) vem sendo amplamente reconhecida como alternativa terapêutica no tratamento do bruxismo. Desde a década de 1990, sua aplicação tem mostrado resultados consistentes e positivos, reforçando sua eficácia tanto em contextos estéticos quanto funcionais (Alencar et al., 2020).
3.2 FISIOPATOLOGIA DAS COMPLICAÇÕES
A difusão da toxina botulínica para áreas adjacentes ao ponto de aplicação constitui um dos principais fatores envolvidos nas complicações estéticas. Quando a substância ultrapassa o local previsto, pode atingir músculos vizinhos e provocar efeitos indesejados, como ptose palpebral ou assimetrias faciais. Esse fenômeno ocorre devido à capacidade da toxina de se espalhar pelos tecidos, sobretudo em regiões de maior vascularização ou em pacientes com anatomia diferenciada, o que aumenta o risco de intercorrências (Santos et al., 2024; André et al., 2024).
A técnica de aplicação é outro ponto determinante para a ocorrência de complicações. Injeções em planos incorretos, excesso de profundidade ou falhas na delimitação anatômica podem favorecer a dispersão da toxina para estruturas não desejadas (Carvalho et al., 2025;)
Além disso, a quantidade administrada influencia diretamente na extensão da difusão: doses acumuladas ou mal distribuídas tendem a potencializar o relaxamento muscular excessivo e gerar resultados adversos transitórios ou persistentes (Petry et al., 2024).
O transporte linfático e sistêmico também pode contribuir para complicações mais raras, mas clinicamente relevantes. Há relatos de que pequenas quantidades da toxina, quando absorvidas além da região de aplicação, podem ocasionar sintomas distantes do local tratado, como disfagia e fraqueza muscular. Esse risco é ampliado em pacientes com particularidades anatômicas ou condições neuromusculares prévias, que tornam o organismo mais suscetível aos efeitos adversos da substância (Manganaro et al., 2022).
Dessa forma, o conhecimento da variabilidade anatômica individual é fundamental para reduzir a incidência de complicações e aumentar a segurança do procedimento(Guimarães Santos et al., 2024).
3.3 COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS AO USO DA TOXINA BOTULÍNICA NA HARMONIZAÇÃO FACIAL
A toxina botulínica, derivada da bactéria Clostridium botulinum, é amplamente utilizada em procedimentos estéticos e terapêuticos por sua capacidade de promover o relaxamento muscular temporário através da inibição da liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares (Berwanger et al., 2023; Choudhury et al., 2021). Apesar de ser considerada uma substância segura quando aplicada corretamente, estudos recentes ressaltam a importância de compreender suas potenciais complicações locais, regionais e sistêmicas, bem como os fatores de risco associados à técnica inadequada e ao uso de produtos não regulamentados (Matarasso, 2017; Silva et al., 2022).
Entre as complicações locais e imediatas mais comuns estão a dor, eritema, edema e hematomas no ponto de aplicação. Tais reações são normalmente transitórias e estão relacionadas à penetração da agulha em áreas ricamente vascularizadas, podendo ser prevenidas com técnicas adequadas de assepsia e compressas frias pós-procedimento (Klein et al., 2022). Reações inflamatórias leves ou de hipersensibilidade também podem ocorrer, sendo geralmente autolimitadas. A falha de assepsia, por outro lado, pode resultar em infecções locais, reforçando a necessidade de protocolos rigorosos de limpeza e esterilização dos instrumentos utilizados (Carruthers et al., 2020).
Complicações regionais decorrem, principalmente, da difusão da toxina para músculos adjacentes. Segundo Bombonato et al. (2025), a ptose palpebral, diplopia e fraqueza labial temporária estão entre as intercorrências mais frequentes. Essas manifestações estão associadas à má localização anatômica durante a injeção ou ao excesso de volume aplicado. O comprometimento de músculos como o masseter e o zigomático pode causar desequilíbrio facial, resultando em sorriso assimétrico ou alterações transitórias na mastigação e na fala (Ramos et al., 2022).
As complicações sistêmicas são raras, mas potencialmente graves. Casos de disfagia, fraqueza muscular generalizada e sintomas semelhantes ao botulismo foram relatados em situações de superdosagem ou quando há absorção sistêmica do produto (De Souza Braga et al., 2019). Esses efeitos estão geralmente associados ao uso de doses elevadas, má técnica de aplicação ou produtos falsificados, reforçando a necessidade de monitoramento clínico e farmacovigilância constante (Carpentier et al., 2025).
As reações imunológicas constituem outro tipo de complicação associada à toxina botulínica. A formação de anticorpos neutralizantes pode reduzir a eficácia do tratamento em aplicações subsequentes. Essa resposta imunológica ocorre principalmente em pacientes submetidos a aplicações frequentes, com intervalos curtos entre as sessões, doses elevadas ou uso de formulações com proteínas complexantes (Bellows & Jankovic, 2019). A literatura recomenda espaçar as aplicações e utilizar formulações purificadas para minimizar o risco de resistência terapêutica.
Do ponto de vista estético e funcional, as intercorrências mais observadas incluem assimetrias faciais, hipocorreção ou hiperexpressão compensatória. Esses resultados comprometem a harmonia facial e a satisfação do paciente, podendo gerar desconforto psicológico e percepção negativa do resultado obtido (Petry et al., 2024). Segundo Manganaro et al. (2022), a maioria desses casos está associada à falta de domínio anatômico ou à ausência de planejamento individualizado, evidenciando a importância da capacitação técnica dos profissionais que atuam na harmonização orofacial.
Entre os fatores de risco e causas das complicações, destacam-se o desconhecimento anatômico, a técnica incorreta de diluição e injeção, o uso de doses excessivas e a aplicação em pacientes com distúrbios neuromusculares pré-existentes. Além disso, o uso de produtos sem registro da ANVISA aumenta substancialmente o risco de reações adversas e eventos infecciosos (Guimarães & Lima, 2023). O domínio da anatomia facial, aliado a um protocolo de avaliação prévia detalhado, é essencial para prevenir tais ocorrências (Wanderley et al., 2021).
A prevenção das complicações depende de uma abordagem criteriosa e sistemática. Avaliar o histórico médico do paciente, identificar o uso de anticoagulantes e alergias, e observar a simetria muscular antes da aplicação são medidas preventivas fundamentais (Santos et al., 2017). O uso de agulhas adequadas, velocidade controlada de injeção e respeito à profundidade ideal contribuem para resultados previsíveis e seguros. A assepsia rigorosa é indispensável para evitar infecções locais, sendo recomendada a utilização de antissépticos tópicos e materiais descartáveis.
Em casos de complicações, o manejo deve ser imediato e adequado. Para a ptose palpebral, colírios simpatomiméticos como a apraclonidina podem ser utilizados para melhorar temporariamente a abertura ocular. Hematomas podem ser tratados com compressas frias e suspensão de atividades que aumentem o fluxo sanguíneo local, enquanto reações inflamatórias leves respondem bem a corticoides tópicos de baixa potência (Bugni & Giacomini, 2021). Já complicações sistêmicas exigem encaminhamento médico urgente, reforçando a importância de o profissional conhecer protocolos de emergência.
Em síntese, o uso da toxina botulínica na harmonização orofacial é uma prática consolidada e eficaz, desde que realizada com segurança, ética e embasamento técnico-científico. O domínio anatômico, a capacitação contínua e a adesão a protocolos padronizados são determinantes para minimizar riscos e maximizar a satisfação do paciente. A literatura revisada enfatiza que a excelência clínica depende não apenas da técnica de aplicação, mas também da capacidade do profissional em reconhecer e manejar precocemente intercorrências, assegurando resultados previsíveis e duradouros.
4.DISCUSSÃO
A literatura evidencia que as complicações associadas à toxina botulínica em harmonização facial, embora pouco frequentes, estão presentes em número considerável de relatos clínicos e revisões. André, Almeida e Mendonça (2024) apontam que os eventos mais prevalentes são ptose, hematomas, edema e equimoses, em geral de caráter leve e autolimitado. De modo semelhante, Santos, Mesquita e Miranda (2024) relatam que esses efeitos adversos são, na maior parte, temporários e decorrentes de reações inflamatórias locais.
Entretanto, há divergências quanto à gravidade potencial dessas intercorrências. Enquanto alguns autores reforçam o caráter transitório, Manganaro, Pereira e Silva (2022) alertam que regiões perioculares e periorais apresentam maior susceptibilidade, com risco aumentado de sequelas funcionais. Carvalho et al. (2025) acrescentam que a busca crescente por procedimentos, especialmente no Brasil, amplia a exposição a esses riscos, o que explica a maior quantidade de relatos nacionais em comparação a dados internacionais.
No panorama global, estudos internacionais registram menor incidência de complicações graves, fato que pode estar associado à regulamentação mais rígida e à capacitação profissional mais uniforme (Petry et al., 2024). Assim, a prevalência varia de acordo com a realidade de cada país, reforçando que o perfil das complicações é determinado tanto por fatores clínicos quanto por contextos socioculturais.
O risco de intercorrências é influenciado principalmente por doses elevadas, falhas na diluição e técnicas de aplicação inadequadas. André, Almeida e Mendonça (2024) enfatizam que a reconstituição incorreta da toxina facilita a difusão para músculos adjacentes, gerando resultados indesejados como ptose palpebral ou assimetrias faciais. Essa visão é reforçada por Walker e Dayan (2014), que destacam a importância de protocolos padronizados de diluição.
Outro aspecto apontado por Santos, Mesquita e Miranda (2024) refere-se às condições pré-existentes do paciente. Doenças neuromusculares e o uso concomitante de fármacos que atuam na junção neuromuscular elevam significativamente o risco de complicações sistêmicas, incluindo disfagia e fraqueza muscular generalizada. Dessa forma, a avaliação prévia é considerada etapa imprescindível na prevenção.
Ainda, autores como Carvalho et al. (2025) e Petry et al. (2024) enfatizam o papel da capacitação do aplicador. Quando realizados por profissionais sem treinamento ou fora de sua área de competência, os procedimentos apresentam maior taxa de falhas e eventos adversos. Assim, conhecimento anatômico aprofundado e formação contínua são apontados como fatores críticos de segurança.
Mesmo intercorrências classificadas como leves, como equimoses ou edemas, podem gerar impacto significativo na autoestima do paciente. Carvalho et al. (2025) ressaltam que alterações estéticas visíveis, ainda que temporárias, interferem na percepção da autoimagem. Essa questão é ampliada quando as complicações envolvem ptose ou assimetrias, que comprometem diretamente a harmonia facial.
De acordo com Petry et al. (2024), pacientes que buscam procedimentos movidos por padrões irreais de beleza são mais propensos à frustração quando os resultados não correspondem às expectativas. Esse descompasso pode desencadear ansiedade, insatisfação e, em alguns casos, transtornos relacionados à imagem corporal.
Manganaro, Pereira e Silva (2022) complementam que a relevância psicológica das complicações é proporcional ao nível de expectativa depositado no procedimento. Nesse sentido, a comunicação clara dos riscos, antes da intervenção, é apontada como medida fundamental para reduzir a frustração e promover decisões mais conscientes.
Autores como André, Almeida e Mendonça (2024) defendem que a maioria das complicações é transitória, envolvendo dor, eritema e edema, que tendem a desaparecer com cuidados simples. Tais eventos estão fortemente associados à perfuração de pequenos vasos e à resposta inflamatória local.
Contudo, Bugni e Giacomini (2021) e Santos, Mesquita e Miranda (2024) chamam a atenção para complicações de maior gravidade, como disfagia, diplopia e alterações respiratórias, embora raras. Esses quadros geralmente decorrem de erros técnicos, diluição inadequada ou aplicação em pacientes de risco.
Há consenso de que a frequência das complicações graves é baixa, mas seus efeitos clínicos e sociais são mais relevantes, exigindo diagnóstico precoce e protocolos de intervenção. Assim, a distinção entre intercorrências leves e graves é crucial para definir condutas e orientar os pacientes.
Quando a toxina botulínica é combinada com outros recursos, como preenchimento com ácido hialurônico ou endolaser, o risco de complicações aumenta. Manganaro, Pereira e Silva (2022) identificaram maior suscetibilidade de intercorrências na região periocular quando múltiplas técnicas são aplicadas simultaneamente.
Apesar disso, André, Almeida e Mendonça (2024) destacam que a toxina, isoladamente, apresenta baixo risco de complicações vasculares, indicando que o problema não é a substância em si, mas a forma como as técnicas são combinadas. Dessa forma, o planejamento adequado e o espaçamento entre procedimentos aparecem como estratégias para reduzir riscos.
Portanto, há concordância de que a associação de técnicas pode ser vantajosa esteticamente, mas exige avaliação criteriosa, conhecimento anatômico e integração entre profissionais para evitar efeitos adversos potencializados.
Um ponto amplamente debatido é o impacto do uso indiscriminado da toxina e da circulação de produtos falsificados. Petry et al. (2024) e Carvalho et al. (2025) enfatizam que a popularização dos procedimentos atraiu profissionais sem habilitação adequada, aumentando a incidência de erros técnicos e complicações.
Além disso, a utilização de toxinas de procedência duvidosa representa um risco ainda maior. Esses produtos podem ter potência variável, falhas no armazenamento ou contaminação, levando a eventos adversos graves. Os autores concordam que a fiscalização regulatória e campanhas de conscientização pública são medidas necessárias para enfrentar esse cenário.
Assim, tanto a qualificação profissional quanto o combate ao mercado paralelo são condições indispensáveis para reduzir intercorrências graves e preservar a segurança do paciente.
A responsabilidade do profissional frente às complicações é consenso na literatura. Manganaro, Pereira e Silva (2022) e André, Almeida e Mendonça (2024) destacam que a obtenção do consentimento informado e a comunicação de riscos ao paciente são obrigações éticas fundamentais.
Carvalho et al. (2025) defendem ainda maior rigor na fiscalização de quem está autorizado a aplicar tais procedimentos. Já Petry et al. (2024) apontam a necessidade de programas de capacitação contínua como complemento essencial, para garantir atualização técnica e reduzir falhas.
Nesse debate, percebe-se que a solução passa tanto por medidas regulatórias quanto pela formação e responsabilidade ética dos aplicadores, visando proteger o paciente e qualificar a prática clínica.
A prevenção é unanimemente tratada como pilar central da prática segura. André, Almeida e Mendonça (2024) reforçam a necessidade de avaliação clínica detalhada, respeito às doses máximas e técnica correta de aplicação. Walker e Dayan (2014) destacam que a padronização da diluição é decisiva para evitar difusão indesejada da toxina.
Outros autores, como Carvalho et al. (2025), ressaltam o valor da anamnese cuidadosa, identificação de comorbidades e uso de checklists de segurança. Medidas complementares incluem o uso de material estéril, armazenamento adequado do produto e capacitação constante do profissional.
Assim, ainda que haja diferenças quanto ao grau de padronização exigido, todos concordam que protocolos preventivos bem estruturados são determinantes para reduzir complicações e promover resultados previsíveis.
No manejo imediato, intercorrências leves como edema, dor e equimoses são tratadas de forma conservadora, com compressas frias, analgesia e acompanhamento clínico (Santos; Mesquita; Miranda, 2024). Ptose palpebral discreta pode ser manejada com medidas farmacológicas tópicas, enquanto casos mais severos requerem acompanhamento oftalmológico.
Já as complicações sistêmicas ou graves, como disfagia intensa e sintomas semelhantes ao botulismo, demandam atendimento hospitalar, suporte respiratório e atuação de equipe multidisciplinar (André; Almeida; Mendonça, 2024). Esses casos são raros, mas exigem vigilância rigorosa e notificação às autoridades de saúde para fins de farmacovigilância.
Dessa forma, o manejo deve ser individualizado e proporcional à gravidade, priorizando o suporte clínico adequado e a integração de especialistas para garantir segurança e recuperação do paciente.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A revisão da literatura demonstrou que a toxina botulínica constitui um recurso terapêutico relevante e seguro na harmonização orofacial, desde que aplicada dentro dos limites técnicos e legais estabelecidos. Contudo, as intercorrências descritas, variando de manifestações locais leves e transitórias até complicações sistêmicas potencialmente graves, evidenciam a necessidade de rigor na indicação, na técnica de aplicação e na escolha de produtos devidamente regulamentados, a fim de minimizar riscos e garantir previsibilidade clínica.
Os achados analisados apontam que grande parte das complicações decorre de falhas técnicas, ausência de protocolos padronizados e uso indiscriminado da substância, frequentemente associado à atuação de profissionais não capacitados ou à utilização de produtos de procedência duvidosa. Tais fatores ressaltam a importância do conhecimento anatômico aprofundado, da formação continuada e da responsabilidade ética do profissional, que deve adotar medidas preventivas e assegurar ao paciente informações claras quanto aos riscos e limitações do procedimento.
Conclui-se, portanto, que a toxina botulínica, quando utilizada de forma criteriosa, representa um recurso eficaz na prática odontológica estética e funcional, mas requer protocolos de segurança bem estabelecidos, fiscalização rigorosa e constante atualização científica. Ademais, recomenda-se o incentivo a novos estudos clínicos e revisões sistemáticas que permitam o aprimoramento das técnicas, a redução das intercorrências e a consolidação de práticas baseadas em evidências no campo da harmonização orofacial.
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