SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL: OBTENÇÃO DO SELO VERDE EM EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES

SUSTAINABILITY IN CIVIL CONSTRUCTION: OBTAINING THE GREEN SEAL FOR SINGLE-FAMILY HOMES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511261205


Erinete Valentim Jerônimo1
Raquel Freitas Reis2


Resumo 

Este trabalho objetiva elaborar um manual simplificado para orientar profissionais, proprietários e financiadores na obtenção de certificação ambiental, o chamado selo verde. A pesquisa, de natureza exploratória e bibliográfica, analisa os principais selos aplicáveis no Brasil, como o Selo Casa Azul + Caixa Econômica Federal (CAIXA), o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), a Alta Qualidade Ambiental Haute Qualité Environnementale (AQUA-HQE) e o Excellence in Design for Greater Efficiencies (EDGE), que abrangem critérios desde a concepção do projeto até a fase de habitabilidade. O estudo demonstra que o setor está em transformação, substituindo práticas tradicionais por soluções tecnológicas, como sistemas industrializados, materiais de baixo impacto, simulações energéticas e reaproveitamento de águas pluviais. Conclui-se que, embora o Selo Casa Azul + CAIXA não reduza diretamente o valor do financiamento, ele pode gerar condições diferenciadas de crédito, incentivando sua adoção. Assim, o manual proposto contribui para democratizar o acesso às certificações e fortalecer a cultura da sustentabilidade na construção civil. 

Palavras-chave: Selo de Sustentabilidade. Casa Azul + CAIXA. Manual prático. 

1. INTRODUÇÃO 

A construção civil figura entre os setores de maior impacto ambiental em escala global, uma vez que demanda elevado consumo de recursos naturais, energia e água, além de ser responsável por significativa geração de resíduos sólidos e emissões de gases de efeito estufa. Conforme o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2022, p. 9 a 7), “as edificações respondem por aproximadamente 31% das emissões globais de dióxido de carbono (CO₂) relacionadas à energia”, o que reforça a urgência na adoção de práticas construtivas mais sustentáveis e compatíveis com as metas globais de descarbonização. 

A construção civil representa uma parcela significativa da economia brasileira, tendo relação direta com o PIB e gerando impacto na economia, mas ainda carece de instrumentos práticos que aproximem a teoria das exigências normativas do cotidiano das obras. Segundo o 

IBGE (2025) a participação deste setor no PIB foi de 6,6% no ano de 2024, com acréscimo de 3,4% em relação ao ano anterior, sendo considerada a maior taxa desde 2021. 

Nesse contexto, a implementação de certificações ambientais, popularmente conhecidas como selos verdes, surge como estratégia fundamental para induzir mudanças nos processos construtivos, promover a eficiência no uso de insumos e fortalecer a imagem das organizações diante da sociedade. Essas certificações tornaram-se referências internacionais e nacionais, incentivando construtoras e incorporadoras a adotar estratégias de projeto e gestão ambiental que reduzam os impactos durante todo o ciclo de vida das edificações. 

Atualmente, observa-se a carência de manuais simplificados que sirvam como instrumentos de incentivo e orientação para pessoas físicas e jurídicas envolvidas em atividades construtivas, de modo a facilitar a implementação de práticas sustentáveis de forma acessível, objetiva e aplicável em diferentes etapas da obra. 

Apesar de existirem diferentes sistemas de certificação, como o Selo Casa Azul + CAIXA, o LEED, o AQUA-HQE e o EDGE, muitos profissionais e empreendedores encontram barreiras em aplicá-los, seja pela complexidade dos critérios técnicos, seja pelo custo elevado dos processos de certificação. 

Com base nesse cenário, o objetivo geral deste estudo é elaborar um manual simplificado que oriente profissionais, proprietários e financiadores quanto à obtenção de certificações ambientais, os chamados selos verdes, aplicadas especificamente a edificações residenciais unifamiliares. 

Tendo como objetivos específicos: realizar um levantamento do estado da arte sobre os principais selos verdes atualmente utilizados ou em implantação no Brasil, comparar os sistemas de certificação sustentável, identificando suas diferenças, vantagens, limitações e critérios de avaliação e selecionar o sistema de certificação mais adequado para servir de base para a elaboração de um manual orientativo simplificado. 

Diante da relevância do setor para a economia brasileira, torna-se fundamental incentivar a adoção e a implementação de selos verdes, que possuem potencial para impulsionar a transformação sustentável da construção civil e contribuir para o aquecimento econômico. Esse cenário é favorecido pela disponibilidade de linhas de crédito específicas voltadas ao segmento, que estimulam práticas construtivas mais responsáveis e eficientes. Substituindo práticas tradicionais por soluções tecnológicas, como sistemas construtivos industrializados, uso de materiais de baixo impacto, eficiência energética e redução no consumo de água.  

Assim, a criação de um manual prático contribui para democratizar o acesso às certificações, fortalecer a cultura da sustentabilidade e consolidar os selos verdes não apenas como um diferencial competitivo, mas como padrão de qualidade na construção civil brasileira. 

A elaboração de um manual passo a passo para a obtenção de selos verdes no Brasil justifica-se pela necessidade de tornar mais acessíveis e compreensíveis os requisitos técnicos, documentais e operacionais dessas certificações, cuja complexidade frequentemente dificulta sua aplicação por profissionais, empresas de pequeno porte e pessoas físicas que constroem. A ausência de materiais simplificados limita a disseminação de práticas sustentáveis e reduz o potencial de transformação do setor, que poderia se beneficiar de obras mais eficientes, econômicas e ambientalmente responsáveis. Um manual estruturado, objetivo e didático contribui para orientar os procedimentos necessários, minimizar erros, reduzir custos e ampliar o acesso a linhas de financiamento verde, fortalecendo a competitividade e estimulando a adoção de soluções construtivas alinhadas aos princípios do desenvolvimento sustentável. 

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA 

2.1 Sustentabilidade e Construção Civil 

A construção civil é reconhecida como um dos setores que mais impactam o meio ambiente em escala global, tanto pelo elevado consumo de recursos naturais quanto pela expressiva geração de resíduos sólidos e emissões de gases de efeito estufa. Conforme o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2022), o setor da construção responde por cerca de 31% das emissões globais de dióxido de carbono (CO₂) relacionadas à energia (Tabela 1), o que reforça a urgência de práticas mais sustentáveis em todo o ciclo de vida das edificações. 

Tabela 1 – Impacto Ambiental da Construção Civil

Fonte: Adaptado do IPCC (2022) e CTE (2025). 

No contexto brasileiro, estudos recentes apontam que a sustentabilidade na construção civil ainda enfrenta desafios estruturais e operacionais, especialmente o uso de resíduos de construção e demolição como agregados na indústria do concreto é uma maneira eficaz de resolver a problemática ambiental acerca da geração destes resíduos (SALES; SALES; SOUSA, 2021, p. 138).Tais fragilidades evidenciam a necessidade de adoção de tecnologias limpas, inovação em processos construtivos e uso de materiais com menor impacto ambiental. 

De acordo com Suzuki e Lima (2018, p. 11), para que os princípios da sustentabilidade sejam efetivamente atendidos na construção civil, os diferentes atores da cadeia produtiva devem incorporar tecnologias, métodos e processos de baixo impacto ambiental. As autoras destacam que essa adoção envolve reduzir o consumo de materiais não renováveis, de água e de energia, além de minimizar a geração de resíduos ao longo de todo o ciclo de vida da edificação. 

Além disso, publicações recentes, como o Guia de Construção Sustentável da Caixa Econômica Federal (CAIXA, 2023) e o Manual de Eficiência Energética e Gestão de Recursos na Edificação (EPE, 2022), destacam a importância de práticas aplicáveis aos empreendimentos residenciais e comerciais, tais como reaproveitamento de águas pluviais, ventilação cruzada, uso de iluminação natural, sistemas solares e manejo adequado dos resíduos da construção. 

Dessa forma, observa-se que a busca por soluções sustentáveis na construção civil não se limita à inovação tecnológica, mas envolve uma mudança de paradigma no modo de projetar, executar e gerir edificações, de modo a alinhar o desenvolvimento urbano aos princípios da sustentabilidade e aos compromissos ambientais assumidos pelo Brasil nos fóruns internacionais de clima e energia. 

2.2 Histórico das certificações sustentáveis 

O movimento em prol da construção sustentável consolidou-se internacionalmente a partir da década de 1990, com o avanço de programas de gestão ambiental e o fortalecimento de políticas globais voltadas à mitigação dos impactos das atividades humanas. Nesse cenário, surgiram as primeiras certificações voltadas à sustentabilidade das edificações, como o BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), criado no Reino Unido em 1990, e o LEED, desenvolvido nos Estados Unidos em 1998 pelo U.S. Green Building Council (USGBC).  

No Brasil, o conceito de certificação sustentável ganhou força a partir dos anos 2000, com a difusão dos princípios da construção verde e o aumento das exigências normativas relacionadas ao desempenho das edificações. O país passou a adotar sistemas internacionais, como o LEED e o AQUA-HQE, além de desenvolver programas próprios adaptados à realidade nacional, como o Selo Casa Azul + CAIXA (2009) e o Selo Procel Edificações. Mais recentemente, a certificação EDGE, criada pela International Finance Corporation (IFC), também foi incorporada ao mercado brasileiro, voltada à eficiência de recursos em empreendimentos habitacionais e comerciais.  

2.3 Selos Sustentáveis na Construção Civil 

A certificação socioambiental de edificações, representada pelos chamados selos verdes, surgiu como um instrumento estratégico de avaliação, reconhecimento e incentivo à adoção de práticas sustentáveis. Essas certificações avaliam critérios relacionados à eficiência energética, uso racional da água, escolha de materiais, gestão de resíduos e qualidade ambiental interna, atribuindo aos empreendimentos uma chancela de sustentabilidade (CBIC, 2020). 

Segundo a Revista Exame (2022), o Brasil está entre os países com maior número de obras sustentáveis no mundo, posicionando-se atrás apenas de nações como China, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos. Contudo, no caso específico das edificações residenciais unifamiliares, a adoção de selos verdes ainda é limitada, sobretudo devido aos elevados custos de implementação, à complexidade dos requisitos documentais e à escassez de mão de obra qualificada para atender às exigências dessas certificações. 

2.3.1 Selo Casa Azul + CAIXA 

O Selo Casa Azul + Caixa Econômica Federal (CAIXA) foi lançado em 2010 e constitui a primeira certificação socioambiental brasileira voltada para habitações. Ele avalia os empreendimentos em seis dimensões: qualidade urbana e bem-estar, eficiência energética, gestão da água, produção sustentável, desenvolvimento social e inovação (CAIXA, 2020). 

Entre suas principais vantagens, destacam-se o incentivo a habitações de interesse social e a possibilidade de condições diferenciadas de crédito para empreendimentos certificados. Contudo, não há abatimento direto no valor do financiamento, e a adesão exige comprovação técnica em duas etapas: Projetar (fase de projeto) e Habitar (fase de execução) (CBIC, 2020). 

Desde a sua criação, o Selo passou por sucessivas atualizações. A versão atual, denominada Fase 5 (vigente desde setembro de 2023), introduziu melhorias significativas na categoria social, a inclusão de critérios específicos para empreendimentos de interesse social (FAR/FDS) e a revisão geral da pontuação. 

O Selo Casa Azul é estruturado em duas etapas de certificação — Projetar (fase de concepção e aprovação do projeto) e Habitar (fase de execução e operação da edificação) —, sendo aplicável a construtoras, incorporadoras, cooperativas e órgãos públicos que atuam no financiamento habitacional. 

O sistema contempla 50 critérios distribuídos em seis categorias: 

  1. Qualidade Urbana e Bem-Estar, 
  2. Eficiência Energética e Conforto Ambiental, 
  3. Gestão Eficiente da Água, 
  4. Produção Sustentável, 
  5. Social, e 
  6. Inovação. 

Cada categoria possui critérios obrigatórios e opcionais, cuja pontuação determina o nível de certificação: 

  • Cristal/Bronze (mínimo de 50 pontos); 
  • Topázio/Prata (mínimo de 60 pontos); 
  • Safira/Ouro (mínimo de 80 pontos); e 
  • Diamante (mínimo de 100 pontos e 21 critérios obrigatórios). 

Além da certificação principal, podem ser concedidos identificadores temáticos em áreas específicas de desempenho, como eficiência hídrica, inovação ou produção sustentável. 

O Selo destaca-se por sua integração às políticas públicas de habitação e pelo enfoque social e urbano, considerando o impacto positivo sobre as comunidades locais, a eficiência energética e a durabilidade das edificações. Por estar vinculado aos programas habitacionais da CAIXA, o sistema apresenta baixo custo de adesão e grande viabilidade de aplicação em empreendimentos de interesse social. 

2.3.2 Selo LEED  

O Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), criado pelo U.S. Green Building Council, é a certificação ambiental mais difundida no mundo, com presença em mais de 150 países (USGBC, 2020). Sua adoção agrega valor imobiliário, aumenta a reputação das empresas e garante reconhecimento internacional (KIBERT, 2016). No Brasil, ele é administrado pelo Green Building Council Brasil (GBC BRASIL), que adapta seus parâmetros às normas e condições climáticas nacionais. 

Como desvantagens, o LEED apresenta custos elevados de certificação, a necessidade de consultores especializados e dificuldades de adaptação às particularidades climáticas e normativas brasileiras (FUNDAÇÃO VANZOLINI, 2019). 

O sistema avalia o desempenho de edificações em diferentes fases — projeto, construção, operação e manutenção —, utilizando uma pontuação baseada em créditos que variam conforme a categoria do projeto (GBC BRASIL, 2021). 

As categorias avaliadas incluem sustentabilidade do terreno, eficiência do uso da água, energia e atmosfera, materiais e recursos, qualidade ambiental interna, inovação e prioridade regional.  

Os níveis de certificação são: 

  • Certified (40–49 pontos), 
  • Silver (50–59), 
  • Gold (60–79) e 
  • Platinum (80–110). 

O LEED destaca-se por sua abrangência internacional, por permitir comparação entre empreendimentos de diferentes países e por ser altamente reconhecido pelo mercado imobiliário. Contudo, apresenta custo elevado e complexidade técnica, o que pode limitar sua aplicação em projetos de menor porte. 

2.3.3 Selo AQUA-HQE 

O Alta Qualidade Ambiental – Haute Qualité Environnementale (AQUA-HQE) é uma certificação franco-brasileira criada em 2008 pela Fundação Vanzolini, em parceria com a Association HQE da França. O sistema adapta o modelo europeu de avaliação ambiental às condições brasileiras, valorizando o processo de gestão e desempenho ambiental ao longo de todo o ciclo de vida da edificação (FUNDAÇÃO VANZOLINI, 2022). 

A vantagem mais relevante do AQUA-HQE é a garantia de desempenho sustentável contínuo. Entretanto, os elevados custos e a burocracia dificultam a adesão em empreendimentos de menor porte (SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL: IMPACTOS E PERSPECTIVAS, 2021). 

O método é dividido em quatro fases de avaliação — Programa, Concepção, Realização e Operação — e baseia-se em 14 categorias agrupadas em quatro famílias: 

  1. Eco-construção, 
  2. Eco-gestão, 
  3. Conforto, e 
  4. Saúde. 

Cada categoria é avaliada segundo níveis de desempenho: Base, Boas Práticas, Melhores Práticas e Excelência. O AQUA-HQE diferencia-se por seu rigor técnico, ênfase na qualidade do processo construtivo e verificação por auditorias presenciais. 

Seu principal desafio é o custo e tempo de certificação, que demandam equipe técnica especializada e acompanhamento contínuo, sendo mais comum em empreendimentos corporativos e institucionais. 

2.3.4 Selo EDGE 

O Excellence in Design for Greater Efficiencies (EDGE), desenvolvido pela International Finance Corporation (IFC), vinculada ao Banco Mundial, o EDGE foi lançado em 2014, tem como objetivo tornar os edifícios mais eficientes em países emergentes (IFC, 2018). Baseia-se em três eixos principais: eficiência energética, hídrica e de materiais. 

Sua principal vantagem é a simplicidade de implementação e o baixo custo, apoiado por uma plataforma digital que permite simular ganhos ambientais em tempo real (WORLD BANK, 2020).  

A limitação está no menor reconhecimento de mercado em comparação ao LEED e ao AQUA-HQE, embora seja altamente aplicável no contexto brasileiro. 

O sistema baseia-se em simulações digitais de desempenho, realizadas por meio da plataforma EDGE App, que estima os impactos e economias de cada solução adotada (IFC, 2022). 

Para obter a certificação, o projeto deve demonstrar redução mínima de 20% em cada um dos três eixos: energia, água e energia incorporada em materiais. Os níveis de certificação são: 

  • EDGE Certified
  • EDGE Advanced (40% ou mais de economia de energia) e 
  • EDGE Zero Carbon (edificações com emissões líquidas zero). 

A metodologia é reconhecida por sua simplicidade, custo acessível e aplicabilidade global, sendo amplamente adotada em países emergentes. No Brasil, é administrada pela Green Business Certification Inc. (GBCI) em parceria com o GBC Brasil. 

3. METODOLOGIA  

A metodologia adotada neste estudo tem caráter documental, exploratório e comparativo, realizada por meio de consultas diretas aos sites oficiais das instituições bancárias e dos sistemas de certificação Selo Casa Azul + CAIXA, LEED, AQUA-HQE e EDGE. Todas as informações analisadas foram coletadas exclusivamente de fontes públicas oficiais, garantindo rastreabilidade e transparência na construção do manual orientativo simplificado. 

3.1 Consulta aos sites das instituições bancárias 

A primeira etapa consistiu na coleta de dados diretamente nos sites oficiais das instituições bancárias, onde foram identificadas as linhas de crédito disponíveis para edificações residenciais unifamiliares sustentáveis. Nessa consulta foram analisados os critérios de elegibilidade, tipos de obras financiáveis, requisitos técnicos e condições operacionais (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2023; ITAÚ, 2021; GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL). 

Essa etapa permitiu determinar quais bancos realmente oferecem produtos financeiros voltados a construções sustentáveis, possibilitando o recorte inicial da pesquisa. 

3.2 Consulta aos sites oficiais das certificadoras ambientais 

Na segunda etapa, foram realizadas consultas diretas nos portais oficiais dos quatro sistemas de certificação avaliados: 

  • Selo Casa Azul + CAIXA, consultado no site da Caixa Econômica Federal (CAIXA, 2024); 
  • LEED, cujos materiais técnicos foram consultados no site do Green Building Council Brasil (GBC Brasil, 2017); 
  • AQUA-HQE, consultado na plataforma oficial Sustentech/Fundação Vanzolini (SUSTENTECH, 2024); 
  • EDGE, consultado no portal da International Finance Corporation (IFC, 2024). 

A partir dessas fontes, foram extraídos critérios, categorias, níveis, requisitos técnicos, orientações operacionais e guias de certificação, com ênfase em aplicabilidade para habitações unifamiliares. 

3.3 Comparação dos requisitos em planilhas estruturadas 

Com os dados coletados, foram elaboradas tabelas comparativas, nas quais foram organizados os requisitos e níveis de critérios presentes em cada sistema de certificação ambiental. Essa sistematização permitiu estabelecer equivalências, divergências e pontos de convergência, servindo como base para a análise técnica comparativa. 

3.4 Identificação das vantagens e escolha do selo mais adequado 

Em seguida, foi produzida uma segunda planilha analítica, destinada a identificar as vantagens e limitações de cada certificação. Essa etapa comparativa possibilitou a seleção do Selo Casa Azul + CAIXA UNIDADE ISOLADA como o modelo mais adequado ao contexto brasileiro, tanto pela aderência às políticas públicas habitacionais quanto pela aplicabilidade prática (CAIXA, 2024). 

3.5 Elaboração do manual orientativo 

Por fim, foi elaborado um manual orientativo simplificado, fundamentado principalmente no Guia Selo Casa Azul + CAIXA (2024), complementado por critérios relevantes dos sistemas LEED, AQUA-HQE e EDGE. O manual foi estruturado como ferramenta prática, contendo os critérios obrigatórios e opcionais e ação para elevar a pontuação nos requisitos obrigatórios. 

O objetivo final foi transformar dados técnicos complexos em material acessível e aplicável ao público-alvo, especialmente proprietários, engenheiros, projetistas e construtores. 

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS 

Os resultados obtidos a partir da análise comparativa permitiram identificar diferenças significativas entre os quatro sistemas de certificação sustentável estudados, tanto em sua estrutura metodológica quanto na aplicabilidade ao contexto brasileiro para edificação residencial unifamiliar. A análise foi conduzida a partir dos eixos de avaliação definidos na metodologia, critérios, níveis de certificação, requisitos documentais, aplicabilidade e exemplos de uso e sintetizada nas tabelas. 

4.1 Estado da Arte dos Sistemas de Certificações Sustentáveis 

4.1.1 Instituições Bancárias 

Como parte da investigação proposta neste estudo, foi realizada uma análise exploratória nas plataformas de três instituições bancárias que disponibilizam linhas de crédito voltadas para construções sustentáveis. O propósito central dessa etapa consistiu em identificar quais dessas linhas eram efetivamente ofertadas para edificações residenciais unifamiliares. 

A avaliação demonstrou que, embora os três bancos pesquisados possuam políticas voltadas à promoção da sustentabilidade, apenas parte dessas linhas contempla de forma direta o financiamento para edificações residenciais unifamiliares. Assim, esta análise permitiu identificar qual instituição apresenta a oferta mais compatível e acessível para esse tipo de empreendimento, bem como sua convergência com os parâmetros das certificações ambientais estudadas, Selo Casa Azul + CAIXA, o LEED, o AQUA-HQE e o EDGE. Esses achados subsidiaram a seleção do modelo mais apropriado para fundamentar o manual simplificado desenvolvido neste trabalho, contribuindo para democratizar o acesso à construção sustentável no segmento residencial, conforme Tabela 2. 

Tabela 2 – Bancos que possuem linhas de incentivo

Fonte: Autoras (2025). 

A escolha do Selo Casa Azul + CAIXA como referência central deve-se ao fato de ser o único entre os programas analisados que oferece benefícios diretos à pessoa física, incluindo a possibilidade de certificação e acesso ao crédito sustentável para unidades habitacionais unifamiliares. Diferentemente da CAIXA, os programas verdes do Itaú e do Santander destinam-se exclusivamente a construtoras e incorporadoras, vinculando seus incentivos às modalidades corporativas como o Plano Empresário Verde (PEV) e o Financiamento Verde, que não se estendem ao cidadão que constrói ou financia a própria moradia. Assim, enquanto Itaú e Santander exigem que o empreendimento esteja inserido em programas específicos de grandes incorporadores para oferecer condições diferenciadas, o modelo da CAIXA apresenta maior alcance social e aplicabilidade prática, atendendo tanto empreendimentos coletivos quanto iniciativas individuais. 

4.1.2 Modelos de Certificação Verde 

A Tabela 3 apresenta a síntese geral dos sistemas de certificação sustentável, destacando seus principais critérios de avaliação e respectivas categorias. Observa-se que todos os sistemas analisam as dimensões ambiental, social e econômica, embora com pesos e abordagens distintas. O Selo Casa Azul + CAIXA valoriza aspectos sociais e urbanísticos, o LEED prioriza a eficiência energética e o desempenho ambiental, o AQUA-HQE enfatiza a qualidade do processo construtivo, e o EDGE foca na eficiência de recursos e na simplificação da certificação. 

Tabela 3 – Sistema de Certificação e Selo de Sustentabilidade

Fonte: Autoras (2025). 

4.1.3 Requisitos e Níveis dos Modelos de Certificação Verde 

A partir dessa estrutura comparativa, percebe-se que os modelos LEED e AQUA-HQE apresentam maior complexidade técnica e custos mais elevados, sendo mais indicados para empreendimentos corporativos, institucionais ou de grande porte. Já os sistemas Selo Casa Azul + CAIXA e EDGE destacam-se pela praticidade e viabilidade econômica, o que os torna mais acessíveis para o setor habitacional e para programas de interesse social. 

A Tabela 4 apresenta os níveis de certificação e requisitos gerais de cada sistema, evidenciando as diferenças quanto à forma de avaliação e pontuação. Nota-se que o Selo Casa Azul + CAIXA possui quatro níveis de desempenho, similares à hierarquia do LEED, porém com critérios adaptados à realidade brasileira. O AQUA-HQE trabalha com faixas de desempenho qualitativo e o EDGE utiliza métricas percentuais de economia de recursos. 

Os resultados demonstram que os sistemas internacionais (LEED, AQUA-HQE e EDGE) têm critérios amplamente reconhecidos e padronizados globalmente, mas exigem maior nível de detalhamento técnico e recursos financeiros para obtenção da certificação. Já o Selo Casa Azul + CAIXA diferencia-se por sua aplicabilidade direta em empreendimentos financiados pela instituição, baixo custo de adesão e enfoque social, atributos que favorecem sua utilização em programas de habitação popular e empreendimentos de médio porte. 

Tabela 4 – Requisitos dos Modelos de Selo Verde

Fonte: Autoras (2025). 

4.2 Vantagens e Desvantagens entre os modelos de Selos Verdes 

A Tabela 5 apresenta uma síntese das vantagens, desvantagens e aplicabilidade dos sistemas de certificação, a partir da análise interpretativa dos critérios observados. 

Com base nas análises apresentadas, constata-se que o Selo Casa Azul + CAIXA é o sistema que apresenta maior compatibilidade com a realidade brasileira, por reunir critérios técnicos, sociais e ambientais aplicáveis a empreendimentos habitacionais e urbanos. Além disso, sua integração aos programas de financiamento da CAIXA permite acesso ampliado à certificação, promovendo a disseminação de práticas construtivas sustentáveis em larga escala. 

A comparação também evidencia que o LEED e o AQUA-HQE são modelos robustos e reconhecidos internacionalmente, indicados para projetos que buscam alto desempenho ambiental e certificação global, enquanto o EDGE apresenta-se como uma alternativa intermediária, unindo eficiência técnica e custo reduzido. 

De forma geral, os resultados demonstram que, embora todos os sistemas contribuam para o avanço da sustentabilidade na construção civil, o Selo Casa Azul + CAIXA destaca-se como a opção mais viável e estratégica para o contexto habitacional brasileiro, por ser o único voltado para edificação residencial unifamiliar, servindo de base sólida para a elaboração do manual orientativo simplificado, que será apresentado como produto técnico derivado desta pesquisa. 

Tabela 5 – Vantagens e Desvantagens

Fonte: Autoras (2025). 

4.3 Manual simplificado 

Como resultado deste artigo científico, foi elaborado um Manual Simplificado de Sustentabilidade para Edificação Residencial Unifamiliar, estruturado em formato de planilha e baseado no Guia Selo Casa Azul + CAIXA – Unidade Isolada (CAIXA, 2024). A proposta foi transformar as diretrizes do programa em um instrumento visual, objetivo e de fácil consulta, permitindo compreender de forma imediata as exigências aplicáveis à edificação unifamiliar. 

A planilha organiza os critérios (Quadro 1) do Selo Casa Azul em dois grupos centrais: 

  • Critérios Obrigatórios – requisitos essenciais para enquadramento da edificação na certificação, distribuídos pelas categorias do programa (gestão eficiente da água, eficiência energética, materiais, conforto e desempenho ambiental). 
  • Critérios Opcionais – itens adicionais que ampliam o nível de sustentabilidade, pontuam na certificação e permitem elevar a classificação final da unidade habitacional, sem serem exigidos como condição mínima. 

Cada critério foi disposto de maneira comparativa e visual, permitindo identificar rapidamente o que deve ser atendido obrigatoriamente e quais ações podem ser incorporadas para ganhos adicionais de pontuação, sempre alinhadas à realidade técnica e econômica da construção residencial unifamiliar. 

 Quadro 1 – Resumo de critérios, pontuação e classificação.

Fonte: https://www.caixa.gov.br (2025).

O manual (Quadro 2) não apresenta etapas ou instruções de execução, mas sim uma visualização clara, organizada e comparável das exigências da CAIXA, oferecendo um recurso prático para projetistas, construtores e proprietários compreenderem e aplicarem os requisitos da certificação de forma coerente e acessível. 

Quadro 2 Manual simplificado para obtenção do selo verde: obra unifamiliar

MANUAL SIMPLIFICADO 
Itens de atenção Obra Exemplo de materiais Obrigatórios Critérios opcionais 
Verificar critérios obrigatórios. Aço e madeira certificados Tintas com baixo VOC. 1) PROJETO – IMPLANTAÇÃO E ORIENTAÇÃO AO SOL (1 a 2 pontos):  * Atendimento da orientação ao Sol    

2) VENTILAÇÃO E ILUMINAÇÃO NATURAL (1 a 2 pontos)  * Os ambientes da unidade habitacional devem apresentar ventilação e iluminação natural, com aberturas de, no mínimo, 1/8 da área do cômodo para ventilação e 1/6 da área do 2) VENTILAÇÃO E ILUMINAÇÃO NATURAL cômodo para iluminação. Banheiros e lavabos podem apresentar ventilação mecânica, sendo obrigatório ao menos um banheiro com ventilação e iluminação natural. ara a obtenção do Selo Ouro é necessário que todos os banheiros possuam ventilação e iluminação natural.        

3) PROJETO: ÁREAS PERMEÁVEIS (1 ponto) * Áreas permeáveis no percentual de 20% da área do terreno. Obs 1: Quando a proposta optar pela complementação, ficará restrita aos níveis Bronze e Prata, não sendo possível o atingimento do nível Ouro de certificação. Obs 2: Para a comprovação de atendimento deste critério devem ser apresentados os projetos arquitetônico e de implantação, com a indicação das áreas permeáveis, com ART/RRT correspondente. 

4) OBRA – GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO ( 1 a 2 pontos) * O indicador deste critério é a correta destinação dos Resíduos de Construção e Demolição (RCD). 

5) DISPOSITIVOS ECONOMIZADORES DE ÁGUA (1 ponto) O indicador deste critério é o emprego em todas as instalações sanitárias e cozinhas de: bacia sanitária com sistema de descarga de duplo acionamento; torneiras com arejado-res nos lavatórios e pias.  Obs: Devem ser indicados no memorial descritivo os dispositivos economizadores a serem instalados.   6) DISPOSITOVOS ECONOMIZADORES DE ENERGIA (1 ponto)   • O indicador deste critério é a existência de sensores de presença, fotoelétricos ou outros e de lâmpadas eficientes. • As lâmpadas eficientes devem ter no mínimo, Selo Procel ou Etiqueta com Nível de Eficiência A do Programa Brasileiro de Etiquetagem – PBE do INMETRO.  Obs: Devem ser indicados no memorial descritivo os dispositivos economizadores a serem instalados e declarado o uso de lâmpadas eficientes. 
Projeto orientação solar (1 a 2 pontos):  *Apresentação de  laudos de desempenho térmico, conforme a NBR15575  VENTILAÇÃO E ILUMINAÇÃO NATURAL (1 a 2  pontos) * Quando todos os banheiros da unidade possuírem iluminação e ventilação natural será atribuído 1 ponto adicional, totalizando os 2 pontos possíveis para o critério. Obs: Para comprovação de atendimento deste critério devem ser apresentados o projeto arquitetônico com indicação de norte e direção dos ventos dominantes e quadro de detalhamento das esquadrias (tamanho, tipo, altura do peitoril), com ART/RRT correspondente. ———-              4) OBRA – GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO (1 a 2 pontos) * Será atribuída pontuação adicional quando houver a separação, na própria obra, do RCD em classes (A, B, C e D), totalizando os 2 pontos possíveis. Tal separação será comprovada 
durante as vistorias (Resolução CONAMA 307/2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente) ———-
Selecionar critérios opcionais para atingir a pontuação desejada  Vasos sanitários de duplo fluxo. Lâmpadas LED.     
Planejar materiais e soluções sustentáveis Gestão de resíduos com caçamba identificada. Sistemas economizadores de água.   
Implementar durante a obra  Iluminação natural adequada. Torneiras e bacias economizadoras   
Registrar evidências com fotos e documentos Caçamba sinalizada para resíduos Componentes pré-fabricados   
Organizar evidências e documentação     
Submeter para avaliação da Caixa     

Fonte: Autoras (2025). 

5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A presente pesquisa permitiu analisar comparativamente os principais sistemas de certificação sustentável aplicáveis à construção civil brasileira. Selo Casa Azul + CAIXA, LEED, AQUA-HQE e EDGE, evidenciando suas convergências, divergências e níveis de adequação ao contexto nacional. 

Os resultados obtidos comprovam que o Selo Casa Azul + CAIXA é o sistema mais compatível com a realidade da construção civil no Brasil, por ter sido desenvolvido com base em critérios técnicos, sociais e econômicos alinhados às condições locais e às políticas públicas habitacionais. 

O estudo demonstrou que, embora os sistemas LEED e AQUA-HQE apresentem elevado reconhecimento internacional e rigor metodológico, suas exigências técnicas e custos de certificação limitam o acesso de construtoras de pequeno e médio porte. Já o EDGE se destaca pela simplicidade e aplicabilidade global, porém restringe-se à análise de eficiência de recursos, sem contemplar de forma abrangente os aspectos sociais e urbanísticos. Nesse cenário, o Selo Casa Azul + CAIXA se mostrou mais viável, equilibrando critérios ambientais, sociais e econômicos, além de oferecer interface direta com programas de financiamento e habitação de interesse social. 

A partir da análise comparativa, foi possível desenvolver a base metodológica para a elaboração de um manual orientativo simplificado, que visa tornar o processo de certificação mais acessível a pessoas físicas e jurídicas que constroem, incentivando a adoção de práticas sustentáveis em obras residenciais e comerciais. Esse manual, derivado do presente estudo, representa uma contribuição prática e aplicável à engenharia civil brasileira, promovendo a difusão de tecnologias limpas e a redução dos impactos ambientais no setor. 

Conclui-se, portanto, que o Selo Casa Azul + CAIXA representa o modelo mais estratégico e aplicável ao contexto brasileiro, tanto por sua natureza pública e inclusiva quanto pela possibilidade de adaptação para uso simplificado. Assim, o presente trabalho contribui para o fortalecimento da cultura da sustentabilidade na engenharia civil, oferecendo uma ferramenta técnica e acessível para promover edificações mais eficientes, responsáveis e alinhadas ao desenvolvimento sustentável do país. 

Como sugestões para trabalhos futuros, recomenda-se: 

  • A aplicação prática do manual proposto em estudos de caso reais, avaliando seu impacto técnico e econômico em diferentes tipologias de obra; 
  • A integração de ferramentas de modelagem BIM e de cálculo de pegada de carbono às diretrizes do manual, para ampliar o controle e o monitoramento dos indicadores de sustentabilidade; 
  • E o aperfeiçoamento contínuo do modelo de certificação nacional, de modo a incluir métricas de desempenho energético, social e ambiental compatíveis com as metas da Agenda 2030 e com os critérios ESG da engenharia contemporânea. 

REFERÊNCIAS 

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Guia de Construção Sustentável. Brasília: CAIXA, 2023. Disponível em: https://www.caixa.gov.br. Acesso em: 31 de outubro 2025. 

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Guia Selo Casa Azul + CAIXA: Unidade Isolada. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.caixa.gov.br/Downloads/habitacao-documentosgerais/Guia-Selo-Casa-Azul-CAIXA-Unidade-Isolada.pdf. Acessado em: 14 de março 2025. 

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1Discente do Curso Superior de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Manaus – CEULM/ULBRA. e-mail: erineetv@hotmail.com
2Docente do Curso Superior de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Manaus – CEULM/ULBRA. Mestre em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECA/UFCG). e-mail: raquel.reis@ulbra.br