DIETARY SUPPLEMENTATION IN THE GASTROINTESTINAL AND BEHAVIORAL HEALTH OF CHILDREN WITH AUTISM SPECTRUM DISORDER
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511181000
Igor Uriel Gomes Lima¹
Orientadora: Francisca Marta Nascimento de Oliveira Freitas²
Coorientadora: Rebeca Sakamoto Figueiredo3
RESUMO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do Neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na interação social, comunicação e comportamentos repetitivos, além de alterações cognitivas e sensoriais. Sua origem é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e biológicos que afetam o desenvolvimento da criança de maneira global. Entre as comorbidades mais frequentes em crianças com TEA, estão os distúrbios gastrointestinais como constipação, diarreia e dor abdominal. Esses sintomas estão frequentemente associados a seletividade alimentar, disbiose intestinal e ao aumento da permeabilidade intestinal. Tais alterações repercutem no eixo intestino-cérebro, impactando diretamente aspectos comportamentais e cognitivos. Essas condições podem resultar em carências nutricionais relevantes, como deficiência de ferro, cálcio, vitamina D, vitamina B12, Zinco, fibras e ácidos graxos ômega-3. A falta destes nutrientes compromete o crescimento, a função neurológica e o sistema imunológico. Para minimizar tais prejuízos, estratégias dietéticas e suplementação alimentar, incluindo o uso de probióticos e dietas específicas, têm se mostrado eficazes na redução de sintomas gastrointestinais e na promoção do desenvolvimento. Nesse contexto, o nutricionista desempenha papel fundamental, sendo responsável por acompanhar o comportamento nutricional da criança autista, identificar possíveis deficiências e planejar intervenções nutricionais adequadas. Sua atuação busca prevenir problemas decorrentes da alimentação restritiva, auxiliar no equilíbrio da microbiota intestinal, e promover uma dieta individualizada e saudável. Assim, a nutrição saudável aliada a suplementação alimentar quando necessário, constitui recurso essencial para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar das crianças com TEA.
Palavras-chave: Autismo, Nutrição, Suplementação Alimentar, Distúrbios gastrointestinais, Microbiota.
ABSTRACT
Autism Spectrum Disorder (ASD) is a neurodevelopmental disorder characterized by difficulties in social interaction, communication, and repetitive behaviors, as well as cognitive and sensory alterations. Its origin is multifactorial, involving genetic and biological factors that affect the child’s development as a whole. Among the most frequent comorbidities in children with ASD are gastrointestinal disorders such as constipation, diarrhea, and abdominal pain. These symptoms are frequently associated with food selectivity, intestinal dysbiosis, and increased intestinal permeability. Such alterations affect the gut-brain axis, directly impacting behavioral and cognitive aspects. These conditions can result in significant nutritional deficiencies, such as iron, calcium, vitamin D, vitamin B12, zinc, fiber, and omega-3 fatty acids. The lack of these nutrients compromises growth, neurological function, and the immune system. To minimize such damage, dietary strategies and nutritional supplementation, including the use of probiotics and specific diets, have proven effective in reducing gastrointestinal symptoms and promoting development. In this context, the nutritionist plays a fundamental role, being responsible for monitoring the nutritional behavior of the autistic child, identifying possible deficiencies, and planning appropriate nutritional interventions. His role aims to prevent problems arising from restrictive diets, assist in balancing the gut microbiota, and promote an individualized and healthy diet. Thus, healthy nutrition combined with dietary supplementation when necessary constitutes an essential resource to improve the quality of life and well-being of children with ASD.
Keyword: Autism, Nutrition, Dietary Supplementation, Gastrointestinal Disorder, Microbiota.
1. INTRODUÇÃO
O transtorno do espectro autista (TEA) é uma desordem do desenvolvimento, caracterizado por distúrbios de comportamento, como o atraso na fala, dificuldades de interação social, sensibilidade sensorial e estereotipias comportamentais, motoras e verbais (Amadi et al 2022), (Narzisi, Mais e Grossi; 2021)
Estima-se que atualmente cerca de 1% da população mundial seja diagnosticada com TEA[…], e as dificuldades de desenvolvimento que acompanham os indivíduos com autismo, também afetam o aspecto nutricional do paciente, ocasionando em distúrbios alimentares que podem ir desde a seletividade alimentar e o desenvolvimento de fobias por determinado tipo de alimento devido a sua textura ou sabor, até mesmo a problemas no trato gastrointestinal (Monteiro et al,2019).
Distúrbios gastrointestinais estão entre as comorbidades clínicas mais comuns entre autistas, porém apesar da prevalência, pesquisas sobre o tema ainda são pouco realizadas e difundidas no meio acadêmico.
Quando não tratadas, os distúrbios gastrointestinais estão correlacionados a outros problemas de saúde em indivíduos autistas, como por exemplo distúrbios do sono, problemas comportamentais, como aumento da agressividade por exemplo, e demais problemas psicológicos, como ansiedade e stress (Madra; Ringel; Mongolis,2020).
Estudos como o de Ferguson et al 2019, e também de Whitney e Shapiro(2019), indicaram que o diagnóstico e o tratamento correto de problemas gastrointestinais, em crianças com transtorno do espectro autista, tiveram importância, não somente em atenuar os sintomas intestinais, como dor abdominal e constipação, por exemplo, mas também em melhorar aspectos comportamentais do paciente, como melhoria na atenção, na concentração, no foco, e diminuição nos comportamentos agressivos e estereotipias motoras, o que segundo os autores, poderia ajudar a potencializar as terapias comportamentais, alimentares e demais acompanhamentos médicos, que a criança com TEA costuma realizar(Arnauld; Williams, Lana et al;2019).
Crianças com transtorno do espectro autista também podem apresentar uma necessidade de suplementação de vitaminas e minerais, devido a uma variedade de problemas metabólicos, como o aumento do stress oxidativo, insuficiência no ciclo de metilação, desordem mitocondrial, transporte de anticorpos de folato cerebral e deficiência de sulfato e litium (Adams et al,2022).
Segundo Estudos de Durgut(2025) mostraram que a suplementação em níveis adequados de (vitamina B12), e ácido folínico, podem trazer benefícios clínicos e comportamentais, como melhora na concentração e no foco, porém deve-se tomar cuidado, pois a suplementação a níveis elevados de vitamina b12 podem agravar os distúrbios neurológicos.
A suplementação de Ômega 3 combinada com vitamina B12, com o objetivo de combater sintomas de comportamento como irritabilidade e agressão, por exemplo, mostraram resultados positivos, mostrando que podem vir a se tornar futuramente em um auxílio no tratamento dos distúrbios relacionados ao autismo. Siafis et al (2022), e Woods, Doherty e Hill (2024)
A disbiose intestinal, caracterizada por um desequilíbrio na composição da microbiota, pode influenciar tanto a saúde gastrointestinal, quanto o comportamento de crianças com TEA, e o eixo intestino – cérebro desempenha papel fundamental neste processo. Mejía et al (2022); González e Martínez (2020)
Este trabalho tem como objetivo geral investigar os efeitos da suplementação alimentar na saúde gastrointestinal e no comportamento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA), a partir do ponto de vista central da nutrição, relacionado aos distúrbios da microbiota intestinal e o eixo intestino-cérebro. Investigar as alterações na microbiota intestinal de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e como essas alterações afetam a saúde gastrointestinal e comportamental. E como objetivos específicos avaliar a eficácia de intervenções nutricionais, incluindo dietas específicas e suplementação alimentar, na saúde intestinal e no comportamento de crianças com TEA e discutir a importância do acompanhamento nutricional interdisciplinar em crianças com TEA.
2. METODOLOGIA
2.1 Tipo de estudo
Neste trabalho foi realizado um estudo de revisão narrativa de literatura, onde desta forma, foram identificados, avaliados e sintetizados, estudos relevantes encontrados nos principais bancos de dados científicos, onde os trabalhos encontrados deveriam estar de acordo com o tema e os objetivos propostos.
2.2 Coleta de Dados
A coleta de dados para este estudo foi realizada através de pesquisas realizadas nas bases de dados, Pubmed, Scielo, Medline, Lilacs e Google Acadêmico. Foram utilizados os seguintes descritores como palavras – chave para a realização da pesquisa: Autismo, Nutrição, Alimentação, Transtorno Gastrointestinal, Suplementação Alimentar e Dieta.
Foram incluídos na pesquisa, estudos científicos publicados em revistas de referência da área com 6 anos de publicação da data atual, e foram descartadas como objeto de pesquisa, os artigos anteriores a esta data.
2.3 Análise de dados
A análise de dados será realizada com o intuito de ser uma avaliação qualitativa e quantitativa dos resultados selecionados, identificando os padrões e inconsistências nos artigos encontrados.
Ao final, foram encontrados a partir das palavras-chave nos principais sites de buscas, 371 artigos, após uma análise primária do título e resumo de artigos, foram descartados 162 por não se direcionarem ao tema proposto para a pesquisa. Destes 209 artigos, que sobraram, outros 109 foram descartados por fugirem do tema proposto ou por apresentarem duplicidade na temática. A partir disso, dos 100 artigos restantes foi feita uma leitura criteriosa, no qual 54 artigos foram selecionados para serem utilizados como fonte para elaboração do trabalho
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma desordem do Neurodesenvolvimento, podendo afetar diversas áreas da vida do indivíduo, como por exemplo, gerando distúrbios de comportamento, como o atraso na fala, dificuldades de interação social, sensibilidade sensorial e estereotipias comportamentais, motoras e verbais (Amadi et al 2022), (Narzisi, Mais e Grossi; 2021), (Chidambaram et al, 2020) e (Gaona,2024).
De acordo com o que foi descrito por Freitas et al (2021) se insere na literatura como um espectro, ou seja, o Transtorno do Espectro Autista passa a ser visto por um conjunto de condutas, sendo caracterizado de acordo com a sua gravidade. O autismo pode estar presente na criança, desde o seu nascimento, onde as primeiras manifestações acontecem geralmente por volta dos 2 anos de idade (Lima,2020).
Embora não se saiba ainda com precisão a causa do autismo, sabe-se que ele está atrelado a fatores genéticos como hereditariedade, associados a alterações genéticas como disfunções mitocondriais e outras demais manifestações de doenças, tornando provável que sua origem seja biológica (Amadi et al; 2022), (Chidamaram et al, 2020)
Segundo a OMS, estima-se que cerca de 70 milhões de pessoas no mundo sejam diagnosticadas com TEA, e no Brasil são cerca de 2,4 milhões de pessoas com TEA, de acordo com o Censo de 2022. Como características de distúrbios associados ao autismo, podemos citar déficits na comunicação e interação social, demonstrando dificuldades em estabelecer uma conversação normal, atrasos e problemas na fala, podendo estas serem manifestadas de caráter verbal e não verbal, dificuldades em demonstrar afetos, emoções, entender ironias e dificuldades nos relações interpessoais, manifestações de estereotipias e padrões repetitivos em atividades do dia-dia e hipersensibilidade a estímulos sensoriais, incluindo aspectos nutricionais, (Montenegro et al,2023) e Marott et al, 2020) e (Ayoub, 2024).
O Autismo caracteriza-se por lesar e diminuir o desenvolvimento psíquico, neurológico, social, linguístico, e por demonstrar algumas reações anormais aos estímulos auditivos e visuais, o que torna o sistema cognitivo autista peculiar. (Freitas et al 2021); Lima et al (2023).
Entende-se cognição, como sendo a base das representações e conhecimento no cérebro, englobando elementos como a memória, percepção e raciocínio. Além destes, outro elemento importante afetado na cognição autista é a cognição social, que consiste na adequação de comportamentos no convívio social através do reconhecimento de emoções e comportamentos que envolvem as pessoas do ambiente em que o autista vive. (Freitas et al;2021).
O desenvolvimento cognitivo, ainda pode ser entendido como a capacidade de apreender, acumular e reter informações adquiridas pelo ambiente, perceber e entender as dificuldades encontradas, e ser capaz de resolver os problemas que irão aparecer pelo decorrer da vida do ser humano. (Roza e Guimarães;2021, Misai et al, 2023).
Durante o desenvolvimento deste trabalho, de acordo com os pesquisadores, os estudos sugerem que a parte cognitiva do ser humano, inicia o seu desenvolvimento, ainda durante a fase uterina, e envolve a aquisição de conceitos, aprimoramento das linguagens e o desenvolvimento de habilidades perceptivas, podendo está por exemplo, ser estimulada através de atividades lúdicas, como brincadeiras e jogos educativos, que promovem o desenvolvimento e o usa da lógica, do raciocínio e da concentração por exemplo. E o desenvolvimento comportamental seria a forma como o ser humano vai agir para resolver os problemas que irão aparecer pelo decorrer da vida (Lima; 2020), (Marot et al, 2020) (Freitas et al, 2021), (Roza e Guimarães; 2021), Freitas et al, 2023), (Lima et al 2023), (Montenegro et al,2023) e (Gaona, 2024).
Crianças com TEA, geralmente costumam apresentar problemas relacionados a sua alimentação, como a seletividade alimentar, fobia alimentar e consumo de alimentos pobres em nutrientes como fast foods, por exemplo, dando preferência a comidas processadas, açucaradas, palatáveis e também ricas em carboidratos, levando muitas delas a desenvolverem problemas de saúde, como obesidade, compulsão alimentar e problemas gastrointestinais. Estes problemas, quando não tratados de maneira adequada, estão ligados a outros distúrbios, como sono, distúrbios comportamentais e desordens psiquiátricas. (Gaona,2024) e (Beltagi et al; 2023).
Os transtornos gastrointestinais são comorbidades comuns em pacientes com transtorno do espectro autista, os tratamentos com dietas livres de glúten e caseína, os suplementos de probióticos e prebióticos poderiam ajudar a reduzir os distúrbios do transtorno gastrointestinal (Mejía et al, 2022).
Nos últimos anos tem ocorrido um aumento no número de estudos que envolvem aspectos da microbiota intestinal em crianças com transtorno do espectro autista. As hipóteses são de que existe uma possível relação entre o estado emocional, a abundância e a proporção de diferentes colônias bacterianas intestinais, ainda que não haja mudanças na quantidade total, através do chamado eixo intestino-cérebro, neste sentido, a disbiose micro intestinal poderia ser um fator que contribui para o surgimento de desordens associadas com o transtorno do espectro autista (González e Martínez, 2020).
Indivíduos com transtorno do espectro autista, eventualmente relatam sofrer com alguns sintomas gastrointestinais, cujo relatos começam já durante a infância. Embora problemas gastrointestinais e autismo ainda não sejam exatamente claros, em autistas variam entre 23 a 70% dos relatos sobre o tema encontrado na literatura. Essa variação acontece pelos diversos protocolos utilizados pelos pesquisadores, como por exemplo a definição e o número dos sintomas gastrointestinais analisados, o intervalo de tempo em que as pesquisas foram realizadas, assim como também a população que participou destas pesquisas. (Ristori et al, 2019) e (Beltagi et al;2023)
Problemas Orgânicos relacionados ao trato gastrointestinal, são frequentemente associados ao transtorno do espectro autista, incluindo disbiose, doença inflamatória intestinal, insuficiência pancreática exócrina, doença celíaca, indigestão, má absorção de nutrientes, presença de intolerância e alergias alimentares, levando a deficiências de vitaminas, assim como também a desnutrição. Na tentativa de explicar as fisiopatologias envolvidas no autismo[…], os prováveis gatilhos relacionados aos distúrbios do transtorno do espectro autista, estariam relacionados às bactérias presentes no intestino, ao stress oxidativo e a permeabilidade intestinal (Madra et al,2020).
Geralmente, os problemas gastrointestinais mais comumente relatados na literatura são constipação, diarreia e dor abdominal, e esses sintomas estão atrelados geralmente a algum nível de seletividade ou rejeição alimentar. (Tanya et al,2022).
A ocorrência de distúrbios gastrointestinais relacionados com seletividade alimentar, pode caracterizar um fenótipo clínico específico, caracterizado por problemas frequentes de comportamento, como ansiedade, autoagressão, problemas para dormir, entre outros. De fato, a relação entre alguns problemas de comportamento, com ansiedade e agressão, e o aumento de distúrbios gastrointestinais são agora relatados na literatura científica (Mejía et al, 2022).
Com isso, problemas como dor abdominal e/ou diarreia, estão relacionados a gerar algum tipo de frustração em indivíduos com transtorno do espectro autista, podendo ainda contribuir para outras variedades de distúrbios, como a diminuição da capacidade de concentração em provas e testes, problemas de comportamento, com a agressividade, e ainda a possibilidade de auto flagelação, especialmente em crianças autistas não verbais, já que estes encontram dificuldade ainda maior de comunicar o seu desconforto (González e Martínez, 2020; Ristori,2019, Dawson, Rieder e Johnson; 2022).
Os sintomas descritos acima que causam distúrbios gastrointestinais, como dor abdominal, diarreia e constipação, estão associados com alterações na microbiota intestinal. A literatura vem mostrando que crianças com transtorno do espectro autista vem apresentando alguma alteração nos perfis de microbiota intestinal, esses estudos têm mostrado alteração na composição da microbiota intestinal, principalmente na região dos filos bacterianos intestinais (González e Martínez, 2020; Ristori,2019).
De fato, como citado por esses autores, foi revelado em seus estudos uma significativa redução de bactérias do intestino de crianças com transtorno do espectro autista, que ajudam a manter a microbiota saudável dessas crianças, como coprococcus, Enterococcus, Lactobacillus, Streptococcus, Staphylococcus, e entre outros. (Takyi et al; 2025); (Ning Li et al; 2021) e (Sanctuary el al; 2019.
A ocorrência de Disbiose intestinal na população com transtorno do espectro autista, está associada com alteração na barreira mucosa do intestino, com consequente aumento na permeabilidade do intestino a substâncias exógenas de origem alimentar ou bacteriana, e em alguns casos podendo ainda ser neurotóxicas. (Ristori et al; 2019, Dawson, Rieder e Johnson; 2022).
Um possível mecanismo para isso, poderia ser, que essa condição permitiria que macromoléculas vindas do trato gastrointestinal, passassem pela corrente sanguínea, e exercessem uma importante ação sistêmica. Em particular, essa ação iria ocorrer ao nível do sistema nervoso central. Na verdade, a microbiota e seus ligantes são cruciais na manutenção das junções célula-célula críticas para a integridade da barreira, sendo que os defeitos que ocorrem na barreira gastrointestinais são visíveis na disbiose. (Takyi et al; 2025).
Além disso, uma maior permeabilidade intestinal permite um aumento na circulação de lipopolissacarídeos derivados de bactérias, o que leva a uma resposta imunológica e inflamatória, com aumento de citocinas pró inflamatórias sistêmicas (Mejía; 2022) e (Kang et al; 2019). Altos níveis de citocina têm sido reportados em crianças com transtorno do espectro autista, associados com baixos níveis de comunicação e interação social. Esses estudos parecem supor que o intestino permeável pode desempenhar um papel importante em algumas manifestações comportamentais em crianças com transtorno do espectro autista (Ristori et al; 2019, Dawson, Rieder e Johnson; 2022).
Assim sendo, uma estreita relação entre o intestino e o cérebro foi destacada, sendo que esta comunicação cruzada ocorre regularmente. De fato, o sistema nervoso central, controla a composição do microbiota intestinal por meio de peptídeos, que são enviados após a saciedade, e, portanto, afetam a disponibilidade de nutrientes. Além disso, o eixo adrenal hipotálamo-hipófise, libera cortisol, que regula a motilidade, a integridade e hipersecreção de corticotropina, que é um hormônio, mensageiro químico, que regula a resposta ao stress, a resposta imune e outros processos fisiológicos, sendo fator crucial por exemplo na depressão e no transtorno de ansiedade. (Beltagi et al; 2023).
Por sua vez, as vias imune e neuronal regulam a secreção de mucina das células epiteliais intestinais, que controlam a população microbiana no intestino. No entanto, esta comunicação é bidirecional, e microbiota intestinal é capaz de controlar a atividade do sistema nervoso central, por meio de mecanismos neurais, endócrinos, imunes e metabólicos, que podem ter uma possível influência nos comportamentos típicos de pacientes com TEA (Ristori et al; 2019).
Os sintomas atrelados ao autismo e os distúrbios intestinais clinicamente comprovados, a manipulação da microbiota intestinal, com suplementação de probióticos, podem constituir uma abordagem terapêutica para os sintomas de autismo, em associação ao tratamento médico, e da terapia comportamental. (Loyacono et al; 2020), (Madra; 2020), e Zamora et al; 2020).
O trato gastrointestinal, o sistema imunológico, e o desenvolvimento cerebral, estão estritamente relacionados, e desempenham um papel chave no desenvolvimento dos distúrbios do transtorno do espectro autista. Um sistema imune resiliente tem a capacidade de se adaptar aos desafios, mantendo, estabelecendo e regulando respostas imunes apropriadas para o desenvolvimento cerebral. (Sheppard et al; 2024, (Loyacono et al,2020), (Betalgi et al, 2023).
A alimentação desempenha papel responsável de melhorar ou piorar sintomas e funcionalidades fisiológicas no organismo humano, como por exemplo no aumento ou diminuição da produção de citocinas inflamatórias, disponibilidade de nutrientes, assim como sua boa absorção e excreção. Ao longo dos últimos anos, alguns estudos buscaram analisar melhor a relação entre a alimentação e pacientes com transtorno do espectro autista, desses estudos podemos citar achados que incluem alteração na microbiota e trato gastrointestinal de pacientes com TEA, deficiências de nutrientes, diminuição de substâncias antioxidantes, aumento e sobrecarga de substâncias tóxicas por metais pesados, como alumínio e mercúrio que causam impacto diretamente no desenvolvimento e funcionalidade do sistema nervoso central. (Checo-Ros; 2021) e (Botturi et al;2020)
Ácidos graxos de cadeia curta, como o ácido acético, o ácido propiônico e o ácido butírico, são produtos finais da fermentação de carboidratos não digeridos no cólon, e foram sugeridos como tendo vários benefícios à saúde do hospedeiro, relacionados ao controle do peso, perfis lipídicos e saúde do cólon. (Dawson e Rieder;2021).
Uma dieta bem equilibrada e nutritiva, por meio do consumo de alimentos adequados e saudáveis, ricos em vitaminas, minerais e micronutrientes, ajudam a fortalecer o sistema imune da população em geral, incluindo a das crianças com transtorno do espectro autista. (Sheppard et al; 2024).
A suplementação alimentar, é o uso de produtos que complementam a alimentação com nutrientes, minerais, enzimas, probióticos metabólicos, ativos derivados de plantas e substâncias bioativas, que cujo nome diz, ajudam a complementar uma alimentação que está pobre de algum nutriente, melhorando a saúde da pessoa. (Sanctuary et al, 2019).
Devido a seletividade alimentar e demais transtornos alimentares envolvendo as crianças com transtorno do espectro autista, com alterações na microbiota e na permeabilidade intestinal por exemplo, são comuns algumas deficiências nutricionais aparecerem em crianças com TEA, como deficiência de ferro, cálcio, vitamina d, vitamina b12, zinco, fibra e ácidos-graxos ômega-3(Robea et al;2020).
Recentemente, alguns estudos como o de Ning Li et al, 2021. Kang et al;2019, mostraram que o transplante de microbiota intestinal também pode ser um mecanismo para aliviar os sintomas gástricos como prisão de ventre e dores abdominais que acometem parte das crianças autistas.
Segundo Adams, Kirby, Audhya, Whiteley e Bain; 2022: Crianças e adultos com transtorno do espectro autista, estão particularmente suscetíveis a insuficiências e deficiências nutricionais, como consequências do consumo alimentar restritivo, e do problema da seletividade alimentar, como citada anteriormente. Crianças com transtorno do espectro autista, podem necessitar de um aumento na necessidade de suplementação alimentar, devido a uma variedade de problemas metabólicos, incluindo o aumento do estresse oxidativo, (Zamora et al, 2022; Chen L, Shi XJ et al.; 2022), insuficiência da via de metilação, desordens mitocondriais, anticorpos transportadores de folato cerebral, deficiência de sulfato, e deficiência de lítio. (Adams et al; 2022).
Alguns estudos como o de Robea, Luca e Cibioca, (2020), também relataram que a administração de suplementação de vitaminas durante o primeiro mês de gravidez, pode prevenir ou reduzir os riscos de ocorrências do transtorno do espectro autista em irmãos.
Alguns estudos, como Bjorklund, Wally, Farsi et al,2019, buscaram verificar a relevância da suplementação de vitamina b12(cobalamina), que é componente essencial para a síntese de DNA e produção de energia celular, e sua deficiência está atrelada a uma série de transtornos específicos do trato gastrointestinal, além de desordens neurológicas e psiquiátricas, como distúrbios motores, perda de memória e deficiência cognitiva.
Neste estudo, crianças com TEA foram suplementadas com injeção de vitamina b12 por 8 semanas, e foi relatado uma melhora clínica, de acordo com o teste de CGI ao qual as crianças eram submetidas, porém não foi observado melhora no comportamento, relacionado a suplementação de cobalamina, Em relação a vitamina d (Colecalciferol), devido a sua importância no metabolismo ósseo, e onde a suplementação de vitamina d em crianças com TEA, mostrou uma redução na irritabilidade e na hiperatividade. E a suplementação de ácido fólico antes e durante a gravidez, também mostrou alguma relação com o desenvolvimento de crianças com TEA, porém seus benefícios demonstraram ser maior que os riscos, quando as doses recomendadas são adequadas.
Estudos de Alamri(2020), e de Croall, Hoggard e HadjivassIliou(2021), buscaram dados científicos para relacionar dietas restritivas de glúten e caseína. Ao fazer uma revisão na literatura relacionando o transtorno do espectro autista com intervenções dietéticas, alguns achados relataram um efeito benéfico de uma dieta livre de glúten, relatando uma melhora na comunicação e na linguagem, além da diminuição da agressividade e hiperatividade, enquanto algumas pesquisas epidemiológicas mostraram uma relação entre o transtorno do espectro autista e doença celíaca (Croall, Hoggard e Nigel; 2021) e (Alamri; 2020).
Do ponto de vista nutricional, além de modificações dietéticas, o nutricionista tem a função de entender como o paciente com TEA se relaciona com os alimentos, levando em consideração os registros presentes na literatura, como seletividade alimentar, e a recusa e rejeição por determinado tipo de alimento, onde o nutricionista deverá buscar evitar quadros de alguns problemas alimentares, como deficiência de nutrientes, desnutrição energético proteica, ou até mesmo sobrepeso e obesidade causados por alimentação desregulada em conjunto com o uso de fármacos que provocam transtornos alimentares como efeitos colaterais de seu uso prolongado (Mandecka e Ilow; 2022)
A terapia Nutricional é fundamental para prevenir as deficiências de nutrientes encontradas em crianças com TEA, já que como dito anteriormente, grande parte das crianças com TEA apresentam alguma forma de seletividade alimentar, problemas gastrointestinais como constipação ou dor de estômago, além de alterações na microbiota e na permeabilidade gastrointestinal, que podem comprometer o desenvolvimento e crescimento saudável da criança. (Zamora et al; 2022)
Podemos acreditar, que a alimentação adequada, assim como uma suplementação alimentar de nutrientes adequados, pode trabalhar no eixo intestino-cérebro, podendo desenvolver papel fundamental, no desenvolvimento cognitivo e comportamental de crianças com transtorno do espectro autista, para que essa população possa ter uma melhor qualidade de vida. (Beltagi; 2024)
Tabelas de Resultados – Revisão Suplementação Alimentar no TEA
Tabela 1 – Estudos sobre suplementação alimentar em crianças com TEA
| Autor/Ano | Tipo de estudo | Suplemento avaliado | População estudada | Principais resultados | Referência |
| Adams et al. (2022) | Revisão sistemática | Vitaminas e minerais | Crianças com TEA (n=xxx) | Melhora em atenção, foco e redução de irritabilidade | Nutrients, 2022 |
| Siafis et al. (2022) | Meta-análise | Ômega-3 e B12 | 10 estudos clínicos | Redução de agressividade e melhora cognitiva | Molecular Autism, 2022 |
| Ning Li et al. (2021) | Ensaio clínico aberto | Transplante de microbiota | 18 crianças | Melhora em constipação e comportamento | Front. Cell Infect. Microbiol., 2021 |
| Bjorklund et al. (2019) | Ensaio clínico | Vitamina B12 (injeção) | 42 crianças | Melhora clínica (CGI), sem mudança comportamental significativa | J. Child Neurology, 2019 |
| Kang et al. (2019) | Estudo longitudinal | Microbiota Transfer Therapy | 18 crianças | Benefícios duradouros em sintomas intestinais e TEA | Sci. Reports, 2019 |
Fonte: Elaborado pelo autor (2025).
Tabela 2 – Principais deficiências nutricionais observadas em crianças com TEA
| Nutriente | Causa provável | Consequência clínica | Estratégia de intervenção |
| Ferro | Seletividade alimentar e má absorção | Anemia, fadiga | Suplementação supervisionada |
| Vitamina D | Baixa exposição solar e dieta restrita | Irritabilidade, imunidade reduzida | Suplementação oral |
| Vitamina B12 | Dieta restrita ou disbiose | Déficit cognitivo e neurológico | Injeções ou suplementos orais |
| Ômega-3 | Baixo consumo de peixes | Agressividade, déficit de atenção | Suplementação em cápsulas |
| Zinco | Alimentação pobre em proteínas | Atraso de crescimento | Reforço alimentar e suplemento |
| Fibras | Baixo consumo de frutas e vegetais | Constipação e disbiose | Inclusão de prebióticos e frutas |
Fonte: Elaborado pelo autor (2025).
Tabela 3 – Efeitos da suplementação sobre sintomas gastrointestinais e comportamentais
| Tipo de suplemento | Efeitos gastrointestinais relatados | Efeitos comportamentais | Evidência científica |
| Probióticos | Redução de constipação e dor abdominal | Melhora na concentração | Mejía et al., 2022 |
| Ômega-3 | Melhora da integridade intestinal | Redução da agressividade | Beltagi, 2024 |
| Vitamina D | Melhora da absorção de cálcio e imunidade | Redução de irritabilidade e hiperatividade | Zhang et al., 2023 |
| Vitamina B12 + Ácido fólico | Melhora metabólica | Aumento do foco e atenção | Durgut, 2025 |
| Dietas sem glúten e caseína | Redução de inflamações intestinais | Melhora da comunicação e linguagem | Croall et al., 2021 |
Fonte: Elaborado pelo autor (2025).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A relação entre autismo e nutrição é complexa e multifatorial. Crianças com TEA frequentemente apresentam seletividade alimentar, distúrbios gastrointestinais, alterações na microbiota e deficiências nutricionais que podem impactar diretamente seu desenvolvimento. Nesse contexto, a nutrição exerce papel estratégico no cuidado, oferecendo suporte clínico, prevenção de complicações e promoção da qualidade de vida. A atuação do nutricionista, integrada a uma equipe multiprofissional, é essencial para garantir uma abordagem abrangente, baseada em evidências e centrada nas necessidades individuais de cada criança. O TEA é uma condição complexa, que vai além dos aspectos comportamentais e cognitivos, envolvendo também o trato gastrointestinal, a microbiota e a nutrição. A relação entre o eixo intestino-cérebro e a seletividade alimentar reforça a necessidade de abordagens integradas no tratamento. A alimentação adequada e a suplementação direcionada podem reduzir sintomas, corrigir deficiências nutricionais e contribuir para o desenvolvimento saudável. Nesse cenário, o nutricionista assume papel central dentro da equipe multidisciplinar, auxiliando no cuidado integral e na promoção de uma melhor qualidade de vida para crianças com autismo.
REFERÊNCIAS
Adams, James B.; Kirby, Jasmine; Audhya, Tapan; Whiteley, Paul; Bain, Jaclyn. Vitamin/mineral/micronutrient supplement for autism spectrum disorders: a research survey. Nutrients, 2022.
Alamri, Eman S. Efficacy of gluten-and casein-free diets on autism spectrum disorders in children. Saudi Medical Journal, 2020.
Albernaz Monteiro, Manuela; Dos Santos, Andressa Assumpção Abreu; Mendes Gomes, Lidiane Martins; Fonseca Rito, Rosane Valéria Viana. Autism spectrum disorder: a systematic review about nutritional interventions. Revista Paulista de Pediatria, 2020.
Amadi et al. Neurodevelopmental aspects of autism spectrum disorder. Neuroscience Review, 2022.
Ayoub, George. Neurodevelopment of autism: critical period, stress and nutrition. Cells, v.13, p.968–979, 2024.
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1Graduando do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: igor_9110@outlook.com
2Orientadora do TCC, Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: francisca.freitas@fametro.edu.br
3Coorientador(a) do TCC, Mestra em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: rebeca.figueiredp@fametro.edu.br
