SÍNDROME DE BURNOUT EM ENFERMEIROS INTENSIVISTAS

BURNOUT SYNDROME IN INTENSIVE NURSES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508191330


Rafaelle Serejo Machado1


RESUMO

No trabalho, as situações indutoras do estresse são cada vez mais crescentes. Tal preocupação é decorrente da inserção do indivíduo nesse contexto, visto que o trabalho além de possibilitar crescimento, transformação, reconhecimento e independência pessoal, também pode causar problemas, insatisfação e desinteresse.  O objetivo deste estudo é analisar a síndrome de burnout e sua relação com os enfermeiros intensivistas. Trata-se de uma revisão bibliográfica, de caráter descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa. A Unidade de Terapia Intensiva tem a maior quantidade de estressores do ambiente hospitalar, tornando o trabalho desgastante. A síndrome de burnout é um distúrbio emocional associado ao estresse crônico no ambiente laboral, é um problema sério de saúde ocupacional, caracterizado por um estado de exaustão física, emocional e mental relacionado ao trabalho, afetam principalmente profissionais da saúde. Enfermeiros que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estão entre os mais afetados. Esses profissionais estão particularmente vulneráveis ao burnout devido à sobrecarga de trabalho, exposição contínua ao sofrimento humano, exigência por decisões rápidas e precisas, natureza intensa, estressante e emocionalmente desgastante do ambiente de UTI. A exposição progressiva a estes fatores considerados estressores, leva ao esgotamento físico e emocional, interferindo na qualidade de vida e prejudicando a execução das funções do enfermeiro.

Palavras-chave: Esgotamento Profissional, Estresse Ocupacional, Enfermeiro, Unidades de Terapia Intensiva.

ABSTRACT

At work, stress-inducing situations are increasing. This concern is due to the individual’s insertion in this context, since work, in addition to enabling growth, transformation, recognition and personal independence, can also cause problems, dissatisfaction and lack of interest.  The objective of this study is to analyze burnout syndrome and its relationship with intensive care nurses. This is a bibliographical review, of a descriptive and exploratory nature, with a qualitative approach. The Intensive Care Unit has the highest number of stressors in the hospital environment, making the work exhausting. Burnout syndrome is an emotional disorder associated with chronic stress in the workplace. It is a serious occupational health problem, characterized by a state of physical, emotional and mental exhaustion related to work, mainly affecting healthcare professionals. Nurses who work in Intensive Care Units (ICU) are among those most affected. These professionals are particularly vulnerable to burnout due to work overload, continuous exposure to human suffering, demand for quick and accurate decisions, and the intense, stressful and emotionally exhausting nature of the ICU environment. Progressive exposure to these factors considered stressors leads to physical and emotional exhaustion, interfering with quality of life and impairing the performance of nurses’ duties.

Keywords: Professional Exhaustion, Occupational Stress, Nurse, Intensive Care Units

1 INTRODUÇÃO

Conforme Franca e Ferrari (2012), no trabalho, as situações indutoras do estresse são cada vez mais crescentes. Tal preocupação é decorrente da inserção do indivíduo nesse contexto, visto que o trabalho além de possibilitar crescimento, transformação, reconhecimento e independência pessoal, também pode causar problemas, insatisfação e desinteresse.

Souza-França, et al. (2012) relatam que nos últimos anos, o nível de desgaste físico e emocional dos trabalhadores tem atingido elevadas proporções. Muitas instituições empregadoras preferem ignorar o sofrimento de seus funcionários e manterem-se aquém da realidade, além de insistirem em capitalizar o trabalho de seus empregadores.

Neste sentido, Trindade e Lautert (2010) descrevem a Síndrome de Burnout (SB), termo inglês Burnout significa “queimar-se” ou “consumir-se”, como o estresse laboral crônico, caracteriza-se pelo esgotamento físico, mental e emocional do trabalhador, como consequência do trabalho intenso, sem atenção às necessidades do próprio indivíduo.

Meneghini, et al. (2011) afirmam que a definição mais consolidada para a síndrome de burnout é a que a considera como uma reação à tensão emocional crônica motivada a partir do contato direto com outros seres humanos quando estes estão preocupados ou com problemas. A síndrome de burnout envolve três componentes relacionados, porém independentes: a primeira é a exaustão emocional (caracterizada pela falta ou carência de energia e entusiasmo e um sentimento de esgotamento emocional e dos recursos para lidar com os estressores somado a frustração e tensão nos trabalhadores, por perceberem que já não têm condições de despender mais energia para o atendimento de seu cliente ou demais pessoas, como faziam antes); a segunda, a despersonalização pode ser conceituada como o desenvolvimento de uma insensibilidade emocional em que prevalece a dissimulação afetiva, levando a um tratamento desumanizado dos clientes, colegas e organização. Nessa dimensão, são manifestações comuns a ansiedade, o aumento da irritabilidade, a desmotivação, a redução dos objetivos e do comprometimento com os resultados do trabalho, além da redução do idealismo, alienação e egoísmo. E a terceira é a baixa realização profissional (caracterizada pela insatisfação com o desenvolvimento profissional levando a uma tendência de se auto avaliar de forma negativa, tornando-se infeliz e insatisfeito com seu desenvolvimento profissional, com consequente declínio no seu sentimento de competência e êxito, bem como de sua capacidade de interagir com os demais) (EZAIAS, et al. 2010; MORENO, et al. 2011; RISSARDO & GASPARINO, 2013; SCHMIDT, et al. 2013).

A Síndrome de Burnout emerge principalmente entre profissionais que exercem atividades voltadas ao cuidado com os outros, que ocorre quando o indivíduo não possui mais estratégias para enfrentar as situações e conflitos no trabalho, trazendo consigo consequências negativas em nível individual, profissional, familiar e social, perdendo o trabalhador a capacidade de se (re)adaptar às demandas existentes no contexto laboral (GUIDO, et al., 2012; TOMASCHEWSKI-BARLEM, et al., 2013; TAVARES, et al., 2014).

Segundo Trindade e Lautert (2010), a síndrome pode atingir indivíduos de diferentes categorias profissionais, em qualquer faixa etária, mas as profissões que exigem um intenso contato interpessoal são as que apresentam altos índices de trabalhadores com burnout e, entre elas, encontram-se as profissões assistenciais.

Rissardo e Gasparino (2013) informam que a enfermagem foi classificada, pela Health Education Authority, como a quarta profissão mais estressante no setor público, devido ao constante contato com doenças, o que expõe a equipe a fatores de risco de natureza física, química, biológica e psíquica. A complexidade dos inúmeros procedimentos realizados pela equipe, o grau de responsabilidade nas tomadas de decisão, a falta de recursos humanos, os possíveis acidentes de trabalho e o trabalho por turnos aumentam a angústia e a ansiedade dos profissionais, desencadeando, muitas vezes, situações de estresse.

Para Ferreira et al. (2012), o estresse relacionado ao trabalho reduz a produtividade, a qualidade e a eficiência da assistência promovida pelo profissional de enfermagem, prejudicando significativamente o processo de recuperação e cura dos pacientes. Isso se torna ainda mais grave ao considerarmos os setores fechados dos hospitais, onde se encontram pacientes com problemas de saúde mais graves, debilitados, necessitando da assistência de enfermagem contínua e intensiva.

De acordo com Moreno, et al. (2011), a síndrome de burnout traz consequências indesejáveis tanto para o profissional quanto para o cliente e a instituição. É importante que sejam desenvolvidas manobras de enfrentamento com a finalidade de atenuar os problemas existentes no ambiente de trabalho, diminuir as dificuldades, dar suporte aos trabalhadores, propiciar-lhes melhores condições de vida dentro e fora da organização e, consequentemente, melhorar a qualidade do cuidado prestado ao indivíduo.

O objetivo deste estudo é analisar a síndrome de burnout e sua relação com os enfermeiros intensivistas.

Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de caráter descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa.

O estudo contribui para o conhecimento sobre a síndrome de burnout em enfermeiros intensivistas.

2 SÍNDROME DE BURNOUT: RELAÇÃO COM OS ENFERMEIROS INTENSIVISTAS

Conforme Souza, et al. (2017), em um ambiente hospitalar encontramos vários setores, cada um com suas complexidades particulares. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI), é um serviço de alta complexidade, considerado insalubre. A UTI é um local onde são utilizadas técnicas e procedimentos sofisticados para tratar doenças com risco potencial à vida, comportando assim pacientes graves, em situação limite, que ainda têm um prognóstico favorável para viver, embora necessitem de recursos técnicos e humanos especializados para sua recuperação, sendo assim, comprovadamente um ambiente com uma dinâmica complexa. Os pacientes de uma UTI são críticos, exigindo uma rotina em que o profissional deve ter atenção, destreza, capacitação, agilidade na execução da assistência, dentre outras. Dentro de uma UTI, a assistência de enfermagem é ininterrupta à pacientes graves que requerem o máximo dos profissionais na intensa rotina do cuidar.

De acordo com Almeida, et al. (2016), as unidades de internamento de pacientes em cuidados intensivos são consideradas setores críticos do ambiente hospitalar que tem a maior quantidade de estressores do que qualquer outra unidade de internação, tornando o ambiente e o trabalho mais difícil e desgastante. 

As unidades de terapia intensiva (UTIs) destacam-se como ambientes hostis à saúde desses trabalhadores, devido à demanda de cuidados críticos e às frequentes situações de emergência, sofrimento e dor, circunstâncias essas favoráveis ao aparecimento de doenças e de insatisfação ao profissional enfermeiro (VERSAL e MATSUDALL, 2014).

Para Silva, et al. (2020), a enfermagem é uma profissão que acumula inúmeras responsabilidades, atribuições, carga de trabalho e tarefas com variadas complexidades que exigem demanda física e psicológica, muitas vezes excedem o suportado por estes profissionais. Esses fatores ajudam a explicar a alta incidência de patologias relacionadas ao estresse laboral neste grupo. 

Siqueira, et al. (2017) informam que os enfermeiros apresentam maior intensidade de estresse que os demais profissionais da equipe de enfermagem. Isso pode estar relacionado às responsabilidades envolvidas no processo de trabalho do enfermeiro, tais como supervisão do cuidado, gerenciamento de recursos humanos e materiais, tomada de decisão, gerenciamento de conflitos e cuidados diretos de maior complexidade.

Andolhe, et al. (2015) alegam que os profissionais de enfermagem que atuam nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) enfrentam elevados níveis de estresse. A exposição diária a fatores adversos não só do próprio ambiente como também das condições críticas dos pacientes, onde a rapidez na tomada de decisão se torna um fator determinante de sobrevida, está fortemente associado com as manifestações neuroendócrinas do estresse. 

Segundo Fernandes, et al (2017), a Síndrome de Burnout (SB) ou Síndrome de Esgotamento Profissional caracteriza-se pela resposta a fontes crônicas de estresse emocional e interpessoal no trabalho. Em uma pesquisa realizada por Siqueira, et al. (2017), foi observado que os profissionais de enfermagem que atuam em UTI são predominantemente do sexo feminino, com filhos e que dormem menos que as suas necessidades individuais. Dados importantes observados no estudo de Alvares, et al. (2020), os profissionais com idade acima de 35 anos tiveram menor chance de desenvolver exaustão emocional e despersonalização. Jornadas com mais horas de trabalho na UTI se associaram ao sentimento de baixa realização pessoal e os enfermeiros que não praticam atividades físicas regularmente tiveram maior chance de desenvolver exaustão emocional.

No estudo realizado por Fernandes, et al. (2018), os resultados demonstraram, que a maioria dos profissionais, que desenvolveram a SB eram do sexo feminino, casados e adultos jovens. Os profissionais jovens são mais propensos a desenvolver a SB, em virtude da inexperiência de trabalho e da não adaptação às condições de trabalho e das organizações, resultando má qualidade do cuidado. Fernandes, et al (2017) relatam que a Síndrome de Burnout é mais evidente em profissionais de enfermagem como consequência da demanda, sobrecarga de trabalho, dupla jornada, riscos ocupacionais, precariedade de recursos materiais, falta de pessoal qualificado e relações interpessoais conflituosas. A exposição progressiva a estes fatores considerados estressores, leva ao esgotamento físico e emocional, interferindo na qualidade de vida e prejudicando a interação com suas funções e com o ambiente de trabalho que desencadeiam a referida síndrome.

Aragão, et al. (2019) declaram que os enfermeiros intensivistas parecem apresentar maior risco de burnout, devido ao tipo de trabalho, duração, carga de trabalho, necessidade de outro vínculo para complementar a renda, bem como às características dos pacientes atendidos, por necessidade de maior cuidado, exigência do nível de atenção, habilidades e competências por parte dos enfermeiros e outros fatores pessoais que parecem estar associados ao nível de burnout. 

O trabalho desenvolvido pela enfermagem em UTI, a insatisfação com a relação hierárquica, a falta de oportunidade de crescimento profissional e o pensamento prévio de abandonar a profissão explicam mais da metade da exaustão emocional entre os trabalhadores (ROCHA, et al., 2019).

Almeida, et al. (2016) destacam que os principais fatores presentes no ambiente de cuidados intensivos relacionados ao estresse na equipe são: pouco preparo para lidar com a morte e sofrimento dos familiares, frequentes situações de emergência, falta de profissionais e recursos materiais, presença de ruído constante das aparelhagens, pouco preparo em lidar com mudanças do arsenal tecnológico, responsabilidade em tomada de decisões rápidas e precisas, conflitos entre os profissionais, dentre outros.

VersaI e MatsudaII (2014) listam como fatores que levam a insatisfação profissional: à falta de reconhecimento da profissão; às dificuldades de interação e à baixa remuneração. Sendo a falta de reconhecimento e de valorização da profissão de enfermagem por outras categorias profissionais e/ou pela sociedade expressaram o principal fator de insatisfação entre os enfermeiros, favorecendo a síndrome de Burnout. 

Sa, et al. (2014) indicam que o tempo de profissão/experiência em um determinado local está associado com a despersonalização, pois à medida que o profissional adquire maior domínio sobre o seu trabalho e sobre as suas relações no local de trabalho, menor é o sentimento de distanciamento. Outra variável associada à SB é a carga horária de trabalho. Essa variável também está associada negativamente à dimensão exaustão emocional, indicando que, provavelmente, quando um profissional tem uma carga horária menor, ele sofre maior pressão para realizar determinado número de atendimentos dentro dessa carga horária.

Silva, et al. (2015) elencam os principais motivos que favorecem ao estresse nos enfermeiros que atuam na UTI são as condições de trabalho, os poucos recursos humanos, materiais, e a inexistência de condições laborais dignas, a carga horária exaustiva, a exigência de domínio de tecnologias. 

Ramos, et al. (2014) citam que outros fatores podem determinar um sofrimento psicofísico ainda maior em enfermeiros intensivistas, tais como: o cuidar de pacientes gravemente doentes, o ambiente fechado, com pouca iluminação natural, presença de sons dos aparelhos de monitorização que causam incômodo. 

De acordo com Silva, et al. (2015), a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) parece ser um dos locais mais agressivos, tensos e traumatizantes do hospital. Diante disso, há um risco dos profissionais enfermeiros que atuam na UTI, estejam submetidos aos diversos fatores relacionados ao estresse, presentes nesse local.

É nesse contexto que Sa, et al. (2014), afirmam que os eventos estressantes permeiam os hospitais e levam os profissionais enfermeiros, ao esgotamento, gerador de profissionais indiferentes, apáticos e cansados, dominados por estresse e desmotivação, com consequentes conflitos e insatisfações. 

Sa, et al. (2014) enfatizam que as condições de trabalho dos profissionais enfermeiros têm influência significativa tanto na qualidade de vida no trabalho quanto na qualidade do serviço prestado pelas organizações de saúde. As taxas de acidente de trabalho, doenças e absenteísmo entre os profissionais dessa área estão relacionadas às suas condições de trabalho. Para Silva, et al. (2015), a SB tem consequências físicas e mentais à saúde dos trabalhadores, dentre as quais alterações cardiovasculares, fadiga crônica, cefaleias, enxaqueca, úlcera péptica, insônia, dores musculares ou articulares, ansiedade, depressão, irritabilidade, entre outras. Também pode interferir na vida pessoal, como nas relações familiares, ressentindo-se da falta de tempo para o cuidado com os filhos e o lazer.

Sa, et al. (2014) relatam que é essencial que as organizações se preocupem em oferecer a seus empregados maior qualidade de vida no trabalho, pois o bem-estar e a saúde ocupacional gerarão impactos sobre a organização e também implicações para a sociedade em geral. A qualidade de vida e a humanização da assistência devem ser pilares das políticas sociais, em busca constante do equilíbrio psíquico, físico e social dos sujeitos dentro da organização (ROCHA, et al., 2019).

Diante desta problemática, segundo Silva, et al. (2015), torna-se fundamental que as instituições tenham um planejamento, a fim de combater o burnout, fazendo com que os profissionais se sintam valorizados, motivados e, principalmente, trabalhem em um ambiente harmonioso e com recursos técnicos e humanos que favoreçam o desenvolvimento de suas atribuições.

Conforme Paiva, et al. (2019), é necessário promover ações corretivas para lidar com o aumento de estresse no trabalho, a fim de minimizar as potenciais consequências psicológicas e preservar a satisfação do trabalho realizado, caracterizado na enfermagem pela arte do cuidar. Nesse sentido, fazem-se necessárias as ações preventivas pautadas nos fatores desencadeantes da síndrome.

Moraes, et al. (2016) mencionam que é preciso buscar estratégias para intervir e prevenir o esgotamento profissional. As estratégias possíveis para minimizar a síndrome de burnout no trabalho seriam: a discussão sobre a carga de trabalho do profissional; número de horas trabalhadas; condições salariais, somadas às modificações no âmbito político; o acompanhamento psicológico dos trabalhadores que lidam com a dor, o sofrimento e morte; criação de condições para promoção do suporte emocional entre os colegas de trabalho, bem como incluir nos exames periódicos a análise das condições de saúde mental relacionada ao estresse no trabalho.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A síndrome de burnout é um distúrbio emocional associado ao estresse crônico no ambiente laboral, é um problema sério de saúde ocupacional, caracterizado por um estado de exaustão física, emocional e mental relacionado ao trabalho, afetam principalmente profissionais da saúde. Enfermeiros que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estão entre os mais afetados. Esses profissionais estão particularmente vulneráveis ao burnout devido à sobrecarga de trabalho, exposição contínua ao sofrimento humano, exigência por decisões rápidas e precisas, natureza intensa, estressante e emocionalmente desgastante do ambiente de UTI. A exposição progressiva a estes fatores considerados estressores, leva ao esgotamento físico e emocional, interferindo na qualidade de vida e prejudicando a execução das funções do enfermeiro.

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1Enfermeira. Especialista em Enfermagem do Trabalho. E-mail: rafaelleserejo@hotmail.com