SEDOANALGESIA NEONATAL: PERFIL CLÍNICO EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202512061508


Mirian Rebelo Passos Ebrahim
Mirela Rocha Pinto
Maria Laura De Souza Rufino
Rebeca Almeida Feitosa
Wiiliana Amorim Loiola
Nataly Dos Santos Borges


RESUMO

Introdução: Na busca pela sobrevida em UTI Neonatal (UTIN), os recém-nascidos são expostos diariamente a inúmeros procedimentos dolorosos e estressantes, para fins diagnósticos e terapêuticos, fato que pode desencadear sequelas incapacitantes, doenças crônicas, dificuldades de aprendizado, entre outras consequências. A dificuldade na avaliação e tratamento da dor configura-se como uma grande preocupação de pesquisadores e profissionais da área.  Objetivo: Descrever o perfil clínico de pacientes neonatos quanto a necessidade do uso de terapia sedoanalgésica em uma UTIN em Alagoas. Abordagem metodológica: Trata-se de um estudo observacional de campo, descritivo, com abordagem quantitativa. Foram coletados os dados de 105 neonatos, através de seus prontuários, em uso de sedoanalgesia em uma maternidade de Alagoas, no período deoutubro/2024 a dezembro/2024. As variáveis estudadas foram: sexo, faixa etária, tipo de parto, diagnóstico clínico, fármacos utilizados, procedimentos dolorosos e escala de avaliação de dor. Foi utilizado um instrumento de pesquisa em formato de guia semiestruturado para a coleta de dados. Resultados: Houve predomínio de neonatos do sexo masculino (52,9%, n=56), assim como 59% (n=62) apresentaram baixo peso ao nascer. Em relação aos procedimentos dolorosos, houve preponderância de punção para coleta de sangue venoso, lancetagem de calcâneo para verificação de glicemia capilar e sondagem gástrica. Considerações Finais: Evidenciou-se que a prematuridade e o baixo peso são fatores frequentes entre os neonatos hospitalizados. Ressalta-se a importância do controle eficaz da dor e do registro adequado dos procedimentos realizados. Além disso, é necessária a implementação de protocolos específicos para manejo da dor neonatal, contribuindo para a melhoria da qualidade e segurança na assistência a esses pacientes.

Descritores: Neonatos; Enfermagem Neonatal; Sedativos; Escalas de Avaliação; Escala de dor.

ABSTRACT

Introduction: In the pursuit of survival in the Neonatal Intensive Care Unit (NICU), newborns are daily exposed to numerous painful and stressful procedures for diagnostic and therapeutic purposes, which may lead to disabling sequelae, chronic diseases, learning difficulties, and other consequences. The challenges related to pain assessment and management represent a major concern for researchers and healthcare professionals in the field. Objective: To describe the clinical profile of neonatal patients regarding the need for sedoanalgesic therapy in a NICU in Alagoas, Brazil. Methodology: This is an observational, descriptive field study with a quantitative approach. Data were collected from the medical records of 105 neonates receiving sedoanalgesia in a maternity hospital in Alagoas, from October 2025 to December 2025. The variables analyzed included sex, age group, type of delivery, clinical diagnosis, drugs used, painful procedures, and pain assessment scale. A semistructured guide was used as the data collection instrument. Results: There was a predominance of male neonates (52.9%, n=56), and nearly 60% (n=62) presented with low birth weight. Regarding painful procedures, venous blood sampling, heel puncture for capillary blood glucose testing, and gastric tube insertion were the most frequent. Conclusion: Prematurity and low birth weight were identified as frequent factors among hospitalized neonates. The findings highlight the importance of effective pain control and proper documentation of procedures performed. Furthermore, the implementation of specific protocols for neonatal pain management is essential to improve the quality and safety of care provided to these patients.

Keywords: Newborns; Neonatal Nursing; Sedatives; Assessment Scales; Pain Scale.

1 INTRODUÇÃO 

Os neonatos de alto risco, com a prevalência de prematuros, muitas vezes necessitam de cuidados especializados intensivos devido a seu baixo peso e desenvolvimento fisiológico imaturo. São pacientes de alto risco por possuírem instabilidade fisiológica, hemodinâmica, alterações metabólicas e/ou distúrbios após o nascimento. Dessa forma, para esses pacientes que muitas vezes necessitam de uma assistência especializada, surgiram as Unidades de Terapia Intensivas Neonatais (UTIN), as quais são específicas para os cuidados imediatos intensivos de recém-nascidos (RN) logo após a sala de parto (Silva et al., 2024).

O neonato hospitalizado com complicações clínicas, para sua sobrevivência, geralmente, passa por procedimentos invasivos – cirúrgicos ou não – que causam estresse, sofrimento e instabilidade clínica. Incluem-se: intubação orotraqueal, drenagem de tórax, inserção de cateteres venosos – como a introdução de cateter central de inserção periférica (PICC) – e sondas. Deve-se haver o cuidado em considerar as indicações, vantagens e desvantagens, a fim de estabelecer o manejo da dor no período neonatal, baseando-se na minimização da intensidade e da duração, ajudando o RN a recuperar-se e retornar a homeostase o mais breve possível (Morais et al., 2020).

A dor é definida como uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial. Ao nascimento, mesmo que prematuro, os marcadores fisiológicos, metabólicos e hormonais de resposta ao estresse já podem ser associados à estimulação dolorosa (Andrade, 2020). Nesse ínterim, o alívio da dor é primordial para a promoção e conforto ao paciente neonatal. Sendo assim, é comum, pacientes admitidos em UTIN serem submetidos ao uso de analgésicos e sedativos – esse último apenas diminui a atividade e agitação do paciente, devendo ser evitado o uso prolongado. A indicação de analgesia deve ser individualizada e sempre considerada em todos os recém-nascidos portadores de doenças potencialmente dolorosas e/ou submetidos a procedimentos invasivos (Dantas et al., 2022).

Ao considerar a subjetividade da dor e a inabilidade em relatá-la verbalmente, os enfermeiros das unidades neonatais devem atentar a essa linguagem tão peculiar, expressa através de alterações comportamentais e fisiológicas (Silva, 2024). Um ambiente exaustivo de dor, associado ao ambiente muito iluminado, repleto de ruídos contínuos – provocados pelos equipamentos de suporte à vida – e o fluxo constante de pessoas podem comprometer o desenvolvimento do RN. Isso ocorre em razão da utilização de suas reservas energéticas que seriam direcionadas para seu crescimento, restabelecimento e desenvolvimento, com o estresse, são redirecionadas para o choro e repulsão. Ao comprometer o sistema nervoso, há repercussões a longo prazo relacionadas ao déficit neurológico, cognitivo, aprendizado, diminuição do limiar da dor, traumas psicológicos e dificuldade na interação social (Silva et al., 2021).

A mensuração dos níveis de dor em RN necessita de práticas assistenciais ligadas ao alívio da dor em neonatos pré-termos, considerando o fator dor tanto como um sinal vital, quanto como uma necessidade básica humana. Essa aferição ocorre de uma maneira característica e específica – possuem uma “linguagem própria” para a expressão da dor, se dando por meio da inspeção de alterações fisiológicas e comportamentais, tendo em vista a não verbalização dos mesmos sobre suas queixas. A prática assistencial também se dá pelo controle do uso de fármacos sedativos e/ou analgésicos a longo prazo e de forma excedente pode levar ao paciente neonato a desenvolver a Síndrome de Abstinência Iatrogênica – um evento adverso (Guinsburg, Cuenca, 2020).

Com base no cenário apresentado, a relevância deste estudo está pautada na necessidade de apoiar a continuidade da assistência humanizada, por parte dos profissionais de saúde que atuam no cuidado com os recém-nascidos, devido a importância da utilização de métodos para o alívio da dor, de forma a tornar essa experiência menos danosa para a saúde do neonato, levando em consideração a grande quantidade de procedimentos dolorosos e estressantes cujo este público é submetido dia após dia, durante todo o período de internação hospitalar. Paralelamente, evidencia-se a relevância do papel da enfermagem – tendo em vista sua maior proximidade ao paciente – para a implementação de medidas, a redução ou eliminação do desconforto proporcionado pelos estímulos dolorosos.

Assim, o estudo sustenta-se na seguinte questão norteadora: Quais características clínicas estão associadas à necessidade de sedoanalgesia em neonatos internados na UTIN da Maternidade Escola Santa Mônica, em Maceió, Alagoas. Nesse ínterim, o objetivo firma-se em descrever o perfil clínico de pacientes neonatos que demandam o uso de terapia sedoanalgésica. 

2 REVISÃO DE LITERATURA 

2.1 Utilização de fármacos sedoanalgésicos em neonatos

Os avanços tecnológicos em neonatologia e o desenvolvimento das UTIN contribuíram significativamente para o aumento da sobrevida dos recém-nascidos criticamente doentes; no entanto, os expuseram cada vez mais a procedimentos terapêuticos e diagnósticos estressantes e dolorosos. Dessa exposição cumulativa à dor podem resultar alterações precoces e de longo prazo no processamento da dor, no sistema de resposta ao estresse e no desenvolvimento infantil (Costa et al., 2023).

Face ao surgimento de uma doença ou alteração do desenvolvimento e crescimento da criança pode ser necessário o recurso de avaliações, tratamentos ou técnicas que tenham de ser realizadas em ambiente hospitalar (Monteiro, 2020). Em concordância, Klein et al. (2022) afirma que o uso apropriado de intervenções farmacológicas pode prevenir, reduzir ou eliminar a dor do recém-nascido em muitas situações clínicas, sempre visando que o tratamento adequado da dor em RNs está associado a diminuição de morbidade e da mortalidade.

Os analgésicos têm como finalidade minimizar e/ou eliminar a dor ocasionada pela própria doença e pela realização de procedimentos. Já os sedativos visam reduzir a ansiedade e a agitação causadas pelo ambiente, manter métodos dispositivos invasivos e otimizar a ventilação mecânica (Klein et al., 2023). Segundo Costa et al (2023) as drogas mais frequentemente utilizadas são o fentanil e o midazolam, pois proporcionam uma adequada analgesia e sedação, podendo ser usadas em infusão endovenosa contínua sendo o seu pico de ação rápida. 

O fentanil é um analgésico opióide 50 a 100 vezes mais potente que a morfina utilizada frequentemente devido a sua habilidade em promover analgesia rapidamente, além de promover estabilidade cardiovascular. No entanto, um dos efeitos colaterais desta droga, segundo Silva (2022), é causar a rigidez da parede torácica. Já o midazolam é um benzodiazepínico de curta duração e limitado efeito analgésico, comumente utilizado em UTIN para produzir sedação e relaxamento muscular, podendo causar depressão respiratória e hipotensão arterial como efeito colateral, segundo Silva (2022), e levar a dependência física se usado de forma contínua por mais de 48 horas (Costa et al., 2023) 

O uso contínuo e prolongado dessas drogas, como opióides e benzodiazepínicos, muitas vezes presentes na UTIN, podem provocar efeitos colaterais indesejados ou dependência física, proporcionando, assim, a Síndrome de Abstinência Iatrogênica – SAI – (Klein, 2022). Oliveira, Kanikadan (2023), define esta síndrome como um conjunto de manifestações que ocorre após a suspensão ou reversão de um fármaco a que se foi previamente exposto e do qual se ficou dependente, sendo esta dependência um mecanismo de adaptação bioquímica e fisiológica à exposição de um fármaco. Pacientes neonatos geralmente desenvolvem sinais e sintomas de SAI dentro das primeiras 24 horas após a interrupção da droga, devido a sua baixa densidade corporal e imaturidade fisiológica.

2.2 Manifestações fisiológicas e comportamentais em neonatos decorrentes da dor 

Por muitos anos, acreditava-se que o RN tinha insensibilidade à dor devido a sua imaturidade neurológica. No entanto, a neurociência – a partir da década de 1960 – se opõe a essa concepção, tendo em vista que a imaturidade aumenta a velocidade de condução nervosa, além da ausência de vias de inibição ou redução. Portanto, a dor e a sensibilidade a mesma é ainda maior nessa parcela da população (Caetano et al., 2023).

Segundo Guinsburg e Cuenca (2020) o conceito de dor em crianças como “uma qualidade inerente à vida, que aparece no início da ontogenia para servir como um sistema de sinalização para as lesões teciduais” permite evidenciar a presença da dor por meio da presença de respostas comportamentais e fisiológicas aos estímulos nociceptivos. Assim, parece haver um repertório “próprio” de expressão da dor pelo lactente pré-verbal, ou seja, uma “linguagem” alternativa de dor”.

É importante ressaltar que a inviabilidade de comunicação verbal, como é o caso do neonato, não exclui a possibilidade deste ser humano vivenciar a dor. Frente a dor, segundo Silva et al. (2024), o RN tende a adotar algumas manifestações físicas e comportamentais, como o choro intenso, expressões faciais de dor, agitação motora, contração dos membros e irritabilidade. Concomitantemente, Guinsburg e Cuenca (2020), afirma que há também alterações clínicas, como alteração de frequência cardíaca e respiratória, a saturação de oxigênio, a pressão arterial e concentrações hormonais.

Perante o exposto, há alguns instrumentos se encontram disponíveis na literatura a fim de identificar esta experiência dolorosa, a exemplo das escalas de dor, sendo uma aliada para auxiliar os profissionais na avaliação da dor neonatal, onde as mais utilizadas são a NIPS (Neonatal Infant Pain Scale), a PIPP (Premature Infant Pain Profile) e N-PASS (Neonatal Pain, Agitation and Sedation Scale). A última faz referência a avaliação da dor, agitação e nível de sedação, através da análise do choro/irritabilidade, comportamento, expressão facial, tônus de extremidades e sinais vitais  – frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação de oxigênio (Caetano et al., 2023).

O reconhecimento das manifestações de dor pelo enfermeiro constitui um elemento essencial para a segurança do paciente, uma vez que possibilita a identificação precoce de alterações clínicas e a implementação de intervenções adequadas. A falha em reconhecer ou valorizar a dor pode resultar em instabilidade fisiológica, além de repercussões emocionais e funcionais que comprometem a recuperação e prolongam o tempo de hospitalização. Nesse contexto, a observação atenta de sinais verbais e não verbais de dor permite ao enfermeiro promover monitoramento contínuo e tomada de decisão segura, assegurando a administração correta de terapias analgésicas e a prevenção de eventos adversos. Dessa forma, o reconhecimento da dor configura-se como uma prática fundamental para a qualidade e a segurança da assistência de enfermagem, contribuindo para um cuidado mais eficaz, humanizado e centrado no paciente (Silva et al. 2024).

2.3 Intervenções e patologias causadoras de dor em neonatos

Após o clampeamento do cordão umbilical no ato do parto, inicia-se a primeira das mudanças que irá afetar todo o organismo do bebê: a respiração, que envolve ambos os sistemas circulatório e respiratório. Essa fase de transição fisiológica ocorre sem muitos transtornos para a maioria dos RNs, entretanto, alguns encontram dificuldades que levam à necessidade de intervenção e cuidados críticos (Brasil, 2024). Segundo Ulian et al. (2023), os fatores principais associados à internação mais observados são: a prematuridade, o baixo peso, as infecções oportunistas, os distúrbios respiratórios, a anóxia perinatal e as malformações congênitas. 

A incidência e a gravidade das complicações da prematuridade aumentam à medida que a idade gestacional e o peso ao nascimento diminuem. Dessa forma, esses RNs podem ser portadores de doenças potencialmente dolorosas, tendo em vista que a maioria das complicações está ligada às disfunções dos sistemas de órgãos imaturos (Marcondes, 2020). 

Ao nascer sob essas condições de saúde, apresentam a necessidade de cuidados especializados. Nesse sentido, durante a internação hospitalar, como comenta Andrade (2020), o bebê pode ser submetido diariamente a cerca de 50 a 150 procedimentos dolorosos. Nesse ínterim, é de extrema importância que a enfermagem neonatologista busque por formações profissionais para lidar com essa população vulnerável, e se atentar a dor, tendo em vista que é um sinal vital e uma necessidade humana básica.

3 ABORDAGEM METODOLÓGICA 

A presente pesquisa é de caráter transversal, observacional, quantitativa e descritiva, a qual foi desenvolvida em uma maternidade pública situada no município de Maceió, Alagoas, voltada à gestação e partos de alto risco, a qual dispõe de uma UTIN localizada.

Após a autorização do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), nº do parecer 6.848.595 (Anexo A), a coleta de dados ocorreu nos meses de junho/2024 a outubro/2024, sendo analisados e observados todos os marcos legais relativos aos procedimentos éticos para realização de pesquisas científicas que envolvam o público entrevistado obedecendo as Resoluções do Conselho Nacional de Saúde (CNS) de nº: 466/2012, 510/2016 e 580/2018. O processo da coleta de dados foi previamente acordado com o coordenador responsável da UTIN, a respeito da apresentação do local, da equipe e a disposição dos possíveis dias e horários de coleta a fim de não perturbar o andamento do setor.

A amostragem foi do tipo probabilística estratificada, considerando o total de 137 prontuários de pacientes neonatos internos no período da coleta de dados (Quadro 1), número obtido junto ao Núcleo de Epidemiologia Hospitalar ao final da pesquisa. O cálculo amostral foi realizado com o auxílio da ferramenta on-line Survey Monkey, adotando-se um erro amostral máximo de 5% e um nível de confiança de 95%, o que resultou em uma amostra de 102 prontuários. Para maior rigor metodológico, o dimensionamento da amostra também pode ser expresso pela fórmula para populações finitas descrita por Barbetta (2012):

em que n representa o tamanho da amostra, N o tamanho da população (137), Z o valor crítico correspondente ao nível de confiança (1,96), p a proporção esperada (0,5) e e o erro amostral máximo admitido (0,05).

A população da pesquisa foi composta por prontuários de pacientes neonatos que atendessem aos critérios de inclusão estabelecidos: prontuários de neonatos com idade entre 0 dias e 3 meses, internados na UTIN durante o período da coleta e que estavam em uso de sedação e/ou analgesia. Foram excluídos os prontuários de pacientes que tinham ido a óbito, ou transferidos para outra instituição hospitalar durante a coleta.

Quadro 1 – Neonatos internos no período de outubro de 2024 a dezembro de 2024. Maceió, AL.

Fonte: Dados da pesquisa, 2024.

A autorização da inclusão do prontuário foi solicitada às mães dos neonatos, através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Diante dos prontuários selecionados, foi aplicado o instrumento de pesquisa em formato de guia semiestruturado (Apêndice A), criado pelas pesquisadoras, dividido em 2 sessões: Parte I – Neonato ao Nascer e Parte II – Neonato no momento.  

As informações foram extraídas do prontuário desde o nascimento até a alta, com base nos registros diários de enfermagem (anotação e evolução) e da prescrição médica. As variáveis analisadas incluíram: sexo (qualitativa, nominal), faixa etária (qualitativa, ordinal), tipo de parto (qualitativa, nominal), peso ao nascer (quantitativa, contínua), índice de Apgar (quantitativa, discreta), diagnóstico clínico (qualitativa, nominal), fármacos utilizados (qualitativa, nominal), procedimentos dolorosos (qualitativa, nominal) e escala de avaliação da dor (quantitativa, ordinal).

Posteriormente, os dados coletados foram transcritos para o software, Microsoft Excel, que possibilitou a tabulação dos dados através de estatísticas descritivas, por meio da construção de planilhas e gráficos apresentados nos resultados.

4 RESULTADOS 

O presente estudo analisou 105 prontuários de pacientes neonatos internos na maternidade estudada, localizada no município de Maceió-AL. Cerca de 52,9% (n = 56) eram do sexo masculino e 47,1% (n = 49) do sexo feminino.  Dentre eles, 59% (n = 62) foram considerados com baixo peso ao nascer, ou seja, crianças nascidas com peso inferior a 2500g, com o menor peso dentre eles de 950g, sendo classificado como RN de extremo baixo peso.  

A prematuridade pode ser classificada de acordo com a idade gestacional do bebê ao nascer, sendo calculada desde o primeiro dia da última menstruação da mãe até o nascimento, segue descritos os dados coletados de acordo com esta classificação na Tabela 1. Além da idade gestacional, o peso ao nascer também pode ser um fator de classificação, como segue descrito na Figura 1. Bebês prematuros podem apresentar diferentes desafios de saúde dependendo do grau de prematuridade.

Tabela 1 – Classificação de prematuridade dos neonatos da pesquisa, Maceió, Alagoas, Brasil.

Fonte: Dados da pesquisa, 2024.

Sobre o tipo de via de parto, as informações dos prontuários demonstraram que 47,1% (n = 49) dos partos foram via natural, ou seja, vaginal; e os outros 52,9% (n = 56) dos partos foram via cirúrgico cesariano. 

Figura 1 – Gráfico Relação Peso-Idade Gestacional dos neonatos da pesquisa, Maceió, Alagoas, Brasil.

Fonte: Dados da pesquisa, 2024.

De acordo com os prontuários, cerca de 62 (58,8%) recém-nascidos necessitaram de manobras de reanimação ao nascer, ainda na sala de parto. Os resultados relacionados ao Índice de Apgar, o qual não deve ser utilizado para determinar o início da reanimação, mas sim para avaliar a resposta do paciente às manobras realizadas, encontram-se descritos na Tabela 2.

Tabela 2 – Índice de Apgar no 1° e 5° minuto dos neonatos da pesquisa, Maceió, Alagoas, Brasil.

Fonte: Dados da pesquisa, 2024.

Os três principais diagnósticos clínicos iniciais foram: 49 (46,6%) casos de Desconforto Respiratório Precoce, 25 (23,8%) números de casos de hipóxia grave e, por último, 9 (8,5%) casos de cardiopatologias – como disfunção sistólica e ausência de parte da veia cava. 

Figura 2 – Gráfico dias de internação dos neonatos da pesquisa, Maceió, Alagoas, Brasil.

Fonte: Dados da pesquisa, 2024.

Houve a percepção, principalmente, de cinco procedimentos invasivos potencialmente dolorosos nos registros de enfermagem mais frequentes durante o tempo de internação dos RN: passagem de cateter umbilical, aspiração de vias aéreas, punção para coleta de sangue venoso, lancetagem de calcâneo para verificação de glicemia capilar e sondagem gástrica (Tabela 3).

Tabela 3 – Procedimentos invasivos potencialmente dolorosos dos neonatos da pesquisa, Maceió, Alagoas, Brasil.

Fonte: Dados da pesquisa, 2024.

Devido à agitação dos recém-nascidos ou até mesmo na falha da sedação farmacológica, durante o período do estudo, houve 7 extubações acidentais, dos quais, em um único RN ocorreu 3 vezes e em outro, 2 vezes.

As 3 principais patologias que justificavam a permanência dos pacientes durante a internação foram: crise convulsivas em estudo (n = 55), sepse neonatal precoce (n = 32) e icterícia tardia (n = 67). Além disso, os procedimentos cirúrgicos mais frequentes percebidos foram cirurgias reparadoras intestinais e cardíacas, inserção de válvulas ajustáveis para hidrocefalia e inserção de traqueostomia.

Durante a análise dos prontuários, observou-se que não havia registros sobre a aplicação de escalas de mensuração da dor em nenhum dos prontuários avaliados. Também não foram identificadas anotações sobre manifestações comportamentais e fisiológicas relacionadas à dor, nem informações sobre a monitorização dos sinais vitais durante o uso da terapia sedoanalgésica. Os registros se limitaram à prescrição e administração dos fármacos sedativos e analgésicos descritos.

Por meio do aprazamento da prescrição médica e da evolução/anotação de enfermagem, foi possível identificar o uso das terapias de sedoanalgesia farmacológicas, mas não foi possível identificar se estes eram administrados antes de procedimentos invasivos. Os fármacos mais utilizados para analgesia e sedação foram: dipirona, fentanil e midazolan, com doses contínuas e/ou intermitentes de acordo com a prescrição médica, sobretudo na intubação traqueal. Esses dados encontram-se descritos na Figura 3.

Figura 3 – Gráfico fármacos para analgésica e sedação dos neonatos da pesquisa, Maceió, Alagoas, Brasil.

Fonte: Dados da pesquisa, 2024.

5 DISCUSSÃO

5.1 Perfil Clínico e Demográfico dos Recém-Nascidos 

De acordo com Salgado (2021), a prevalência de prematuridade no Brasil é de 11,5%, sendo a principal causa de morte neonatal, respondendo por cerca de 1/3 dos casos. Nessa perspectiva, a qualificação da atenção a este recém-nascido mais vulnerável deve ser priorizada, como é destacado por uma das ações estratégicas da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança, visando a melhoria no cuidado neonatal e acompanhamento integral. Desta forma, se estará possibilitando não só a sobrevivência, como também o crescimento e neurodesenvolvimento satisfatório para esses recém-nascidos.

Segundo Macedo et al. (2020), diversos estudos já relataram que o sexo masculino apresenta associação com piores desfechos de desenvolvimento neurológico em lactentes prematuros, em ampla faixa de idades gestacionais, assim como o atraso cognitivo na idade corrigida de 24 meses. De maneira corroborativa, Klumb et al. (2022) replica que o motivo específico para essa maior vulnerabilidade do sexo masculino ainda não está claro, mas pode ter relação com um prejuízo da resposta adaptativa ao estresse pré-natal e possível influência disso no desenvolvimento inicial do cérebro. Entretanto, Nonose et al., (2021) afirma que a problemática converge à fragilidade do sexo em relação as morbidades e longos períodos de hospitalização, se refere ao processo de maturidade pulmonar ser mais lento durante o crescimento fetal.

De forma análoga aos dados encontrados em relação ao peso e idade gestacional, o estudo de Nonose et al., (2021), destacou que recém-nascidos AIG (Adequados para a Idade Gestacional) apresentam melhores condições ao nascimento e na hospitalização, enquanto os recém-nascidos PIG (Pequenos para a Idade Gestacional) encontram-se em maior risco de morbidades a curto e em longo prazo, com potenciais prejuízos ao desenvolvimento neurológico e risco de morte no primeiro ano de vida. 

A prematuridade e o baixo peso são considerados problemas complexos com impacto na saúde pública em todo mundo, por configurarem fatores relevantes de morbimortalidade infantil, decorrente da vulnerabilidade fisiológica proferida, ou seja, quanto mais prematuro e menor o peso, maiores as chances de o bebê evoluir com complicações e morbidades, e demandar cuidados de saúde por toda a vida (Guinsburg, Cuenca, 2020).

Como analisado na presente pesquisa, houve a predominância de partos cirúrgicos cesarianos. Nessa perspectiva, as principais causas maternas que predispõem o trabalho de parto prematuro levando a necessidade de parto cirúrgico são ruptura prematura de membranas, pré-eclâmpsia, alteração do líquido amniótico, infecções urinárias e cesarianas, dentre outras intercorrências obstétricas, que estão associadas à ocorrência desse evento, ocasionando maiores chances de permanência na UTIN por um tempo longo (Klumb et al., 2022).

5.2 Diagnósticos Clínicos e Demandas de Cuidado Intensivo 

Ao nascimento, por vezes, os recém-nascidos não choram – podendo indicar dificuldades na adaptação respiratória – ou não respiram, necessitam de ventilação com pressão positiva, requerem intubação traqueal e, até mesmo, reanimação avançada – massagem cardíaca e/ou medicações – juntamente a cuidados intensivos. Nesse ínterim, segundo Almeida et al., (2022), no Brasil, a asfixia perinatal é a terceira causa básica de óbito de crianças abaixo de 5 anos, atrás apenas da prematuridade e anomalias congênitas. 

Corroborando com estudos, Ulian et al., (2023) o diagnóstico médico de Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do recém-nascido foi a principal causa de hospitalização, a qual está associada a prematuridade dos recém-nascidos, resultante da imaturidade do sistema respiratório e da incapacidade de produção de surfactante. Outras causas presentes são icterícia, casos de infecção – como sepse – malformação congênita – como onfalocele e forame oval patente – hipertensão pulmonar persistente e traquipneia transitória do RN (Klumb et al., 2022).

Segundo Guinsburg e Cuenca (2020) o RNPT requer maiores cuidados para adaptação extra-uterina, tende a passar por diversas intervenções dolorosas e invasivas, assim aliviar a dor é quase que uma prioridade, para reduzir o sofrimento com vistas a promover a saúde do bebê. Desse modo, a analgesia nessa fase inicial da vida pode contribuir significativamente para a qualidade de vida do lactente, pois com a terapia inibindo a sensação de desconforto, estresse e dor impede que o bebê possa ter malefícios em suas funções cognitivas (Silva et al., 2022).

A monitorização constante e a avaliação do crescimento de recém-nascidos pré-termos, durante o período de internação na UTI Neonatal, é importante para detectar desvios e prevenir desfechos indesejados a curto, médio e longo prazos. Tendo em vista que, o ganho de peso pós-natal excessivo tem sido associado com maior risco para doenças cardiovasculares na vida adulta (Monteiro, 2022).

5.3 Procedimentos Invasivos e Situações de Dor Aguda

Como observado na presente pesquisa, estes pacientes são rotineiramente expostos a procedimentos invasivos e potencialmente dolorosos, como passagem de cateter umbilical, aspiração de vias aéreas, punção para coleta de sangue venoso, lancetagem de calcâneo para verificação de glicemia capilar e sondagem gástrica. De forma concomitante, Costa et al. (2023) afirma que, em média, um neonato pode ser submetido a cerca de 16 procedimentos dolorosos por dia, muitos dos quais sem qualquer tipo de intervenção analgésica.

A instalação do cateter central de inserção periférica (PICC), por exemplo, é considerada um procedimento moderadamente a intensamente doloroso, mas ainda assim, a adoção de estratégias analgésicas ou sedativas permanece limitada na prática clínica (Costa et al., 2023). Essa realidade expõe os neonatos a um risco elevado de dor não tratada e reforça a necessidade da implementação sistematizada de protocolos de alívio da dor durante a execução de procedimentos invasivos.

Por conseguinte, a utilização de escalas é uma aliada para auxiliar os profissionais na avaliação da dor neonatal, assim, a partir do reconhecimento da dor, pode utilizar-se de meios para atenuar o estresse vivenciado pelo público neonatal. Dessa forma, fornecer a analgesia na assistência é crucial, pois a dor possui impactos negativos, como a diminuição da instabilidade fisiológica, como também modificações no limiar de dor, na estrutura cerebral, no comportamento e no desenvolvimento cognitivo (Silva et al., 2024).

Apesar da evidência consolidada sobre os prejuízos da dor não tratada, estudos demonstram que a analgesia em neonatos ainda é subutilizada, com predomínio de intervenções sedativas e baixa adesão a métodos não farmacológicos (Costa et al., 2023; Silva et al., 2024). O reconhecimento da dor neonatal e a adoção de estratégias eficazes — como soluções adocicadas, contenção facilitada, analgesia tópica e opioides em situações específicas — são fundamentais para garantir cuidado humanizado e seguro.

A extubação acidental ou extubação não programada neonatal refere-se a retirada do tubo endotraqueal de forma inesperada, antes do momento planejado. Este evento, segundo Fernandes, Santos, Ventura (2021) pode ocorrer devido a agitação do recém-nascido (autoextubação), ou por erros de manuseio durante os cuidados pela equipe de saúde. Este é um evento adverso comum em UTIN, como mostra o presente estudo – 7 extubações acidentais, dos quais, em um único RN ocorreu 3 vezes e em outro, 2 vezes – e pode ter consequências sérias, como hipoxemia, atelectasia, lesões na traqueia e instabilidade hemodinâmica.

As limitações do presente estudo ao que tange a identificar de fato os procedimentos potencialmente dolorosos, motivos que levaram as extubações acidentais e identificação de instrumentos de mensuração da dor na maternidade alagoana em foco, estão relacionadas a incompletude das informações registradas nos prontuários físicos dos recém-nascidos.

5.4 Terapia Sedoanalgésica: Fármacos, Indicações e Segurança

A sedoanalgesia em neonatos é uma prática clínica essencial para mitigar a sensação do desconforto, estresse e dor em recém-nascidos submetidos a diversas intervenções dolorosas e invasivas. A dor não tratada nos primeiros estágios da vida pode ter efeitos adversos significativas no desenvolvimento neurológico e comportamental a longo prazo (Guinsburg, Cuenca, 2020). 

Com relação aos analgésicos, o paracetamol é indicado e amplamente utilizado no tratamento de dores leves a moderadas, com a vantagem de não causar depressão respiratória. Embora seu uso em neonatos seja mais limitado devido a potenciais riscos hematológicos, a dipirona – droga mais utilizada na analgesia segundo resultados da presente pesquisa – ainda é considerada uma opção segura para o manejo da dor moderada, particularmente em países onde seu uso é regulamentado.

A utilização de opioides, segundo Silva et al., (2022), como a morfina e a fentanila, são utilizados em casos de dor severa, normalmente quando o neonato é submetido a ventilação mecânica ou a cirurgias. A morfina é o opióide de escolha para analgesia contínua, enquanto o fentanil, com ação mais rápida, é preferido para procedimentos curtos e dolorosos. O uso desses medicamentos requer um monitoramento rigoroso devido ao risco de depressão respiratória e outros efeitos colaterais graves, como excesso de sedação e dependência química.

Segundo Martorelli, Santos e Martorelli (2024), o uso de sedativos é para casos que necessitam controlar a agitação e ansiedade, facilitando a realização de procedimentos invasivos. O midazolam – droga mais utilizada na analgesia segundo resultados da presente pesquisa – é amplamente utilizado para sedação contínua em neonatos ventilados devido sua ação rápida e eficaz.

Além disso, no presente estudo, não houve descrição padronizada de monitoramento contínuo das respostas à sedação ou analgesia, como a utilização de escalas validadas para dor neonatal, o que fragiliza a avaliação da efetividade das intervenções e expõe os recém-nascidos a riscos associados ao sub ou supertratamento. Tal cenário reforça a necessidade de diretrizes assistenciais mais robustas, com protocolo de prescrição baseado em critérios clínicos específicos e monitoramento rigoroso das respostas fisiológicas e comportamentais à sedação e analgesia.

Ribeiro e Pereira (2021) apontam que existem métodos voltados a minimização da dor, os quais não usam medicamentos, focado em conforto, regulação do ambiente e técnicas de distração para reduzir o sofrimento do recém-nascido, principalmente durante procedimentos dolorosos. Incluem técnicas como sucção não nutritiva (chupeta), método mãe-canguru (contato pele a pele), aleitamento materno, uso de glicose oral, contenção facilitada, posicionamento adequado, redução de ruídos e luzes no ambiente, e minimização do manuseio. Na presente pesquisa não foi visualizada nenhuma estratégia não farmacológica para alívio da dor, uma vez que a coleta de dados se restringiu aos prontuários dos neonatos e, nos mesmos, não havia registro de tais informações.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Este estudo permitiu conhecer o perfil dos recém-nascidos hospitalizados em UTIN, evidenciando que a maioria das hospitalizações ocorreu no período neonatal precoce, de crianças do sexo masculino, nascidos de parto cesáreo, prematuros tardios e com baixo peso ao nascer. As principais causas de internação foram devidas às afecções originadas no período perinatal, com média de permanência de 8,49 dias.

Considera-se, portanto, que a equipe médica, de enfermagem e outros profissionais da saúde devem ser sensíveis em perceber a dor durante a internação do RN por meio de uma ação efetiva e segura para o controle da dor mediante o uso do método farmacológico. Neste sentido, destaca-se a importância do registro e anotação dos procedimentos no prontuário do paciente, o que denota a segurança e a qualidade no cuidado prestado.

Diante dos objetivos da presente pesquisa, percebeu-se que o maior desafio encontrado durante a coleta de dados foi a incompletude de informações registradas nos prontuários das principais manifestações fisiológicas (como alteração da frequência cardíaca, da frequência respiratória e da saturação de oxigênio, por exemplo) e comportamentais (como choro vigoroso, expressões faciais e agitação, por exemplo) apresentadas pelos neonatos para a utilização da terapia sedoanalgésica. Em decorrência disso, um dos objetivos traçados inicialmente na pesquisa não foi contemplado. 

Vale ressaltar também, a necessidade da implementação de protocolos na instituição de saúde analisada para o manejo adequado da dor em neonatos, especialmente aqueles internados em UTI, como o Protocolo de NIPS (Neonatal Infant Pain Scale) e a PIPP (Premature Infant Pain Profile), tendo em vista a frequência com que esta população é submetida a procedimentos dolorosos e estressantes.

Esses achados são importantes, considerando sua relevância em subsidiar revisão de protocolos, redesenho de fluxos assistenciais, atualização de rotinas institucionais e, principalmente, educação permanente na maternidade alagoana em estudo, a fim de garantir a segurança do paciente e a qualidade da assistência. Assim como políticas públicas, com vistas a reduzir a hospitalização nesse período e, consequentemente, as morbidades mais comumente encontradas no período neonatal. 

REFERÊNCIAS 

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