REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202512061448
José Igo da Silva Sabino
Marcelo dos Santos Melo
Orientador: Prof. Esp. Wesley Bezerra do Nascimento
Coorientador: Prof. Esp. José Ivo Ferreira da Silva
RESUMO
Este estudo tem como objetivo analisar a atuação do enfermeiro no Atendimento Pré-Hospitalar Móvel (APH), enfatizando os desafios enfrentados, os riscos ocupacionais envolvidos e as estratégias adotadas para garantir a qualidade da assistência. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir da busca em bases de dados como SciELO, PubMed, LILACS e BDENF, utilizando critérios de inclusão específicos e o protocolo PRISMA. Foram selecionados dez estudos publicados entre 2020 e 2025, que abordam as competências profissionais exigidas, as condições adversas do ambiente pré-hospitalar e os impactos físicos e emocionais sobre os enfermeiros. Os resultados evidenciam que o trabalho na ambulância impõe pressões relacionadas ao espaço físico, à urgência das decisões, ao desgaste emocional e à vulnerabilidade à violência urbana. Destaca-se ainda a necessidade de capacitação contínua, apoio institucional e adoção de tecnologias, como aplicativos para a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), como ferramentas que potencializam a segurança e a eficácia do atendimento. Conclui-se que o profissional desempenha papel central no APH, sendo essencial o desenvolvimento de políticas públicas que valorizem e protejam esses profissionais frente aos riscos ocupacionais e às exigências crescentes da atividade em campo.
Palavras-chave: Enfermagem, Serviços Médicos de Emergência, Atenção à Saúde, Riscos Ocupacionais.
INTRODUÇÃO
Este trabalho aborda a atuação do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar (APH), destacando os desafios que esse profissional enfrenta durante o serviço em ambulâncias. O APH refere-se à assistência prestada fora do ambiente hospitalar, com o intuito de oferecer um atendimento ágil e eficaz a vítimas de situações de urgência e emergência. O principal objetivo do profissional de enfermagem é estabilizar o estado clínico do paciente e assegurar um deslocamento seguro até uma unidade de saúde.
No Brasil, o serviço de APH móvel é gerido principalmente pelo (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) SAMU, que em casos de emergência, oferece suporte básico, intermediário e avançado, ajudando a diminuir complicações e a melhorar os resultados clínicos dos pacientes. Nesse cenário, o enfermeiro desempenha uma função fundamental, sendo encarregado de fornecer os cuidados iniciais em situações de urgência.
Atualmente, diversas conquistas significativas têm ajudado a aprimorar esse trabalho como a unificação de protocolos médicos, a expansão da cobertura do SAMU, a utilização de dispositivos móveis para registro e comunicação e a disponibilização de treinamentos específicos voltados para emergências.
Contudo, apesar dessas inovações, os profissionais continuam lidando com adversidades, como problemas nos atendimentos, o acesso restrito a determinadas áreas, a pressão física e emocional, além da falta de recursos que traz riscos ocupacionais aos colaboradores, o que exige um contínuo preparo técnico e psicológico aos profissionais.
Assim, o objetivo geral desta pesquisa é: descrever a atuação do enfermeiro no APH, identificando os principais desafios enfrentados e as perspectivas de melhoria para a qualidade do atendimento. Como objetivos específicos busca-se: investigar quais são as competências e habilidades necessárias para o enfermeiro atuar de forma eficaz no APH; identificar os principais obstáculos enfrentados pelos profissionais da enfermagem na prática pré-hospitalar incluindo os riscos ocupacionais; buscar analisar estratégias para melhorar o desempenho do profissional de enfermagem no APH, visando à otimização dos processos e à melhoria dos resultados clínicos.
Com isso, este estudo pretende oferecer subsídios para futuras pesquisas e políticas públicas que visem a proteção, valorização e qualificação dos enfermeiros que trabalham no APH móvel.
MATERIAL E MÉTODOS
Este estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão integrativa da literatura, que consiste em um método amplo e sistemático para análise de pesquisas relevantes, com o objetivo de sintetizar os conhecimentos disponíveis sobre determinado fenômeno, contribuindo para a compreensão de práticas profissionais e formulação de políticas (Whittemore e Knafl, 2005). Nesse sentido, a presente revisão teve como propósito analisar e sintetizar estudos já publicados sobre o exercício do enfermeiro no APH, com foco nas competências exigidas, nas principais dificuldades enfrentados e nos métodos adotados para otimizar a qualidade da assistência.
A elaboração se fundamentou no processo sugerido por Whittemore e Knafl, que consiste em seis fases sucessivas e organizadas: identificação do problema; busca e seleção da literatura; categorização dos estudos; análise dos dados; interpretação dos resultados e apresentação da revisão. Na etapa inicial, definiu-se como questão norteadora: como as condições adversas e os riscos ocupacionais enfrentados no APH móvel influenciam a atuação dos enfermeiros durante a prestação do cuidado?
A partir do problema, o trabalho seguiu as diretrizes do modelo Prisma, na seleção das fontes foi utilizado primeiramente uma consulta aos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “enfermagem”, “serviços médicos de emergência”, “atenção à saúde”, “riscos ocupacionais”, combinado com os operadores booleanos “AND” e “OR” que auxiliaram nas estratégias de busca avançada nas bases de dados: SciELO, PubMed, LILACS e BDENF. A pesquisa foi limitada a materiais publicados entre 2020 e 2025.
Os critérios de inclusão para seleção dos materiais foram: estudos publicados em português ou inglês; publicações que abordam a atividade do enfermeiro no APH, com ênfase em competências, obstáculos e melhorias na qualidade da assistência. Para o processo de inclusão também foi considerado o ano da pesquisa, trazendo materiais com menos de 5 anos de publicação. Foram excluídos estudos que não tratam diretamente do tema, publicações duplicadas e materiais que não atendem aos critérios de qualidade acadêmica.
As obras escolhidas foram apresentadas em uma tabela de extração que inclui os seguintes itens: identificação; autores; título; tipo de estudo; objetivo e conclusões. A classificação permitiu reconhecer as principais questões que se destacam na pesquisa. As informações foram analisadas de maneira integrativa, procurando semelhanças e diferenças entre as pesquisas, além de áreas de conhecimento que ainda necessitam de maior investigação.
O estudo foi estruturado com a estratégia PICo, considerados: P, profissionais de enfermagem no atendimento pré-hospitalar móvel; I, estratégias frente às condições adversas e riscos ocupacionais; e Co, melhorias na segurança do trabalho e na qualidade da assistência.
Os dados foram exibidos de forma descritiva, com o auxílio de uma tabela que sintetiza as principais características das pesquisas, além de uma análise minuciosa dos resultados das publicações científicas.
Figura 1: Fluxograma PRISMA adaptado

Fonte: Elaborado pelos autores, 2025.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Inicialmente foram localizados 177 artigos. Após a remoção de 95 artigos duplicados, restaram 82 estudos para a leitura de títulos e resumos. Nessa fase, foram excluídos 36 artigos por não apresentarem relação direta com o tema da atuação do enfermeiro no APH móvel. Os 46 artigos restantes foram lidos na íntegra para avaliação mais aprofundada e foram excluídos 36 artigos por se tratar de revisões, editoriais, dissertações ou por não abordarem o objeto central da pesquisa. Ao final do processo, 10 artigos foram incluídos na amostra final desta revisão integrativa codificados de A1 a A10. O processo de seleção foi apresentado por meio do fluxograma prisma adaptado, o qual apresenta de maneira gráfica as etapas e os critérios utilizados na triagem e seleção dos estudos.
Quadro 1. Estudos categorizados de acordo com suas características, como autor, título, tipo do estudo, objetivo e conclusão. Garanhuns (PE), Brasil, 2025.
| Identificação | Autores | Título | Tipo de Estudo | Objetivo | Conclusões |
| A1 | GRACIANO, Gabriela; MACEDO, Jheniffer; LIMA, Carlos; SOUSA, Estefânia. | Atuação do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar móvel | Revisão integrativa da literatura | Analisar a atuação do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar móvel, identificando os desafios enfrentados e as perspectivas de melhoria para a qualidade do atendimento. | O enfermeiro enfrenta dificuldades como instabilidade do ambiente e necessidade de respostas imediatas. Adoção de tecnologias móveis e protocolos bem definidos são medidas eficazes. |
| A2 | MALVESTIO, Marisa; SOUSA, Regina. | Produção de procedimentos pelo SAMU 192 no Brasil: performance benchmarking e desafios | Estudo censitário, observacional | Descrever e analisar a produção de procedimentos realizados pelo SAMU 192 entre 2015 e 2019. | Destaca-se a forte presença do suporte básico e elevação dos transportes, embora a produtividade nacional seja inferior à internacional. |
| A3 | PIZZOLATO, Aline; SARQUIS, Leila; DANSKI, Mitzy. | Nursing APHMÓVEL: aplicativo Leila; DANSKI, Mitzy. | Desenvolvimento de aplicativo móvel | Desenvolver e validar um aplicativo móvel para registro do processo de enfermagem. | O aplicativo mostrou-se eficaz para o registro do processo de enfermagem, contribuindo para a organização e qualidade da assistência no APH. |
| A4 | MOURA, Dayane, et al. | Atuação do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar: dificuldades e riscos | Estudo descritivo | Identificar dificuldades e riscos enfrentados pelos enfermeiros no atendimento pré-hospitalar móvel. | Profissionais enfrentam desafios como imprevisibilidade, sobrecarga física e emocional, falta de materiais e situações de alta complexidade. |
| A5 | FERREIRA, Kemilys; BALSANELLI, Alexandre; SANTOS, José Luís. | Competências profissionais dos enfermeiros de unidades de urgência e emergência | Estudo de método misto | Descrever as competências profissionais dos enfermeiros e compreender sua percepção sobre competências essenciais. | É necessário fortalecer estratégias educacionais para o desenvolvimento profissional. |
| A6 | FRANÇA, Thúlio; TENÓRIO, Hulda. | Manuseio das vias aéreas com uso da máscara laríngea por enfermeiro | Revisão integrativa | Analisar o manuseio das vias aéreas com uso da máscara laríngea pelos profissionais. | O uso da máscara laríngea por enfermeiros é viável e segura, desde que capacitados, contribuindo para a eficácia do serviço. |
| A7 | GONÇALVES, Márcio. | O papel do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar móvel: desafios | Estudo descritivo | Identificar os obstáculos enfrentados pelos enfermeiros no atendimento pré-hospitalar móvel. | Profissionais de enfermagem enfrentam problemas como decisões rápidas, gerenciamento de recursos e comunicação eficaz, exigindo habilidades técnicas e emocionais. |
| A8 | ARAÚJO, Alessandra, et al | Estresse ocupacional de enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência | Estudo quantitativo | Avaliar o estresse ocupacional dos enfermeiros do SAMU. | Os enfermeiros enfrentam níveis elevados de estresse, impactando negativamente sua saúde e qualidade de vida. |
| A9 | SOUZA, Melorie. | A comunicação entre os serviços médicos de emergência pré-hospitalar e intra-hospitalar | Revisão de literatura | Analisar a comunicação entre os serviços médicos de emergência pré-hospitalar e intra-hospitalar. | A comunicação eficaz é essencial para continuidade e qualidade da assistência. É necessário aprimorar os processos de integração entre as equipes. |
| A10 | RIBEIRO, Emely, et al. | Influência da Síndrome de Burnout na qualidade de vida de profissionais da enfermagem | Estudo quantitativo | Avaliar a influência da Síndrome de Burnout na qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. | A Síndrome de Burnout afeta negativamente a qualidade de vida dos profissionais, sendo fundamental implementar medidas preventivas e de apoio. |
Fonte: elaborado pelos autores, 2025.
A análise integrativa realizada com os dez artigos selecionados permitiu evidenciar aspectos relevantes sobre a atuação da enfermagem no APH móvel, especialmente no que se refere às competências profissionais, aos riscos ocupacionais, às situações adversas enfrentadas e às estratégias utilizadas para garantir a qualidade do cuidado em situações de urgência e emergência.
Constatou-se que o exercício profissional no APH exige diversas competências, incluindo habilidades técnicas, gerenciais e emocionais, para enfrentar um ambiente marcado por sua incerteza e alta complexidade. Os dados apontam que o enfermeiro desempenha uma função crucial na organização das atividades e na realização de intervenções que buscam estabilizar o paciente enquanto ele é transferido para a unidade de referência. Essa observação foi confirmada em pesquisas que ressaltam o papel central do profissional de enfermagem na condução das equipes móveis, especialmente em circunstâncias desafiadoras que demandam decisões ágeis e eficientes (Moura et al., 2020), (França; Tenório, 2023).
A equipe de enfermagem, sobretudo nos atendimentos feitos em ambulâncias, está propensa a obstáculos como a restrição de espaço, a oscilação do veículo em tráfego, a iluminação insuficiente e a dificuldade de acesso em zonas periféricas e de difícil acesso (Pizzolato; Sarquis; Danski, 2021), (França; Tenório, 2023). Esses aspectos afetam a ergonomia das atividades e podem impactar diretamente a qualidade do suporte, além de representar um perigo para a segurança tanto do profissional quanto do paciente.
A ocorrência de situações desfavoráveis, como locais perigosos, escassez de recursos, turnos de trabalho cansativos e risco de violência nas cidades, foi uma constante na maioria das publicações analisadas. Tais elementos influenciam de maneira significativa a saúde tanto física quanto mental dos profissionais, potencialmente prejudicando a qualidade do serviço. As evidências revelam que, em diversas situações, a ausência de uma infraestrutura apropriada e o excesso de trabalho favorecem a ampliação da exposição dos enfermeiros a perigos do trabalho, como estresse intenso e desgaste emocional (Pizzolato; Sarquis; Danski, 2021), (Araújo, 2021).
Nesse cenário, a Síndrome de Burnout se evidencia como uma grande repercussão nas situações desafiadoras vivenciadas diariamente no APH móvel. Relatos mostram que a vivência contínua de experiências traumáticas, juntamente com a pressão, exigência de resultados rápidos e a falta de apoio por parte da instituição, leva ao surgimento de sintomas como a exaustão emocional, prejudicando tanto o bem-estar profissional quanto a segurança dos pacientes (Ferreira; Balsanelli; Santos, 2023), (França; Tenório, 2023).
A síndrome de Burnout é caracterizada por um conjunto de sintomas físicos e sociais, incluindo cansaço, dificuldade em interagir com os outros, mau humor, irritação, diminuição da produtividade e faltas no trabalho. O estresse relacionado ao trabalho, que pode ser causado por diversos fatores, está fortemente ligado ao estresse crônico no local de trabalho e possui três aspectos: esgotamento emocional, despersonalização e um senso reduzido de realização profissional (Ribeiro, et al. 2021).
Outro aspecto importante diz respeito à exigência de formação contínua para as equipes. Diversas pesquisas indicaram falhas na preparação dos profissionais que trabalham no APH, revelando deficiências no conhecimento técnico e na aplicação de protocolos especializados. A falta de uniformidade nos arquivos e erros na comunicação durante a passagem de pacientes entre as unidades móveis e os hospitais foram reconhecidos como pontos frágeis que interferem na continuidade da assistência (Graciano, 2023), (Gonçalves, 2025).
Em contrapartida, foram notadas algumas ações benéficas. A adoção de tecnologias, como aplicativos que facilitam o registro digital dos processos de enfermagem, provou ser uma ferramenta eficaz para aprimorar a organização dos dados clínicos e elevar a segurança no atendimento (Souza, 2020).
Um exemplo de inovação tecnológica é o Nursing APHMÓVEL, um sistema digital voltado para a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em serviços de APH, que permite o registro seguro, ágil e padronizado dos dados clínicos do paciente. O recurso auxilia na promoção da comunicação entre os profissionais, agiliza o tempo de resposta e facilita a continuidade da assistência os diferentes níveis de atenção (Souza, 2020). Os estudos destacam que a adoção de soluções como o Nursing APHMÓVEL fortalece a autonomia da enfermagem e proporciona maior visibilidade às ações realizadas no âmbito do APH.
Além do mais, a elaboração de recursos didáticos, como materiais de estudo e treinamentos práticos, foi mencionada como uma abordagem efetiva para incentivar a educação contínua e minimizar a frequência de falhas em processos de emergência (Malvestio; Sousa, 2024), (Araújo, 2021).
É importante ressaltar a relevância do trabalho ético e humanizado dos profissionais de enfermagem, que, mesmo em situações desafiadoras, mostram dedicação à totalidade do atendimento. A habilidade do enfermeiro em se ajustar às diversas realidades do ambiente, respeitando as barreiras estruturais e culturais do local onde trabalha, é essencial para o sucesso das intervenções no APH (Graciano, 2023), (Moura, 2020).
Os resultados deste estudo indicam a necessidade imediata de políticas governamentais que favoreçam melhorias nas condições laborais, financiamento em infraestrutura, valorização da profissão e apoio psicológico para os profissionais que atuam no APH. Tais medidas são essenciais para reduzir os efeitos das situações desfavoráveis e garantir um serviço que seja de qualidade, seguro e eficaz.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O papel do enfermeiro no APH móvel, destaca-se pelas competências e habilidades essenciais para uma prática eficaz. Entre elas, ressaltam-se a agilidade na adaptação, a comunicação eficiente e o domínio de protocolos clínicos. Além disso, o ambiente configurase como um setor de ações exigente, desafiador e, ao mesmo tempo, fundamental para assegurar o atendimento em circunstâncias críticas. A escuta qualificada, o suporte das equipes e o investimento na saúde mental dos profissionais devem ser considerados elementos fundamentais para a viabilidade desse tipo de serviço.
A avaliação das pesquisas possibilitou não só identificar as habilidades necessárias dos profissionais, mas também reconhecer falhas estruturais, organizacionais e humanas que permeiam essa realidade de assistência. Constata-se que a implementação de estratégias como o aprimoramento da formação específica dos profissionais, a incorporação de tecnologias como aplicativos móveis de apoio e a padronização das práticas assistenciais são essenciais para elevar a qualidade do atendimento e otimizar os resultados clínicos.
Reconhece-se, como uma limitação, a escassez de pesquisas focadas na prática em ambientes instáveis, como as ambulâncias. Sugere-se que pesquisas futuras investiguem novas estratégias para aprimorar a segurança ocupacional e otimizar os processos assistenciais no APH.
REFERÊNCIAS
GRACIANO, Gabriela; MACEDO, Jheniffer; LIMA, Carlos; SOUSA, Estefânia. Atuação do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar móvel. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 9, n. 1, p. 4404–4414, jan. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-303. Acesso em: 19 abr. 2025.
MALVESTIO, Marisa; SOUSA, Regina. Produção de procedimentos pelo SAMU 192 no Brasil: performance, benchmarking e desafios. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 29, n. 1, e18482022, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/141381232024291.18482022. Acesso em: 16 abr. 2025.
PIZZOLATO, Aline; SARQUIS, Leila; DANSKI, Mitzy. Nursing APHMÓVEL: aplicativo móvel para registro do processo de enfermagem na assistência pré-hospitalar de urgência. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, 74 (Supl. 6), e20201029, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022103–2021. Acesso em: 20 abr. 2025.
MOURA, Dayane, et al. Atuação do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar: dificuldades e riscos vivenciados na prática clínica. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, v. 31, n. 1, p. 81–89, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-672020200001e1624. Acesso em: 2 dez. 2024.
FERREIRA, Kemilys; BALSANELLI, Alexandre; SANTOS, José Luís. Competências profissionais dos enfermeiros de unidades de urgência e emergência: estudo de método misto. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 31, e3937, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1518-8345.6560.3937. Acesso em: 18 abr. 2025.
FRANÇA, Thúlio; TENÓRIO, Hulda. Manuseio das vias aéreas com uso da máscara laríngea por enfermeiro em situações de emergência: revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, v. 6, n. 1, p. 886–897, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.34119/bjhrv6n1-150. Acesso em: 12 mai. 2025.
GONÇALVES, Márcio. O papel do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar móvel: desafios. Revista Delos, v. 18, n. 63, p. 1–11, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.34119/delosv18n63-001. Acesso em: 17 abr. 2025.
ARAÚJO, Alessandra et al. Estresse ocupacional de enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 74, n. 1, e20200234, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/K64cwYHWqCjXPGzQ74V8ypb/. Acesso em: 17 abr. 2025.
SOUZA, Melorie, et al. A comunicação entre os serviços médicos de emergência préhospitalar e intra-hospitalar: revisão de literatura. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 73, Supl. 6, e20190817, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-20190817. Acesso em: 12 mar. 2025.
RIBEIRO, Emely, et al. Influência da Síndrome de Burnout na qualidade de vida de profissionais da enfermagem: estudo quantitativo. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 74, Supl. 3, e20200298, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-71672020-0298. Acesso em: 10 abr. 2025
