SAÚDE MENTAL E O USO DE ANTIDEPRESSIVOS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 

MENTAL HEALTH AND THE USE OF ANTIDEPRESSANTS IN THE CONTEXT OF THE COVID-19 PANDEMIC: A BIBLIOGRAPHIC REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202510301058


Bruno Correa de Souza; Emanuelly Caroline Silva de Lima; Flávia Vitória do Rosário Nunes; Juliane Costa Leitão; Lívia Caroline dos Santos; Rayssa Silva Lima; Shirley Vitória Sarmento Lisboa; Kemper Nunes dos Santos


RESUMO 

O primeiro antidepressivo foi introduzido na sociedade na década de 1950, mas foi com o  surgimento do SARS-CoV-2 (COVID-19) que despertaram preocupações com a saúde mental  da população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que cerca de 90 milhões de  pessoas apresentariam alguma desordem devido ao abuso ou dependência de antidepressivos,  tornando este tema relevante por afetar a sociedade como um todo. A depressão, caracterizada  por sentimentos constantes de tristeza, é considerada o “mal do século” devido à sua alta  prevalência. A metodologia deste trabalho constituiu-se em um estudo do tipo revisão  bibliográfica integrativa, abrangendo o período de 2020 a 2023. O principal fator que  impulsionou os transtornos mentais foi o temor constante da infecção, concentrando o eixo de  preocupação em subgrupos mais vulneráveis, como profissionais de saúde,  crianças/adolescentes e estudantes. A crise de saúde mental sobrecarregou os sistemas de saúde,  revelando falhas no acompanhamento dos pacientes, especialmente no uso racional dos  antidepressivos. Nesse contexto, a escolha do antidepressivo deve ser individualizada, e as  orientações promovidas pelos profissionais farmacêuticos exercem um papel fundamental na  conscientização da população quanto ao uso adequado e seguro dos fármacos, sendo essenciais  para mitigar os desafios no uso de antidepressivos. 

Palavras-chave: Depressão. Psicofármacos. Antidepressivo. Pandemia. Covid-19.

ABSTRACT 

The first antidepressant was introduced to society in the 1950s, but it was with the emergence  of SARS-CoV-2 (COVID-19) that concerns about the population’s mental health arose. The  World Health Organization (WHO) estimated that around 90 million people would experience  some disorder due to the abuse or dependence on antidepressants, making this a relevant topic  as it affects society. Depression, characterized by constant feelings of sadness, is considered  the “illness of the century” due to its high prevalence. The methodology of this work consisted  of an integrative bibliographic review study, covering the period from 2020 to 2023. The main  factor that drove mental disorders was the constant fear of infection, concentrating the axis of  concern on the most vulnerable subgroups, such as health professionals, children/adolescents,  and students. The mental health crisis overloaded healthcare systems, revealing flaws in patient  follow-up, especially regarding the rational use of antidepressants. In this context, the choice  of antidepressant must be individualized, and the guidance provided by pharmaceutical  professionals plays a fundamental role in raising public awareness about the adequate and safe  use of the drugs, being essential to mitigate the challenges in the use of antidepressants. 

Keywords: Depression. Psychopharmaceuticals. Antidepressant. Pandemic. Covid-19.

1. INTRODUÇÃO 

O primeiro antidepressivo foi introduzido na sociedade na década de 1950, surgindo  inicialmente de pesquisas voltadas ao tratamento da tuberculose, nas quais se observou uma  melhora no humor dos pacientes submetidos aos testes. Este marco na psicofarmacologia  estabeleceu uma nova era no tratamento de transtornos mentais, que enfrentaria um de seus  maiores desafios décadas mais tarde (SOUZA et al., 2020). 

Em 2019, o surgimento do vírus SARS-CoV-2 (COVID-19) na China desencadeou uma  crise sanitária global, despertando sérias preocupações sobre a saúde mental da população  (FEITOSA et al., 2022). O temor disseminado da contaminação, somado à incerteza sobre o  futuro e às rigorosas medidas de isolamento social, criou um ambiente propício para o aumento  substancial nos níveis de depressão e estresse, afetando tanto indivíduos saudáveis quanto  aqueles com transtornos psiquiátricos preexistentes (LIPP & LIPP, 2020).

Este cenário resultou em um aumento significativo no consumo de medicamentos  psicotrópicos, à medida que a população buscava alívio para os sintomas intensificados  (FEITOSA et al., 2022). Mesmo antes da crise sanitária, os transtornos mentais já  representavam um desafio crescente para a saúde pública, mas foi durante a pandemia que as  taxas de transtornos emocionais escalaram, agravando os sintomas em pacientes que já  utilizavam antidepressivos e gerando novos diagnósticos (LOPES et al., 2022; SILVA,  BOTELHO, BEZERRA, 2022). No Brasil, por exemplo, houve um aumento de 28% nos casos  de depressão, com um crescimento notável na venda de medicamentos como a bupropiona  (137%) e o escitalopram (37,09%) (ANDRADE et al., 2022). Consequentemente, a  intensificação desses quadros gerou uma sobrecarga nos serviços de saúde (ORNELL et al.,  2020). 

A problematização central desta pesquisa emerge do uso inadequado e indiscriminado  desses medicamentos, uma prática que pode acarretar sérias consequências, como reações  adversas e resistência microbiana (MOREIRA et al., 2020). O uso sem prescrição adequada  apresenta riscos elevados, incluindo dependência química e o agravamento dos sintomas,  reforçando a urgência de intervenções de saúde pública (BATISTA; LOOSE, 2020). A  Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que, entre 2020 e 2023, cerca de 90 milhões de  pessoas desenvolverão alguma desordem devido ao abuso ou dependência de antidepressivos  (ALVES et al., 2020). 

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

2.1 EVOLUÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIDEPRESSIVOS 

A psicofarmacologia moderna teve seu início entre as décadas de 40 e 50, com a  descoberta de substâncias que se tornaram marcos para a psiquiatria (GORENSTEIN;  SCAVONE, 1999). A introdução dos primeiros antidepressivos, como os tricíclicos (ADT) e  os Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO), ocorreu no final da década de 50, muitos deles  descobertos por meio de observações empíricas (PASSOS, 2008). Um exemplo notável foi a  iproniazida, um medicamento para tuberculose que demonstrou causar elevação do humor nos pacientes (GORENSTEIN; SCAVONE, 1999; SOUZA et al., 2020). 

Uma nova geração de antidepressivos surgiu na década de 1980 com a classe dos  Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), como a fluoxetina. Esses fármacos  representaram um avanço significativo por oferecerem um tratamento eficaz com maior segurança e menos efeitos colaterais (GORENSTEIN; SCAVONE, 1999; SOUZA et al., 2020.  Atualmente, os ISRS são a categoria mais prescrita, justamente por seu perfil de efeitos  adversos mais brandos em comparação com outras classes (ISMAYILOV; CELIKEL, 2023). 

2.2 ANTIDEPRESSIVOS: CONCEITO E MECANISMO DE AÇÃO 

Os antidepressivos atuam principalmente no Sistema Nervoso Central (SNC), com o  objetivo de alterar e corrigir alterar a transmissão neuroquímica nas regiões cerebrais que  regulam o humor (ISMAYILOV; CELIKEL, 2023). É fundamental ressaltar que os  antidepressivos não provocam dependência e suas embora eficazes no controle dos sintomas,  eles não tratam a doença de forma profunda, sendo a abordagem terapêutica mais adequada a  combinação de medicamentos com outras terapias terapêuticas (SADOCK; SADOCK;  SUSSMAN, 2018; AMARAL et al., 2020). 

A classe mais prescrita é a dos ISRS. Seu principal mecanismo de ação é bloquear a  retirada da serotonina da fenda sináptica, aumentando sua disponibilidade e, consequentemente,  promovendo a melhora do humor do paciente (COLTRI, 2019). Antidepressivos populares  dessa classe incluem a fluoxetina conhecida como “pílula da felicidade” (DIAS; SERRÃO,  2022), a paroxetina inibidor seletivo da receptação de serotonina mais eficaz in vitro e que  bloqueia o sítio central do Transportador de Serotonina – SERT (SHRESTHA et al., 2023), e a  sertralina aumenta a disponibilidade de serotonina e é indicada para tratar depressão (ZAHED  et al., 2017). 

2.3 DEPRESSÃO E O CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19 

A depressão é um transtorno de saúde mental caracterizado por sentimentos persistentes  de tristeza e pela perda de interesse em atividades cotidianas, como trabalhar e estudar, o que  muitos pacientes associam a uma sensação de exaustão. Esse distúrbio está ligado a alterações  na química cerebral, especialmente nos neurotransmissores serotonina, norepinefrina e  dopamina, que desempenham um papel crucial na regulação do humor, do estresse e da  sensação de bem-estar (LELIS et al., 2020). Considerada pela Organização Mundial da Saúde  (OMS) como o “mal do século” por sua alta prevalência, a depressão pode, se não tratada,  evoluir para quadros mais graves (LIMA; JOSÉ et al., 2021). 

O advento da pandemia de COVID-19 agravou drasticamente esse cenário. O medo da  contaminação, a sobrecarga emocional e o isolamento social levaram a um aumento considerável nos casos de depressão (MELO et al., 2021). Consequentemente, a população  buscou formas de atenuar os sintomas psicológicos, e o consumo de antidepressivos tornou-se  uma das alternativas mais procuradas (FERREIRA, 2023). Nesse período, houve um  crescimento expressivo na prescrição e dispensação de ISRS, com destaque para fármacos  como o escitalopram, a sertralina e a fluoxetina (LOPES et al., 2022). 

2.4 USO INDISCRIMINADO, O AUMENTO DO USO DE ANTIDEPRESSIVOS E A RELEVÂNCIA DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DURANTE A PANDEMIA  DE COVID-19 

O aumento do consumo de antidepressivos durante a pandemia evidenciou um problema de  saúde pública: o uso inadequado e indiscriminado desses medicamentos (MOREIRA et al.,  2020). O uso sem prescrição e acompanhamento adequados acarreta riscos elevados, como  dependência, agravamento dos sintomas e efeitos adversos graves, como a síndrome  serotoninérgica, causada pelo excesso de serotonina no cérebro (BATISTA; LOOSE, 2020). 

Estudos apontaram um aumento de 28% nos casos de depressão durante a pandemia (ANDRADE et al., 2022). O aumento no consumo de medicamentos psicotrópicos foi  significativo, destacando-se o crescimento expressivo na prescrição e dispensação de ISRS,  como o oxalato de escitalopram, amitriptilina, sertralina e fluoxetina (LOPES et al., 2022). A  OMS estimou que cerca de 90 milhões de pessoas apresentariam alguma desordem devido ao  abuso ou dependência de antidepressivos no período de 2020 a 2023 (ALVES, 2020). 

O GAP, a atuação do farmacêutico torna-se fundamental. A prática farmacêutica evoluiu  de um modelo focado na manipulação e dispensação para uma fase de assistência ao paciente,  com ênfase no uso racional de medicamentos e na farmacovigilância (DE MELO et al., 2022).  A Assistência Farmacêutica é uma prática clínica na qual o farmacêutico atua em colaboração  com o paciente e a equipe de saúde para monitorar o plano terapêutico, visando obter resultados  clínicos eficazes e seguros (FRIEDMAN, 1990). 

A orientação promovida por esses profissionais é essencial para a conscientização da população  sobre o uso correto dos fármacos. É responsabilidade do profissional de saúde fornecer  informações claras sobre a medicação, seus efeitos e possíveis riscos, priorizando sempre a  segurança e o bem-estar do paciente (MOURA, 2022). 

3. METODOLOGIA 

3.1 MODELO DO ESTUDO  

Tratou-se de um estudo do tipo revisão bibliográfica integrativa, na qual se realizou uma  análise detalhada sobre o aumento do uso de antidepressivos durante a pandemia da COVID 19, considerando o período de 2020 a 2023. Foram coletados dados relevantes para subsidiar o  entendimento do impacto da pandemia na saúde mental da população, explorando o contexto  global e local do consumo de antidepressivos e avaliando os resultados obtidos por diversos  estudos. 

3.2 AMOSTRAS E DESCRITORES  

A pesquisa utilizou uma Revisão Bibliográfica de artigos e materiais indexados em bases  de dados científicas.A coleta de dados foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic  Library Online (SciELO), Google Acadêmico, Revistas Científicas e Monografias. Foram considerados materiais de todos os anos, mas houve prioridade para a inclusão de artigos  recentes, publicados nos últimos 3 anos anteriores à conclusão do estudo, tanto em idioma  nacional quanto estrangeiro. A seleção das publicações ocorreu a partir dos Descritores em  Ciências da Saúde (DeCS): “Cuidados farmacêuticos”, “Depressão”, “Antidepressivo”,  “Pandemia”, “Covid-19”. 

3.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO 

Critérios de Inclusão: Artigos indexados com texto completo que abordaram a temática  em questão; materiais nos idiomas estrangeiros e nacionais; publicações disponíveis online de  forma gratuita e completa; e estudos que estavam relacionados aos descritores selecionados. 

Critérios de Exclusão: Foram excluídos capítulos de sites, dissertações, estudos  duplicados, teses, e todas as publicações que não fizeram referência direta aos objetivos desta  pesquisa. 

3.4 CRITÉRIOS ÉTICOS DA PESQUISA 

Por se tratar de uma revisão bibliográfica integrativa, utilizando exclusivamente dados já  publicados, e por não haver coleta de informações pessoais ou sensíveis de pacientes, não foi  necessária a submissão deste estudo ao comitê de ética para aprovação.

3.5 ANÁLISE DOS DADOS 

Os dados foram organizados em uma planilha do Excel, analisados através de variáveis  como período (2020 a 2023), tipos de antidepressivos mais utilizados e impacto no consumo  durante a pandemia. Esses dados foram representados em tabelas e gráficos para uma análise  clara e objetiva. 

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

4.1 O IMPACTO DA PANDEMIA NA SAÚDE MENTAL 

Os resultados da revisão bibliográfica indicam, de forma inequívoca, um agravamento  generalizado das condições de saúde mental da população mundial durante o período da  pandemia de COVID-19 (2020–2023). A literatura analisada demonstrou que fatores como o  isolamento social, o medo da doença, a incerteza econômica e o luto contribuíram para o  aumento da prevalência de transtornos de humor e ansiedade (BUENO-NOTIVOL et al., 2020). 

Um dos achados mais relevantes e recorrentes nas publicações consultadas foi o aumento  exponencial de casos de depressão. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo,  estimou um aumento global substancial no diagnóstico de quadros depressivos e ansiosos,  corroborado por estudos nacionais que apontaram um crescimento de 6,6 vezes no diagnóstico  de depressão em parte da população brasileira durante o pico da crise sanitária (ANDRADE et  al., 2022) 

A depressão, caracterizada pela alteração química cerebral envolvendo  neurotransmissores como serotonina e dopamina, encontrou na pandemia um catalisador,  elevando a procura por tratamento farmacológico como principal via de intervenção imediata (DINIZ et al., 2020). 

4.2 A TENDÊNCIA DE CONSUMO DE ANTIDEPRESSIVOS  

A classe de medicamentos mais citada e consumida foi a dos Inibidores Seletivos da  Recaptação de Serotonina (ISRS). Medicamentos como fluoxetina, sertralina e escitalopram  dominaram as prescrições, o que se justifica pela eficácia, segurança e baixo perfil de efeitos colaterais dessa classe, conforme já estabelecido na literatura farmacológica (LOPES et al.,  2022; ISMAYILOV; CELIKEL, 2023). 

Tabela 1: Tendência de Aumento no Consumo de Antidepressivos na Pandemia (2020-2023)

Fonte: organizados pelos autores

A disparada no consumo desses fármacos, embora represente o acesso ao tratamento  necessário, levanta uma preocupação central: o risco do uso irracional e da automedicação. O  confronto com a literatura demonstra que, em meio ao caos pandêmico, a velocidade e a  facilidade de acesso à medicação não foram acompanhadas por um acompanhamento clínico e  farmacêutico adequado em larga escala (LOPES et al., 2022; COLTRI, 2019). 

A literatura revisada reitera que o uso indiscriminado, sem a devida orientação, pode levar  à dependência (psicológica), à ocorrência de reações adversas e à ineficácia terapêutica. Este  achado reforça a Justificativa e o Problema do estudo, sustentando a necessidade de  intervenções que mitiguem os riscos associados a este alto volume de consumo (BATISTA;  LOOSE, 2020). 

4.3 A INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA  

Diante disso, a discussão converge para a Assistência Farmacêutica como a principal  estratégia para o Uso Racional de Medicamentos (URM). A atuação do Farmacêutico é  conscientizar e educar: Orientar os pacientes sobre a não-dependência física dos antidepressivos  e desmistificar o tratamento, monitorar o tratamento: Acompanhar o plano terapêutico,  garantindo a dose correta, a adesão e a prevenção de interações medicamentosas ou efeitos  adversos, especialmente a síndrome de descontinuação. promover o uso racional: Atuar  diretamente no combate à automedicação e à interrupção precoce do tratamento, assegurando  que o medicamento seja seguro, eficaz e necessário para a condição do paciente (SOUZA et al.,  2022; MOURA, 2022; DE MELO et al., 2022). 

A revisão demonstra que, embora a ciência tenha fornecido medicamentos eficazes  (ISRS), o sucesso terapêutico em um cenário de crise como a pandemia depende crucialmente  da intervenção multidisciplinar, na qual o farmacêutico desempenha um papel de destaque na  fase de assistência ao paciente (FRIEDMAN, 1990).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O presente trabalho apresenta os parâmetros que confirmam o aumento expressivo da  utilização dos antidepressivos durante a pandemia da COVID-19, atingindo o objetivo geral da  pesquisa. 

Os resultados da revisão descrevem a intensificação dos impactos na saúde mental, com  o crescimento dos diagnósticos de depressão e estresse, como o principal aspecto relacionado  ao maior consumo de psicofármacos. A literatura identifica que a falta de orientação adequada  e o uso indiscriminado ocasionam graves efeitos adversos e agravamento dos sintomas,  reforçando os riscos para a saúde pública. 

A principal contribuição do trabalho ressalta que a crise sanitária revelou falhas no  acompanhamento e evidencia a atuação do farmacêutico como peça-chave para mitigar os  desafios no uso racional de antidepressivos. O farmacêutico exerce papel fundamental na  conscientização e no monitoramento da terapia medicamentosa, conforme estabelecido nos  objetivos específicos. 

A limitação deste estudo consiste em seu delineamento de revisão bibliográfica, o que  sugere que pesquisas futuras realizem levantamentos de dados primários sobre o perfil de  consumo e o acompanhamento farmacêutico em unidades de saúde 

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