REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202510301031
Lucinei Vieira dos Santos1
Thabata Milane Santos Rodrigues2
RESUMO
Este estudo apresenta uma revisão sistemática da literatura sobre os impactos do diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida de indivíduos e suas famílias, considerando a perspectiva da Terapia Familiar Sistêmica (TFS). Foram analisados estudos publicados entre 2015 e 2025, selecionados a partir de bases como PubMed, BVS, LILACS e SciELO, seguindo os critérios do PRISMA. Os resultados indicam que a identificação tardia do TEA pode gerar prejuízos emocionais, como ansiedade e baixa autoestima, além de dificuldades de comunicação e relações sociais fragilizadas. A sobrecarga sobre os cuidadores e a necessidade de reorganização de papéis familiares são recorrentes, impactando a dinâmica do núcleo familiar. A TFS se apresenta como recurso estratégico para apoiar famílias, promovendo ressignificação das experiências, fortalecimento de vínculos e construção de estratégias colaborativas de cuidado. A revisão evidencia que, mesmo diante de limitações metodológicas, como número reduzido de estudos, predominância de abordagens qualitativas e heterogeneidade conceitual, há consenso sobre os benefícios do enfoque sistêmico para a adaptação familiar após o diagnóstico tardio. Por fim, o estudo reforça a importância de políticas públicas que ampliem o acesso a serviços especializados, a capacitação de profissionais e a oferta de suporte familiar estruturado, destacando que o enfrentamento do TEA deve contemplar não apenas o indivíduo, mas todo o sistema familiar, promovendo bem-estar e qualidade de vida coletivos.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista, Diagnóstico tardio, Terapia Familiar Sistêmica, Ressignificação familiar.
ABSTRACT
This study presents a systematic literature review on the impacts of late diagnosis of Autism Spectrum Disorder (ASD) on individuals and their families, considering the perspective of Systemic Family Therapy (SFT). Studies published between 2015 and 2025 were analyzed, selected from databases such as PubMed, BVS, LILACS, and SciELO, following PRISMA guidelines. The results indicate that the late identification of ASD can lead to emotional impairments such as anxiety and low self-esteem, as well as difficulties in communication and weakened social relationships. Caregivers’ burden and the need for family role reorganization are recurrent factors, impacting the dynamics of the family system. SFT emerges as a strategic resource to support families, promoting the reframing of experiences, strengthening of bonds, and construction of collaborative care strategies. The review highlights that, despite methodological limitations—such as a small number of studies, predominance of qualitative approaches, and conceptual heterogeneity—there is consensus regarding the benefits of the systemic approach for family adaptation following a late diagnosis. Finally, the study reinforces the importance of public policies that expand access to specialized services, promote professional training, and offer structured family support, emphasizing that addressing ASD should encompass not only the individual but the entire family system, fostering collective well-being and quality of life.
Keywords: Autism Spectrum Disorder, Late Diagnosis, Systemic Family Therapy, Family Reframing.
INTRODUÇÃO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimento que afeta milhares de pessoas globalmente, com estimativas recentes apontando uma prevalência aproximada de uma em cada 160 crianças (OPAS, 2025). Contudo, essa prevalência varia significativamente segundo diferentes contextos socioeconômicos, especialmente nos países de baixa e média renda, onde a escassez de dados compromete o conhecimento preciso da realidade local (OPAS, 2025). Ao longo das últimas décadas, observou-se um aumento nos índices de diagnóstico do TEA, fenômeno atribuído não somente a mudanças nos critérios diagnósticos e maior consciência social, mas também à melhoria dos processos de detecção e registro dos casos (OPAS, 2025).
É fundamental compreender que o TEA se manifesta de forma única em cada indivíduo, com um espectro amplo de habilidades e desafios que moldam suas necessidades singulares. Essa diversidade reforça a importância de uma abordagem que valorize tais particularidades, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e respeitosa (Koglin, 2024).
O momento do diagnóstico representa um instante crucial na trajetória da pessoa autista e de sua família, marcado por emoções intensas como incerteza, medo e, não raro, sofrimento. O acolhimento e o suporte emocional, aliados a uma equipe multidisciplinar capacitada, são imprescindíveis para que as famílias possam se sentir seguras e preparadas para enfrentar os desafios que o TEA impõe (Falcão; Silva; Rocha, 2023; Da Silva et al., 2021).
Contudo, o diagnóstico tardio, especialmente em adultos, ainda é uma realidade frequente, influenciado por barreiras culturais, sociais e familiares que dificultam a identificação precoce do transtorno. Essa postergação implica consequências negativas sobre a autoestima, as relações interpessoais e as oportunidades acadêmicas e profissionais, demandando atenção especial dos serviços de saúde e apoio psicossocial (Brites; Brites, 2019). Além disso, o impacto do TEA transcende o indivíduo, influenciando a dinâmica familiar e exigindo adaptações constantes que frequentemente elevam os níveis de estresse e risco de sobrecarga nos cuidadores. Por isso, o suporte voltado à família é elemento central para garantir o desenvolvimento e o bem-estar da pessoa com TEA e de seu círculo social próximo (Gomes et al., 2015).
Nesse contexto, a Terapia Familiar Sistêmica pode assumir um papel importante ao oferecer ferramentas terapêuticas que possibilitam reorganizar papéis sociais e padrões comunicacionais dentro da família, ressignificando rotinas e comportamentos, especialmente quando o diagnóstico ocorre tardiamente. Essa abordagem favorece a construção de estratégias colaborativas de cuidado, promovendo a autonomia e a qualidade de vida dos indivíduos autistas, além de fortalecer os vínculos familiares e sociais (Minuchin, 1974; Haley, 1976; Selvini Palazzoli, 1978).
Diante do contexto, a pergunta indagativa da pesquisa pautou-se a partir da questão: Segundo a revisão de literatura quais são os impactos do diagnóstico tardio? Sendo que o objetivo geral foi analisar a partir da literatura científica como a identificação tardia da condição repercute nas dimensões emocionais, sociais e relacionais, tanto do indivíduo quanto de sua família. Enquanto, os objetivos específicos foram ordenados em: Compreender as dinâmicas familiares antes do diagnóstico, descrever os processos de ressignificação e as mudanças nos significados da comunicação familiar, e analisar as implicações do pós-diagnóstico à luz de conceitos da Terapia Familiar Sistêmica, que contribuem para a organização dos subsistemas conjugais e parentais, além da construção de estratégias colaborativas de cuidado.
REFERENCIAL TEÓRICO
Definição e Prevalência do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) caracteriza-se por déficits persistentes na comunicação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, e apresenta variações de apresentação e gravidade que exigem abordagens individualizadas para diagnóstico e tratamento (American Psychiatric Association, 2014). Estudos recentes indicam um aumento na prevalência do TEA, com dados do CDC apontando uma proporção de 1 caso para cada 31 crianças nos Estados Unidos, refletindo uma tendência que pode se estender a outros países, apesar da limitação de dados precisos em alguns contextos, como o Brasil (Paiva Júnior, 2025). Este aumento reflete não apenas um possível crescimento real, mas também melhorias nos processos de diagnóstico e conscientização.
Além da prevalência, destaca-se a heterogeneidade das manifestações do TEA, que inclui diferentes habilidades e desafios entre os indivíduos, ressaltando a necessidade de políticas públicas inclusivas e sistemas de suporte social que atendam às especificidades desse grupo (Falcão; Silva; Rocha, 2023).
A conscientização social e dos profissionais de saúde tem avançado na identificação do TEA, o que contribui para reduzir estigmas e facilitar o acesso a intervenções precoces, fatores que potencializam o desenvolvimento das pessoas com TEA (Brasil, 2025).
Por fim, enfatiza-se que a detecção precoce é um dos pilares para a eficácia das intervenções e para o acolhimento familiar, aspecto essencial para a qualidade da trajetória terapêutica e social (Broder-Fingert; Feinberg; Silverstein, 2018; Lima et al., 2022).
A compreensão abrangente do TEA, aliada à crescente prevalência, destaca a importância de intervenções precoces e políticas públicas eficazes que considerem a diversidade de manifestações do transtorno. O conhecimento consolidado nesse âmbito fundamenta o entendimento dos desafios que permeiam o diagnóstico tardio, tema central da seção seguinte.
Impactos do Diagnóstico Tardio
O diagnóstico tardio do TEA, especialmente em adultos, resulta frequentemente de obstáculos culturais, familiares e sociais que dificultam a identificação precoce das características do espectro. A negação ou minimização dos sinais por parte da família contribui para atrasos significativos, gerando prejuízos emocionais, sociais e profissionais para o indivíduo (Brites; Brites, 2019).
Frequentemente, adultos diagnosticados tardiamente apresentam comorbidades psiquiátricas como depressão e ansiedade, derivadas da ausência de intervenção adequada, o que reforça a necessidade de capacitação especializada nas equipes de saúde (Lima et al., 2022; Menezes, 2020).
Contudo, o diagnóstico, mesmo tardio, oferece a oportunidade para a construção de uma nova identidade e ressignificação pessoal, ampliando a autonomia e qualidade de vida desses indivíduos quando acompanhados por processos terapêuticos qualificados (Silva; Cabral, 2022).
É importante também destacar a imprescindibilidade de políticas públicas que ofereçam serviços de suporte psicossocial, promovendo a inclusão social e a participação no mercado de trabalho para esses adultos (Brites; Brites, 2019; Vieira, 2023). Por fim, uma abordagem integrada que envolva sensibilização social e programas de capacitação familiar é determinante para garantir o acolhimento e suporte continuado aos adultos diagnosticados tardiamente (Gomes et al., 2015).
O reconhecimento dos impactos multifacetados do diagnóstico tardio do TEA reforça a necessidade de intervenções abrangentes, que contemplem suporte clínico, familiar e social. Este conjunto de desafios destaca-se como elemento crucial para compreender as repercussões familiares que serão exploradas na seção seguinte.
Repercussões Familiares
A convivência com pessoas com TEA altera profundamente as dinâmicas familiares, impondo adaptações em rotinas, relações e no cuidado, o que pode gerar elevados níveis de estresse e impacto negativo na qualidade de vida dos membros da família (Gomes et al., 2015). O impacto sobre a saúde emocional dos pais, notadamente das mães que frequentemente assumem o papel de cuidadoras principais, eleva o risco de transtornos emocionais e prejudica as relações conjugais e a coparentalidade, reforçando a necessidade de suporte psicológico e ambientes de escuta (Papp; Hartley, 2019; Minuchin, 1974).
A perspectiva ecológica, que considera a interação entre múltiplos sistemas ambientais, alerta para as desigualdades de acesso a recursos especializados, tornando necessária a promoção da auto eficácia e o empoderamento das famílias para o enfrentamento dos desafios (Mira et al., 2019).
Intervenções que estimulem comunicação aberta e apoio mútuo são fundamentais para fortalecer a resiliência familiar e melhorar os resultados funcionais, reduzindo o isolamento e promovendo redes comunitárias efetivas (Soares et al., 2020). Políticas públicas voltadas para o aprimoramento do suporte comunitário às famílias contribuem para garantir ambientes mais seguros e estimulantes para o desenvolvimento pleno das pessoas com TEA (Mira et al., 2019).
Os impactos do TEA no contexto familiar, marcados por desafios emocionais e organizacionais, reforçam a importância de estratégias resilientes e apoio estruturado. Esses elementos, fundamentais para a qualidade de vida da família, prenunciam o papel da terapia familiar, objeto da próxima seção.
Terapia Familiar Sistêmica como recurso para ressignificação pós-diagnóstico tardio
A Terapia Familiar Sistêmica oferece um arcabouço teórico e prático para auxiliar famílias na reorganização dos papéis e das interações afetivas, promovendo a ressignificação das condutas e a reconstrução das narrativas familiares diante do diagnóstico tardio do TEA (Minuchin, 1974; Haley, 1976; Selvini Palazzoli, 1978).
Esses processos terapêuticos proporcionam suporte emocional e habilitam a família a lidar com as demandas específicas do espectro, facilitando o fortalecimento dos vínculos e a promoção da autonomia dos indivíduos com TEA (Dantas, 2022; Morais et al., 2025).
A inclusão da singularidade de cada membro e a construção colaborativa de estratégias oferecem base para um ambiente familiar mais equilibrado e harmonioso, capaz de enfrentar as adversidades relacionadas ao diagnóstico tardio (Madeira, 2014).
Alinhada a outras abordagens estratégicas e construtivistas, a terapia sistêmica contribui para a prevenção do sofrimento emocional e para o desenvolvimento da saúde mental do núcleo familiar (Vieira, 2023).
Por fim, a terapia familiar permite a ressignificação conjunta dos sentidos atribuídos ao TEA, não apenas enfatizando as dificuldades, mas valorizando as potencialidades individuais e coletivas, fator chave na adaptação social e no bem-estar emocional (Madeira, 2014; Gomes et al., 2015).
A terapia familiar sistêmica emerge como uma intervenção vital para a adaptação emocional e relacional da família diante do diagnóstico tardio do TEA, alinhando-se diretamente ao objetivo deste estudo, que visa compreender esses processos de ressignificação e fortalecimento familiar.
METODOLOGIA
Este estudo foi desenvolvido a partir de uma revisão sistemática da literatura, com abordagem qualitativa e caráter descritivo e exploratório. A proposta consistiu em reunir e analisar produções científicas que abordassem o impacto do diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas relações familiares e as contribuições da Terapia Familiar Sistêmica (TFS) nesses processos de reorganização e ressignificação.
A escolha pela revisão sistemática se fundamentou na necessidade de compreender o fenômeno a partir de múltiplos contextos e perspectivas, permitindo identificar convergências, padrões e lacunas na literatura recente. O método possibilita também uma visão integrada do estado atual das pesquisas, oferecendo subsídios teóricos e práticos consistentes para futuras intervenções clínicas e estudos empíricos.
As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS e SciELO, contemplando publicações entre 2015 e 2025. Para ampliar a abrangência, também foram consultados repositórios institucionais e referências cruzadas. Foram empregados descritores em português, inglês e espanhol, combinados por meio de operadores booleanos: autismo, diagnóstico tardio, terapia familiar e terapia familiar sistêmica (autism, late diagnosis, family therapy, systemic therapy).
Os critérios de inclusão abrangeram estudos que tratassem diretamente do diagnóstico tardio do TEA e suas repercussões familiares, bem como produções que discutissem intervenções baseadas na TFS. Foram considerados apenas textos completos disponíveis em português, inglês ou espanhol, publicados entre 2015 e 2025. Foram identificados 126 estudos, dos quais 5 atenderam integralmente aos critérios de inclusão e compuseram a síntese final qualitativa. Excluíram-se materiais duplicados, publicações sem metodologia definida ou que não abordassem a relação entre TEA e TFS.
O processo de seleção seguiu as etapas preconizadas pelo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), contemplando identificação, triagem, elegibilidade e inclusão final. A leitura e seleção dos artigos foram realizadas por dois avaliadores independentes, que, de forma cega e comparativa, verificaram a adequação dos estudos aos critérios definidos. As divergências foram discutidas até o alcance de consenso, o que reforçou a fidedignidade do processo e reduziu possíveis vieses de seleção.
Após a seleção, os dados foram extraídos de modo padronizado, contemplando: autor, ano, delineamento metodológico, amostra, principais achados e contribuições da TFS.
FLUXOGRAMA PRISMA – PROCESSO DE SELEÇÃO DOS ESTUDOS
Figura 1 – Fluxograma PRISMA do processo de seleção dos estudos.

A extração dos dados foi conduzida de maneira padronizada, contemplando informações sobre: autor, ano de publicação, delineamento metodológico, amostra, principais achados relacionados ao diagnóstico tardio do TEA e contribuições para a Terapia Familiar Sistêmica. Este procedimento garantiu maior consistência na sistematização das evidências e integração dos resultados.
A análise dos dados foi conduzida com base na análise temática narrativa, conforme os princípios de Minayo (2012) e Braun & Clarke (2006). Primeiramente, procedeu-se à leitura flutuante dos textos incluídos, identificando-se núcleos de sentido recorrentes. Em seguida, realizou-se a codificação temática dos trechos mais significativos, agrupando-os em eixos interpretativos que refletissem as principais dimensões de análise: reações emocionais, impactos familiares e fatores de influência terapêutica.
Na etapa final, as categorias foram integradas em uma narrativa interpretativa articulada ao referencial teórico da TFS, permitindo compreender como as famílias ressignificam experiências e reorganizam vínculos após o diagnóstico tardio. Essa estratégia interpretativa buscou preservar a complexidade e a singularidade dos contextos estudados, sem reduzir os resultados a estatísticas isoladas.
A partir das categorias temáticas emergentes, construiu-se uma narrativa interpretativa fundamentada nos pressupostos da Terapia Familiar Sistêmica, articulando os achados à teoria e destacando convergências e divergências entre os estudos revisados
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os artigos selecionados e analisados encontram-se organizados no Quadro 1, com o objetivo de facilitar a visualização dos achados e a compreensão das contribuições de cada estudo para a temática central desta pesquisa. O quadro sintetiza informações essenciais, incluindo autoria e ano de publicação, objetivos, instituição ou periódico de publicação, bem como os principais resultados observados.
Foram incluídos cinco estudos publicados entre 2015 e 2025, todos relevantes para a compreensão dos impactos do diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) sobre as famílias. A organização dos achados por ano de publicação permite identificar tendências e avanços recentes na literatura sobre ressignificação familiar e intervenção terapêutica sistêmica, destacando os efeitos emocionais, sociais e relacionais do diagnóstico tardio no núcleo familiar.
Essa abordagem visa fornecer uma base sólida para a discussão dos resultados, permitindo integrar os achados de diferentes estudos e relacioná-los ao referencial teórico da TFS, evidenciando como a intervenção familiar contribui para a adaptação, reorganização e fortalecimento dos vínculos familiares frente aos desafios do diagnóstico tardio de TEA.
Quadro 1 – Principais achados da revisão integrativa de literatura em relação
| Ordem | Tipo | Autor (a) | Objetivo | Instituição / Revista / Periódico |
| 01 | Artigo | SPAIN, Debbie. et al. (2017) | Avaliar a eficácia clínica e a aceitabilidade da terapia familiar como tratamento para melhorar a comunicação ou o enfrentamento de indivíduos com TEA e seus familiares. | PubMed Central (PMC) |
| 02 | Artigo | BURTON, Lauren; FOX, Claudine (2022) | O objetivo do presente estudo foi estender a literatura anterior para examinar a proporção de jovens com diagnóstico de autismo que foram encaminhados para um serviço de TF específico e o apoio que essas famílias receberam por meio de um NHS Trust. | Journal of Family Therapy |
| 03 | Artigo | CORDEIRO, Isabella Abreu (2024). | O objetivo geral deste trabalho foi compreender os impactos psicossociais do diagnóstico do TEA sobre os pais e identificar as contribuições da Terapia Familiar Estrutural para o enfrentamento das dificuldades familiares. | https://repositorio.bahiana .edu.br/ Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública |
| 04 | Artigo | MORAIS, Rosely Lisandra de, et al (2025) | Analisar o impacto do diagnóstico de Autismo no bem-estar psicossocial das mães e nas dinâmicas familiares, além de investigar de que forma a terapia familiar pode contribuir para amenizar essa sobrecarga. | Revista Científica LAPETI |
| 05 | Artigo | RODRIGUES, Fernanda; LEONTINO, Eduarda (2025) | Compreender os efeitos do diagnóstico de TEA em famílias com crianças afetadas pelo transtorno. | Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health |
Os estudos selecionados para esta revisão evidenciam que o diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem repercussões que ultrapassam o indivíduo, alcançando todo o sistema familiar. A análise das produções aponta que, embora a literatura reconheça avanços no campo das intervenções psicológicas, ainda há lacunas significativas no suporte oferecido às famílias após o diagnóstico. Em todos os trabalhos revisados, a Terapia Familiar Sistêmica (TFS) é destacada como uma ferramenta importante para a reorganização de vínculos, o fortalecimento da comunicação e a ressignificação das experiências familiares.
O diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) traz impactos profundos para as famílias, afetando não apenas as dimensões emocionais, mas também as sociais e relacionais de todos os envolvidos. Spain et al. (2017) destacam que a terapia familiar se mostra eficaz na melhoria da comunicação entre o indivíduo com TEA e seus familiares, além de oferecer ferramentas para lidar com os desafios do cotidiano. Esse suporte terapêutico possibilita que a família funcione como um sistema coeso, promovendo compreensão mútua e fortalecendo os vínculos.
Além disso, Spain et al. (2017), também chama atenção para a escassez de pesquisas experimentais sobre a eficácia da TFS em famílias com pessoas autistas. Ainda assim, os autores enfatizam que o enfoque sistêmico favorece o diálogo e o enfrentamento coletivo das dificuldades. A carência de ensaios clínicos randomizados reforça a necessidade de compreender a terapia familiar como um espaço de construção conjunta, no qual o terapeuta atua como mediador de sentidos e reorganizador das relações. Em famílias que convivem com o autismo, esse espaço é essencial para reduzir o isolamento emocional e promover novas formas de convivência, baseadas na aceitação e na cooperação.
Em consonância com essa perspectiva, Burton e Fox (2022) analisaram famílias britânicas atendidas em serviços públicos de saúde e observaram que grande parte delas não recebeu acompanhamento terapêutico após o diagnóstico. Essa ausência de suporte pós-diagnóstico intensifica o sofrimento e contribui para a desorganização dos papéis familiares, especialmente quando o cuidado recai sobre um único membro. O estudo chama atenção para a importância de políticas públicas que assegurem intervenções voltadas não apenas à pessoa autista, mas ao grupo familiar como um todo. Nessa direção, a TFS se mostra fundamental para transformar o diagnóstico em oportunidade de reorganização, fortalecendo vínculos e prevenindo o adoecimento emocional dos cuidadores.
Ainda segundo Burton e Fox (2022), os autores expõem essa perspectiva ao mostrar que o encaminhamento de jovens com autismo para serviços especializados de Terapia Familiar proporciona um suporte contínuo e estruturado às famílias. Esse acompanhamento sistemático auxilia no enfrentamento das dificuldades diárias, permitindo que os familiares se organizem melhor e desenvolvam estratégias de cuidado mais eficazes, evidenciando a importância de uma abordagem sistêmica no contexto familiar.
Em contrapartida, Cordeiro (2024) abordou os impactos psicossociais do diagnóstico sobre os pais e destacou que a Terapia Estrutural, proposta por Minuchin, tem sido um recurso eficaz para ajustar fronteiras e funções familiares. O autor aponta que o diagnóstico tardio geralmente ocorre após anos de tentativas de lidar com comportamentos desafiadores sem nome ou explicação, o que gera tensão e descompasso entre as funções parentais e conjugais. Ao introduzir o olhar sistêmico, a família passa a compreender melhor os próprios padrões de interação, podendo substituí-los por modos de relação mais colaborativos. Assim, a TFS não se restringe a um método técnico, mas torna-se um espaço de reconstrução simbólica, no qual os membros aprendem a enxergar o autismo como parte da história da família, e não como algo que a fragmenta.
O autor aprofunda essa compreensão ao analisar os impactos psicossociais do diagnóstico tardio sobre os pais, mostrando que a Terapia Familiar Estrutural1 contribui para a ressignificação dos papéis familiares. O estudo evidencia que, ao compreender as necessidades do indivíduo com TEA e reorganizar suas funções, a família consegue enfrentar os desafios de forma mais adaptativa e colaborativa, promovendo bem-estar emocional e fortalecendo a coesão do núcleo familiar.
O trabalho de Morais et al. (2025) também contribui para essa discussão ao investigar o impacto do diagnóstico sobre as mães, geralmente responsáveis diretas pelo cuidado cotidiano. As autoras apontam níveis elevados de sobrecarga e sofrimento, sobretudo quando faltam redes de apoio e espaços de escuta. A Terapia Familiar, nesse contexto, aparece como uma possibilidade concreta de fortalecimento e empoderamento. Por meio do diálogo e da corresponsabilidade, as mães passam a dividir funções e sentimentos, diminuindo o isolamento e fortalecendo o sentimento de pertencimento.
Por sua vez, Rodrigues e Leontino (2025) destacam o processo de luto simbólico que muitas famílias vivenciam ao receber o diagnóstico. Esse luto não se refere à perda real, mas à necessidade de abandonar a imagem idealizada da criança e reconstruir expectativas em torno de suas possibilidades reais. Quando esse processo não é elaborado, surgem conflitos conjugais, culpa e afastamento emocional. A TFS, nesse cenário, cumpre papel essencial ao permitir que a família reelabore sua narrativa e reconheça a diferença como parte da própria identidade familiar. A partir de um acompanhamento contínuo, a terapia ajuda a transformar o sofrimento em aprendizado e a promover um novo equilíbrio, no qual a diferença deixa de ser vista como obstáculo e passa a ser vivida como experiência de crescimento coletivo.
De modo geral, os estudos convergem para a compreensão de que o diagnóstico tardio de TEA provoca desajustes emocionais e relacionais, mas também pode abrir caminhos para transformações positivas quando há espaço terapêutico adequado. A Terapia Familiar Sistêmica oferece um campo de possibilidades para que as famílias revisitem suas histórias, nomeiem seus medos e reconstruam suas formas de convivência. A literatura revisada indica que, embora ainda faltem pesquisas quantitativas robustas, as evidências qualitativas mostram benefícios consistentes: melhora na comunicação, maior empatia entre os membros e redução do estresse parental.
Esses achados reforçam que o enfrentamento do diagnóstico do TEA não se resume ao domínio técnico sobre o transtorno, mas exige uma postura relacional e ética. A TFS contribui para essa mudança de perspectiva, ao deslocar o foco da patologia individual para o funcionamento coletivo da família. Quando há acolhimento, diálogo e reconhecimento mútuo, o diagnóstico deixa de ser um fator de ruptura e passa a ser um ponto de partida para o fortalecimento dos vínculos e para o desenvolvimento emocional de todos os envolvidos (Spain et al., 2017; Burton; Fox, 2022; Cordeiro, 2024; Morais et al., 2025; Rodrigues; Leontino, 2025).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presente revisão sistemática da literatura reitera a crucialidade de se compreender os impactos multifacetados do diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Evidencia-se que tal atraso acarreta significativas repercussões nas dimensões emocionais, sociais e relacionais, não apenas para o indivíduo com TEA, mas para todo o seu sistema familiar. As dificuldades observadas, que abrangem baixa autoestima, comunicação familiar fragilizada e interações sociais comprometidas, sublinham a imperativa necessidade de intervenções terapêuticas qualificadas e contextualizadas.
Nesse cenário complexo, a Terapia Familiar Sistêmica (TFS) emerge como um recurso de notável eficácia. Sua abordagem demonstrou capacidade de promover a reorganização adaptativa de papéis, a ressignificação profunda das experiências familiares e o consequente fortalecimento dos vínculos interpessoais. Esta intervenção sistêmica contribui substancialmente para a melhoria da qualidade de vida e o bem-estar emocional de *todos* os membros do núcleo familiar, validando a premissa de que o suporte deve transcender o indivíduo e abraçar a coletividade familiar.
Contudo, apesar da inegável relevância dos resultados obtidos, é imperativo reconhecer as limitações metodológicas inerentes à base de evidências atual. A predominância de amostras reduzidas, desenhos de estudo transversais e a heterogeneidade conceitual exigem que os achados sejam interpretados com a devida cautela no que tange à sua generalização. Para avançar no conhecimento e fortalecer a aplicabilidade clínica, faz-se crucial que pesquisas futuras empreguem desenhos longitudinais, priorizem a avaliação rigorosa da efetividade das intervenções sistêmicas e busquem a padronização terminológica, explicitando a distinção entre “terapia familiar” em sentido lato e as modalidades específicas da TFS.
Em uma perspectiva mais ampla, este estudo sublinha a urgência de que as políticas públicas sejam reformuladas para priorizar o acesso qualificado a serviços familiares especializados. Ademais, é fundamental investir na capacitação contínua de equipes multidisciplinares, visando não apenas reduzir os atrasos no diagnóstico do TEA, mas também atenuar de forma mais eficaz as profundas repercussões sobre o bem-estar do indivíduo e, consequentemente, sobre a harmonia e funcionalidade do núcleo familiar como um todo. A integração dessas ações é vital para promover um ambiente de suporte e desenvolvimento pleno.
1Para fins desta análise, consideramos que a Terapia Familiar Sistêmica (TFS) se aproxima conceitualmente da
abordagem referida pelos autores como terapia familiar estrutural/genérica, por compartilharem princípios
sistêmicos de intervenção familiar.
REFERÊNCIAS
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION – APA. Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-V. 5. ed. Porto Alegre: Artmed; 2014.
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1Faculdade Católica de Rondônia – Curso de Psicologia
E-mail: lucinei.santos@sou.fcr.edu.br
2Faculdade Católica de Rondônia – Docente do Curso de Psicologia
E-mail: thabata.rodrigues@fcr.edu.br
