REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202511080733
Anny Karoliny Fonseca Freire da Silva1
Silas de Souza Júnior2
RESUMO
A finalidade deste estudo é compreender os desafios enfrentados por enfermeiros em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) no contexto da saúde mental, analisando fatores psicossociais relacionados ao ambiente de trabalho, sobrecarga emocional e estratégias de enfrentamento. Busca-se compreender o impacto dessas condições no bem-estar dos profissionais e propor intervenções para fortalecer a saúde mental, melhorar a qualidade de vida e otimizar o cuidado neonatal. Foi adotada uma abordagem bibliográfica descritiva, com pesquisa em bases como Scielo, PubMed e Google Scholar, abrangendo publicações de 2010 a 2024, incluindo o impacto da pandemia de COVID-19. Foram analisadas fontes diversas, como artigos científicos, revisões sistemáticas e livros, com uma abordagem temática. Os resultados destacam desafios como sobrecarga de trabalho, estresse emocional e Burnout, agravados pela ausência de suporte psicológico. Redes de apoio social e ambientes colaborativos mostraram-se úteis para mitigar esses impactos. Por outro lado, a morte de pacientes e a exposição a situações de risco contribuem para o estresse ocupacional crônico e aumentam a vulnerabilidade ao Burnout, caracterizado por exaustão emocional e queda de desempenho. Programas institucionais de apoio psicológico, como terapias e estratégias de autocuidado, são fundamentais para promover a saúde mental e melhorar a qualidade do atendimento prestado aos pacientes neonatais. Este estudo, por ser uma revisão de literatura, não exigiu aprovação ética. Entre as limitações, destaca-se a ausência de dados empíricos, o que restringe a análise quantitativa.
Palavras-chave: saúde mental; enfermagem; UTIN; estresse ocupacional; estratégias de cuidado.
ABSTRACT
The purpose of this study is to understand the challenges faced by nurses in Neonatal Intensive Care Units (NICUs) in the context of mental health, analyzing psychosocial factors related to the work environment, emotional overload, and coping strategies. The aim is to understand the impact of these conditions on the well-being of professionals and propose interventions to strengthen mental health, improve quality of life, and optimize neonatal care. A descriptive bibliographic approach was adopted, with research in databases such as Scielo, PubMed, and Google Scholar, covering publications from 2010 to 2024, including the impact of the COVID-19 pandemic. Various sources, such as scientific articles, systematic reviews, and books, were analyzed using a thematic approach. The results highlight challenges such as work overload, emotional stress, and burnout, exacerbated by the lack of psychological support. Social support networks and collaborative environments have proven useful in mitigating these impacts. On the other hand, patient deaths and exposure to risky situations contribute to chronic occupational stress and increase vulnerability to burnout, characterized by emotional exhaustion and decreased performance. Institutional psychological support programs, such as therapies and self-care strategies, are essential to promoting mental health and improving the quality of care provided to neonatal patients. This study, being a literature review, did not require ethical approval. Among the limitations is the lack of empirical data, which limits the quantitative analysis.
Keywords: mental health; nursing; NICU; occupational stress; care strategies.
1 INTRODUÇÃO
A saúde mental dos enfermeiros é um assunto de grande preocupação, em virtude das condições laborais e da pressão a que são submetidos. Devido às pressões, carga exaustiva de trabalho e em alguns casos condições não muito adequadas de trabalho, os profissionais de enfermagem podem ter seu bem-estar e saúde mental prejudicados. Segundo o Ministério da Saúde (2022), dois terços dos profissionais de enfermagem têm uma visão negativa de sua saúde mental.
O profissional de enfermagem que trabalha na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica é capacitado para cuidar de crianças gravemente doentes ou recém-nascidas. Ele tem a função de acompanhar os sinais vitais, administrar medicamentos, ajudar em procedimentos e administrar situações de emergência. A enfermagem é reconhecidamente como sendo uma das profissões mais estressantes, portanto, os profissionais dessa área estão frequentemente expostos a fatores de estresse.
O trabalho em UTINs é amplamente reconhecido por sua complexidade e carga emocional intensa. Moura et al. (2019) destaca que os enfermeiros dessas unidades estão entre os mais propensos a desenvolver transtornos psicológicos, como estresse crônico e síndrome de Burnout. Moura et al. (2019) destaca que o trabalho em UTIs Neonatais, devido à sobrecarga emocional, está relacionado ao desenvolvimento de transtornos psicológicos, como o Burnout, que prejudicam o bem-estar dos profissionais. Essa carga emocional não apenas afeta a saúde mental dos profissionais, mas também compromete sua capacidade de oferecer cuidados de qualidade, gerando um ciclo vicioso de desgaste, baixa motivação e resultados insatisfatórios no ambiente profissional.
Historicamente, a saúde mental dos enfermeiros não recebeu a devida atenção no campo da saúde pública e das políticas institucionais. Somente nas últimas décadas, com o aumento de estudos sobre Burnout e estresse ocupacional, o tema começou a ganhar relevância. No entanto, há muito a ser feito. A pressão constante por jornadas exaustivas, a sobrecarga de trabalho e a exposição a situações emocionalmente desgastantes, como a perda frequente de pacientes, são condições que afetam profundamente o bem-estar psicológico dos enfermeiros. Fortes et al. (2022) complementam ao afirmar que as condições de trabalho em UTINs, como a falta de apoio psicológico e a precariedade de recursos, contribuem diretamente para a diminuição da qualidade do cuidado.
Fortes et al. (2022) apontam que as extensas jornadas e as condições de trabalho nas UTIs Neonatais estão diretamente relacionadas à redução na qualidade do cuidado, já que a exaustão dos profissionais compromete sua habilidade de tomar decisões rápidas e precisas.
Tem como objetivo geral, abordar a atuação do enfermeiro que atua na UTI pediátrica apontando de que maneira a realização das suas atividades neste setor podem impactar diretamente na sua saúde mental. São objetivos específicos: Descrever o que é a UTI pediátrica e a dinâmica de trabalho do enfermeiro nesse ambiente; Caracterizar o que é saúde mental e os impactos diretos na vida do enfermeiro que atua na UTI; Identificar quais são os fatores estressores que mais acarretam problemas de saúde mental para enfermeiros que atuam na UTI pediátrica.
A problemática norteadora da pesquisa é: A manutenção e prevenção da saúde mental dos enfermeiros é fundamental para que se prestem cuidados eficazes e de qualidade? A metodologia utilizada foi a de revisão de literatura de caráter descritivo e exploratório.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
A saúde mental vai além do que experimentamos individualmente. Ela é um conjunto de elementos interligados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Saúde Mental pode ser vista como um estado de bem-estar experimentado pela pessoa, que permite o aprimoramento de suas competências pessoais para lidar com os obstáculos da vida e colaborar com a comunidade.
A qualidade de vida de um indivíduo não se limita ao aspecto psicológico e emocional, mas também a fatores essenciais como saúde física, suporte social e condições de vida. A saúde mental, além de ser influenciada por fatores individuais, também é influenciada por fatores sociais, ambientais e econômicos.
Sabendo do alto grau de complexidade algo próprio do ambiente hospitalar, todos os profissionais de saúde que desempenham suas funções diretamente em áreas bem específicas como é o caso da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), tornam-se sujeitos que o seu bem-estar e por consequência sua Saúde Mental fiquem comprometidos, sendo causador direito de problemas que afetam a saúde mental, de modo especial do enfermeiro.
As consequências direta para a saúde mental do enfermeiro são mais intensas quando eles estão expostos a altos níveis de expectativas, em ambientes com maior prevalência de violência laboral, maior conflito de papéis, maior conflito com os médicos e em ambientes com altas taxas de mortalidade ou ocorrência de eventos ou situações traumáticas.
É sabido que o perfil emocional dos enfermeiros que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) muda durante o plantão, possivelmente devido ao desgaste e estresse inerentes à função de prestar assistência. Isso pode estar ligado ao alto nível de habilidades requeridas e à urgência de respostas em situações de emergência.
O que impele abordar sobre a temática é justamente poder ressaltar a importância do trabalho do enfermeiro dentro da UTI pediátrica, e poder ter mais compreensão sobre a temática, objetivando angariar maior conhecimento sobre as atividades ali exercidas, considerando de forma preponderante que a UTI, é um ambiente hospitalar onde devem ser lotados os profissionais que de fato estejam capacitados para o desenvolvimento de suas funções (Loiola Neto et al., 2017).
Desta forma, a produção justifica-se devido ao fato de que discutir como ocorre, quais as consequências direta para o enfermeiro e que soluções podem ser adotadas são essencialmente importantes.
Todos os profissionais da área da saúde que atuam diretamente dentro de hospitais e, de modo particular o enfermeiro que atua na UTI pediátrica, figuram entre os mais vulneráveis a sofrer a serem impactos por muitos problemas, emoções, situações de alto cunho emocional (morte), estão mais suscetíveis a apresentarem problemas relacionados à sua saúde, como irritabilidade, dores musculares, esgotamento físico, desenvolvimento de síndromes (Burnout).
Dentro do universo da saúde e no que toca à mão-de-obra, os enfermeiros figuram como um dos principais grupos atingidos tendo sua saúde mental comprometida, aquele que atua na UTI pediátrica experimenta situações estressantes, além de atuarem em contato direto não só com os pacientes críticos que têm prognósticos diferentes e graus de sofrimento diversos, mas também com os familiares que em muitos casos descarregam no profissional da saúde os seus problemas em razão do filho (a), estarem na UTI.
Deve-se analisar ainda a realidade social, cultural, política, econômica e o quesito saúde do profissional, pois estes fatores são capazes de influenciar e impactar de maneira direta na saúde, e mais ainda, a questão da saúde mental do enfermeiro não pode ser vista e/ou encarada como problema meramente individual, há casos em que o ambiente de trabalho é o principal fator estressante. Isso posto, é possível compreender e afirmar que os problemas de saúde mental podem resultar da coletividade, e por consequência demandar a adoção de políticas públicas, políticas corporativas, criação de redes de proteção, melhoria das condições de vida e do próprio ambiente de trabalho, disponibilizando equipamentos necessárias e ambiente acolhedor.
2.1 SAÚDE MENTAL
Os conceitos de saúde e saúde mental são complexos e historicamente moldados por contextos sócio-políticos e pela evolução das práticas de saúde. Os dois últimos séculos testemunharam o surgimento de um discurso dominante que caracteriza esses termos como exclusivos do domínio médico. No entanto, à medida que se consolida um cuidado de saúde multidisciplinar, diversas áreas do saber estão, progressivamente, incorporando tais conceitos (Gaino, 2018).
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Saúde Mental pode ser considerada um estado de bem-estar vivido pelo indivíduo, que possibilita o desenvolvimento de suas habilidades pessoais para responder aos desafios da vida e contribuir com a comunidade (OMS, 2017).
Apesar das intenções positivas pressupostas nessa definição, ela tem recebido intensa crítica ao longo de seus 60 anos de existência. Isso se deve especialmente ao fato de que é proposto um significado irreal, em que as limitações humanas e ambientais fariam a condição de “completo bem-estar” impossível de ser atingida.
Decorrentes das críticas ao conceito da OMS e somadas aos vários eventos políticos e econômicos, surgiram as discussões sobre um novo paradigma, a saúde como produção social. Essa nova visão constitui-se da combinação das abordagens da medicina preventiva e da saúde integrativa, da expansão do conceito de educação em saúde e da rejeição da abordagem higienista (Prazeres, 2021).
2.2 UTI PEDIÁTRICA
A Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica é um setor hospitalar que conta com uma equipe especializada e assistência avançada para cuidar de crianças que precisam de cuidados intensivos (Ouchi, 2018).
A UTI é o local hospitalar destinado a pacientes que precisam de assistência intensiva. O propósito da Unidade de Terapia Intensiva é a rápida recuperação do paciente, contando com uma equipe multidisciplinar, apta e treinada para lidar com as complexidades que os pacientes nesse tipo de serviço apresentam. O enfermeiro que integra esta equipe deve ter um vasto entendimento das técnicas, bem como senso crítico e celeridade na tomada de decisões.
As UTI’s, são compostas por uma equipe multidisciplinar, preparada e capacitada para agir sobre as complexidades que os pacientes presentes neste tipo de serviço apresentam. O enfermeiro que faz parte desta equipe, precisa ter um amplo conhecimento a respeito das técnicas, além de possuir um senso crítico e agilidade na tomada de decisão, pois para atuar dentro de uma UTI, requer do enfermeiro a expertise em múltiplas áreas, além de saber atuar em equipe, para desempenhar bem seu papel (Costa et al., 2019).
O enfermeiro que atua nas UTI’s, deve prestar cuidados norteados pela sistematização da assistência em enfermagem, que é fator primordial para qualidade da assistência prestada, bem como um guia de como deve ser o cuidado e assistência ao paciente crítico. Os protocolos de cuidados de enfermagem são baseados nos padrões de enfermagem e no processo de enfermagem (Prazeres et al., 2021).
As Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) são unidades complexas, destinadas ao atendimento de pacientes graves, que demandam espaço físico específico, recursos humanos especializados e instrumentais tecnológicos avançados, o que as tornam unidades de alto custo (Costa et al., 2019).
A equipe multiprofissional atuante nas UTI’s é composta por: Médicos Intensivistas, responsáveis pela assistência médica durante a permanência do paciente na UTI, que, juntamente com o médico responsável pela internação do paciente, elabora um plano para diagnóstico e tratamento; Enfermeiras são responsáveis pela avaliação e elaboração de um plano de cuidados de enfermagem individualizado e sistematizado. A equipe multidisciplinar da UTI ainda é composta por Auxiliar de Enfermagem, Agente de Transporte, Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Higiene Hospitalar, Fisioterapeutas, Nutricionistas e Voluntárias (Correio et al., 2015).
2.3 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA UTI PEDIÁTRICA
As Unidade de Terapia Intensiva (UTI’s) têm como um dos objetivos principais amenizar ações provenientes das doenças a qual são diagnosticadas como graves, e ainda amenizar no paciente as sensações de dor, insuficiência respiratória e outros, independentemente da situação. Com isso, a possibilidade de tratamento de doenças hoje na sociedade é muito extensa, é visto que as causas de internação nas UTI’s são diversas, os procedimentos devem ser rápidos e precisos (Gomes et al., 2020).
Em virtude disso, as equipes que atuam nesses centros especializados devem ser multiprofissionais incluindo médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e nutricionistas. As UTI’s concentram pacientes em estado crítico ou de alto risco, que, juntamente com materiais e equipe treinada se mobilizam para a adequada recuperação e cuidado dos mesmos (Loiola Neto et al., 2017).
Contudo no ambiente hospitalar existem equipamentos que são utilizados para acelerar a recuperação dos pacientes em estado crítico na maioria dos casos são usados aparelhos invasivos e eles acabam proporcionando vários incômodos aos pacientes, como falta de privacidade, incômodo extremo devido aos ruídos que são gerados, luzes e clima frio, além do desconforto ocasionado pelas intervenções necessárias (Gomes et al., 2020).
Ao enfermeiro de UTI é imprescindível a fundamentação teórica aliada à capacidade de discernimento, tomada de decisão, trabalho em equipe, iniciativa, liderança e responsabilidade. Autoconfiança e um trabalho metódico, apoiados em amplo conhecimento técnico-científico, são essenciais para liderar um grupo que deve estar bem treinado, apto a atender o paciente e a manejar os equipamentos com segurança (Nunes, 2020).
É fundamental que o enfermeiro tenha formação específica para atuar de maneira eficiente nas unidades móveis, pois acrescenta bastante no atendimento urgente para paciente em estado grave, pois o socorro em momento de acidente por exemplo, precisam ser rápidos e precisos, dando ênfase às duas primeiras horas (Ouchi et al., 2018).
2.4 A SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
A saúde mental hoje em dia é um grande desafio existente para os profissionais de enfermagem, devido ao grande aumento de pacientes com transtornos a situação de tratamento e cuidados vem tendo exigência do Ministério da Saúde, entretanto os profissionais de enfermagem têm uma função de acolher e atender este tipo de paciente, sendo eficiente em suas funções e inserir este paciente novamente à sociedade. Justifica-se que o enfermeiro tem um papel fundamental dentro da assistência com pacientes nesta situação, sendo então apto para atuar com pacientes dessa magnitude.
2.4.1 A síndrome de Burnout
Os profissionais da área da saúde estão entre os mais vulneráveis a sofrer a Síndrome de Burnout, doença caracterizada por sintomas como irritabilidade, dores musculares, esgotamento físico e mental, subdividida em três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e realização profissional. Dentro desse nicho, os enfermeiros são um dos principais grupos atingidos pela síndrome, uma vez que eles experimentam situações estressantes constantes no trabalho, além de atuarem em contato direto com os pacientes críticos que têm prognósticos diferentes e graus de sofrimento diversos.
Um recente estudo da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (EPE/Unifesp) – Campus São Paulo, publicado pela Revista Gaúcha de Enfermagem, buscou identificar a prevalência e analisar a existência de fatores preditores da síndrome de Burnout em enfermeiros de unidade de terapia intensiva (UTI). Uma amostra com 91 participantes realizada em um hospital universitário em São Paulo (SP) concluiu que a prevalência de enfermeiros com a Síndrome de Burnout correspondeu a 14,3%. O estudo foi conduzido por Eduardo Vasconcelos, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Unifesp.
São estressores comuns no ambiente laboral: jornada de trabalho exaustiva, baixa remuneração, conflitos com colegas, complexidade dos procedimentos, falta de recursos pessoais e materiais. Das variáveis estudadas, a duração das férias foi a única que apresentou associação significativa com a ocorrência do Burnout.
Benetti (2009), refere que o trabalho nem sempre é prazeroso devido ao aumento diário da complexidade da prestação de serviços. Que o convívio direto com o sofrimento, a dor e a morte; a diminuição do valor social e profissional; a carência de recursos e a sobrecarga de trabalho são fatores predisponentes para a ocorrência do Burnout.
Jodas (2009), coletou dados em uma unidade de emergência de um hospital público onde a maioria dos entrevistados foi de técnicos de enfermagem, e constataram que grande parte dos entrevistados possuía risco para o desenvolvimento de Burnout, vários profissionais possuíam sintomas como dores pelo corpo, sentimento de faltar tempo para si, dificuldades com o sono e sentimento de cansaço mental.
Como sugestão, Lunardi (2011), refere que para a saúde do exercício são fundamentais que existam diálogo aberto entre as chefias e as enfermeiras, procurando medidas para o alívio das frustrações, promover que os profissionais estejam próximos ao desenvolvimento de políticas organizacionais, realização de atividades grupais e educação continuada.
Descrito como um paradoxo, o cuidado de enfermagem que expresso de forma sublime aliviando o sofrimento do próximo, quando o sofrimento inicial está intrínseco no profissional de enfermagem devido a vários fatores como já relatados (interação interprofissional decadente, insatisfação laboral, etc.).
A motivação é classificada em duas formas: intrínseca e extrínseca:
Intrínseca – descrita como uma “auto-motivação”, aquela que o indivíduo busca dentro de si mesmo fatores que o estimulem a realizar algo, a ir em busca de novos desafios (Silva et. al, 2018).
Extrínseca – aquela que o indivíduo busca em outras pessoas, em fatos que acontecem no meio social, ou seja, a pessoa se sente estimulado a seguir com seus planos e projetos após receber um elogio de um superior no serviço, um “muito obrigado” de uma pessoa que recebeu seu atendimento, ou também podemos citar como exemplo, após a participar de uma palestra sobre motivação, a pessoa resolve realizar aquele sonho que já há vários meses vem planejando (Jesus, 2024).
Ainda falando sobre motivação, o profissional de enfermagem em sua rotina diária pode ser desmotivado por inúmeros fatores, como a desvalorização profissional, onde outros profissionais acreditam que possuem um trabalho mais importante do que o do enfermeiro, ou onde a autonomia não seja respeitada. Muito comum é que o enfermeiro seja tratado como um “auxiliar do médico” onde a cultura local não permite que o enfermeiro realize seu trabalho de forma digna. Com isso a desmotivação extrínseca é ocorrida (Silva et. al, 2018).
A Síndrome de Burnout nos profissionais de enfermagem também pode ocorrer quando seu atendimento prestado ao paciente não possui a recíproca esperada, assim, o profissional por várias vezes acredita que está fazendo o seu melhor para o atendimento, mas o cliente não concorda com o cuidado prestado, essas situações podem frustrar o profissional, e assim podemos citar este como mais um fator predisponente ao esgotamento emocional (Lunardi, 2011).
A motivação do profissional é relevante ao ponto que seu trabalho pode ser prejudicado quando não há satisfação pessoal, quando a instituição, ou outros profissionais, assim como a clientela aparentemente não estão satisfeitos com o atendimento prestado por tal profissional (Silva et. al, 2018).
No nosso cotidiano convivemos com vários profissionais que não estão felizes com seu emprego devido a instituição não atender suas expectativas iniciais, onde os leva a frequentemente ir em busca de outras oportunidades de serviço, levando a um turnover elevado. Assim também podemos citar aqueles colegas de trabalho que usam os filhos como “muletas” para faltar ao serviço (não teve com quem deixar, o filho ficou doente), então sempre estão com atestados médicos, falta no trabalho e rebeldia quando comparece ao trabalho. Seria essa uma forma de acometimento por Burnout, porém que pode se tornar um “círculo vicioso” se não houver intervenção profissional (Silva et. al, 2018).
Em se tratando da assistência de qualidade ao paciente, os profissionais empenhados em realizar um trabalho digno, muitas vezes se esbarram contra barreiras que são de difícil solução devido a políticas organizacionais e o convívio em equipe dificultoso, o que com o passar do tempo traz desmotivação que ocasiona a Síndrome de Burnout. Com isso, se torna necessário que a chefia entre em contato direto com a equipe elaborando planos para motivação e encorajamento profissional (Jesus, 2024).
3 METODOLOGIA
Para a construção deste estudo foi realizada uma abordagem de caráter qualitativo entre o período de janeiro setembro de 2025, que segundo Gerhardt e Silveira (2009) “e aquela que não se preocupa com a representatividade numérica, mas sim, com o aprofundamento da compreensão de um grupo social, e de uma organização, etc.”
Este tipo de pesquisa procura explicar o porquê de determinados fatos ou fenômenos. Dessa forma, a presente pesquisa é classificada como qualitativa e será abordada fazendo-se uso de método hipotético-dedutivo. Quanto aos métodos de procedimentos desenvolver-se-á com a utilização de um plano de trabalho que irá orientar, primeiramente, a cuidadosa identificação e seleção das fontes bibliográficas e documentais que serão utilizadas, tais como artigos relacionados ao tema, dissertações e teses (Gil, 2019).
Segundo Gil (2019) a pesquisa bibliográfica é elaborada com base em materiais já publicados o que permite colocar o pesquisador em contato direto com o que já foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto. Para tanto, a primeira etapa buscará inteirar-se dos principais conceitos relacionados à atuação do enfermeiro na UTI pediátrica e quais fatores contribuem para afetar sua saúde mental, buscando aprimorar o conhecimento por meio de consultas e análises críticas a livros, textos, artigos, revistas, publicações, e pesquisas, entre outros.
Mediante isto, as fontes utilizadas para esta pesquisa foram as primárias, utilizando o mecanismo de busca do PUBMED, Ciências da Saúde (LILACS), plataforma Scielo e Acervo GOOGLE ACADÊMICO + Index Base.
Para a seleção foram escolhidos como critério inclusão artigos científicos, dissertações, teses disponíveis contemplando o período de 2010 a 2025, nos idiomas de português, inglês e espanhol traduzidos para o português.
Serão critérios de exclusão: relatos de experiência, resumos de anais de congresso, estudos com resultados ambíguos sem objetivo, estudos duplicados nas bases de dados.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os profissionais que atuam em emergências e atendimentos de urgência, necessitam de estrutura física, psicológica e competências que promovam uma comunicação eficaz entre os membros da equipe de saúde e que retardem a exposição a condições estressantes. A grande quantidade de funções combinadas com as especificidades do trabalho pode desencadear estados de estresse e, portanto, interferir no trabalho, na saúde e na qualidade de vida do profissional (Estuqui et al., 2022).
Trabalhar em ambientes de urgência e emergência apresenta as seguintes características que afetam a saúde mental dos profissionais: Imprevisibilidade da situação clínica dos pacientes sob cuidados da equipe; sobrecarga de trabalho devido à superlotação. O medo da morte dos profissionais de enfermagem pode ser prejudicial tanto para os indivíduos quanto para o ambiente de trabalho como um todo (Jesus; Freitas; Martins, 2021). Diz-se que esses profissionais são capazes de lidar com o processo de morte de seus pacientes, porém, a dificuldade de enfrentamento começa na graduação, muito antes da prática profissional, pois muitas vezes os temas da morte e do morrer não são abordados no processo teórico e prático.
A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) configura-se como um lócus de produção de saber e constitui-se em ambiente terapêutico apropriado para tratamento de recém-nascidos de risco, sendo considerada de alta complexidade (Kamada; Rocha; Barbeira, 2003). O principal objetivo da UTIN é fornecer suporte intensivo e monitoramento contínuo para garantir a sobrevivência e o desenvolvimento adequado dos bebês que necessitam de cuidados médicos intensivos logo após o nascimento. As UTIs neonatais são equipadas com tecnologia avançada, como ventiladores, incubadoras e monitores, e contam com equipes multidisciplinares, incluindo médicos, enfermeiros e fisioterapeutas especializados.
Os recém-nascidos que necessitam de cuidados em UTINs são frequentemente prematuros ou apresentam condições graves, como baixo peso ao nascer, malformações congênitas ou complicações respiratórias. A UTIN oferece suporte vital através de tecnologias avançadas, como ventiladores mecânicos e incubadoras controladas, que garantem a estabilidade física enquanto o bebê se desenvolve. Além disso, práticas como a nutrição parenteral e a fortificação do leite materno são essenciais para apoiar o ganho de peso e o crescimento. O cuidado especializado nas UTINs também tem como objetivo prevenir sequelas a longo prazo, como déficits motores, cognitivos ou respiratórios. A detecção precoce de condições como hemorragias intraventriculares ou displasia bronco pulmonar permite intervenções mais assertivas, aumentando as chances de recuperação total ou mitigação de impactos.
A UTIN é um ambiente de alta complexidade, que exige do profissional de enfermagem não apenas habilidades técnicas e clínicas, mas também uma resistência emocional considerável. Silva e Feitosa (2023) apontam que o enfermeiro, além de desempenhar atividades técnicas, enfrenta situações emocionais delicadas, como lidar com a fragilidade de recém-nascidos prematuros, a morte e as emoções de ansiedade e insegurança vivenciadas pelas famílias.
A saúde é mais do que a ausência de doenças, portanto, ser saudável é ter um completo bem-estar físico, mental e social (Nascimento et al., 2021). A saúde mental desempenha um papel importante em casos de doença no atual cenário de demissões de trabalhadores da saúde.
O hospital é um elemento de organização médico-social, tendo por missão assegurar assistência médica integral, curativa e preventiva à população, cujos serviços externos irradiam para a célula familiar em seu centro, ou seja, é um ambiente que carece de pesquisas médicas e biossociais.
O ambiente hospitalar pode contribuir para o aumento da morbidade entre os profissionais de saúde, uma vez que eles atuam em um ambiente de trabalho que exige um desgaste físico, emocional e psicológico. No decorrer de sua atividade laboral, esses trabalhadores lidam constantemente com doenças transmissíveis e sobrecarga mental.
O cotidiano hospitalar dos profissionais de saúde é caracterizado pela carga de trabalho, mudança de normas, protocolos a seguir, responsabilidades estabelecidas e hierarquias funcionais. Essa prática rotineira pode ser apontada como um fator estressante em relação ao sofrimento psíquico no trabalho, principalmente entre os profissionais da enfermagem. Por conta desses fatores, vemos que o próprio ambiente hospitalar é visto como uma área de grande necessidade e responsabilidade por parte dos profissionais, cujas equipes visam prestar cuidados de forma mais integrada.
Um estudo realizado por Nascimento et al. (2021), cujo objetivo era comparar a avaliação do ambiente de trabalho dos profissionais de saúde com as taxas de uso de álcool, depressão e esgotamento na síndrome de Burnout em hospitais públicos e privados da região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, envolvendo trabalhadores da saúde, constatou que o adoecimento psíquico está mais relacionado ao ambiente público ou privado do que a categoria profissional.
Percebe-se que o cenário atual exige uma visão holística do processo saúde/doença mental, pois na história da psicologia como ciência e profissão, o trabalho geralmente ocupou um lugar secundário, sendo utilizado apenas como campo de pesquisa, informações psicológicas ou como um indicador de uma vida adaptada e saudável (Jesus; Freitas; Martins, 2022).
Moura et al. (2022) constataram que os casos de transtornos psiquiátricos e comportamentais já aumentaram na população em geral nas duas últimas décadas do século XXI, e que a atividade laboral tem importante relação com o surgimento e desenvolvimento de transtornos psiquiátricos. Um dos transtornos mentais relacionados tanto às atividades laborais quanto às vivências pessoais dos trabalhadores são os transtornos mentais e comportamentais.
Experiências negativas vivenciadas no cotidiano podem desencadear esse transtorno psiquiátrico de forma independente e integrada ao ambiente (Nonnenmacher et al., 2019).
Na concepção de Nascimento et al. (2021), o sofrimento mental ocasiona diversos efeitos na vida dos profissionais da enfermagem. Um estudo realizado por Rocha et al. (2022) demonstra que nos últimos anos a enfermagem tem visto um aumento significativo de transtornos psiquiátricos mentais e comportamentais devido a especialização de cada profissional, como usuários que possuem um ritmo acelerado de atividade e altas demandas nos serviços de saúde.
Ao considerar a relação entre saúde e trabalho, é muito importante estabelecer uma relação causal, ou seja, uma relação causal entre um determinado evento de saúde (como uma lesão ou doença) e o trabalho. Essa identificação leva ao tratamento individual ou populacional e medidas preventivas (Rocha et al., 2022).
Houve um tempo em que o sofrimento no trabalho era associado a condições médicas. De acordo com as correntes teóricas de alguns estudiosos sobre o assunto, essa associação ainda é praticada, e a maior parte dela é física. No entanto, essa realidade está mudando, com a psicopatologia voltada para a doença e a causalidade epidemiológica, a psicodinâmica voltada para o período anterior à doença e ao sofrimento que nem sempre se manifesta na forma de doença, mas sim como um mal estar difuso.
5 CONCLUSÃO
Este estudo abordou a saúde mental dos profissionais de enfermagem nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTINs), ressaltando os desafios emocionais, físicos e técnicos impostos por esse ambiente de trabalho. Os enfermeiros que atuam nessas unidades enfrentam diariamente situações de alta complexidade, caracterizadas pela necessidade de cuidado intensivo com recém-nascidos em condições críticas e pela interação com famílias que frequentemente vivenciam momentos de angústia e sofrimento. Essas demandas elevadas, somadas à carga de trabalho excessiva e à constante exposição a situações de dor e morte, têm um impacto significativo na saúde mental desses profissionais, gerando condições como estresse crônico, ansiedade, burnout e depressão.
A literatura revisada ao longo deste estudo evidenciou a insuficiência de suporte psicológico e de condições adequadas de trabalho como fatores centrais que agravam o adoecimento mental dos enfermeiros. Além disso, destacou-se o impacto da pandemia de COVID-19, que amplificou os desafios já enfrentados por esses profissionais, expondo-os a níveis ainda mais elevados de estresse e exaustão.
Durante a crise sanitária, a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs), a necessidade de adaptação constante a novos protocolos e a carga emocional intensificada por perdas frequentes tornaram a saúde mental dos profissionais de enfermagem um tema de preocupação emergente e inadiável.
A partir dos resultados encontrados e discutidos nessa pesquisa, é possível concluir que os fatores que mais contribuem para o desgaste da saúde mental do profissional de enfermagem do setor de emergência estão diretamente relacionados com a carga horária de trabalho, baixa remuneração, gestão organizacional e conflitos entre as equipes. Conclui-se também uma recorrência significativa do desenvolvimento de transtornos depressivos, ansiosos, estresse e síndrome de Burnout.
A recente pandemia é um grande exemplo em que se obteve um grande número de profissionais de enfermagem, atuantes no serviço de emergência ou em demais setores, com altíssimos níveis de estresse, desgastes físicos e emocionais, principalmente os que estiveram atuando na linha de frente da doença. Que fique entendido que a precarização do trabalho em enfermagem não vem apenas de um contexto pandêmico, mas sim de um contexto histórico.
O ato de cuidar não pode ser perdido em meio ao comprometimento da saúde mental dos profissionais de enfermagem. Esses profissionais também merecem o cuidado, respeito e dedicação que tanto exercem para com a vida de seus pacientes. Recomenda-se que sejam realizados mais estudos sobre o tema, juntamente com uma criação de rede de apoio e intervenção para os enfermeiros com sofrimento psíquico e transtorno mental.
É fundamental que gestores hospitalares e formuladores de políticas públicas reconheçam que investir na saúde mental dos enfermeiros não é apenas uma questão de bem-estar individual, mas também uma estratégia para melhorar a qualidade do cuidado prestado aos pacientes. Profissionais emocionalmente equilibrados são mais capazes de oferecer uma assistência humanizada, eficiente e segura, o que se traduz em melhores desfechos para os recém-nascidos e suas famílias.
Além disso, este estudo contribui para a conscientização sobre a importância de abordar o tema da saúde mental dos enfermeiros em UTINs de forma contínua e integrada. Não se trata apenas de uma questão emergencial relacionada à pandemia, mas de uma necessidade permanente no ambiente hospitalar, considerando os desafios intrínsecos às UTINs. A priorização desse tema pode gerar avanços significativos na retenção de talentos na enfermagem, reduzir índices de absenteísmo e afastamentos por adoecimento mental e criar uma cultura organizacional mais sustentável e saudável.
Por último, este estudo ressalta a necessidade de mais pesquisas sobre intervenções eficazes para melhorar a saúde mental dos enfermeiros. Pesquisas futuras podem investigar, por exemplo, a efetividade de abordagens integrativas de saúde, como mindfulness e yoga, em contextos hospitalares, ou o impacto de políticas públicas voltadas à proteção da saúde mental dos profissionais da saúde.
Dessa forma, podemos avançar na compreensão das demandas específicas desse grupo profissional e desenvolver soluções que atendam de maneira mais eficaz às suas necessidades. Assegurar um cuidado mais eficaz aos profissionais é, em última instância, garantir a qualidade do atendimento aos pacientes e o fortalecimento do sistema de saúde como um todo.
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1Acadêmica do curso de Enfermagem, 10º período, da Universidade da Amazônia – UNAMA.
E-mail: anny.freire8788@gmail.com
2Docente do Curso de Graduação em Enfermagem. Universidade da Amazônia – UNAMA Rio Branco, AC
