REVIEW OF THE GENUS TURNERA AS A MEDICINAL PLANT
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202508312125
José Vitor da Silva Nunes1
André Luiz Beserra Galvão2
Ana Catarina Monteiro Carvalho Mori da Cunha3
Daniela Cavalcanti de Medeiros Furtado4
Diogenes José Gusmão Coutinho5
Resumo: Apesar de muitas pesquisas científicas sobre plantas, não se sabe muito acerca de alguns gêneros como a Turnera e suas espécies. Esta pesquisa teve como objetivo reunir informações do gênero Turnera, suas propriedades medicinais, estudando artigos científicos publicados nos últimos 26 anos. Este trabalho é de natureza básica de avaliação, do tipo exploratória, seguindo o método qualitativo através do protocolo de acordo com a declaração PRISMA. Esse gênero de ocorrência no Brasil, possui 105 espécies, com destaque para a medicina popular a Turnera diffusa, T. subulata e T. ulmifolia, além de serem cultivadas em quase todo o território nacional para fins ornamentais e fazem parte do grupo de plantas PANCs. Contudo, estas espécies são utilizadas no tratamento e cura de diversas doenças crônicas, gastrointestinais, respiratórias, genitais, no tratamento de amenorréias, dismenorréias, anti-inflamatória, antitumoral e afrodisíaca, sendo também citado como abortivo embora muito utilizadas em algumas regiões do Brasil.
Palavras-chave: PANCs, Turneraceae, Chanana.
Abstract: Despite many scientific research on plants, not much is known about some genus such as Turnera and its species. This research aimed to gather information on the genus Turnera, its medicinal properties, studying scientific articles published in the last 26 years. This work is of a basic nature of evaluation, of the exploratory type, following a qualitative method following the protocol according to the PRISMA statement. This genus, which occurs in Brazil, has 105 species, with emphasis on popular medicine, Turnera diffusa, T. subulata and T. ulmifolia, in addition to being cultivated in almost the entire national territory for ornamental purposes and are part of the PANCs group of plants. However, these species are used in the treatment and cure of several chronic, gastrointestinal, respiratory, genital diseases, in the treatment of amenorrhea, dysmenorrhea, anti-inflammatory, antitumor and aphrodisiac, being also cited as an abortifacient although widely used in some regions of Brazil.
KEYWORDS: PANCs; Turneraceae; Chanana.
Introdução
O Brasil possui a maior parcela da biodiversidade no mundo, as plantas medicinais no país constituem como a principal fonte de matéria prima para a produção de fitoterápicos e demais medicamentos (BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).Para Agra et al., (2007), a utilização de medicamentos advindos de plantas medicinais, têm grande uso populacional, ao tempo que pode ser econômico, eficaz e saudável.
Entre os diversos gêneros de plantas que possuem propriedades medicinais do mundo, destaca-se o gênero Turnera, que possui 130 espécies situadas nas regiões tropicais e subtropicais das Américas e África, e no Brasil (ARBO, 2019). Na região nordeste do Brasil, as espécies do gênero Turnera são conhecidas como chanana, e suas raízes, caule e folhas são comercializados em feiras livres principalmente na medicina popular, (BARBOSA et al., 2007).
Barbosa et al., (2007) afirmam que o gênero Turnera possui propriedades antimutagênica, anti-hiperglicêmica, afrodisíaca, antiulcerativa, hipotensiva, antiinflamatória, larvicida, antimalárica, espasmogênica e vasodilatadora. Além de terem grande uso ornamental e fazerem parte do grupo de plantas alimentícias não convencionais (PANCS) (KYNUPP; LORENZI, 2014).
O gênero Turnera também é utilizado na fitoterapia, e alguns medicamentos são produzidos a partir de algumas espécies deste táxon. A chanana, é composta por um grande número de metabólitos secundários como flavonoides, alcaloides, taninos e compostos fenólicos, responsáveis pelas suas propriedades fitoterápicas, testes fitoquímicos expõem que a chanana apresenta uma variação de flavonoides glicosilados. O primeiro registro escrito acerca do uso medicinal de plantas é encontrado na obra chinesa Pen Ts’ao, de Shen Nung, que remonta a 2800 a.C. (TOMAZZONI et al., 2006). Os compostos vegetais adquiridos por meio da ingestão de chá, suco, frutas e derivados vegetais proporcionam uma diversidade de benefícios para a saúde das populações (DAUCHET et al., 2006).
Este gênero vem sendo estudado por apresentar um grande potencial fitoterápico, possuindo compostos primários e secundários que são antioxidantes e antiinflamatórios além de possuir resistência antibacteriana em bactérias gram negativas (ALMEIDA, 2016).
Algumas dessas plantas possuem propriedades de cura, e já foram descritas em literatura, onde diversos estudos comprovam a eficácia desses organismos na utilização da medicina natural. Porém, a ingestão ou dosagem errada de determinadas plantas na forma de chás, sucos ou até mesmo in natura pode ser letal, e causar danos irreversíveis ao organismo consumidor, podendo assumir complicações graves ou até mesmo levar à óbito, diante desse cenário são necessárias mais evidências acerca das propriedades medicinais das mesmas e suas formas de utilização correta, uma vez que servirá de grande colaboração para a medicina e sociedade.
Esta revisão de literatura possui como objetivo reunir informações acerca do gênero Turnera, das suas propriedades medicinais, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre este gênero.
Procedimento Metodológico
Esta revisão foi realizada no período de fevereiro de 2021 à outubro de 2022 através de um levantamento bibliográfico de pesquisas em trabalhos e artigos publicados nos últimos 26 anos. É um trabalho de natureza básica de avaliação, do tipo exploratória, seguindo um método qualitativo, no qual foi seguido o protocolo de acordo com a declaração PRISMA (MOHER et al., 2009) e as ferramentas online utilizadas foram: MEDLINE, Google acadêmico, Lilacs, Web of Science, Scielo, Science Direct e Pubmed. além de outras fontes pesquisadas como: capítulos de livros, monografias, teses e dissertações. Os termos utilizados nas buscas nas bases de dados selecionadas foram “chanana”, “Turnera” e “Turneraceae”.
Foram levantadas as seguintes informações sobre o gênero Turnera: principais espécies com propriedades medicinais, formas de usos popular, efeitos cientificamente comprovados, compostos fitoquímicos. Os dados obtidos foram compilados em tabelas. Foram utilizados o Google Drive e Microsoft Excel para organização dos dados.
Resultados e discussão
Durante o percurso da pesquisa foram encontrados 113 artigos, os quais foram analisados e separados de acordo com o tema abordado. Destes, 52 estavam relacionados ao uso medicinal do gênero, os demais foram descartados por não serem coerentes com o tema abordado na pesquisa (tabela 1).
Tabela 1. Artigos analisados, autores, ano de estudo, tema, área de conhecimento e objetivo da pesquisa.
| Autores | Ano de Estudo | Tema | Área de Conhecimento | Objetivo da Pesquisa |
| ACERVO HUNIJABOT. UFERJ | 2022 | Turnera subulata | Botânica | Documentar a espécime de Turnera subulata. |
| ALMEIDA, F. M.; ALVES, M. T. S. S. B.; AMARAL, F. M. M. | 2012 | Uso de plantas medicinais por pessoas vivendo com HIV/AIDS | Saúde Pública | Estudar o uso de plantas medicinais por pessoas com HIV/AIDS em terapia antirretroviral. |
| ALMEIDA, H. M. S. | 2016 | Potencial fitotóxico de T. ulmifolia | Agronomia | Investigar os efeitos fitotóxicos de T. ulmifolia na germinação e desenvolvimento de plântulas de Senna obtusifolia. |
| AMARANTE, M. S. M. | 2015 | Efeito anti-inflamatório e antioxidante de Turnera subulata | Biociências | Avaliar os efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes do extrato de T. subulata na colite ulcerativa induzida por ácido acético em ratos. |
| ARBO, M. M. | 2000 | Estudos sistemáticos em Turnera (Turneraceae) | Sistemática | Realizar estudos sistemáticos em Turnera das séries Annulares, Capitatae, Microphyllae e Papilliferae. |
| ARBO, M. M. | 2005 | Estudos sistemáticos em Turnera (Turneraceae) III | Sistemática | Realizar estudos sistemáticos em Turnera das séries Anomalae e Turnera. |
| ARBO, M. M.; GONZALEZ, A. M.; SEDE, S. M. | 2015 | Relações filogenéticas dentro de Turneraceae | Sistemática e Evoluçã o de Plantas | Estudar as relações filogenéticas dentro de Turneraceae com base em caracteres morfológicos, com ênfase na micromorfologia das sementes. |
| ÁVILA, L. C. | 2013 | Índice Terapêutico Fitoterápico – ITF | Fitoterapia | Compilar índices terapêuticos para agentes fitoterápicos. |
| AZEVEDO, R. G. C. M. | 2019 | Etnofarmacologia, fitoquímica, propriedades terapêuticas e toxicidade de Turnera | Farmacologia | Revisar sistematicamente a etnofarmacologia, fitoquímica, propriedades terapêuticas e toxicidade do gênero Turnera (Passifloraceae). |
| BARBOSA, D. A.; SILVA, K. N.; AGRA, M. F. | 2007 | Estudo farmacobotânico comparativo de T. chamaedrifolia e T. subulata | Farmacognosia | Comparar farmacobotanicamente as folhas de T. chamaedrifolia e T. subulata. |
| BEZERRA, A.; NEGRI, G.; DUARTE-ALMEIDA, J. M.; SMAILI, S. S.; CARLINI, E. A. | 2016 | Análise fitoquímica do extrato de T. diffusa | Farmacologia | Analisar fitoquimicamente e avaliar os efeitos do extrato de Turnera diffusa na morte de astrócitos. |
| BRASIL. Ministério da Saúde | 2006 | Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos | Política de Saúde | Estabelecer a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Brasil. |
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| DAUCHET, L.; AMOUYEL, P.; HERCHBERG, S.; DALLONGEVILLE, J. | 2006 | Consumo de frutas e vegetais e risco de doença cardíaca coronariana | Nutrição | Realizar uma meta-análise de estudos de coorte sobre o consumo de frutas e vegetais e o risco de doença cardíaca coronariana. |
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| ESTRADA-REYES, R.; CARROJUAREZ, M.; MOTA- MARTÍNEZ, L. | 2013 | Efeitos pro-sexuais de T. diffusa em ratos machos | Etnofarmacologia | Estudar os efeitos pro-sexuais de T. diffusa em ratos machos, envolvendo a via do óxido nítrico. |
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| KALIMUTHU, K.; CHINNAURAI, V.; PRABAKARAN, R.; SUBRAMANIAM, P.; SARMILA, J. Y. | 2016 | Atividades antimicrobianas, antioxidantes e anticancerígenas do calo de T. ulmifolia | Farmacologia | Estudar as atividades antimicrobianas, antioxidantes e anticancerígenas do calo de Turnera ulmifolia. |
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O gênero Turnera, pertencente à família Turneraceae, possui uma grande diversidade taxonômica, apresentando 13 gêneros e cerca de 230 espécies, situadas nas Américas e África, e no Brasil encontram-se 105 espécies nativas (ARBO, 2019).
O gênero Turnera foi descrito em 1753 por Carl von Linné, baseando-se na espécie Turnera ulmifolia (CABREIRA, 2015). Para Arbo (2005) e Barbosa et al. (2007) este gênero é reconhecido por possuir espécies do tipo herbáceo a arbustivo, folhas simples, e se caracterizam por terem ou não estípulas, com margem serreada e raro inteira, frequentemente providas de glândulas nectaríferas e tricomas. As inflorescências se apresentam em racemos, cimeiras ou com flores solitárias, tendo o pedicelo unido total ou parcialmente ao pecíolo. As flores possuem corola com pétalas brancas, amarelas ou alaranjadas, maculadas na base ou não, com filetes estaminais presos à base do cálice. O fruto é uma cápsula loculicida, esférica, com sementes curvas e arilo persistente (ARBO, 2005; BARBOSA et al., 2007).
As principais espécies deste gênero utilizadas na medicina popular e na produção de fitoterápicos são: T. ulmifolia, T. subulata e T. difusa (figura 1), estas são usadas desde as folhas até as raízes para tratar enfermidades, além de serem consumidas in natura, na forma de chás e fitoterápicos. As espécies deste gênero são conhecidas em todo o território brasileiro por alguns nomes populares como: chanana, boa noite, garrida, e flor do guarujá, sendo mais amplamente conhecida na região nordeste por chanana, e suas raízes são vendidas em feiras livres da região, sendo utilizadas na medicina popular tratando e curando enfermidades como amenorreias e dismenorreias (Agra et al., 2007), entre outras enfermidades. Entretanto, deve-se ter cuidado no consumo, pois algumas destas, quando consumidas de forma indevida podem apresentar toxinas prejudiciais à saúde humana. E entre os cuidados, deve-se atenção às espécies de Turnera, pois as mesmas também podem apresentar várias contraindicações prejudiciais à saúde, podendo ser abortiva (Agra et al., 2007).
Figura 1. Espécies de Turnera descritas na literatura com propriedades medicinais. (1) T. diffusa1, Fonte: (Herbário virtual reflora); (2) T. subulata2, Fonte: (UFERJ, ACERVO HUNI JABOT); (3) T. ulmifolia1. Fonte: (Herbário virtual reflora).

Fonte: 1 REFLORA, 2022;
2UFERJ, ACERVO HUNI JABOT, 2022.
O mesmo táxon é citado como alternativa para tratar cólicas menstruais e antipiréticas (GRACIOSO, 2002), úlceras gástricas e duodenais (AMARANTE, 2015), lesões na pele e processos inflamatórios (SZEWCZYK; ZIDORN, 2014), HIV (ALMEIDA et al., 2012), expectorante, no tratamento de albuminúria, leucorreia, furunculose, asma, reumatismo, diabetes, hipertensão, dores crônicas, artrite, artrose (AZEVEDO, 2019), antitumoral (SILVA, 2010), gonorreia (KALIMUTHU et al., 2016), diurético, afrodisíaco (CAMARGO; VILEGAS, 2008), sintomas hepáticos, depressão, ansiedade, neurose (BEZERRA et al., 2016), menopausa, dores de cabeça (KUMAR et al., 2005), coceiras, furúnculos (ARAÚJO; LEMOS, 2015), doenças infecciosas e parasitárias (SARAIVA et al., 2015), Infecção urinária, vaginite, problemas renais, problemas na próstata, nódulos/cistos mamários, cólicas, calculose renal, tuberculose, varicela (catapora), verruga (SARAIVA et al., 2015), colite, diverticulite, colite ulcerativa, doença de Crohn e intolerância a glúten e lactose (DE A A Z…, 2020).
Alguns dos estudos que avaliaram as propriedades anti-inflamatórias de extratos das folhas de Turnera obtiveram resultados positivos, sendo estes relacionados aos altos teores de flavonóides encontrados (GALVEZ et al., 2006).
O gênero Turnera contém um número valioso de Metabólicos Secundários (MS) como: flavonóides, alcalóides, taninos e compostos fenólicos, responsáveis pelas suas diversas propriedades medicinais (tabela 2). E este tem sido estudado sob diversas perspectivas, como exemplo antioxidante, antiinflamatória, antiulcerogênica, sendo utilizada de várias formas para o tratamento de diversas doenças. (COUTINHO et al., 2009. KUMAR et al., 2005). Este gênero apresenta uma grande quantidade de espécies, entretanto e nem todas foram estudadas quanto ao seu potencial de cura. Ademais, algumas espécies já foram analisadas quanto ao seu uso na medicina popular, entre elas pode-se citar a T. ulmifolia, esta possui flores com propriedades fitoquímicas, utilizadas para tratar lesões na pele e inflamações (JUNIOR et al., 2020). Outros estudos revelam que o gênero não possui apenas flavonóides como constituinte para o uso medicinal, mas também outros que são de extrema importância para seus efeitos na medicina.
Tabela 2. Principais compostos dos extratos de espécies do gênero Turnera descritos na literatura.

Conforme observado na tabela 2, este táxon é conhecido por possuir em sua composição compostos que são de grande importância para a fitoterapia, tais como: arbutina, luteolina, quercetina, apigenina, pinocembrina e siringetina (KUMAR et al., 2005). Para Lima (2013) a arbutina é citada para o tratamento de infecções no trato urinário, a quercetina está presente em compostos usados para tratar distúrbios vasculares e a apigenina utilizada para tratar inflamações. A presença de cumarinas indicam um alto potencial antioxidante (Dias, 2015). Santos et al. (2010) dizem que os alcalóides, tem atuação anticolinérgica, emética, antimalárica, antihipertensiva, hipnoanalgésica, amebicida, estimulante do SNC, antiviral, miorrelaxante, anestésica, antitumoral, antitussígena, colinérgica, dentre outras.
Em algumas espécies de Turnera também é observado a presença de terpenóides do grupo dos sesquiterpenos e monoterpenos, e possui também a presença de flavonóides, benzenóides, alcalóides e lipídios (AGRA et al., 2007). Oliveira (2015) mostra a importância desses compostos quando diz: “Muitos sesquiterpenos estão presentes em óleos essenciais e atuam como fitoalexinas (antibióticos produzidos pelas plantas em resposta ao ataque de microorganismos) e como agentes repelentes de herbívoros”. No estudo de Moreira (2013) cita os monoterpenos como grandes ansiolíticos, responsáveis por diversas atividades benéficas produzidas pelas plantas. Visto que, as plantas atuam na produção de compostos químicos capazes de gerar atividades biológicas nos organismos, os metabólicos secundários (MS). Esses compostos podem ser divididos em três grupos: os terpenos, alcalóides e fenólicos (JUNIOR, 2020). Os terpenoides presentes no gênero atuam na descoberta de antimicrobianos, devido à alta capacidade de promover reações tóxicas nas membranas das bactérias, causando o aumento da permeabilidade e desestruturação da conformidade, levando a perda de função desse organismo (MORAIS, 2015).
Principais espécies do gênero Turnera utilizadas na medicina popular e fitoterápicos:
Turnera ulmifolia
Esta espécie é conhecida na região Nordeste do Brasil pelo nome popular de “chanana”, é uma espécie arbustiva densa perene, com folhas lanceoladas, oblonga lanceolada ou estreita-elíptica. Possui flores formadas por pétalas que variam do amarelo a brancas amareladas tendo na base cor marrom (SILVA, 2010).
Segundo Gracioso et al. (2002) esta espécie vem sendo utilizada em alguns países no combate a amenorréia, cólicas menstruais e antipiréticas. A mesma, também pode ser usada para tratar úlceras gástricas e duodenais. Utilizada no tratamento de doenças do sistema digestório em forma de chá, sendo verificadas suas ações anti-inflamatórias e antiulcerogênicas do extrato hidroalcoólico das partes aéreas da planta (AMARANTE, 2015). Além disso, também tem grande importância como uma das plantas que possuem flores com propriedades medicinais, podendo ser usadas no tratamento de lesões da pele e processos inflamatórios (SZEWCZYK; ZIDORN, 2014).
A T. ulmifolia também é utilizada no tratamento de HIV, uma vez que essa possui metabólicos secundários como flavonóides capazes de inibir as enzimas do citocromo p450, causando ação antirretroviral. Almeida et al. (2012) em um estudo realizado no Maranhão, apontaram a T. ulmifolia como a principal espécie utilizada na medicina popular, pelos portadores do vírus HIV, uma vez que, ela possui ação antirretroviral, e pode combater reações adversas causadas pelos medicamentos antirretrovirais convencionais, além de aumentar a imunidade, combater o vírus, diminuir o estresse, evitar a perda de peso, combater a diarréia e melhorar a qualidade de vida (ALMEIDA et al., 2012).
Azevedo (2019) aponta que a T. ulmifolia também é utilizada como antiinflamatório, expectorante, no tratamento de albuminúria, leucorréia, furunculose, asma e reumatismo, constatando que a espécie pode ser utilizada para tratar várias patologias. Para Kalimuthu et al. (2016) a decocção da planta como um todo pode ser utilizada para tratar otite e nefrite, ao mesmo tempo que a infusão das folhas é aplicada para a cura de doenças nos sistemas gastrointestinal, respiratório e genital, principalmente é usada para tratar gonorréia.
Ademais, outro estudo, realizado em camundongos, revelou que a espécie T. ulmifolia apresenta atividade antitumoral (SILVA, 2010). Este mesmo autor realizou testes fitoquímicos com a espécie T. ulmifolia, observando que os extratos aquosos, nhexano, acetato de etila e n-butanol, mostraram que os flavonóides são os principais compostos presentes, auxiliando nos estudos das atividades antitumoral e antiinflamatória das amostras obtidas das folhas dessa planta. Segundo Gracioso et al. (2002), a proliferação é reduzida nas células neoplásicas devido a quantidade de flavonoides presentes nesta planta, flavonas C-glicosilados derivadas da luteolina e da apigenina. Neste sentido, os trabalhos de Gálvez et al. (2006) corroboram que a espécie possui atividades antiulcerogênicas devido a quantidades de flavonoides presentes na mesma.
Os Flavonóides se apresentam como pigmentos naturais existentes em diversos vegetais combatendo agentes antioxidantes e trazendo proteção ao organismo (SILVA; BIESKI, 2018). Estes exercem diversas funções nas plantas, protegendo-as contra a rajadas de raios ultravioleta, proteção contra insetos, fungos, vírus, bactérias, atividade antioxidante, controle da ação de hormônios vegetais e inibição de enzimas (REGINATO, 2015).
Camargo e Vilegas (2008) em sua obra dizem que grande parte de farmácias de manipulação, adquirem drogas vegetais já pulverizadas, tornando difícil o reconhecimento de espécies, e muitas vezes a T. ulmifolia e confundida com a T. diffusa, e isso acaba por fazerem as pessoas consumirem fitoterápicos erradamente. Os autores ainda apontam que o processo de diferenciação das duas espécies pode ser realizado de forma prática, colocando que a T. diffusa possui um marcador, que seria a presença de p-arbutina (2), que é exclusiva da espécie. A diferenciação também poder ser feita através de cromatografia em camada delgada analítica na análise da infusão (CAMARGO; VILEGAS, 2008).
Cabe ressaltar, que algumas espécies de plantas apresentam toxidade ao ser humano, portanto, deve-se ter atenção na hora de identificar espécies, pois elas mesmo pertencendo ao mesmo gênero, podem atuar com resultados prejudiciais.
Turnera difusa
A T. diffusa, conhecida também como Damiana, se encontra em países com o clima tropical e subtropical como México, Estados Unidos, Ilhas do caribe e no Brasil, onde trata diversas doenças, sendo bastante utilizada na medicina popular (BUENO et al., 2009). Camargo e Vilegas (2008) expõe que esta espécie é empregada de diversas formas na medicina popular como: afrodisíaca e antiulcerogênica, expectorante, diurético.
Para Bezerra et al. (2016) esta é a espécie mais importante e utilizada na medicina tradicional, e acrescenta que além de ser utilizada para tratar as doenças já citadas, ela também trata sintomas hepáticos, depressão, ansiedade e neurose, é usada como estimulante e tônico.
Bueno et al. (2011) estudaram o óleo essencial extraído a partir das folhas e caules da T. diffusa, tendo como resultado a presença maciça de terpenos, associados às atividades antibacterianas do extrato, além da grande presença de flavonoides. Quanto ao seu potencial afrodisíaco, Estrada-Reyes et al. (2009), analisaram o extrato aquoso das folhas e observaram, que a concentração de 80 mg/kg aumentou gradativamente a porcentagem de ratos que após a ejaculação começaram outro ato sexual. Resultados similares foram observados por Estrada-Reyes et al. (2013), denotando que a espécie pode ser utilizada como um pró-sexual e ansiolítico, aumentando o desempenho sexual.
A espécie possui propriedades anti-ulcerogênicas, sendo que seu mecanismo de inibição da peroxidação lipídica, ação imunomoduladora e antioxidante resultou em uma atividade protetora gástrica e anti-inflamatória (ÁVILA, 2013). Em um estudo realizado no Paraná, a T. diffusa é classificada como uma planta com efeitos semelhantes ao de um adaptógeno, que são ervas não tóxicas que ajuda o corpo a lidar com fatores estressores (CANSIAN, 2014), Mendes (2011), diz que as folhas e partes aéreas da planta são usadas como tônica e afrodisíaca. De acordo com Taha et al. (2012), em seu estudo envolvendo ratos como cobaias em seu experimento demonstrou que a arbutina (um flavonóide presente no extrato de T. diffusa) exerce um efeito de proteção na mucosa gástrica através da diminuição da concentração de interleucina-6 e fator de necrose tumoral. Reafirmando o resultado da pesquisa de Galvez et al. (2006) quando diz que esse efeito se dá através dos altos teores dos flavonóides presentes na planta.
A T. diffusa apresenta ação estimulante e afrodisíaca, e pode ser empregada como alternativa na ajuda e controle de ansiedade e de distúrbios gástricos, além de ter efeito analgésico (DE A a Z…, 2020). O livro ainda aponta que “nos homens, a Damiana proporciona o mesmo tipo de efeito oferecido pela droga mais popular para disfunção erétil, “os azuizinhos”, porém sem os efeitos colaterais.” Enquanto “Nas mulheres, ela promove aumento de libido e intensifica o orgasmo” (DE A A Z…, 2020).
Esta espécie também é conhecida por outros sinônimos como por exemplo, T. afrodisiaca, no qual é um nome bastante encontrado como ingredientes em remédios fitoterápicos tradicionais usado como alternativa para o tratamento dos sintomas da menopausa, além de ajudar no equilíbrio da menstruação durante a puberdade, e muito utilizada para tratar doenças gastrointestinais (KUMAR et al., 2005). Kumar et al., (2005) Ainda acrescenta que ela tem sido utilizada por suas propriedades afrodisíacas, nos tratamentos de disfunções sexuais, dores de cabeça e diurético.
Marconato et al. (2019) realizou um estudo de fitoterápicos e compostos bioativos atuantes na fertilidade e infertilidade humana, e relatou que a T. aphrodisiaca nome popular atribuído a T. diffusa possui como ação o aumento da fertilidade de homens e mulheres e também aumenta o desejo sexual. Esta espécie também é citada como tônico, estimulante, afrodisíaco e diarreia. (CARNEIRO et al., 2014)
Boorhem e Lage (2009) apresenta um fitoterápico produzido pela farmacêutica Herba Turnera Difusae, cujo nome vulgar do medicamento é Damiana, utilizando a espécie T. diffusa. Este é usado de forma rasurado com a dosagem de 6 a 12 g, em indicações para Anti-séptica urinária, antiespasmódica, Anti bacteriana e contra indicado na gravidez e lactação, dosagens acima das recomendadas podem ser tóxica, também podem interferir com hipoglicemiantes e com absorção de ferro e outros minerais.
Turnera subulata
A T. subulata, também conhecida em algumas regiões como Chanana, tem sido citada no tratamento de doenças, o extrato de suas folhas é utilizado no tratamento de doenças crônicas como, diabetes, hipertensão e dores crônicas associadas a processos inflamatórios, tais como artrite e artrose, além de serem utilizadas como ação antitussígena e expectorante para crianças (AZEVEDO, 2019). Araújo e Lemos (2015) realizaram um estudo envolvendo o uso medicinal de algumas plantas em cidades de Piauí, entre elas destacaram a T. subulata, sendo apontada como a mais versátil na região, podendo ser aplicada no uso de infecções, inflamações nos rins e útero, além de coceiras e furúnculos. No Rio Grande do Norte, são utilizadas contra gripe, tumores e no tratamento de cortes, onde são utilizados raízes, flores e tintura, manipuladas no banho, maceração, infusão e compressas (ROQUE et al., 2010).
Segundo Gracioso et al. (2002) Após a análise fotoquímica observou-se que a chanana apresenta uma grande variação de flavonoides glicosilados, e segundo a medicina popular está combatendo úlceras duodenais, úlceras gástricas além de ser utilizadas como antipiréticas. T. subulata é utilizada na medicina tradicional para o tratamento de diferentes doenças, como diabetes, hipertensão, dor crônica e inflamação (BRITO et al., 2012)
Considerações Finais
O gênero Turnera possui muitos metabólitos secundários que são responsáveis por suas propriedades medicinais, sendo eles: flavonóides, alcalóides, taninos e compostos fenólicos, a presença destes compostos garante a eficácia do gênero no tratamento de uma série de patologias, sendo comprovada sua eficácia na medicina popular. Dentre as espécies do gênero encontradas na literatura que apresentam atividades que auxilia na cura de patologias destacam-se quatro, sendo elas: T. ulmifolia, T. diffusa, T. aphrodisiaca, e T. subulata estas apresentam dados e comprovação científica acerca de suas propriedades curativas, ademais deve-se estudar as outras espécies, pois há uma grande variedade da mesma chegando a compreender 140 táxons, em análise, pode-se observar que apenas minúscula parcela foi estudada quanto ao seu potencial de cura. É visível que esta pequena parcela estudada é responsável pelo tratamento de diversas doenças, porém, é necessário mais pesquisas acerca do uso medicinal deste gênero, uma vez que, há uma enorme diversidade de espécies, Dentre os documentos científicos encontrados, foi constatado que todas essas espécies listadas possui propriedades que podem contribuir muito para a medicina, e seu uso já vem sendo praticado de região para região aqui no Brasil, dentro da medicina tradicional e para composição de fitoterápicos. Se faz importante que mais estudos sejam realizados acerca destas espécies para ser aproveitado o seu uso na medicina de forma mais abrangente.
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1ORCID nº https://orcid.org/0000–0002–5204–0333, Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL, Campus de Arapiraca, BRASIL, Mestrando em Agricultura e Ambiente pela UFAL: E-mail: vitor4899@gmail.com;
2ORCID nº https://orcid.org/0000–0002–2981–6957, Professor da Universidade Federal de Alagoas – UFAL, Campus de Arapiraca; BRASIL, E-mail: andre.galvao@arapiraca.ufal.br;
3ORCID nº https://orcid.org/0000-0002-2834-1451, Professora do Instituto Federal de Alagoas – IFAL, Campus de Arapiraca; BRASIL, E-mail: catarina.mori@ifal.edu.br
4ORCID nº https://orcid.org/0000-0002-2661-0806, Professora da Universidade Federal de Alagoas – UFAL, Campus de Arapiraca; BRASIL, Doutoranda em Ciências da Educação da Christian Business School, Flórida, US. E-mail: danielafurtado@arapiraca.ufal.br
5ORCID nº https://orcid.org/0000-0002-9230-3409, Professor orientador da Christian Business School, Flórida, US. Doutor em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco; BRASIL, E-mail: gusmao.diogenes@gmail.com
