RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DO ENSINO FUNDAMENTAL II.

SUPERVISED INTERNSHIP REPORT ON EARLY CHILDHOOD EDUCATION AND ELEMENTARY EDUCATION II.

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202510122012


Luciana Américo dos Santos1; Co-autoras: Vilma de Araújo Pereira; Sebastiana Félix da Cruz Freitas; Josina Alves Martins Leite; Célia Leal de Souza; Luciana Castro Martins; Ana Caroline Pina de Souza; Gisele Mendes dos Santos2; Professor/orientador: Prof./Esp.: Ivone Andrea de Oliveira Dias3


RESUMO

O estágio realizado visa contribuir para o conhecimento do estagiário e também das crianças da Educação Infantil e no Ensino Fundamental, oportunizando assim aos dois se conhecerem adquirindo mutuamente o respeito e a individualidade, e as limitações de cada um, pois entendo que a educação infantil e o ensino fundamental são um direito de todos independente da etnia. Além disso, o projeto propõe ainda que a sociedade valoriza as diferenças individuais aprendendo a conviver com a diversidade humana através da compreensão e cooperação começando pela família para que assim alcancem os objetivos proposto com a função de formar cidadãos críticos e flexivos e atuantes em sua realidade.

Palavras Chaves: Criança. Respeito. Individualidade. Limitações. Conhecimento.

ABSTRACT

The internship aims to contribute to the knowledge of the intern and also of the children in Early Childhood Education and Elementary School, thus providing the opportunity for both to get to know each other and mutually acquire respect and individuality, as well as the limitations of each one, as I understand that early childhood education and elementary education are a right for everyone regardless of ethnicity. In addition, the project also proposes that society values individual differences by learning to live with human diversity through understanding and cooperation, starting with the family, so that the proposed objectives can be achieved with the function of forming critical, flexible and active citizens in their reality.

Key Words: Child. Respect. Individuality. Limitations. Knowledge.

1 – INTRODUÇÃO

O estágio nos dá à oportunidade de testar na prática, o aprendizado teórico que temos ao longo do curso. É hora de pôr em teste, os conhecimentos pedagógicos adquiridos e refletir sobre o que e como devemos melhorar. Portanto, nosso objetivo é o constante processo de aperfeiçoamento até chegar a um patamar aceitável onde possamos dizer que estamos prontos a assumir uma sala de aula. O Estágio Supervisionado é o primeiro contato que o aluno-professor tem com seu futuro campo de atuação. O estágio é o eixo central na formação de professores, pois é através dele que o profissional conhece os aspectos indispensáveis para a formação da construção da identidade e dos saberes do dia-a-dia.

O estágio surge como um processo fundamental na formação do aluno estagiário, pois é a forma de fazer a transição de aluno para professor. Este é um momento da formação em que o graduando pode vivenciar experiências, conhecendo melhor sua área de atuação, de tal modo que sua formação tornar-se-á mais significativa, produzindo discussões, possibilitando uma boa reflexão crítica, construindo a sua identidade e lançando um novo olhar sobre o ensino, a aprendizagem e a função do educador.

O relatório que segue resulta das visitas realizadas na Escola municipal Mário de Andrade, localizada na Cidade de Rondonópolis – MT, cujo objetivo foi o de observar à prática docente de educação infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental II, colocando as estagiárias frente às situações vividas em sala, compreendendo a forma como estão sendo desenvolvidas e sua relação com o contexto, bem como resgatar os conhecimentos das construções das práticas educativas.

No decorrer do estágio foram realizadas entrevistas, leituras e observações que permitiram a construção do relatório. As conclusões que ora apresentamos se constituem das nossas análises críticas e construtivas das vivências de aprendizagem e o redimensionamento da ação pedagógica nas salas de Educação Infantil e do Ensino Fundamental II.

O estágio foi realizado na Escola municipal Mário de Andrade, como cumprimento da disciplina do estágio de observação obrigatório supervisionada na educação infantil e no ensino fundamental II. Foi realizado pela discente Luciana Américo dos Santos. Tendo obtido como resultado a observação das atividades trabalhada onde o mesmo é um instrumento de direção produzido coletivamente levando em conta as crianças com objetivos e prioridades estabelecidas.

Assim contribuir para o conhecimento das crianças de educação infantil e do ensino fundamental, oportunizando assim as crianças o respeito e a individualidade, e as limitações de cada um, pois entendo que a educação infantil e o ensino fundamental são um direito de todos independente da etnia. Além disso, o projeto propõe ainda que a sociedade valoriza as diferenças individuais aprendendo a conviver com a diversidade humana através da compreensão e cooperação começando pela família para que assim alcancem os objetivos proposto com a função de formar cidadãos críticos e flexivos e atuantes em sua realidade.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

A questão do estágio supervisionado não esteve em discussão apenas no aspecto legal, mas tem sido também foco de inúmeras pesquisas acadêmicas. Castro (2002 apud Fiorentini, 2008) e Rocha (2005 apud Fiorentini, 2008) afirmam que as práticas de ensino e os estágios supervisionados representam uma instância importante e fundamental à formação do professor, sendo marcada por intensa e significativa aprendizagem profissional.

Fiorentini (2008) afirma que pesquisas sobre o estágio indicam que, se queremos formar professores capazes de produzir e avançar nos conhecimentos curriculares e de transformar a prática/cultura escolar, então é preciso que eles adquiram uma formação inicial que lhes proporcione uma sólida base teórico-científica relativa ao seu campo de atuação, que deve ser desenvolvida apoiada na reflexão e na investigação sobre a prática. Isso requer um tempo relativamente longo de estudo e o desenvolvimento de uma prática de socialização profissional e iniciação à docência acompanhada de muita reflexão e investigação, tendo a orientação ou supervisão de formadores-pesquisadores qualificados.

Sobre o termo formação inicial, Diniz Pereira (2007, p. 86), citando Lortie (1975), faz a seguinte observação:

O termo “formação inicial”, como se sabe, é criticado […] pelo fato dessa formação iniciar-se muito antes da entrada em um curso ou programa que se desenvolve em uma instituição de ensino superior. Como se sabe, a profissão docente é suis generis, pois, mesmo antes da sua escolha ou de seu exercício, o futuro profissional já conviveu aproximadamente 12.000 horas com “o professor” durante o seu percurso escolar.

Toda essa experiência anterior tem um impacto na construção de modelos e concepções do que seja “o professor”, “a aula”, ou do que seja “ensinar”. Segundo Wideen et al. (1998 apud Tardif, 2000), pesquisas produzidas em contextos educacionais bastante distintos do contexto educacional brasileiro mostram que os programas de “formação inicial”, mais especificamente os estágios e as práticas de ensino, não são capazes de mudar concepções prévias dos alunos, futuros professores, sobre ensino-aprendizagem e muito menos as suas práticas pedagógicas.

Por sua vez, Diniz Pereira (2007) afirma que na realidade brasileira os estágios supervisionados e as práticas de ensino ocupam espaços pouco prestigiados nos currículos: em geral, aparecem bastante tardiamente nesse percurso, alimentando a ideia de que chegou a hora de aplicar os conhecimentos aprendidos (ou supostamente aprendidos) por meio das disciplinas de conteúdo específico e/ou pedagógicos.

Fiorentini et al. (2002), ao fazer uma revisão do tipo estado da arte de 112 pesquisas brasileiras realizadas até 2002 sobre formação de professores, verificaram que os principais problemas detectados pelas primeiras pesquisas (décadas de 1970 e 1980) ainda continuam presentes nos programas recentes de licenciatura em matemática (anos de 1990 e início dos anos 2000). Esses problemas são:

desarticulação entre teoria e prática, entre formação específica e pedagógica e entre formação e realidade escolar; menor prestígio da licenciatura em relação ao bacharelado; ausência de estudos histórico- filosóficos e epistemológicos; predominância de uma abordagem técnico- formal das disciplinas específicas; falta de formação teórico-prática em Educação Matemática dos formadores. (idem, 2002, p. 154)

Parece razoável subentender que o mesmo ocorre também com as demais licenciaturas. Pimenta e Lima (2004) afirmam que a dissociação entre a teoria e a prática resulta em um empobrecimento das práticas nas escolas, evidenciando a necessidade de explicitar por que o estágio é teoria e prática. As autoras comentam ainda que a profissão do educador é uma prática social, é uma forma de intervir na realidade social, pois a atividade docente é ao mesmo tempo prática e ação.

Pimenta e Lima (2004) concluem que no estágio de cursos de formação de professores compete possibilitar que os futuros docentes compreendam a complexidade das práticas institucionais e das ações exercidas pelos profissionais como alternativa no preparo para a sua inserção profissional, mas isso só é conseguido se o estágio for uma preocupação, um eixo de todas as disciplinas do curso, que por sua vez devem contribuir para formar professores baseados na análise, na crítica e na proposição de novas maneiras de fazer educação, valorizando a prática profissional como momento de construção de conhecimento por meio do pensamento, da análise e da problematização dessa prática, atuando assim como um professor reflexivo ou professor pesquisador de sua prática.

3. O Professor

Tendo em vista a importância do papel do professor na vida dos alunos, já que estão ali para partilhar os conhecimentos adquiridos com seus alunos, verificando com atenção se os alunos estão atentos e dedicando sempre para criar um vínculo de respeito, confiança, e carinho com seus alunos. De forma que ele possa incentivar seus alunos a obter sua autonomia, sua individualidade, seu bem estar e suas potencialidades.

Os professores devem ser fontes de inspirações pois eles, Professores formam multiplicadores de seus conhecimentos, alunos engajados e com vontade de aprender, corajosos e sem medo de errar. Pessoas verdadeiramente confiantes e com a certeza de que são únicos e que, por isso, têm muito a compartilhar com a sociedade. Papel do professor: fazer parte dos momentos marcantes na vida de seus alunos, Educadores que realmente fazem a diferença se tornam inesquecíveis e viram parte permanente da memória afetiva de seus alunos.

3.1  O papel do professor

Ao estar à frente de seus alunos em uma sala de aula o professor possui um papel de mediador do conhecimento, facilitador da aprendizagem e guia emocional, enquanto que fora da sala de aula, ele se expande para a gestão do tempo, acompanhamento individual dos alunos, participação em projetos pedagógicos e na comunidade escolar.

Como professor e mediador de conhecimento ele não transmite apenas informações, mais também conhecimentos que busca promover uma reflexão do que decidir escolher sobre o futuro desse aluno quando crescer e estiver apto a trabalhar, pois é com ajuda do professor que os alunos começam a pensar e a escolher o que vai ser ou a carreira a seguir no futuro.

O professor passa ser um facilitador de aprendizagem, pois ele busca e adapta as estratégias de ensino de acordo com a necessidade dos seus alunos, aonde buscam criar um ambiente de aprendizagem propício ao desenvolvimento de suas habilidades cognitivas, emocionais e sociais.

O papel do professor muitas vezes vai além do ensinar, pois o professor também desempenha um papel de orientador emocional dos alunos onde os auxiliam com suas dificuldades e desafios. Tem que planejar, organizar aulas, preparar materiais corrigir e aplicar provas, ou seja, o professor tem um papel importante dentro e fora da sala de aula.

O professor ainda tem que participar da elaboração do projeto pedagógico da escola, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino, dos eventos e das atividades junto à comunidade escolar, promovendo a integração entre a escola e a comunidade. Além de estar atualizado sobre novas tecnologias e métodos de ensino, buscando sempre aprimorar suas práticas pedagógicas.

O papel do professor vai muito além de transformar vidas, essa transformação acontece já desde a educação infantil até os dias atuais, não importa a fase de sua vida, pois muitas vezes seus alunos a toma como exemplo para sua vida e para o futuro e possa também transformar vidas de futuros cidadãos.

3.2. O papel do estagiário

O papel do estagiário cabe não só observar, mais também auxiliar o professor quando necessário, já que analisamos seu trabalho e depois redigimos um relatório que deverá ser apresentado ao professor responsável/coordenador pelo estágio, lembrando que o papel do estagiário é conhecer o papel que o professor regente da sala desempenha e não o criticar, já que em breve estaremos em seu lugar como professor regente de sala.

O estágio de observação investiga a abordagem do professor e ainda tem a finalidade de analisar o projeto da escola investigada, tendo em vista a importância que dá a escola em contribuir quanto à efetivação de trabalho idealizado em busca de uma educação de qualidade e, sobretudo, de poder interferir na educação e na formação dos alunos. No entanto, a proposta é partir da realidade das crianças.

3.3 A Legislação Acerca Do Estágio Supervisionado

Ser professor no Brasil tem sido algo muito difícil, devido à falta de apoio, as escolas muitas vezes não têm condições salutares de abrigar alunos e profissionais da educação; os baixos salários; as amplas jornadas de trabalho; e o mau preparo docente etc. São vários os fatores que fazem com que os professores se sintam desvalorizados.

A luta para tentar reverter esse quadro, necessitam de algumas leis, pareceres e decretos com intuito de oferecer melhores condições para a atuação do docente, tanto durante a sua atuação como profissional habilitado, com destaque para a Lei do Piso Nacional do Professor (lei n. 11.738, de 16 de julho de 2008; Brasil, 2008a), que institui o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, quanto durante a sua formação em nível de graduação, com a Lei do Estágio (lei n. 11.788, de 25 de setembro de 2008; Brasil, 2008b), que dispõe sobre o estágio de estudantes, e o parecer n. 28/2001 (Brasil, 2002), que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de formação de professores da educação básica em nível superior..

Partiremos primeiramente da definição de estágio que a lei n. 11.788/2008 apresenta em seu artigo 1º: “Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular […]”, acrescentando em seus incisos que o estágio faz parte do projeto pedagógico do curso e visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho (Brasil, 2008b).

O parecer n. 28/2001 (Brasil, 2002) coloca um ponto-final na confusão entre as cargas horárias exigidas nas legislações anteriores para a prática de ensino e o estágio supervisionado. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) (lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996; Brasil, 1996) é clara em seu artigo 65, quando diz que:

“A formação docente, exceto para a educação superior, incluirá prática de ensino de, no mínimo, trezentas horas”.

Tendo isso em vista, o parecer n. 28/2001, em articulação com o novo paradigma das diretrizes, com as exigências legais e com o modelo de qualidade que deve existir nos cursos de licenciaturas, determina que sejam acrescentadas mais cem horas ao mínimo legal das já trezentas horas, para que se ampliem as possibilidades e aumente o tempo disponível para cada prática escolhida no projeto pedagógico do curso. “As trezentas horas são apenas o mínimo abaixo do qual não se consegue dar conta das exigências de qualidade. Assim torna-se procedente acrescentar ao tempo mínimo já estabelecido em lei (300 horas) mais um terço (1/3) desta carga, perfazendo um total de 400 horas” (Brasil, 2001b).

4. METODOLOGIA

A metodologia aplicada aqui é de pesquisa sendo realizada a revisão bibliográfica de caráter qualitativo e descritivo, que pesquisados livros, dissertações e artigos científicos, selecionados através de buscas junto as escolas as quais foram realizados os estágios.

5. DESENVOLVIMENTO

Atividades envolvendo:

  • Coordenação Motora grossa e fina;
  • Conceitos básicos: igual e diferente, baixo e alto etc.;
  • Noções de quantidade e números;
  • Leitura
  • Roda de conversa (interdisciplinaridade e transversalidade): os valores básicos necessários para a formação do indivíduo.

a) Observação e Interação.

Além de observar a professora interagi também com as crianças.

b) Entrevista com o responsável pelo processo ensino-aprendizagem na Escola.

Entrevistei a professora Regente da sala Professora, a mesma trabalha com projeto voltado para a educação infantil e o ensino fundamental II onde todas procuram realizar projetos para a realidade das crianças.

Plano de Aula.

DISCIPLINA: Matemática/Português

CONTEÚDOS: Resolução de problemas com as quatro operações, Leitura, Interpretação de texto, contação de histórias e brincadeiras de roda.

Ano (s): educação infantil e o 4º do ensino fundamental II.

Tempo estimado: 10 horas

Material necessário

Atividades xerocadas e papel sulfite, livros de histórias e brinquedos variados.

OBJETIVO ESPECIFICO

Desenvolver atitudes básicas de compreensão, identificando a ideia central explorando pormenores contidos no texto.

Interessar-se pela leitura e escrita como fontes de informação, aprendizagem, lazer e arte.

Desenvolver estratégias de compreensão e fluência na leitura.

Pedir esclarecimentos sobre assuntos tratados ou atividades propostas. Fazer intervenções coerentes com os temas tratados.

Avaliar a coerência das intervenções feitas por outros.

Apreciar o caráter de jogo intelectual da Matemática, reconhecendo-o como estímulo à resolução de problemas.

Analisar, interpretar, formular e resolver situações, problema compreendendo diferentes significados da adição, subtração, multiplicação e divisão.

Resolver as quatro operações a partir de jogos matemáticos.

Atividade: Uma história curiosa

O professor apresenta o texto abaixo fazendo a leitura do mesmo.

A aventura dos 35 camelos

Poucas horas havia que viajávamos sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registro, na qual meu companheiro Beremiz, com grande talento pôs em prática as suas habilidades de exímio algebrista.

Encontramos, perto de um antigo caravançará meio abandonado, três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos:

  • Não pode ser!
  • Isto é um roubo
  • Não aceito!

O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.

  • Somos irmãos esclareceu o mais velho – e recebemos, como herança, esses 35 camelos.

Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte e ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos e a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça parte e a nona partem de 35 também não são exatas?

  • É muito simples atalhou o homem que calculava encarrego-me de fazer, com justiça, essa divisão, se me permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que, em boa hora, aqui nos trouxe!
  • Não posso consentir em semelhante loucura! Como poderíamos concluir a viagem, se ficássemos sem o camelo? – Não te preocupes com o resultado, ó bagdali! Replicou-me, em voz baixa Beremiz. Sei muito bem o que estou fazendo. Cede-me teu camelo e verás no fim a que conclusão quer chegar. Tal foi o tom de segurança com que ele falou que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal, que, imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos entre os três herdeiros. – Vou, meus amigos disse-lhe ele, fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora, como vê em, em número de 36. E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
  • Deveria receber meu amigo, a metade de 35, isto. É 17 e meio. Receberás a metade de 36 e, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saístes ganhando com esta divisão!

E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:

  • E tu, Hamed Namir, deverias receber um terço de 35, isto é, 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é, 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação. E disse, por fim, ao mais moço: – E tu, jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai deveria receber uma nona parte de 35, isto é, 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado! E concluiu com a maior segurança e serenidade: – Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir partilha em que todos saíram lucrando couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (16+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois. Um pertence, como sabem, ao bagdali, meu amigo e companheiro; outro toca por direito a mim, por ter resolvido, a contento de todos os complicados problemas da herança!

Sois inteligentes, ó Estrangeiro! Exclamou o mais velho dos três irmãos.

Aceitamos vossa partilha na certeza de que foi feita com justiça e equidade!

E o astucioso Beremiz o Homem que Calculava tomou logo posse de um dos mais belos “jamales” do grupo e disse-me entregando-me pela rédea o animal que me pertencia:

1- Poderá agora, meu amigo, continuar a viagem no teu camelo manso e seguro!

Tenho outro especialmente para mim! E continuamos nossa jornada para Bagdá.

2- Após a leitura, o professor propõe uma discussão sobre a forma como foi resolvido o problema da divisão dos 35 camelos entre os 3 irmãos.

3- Em seguida, o professor propõe que, coletivamente, tentem resolver, matematicamente, o problema dos 35 camelos.

4- O professor comenta, com a turma, que é hora de voltar à realidade da sala e conferir como andam na realização de algumas operações. Para isso apresentam, um a um, os desafios abaixo propondo a resolução de cada um deles:

Pense rápido e faça as operações indicadas no jogo no tempo marcado pelo professor.

Um participante embaralha as cartas do baralho e sem proceder nenhum corte distribuirá três cartas de maneira fechada para cada jogador, inclusive para si próprio, a começar pelo primeiro jogador à sua esquerda.

O restante das cartas deverá ficar no centro da mesa.

Os jogadores não poderão mostrar suas cartas para os demais jogadores. Um participante abre uma carta das que estão no centro da mesa.

Cada um dos jogadores, após olharem suas cartas verificam se elas e mais a que foi aberta na mesa somam 21 pontos.

Caso isso aconteça, as cartas usadas para fazer os 21 pontos deverão ficar ao lado do jogador.

Outras cartas deverão ser distribuídas aos jogadores e mais uma aberta na mesa. Todas as vezes que alguém fizer os 21 pontos as cartas usadas devem ficar ao lado do jogador que conseguiu os pontos.

O jogo continuará assim até que todas as cartas do baralho tenham sido distribuídas. Ganha o jogo que fizer mais vezes os 21 pontos.

5- Em seguida o professor questiona se as regras estão todas compreendidas e propõe que o grupo jogue o 21.

6- Após algum tempo, o professor propõe que a turma faça uma análise do jogo e o que puderam aprender com ele.

6.  CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desafio é buscar por meio deste estágio experiência para que possa ser exercido dentro da sala de aula, busca-se por meio de projetos, desenvolver tanto a cidadania, como a gestão democrática no processo educacional. Acredito que a construção e reconstrução de uma escola passam pelo Projeto Político Pedagógico, quando há um comprometimento de todos os profissionais da unidade de ensino essa reconstrução e construção fortalece a gestão democrática da escola. Portanto o meu estágio faz parte desta construção democrática do ensino tanto fora quanto dentro do espaço escolar.

Para alcançar este objetivo é preciso que a sociedade, em todas as suas relações de poder, promova a busca da democracia, do trabalho coletivo e da construção de pilares fortemente idealizados dentro do espaço escolar. Este é o futuro de toda nação. É preciso que os pais estejam engajados na busca de uma educação tecnológica do novo milênio e que tenham suas vidas introduzidas ao mundo tecnológico com melhor e maior conhecimento, informatizado, sem perder o caráter lúdico da vida para que a criança possa expandir suas forças normal e naturalmente e crescer segura e confiante.

O estágio de observação objetiva investigar a abordagem do professor e ainda tem a finalidade de analisar o projeto da escola investigada, tendo em vista a importância que dá a escola em contribuir quanto à efetivação de trabalho idealizado em busca de uma educação de qualidade e, sobretudo, de poder interferir na educação e na formação dos alunos. No entanto, a proposta é partir da realidade das crianças.

É preciso que as escolas redefinam seus objetivos, metas e ações para interagir no processo de reconstrução de um novo cidadão desafiador, um líder, alguém muito consciente que se preocupe com ela e a faça pensar, tomar consciência de si e da realidade e esforçar-se na busca dos conhecimentos. Alguém que seja capaz de dar-lhe as mãos e ser parceiro na construção de uma nova história e de uma sociedade. Sugiro que haja uma política de educação inclusiva que considere as necessidades diversificadas de todos os alunos como: currículo apropriado, mudanças organizacionais e metodologia de ensino, programas de capacitação de professores.

Verificam-se a necessidade de trabalhar na escola, a seu Projeto Político pedagógico e a importância de tê-lo atualizado sempre envolvendo de forma gradual a participação de toda equipe escolar, comunidade e alunos, acreditamos que este projeto resgatará o trabalho de formação humana desempenhado pela escola. A prática em sala de aula nos leva a refletir como será nosso dia-a-dia sendo professor.

Enquanto estamos estudando apenas as teorias, não temo ideia do que é estar frente uma classe. Onde cada uma dessas crianças tem sua peculiaridade. E o professor deve estar preparado e atento, sempre refletindo sobre sua prática educativa.

A experiência vivida através da prática em sala de aula me mostrou claramente o que significa ser professor. Portanto, é no estágio prático em sala de aula, que o futuro professor tem a oportunidade de se aperfeiçoar, para exercer com êxito sua futura profissão. “A primeira concepção que deve nortear o papel do professor é: ‘aprender e ensinar’ e ‘ensinar e aprender’. Ambas constituem um processo dinâmico, onde um não existe sem o outro. Ensinar pressupõe um aprendizado”.

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            . Parecer CNE/CP n. 28/2001, de 2 de outubro de 2001. Dá nova redação ao parecer n. CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de formação de professores da educação básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 jan. 2002. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/028.pdf>. Acesso em: 15 junho. 2025.

            . Lei n. 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes […] e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 set. 2008. [2008b]. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 2010/2008/lei/l11788.

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1 Autora do artigo. Docente de Educação Infantil. luciana805080@gmail.com
2 Professor/orientador. Professora/ especialista em Letras Esp. Planejamento Educacional e Gestão Escolar