RELAÇÃO FAMÍLIA/ESCOLA: DIFICULDADES PARA QUE ACONTEÇA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA AOS EDUCANDOS DA TURMA DO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DA ESCOLA MUNICIPAL ELIANA PACHECO SOCORRO BRAGA NO MUNICÍPIO DE MANAUS, ESTADO DO AMAZONAS, BRASIL NO PERÍODO 2020-2021¹

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202509242204


Edinelma Marinho Da Conceição2


Resumo: Esta investigação se propôs em analisar a relação escola e família, com suas implicações no processo de ensino e aprendizagem do 3º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Eliana Pacheco Socorro Braga no município de Manaus, Estado do Amazonas, Brasil no período 2020-2021. Com isso investigou-se o problema: qual a dificuldade das famílias para o acompanhamento escolar dos alunos supracitados? Para responder ao questionamento central esta pesquisa teve o seguinte analisou a dificuldade das famílias para o acompanhamento escolar dos alunos, da turma do 3º ano da Escola Eliana Pacheco. A metodologia da pesquisa bibliográfica em livros e artigos científicos que tratam do tema com destaque para os estudos de Cardoso (2004); Fonseca (2013); Freire (2003); Lima e Schallenberger (2016); e, Neto e Almeida (2010), além de uma pesquisa de campo que fez a oitiva de 50 sujeitos, sendo 10 professores e 40 pais de alunos com aplicação de questionários com questões abertas e fechadas que inferem sobre o problema estudado. Conclui-se que quando o aluno percebe que sua família estar presente na escola o que o motiva e melhora seu desempenho.

Palavras-chave: Família. Escola. Afetividade

Abstract: This research aimed to analyze the relationship between school and family, with its implications for the teaching and learning process of the 3rd year of Elementary School at the Eliana Pacheco Socorro Braga Municipal School in the municipality of Manaus, State of Amazonas, Brazil, in the period 2020-2021. Thus, the problem was investigated: what is the difficulty of families in monitoring the school performance of the aforementioned students? To answer the central question, this research analyzed the difficulties of families in monitoring the school performance of students in the 3rd grade class at Eliana Pacheco School. The methodology of bibliographic research in books and scientific articles that deal with the subject, with emphasis on the studies of Cardoso (2004); Fonseca (2013); Freire (2003); Lima and Schallenberger (2016); and, Neto and Almeida (2010), in addition to a field research that listened to 50 subjects, 10 teachers and 40 parents of students with the application of questionnaires with open and closed questions that infer about the problem studied. It is concluded that when the student realizes that his family is present at school, what motivates him and improves his performance.

Keywords: Family. School. Affection

Introdução

A ideia diretriz do trabalho de “Relação Escola e Família” foi realizar uma pesquisa de caráter bibliográfica/campo explicativa, que apresente as relações interativas no ambiente escolar, a fim de ser um modelo de intervenção com necessária participação da família no processo escolar. Neste sentido, o presente estudo trata de uma questão crucial na sociedade atual, no qual a corrida desesperada pelo aumento na renda familiar, pela estabilidade no emprego, pelo último grau de capacitação, transformou as relações familiares e, em contrapartida a participação desta na escola. Assim, desencadeou-se um relativismo nas relações humanas, obscurecendo algumas práticas essenciais entre escola e família e entre alunos/escolas e filhos e pais.

Tais mudanças tiraram dos pais uma participação e um acompanhamento da vida dos filhos. Tem-se percebido a inversão que está acontecendo na hierarquia das necessidades humanas, na qual o diálogo, participação e exemplo, cedem lugar à ausência no processo escolar, excesso de liberdade e indiferença.

A escola e sua missão só encontram amparo na vida quando os pais forem coerentes com a educação formal dos filhos. Diante de qualquer desafio educacional, a escola precisa propor novos meios. No entanto, a missão de cada uma não pode ser transferida para outra. A família tem seu papel e a escola a mesma coisa. Da interação de suas missões e que se processa a educação. Ao se abordar o tema, tenta-se compreender a função de cada um, seus encontros e desencontros e, fundamentalmente se cada um estiver estar cumprindo o seu papel para que se evite muitos problemas, dentre eles a indisciplina escolar e, razão deste estudo, a relação escola e família, além, evidentemente de suas formas de interação, uma vez que a vida acadêmica possibilita problematizar e buscar respostas.

Assim, pretende-se contextualizar a experiência de pesquisadores consagrados no trato com a questão. Nesse sentido, com base na teoria pode ser servir de sustentáculo para a vida profissional a partir de então, justamente por representar a síntese dos conhecimentos adquiridos no decorrer do curso. Apesar das reformas no ensino, das pesquisas sobre o comportamento humano, continuam existindo jovens que entram e saem das escolas marcados por inconstâncias familiares repercutindo diariamente na sua vida. A escola deve estar cada vez mais preparada para viver as tensões que se configuram no seu espaço. Ela deve também, avaliar seus recursos e métodos para garantir a qualidade do seu ensino e responder a sua função social.

O presente estudo tratará de uma questão crucial na sociedade atual, no qual a corrida desesperada pelo aumento na renda familiar, pela estabilidade no emprego, pelo último grau de capacitação, transformou as relações familiares e, em contrapartida a participação desta na escola. Assim, desencadeou-se um relativismo nas relações humanas, obscurecendo algumas práticas essenciais entre escola e família e entre alunos/escolas e filhos e pais. Tais mudanças tiraram dos pais uma participação e um acompanhamento da vida dos filhos. Deve-se observar que os professores são agentes nesse processo de aprendizagem, que os pais na sua grande maioria têm baixa escolaridades, com isso não dão à educação dos seus filhos a devida importância, mas isso não pode ser motivo para que eles não lutem, e juntamente com a escola promover aos educandos uma aprendizagem que levem aos estudantes mais compromisso.

Esta investigação partiu da seguinte pergunta central: Qual a dificuldade das famílias para o acompanhamento escolar dos alunos, da turma do 3º ano da Escola Municipal Eliana Socorro Pacheco Braga no município de Manaus, Estado do Amazonas, Brasil no período 20202012? E para chegar a uma resposta está se propôs em analisar a dificuldade das famílias para o acompanhamento escolar dos alunos, da turma do 3º ano da Escola Eliana Pacheco Braga.

HISTÓRICO DA FAMÍLIA NO BRASIL

A família antecede ao Estado e toda evolução social parte dela, ascendentemente, na linha histórica, a começar pela família, desenvolvem-se as seguintes: Clã, Tribo, Nação, Estado. No Brasil, já nasce num clima sociológico pelo qual além do “equinócio não havia pecado” Assim naqueles tempos muitos valores morais são menos sólidos quando certas licenciosidades do Chefe da Família facultavam o mancebamento com índias e africanas, que se constituíram trocos básicos, independente de cor e de classe social (LÓPEZ, 2014, p. 21).

Alinhavam-se as uniões ilícitas suscitando ao brasileiro certa infidelidade que se tornou proverbial: o homem, e só ele, podia prevaricar! O adultério era, num certo sentido, um traço de masculinidade! Dava-se o pleno curso à mestiçagem nos cubículos das senzalas enquanto na Casa Grande as legítimas esposas e as filhas se entregavam ao ócio de certo puritanismo, inteiramente submissas à autoridade domarido e pai, alienadas de qualquer participação na vida econômica e profissional entre espessas paredes. Eram as circunstâncias da época! Ciclo aventureiro e sentimental. Santos (2014, p. 167), observam alguns aspectos históricos da constituição da família brasileira:

Nos primeiros tempos de nossa civilização havia falta de mulheres para se constituírem esposas legítimas dos colonizadores a ponto de o Padre. Manuel de a Nóbrega reclamar, por carta, a vinda de órfãs e jovens que desejassem esposá-los. Depois, consola-se o núcleo familiar com o comadrio e os parentescos. As cartas régias dão terras e títulos de nobreza. Estende-se a Família da Casa Grande incorporando grandes latifúndios, quando então, desenvolve-se o mercado de escravos.

Neste contexto histórico, as capitanias prósperas foram o eixo familiar mais característico. Segundo Santos (2014), Duarte Coelho, em 1534, chegou a Pernambuco, com mulher, filhos e cunhados. Era a família regular, convencional, que se tornou o modelo das famílias brasileiras, sendo o paternalismo o traço dominante da sociedade familiar. A sociedade era rural, por excelência.

O pater famílias era o seu ponto alto: o domínio do homem – do pai, do marido, do patriarca- tornou-se destacado, e, em torno dele, se desenrolaram as atividades sociais. A mulher, salvo, raras e históricas exceções, não participava das atividades econômicas. Muitas vezes nem escolha marido. Cuidava dos filhos, não recebia visitas, pois vivia em quase completa reclusão, inacessível aos olhos dos visitantes. Só aos poucos a situação foi mudando no decorrer dos séculos. Somente quando se desenvolve a ida urbana, e isto já nos fins do século XIX, é que a transformação se acelera, impondo grandes mudanças na estrutura familiar (LÓPEZ, 2014).

Santos (2014) informa que a organização da família e o casamento no regime patriarcal eram marcados substancialmente por interesses próprios; relacionava-se às próprias estruturas da economia regional ou às condições de manutenção de um novo lar. Daí o desdobramento de prioridades por casamentos, através do dote paterno. De outro, para evitar tais desdobramentos provocavam-se casamentos endogâmicos, muito comuns nos primeiros tempos: a escola se fazia dentro da própria família, sobretudo entre os primos do primeiro grau.

Com o alargamento da sociedade brasileira, a quebra dos padrões patriarcais, a introdução dos grupos imigrados do século XIX, o panorama começou a transformar-se; e já em nossos dias, o casamento Inter ético apresenta-se em níveis bem expressivos, misturando agora, através de elementos humanos, o desenvolvimento do processo da mestiçagem. Fator principal dessas transformações foi o desenvolvimento urbano que intensificou os contatos sociais, aprofundando-se o processo de mestiçagem, e não apenas o de transculturação (PINHO, 2015).

Em sua constituição ao longo dos tempos, a família brasileira sofreu as influências dos seguintes fenômenos sociais Segundo Santos (2014, p. 168): a) urbanização (o fenômeno da massificação); b) desenvolvimento econômico irregular dos grupos familiares com disparidades; c) perda gradativa do poder paterno; d) crescimento populacional. Naturalmente, considerada a maioria desses fatores negativamente à finalidade da família (formadora de pessoas, educada na fé, promotora do desenvolvimento) – lar – termos que admitir a necessidade de uma decisiva atuação de todos os nós, no sentido de oferecer segurança, permitindo-se, à família, o seu desempenho como célula de virtudes individuais e sociais (PINHO, 2015).

Assim, faz-se senhor tornar mais humana a vida das grandes cidades e cercá-las de cuidados para que a educação se realize em termos de valorização da pessoa humana e a comunicação social se revistam de bens espirituais, destacando-se o aspecto metafísico da comunicação e não apenas seus aspectos psicológicos e sociais. Também, o bem-estar deve estender-se à grande maioria, se evidenciado constrangedoras situações de desesperanças e de injustiça social. A marginalização social é o melhor caldo para todas as formas de patologia social (LÓPEZ, 2014).

Segundo Goldani (2006, p, 1-2).

O Brasil inicia os anos 1990 com o persistente desafio de combater a inflação e redefinir o papel do Estado na economia, tratando de minimizar o papel do Estado da economia, tratando de minimizar a situação alarmante da crescente miséria e pobreza de sua população. O processo de reestruturação que vive o país nos inícios dos anos 90 remete à década anterior, quando, em um quadro de conjuntura internacional adversa, o modelo econômico brasileiro dependente se esgotou e teve início um dos períodos mais recessivos da história do país.

Esse momento tem profunda influência na constituição da família brasileira, pois, provocaram modificações essenciais que ocorreram no plano das práticas, que, por sua vez, repercutiram no plano dos valores e paulatinamente foram mudando as representações de família na sociedade brasileira (SANTOS, 2014).

FAMÍLIA NA CONTEPORANEIDADE: O processo de moderdenização da família 

Intrinsecamente ligada à estrutura social e constituindo um dos elementos primordiais e decisivos de sua formação, está certamente a família. É a forma mais simples, não da sociedade, mas da articulação do indivíduo na sociedade. Mesmo na sociedade contemporânea, em processo de mudança acelerada, a família conserva quatro grandes funções: procriação, a de educação e treinamento social da prole, a ecóica e a emocional.

O modo pelo qual a família se desempenha destas funções varia segundo seu próprio tipo, mas, de qualquer modo, ela se incumbe das mesmas tarefas. Dentro do mesmo quadro, cumpre destacar outras tantas características fundamentais: a família tende a diminuir as dimensões, principalmente nos meios urbanos; a família vem perdendo a estabilidade; a família sofre interferência cada vez maior do Estado que lhe atribui funções antes desempenhadas pela própria família; e, finalmente, a emancipação cada vez mais crescente da mulher (CARDOSO, 2004).

Com relação à estabilidade, é notório essa perda, principalmente em função dos problemas socioeconômicos da nação, como aponta Cardoso (2004, p. 45): “a família brasileira tem perdido, ao longo de sua história a estabilidade, em função da completa desestruturação dos aparelhos do Estado, principalmente educação e saúde”. Com referência a interferência cada vez maior do Estado que lhe atribui funções antes desempenhadas pela própria família, pode dizer que, o Estado assistencialista estabelecido no Brasil, passou a ocupar um lugar que era exclusivo da família. Finalmente, quanto à emancipação cada vez mais crescente da mulher. Goldani (2006) demonstra com clareza este aspecto, que continua em profunda evolução na sociedade atual, embora as mulheres ainda não gozem dos mesmos privilégios dos homens:

A proporção das unidades domésticas brasileiras com chefes mulheres praticamente dobrou, de 10,7% para 20%, entre 1960 e 1989. A distribuição das mulheres chefes de domicílios por status matrimonial6 mostra que, no total predominavam as viúvas, as solteiras e as divorciadas, nesta ordem, tanto em 1970 como em 1980. Chama a atenção, no entanto, que neste período os incrementos maiores das famílias com chefes mulheres tenham ocorrido entre as mulheres solteiras, seguidas das divorciadas e viúvas (GOLDANI, 2006, p. 4).

Assim, em um primeiro momento ocorreu à separação da sexualidade e da reprodução: o número de filhos começa a ser previsto ou planejado. Num segundo momento a reprodução dissociou-se de casamento — não há mais filhos ilegítimos. Num terceiro momento, a sexualidade dissociou-se do casamento, reconhecendo-se direitos às uniões consensuais. São estas as três grandes transformações. A grande transformação é que hoje, no nível dos valores, do consenso, este modelo é considerado obsoleto (SANTOS, 2014). O termo família remetenos a idéia de ‘base de tudo’ na sociedade, ou seja, é em torno dela que inicialmente a vida se estrutura. Essa ideologia frequentemente pressupõe sinônimos de afeto, proteção e pertencimento (LÓPEZ, 2014).

No entanto, observa-se que nos últimos tempos a família vem sendo desmitificada como espaço seguro e protetor para as crianças, diante das constantes denúncias de violências que ocorrem em seu seio (PINHO, 2015). Na dinâmica das relações sociais na contemporaneidade, o debate sobre a crise da família no Ocidente, foi propiciado pelos efeitos da generalizada aceitação social do divórcio, do declínio da instituição do casamento e da baixa taxa de fecundidade (CARDOSO, 2004). Esses acontecimentos tanto indicaram a compreensão de que se delineara o enfraquecimento da família, quanto sugeriram a análise do surgimento de novos modelos familiares que serão abordados nesse trabalho (GOLDANI, 2006).

Entretanto, é notório que existem vários fatores que devem ser levados em consideração para o desmonte estrutural do núcleo familiar. Segundo dados d de Goldani (2006), as famílias se apresentam cada vez menores, e que é crescente o número de famílias chefiadas por mulheres, além da inserção da mulher no mercado de trabalho, o que conseqüentemente leva as crianças há passarem mais tempo sem a presença dos pais, tornando-se emergente que estas famílias encontrem novos meios para criação de seus filhos. Sendo assim percebe-se que, as dinâmicas dos papéis parentais e de gênero na sociedade vão se metamorfoseando. Complementando sua análise sobre a questão, Goldani (2006, p. 5), discorre de forma bastante objetiva sobre a questão da formação de uma nova característica das famílias no Brasil:

Como um fenômeno crescentemente urbano, as unidades domésticas com chefes mulheres têm sua representatividade aumentada em 18% no total do país e de 33% nas áreas metropolitanas, no período 1978/86. As diferenças regionais mostram que é nas áreas metropolitanas da região mais pobre do país, Nordeste, que mais aumenta a participação de mulheres chefes de família. Assim, em Fortaleza aumentou em cerca de 31%, em Salvador 26% e em Recife 20%. Nas áreas metropolitanas do Sudeste, a chefia feminina aumentou em cerca de 33% no Rio de Janeiro, 25% em São Paulo e 18% em Belo Horizonte. Já no Sul, tanto Curitiba como Porto Alegre tiveram um aumento de cerca de 25% nas famílias com chefes mulheres, ficando Belém, no Norte do país, com o menor crescimento, 15% no período 1978/1987.

Nesta perspectiva verifica-se também, o que nas relações entre os sexos e as gerações, tais como: controle mais intenso da natalidade, autonomia relativa da sexualidade referente à esfera conjugal (posto que o exercício da atividade sexual deixe de estar circunscrito à esfera do matrimônio), questionamento da autoridade paternal, atenção ao desenvolvimento das necessidades infantis, dos idosos, entre outros (SANTOS, 2014). Concernente a vertente no campo conjugal, Singly (2007), em sua obra: A Sociologia da família contemporânea faz menção à questão da individualidade nas relações familiares no contexto da França. 

O autor estabelece as associações entre as mudanças da modernidade e seus efeitos na família. Ele focaliza os comportamentos interpessoais no âmbito conjugal, procurando demonstrar que nas sociedades contemporâneas ocidentais, os indivíduos não se parecem com aqueles das gerações precedentes, devido ao surgimento do indivíduo original e autônomo, resultante da imposição dessas sociedades, as quais fazem vigorar razões tanto ideológicas quanto objetivas.

Nessa perspectiva o autor enfatiza que a procura de si não traduz primordialmente o narcisismo, mas sim requer contrariamente o destaque do olhar dos outros. Para oeste autor, a dimensão relacional presente no processo constitutivo da identidade pessoal dos indivíduos em que os outros significativos são em geral e prioritariamente o cônjuge ou o parceiro para um homem ou uma mulher, os pais para os filhos e assim sucessivamente. Singly (2006) compõe sua obra em três partes. Na primeira mente o autor visa elucidar a família contemporânea, demonstrando sua dependência em relação ao estado (parte I), sua independência em relação ao Estado (parte II) e a família (parte III).

Os argumentos apresentados em seu desenrolar examinam algumas características: a família contemporânea e relacional, privada e pública, e individualista e precisa de horizonte intergeracional-eixos norteadores através dos quais explicita suas ideias (SANTOS, 2014). Essa característica referente ao duplo movimento da família contemporânea de ser privada e, ao mesmo tempo publica destacada pelo autor, que apreende a família como um espaço no qual os indivíduos acreditam proteger a sua individualidade e ao tempo em que sofrem intervenção do estado mediante o apoio e a regulação sobre as relações dos seus componentes – como exemplo, refere-se à criação de leis que objetivam limitar o direito da punição paternal (LÓPEZ, 2014).

A INTERAÇÃO ESCOLA X FAMÍLIA

Uma educação de qualidade depende fundamentalmente da participação da família. Essa não é o ponto de partida para a educação de seus filhos, pois, quando este chega à escola já possui elementos substanciais em sua formação individual. Para López (2014, p. 82): “A eficácia da educação escolar depende do grau de implicação, enfim, do grau de participação dos pais”. O mesmo autor confirma com extrema clareza didática seu pensamento: “Além disso, não é possível enfrentar seriamente um tema de educação sem que as duas mais importantes instituições educacionais da sociedade atual, a família e a escola unam esforços em busca de objetivos e estratégias comuns” (LÓPEZ, 2014, p. 8).

Neste sentido, conforme indica o pensamento do autor, a participação da família na escola é de suma importância, pois ao contrário, os resultados serão pífios. Sobre essa educação se faz necessária a participação dos pais na vida escolar dos filhos para que o processo educacional seja de maior qualidade e as duas partes envolvidas não percam nenhuma oportunidade de estarem presentes no desenvolvimento de seus filhos. Concordando com López, Mendes (2016, p. 78) é categórico sobre a questão:

A criança, por sua vez, deve perceber concretamente que existe uma ligação muito grande entre as duas, escola e família, a ponto de cobrar-lhes coisas iguais como: responsabilidade, organização, respeito ao outro, acompanhamento. Geralmente, os pais pensam que a escola é lugar apenas do conteúdo e da avaliação, que lá se desenvolve apenas o lado intelectual. O que pouco se considera é que a escola também é lugar de convivência humana e, portanto, as crianças devem perceber que seus pais respeitam e estimam os professores e os professores por sua vez verbalizam esse respeito aos pais das crianças. Por conseguinte, os pais não devem abdicar das suas exigências para com os professores e viceversa, porém os pais precisam expressar a sua confiança na escola e nos seus profissionais. Quando isso não acontece por parte da família, a sociedade leva a culpa, especificamente a escola, pois na visão dos pais ela não coloca mais “os alunos nos eixos”. Ou seja, a escola é pressionada pela família para impor normas e regras que cabem as famílias.

O autor enfatiza que a participação da família é fundamental no processo educativo, mas ressalta que, em função de outras obrigações, pedem socorro à escola, porém, de modo errado, por que transferem à mesma, suas responsabilidades, principalmente por que se observa que a relação entre pais e filhos mudou bastante, bem mais racional do que de afeto, o que em uma avaliação mais rigorosa, torna a relação negativa.

O amor não se mede pelo cumprimento de responsabilidade, mas sim, pelo completo comprometimento afetivo e de transferência de valores substanciais (MENDES, 2016), Campos (2015, p. 3) informa que: “nessa busca por culpados, a escola é vista como inimiga quando deveria ocupar o lugar de aliada na busca de reintegração da criança e do adolescente no meio familiar e social”.

Connel (2015, p. 74),37 diz que:

A organização social que se instala na família e na escola se dá de acordo com as características de seus membros envolvendo tensões do cotidiano e anseios pessoais. A partir dessa observação, considera-se a diferença comportamental como fator marcante nas relações humanas que, numa dinâmica de vários sujeitos, portanto vários interesses vive um processo conflitivo de busca e conhecimento. A família é aquilo que seus membros fazem, pratica constantemente, contínua e mutável e, à medida que as crianças vão para a escola e por meio dela, esta prática é reorganizada em torno de seu aprendizado.

É importante ressaltar que o ambiente interno da família é de conflito, pois, apesar de fazerem parte do mesmo núcleo, cada participante tem o seu caráter e personalidade própria. No entanto, todos falam de direitos, mas nem todos cumprem seus deveres o que causa atritos e discordâncias contínuas. Desta forma, esses conflitos podem ser modificados com a chegada à escola que, de forma simples passa a influenciar os interesses dos filhos e dos pais acrescentando um elemento novo a esse convívio que será o desenvolvimento intelectual.

Para Campos (2015, p. 5):

Esta não viverá apenas a educação doméstica, mas estará iniciando a sua progressão científica no mundo através da escola. Sabe-se, contudo, que o primeiro olhar que a família tem da escola é utilitarista por imaginar que, ali, está se garantindo a capacitação, o emprego e a rentabilidade no futuro dos filhos e não se veem essas etapas como conseqüência de um estudante pleno, responsável, consciente e autônomo.

Connel (2015, p. 88) fortalece esse posicionamento: “a estratégia pragmática emerge de tentativas da família em usar a escola para garantir o ingresso na extremidade superior da pirâmide do mercado de trabalho”. Soares (2010, p. 68), concorda com o autor supracitado e, observa:

Embora a entrada na vida escolar interfira positivamente na reorganização familiar, dificilmente os pais têm claro o papel humanizador da escola que para sua plena realização precisa da família como reforçadora e, até mesmo, iniciadora de gestos e ações solidárias. Diante disso, se estabelece um grande desafio para as instituições de ensino: ou está convicta em manter seu compromisso com a educação que primeiramente valoriza a subjetividade humana e amplia suas possibilidades ou tenta agradar a sociedade formatando o aluno para a competência na vida profissional. Assim, de acordo com a proposta de cada escola, tem-se confirmado a sua vulnerabilidade a “tendências educacionais” ou o seu compromisso com a construção de relações autênticas e maduras em meio ao processo ensinoaprendizagem. Diante disso, sabe-se que o contexto familiar influencia a organização escolar.

Dentro deste contexto Connel (2015, p. 74) observa: “a organização da escola varia com os tipos de famílias ao seu redor e a natureza de suas práticas coletivas. Entretanto, a escola precisa de ações e fundamentos que lhe orientem e definam sua natureza própria”. Assim, é necessário estabelecer a diferença entre os papéis da família e da escola dentro dos aspectos formacionais do ser humano. Porém, uma vez que a escola é considerada um complemento da educação familiar, é importante que esta, enquanto instituição formadora, reúne conteúdos e produza conhecimentos que inevitavelmente passam pelo ensinar e transmitir (SOARES, 2010).

Logo, no espaço escolar existe intencionalidade no processo de aprendizagem e, em vista disso, planeja-se e se buscam estratégias e métodos. No entanto, deve-se considerar que no âmbito familiar, os modos de ensino e aprendizagem são informais e não obedecem nenhum modelo continuado. O papel da família está concretizado em seu cotidiano com suas relações de confiança e segurança ou em suas profundas contradições e rivalidade.

O aluno na condição de ser humano não forma seus valores somente na escola, pois, não vive exclusivamente nela. Sabe-se que a escola tem muito a fazer, mas, que não depende unicamente dela, e sim da co-participação dos pais que por sua vez acham que fazem muito em matricular seus filhos e esquecem do essencial, que é o comportamento.

PERCURSO METODOLÓGICO 

A Escola Municipal Eliana Pacheco Socorro Braga se localiza Rua F, R. O, nº 35 – Jorge Teixeira, no município de Manaus, estado do Amazonas, Brasil é uma escola que possui um total de 635 alunos. O tipo de pesquisa foi da pesquisa quali-quantitativa que envolve coletar e analisar dados numéricos para entender conceitos, opiniões ou experiências. Pode ser usado para reunir insights aprofundados sobre um problema ou gerar novas ideias para pesquisa. A população da pesquisa foi composta por todos os professores da Escola Municipal Eliana

Pacheco Socorro Braga e todos os pais dos 635 alunos. A amostra foi a aleatória simples, que por definição de Vergara (2005) é uma técnica de amostragem em que cada item na população tem uma chance e probabilidade uniforme de ser selecionado na amostra. Aqui, a seleção de itens depende inteiramente da sorte ou probabilidade e, portanto, essa técnica de amostragem às vezes também é conhecida como um método de sorte.

Os dados foram coletados por intermédio de dois Questionários (um para os pais outro para os professores) com perguntas do tipo abertas e fechada específicas e gerais, com questões pertinentes ao assunto abordado aos professores de ensino fundamental. A partir das respostas obtidas os dados serão tabulados para se obtiver os resultados da pesquisa em questão. Os dados serão coletados no horário diurno, durante o período de trinta dias do corrente ano. Foi construído um instrumento (questionário) com perguntas do tipo fechada, com questões pertinentes ao assunto abordado a professores e aos pais dos alunos.

A partir das respostas obtidas os dados foram tabulados para se obter os resultados da pesquisa em questão. Os dados foram coletados no horário diurno, durante o período de trinta dias do corrente ano via Facebook em função das escolas estarem de recesso por conta da pandemia do Corona Vírus.

Análise dos Resultado e Discursões

Ao país e professores foram indagados sobre qual a importância da participação da família na escola? As respostas foram as mais variadas possíveis e estão resumidas na opinião de professoras e familiares que vão se contextualizar:

– Sem a família, não podemos ter nenhum sucesso, pois só a família pode complementar o trabalho pedagógico da escola, com acompanhamento com participação para que o aluno se sinta protegido (Professora 1);

– Penso que meu filho não pode ficar ao Deus dará, por que em casa precisa estudar também (Familiar 1);

– A participação da família é de suma importância por que a educação começa em casa e a escola funciona tão somente como o repasse do conhecimento científico, mas a preparação para a vida é da família (Professora 2);

– Muitas vezes não sei como ajudar meu filho quando ele traz tarefa da escola. Mas deixo bem claro que ele precisa estudar em casa e tento passar para ele o que os meus pais me passaram (Familiar 2);

– Escola e família tem que caminhar juntos o tempo todo para que o aluno entenda que uma é complemento da outra (Professora 3);

– Acompanho tudo da minha filha na escola; vou a reuniões, pergunto aos professores como ela está indo; quando ela chega em casa vejo sem tem dever a fazer; vejo os recados que a professora manda (Familiar 3)

O trabalho nas escolas deve partir do princípio de que os alunos, de uma maneira geral, necessitam ter conhecimentos e habilidades que os auxiliem na adoção de comportamentos corretos. Marques (2003, p. 32) observa:

Alguns alunos são mais vulneráveis do que outros, pois além de vivenciarem as mudanças próprias da idade, ainda se deparam com mudanças relacionadas com a estrutura familiar e condições de vida, como pobreza, desemprego, baixa escolaridade e violência, além da falta de acesso amplo aos meios de comunicação, serviços de saúde e aos meios de prevenção. Somadas aos diversos fatores de vulnerabilidade, algumas características próprias dos alunos aumentam o desafio que representa o desenvolvimento de estratégias e ações eficazes: despreparo dos pais; onipotência e sentimento de invulnerabilidade; barreiras e preconceitos; dificuldade de tomar decisões; indefinição de identidade, conflito entre razão e sentimento; necessidade de afirmação grupal; e dificuldade de administrar esperas e desejos.

Desta forma, os alunos acabam por forma um contingente populacional prioritário das ações em que a família pode evitar, principalmente por que se encontram nas escolas. Essas ações devem ser de nível nacional, mas deve guardar as necessidades peculiaridades regionais, tentando promover o desenvolvimento de suas habilidades específicas, de forma a exercitar a tomada de decisão mais acertada e a resolução de problemas. Marques (2003, p. 33) continua sua análise de programas de interação entre família e escola: “A limitada informação sobre as consequências da não participação das famílias na escola contribui para a vulnerabilidade dos alunos.Portanto, é na educação que a escola deve identificar a forma mais correta de controle, particularmente na juventude, como uma prioridade curricular. O segundo questionamento se referiu como deve acontecer essa Participação? Os resultados estão resumidos no gráfico abaixo:

COMO OS PAIS DEVEM PARTICIPAR DAS ATIVIDADES DA ESCOLA

Como se pode observar na gráfico 11, 43,33% dos entrevistados falam que participação dos pais se dá a partir da ajuda na lição de casa; 23,33% indicaram que a leitura de livros em conjunto é de suma importância; 16,57% falaram que é de muita importância a participação em reuniões; 10,00% em festividades e, 6,57% em outras atividades. Não resta dúvida que a participação de pais em ajudar os seus filhos na lição de casa é muito importante, bem como todas as outras indicações.

Mais o que é participação na escola? Participar é, antes de tudo, um processo, uma caminhada, que desafia qualquer grupo que queira influenciar os seus destinos, a sua história (MORAES FILHO, 2013). Participar na escola é um desafio que gera dentro da sociedade humana caminhos pacíficos – através do diálogo e da negociação – para a conquista de seus direitos, para um aclaramento de seus deveres, para uma determinação de seus limites e de sua potencialidade. A participação impulsiona a escola a descobrir, através do uso de sua criatividade, formas alternativas de conquistar uma melhoria de qualidade do ensino. Participar é tomar parte em alguma coisa, é ter parte em alguma coisa, é fazer parte de algo, é ser parte de uma coisa.

Assim, os pais que tomam parte das atividades da escola, têm parte, são parte da escola. Quer dizer, participam desse conjunto que forma a escola. Mas participar tem também sentido mais específico. Significa atualmente uma conquista que os pais vêm fazendo para poderem se responsabilizar pela procura de solução para todo e qualquer problema que exista na escola. Cada vez mais a palavra “participar” vai tomando o sentido de exteriorizar uma necessidade que os pais têm dentro de si de querer expressar o que pensam fazer e construir, sentir-se unido a outros pais e a comunidade escolar como um todo.

“Participar” vai se tornando uma necessidade de auto expressão, de valorização de si mesmo, de valorização da escola. Os pais vivendo na escola vão percebendo que existem alguns que têm nas mãos as decisões, apossaram-se do poder. Essa descoberta faz com que se tenha vontade de tomar parte nas decisões, que se procure construir e responsabilizar-se pelas soluções tomadas por esse poder. Daí surge à necessidade de participar das atividades na escola que fazem com que os pais progridam social e individualmente.

A participação na escola acontece hoje quando os pais descobrem que no seu relacionamento com os outros pais e com os funcionários da escola (direção, técnicos, professores e pessoal administrativo) percebem que existe um espaço para que eles expressem, valorizem o que a escola é, o que pensam, o que refletem, o que fazem. Nessa expressão, pensamento, reflexão, valorização, os pais se realizam, se sentem úteis, se sentem responsáveis, se sentem participativos e participam.

PARTICIPAÇÃO EM REUNIÕES

Com Relação a Participação em reuniões, 43,18% disseram que não participam de reuniões; 27,27% informaram que sim, que participam sim de reuniões na escola; e 25,55% disseram que as vezes participam. Participar tem muito a ver com o envolvimento efetivo nos destinos, nos rumos e no poder de decisão daquelas resoluções que poderão interferir na vida de cada uma das pessoas que compõe a comunidade escolar.

Ainda hoje acontecem grandes lutas, como: as lutas contra o preconceito, que certamente levarão a humanidade a participar da grande universalidade das raças; as lutas contra a guerra e pela paz; as lutas pela preservação da ecologia; as lutas pelos pobres e oprimidos. Essas grandes lutas acontecem para que as diversas categorias de seres humanos possam participar das grandes decisões e possam responsabilizar-se pelas decisões tomadas por aqueles que estão no poder em nome do povo.

Participar é a grande batalha dos pais na escola para poderem traçar o caminho de seu próprio destino. A participação se realiza na organização escolar também. Ela muitas vezes é entendida como uma caminhada que precisa ser feita para que as pessoas desenvolvam uma consciência crítica e adquiram poder. Neste ponto o conflito é quase inevitável, ao tratar da questão “participação” é preciso esclarecer alguma coisa a respeito do tema “o poder”. É interessante falar sobre “participação e poder”, porque é muito comum encontrar alguém usando o poder, ditando ordens, agindo autoritariamente e que no seu discurso diz que está proporcionando, provocando, concedendo participação.

Os caminhos e as armas para a conquista, conforme observa Bicudo (2008, p. 134): 1 – A organização, buscando o pleno uso da cidadania; 2 – A busca de interesses comuns que promovam a união; e, 3 – A negociação e o diálogo como forma prática de usar a liberdade. Mas o que se torna evidente é que existem muitos seres humanos que têm interesses comuns. E esses interesses comuns podem ou não provocar uma união. Em seguida foi perguntado quais os principais benefícios que são proporcionados pela participação dos pais na escola? A respostas estão resumidas nos seguintes depoimentos?

– Quando a família participa da escola os alunos percebem isso com muita clareza e se sentem motivados (Professora 4);

– Acho que quando meus filhos me veem na escola eles se dedicam mais aos estudos e fazem tudo que a escola pede em casa (Familiar 4);

– A participação dos pais na escola influencia bastante no rendimento dos alunos (Professora 5);

– Meu filho sempre pergunta se não vou a escola e quando faço isso percebo uma melhoria no seu desempenho (Familiar 5);

– Quando os alunos têm pais que participam da escola o aluno fica bem mais interessado e se sente mais responsável querendo aprender por que sabe que será cobrado em casa (Professora 6);

– Vou sempre a escola por que quero que meus filhos percebam o quanto estudar é importante para o futuro deles (Familiar 6).

Como se pode observar pelas respostas, todos os entrevistados acima falam da melhoria do desempenho dos alunos quando seus pais participam e interagem com a escola. Percebe-se claramente, nas respostas dos entrevistados que a escola e a família se tornam um fator importante no processo de identidade do aluno. A interação escola x família é a dinâmica de grupo, já que o ensino desses alunos é em grupo e são muito mais complexas de que o relacionamento familiar. Sabine (2019, p. 81)56 diz que: “Em todas as culturas, entre os 5 e os anos idade que os alunos começam a receber algum tipo de instrução sistemática. Em alguns casos essa instrução não é fornecida pelo professor. Assim, o aluno descobre que a aceitação ou rejeição social depende de suas realizações”.

Assim fica bem evidente nas palavras de Sabine (2019) que a interação escola x família se faz obrigatória, pois o autor deixa claro que a verdadeira educação é aquela que contribui para o desenvolvimento da inteligência e para a formação da personalidade, do autoconceito, do pensamento crítico, da independência, da responsabilidade e ainda do espírito cooperativo e da amizade e isso só ocorre quando escola e família trabalham juntos. A evidência de que escola e família devem atuar em conjunto está na ação coletiva.

Classicamente, distinguem-se diversos tipos de grupos e agrupamentos na escola. Podese chamar grupo nominal ou categoria social um conjunto de indivíduos que partilham uma característica comum. Chamar grupo latente num conjunto de indivíduos caracterizados por um interesse comum. No caso da interação escola x família, o grupo que as compõem podem assim serem chamados. Por grupo organizado, entender-se-á um grupo dotado de mecanismos de decisão coletiva. Pode-se, enfim, falar, por convicção de grupos semiorganizados, a propósito de grupos latentes representados por organizações que afirmam defender seus interesses

Considerações finais

Esta investigação trouxe à baila questionamentos interligados ligados a participação da família na escola e seus reflexos na permanece dos alunos por intermédio da opinião de professores e pais de alunos. As análises e reflexões argumentativas sobre a interação da escola e da família na escola produziram um só indicativo.

A escola e a família, juntas têm a função de proteger os jovens das mais diversas atrações negativas que o mundo lhe oferece e, sejam crianças e/ou adolescentes com sonhos e atitudes. Sem dúvida que são inúmeros os problemas registrados no cotidiano escolar. Esses problemas aparecem sempre motivados por uma infinidade de carências ou excessos na relação com os pais. Diante disso, a escola é o espaço, aonde vem à tona todas as situações não resolvidas. A natureza desses comportamentos quase sempre traz distorções de caráter e tornam as relações humanas mais artificiais e menos autênticas. Então, quando estes problemas são identificados, além das providências legais e administrativas, a escola deve proceder de uma forma de identificar causas e combatê-las com a decisiva participação familiar.

Ao longo do estudo, alguns autores, informaram métodos eficientes de ação para que a família participe da escola, considerando sempre a interação escola e família. Essa preocupação será atual em qualquer época, pois não existe sinal maior de confiança e adesão do que a vivência escolar. Outros autores confirmaram que o cotidiano escolar pode ser alterado com o fracasso no desempenho escolar e que, a família se desinstala com a chegada do novo, enquanto a escola encara essa novidade como se não fosse com ela. Evidente que é um problema comum e, família e escola não podem se esconder do problema.

Assim diante do objetivo de proceder a afetividade entre escola e família que possibilite a interação entre escola e família no processo educativo, esta investigação pode concluir que quando se tem uma efetividade entrelaçadas entre família e escola o sucesso escolar é garantindo. Dessa forma, conclui-se que as atitudes marcantes na vida dos alunos são as vivências de comportamentos, que são incumbências da família e da escola, sendo fundamental vê a educação formal como resultado de uma parceria tríplice entre escola, pais e alunos. O interessante desta afirmação é a ratificação do papel da escola como responsável pelo processo educacional em igualdade de condições com a família.

Referencias

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1Artigo extraído, da dissertação de Mestrado apresentado a Facultad de Postgrado Maestría en Ciências de la Educación em la Universidad de la Integración de las Américas – UNIDA, Localizada na Cidad del Este – Paraguai, para obtenção do título de Mestra em Ciência da Educação no ano de 2022.

2Professora Graduada em Licenciatura em Pedagogia pelo Centro Universitário do Norte (2013), Especialista em Psicopedagogia pelo IDAAM (2015) – Mestrado em Ciências das Educação – Universidad de Integracion de las Americas (2022)