QUAL O PAPEL ESTRATÉGICO DA ANTROPOMETRIA NO MONITORAMENTO DAS PRÁTICAS DE CROSSFIT®? UMA REVISÃO NARRATIVA

WHAT SHOULD BE THE STRATEGIC ROLE OF ANTHROPOMETRIC IN MONITORING CROSSFIT® PRACTITIONERS? A NARRATIVE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202509030745


Albert Smith Ribeiro de Carvalho¹
Athirson Feitosa da Silva²
Giordano Gonçalves Batista Júnior²
Antonia Gerlane Mendes da Silva²
Alexandre de Oliveira Costa³
Mauro Fernando Lima da Silva⁴


Resumo

Este estudo aborda a relação entre medidas antropométricas e saúde e o desempenho físico de praticantes de CrossFit®, com ênfase nos impactos na saúde e qualidade de vida. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica narrativa e qualitativa, utilizando fontes confiáveis como Google Scholar, Periódicos CAPES e SciELO, no período de 2000 a 2025. Foram analisados conceitos fundamentais de antropometria, características do CrossFit®, e a influência de variáveis corporais como índice de massa corporal, percentual de gordura e massa muscular na performance. Os resultados indicaram que a avaliação antropométrica é uma ferramenta essencial para potencializar o desempenho esportivo, prevenir lesões e promover a saúde geral. Apesar de limitações como a dependência de fontes secundárias, o estudo oferece subsídios relevantes para o entendimento da interação entre composição corporal e prática esportiva, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias personalizadas no CrossFit®.

Palavras-chave: Antropometria. CrossFit®, Composição corporal, Qualidade de vida e Saúde.

ABSTRACT

This study examines how body composition (BMI, Fat %, Muscle Mass) affects CrossFit® athletes’ performance and health. Analyzing literature from 2000-2025, findings show that optimal body composition—lower fat and higher muscle mass—enhances high-intensity performance. Anthropometric assessments help customize training, prevent injuries, and improve health. While methodological differences exist across studies, the research highlights the importance of tailored programs based on individual physiology. These insights benefit both athletic performance and general well-being, demonstrating anthropometry’s key role in sports science and health optimization.

Keywords: Anthropometry, CrossFit®, Body composition, Quality of life and Health.

1 INTRODUÇÃO

A antropometria, ciência dedicada ao estudo das medidas corporais, desempenha um papel central na análise da saúde, desempenho físico e composição corporal, sobretudo em modalidades esportivas que exigem alta demanda física (Talavera-Hernández et al, 2025; Toro-Román et al, 2023; Casadei, Kiel, 2019). No contexto do CrossFit — método que integra força, resistência e movimentos funcionais em treinos de intensidade variável —, a avaliação antropométrica emerge como ferramenta indispensável para personalizar estratégias de treinamento, monitorar progressos e prevenir riscos à saúde (Sá Filho et al, 2025; Alcaraz et al, 2025). Estudos recentes destacam que parâmetros como percentual de gordura, massa muscular e distribuição corporal influenciam não apenas a performance, mas também a qualidade de vida e a prevenção de lesões (Fernando et al., 2021; Chacao et al., 2019). 

O CrossFit® é uma abordagem de treinamento normalmente vista como de grande intensidade e volume, caracterizada por breves períodos de descanso. Esse método combina vários exercícios funcionais, incluindo levantamento de peso, agachamentos, arranque, elementos de ginástica, além de atividades com remo e ciclismo. (Wood et al, 2022, Dominski et al. 2021, Tibana; Almeida; Prestes, 2015). Se popularizou em todo planeta tendo à capacidade de atrair indivíduos de diferentes idades e níveis de aptidão, buscando tanto o aprimoramento esportivo quanto a saúde integral (Engst et al, 2025).  Nesse cenário, as medidas antropométricas vem tornam-se aliadas estratégicas, permitindo ajustes precisos em treinos e nutrição, conforme evidenciado por pesquisas que associam composição corporal otimizada a ganhos de força, resistência e mobilidade (Zeitz et al., 2020; Cardoso et al., 2021).

Diante desse contexto, este estudo busca responder: de que maneira as medidas antropométricas influenciam a saúde e o desempenho físico dos praticantes de CrossFit®? Partese do pressuposto que variáveis como maior massa muscular e menor percentual de gordura estão associadas a melhores resultados na prática, enquanto o monitoramento contínuo desses parâmetros contribui para a prevenção de lesões e a promoção da qualidade de vida. Além disso, pressupõe-se que métodos antropométricos avançados podem otimizar treinos e ampliar o sucesso esportivo em diferentes níveis de praticantes.

O objetivo geral é investigar a influência das medidas antropométricas na saúde e no desempenho de praticantes de CrossFit®, com os seguintes objetivos específicos: (1) analisar métodos de avaliação antropométrica aplicáveis à modalidade; (2) identificar como variáveis corporais impactam a performance; e (3) discutir os benefícios dessa prática para a saúde global. A relevância do estudo reside em oferecer subsídios científicos para a integração entre ciência e prática esportiva, além de contribuir para estratégias personalizadas que potencializem resultados físicos e bem-estar.

2 DESENVOLVIMENTO DO REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 O CrossFit e Suas Características

Criado por Greg Glassman na década de 1990, o CrossFit® é um método de treinamento que integra força, resistência, agilidade, coordenação e potência em rotinas funcionais e diversificadas . (Wood et al, 2022, Dominski et al. 2021, Tibana; Almeida; Prestes, 2015).. Sua essência reside na combinação de elementos do levantamento de peso olímpico, ginástica e atividades aeróbicas, organizados em treinos diários conhecidos como WODs (Workouts of the Day) (Crossfit, 2021). Essa abordagem multifacetada busca aprimorar o desempenho físico de forma ampla, diferenciando- se de métodos tradicionais pela ênfase na adaptabilidade e na funcionalidade (Chacao et al., 2019; Cardoso et al., 2021).

A intensidade é um dos pilares centrais do método, responsável por estímulos fisiológicos como aumento da capacidade cardiovascular, ganho de força muscular e melhoria da resistência(Crossfit, 2021). A execução de movimentos em alta velocidade, com cargas progressivas e intervalos curtos, não apenas potencializa a queima calórica, mas também acelera ganhos de condicionamento físico, contribuindo para sua popularidade global (Fernando et al., 2021; Zeitz et al., 2020).

Outra característica distintiva é a variação constante dos treinos, que evita a monotonia e mantém os praticantes engajados. Cada WOD (rotina de treina do CrossFit®) é único, mesclando exercícios e formatos diferentes – desde levantamentos complexos, como snatches e clean and jerks, até corridas e saltos (Crossfit, 2021). Essa dinâmica previne a estagnação física e psicológica, adaptando-se a diversos níveis de habilidade, o que explica sua alta adesão mesmo entre iniciantes (Brustolin et al., 2024; Fazoli et al., 2021).

A multimodalidade do CrossFit® reflete-se na integração de capacidades físicas distintas em um único programa. Movimentos como agachamentos, barras e remadas são combinados a atividades aeróbicas intensas, gerando estímulos que aprimoram a performance funcional e transferem habilidades para o cotidiano – como maior equilíbrio e coordenação (MenarguesRamírez et al., 2022; Peña et al., 2021).

Além dos aspectos físicos, o método destaca-se pelo senso de comunidade. A prática coletiva, o incentivo mútuo e a superação de desafios em grupo criam um ambiente motivador, associado não apenas a melhorias fisiológicas, mas também a benefícios emocionais e sociais. Estudos indicam que essa dinâmica colaborativa é decisiva para a adesão de longo prazo, fortalecendo vínculos e promovendo bem-estar integral (De Jesus et al., 2024; Cardoso et al., 2021).

2.2 Medidas Antropométricas e Performance no CrossFit

A relação entre medidas antropométricas e desempenho no CrossFit® é amplamente estudada devido à exigência de capacidades multidimensionais – força, resistência e mobilidade – diretamente influenciadas pela composição corporal. Parâmetros como percentual de gordura, massa muscular e distribuição muscular destacam-se como determinantes para o desempenho máximo, especialmente em atividades de alta intensidade e variabilidade (Fernando et al., 2021; Chacao et al., 2019). O percentual de gordura corporal está associado à resistência cardiovascular e à agilidade, fundamentais em WODs que exigem explosões energéticas rápidas. Níveis reduzidos, porém dentro de limites saudáveis, otimizam a eficiência metabólica, enquanto a gordura mantém funções protetivas articulares e serve como reserva energética em atividades prolongadas (Zeitz et al., 2020; Cardoso et al., 2021).

Já a massa muscular é decisiva para exercícios que demandam força e potência, como levantamentos olímpicos e agachamentos. Praticantes com maior massa muscular exibem melhor desempenho em tarefas explosivas, sendo a distribuição muscular – especialmente em tronco e membros inferiores – crítica para estabilidade e mobilidade em movimentos complexos (Peña et al., 2021; Fazoli et al., 2021).

A mobilidade, por sua vez, depende não apenas da flexibilidade articular, mas também do equilíbrio entre massa magra e gordura. Proporções adequadas entre peso corporal e força favorecem a amplitude de movimento e o controle postural, reduzindo riscos de lesões durante exercícios técnicos, como ginástica e levantamentos (Brustolin et al., 2024; Fazoli et al., 2021).

Evidenciam tem mostrado que a composição corporal otimizadas representa menor gordura e maior massa muscular magra, estão associadas a melhor desempenho competitivo, eficiência metabólica e recuperação acelerada entre treinos. Essa integração entre variáveis antropométricas e adaptação fisiológica reforça a necessidade de monitoramento contínuo para ajustes no treinamento de cada praticante (Fernando et al., 2021; Zeitz et al., 2020).

2.3 Saúde e Qualidade de Vida dos Praticantes de CrossFit®

O CrossFit® transcende o âmbito esportivo, impactando positivamente a saúde global e a qualidade de vida de seus praticantes. Sua metodologia, baseada em intensidade, variação e multimodalidade, promove melhorias na aptidão física, prevenção de doenças crônicas e bemestar psicossocial. Estudos destacam que a prática não só aprimora capacidades atléticas, mas também fortalece a percepção de saúde e a satisfação pessoal (Chacao et al., 2019; MenarguesRamírez et al., 2022).

Um dos benefícios centrais é a melhoria da saúde cardiovascular. A alta intensidade dos treinos estimula o sistema cardiorrespiratório, elevando a capacidade aeróbica e reduzindo fatores de risco como hipertensão e dislipidemia. Além disso, o controle do peso corporal, monitorado por medidas antropométricas (como circunferências e percentual de gordura), contribui para a prevenção de obesidade e diabetes tipo 2 (Fernando et al., 2021; Zeitz et al., 2020).

Na esfera musculoesquelética, movimentos variados com cargas progressivas fortalecem músculos e articulações, aumentando a resistência a lesões e melhorando a autonomia funcional em atividades cotidianas. Esse aspecto é particularmente relevante para adultos mais velhos, que encontram no CrossFit® uma ferramenta eficaz para preservar força, equilíbrio e mobilidade (Neves et al., 2020; Fazoli et al., 2021).

O ambiente motivacional e colaborativo do CrossFit® também se destaca, reduzindo níveis de estresse e ansiedade por meio da conexão social e do apoio mútuo. A sensação de pertencimento gerada nas aulas está diretamente ligada à alta adesão e à melhoria do bem-estar emocional, evidenciando o papel da prática na saúde mental (De Jesus et al., 2024; Cardoso et al., 2021).

A adaptabilidade do método permite que pessoas de diferentes idades e níveis de aptidão usufruam de seus benefícios. Desde iniciantes até atletas avançados, a personalização dos treinos – respaldada por avaliações antropométricas regulares – assegura uma abordagem integrada, que equilibra desempenho físico, saúde metabólica e equilíbrio psicológico (Fernando et al., 2021; Zeitz et al., 2020).

2.4 Medidas antropométricas e crossfit: impactos na saúde e performance

A antropometria, ciência dedicada ao estudo das medidas corporais humanas, desempenha papel central na análise da composição corporal e no monitoramento de variáveis fisiológicas e funcionais. Sua aplicação transcende a simples coleta de dados, permitindo compreender relações entre saúde, desempenho físico e estética – aspectos críticos em atividades de alta intensidade como o CrossFit®. Estudos destacam que essas medidas não apenas identificam padrões corporais, mas também fundamentam estratégias nutricionais e de treinamento personalizadas (De Jesus et al., 2024; Fazoli et al., 2021).

Entre os métodos de avaliação, destacam-se técnicas básicas (peso, altura, circunferências) e avançadas, como bioimpedância elétrica e densitometria por dupla emissão de raios-X (DXA). Essas ferramentas fornecem parâmetros precisos sobre percentual de gordura, massa muscular e distribuição corporal, dados essenciais para atletas de CrossFit®,l cuja performance depende da otimização entre força, resistência e mobilidade (Chacao et al., 2019; Menargues-Ramírez et al., 2022).

A relevância da antropometria amplia-se ao permitir o monitoramento temporal de mudanças corporais. Essa capacidade é valiosa tanto para prevenir condições como obesidade e sarcopenia quanto para aprimorar resultados esportivos. Em praticantes de CrossFit®, por exemplo, o acompanhamento regular está associado a melhorias no desempenho e no bemestar, evidenciando seu papel não apenas quantitativo, mas também orientador de intervenções (Brustolin et al., 2024; Neves et al., 2020).

Além disso, a aplicação em atletas revela correlações entre composição corporal e sucesso competitivo. Proporções como maior massa muscular e menor gordura corporal mostram-se decisivas em tarefas que exigem potência e agilidade, características centrais no CrossFit (Zeitz et al., 2020; Peña et al., 2021). Isso reforça a necessidade de análises técnicas rigorosas, especialmente em modalidades que combinam força e resistência.

Por fim, a antropometria impacta diretamente a saúde global e a qualidade de vida. No CrossFit, sua integração ao treinamento permite ajustes que previnem lesões e otimizam adaptações fisiológicas. Avaliações regulares, aliadas a intervenções nutricionais e de exercício, potencializam os benefícios da prática, equilibrando desempenho e segurança (Fernando et al., 2021; Cardoso et al., 2021).

3 METODOLOGIA 

Metodologicamente, trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa e qualitativa, pois os quais são caracterizados como publicações que visam a descrever, de maneira ampla, o desenvolvimento de um assunto específico e os tipos de metodologias (Cannuto; De Oliveira, 2020) que estão sendo empregadas por acadêmicos e pesquisadores no estudo do tema e apresenta como uma das principais formas de se mapear os saberes científicos produzidos em uma dada área técnicas-discursiva, desenvolvida em bases como Google Scholar, Periódicos CAPES e SciELO, com recorte temporal de 2000 a 2025. Utilizaram-se os descritores “antropometria”, “CrossFit®”, “composição corporal” e “qualidade de vida”, incluindo artigos em português e inglês disponíveis integralmente. Textos incompletos ou de acesso restrito foram excluídos.

Estruturalmente, o trabalho inicia-se pela contextualização teórica sobre antropometria e CrossFit, avança para a análise dos impactos na saúde e performance e conclui com reflexões sobre a aplicabilidade prática dos achados. Espera-se que esta abordagem organizada e lógica ofereça insights valiosos para atletas, treinadores e pesquisadores interessados na interação entre corpo, saúde e esporte.

4 RESULTADOS E DISCURSÃO

Dentre as evidências encontradas para o recorte temporal de 2020 a 2025, indicam que a avaliação antropométrica é uma ferramenta crucial para otimizar o desempenho e prevenir lesões e lesões do CrossFit®. Estudos que utilizam as modernas plataformas de análise da composição corporal, que compararam antropometria com métodos como a DXA e a bioimpedância, mostram que atletas com baixo percentual de gordura e maior massa magra têm melhor desempenho em movimentos funcionais de alta intensidade (Zeitz et al., 2020; Menargues-Ramírez et al., 2022). Esses achados alinham-se às demandas da modalidade, nas quais a relação potência-peso, resistência muscular e eficiência metabólica são determinantes para o sucesso (Peña et al., 2021).

Observa-se que adiposidade excessiva (>20% em homens, >28% em mulheres) está correlacionada com menor agilidade e capacidade aeróbica, enquanto maior massa magra (>40– 45% do peso total) melhora força e recuperação (Fernando et al., 2021; Cardoso et al., 2021). No entanto, níveis extremamente baixos de gordura (<10% em homens, <16% em mulheres) podem comprometer funções hormonais e resistência articular, reforçando a necessidade de monitoramento equilibrado (Brustolin et al., 2024).

A natureza multimodal do CrossFit® exige uma composição corporal harmoniosa para reduzir riscos de lesões. Atletas com desequilíbrios musculares (ex.: cadeia posterior fraca) ou alto percentual de gordura visceral estão mais suscetíveis a lesões por sobrecarga (Toro-Román et al., 2023). O acompanhamento antropométrico regular—especialmente de circunferências e massa magra segmentar—permite ajustes personalizados no treino. Por exemplo, o aumento da massa muscular do tronco reduz o estresse lombar em levantamentos olímpicos, enquanto um equilíbrio entre quadríceps e isquiotibiais melhora a estabilidade do joelho (Alcaraz et al., 2025).

Dados meta-analíticos indicam que a periodização nutricional e de treino, guiada por antropometria, pode aumentar a massa magra em 1,5–2,5 kg em 12 semanas, impactando diretamente o desempenho nos WODs (Sá Filho et al., 2025).

Além do desempenho esportivo, a antropometria atua como um indicador de saúde. Praticantes de CrossFit® com composição corporal adequada apresentam menores marcadores de risco cardiometabólico (ex.: colesterol LDL, glicemia em jejum) em comparação a indivíduos sedentários (Engst et al., 2025). Estudos também associam o ambiente de treino em grupo—combinado com feedback corporal—a melhorias na saúde mental, provavelmente devido ao aumento da autoeficácia e suporte social (Neves et al., 2020).

Apesar da robustez das evidências, há lacunas em estudos longitudinais que acompanhem mudanças antropométricas em diferentes faixas etárias e níveis de habilidade. Além disso, protocolos padronizados para avaliações práticas (ex.: dobras cutâneas vs. bioimpedância) são necessários para reduzir variabilidade metodológica (Chacao et al., 2019).

A avaliação antropométrica é indispensável para atletas de CrossFit®, conectando desempenho e saúde. Ao personalizar o treino com base na composição corporal, é possível alcançar progresso sustentável, minimizando riscos de lesão e maximizando ganhos funcionais. Pesquisas futuras devem explorar a comparação de instrumentos de alta precisão como o DEXA e tomografia computadorizada com ferramentas de monitoramento acessíveis como é o caso da antropometria, para que assim se possa ter parâmetros adaptados a diferentes contextos cientificos mas que tenha o mesmo valor.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta investigação destacou a conexão entre medidas antropométricas e o CrossFit®, enfatizando seu efeito na saúde e desempenho. Através desta revisão narrativa de literatura, foi corroborado que o controle da composição corporal individual é fundamental para personalizar treinamentos e maximizar resultados, alcançando os objetivos propostos pela modalidade. As conclusões reforçam que a antropometria vai além da mera mensuração de parâmetros externos ao corpo humano, funcionando como ferramenta estratégica para mapear a evolução física e direcionar intervenções preventivas. 

Dados como percentual de gordura e de massa corporal magra demonstraram impacto direto em variáveis críticas do CrossFit – força, resistência e mobilidade, validando as hipóteses iniciais. Uma composição corporal equilibrada, com maior massa muscular e menor gordura, associou-se a ganhos significativos de desempenho, além de favorecer a prevenção de lesões e doenças metabólicas. O acompanhamento e interpretação correta e contínuo dessas métricas revelou-se crucial para promover a saúde integral, equilibrando desempenho e bem-estar. No entanto, esta investigação tem limitações como a dependência de fontes secundárias e a escassez e estudos sobre o tema apontam para a necessidade de investigações futuras, especialmente longitudinais, que investiguem a aplicação prática de métodos antropométricos em populações específicas, como idosos ou indivíduos com necessidades especiais.

Apesar desses obstáculos, o estudo ressalta a relevância de integrar viabilidade científica e monitoramento da prática esportiva. A combinação de dados antropométricos com treinamentos estruturados não apenas potencializa resultados atléticos, mas também transforma a relação dos praticantes com a saúde, promovendo a adoção de hábitos sustentáveis. O CrossFit, dessa forma, se estabelece como uma modalidade inclusiva, cujo potencial transcende o desempenho, que quando bem orientado e monitorado, pode via a promover mudanças significativas na qualidade de vida e abrir espaço para inovações no campo do treinamento voltado a funcionalidade.

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¹Discente do Curso Superior de Pós-Graduação do Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA, como requisito obrigatório para a obtenção do título de Especialista em Docência no Ensino Superior. E-mail: albertsmiith@hotmail.com
²Egressos do Curso Superior de Graduação em Bacharelado em Educação Física da Faculdade Sucesso – FAS;
³Egresso do Curso Superior de Graduação em Bacharelado em Educação Física da Faculdade de Ciências Aplicadas do Piauí – FACAPI;
⁴Docente orientador do Curso Superior de Pós-Graduação do Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA, como requisito obrigatório para a obtenção do título de Especialista em Docência no Ensino Superior. E-mail: maurolima@unifsa.com.br